A Cronologia de Saulo-Paulo

  1. A vida de Paulo antes da conversão (0 a 30 anos):
  • 5 DC – Provável nascimento e infância em Tarso (judeu da dispersão)(At 22.3)

  • 20/26 DC – Estudos em Jerusalém – Como judeu zeloso, da seita dos fariseus (At 22.3; Gl 1.13,14; Fp 3.5-6; At 26.4, 5)

  • 26/32 DC – Estudos em Tarso

  • 32 DC – Perseguidor dos cristãos (Gl 1.13; 1Co 15.9; At 8.3; 9.1; 22.4-5; Fp 3.6; 1Tm 1.13)

  • 35(?) DC – A conversão de Paulo (Gl 1.15; 1Co 9.1; talvez 2Co 12.1-4; At 9.1- 19; 22.4-16; 26.9-18)

2. A carreira de Paulo como apóstolo (30 a 62 anos):

  • 37/39 DC – Três anos na Arábia e em Damasco (e em outras áreas) (Gl 1.17)

    – Quinze dias de visita a Jerusalém – Paulo viu a Pedro e a Tiago, irmão de Jesus (Gl 1.18-19)

  • 39/43 DC – Prega em Tarso e em outros lugares da Síria e da Cilícia (At 9 e Gl 1.21)

  • 43/44 DC – Prega com Barnabé em Antioquia (At 11.19-26)

  • 44/45 DC – Viagem a Jerusalém durante a fome (At 11.27-30)

  • 45/47 DC – Primeira viagem missionária (At 13 e 14)

  • 49 DC – Faz-se presente ao Concílio de Jerusalém (Gl 2.1; At 15)

  • 49/51 DC – Segunda viagem missionária (At 15 a 18)

  • 51/56 DC – Terceira viagem missionária (At 18 a 21)

  • 56 DC – Aprisionamento em Jerusalém (At 21)

3. Termina a coleta para os pobres de Jerusalém (At 24.17-18; Rm 15.25-27)

4. Planos de visitar a Espanha e Roma (Rm 15.24, 28)

  • 56/58 DC – Aprisionamento em Cesaréia (At 23 a 26)

  • 58/59 DC – Viagem a Roma (At 27 e 28)

  • 59/61 DC – Aprisionamento em Roma – conforme tradição cristã (At 28)

  • 61/64 DC – Viagens à Espanha, Creta, Macedônia e Grécia (não mencionadas em Atos, embora indicadas em outros documentos como o cânon muratoriano e as epístolas de Clemente)

  • 64/67 DC – Segundo aprisionamento e execução em Roma, durante as perseguições movidas por Nero (só tradição cristã, sem qualquer alusão bíblica)  (Obs.: Nero incendiou Roma em 64 DC)

A conversão de Saulo-Paulo (Atos 9.1-19)

Introdução

Paulo, apóstolo enviado aos gentios, é tão proeminente e importante, para que se compreenda a totalidade do movimento cristão, que merece comentários exclusivamente sobre ele. Por conseguinte, torna-se relevante responder aqui a três perguntas: Quem era Saulo-Paulo? O que ele fazia contra a igreja? O que aconteceu na sua conversão?

1. BIOGRAFIA DE SAULO-PAULO (PARCIAL)

Quem era Saulo-Paulo?

1.1 Fontes de Informação

Sabe-se muito mais acerca do apóstolo Paulo do que sobre qualquer outro personagem apostólico. Nosso conhecimento sobre esse apóstolo e o seu ministério é praticamente tudo quanto se sabe acerca do desenvolvimento do Cristianismo, durante aqueles dias. Fora de suas próprias epístolas e do livro de Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento temos apenas uma referência adicional a ele, a saber, em 2Pedro 3.15, onde se lê: “…O nosso amado irmão Paulo…”. A fonte primária de informação, portanto, é o livro de Atos, a fonte secundária de informação são as suas epístolas e as alusões incidentais que ele faz a si mesmo e às suas viagens.

1.2 Sua Origem

Nossos conhecimentos sobre os primeiros anos de sua vida são escassos. Desde o seu nascimento (cerca de 5DC) até o seu aparecimento, em Jerusalém (cerca de 32DC), como o perseguidor dos Cristãos, possuímos informações meramente esparsas, parte das quais não passa de conjectura. Sabemos, contudo, que ele era hebreu (2Co 11.22; Rm 9.1-5; Fp 3.5), nasceu em Tarso, “..cidade não insignificante da Cilícia..” (At 21.39; 22.3); foi circuncidado ao oitavo dia (Fp 3.5), tendo sido criado em Jerusalém (At 22.3).

Não se sabe qual o ano do nascimento de Paulo; porém, quando do apedrejamento de Estevão (que ocorreu em cerca de 32 DC), lemos que Saulo era um jovem (At 7.58). É razoável supor, por conseguinte, que ele tenha nascido na primeira década do século I DC, sendo, assim, um contemporâneo mais jovem de Jesus, embora não haja qualquer evidência de que ele tenha visto alguma vez o Senhor. E não é provável que o tenha visto, pois Paulo jamais se refere ao fato.

Ao nascer, o menino recebeu o nome de Saulo. “Saulo é a versão grega do nome Chaul, em português Saul, de origem hebraica”. Significa “aquele que foi muito desejado”, “o que foi pedido insistentemente” ou “aquele que foi conseguido através de orações”. Paulo significa “pequeno”; mas também é possível que ele tenha recebido o nome de Paulo, simplesmente por ter som semelhante ao nome de “Saulo”. A partir de Atos 13.9, no início da sua primeira viagem missionária, ele passa a ser mencionado como Paulo: “Todavia, Saulo, também chamado Paulo,…”. Também é possível que o apóstolo tivesse um nome romano; mas, nesse caso, não deve tê-lo usado com frequência, portanto, não temos qualquer informação sobre qual seria esse nome. A alteração posterior de seu nome, de Saulo para Paulo, mui provavelmente foi apenas a adoção de seu apelido como nome próprio (At 13.9). Saulo é a forma semítica (hebraica); Paulo, a grega. Das muitas razões sugeridas para a introdução do nome grego, a mais aceitável é que Paulo, agora assumindo a posição de líder da missão gentílica, a forma grega de seu nome era mais apropriada e Lucas passa a designá-lo assim.

Paulo nasceu como cidadão romano (At 16.37; 23.27), provavelmente porque o seu pai também era cidadão romano (At 22.25-28). “Nascer livre” significava nascer romano de um pai que tinha a cidadania romana. Como seu pai obtivera a cidadania romana – se ela foi adquirida a dinheiro, por causa de algum serviço prestado ao estado, ou por outro meio qualquer – não sabemos dizê-lo. Porém, a cidadania romana conferia privilégios e uma proteção que serviram muito bem a Paulo durante seus empreendimentos missionários. Não fosse essa cidadania, e, naturalmente a proteção divina, Paulo teria sido morto ainda no começo de seu ministério. Isto ilustra como Deus usa as condições de cada pessoa. Nenhum dos outros apóstolos era capacitado, por formação e características próprias, a fazer o trabalho que Paulo fez (At 16.35-39; 22.25-29; 23.27).

Os progenitores de Paulo eram judeus muito religiosos,  pertencentes à seita dos fariseus, ou, pelo menos, fortemente influenciados por esse grupo (At 23.6) criaram o seu filho segundo o judaísmo mais estrito (At 26.4-5; Fp 3.5; Gl 1.14) e pertenciam à tribo de Benjamim (Fp 3.5-6).

Pouco se sabe sobre a família de Paulo. Por seus conselhos em 1Coríntios  7.7-8 pode se deduzir que ele era solteiro ou viúvo. De conformidade com o livro de Atos, Paulo tinha uma irmã e um sobrinho que viviam em Jerusalém (At 23.16). Em Romanos são ainda mencionados seus parentes Andrônico e Júnias (Rm 16.7) e Herodião (Rm 16.11).

1.3 Formação

O próprio Paulo aprendera uma profissão em Tarso, a de fabricante de tendas (At 18.3), posto que era costume entre os judeus ensinar alguma profissão.

O treinamento de Saulo, quanto à sabedoria secular ou profana, mui provavelmente incluiu a educação filosófica ordinária, a retórica e a matemática, sem falarmos em seus estudos sobre religião judaica (ver At 22.3; 26.4 e diversas referências, em suas epístolas, a questões como “coroas”, jogos atléticos, lutas etc., o que também servia de principais ilustrações entre os filósofos estoicos para ilustrar os princípios éticos). O fato é que o grego utilizado por Paulo, em suas epístolas, é uma excelente variedade do grego literário “koiné”, o que nos mostra quão bem alicerçada fora a sua educação na linguagem, além de ficar demonstrado o fato de que ele falava o grego como seu idioma nativo (At 21.37), provavelmente do mesmo modo que o hebraico (At 22.2; 21.40). Não se há de duvidar que esse apóstolo também conhecia o latim, e, antes do fim de suas viagens missionárias, já teria aprendido mais um ou dois idiomas (1Co 14.18). Em Jerusalém, Paulo estudou sob a orientação do grande Rabban Gamaliel, o velho, que era altamente respeitado como mestre (At 22.3).

O testemunho pessoal de Paulo, mostra que ele era indivíduo intensamente religioso, tendo-se destacado nessas questões acima de outros jovens de sua idade (At 22.3; Fp 3.6; Gl 1.14). Frequentava regularmente as sinagogas judaicas, antes de sua conversão, e, quando já atingira idade suficiente, tornou-se seguidor fiel do farisaísmo.

Sendo indivíduo religioso tão intenso, tinha alta consideração pelas Escrituras, e a sua conversão não alterou a sua atitude, embora talvez ele tenha compreendido que algumas passagens eram alegóricas e outras literais, conforme se vê em 1 Coríntios 10.1-11 e Gálatas 4.22-31. A erudição maior de Paulo fora adquirida em Jerusalém, naquela escola de fariseus, o que também contribui com algo para explicar o caráter geral de sua vida e de suas crenças, alicerçadas firmemente no judaísmo tradicional.

2. A CONVERSÃO DE SAULO-PAULO (At 9.1-19)

A história da conversão de Paulo é narrada em três lugares do livro de Atos (At 9.3-19; 22.6-21 e 26.12-18), havendo variações quanto aos pormenores, ainda que tudo concorde essencialmente entre si. No primeiro texto, Lucas descreve os acontecimentos; no segundo, Paulo testemunha perante os judeus; no terceiro Paulo apresenta sua defesa perante o rei Agripa e o governador Festo. Em suas epístolas Paulo não apresenta qualquer descrição desse acontecimento. Entretanto indica que algo de sobrenatural lhe aconteceu, além disso, ele reivindica revelação direta de sua mensagem, da parte de Cristo (1Co 15.3-8; Gl 1.15-16).

Ele afirma que o seu contato com Cristo não diferiu da experiência dos outros apóstolos, embora não o tenha visto em carne. Paulo assevera ter tido contato real, embora através de visão ou de experiência mística. Essa ocorrência tem todos os sinais de uma experiência mística, tais como o brilhante resplendor, o sentimento de temor, a purificação psicológica e a renovação espiritual, e até mesmo (conforme ocorre algumas vezes, nesses casos) alguma forma de incapacidade física temporal logo em seguida, o que, na experiência de Paulo, foi a cegueira. Portanto, parece lógico entendermos que Paulo teve uma experiência mística real, que o seu contato com algum poder mais alto foi genuíno, poder esse que o próprio Paulo define como Jesus; e grande parte da teologia e da experiência cristãs dependem dessa declaração. Naturalmente que essa não foi a única experiência mística de Paulo, pois ele também menciona algumas outras (tal como a visita ao terceiro céu, em 2Coríntios 12.1-6), e a sua pregação do evangelho e doutrina repousam essencialmente sobre essas diversas revelações recebidas diretamente do alto (Gl 1.11-17).

A condição original para alguém entrar no apostolado, entre outras, era que o candidato tivesse visto ao Senhor (At 1.21). Ora, essa exigência teve cumprimento na experiência de Saulo. Quando já apóstolo, refere-se Paulo por quatro vezes, em suas epístolas, à sua experiência de conversão. Essas passagens mostram que ele estava convicto da realidade objetiva da mesma, considerando-se como equivalente a “ver” a Cristo, o que o qualificava ao ofício apostólico (Gl 1.15-16; 1Co 9.1; 15.8 e 2Co 4.6). Paulo não estabeleceu distinção alguma entre essa forma de ver e aquelas que os demais apóstolos experimentaram, antes da ascensão, porquanto todas essas aparições foram do “Senhor ressurreto”. Paulo se autodenominava “apóstolo” ou “ministro” dos gentios (Rm 11.13; 15.16; 1Co 1.1; 4.10; 9.1-2; 15.9; 2Co 1.1; Gl 1.1 etc.)

As qualificações ou credenciais (ver 2Co 12.12) de um apóstolo incluem:

(i) Ter sido escolhido pessoalmente pelo Senhor ou pelo Espírito Santo (Mt 10.1-2; At 1.26; Gl 1.1);

(ii) Ter visto o Senhor e ser testemunha de sua ressurreição (At 1.21-22; 1Co 9.1);

(iii) Ser investido com dons miraculosos, os “sinais”, “prodígios” e “maravilhas” (At 5.15-16; At 19.11-12; Hb 2.3- 4).

A seguir, vejamos os detalhes da conversão de Saulo-Paulo, colocando lado a lado e comparando as três narrativas bíblicas sobre este assunto.

2.1 Saulo perseguidor (At 9.1-2)

O que ele fazia contra a igreja?

Atos 9.1-19Atos 22.4-21Atos 26.12-18
v.1 Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote
v.2  e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém.
v.4  Persegui este Caminho até à morte, prendendo e metendo em cárceres homens e mulheres,
v.5  de que são testemunhas o sumo sacerdote e todos os anciãos. Destes, recebi cartas para os irmãos; e ia para Damasco, no propósito de trazer manietados para Jerusalém os que também lá estivessem, para serem punidos.
v.12 Com estes intuitos, parti para Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por eles comissionado.

Antes de sua conversão, sendo ainda jovem, Paulo perseguiu a igreja e munia-se da autorização de cartas oficiais para fazer isso. Portanto, é muito provável que pertencesse a uma família proeminente, ou, pelo menos, que se tenha distinguido extraordinariamente como líder e zeloso religioso, sendo por isso mesmo encarregado do que se pensava ser uma importante missão. Vejamos o que ele diz que fazia contra a igreja antes dessa sua missão em Damasco:

Atos 8.1, 3
1 E Saulo consentia na sua morte (Estevão). Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria.
3  Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere.

Atos 26.9-11
9  Na verdade, a mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno;
10  e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam.
11  Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles, mesmo por cidades estranhas os perseguia.

Gálatas 1.13
13  Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo, como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava.

Saulo se tornara um intenso perseguidor de cristãos; entrava pelas casas, arrastando homens e mulheres para o cárcere, obrigava-os a blasfemar, assolava e devastava a igreja, tendo se tornado participante do assassinato dos irmãos, não poupando nem mesmo a mulheres.

Qual teria sido a razão de toda aquela fúria? (At 22.4; 26.9-11). A grande mensagem de Estevão, dada pelo Espírito Santo, onde ele fez toda a lei e os profetas culminarem em Cristo (At 7), o qual eles assassinaram, tornou-se um verdadeiro estopim (At 7.54).

2.2 Saulo atingido por Deus (At 9.3-7)

O que aconteceu na sua conversão?

Atos 9.1-19Atos 22.4-21Atos 26.12-18
v.3a Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco,v.6a Ora, aconteceu que, indo de caminho e já perto de Damasco,v.13b indo eu caminho fora,
 v.6b quase ao meio-dia,v.13a  Ao meio-dia, ó rei,
v.3b subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor,v.6c repentinamente, grande luz do céu brilhou ao redor de mim.v.13c vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo.
v.4a e, caindo por terrav.7a Então, caí por terra,v.14a E, caindo todos nós por terra,
v.4b ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?v.7b ouvindo uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?v.14b ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões.
v.5a Ele perguntou: Quem és tu, Senhor?v.8a  Perguntei: quem és tu, Senhor?v.15a  Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor?
v.5b E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues;v.8b Ao que me respondeu: Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues.v.15b Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
 v.10a  Então, perguntei: que farei, Senhor? 
v.6 mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer.v.10b E o Senhor me disse: Levanta-te, entra em Damasco, pois ali te dirão acerca de tudo o que te é ordenado fazer.v.16  Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda,
v.17  livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, v.18  para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.
v.7  Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo, ninguém.v.9 Os que estavam comigo viram a luz, sem, contudo, perceberem o sentido da voz de quem falava comigo. 

É interessante observar o método que Deus usa para lapidar uma pedra bruta como Saulo.

2.3 Saulo levantado (At 9.8-15)

Atos 9.1-19Atos 22.4-21Atos 26.12-18
v.8a Então, se levantou Saulo da terra e, abrindo os olhos, nada podia ver.v.11a  Tendo ficado cego por causa do fulgor daquela luz, 
v.8b E, guiando-o pela mão, levaram-no para Damasco.v.11b  guiado pela mão dos que estavam comigo, cheguei a Damasco. 
v.9 Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.  
v.10 Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: Ananias! Ao que respondeu: Eis-me aqui, Senhor!
v.11  Então, o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando
v.12  e viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista.
v.13  Ananias, porém, respondeu: Senhor, de muitos tenho ouvido a respeito desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém;
v.14  e para aqui trouxe autorização dos principais sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome.
v.15  Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; v.16  pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.
  

O poder se aperfeiçoa nas fraquezas (2Co 12.10)

2.4 Saulo restaurado (At 9.17-19)

Atos 9.1-19Atos 22.4-21Atos 26.12-18
v.17  Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos, dizendo: Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo. v.18a  Imediatamente, lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e tornou a ver.v.12  Um homem, chamado Ananias, piedoso conforme a lei, tendo bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, v.13  veio procurar-me e, pondo-se junto a mim, disse: Saulo, irmão, recebe novamente a vista. Nessa mesma hora, recobrei a vista e olhei para ele.     
v.18b A seguir, levantou-se e foi batizado.v.14  Então, ele disse: O Deus de nossos pais, de antemão, te escolheu para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires uma voz da sua própria boca,
v.15  porque terás de ser sua testemunha diante de todos os homens, das coisas que tens visto e ouvido.
v.16  E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele.
 
v.19  E, depois de ter-se alimentado, sentiu-se fortalecido. Então, permaneceu em Damasco alguns dias com os discípulos.  
 v.17  Tendo eu voltado para Jerusalém, enquanto orava no templo, sobreveio-me um êxtase,
v.18  e vi aquele que falava comigo: Apressa-te e sai logo de Jerusalém, porque não receberão o teu testemunho a meu respeito.
v.19  Eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu encerrava em prisão e, nas sinagogas, açoitava os que criam em ti.
v.20  Quando se derramava o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu também estava presente, consentia nisso e até guardei as vestes dos que o matavam.
v.21  Mas ele me disse: Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios.
 

Agora sim ele estava pronto para zelar pela causa divina.

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