“Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz.” (Rm 8.5-6)
SETE CONTRASTES
1. A mente carnal. “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,” (Cl 2.18)
1. A mente renovada. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2)
2. A mente corrompida.“….; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas.” (Tt 1.15)
2. A mente pura. “Todas as coisas são puras para os puros; ….” (Tt 1.15)
3. A mente cega. “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” (2Co 4.4)
3. A mente esclarecida. “Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida,” (2Pe 3.1)
4. A mente orgulhosa. “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.” (Pv 16.18)
4. A mente humilde. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” (Fp 2.3)
5. A mente terrena. “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.” (Fp 3.19)
5. A mente do alto. “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;” (Cl 3.2)
6. A mente pervertida. “altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro.” (1Tm 6.5)
6. A mente cristã. “Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (1Co 2.16)
7. A mente reprovável. “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,” (Rm 1.28)
7. A mente aprovada. “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Fp 4.8)
“Se, pois, há em ti entendimento, ouve isto; inclina os ouvidos ao som das minhas palavras.” (Jó 34.16)
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” (Fp 4.7)
TIPO é a representação de pessoa ou coisa espiritual, por pessoa ou coisa material. Já ANTÍTIPO é o que corresponde ao TIPO. O tipo é inferior ao antítipo, isto é, à realidade que aquele representa. Os tipos são figuras representativas de pessoas ou coisas.
Jonas foi um tipo “pessoal” de Cristo: “Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.” (Mt 12.40; comp. Jn 2.1-11).
O efeito vivificador (milagre divino) da serpente de metal levantada por Moisés (tipo), no deserto, é um tipo “espiritual” de Jesus levantado na cruz (antítipo): “E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo 3.14-15; comp. Nm 21.9)
JOSÉ é um significativo tipo de JESUS CRISTO, como segue:
DESCRIÇÃO
JOSÉ
JESUS
Gerado através da intervenção divina
Raquel (indireta) Gn 30.22-24
Maria (direta) Mt 1.18
Pastor fiel
Gn 37.2
Jo 10. 14
Apegado à justiça, denuncia o pecado
Gn 37.2
Jo 7.7; Hb 1.9
Amado pelo pai
Gn 37.3
Mt 3.17; Jo 17.23-24
Odiado pelos irmãos
Gn 37.4
Jo 15.24-25
Invejado pelos irmãos
At 7.9
Mt 27.18
A revelação divina apontava-o como rei sobre seus irmãos
Gn 37.5-8
Is 9.6
Seus pais ficaram pensativos diante das revelações do seu futuro
ADÃO e EVA 3975 a.C. – Criação e orientação divina (Gn 1.26ss). Tentação e Queda (Gn 3.1-7). Julgamento, promessa do Salvador (Proto Evangelho), maldição e expulsão do Éden (Gn 3.8-24).
2419 a.C. – Aos 500 anos de idade Noé tinha gerado seus filhos Sem, Cam e Jafé (Gn 5.32).
2319 a.C. – DILÚVIO – Depois de algum tempo construindo a Arca, conforme orientação divina, Noé (com 600 anos) e sua família entram nela (Gn 7).
2318 a.C. – Depois de 1 ano dentro da Arca, Noé e sua família saem dela (Gn 8).
1969 a.C. – Morte de Noé, com 950 anos (Gn 9.29).
Seus descendentes, que povoaram toda a terra (Gn 9.19): – Sem – Cam – Jafé
ABRAÃO Seus ascendentes (1Cr 1.24-27): Noé > Sem > Arfaxade > Salá > Héber > Pelegue > Reú > Serugue > Naor > Terá > Abrão, que é Abraão.
1967 a.C. – Nascimento de Abrão (Abraão)
1907 a.C. – 1ª Chamada de Abraão (em UR) e ida até Harã, aos 60 anos (Gn 11.31; At 7.3)
1892 a.C. – 2ª Chamada de Abraão (em Harã) e ida para Canaã (Gn 12.1; At 7.3; Hb 11.8-10), aos 75 anos (Gn 12.4). Promessa de descendência.
1891 a.C. – Separação de Ló (Canaã) e promessas de Deus a Abraão (Gn 13.14).
1882 a.C. – Aliança de Deus com Abraão, aos 85 anos (Gn 15.1ss). Deus revela a ele a peregrinação e escravidão dos seus descendentes (em terra alheia), por 400 anos e seu retorno a Canaã (Gn 15.12-16). Sara entrega sua serva egípcia Hagar para Abraão lhe dar filhos (Gn 16.1).
1881 a.C. – Nascimento de Ismael, de Abraão (aos 86 anos) com Hagar (Gn 16.15).
1868 a.C. – Aliança de Deus renovada com Abraão, aos 99 anos e Sara com 89 anos (Gn 17.1ss). (Mudança dos nomes: Abrão>Abraão – Sarai>Sara. A circuncisão é instituída como sinal da renovação da Aliança com Deus. Deus promete um filho a Sara – Isaque).
ISAQUE 1867 a.C. – Nascimento de Isaque, aos 100 anos de Abraão e Sara com 99 anos (Gn 21.1ss).
1830 a.C. – Morte de Sara, com 127 anos (Gn 23.1)
1827 a.C. – Casamento de Isaque, aos 40 anos, com Rebeca (Gn 25.20).
JACÓ 1807 a.C. – Nascimento de Esaú e Jacó, aos 60 anos de Isaque (Gn 25.26). A concepção de Rebeca, após 20 anos, se dá em resposta à oração de Isaque (Gn 25.21).
1792 a.C. – Morte de Abraão, com 175 anos (Gn 25.7-10)
1737 a.C. – Jacó obtém a bênção de Isaque, passando-se por Esaú (Gn 27.1ss).
1736 a.C. – Jacó chega a Harã, fugindo de Esaú (Gn 29.1ss).
1729 a.C. – Jacó se casa com Lia e Raquel (Gn 29.15ss).
JOSÉ 1716 a.C. – Nascimento de José (Gn 30.22-24). ……… Jacó retornou para Canaã com suas 2 esposas, suas 2 concubinas, seus 11 filhos e 1 filha, seus servos e servas.
1700 a.C. – Morte de Raquel no parto de Benjamim (Gn 35.16-19)
1699 a.C. – José e seus sonhos, aos 17 anos (Gn 37.2ss). ……… José é vendido pelos irmãos, para o Egito (Gn 37.28)
1687 a.C. – Morte de Isaque, com 180 anos (Gn 35.28).
1686 a.C. – José é exaltado e feito governador do Egito, após interpretar o sonho de Faraó, aos 30 anos (Gn 41.1ss).
1678 a.C. – O primeiro sonho de José se realiza (após 21 anos); seus 11 irmãos se curvam diante dele (Gn 37.5-8; 42.6).
1677 a.C. – O segundo sonho de José se realiza; seu pai e seus 11 irmãos se submetem a ele no Egito. A família de Jacó vai para o Egito (Gn 37.9-11; 46.1 a 47.11-12).
1660 a.C. – Morte de Jacó, com 147 anos (Gn 49.33).
1606 a.C. – Morte de José, com 110 anos (Gn 50.26).
MOISÉS 1543 a.C. – Nascimento e preservação de Moisés, aquele que seria o libertador de Israel (Êx 2).
1503 a.C. – Moisés havia passado 40 anos no palácio de Faraó (1543-1503 a.C.) sendo preparado; achou que era tudo; tentou agir por conta própria e nada conseguiu (Êx 2.11ss).
1463 a.C. – Moisés passou outros 40 anos no deserto (1503-1463 a.C.), ainda sendo preparado, aguardando o seu chamado e descobrindo que não era nada (Êx 2.15-25).
1462 a.C. – Libertação e saída do povo de Israel do Egito (Êx 12.37ss). Agora, com 80 anos, Moisés é chamado por Deus para ser o libertador de Israel, ajudado por seu irmão Arão. Durante os próximos 40 anos aprenderá que Deus era tudo. Assim, foi usado por Deus para libertar Israel da escravidão do Egito.
1423 a.C. – Final da liderança de Moisés: – Moisés, tendo conduzido o povo de Israel, no deserto, por 40 anos, não teve o privilégio de entrar na terra prometida, bem como toda uma geração pecadora, exceto Josué e Calebe. – A morte de Arão, com 123 anos (Nm 20.23-28; Nm 33.38-39; Dt 10.6-7). – Deus designa Josué como sucessor de Moisés (Nm 27.15-22).
JOSUÉ 1422 a.C. – Josué assume a liderança de Israel (Dt 34.9).
CALEBE 1416 a.C. – Líder da tribo de Judá e um dos 12 ESPIAS enviados a Canaã (Nm 13.6). Ele e Josué foram corajosos e fiéis ao Senhor, voltaram com boas notícias e por isso entraram na Terra Prometida (Nm 14.30). Recebeu a promessa de herança de terra com 40 anos de idade. Apenas 45 anos depois viu o cumprimento da promessa, aos 85 anos de idade (Js 14.6-15).
PERÍODO DOS JUÍZES 1415 a.C. – O estabelecimento dos juízes sobre Israel (Jz 2.16ss)
1372 a.C. – Morte de Josué, com 110 anos (Js 24.29-31)
PERÍODO DOS REIS – MONARQUIA
1065 – 1025 a.C. – O REINADO DE SAUL (40 anos)
1025 – 985 a.C. – O REINADO DE DAVI (40 anos)
985 – 945 a.C. – O REINADO DE SALOMÃO (40 anos)
O REINO DIVIDIDO
945 – 722 a.C. – DE JEROBOÃO À QUEDA DE ISRAEL
945 – 586 a.C. – DE ROBOÃO À QUEDA DE JUDÁ
O CATIVEIRO
586 – 516 a.C. – Cativeiro de Judá na Babilônia.
A RESTAURAÇÃO
516 – 400 a.C. – Retorno do cativeiro de Judá após 70 anos.
PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO
400 – 5 a.C. – Também conhecido como período interbíblico ou quatrocentos anos de silêncio (de Deus).
NOVO TESTAMENTO
JESUS CRISTO
5a.C. – 29 d.C. – A vida de nosso Senhor Jesus Cristo.
LIVROS DO NOVO TESTAMENTO Data aproximada em que foram escritos. 45 d.C. – Tiago 50 d.C. – Evangelho de Marcos 52 d.C. – 1Tessalonicenses 53 d.C. – 2Tessalonicenses 57 d.C. – 1 e 2Coríntios 57-58 d.C. – Gálatas 57-58 d.C. – Romanos 60 d.C. – Evangelho de Mateus 60 d.C. – Evangelho de Lucas 61 d.C. – Filemom 61 d.C. – Colossenses 63 d.C. – Efésios 63 d.C. – Filipenses 64 d.C. – Atos 64 d.C. – 1Timóteo 64 d.C. – Tito 64 d.C. – 1Pedro 65 d.C. – Hebreus 67 d.C. – 2Pedro 67 d.C. – Judas 67 d.C. – 2Timóteo 95 d.C. – Evangelho de João 95 d.C. – 1João 95 d.C. – 2João 95 d.C. – 3João 96 d.C. – Apocalipse
Fonte de consulta de datas: A BÍBLIA em ordem cronológica – Reese, Edward / Klassen, Frank – Ed. Vida – 2003.
✍Nota explicativa✍
1) Aparente inconsistência
Na cronologia apresentada há uma aparente inconsistência quanto ao período em que Israel teria permanecido no Egito, de 400 ou 430 anos:
1677 a.C. – A família de Jacó vai para o Egito (Gn 37.9-11; 46.1 a 47.11-12). 1462 a.C. – Libertação e saída do povo de Israel do Egito (Êx 12.37ss).
Período no Egito: 1677 a.C. – 1462 a.C. = 215 anos.
2) Versículos que registram o tempo no Egito
Segue uma lista dos principais textos bíblicos que mencionam a duração da estada de Israel no Egito, seja em profecia, em narrativa histórica ou em comentários posteriores:
“então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos.” (Gn 15.13)
“Ora, o tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. Aconteceu que, ao cabo dos quatrocentos e trinta anos, nesse mesmo dia, todas as hostes do SENHOR saíram da terra do Egito.” (Êx 12.40-41)
“E falou Deus que a sua descendência seria peregrina em terra estrangeira, onde seriam escravizados e maltratados por quatrocentos anos;” (At 7.6)
Tabela Resumo:
Período (Anos)
Texto
Evento
400
Gn 15.13
Promessa de Deus a Abraão.
430
Êx 12.40-41
Registro histórico no dia do Êxodo.
400
At 7.6
Testemunho de Estêvão no seu martírio.
A variação de 400 × 430 anos (Gn 15.13 e At 7.6 vs. Êx 12.40) se deve, provavelmente, a diferentes formas de cálculo (arredondamentos e inclusões de períodos prévios que Abraão e Jacó viveram como peregrinos) ou, simplesmente, 400 anos seria uma forma simplificada e arredondada de se referir àquele período.
3) Data do Êxodo
“No ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, Salomão, no ano quarto do seu reinado sobre Israel, no mês de zive (este é o mês segundo), começou a edificar a Casa do SENHOR.” (1Rs 6.1)
Este registro nos permite ter uma melhor estimativa para a data da saída do Egito (Êxodo). O quarto ano do reinado de Salomão se deu em cerca de 982 a.C. Portanto, 982 a.C. + 480 anos nos remete ao ano de 1462 a.C. Esta data está bem próxima a defendida por alguns estudiosos para o Êxodo que é 1446 a.C.
4) Data do início dos 400 (ou, 430) anos
A permanência do povo de Israel no Egito é um tema que envolve interpretação histórica e bíblica. A Bíblia apresenta referências explícitas, mas há variações de entendimento entre estudiosos quanto à duração exata desse período.
a) O registro de Paulo
“E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa.” (Gl 3.17)
Período (Anos)
Texto
Evento
430
Gl 3.17
Registro do apóstolo Paulo de que a Lei de Moisés veio 430 anos após a Aliança de Deus com Abraão (Gn 15.18).
Alguns estudiosos entendem que os 430 anos se referem não apenas ao tempo no Egito, mas desde a promessa a Abraão, passando por Isaque e Jacó até a saída do Egito. Baseiam-se em Gálatas 3.17, onde Paulo diz que “a lei veio 430 anos depois da promessa”.
A Lei Mosaica foi outorgada a Israel no monte Sinai, pouco tempo após a saída do Egito, durante a jornada no deserto: “No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai.” (Êx 19.1ss).
1462 a.C. – Libertação e saída do povo de Israel do Egito (Êx 12.37ss).
1462 a.C. + 430 = 1892 a.C. que é uma data muito próxima à 1882 a.C. data essa que registramos, nesta breve cronologia, para a Aliança de Deus com Abraão e quando Deus revela a ele a peregrinação e escravidão dos seus descendentes (em terra alheia), por 400 anos e seu retorno a Canaã (Gn 15.1ss).
Com isso, alguns entendem que o tempo efetivo no Egito foi de cerca de 215 anos, sendo os outros 215 anos o período entre a referida Aliança (1892 ou 1882 a.C.) e a ida da família de Jacó para o Egito (1677 a.C.).
b) Outras interpretações
Entre as outras linhas de interpretação, temos:
Entrada no Egito: por volta de 1876 a.C.
Êxodo: por volta de 1446 a.C.
Tempo total: 430 anos
Naturalmente isso implicaria em revisar todas as datas anteriores e verificar se são consistentes. Por exemplo:
Nascimento de Abraão: 2166 a.C. e não em 1967 a.C.
A data do Êxodo, em 1446 a.C. ou 1462 a.C., não representa qualquer dificuldade. Já não se pode dizer o mesmo quanto a essa data do nascimento de Abraão em 2166 a.C. Esta antecipação de quase 200 anos gera outras dificuldades de conciliação. A Aliança de Abraão com Deus, aos 85 anos, se daria em 2081 a.C. Tal data não se ajusta ao registro de Paulo em Gálatas 3.17, conforme já visto.
5) Considerações finais
Precisamos reconhecer e admitir a dificuldade de se identificar as datas dos eventos mais antigos registrados no Antigo Testamento. Os próprios estudiosos e autores divergem nas suas publicações. Desta forma, estamos lidando com questões difíceis e não ousamos fechar a questão. Consideramos ser mais adequado deixar aqui essas anotações e explicações, para as devidas reflexões.
5 DC – Provável nascimento e infância em Tarso (judeu da dispersão)(At 22.3)
20/26 DC – Estudos em Jerusalém – Como judeu zeloso, da seita dos fariseus (At 22.3; Gl 1.13,14; Fp 3.5-6; At 26.4, 5)
26/32 DC – Estudos em Tarso
32 DC – Perseguidor dos cristãos (Gl 1.13; 1Co 15.9; At 8.3; 9.1; 22.4-5; Fp 3.6; 1Tm 1.13)
35(?) DC – A conversão de Paulo (Gl 1.15; 1Co 9.1; talvez 2Co 12.1-4; At 9.1- 19; 22.4-16; 26.9-18)
2. A carreira de Paulo como apóstolo (30 a 62 anos):
37/39 DC – Três anos na Arábia e em Damasco (e em outras áreas) (Gl 1.17)
– Quinze dias de visita a Jerusalém – Paulo viu a Pedro e a Tiago, irmão de Jesus (Gl 1.18-19)
39/43 DC – Prega em Tarso e em outros lugares da Síria e da Cilícia (At 9 e Gl 1.21)
43/44 DC – Prega com Barnabé em Antioquia (At 11.19-26)
44/45 DC – Viagem a Jerusalém durante a fome (At 11.27-30)
45/47 DC – Primeira viagem missionária (At 13 e 14)
49 DC – Faz-se presente ao Concílio de Jerusalém (Gl 2.1; At 15)
49/51 DC – Segunda viagem missionária (At 15 a 18)
51/56 DC – Terceira viagem missionária (At 18 a 21)
56 DC – Aprisionamento em Jerusalém (At 21)
3. Termina a coleta para os pobres de Jerusalém (At 24.17-18; Rm 15.25-27)
4. Planos de visitar a Espanha e Roma (Rm 15.24, 28)
56/58 DC – Aprisionamento em Cesaréia (At 23 a 26)
58/59 DC – Viagem a Roma (At 27 e 28)
59/61 DC – Aprisionamento em Roma – conforme tradição cristã (At 28)
61/64 DC – Viagens à Espanha, Creta, Macedônia e Grécia (não mencionadas em Atos, embora indicadas em outros documentos como o cânon muratoriano e as epístolas de Clemente)
64/67 DC – Segundo aprisionamento e execução em Roma, durante as perseguições movidas por Nero (só tradição cristã, sem qualquer alusão bíblica) (Obs.: Nero incendiou Roma em 64 DC)
“O ano dos hebreus tinha 12 meses (1Rs 4.7; 1Cr 27.1-15). Parece que o cálculo do tempo se fazia pelo mês lunar e, portanto, o ano deveria ter 354 dias, 8 horas, 48 minutos e 32,4 segundos. As festas anuais eram inseparáveis das épocas da agricultura. O ano restritamente lunar podia fazer que as festas fixadas pelo calendário, não coincidissem com as estações próprias. Era preciso por o ano lunar em correspondência com o ano solar, de 365 dias. Isto se fazia intercalando um mês adicional de três ou de quatro em quatro anos, sobre que a Bíblia nada conta.” (Dicionário da Bíblia – John D. Davis)
Vamos construir juntos este post? Veja como é simples:
Você sugere, no comentário, eu valido e adiciono à lista. Não fique chateado comigo se eu não validar/publicar alguma sugestão. Tente outra.
Mas, sugerir o que???
a) Algo que a Bíblia deu a ideia e o homem fez. Tem que ser alguma coisa muito além da época em que o texto bíblico foi escrito.
b) Pode ser ligado a qualquer área: Tecnologia, Medicina e Saúde, Direito etc
c) Vou começar com alguns exemplos.
Participe! Vamos promover a Bíblia, juntos!
TECNOLOGIA:
1. Outdoor: “O SENHOR me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo.” (Hc 2.2)
2. Projetor: “No mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam, defronte do candeeiro, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via os dedos que estavam escrevendo.” (Dn 5.5)
3. Atlas Geográfico: “Foram, pois, os homens, passaram pela terra, levantaram dela o gráfico, cidade por cidade, em sete partes, num livro, e voltaram a Josué, ao arraial em Siló.” (Js 18.9)
4. Automóvel: “Os carros passam furiosamente pelas ruas e se cruzam velozes pelas praças; parecem tochas, correm como relâmpago.” (Na 2.4)
5.
MEDICINA e SAÚDE:
1. Controle de doenças infecto-contagiosas: “Será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo, habitará só; a sua habitação será fora do arraial.” (Lv 13.46). Na Idade Média, logo que as nações européias observaram que a aplicação da quarentena bíblica trazia a lepra sob controle, aplicaram o mesmo princípio contra a peste negra. Os resultados foram igualmente surpreendentes e milhões de vidas foram salvas.(i)
2. Sanitarismo: “Também haverá um lugar fora do acampamento, para onde irás. Dentre as tuas armas terás um porrete; e, quando te abaixares fora, cavarás com ele e, volvendo-te, cobrirás o que defecaste.” (Dt 23.12-13). Com uma só frase, a Bíblia mostrou o caminho para a libertação de epidemias mortais, como tifóide, cólera e desinteria.(i)
3.
DIREITO:
1.
Fontes:
(i) “A provisão divina para sua saúde”(S.I. McMillen M.D. – Ed. Fiel)
Há algum tempo atrás andou circulando pela Internet um PPS tentando mostrar que o Salmo 118.8 é o verso central da Bíblia. Salvo melhor juízo, creio que o raciocínio não é válido. Diz o texto que o Salmo 118 é o capítulo central, pois há 594 capítulos antes dele e 594 depois. Até aí, tudo certo. Entretanto, o capítulo 118 tem 29 versículos. Logo, o versículo central do capítulo 118 é o 15º e não o 8º. Este é o primeiro equívoco. O segundo é o seguinte. Para se encontrar o verso central é preciso trabalhar com a quantidade total de versículos da Bíblia e não de capítulos. A Bíblia tem 31.104 versículos (Versão Almeida, Revista e Atualizada – SBB). Por ser uma quantidade par, há dois versículos centrais (31.104/2 – 15.552º e o 15.553º) que corresponde ao Salmo 102.27-28. E o que diz estes versículos:
“Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim. Os filhos dos teus servos habitarão seguros, e diante de ti se estabelecerá a sua descendência.”
Lindo texto, não? Depois de falar da brevidade da vida e da transitoriedade do mundo criado, o salmista exalta a imutabilidade do Deus Eterno. Fala também da segurança que usufruem os servos de Deus; o Israel do passado e, por extensão, a igreja de Jesus Cristo.
Um resumo interessante.
A Bíblia tem (Versão Almeida, Revista e Atualizada – SBB):
66 Livros (AT – 39 / NT – 27)
1.189 Capítulos
31.104 Versículos
O menor capítulo é o Salmo 117.
O maior capítulo é o Salmo 119.
O menor versículo é Jó 3.2 (2 palavras e 7 letras). “Disse Jó.”
O maior versículo é Ester 8.9 (94 palavras).
Os que mais escreveram versículos no Novo Testamento foram:
(Desconh = Hebreus)
Os que mais escreveram versículos nas Epístolas do Novo Testamento foram: