A Saga da Arca da Aliança

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(Última atualização: 21/05/2022)

Quem nunca ouviu falar da Arca da Aliança de Israel? Em 1981, a indústria cinematográfica, com Harrison Ford (Indiana Jones) e o filme “Os Caçadores da Arca Perdida” se encarregaram de promover sua ampla divulgação.  Como ela surgiu? Qual a sua saga (trajetória histórica)? O que os acontecimentos que a envolvem têm a nos dizer? É o que veremos neste estudo.


Veja, também:
Os três Pilares da Antiga Aliança
Tabernáculo – Sacerdócio – Sacrifício

Oração de Mãe



Bondoso Deus, Pai Amantíssimo,

Ensina-me e ajuda-me a respeitar meus filhos e fazer-me digna de seu respeito;
a elogiá-los muito e a censurá-los pouco;
a dar ênfase aos seus sucessos e atenuar suas falhas;
a fazer-lhes unicamente aquelas promessas que eu possa cumprir;
a ter confiança ilimitada em meus filhos, sendo sempre leal para com eles;
a auxiliá-los na formação e defesa de suas próprias personalidades,
evitando sujeitá-los aos meus próprios desejos;
a cuidar de seu físico, da sua mente e do seu espírito;
a mostrar-me alegre e pronta a sorrir,
pois as crianças gostam do riso como gostam do sol;
a ter para com eles infinita paciência e condescendência,
porque eles têm muito a aprender e eu mesma não sou muito sábia;
a proteger meus filhos do meu nervosismo, da minha cólera,
dos meus defeitos pessoais, do meu pessimismo e dos meus temores;
a auxiliá-los a escolher a carreira para a qual se sintam vocacionados,
em lugar de querer satisfazer, através deles, a minha ambição pessoal;
a dedicar-lhes tempo e esforço de modo a poder ser a
sua amiga mais íntima e interessada;
a preparar meus filhos para que saibam enfrentar, heroica,
honesta e independentemente, a vida e o mundo;
a dar-lhes liberdade e a ensinar-lhes como usá-la, de modo que não confundam liberdade com licenciosidade;
a mostrar, para com eles, o meu profundo amor;
a cuidar deles conscienciosamente,
a educá-los com inteligência e afeição, fugindo aos métodos de punições e terror;
a guiar meus filhos em lugar de conduzi-los;
a dirigir sua energia em lugar de reprimi-la;
a procurar compreendê-los em lugar de julgá-los;
e, apesar de todas as suas falhas, triviais ou sérias, amá-los decididamente.
Peço-te, ó Deus, em nome do Melhor dos Filhos,
nosso Bendito e Amado Jesus.
Amém!

( Autor desconhecido )

BIBEL LESEPLAN FÜR 2 JAHRE

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Freiwillige Mitarbeit an der deutschen Übersetzung von Carla Hecke Gaiser.

Kreation, Edition und exklusiver Vertrieb von Paulo Raposo Correia – 2002
Blog: 2022

Livros & Escritos na Bíblia

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(Última atualização: 23/04/2022)

No dia Internacional do Livro (23 de abril), uma singela homenagem ao Livro dos livros – a BÍBLIA.


Segue, também, uma pequena homenagem aos livros comuns:

Algumas frases interessantes:

“Hoje os estádios estão cheios de gente e as livrarias vazias. Temos muita gente com corpos sarados, mas sem nada a dizer.”

“Se pode cantar, falar, rir, chorar, gritar em silêncio…. A isso se chama LER!”

“Um leitor vive mil vidas antes de morrer; o que não lê somente vive uma.”

“Ler, talvez não te faça mais inteligente, porém te fará menos ignorante.”

“A ignorância é tão grande, que os ladrões não roubam livros.”

“Os livros são como os paraquedas; não servem se não se abrem (são abertos).”

“Sou uma pessoa antiquada que acredita que ler é o melhor passatempo que a humanidade criou.”

“Uma criança que lê será um adulto que pensa!”

“Um bom livro é como um bom amigo …. que te ajuda a ver a vida a partir de outros pontos de vista.”

“Ler bons livros é como conversar com as melhores mentes do passado.” (René Descartes)

As 7 “palavras” da cruz

Introdução

As sete “palavras” ou frases ou manifestações verbais de Jesus, pendurado na cruz do Calvário, não são mais nem menos importantes do que as demais proferidas por ele ao longo do seu ministério terreno. Suas palavras sempre merecem nossa atenção e sempre têm algo a nos revelar e ensinar. Os quatro evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João, nos legaram a biografia de Jesus. Neste ponto da sua trajetória, pendurado na cruz, nenhum deles registrou todas as sete falas de Jesus; por outro lado, nenhum deles deixou de registrar pelo menos uma delas. É interessante que Lucas mencionou três, João outras três e, finalmente, Mateus e Marcos registram a outra, totalizando, assim, as sete.

As três primeiras manifestações de Jesus, na cruz, foram feitas nas três primeiras horas da crucificação e antes do período das trevas. Verifica-se nelas o real e constante cuidado do Senhor com as pessoas!

1ª) Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.
(Amoroso e Perdoador) (Oração do Senhor pelos inimigos)

“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” (Lc 23.34)

Essa declaração de Jesus, apenas registrada por Lucas, tem sido tradicionalmente aceita como a primeira das sete que ele fez na cruz, embora nenhuma certeza exista quanto à ordem cronológica delas. O fato é que essa expressão reflete o espírito perdoador que se sabe ter tido Jesus, declarado muitos anos antes pelo profeta Isaías: “… foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” (Is 53.12b).

Jesus atribuiu a ignorância como a causa de suas atitudes hostis. A ignorância dos soldados foi circunstancial, porquanto foram envolvidos em acontecimentos que não haviam provocado e que não podiam controlar (At 3.17; At 17.30). A ignorância dos judeus, entretanto, foi judicial, porquanto haviam fechado os próprios olhos à realidade de Jesus. Os judeus, foram seduzidos pelos seus líderes religiosos que não quiseram admitir o caráter messiânico de Jesus.

Quanto ao perdão de Jesus, era de caráter universal, não excluindo, Pilatos, os escribas e fariseus etc. O perdão, portanto, é tão largo e profundo quanto o pecado. O pecado tem sido universal, e o perdão oferecido tem sido igualmente universal.

2ª) Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
(Salvador)(Uma valorosa promessa)

“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23.43)

Três cruzes foram erguidas no monte do Calvário. Cada uma delas traz uma mensagem objetiva aos corações dos homens:

a) A CRUZ DA REDENÇÃO (Lc 23.33; Ef 1.17)

Ali naquela cruz do centro havia um homem morrendo “pelos nossos pecados”(1Co 15.3)

b) A CRUZ DA REJEIÇÃO (Lc 23.39)

Ali naquela cruz do lado havia um homem morrendo “em pecado”.

c) A CRUZ DA RECEPÇÃO  (Lc 23.40-42)

Ali naquela cruz do outro lado havia um homem morrendo “para o pecado”. Era a cruz do triunfo da fé e da graça.

É impressionante o que se passou com aquele malfeitor arrependido (Lc 23.40-42):

– Temeu a Deus e reprovou o companheiro de infortúnio;
– Confessou a justiça do seu castigo;
– Reconheceu que Jesus era inocente;
– Creu num Cristo vivo além da sepultura;
– Creu num Reino além da cruz, com Jesus por seu futuro Rei;
– Pediu por si mesmo, e provou a verdade da palavra “Quem invocar o nome do Senhor será salvo”.

Desta forma ele foi acolhido por Jesus nos últimos instantes da sua vida.

Bem diferente foi a atitude do outro malfeitor. Não percebeu o seu erro nem se arrependeu. Não percebeu qualquer valor em Cristo. Seu coração estava voltado apenas para esta vida. Queria continuar no mesmo caminho largo que o conduziu até ali. Ele deixou escapar a maior e última oportunidade da sua vida.

3ª) Mulher, eis aí teu filho | … Eis aí tua mãe.
(Cuidadoso)(Entrega mútua – Maria x discípulo amado)

“Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa.” (Jo 19.26-27)

A cruz de Cristo estava envolvida por um clima de extrema hostilidade, contrastado por um pequeno grupo de mulheres e mais o discípulo amado, que estavam perto da cruz e, com amargura de alma, contemplavam o ultraje sofrido por aquele que lhes era tão querido. Em qualquer tempo isso tem acontecido: muitos são os que escarnecem da cruz, enquanto poucos são os que se solidarizam com o crucificado, buscando refúgio aos seus pés.

Ali estava, entre outras, a mãe de Jesus, cuja alma estava traspassada pela espada (Lc 2.35) e o discípulo amado, cujo nome não é revelado aqui, mas que sabemos se tratar do apóstolo João, conforme nos indicam outras referências neste mesmo evangelho de João (ver as seguintes referências a ele mas que não lhe mencionam o nome: Jo 1.35-40; 18.5; 20.3, 8; com o adjetivo “amado”: Jo 13.23; 19.26; 20.2 e 21.7, 20. O texto de João 21.24 definidamente vincula esse discípulo ao autor do quarto evangelho).

O Filho e Senhor, moribundo, uniu-os na mais terna das relações. Conforme sempre foi característico no Senhor Jesus, até mesmo nos momentos de suas mais duras provações, como neste caso, em que experimentou dores atrozes. Ele, assim mesmo, dedicou tempo a pensar em “seus semelhantes”, importando-se com o bem-estar deles em tudo quanto lhe era possível. Este caso parece comprovar a suposição de que José, marido de Maria, já havia falecido por essa altura dos acontecimentos, e que Maria já era viúva há algum tempo. José não é mais mencionado em atividade, em toda a narrativa dos quatro evangelhos, após as cenas de Jesus no templo, aos 12 anos de idade (Lc 2.41-50). Entendemos que sua menção em Mateus 13.54-58 é apenas uma referência biográfica ou de identificação – “filho do carpinteiro”. Portanto, se ele estivesse ainda vivo, Jesus não teria de deixar Maria, sua mãe, aos cuidados do seu discípulo João.

As quatro últimas manifestações de Jesus na cruz foram feitas no final das três últimas horas da crucificação e no final do período de trevas. Verifica-se que elas dizem respeito à própria pessoa de Jesus!

4ª) Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
(Desamparado)(Brado de aflição espiritual)

“À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mc 15.34)
“Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt 27.46)

Pode se dizer que os Salmos 22 a 24 formam uma espécie de Trilogia[1] Messiânica, escrita por Davi, uma vez que o personagem central é o Messias – Jesus Cristo, a saber:

– Salmo 22: [Passado]  O Messias encarnado – Sofrimento e Vitória.
– Salmo 23: [Presente] O Messias ressuscitado – O Bom Pastor.
– Salmo 24: [Futuro]    O Messias exaltado – O Rei da Glória.  

“Nos três Salmos, 22, 23 e 24, Cristo é reconhecido no seu ministério a favor dos remidos: no passado, no presente e no futuro. Na sua morte sobre a cruz ele é o substituto (22), na peregrinação ele é o Pastor (23), e no trono ele é o Salvador (24). Os três salmos chamam nossa atenção para a Cruz, o Cajado e a Coroa.” (Goodman)

O Salmo 22, versículo 1, diz assim: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Ainda que tal expressão possa ter algo a ver com a experiência de vida de Davi, certamente é uma referência profética ao sofrimento do Messias. Assim, depois de 3 horas de trevas e 6 horas pendurado no madeiro, Jesus bradou com essas palavras. Este capítulo 22 está repleto de referências proféticas à crucificação do Messias – Jesus!

Este clamor expressa a sensação de abandono experimentado por Jesus, na cruz, ao tomar o nosso lugar, levando sobre si os pecados da humanidade: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.” (Is 53.6) “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2Co 5.21; ver tb 1Pe 2.24). Jamais seremos capazes de avaliar a agonia física, emocional e espiritual que Jesus estava passando, cujo ápice se deu naquela hora nona ou 3 horas da tarde! Embora haja algumas teorias, é um grande mistério esse clamor de Jesus sobre o desamparo de Deus. Seria retórica ou literal a expressão de Jesus. Poderia Deus abandonar o seu Filho Unigênito? Poderia Deus se separar de Deus? Alguns defendem a teoria de que Deus jamais abandonaria seu Filho, mesmo que parecesse que sim. Outros defendem a teoria de que todos os pecados foram literalmente transferidos para Jesus, o Cordeiro de Deus, como acontecia nos sacrifícios do Antigo Testamento, para que fôssemos perdoados e justificados por Deus. Desta forma, Deus-Pai teve que se separar momentaneamente de Jesus, porque ele foi feito pecado e Deus não tem comunhão com o pecado.

5ª) Tenho sede!
(Humano)(Brado de carência física)

“Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! (Jo 19.28)

Esta exclamação de Jesus expõe enfaticamente sua humanidade, pois Jesus, o Deus-Homem, também era o Homem-Deus! A Escritura profética do salmista sobre o lamento do Messias cumpre-se aqui (Sl 69.21). Nesta condição humana ele se iguala a qualquer outro ser humano, exceto que ele não cometeu pecado (Hb 4.15). Há que se ressaltar que Jesus, o Homem-Deus, experimentou tortura e sofrimento extremo nos seus dias finais, a partir do seu aprisionamento e até à sua morte. E foi por mim, por você, por nós!

Há vasta comprovação bíblica e histórica dessa humanidade.

Ele possuía um corpo humano:
– Nascido de mulher (Gl 4.4);
– Sujeito a crescimento (Lc 2.52);
– Visto e tocado pelas pessoas (1Jo 1.1; Mt 26.12);
– Sangrou (Jo 19.34);
– Sujeito à morte física (Jo 19.31).

Ele foi sujeito às limitações da natureza humana:
– Sentiu fome (Mt 4.12);
– Sentiu sede (Jo 19.28);
– Se cansou (Jo 4.6);
– Chorou (Jo 11.35);
– Dormiu (Mc 4.38);
– Foi tentado (Hb 4.15).

A encarnação e consequente humanidade de Jesus Cristo é um fato de extrema relevância para a fé cristã! “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (Jo 1.14). Vale ressaltar que Jesus participou plenamente da nossa humanidade, para que nós pudéssemos participar da sua natureza divina, pela fé, através do Espírito Santo (2Co 3.18; 2Pe 1.4). Já no início da igreja esta teve que lidar com filosofias religiosas oriundas do gnosticismo e docetismo[2]. Isto levou o apóstolo João a alertar a comunidade da fé nestes termos: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;” (1Jo 4.2). “Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo.” (2Jo 1.7). “Essas palavras se referem diretamente ao ‘docetismo` ou ao ‘quase-docetismo` dos gnósticos, mediante o que eles negavam: 1. A encarnação; 2. A validade dos sofrimentos e da morte de Jesus Cristo como expiação; 3. A identidade das naturezas divina e humana da pessoa de Jesus Cristo.”[3]

6ª) Está consumado!
(Consumador)(Brado de vitória – missão cumprida!)

“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.” (Jo 19.30)

O que parecia ser a completa derrota – a morte de Cristo – na verdade se revelou a maior vitória! A missão de expiação pelo pecado estava terminada (Rm 5.11). Era chegado o momento em que essas palavras anteriormente proferidas por Jesus se concretizam: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer;” (Jo 17.4). Também nos ensina a grande verdade, de que a nossa vida tem o sentido maior de glorificar a Deus através da nossa vida, da obra e missão que ele tem designado para cada um de nós (1Co 15.58; Fp 1.6; Cl 1.10; 2Ts 1.11).

Vale destacar algumas das declarações que Jesus mesmo deu a respeito da razão da sua vinda:

– Não veio para revogar a Lei ou os Profetas, mas para cumprir (Mt 5.17);
– Não veio para chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento (Mt 9.13; Mc 2.17; Lc 5.32);
– Não veio trazer paz à terra, mas espada (Mt 10.34 ), ou divisão (Lc 12.51);
– Veio causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra (Mt 10.35);
– Veio salvar o que estava perdido (Mt 18.11);
– Não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mt 20.28; Mc 10.45);
– Veio para pregar a pessoas de vários lugares e povoações (Mc 1.38);
– Não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las (Lc 9.56);
– Veio para lançar fogo sobre a terra (Lc 12.49);
– Veio buscar e salvar o perdido (Lc 19.10);
– Veio em nome do Pai (Jo 5.43);
– Não veio por sua própria vontade (Jo 7.28);
– Ele sabe de onde veio (Jo 8.14);
– Veio de Deus (Jo 8.42);
– Veio a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos (Jo 9.39);
– Veio para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10.10);
– Veio para esta hora (sofrimento e morte)(Jo 12.27);
– Veio como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que nele crê não permaneça nas trevas (Jo 12.46);
– Não veio para julgar o mundo, e sim para salvá-lo (Jo 12.47);
– Veio da parte de Deus (Jo 16.27);
– Veio do Pai (Jo 16.28);
– Veio ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade (Jo 18.37).

E, o apóstolo João acrescentou:

– Veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele (Jo 1.7-8);
– Veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1.11).

Finalmente, vale lembrar o resultado desse “Está consumado!” nessas palavras do apóstolo Paulo: “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.” (Cl 2.13-15)

7ª) Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!
(Sacrifício)(Brado de Confiança e Entrega)

“Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” (Lc 23.46)
“Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.” (Mc 15.37)
“E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.” (Mt 27.50)

A primeira “palavra” iniciou com “Pai” e a última também. Além de Lucas, os evangelistas Mateus e Marcos também mencionaram que Jesus clamou ou bradou em alta voz, porém não registraram o que ele disse, antes do seu último suspiro de vida no seu corpo mortal. Essas palavras também se encontram no Salmo 31.5, Salmo de Davi: “Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade.” Sabedor do limite do seu estado físico Jesus se despediu do seu ministério terreno e do seu corpo mortal se entregando e voltando para o Pai, de onde veio.

Estas palavras transmitem algumas mensagens:

– Ele faz sua última oração testemunhando a todos que o Pai estava e sempre está presente, no governo e controle de todas as coisas.
– Ele tinha plena convicção de que o Deus-Pai o ouviria e o atenderia.
– Ele cria na imortalidade do espírito: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Ec 12.7).
– Ele nos dá o exemplo, nos conforta, e desperta em nós a esperança de que, ao findar o labor desta vida, nós, os salvos, os remidos pelo seu sangue ali na cruz, podemos entregar o espírito ao Pai Celestial.

Vale lembrar que o primeiro mártir cristão – Estêvão – correspondeu a muitas coisas ensinadas pelo Mestre, inclusive a perdoar os seus algozes e a entregar seu espírito a Deus: “E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.” (At 7.59-60). Quão importante é viver tendo a certeza de que, ao deixarmos este mundo, seremos recebidos pelo Pai Celestial! É como diz o hino 153 (HNC):

Com tua mão segura bem a minha,
E meu caminho, alegre, seguirei!
Mesmo onde as sombras caem mais escuras,
Teu rosto vendo, nada temerei.

E no momento de transpor o rio
Que Tu, por mim, vieste atravessar,
Com tua mão segura bem a minha,
E sobre a morte eu hei de triunfar.

Conclusão

É inegável que o “verbo” que se fez carne e habitou entre nós, comunicou eficazmente a mensagem divina, no decorrer de todo o seu ministério terreno, inclusive no ápice do seu sofrimento na cruz. Vimos anteriormente que nessas manifestações finais ele continuou expressando seu cuidado e amor pelas pessoas; as que o rejeitaram e as que o receberam como Messias e Salvador. Também expôs publicamente seus sentimentos, carências físicas, convicção da missão cumprida e entrega.

Finalmente, em face de tudo isso, a pergunta que ainda ecoa é aquela feita por Pilatos: “…. Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? … “ (Mt 27.22). O que você responde? A minha resposta pode ser extraída de algumas estrofes do hino 184 (HNC):

Por meu Jesus eu vou viver
E minha luz farei brilhar.
De dia em dia hei de fazer
O que ao meu Salvador honrar.     

E seja o dia quando for
Que Deus me chame para lá,
Bem certo estou que o Salvador
Contente me receberá.  

A doce voz me soará
De Cristo, amável Redentor!
”Fiel, bom servo, bem está,
Entra no gozo do Senhor.”
E face a face vê-lo-ei,
Liberto e salvo cantarei!
E face a face vê-lo-ei,
Liberto e salvo cantarei.


[1] Trilogia é o conjunto de três trabalhos artísticos, geralmente em literatura ou cinema, que estão conectados, mas que podem ser vistos tanto como trabalho único quanto como obras individuais. (Wikipédia)

[2] Gnosticismo e docetismo. Basicamente o gnosticismo cristão era considerado, assim como o docetismo, seu antecessor, uma forma de heresia sobre a pessoa de Cristo. Enquanto o docetismo afirmava que o corpo humano de Cristo não passava de um fantasma e que o seu sofrimento e morte eram meras aparências (“ou sofria e então não podia ser Deus, ou era verdadeiramente Deus e então não poderia sofrer”), o gnosticismo tentava explicar Cristo em termos de filosofia pagã ou de teosofia. Sendo o mundo material mau, Cristo não poderia ter-se encarnado nele e tampouco o Deus do Velho Testamento poderia ser o mesmo Deus revelado por Cristo. A polêmica, porém, já estava presente nos tempos do Novo Testamento.”….“O gnosticismo exerceu sua maior influência sobre o cristianismo no período entre os anos 135 e 200 d.C. Constituindo a maior ameaça à fé historicamente fundada dos cristãos, sua existência se prolongou por muito mais tempo. Doutrinas gnósticas voltam várias vezes na história da teologia; hoje sobrevivem em teorias ocultistas e espíritas.” (Enciclopédia Mirador Internacional)

[3] Champlin, Ph. D., Russell Norman – O Novo Testamento Interpretado, versículo por versículo.


Veja, também o artigo: Crônica do Calvário

JOSÉ, um tipo de Cristo

TIPO é a representação de pessoa ou coisa espiritual, por pessoa ou coisa material. Já ANTÍTIPO é o que corresponde ao TIPO. O tipo é inferior ao antítipo, isto é, à realidade que aquele representa. Os tipos são figuras representativas de pessoas ou coisas.

Jonas foi um tipo “pessoal” de Cristo: “Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.” (Mt 12.40; comp. Jn 2.1-11).

O efeito vivificador (milagre divino) da serpente de metal levantada por Moisés (tipo), no deserto, é um tipo “espiritual” de Jesus levantado na cruz (antítipo): “E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.” (Jo 3.14-15; comp. Nm 21.9)

JOSÉ é um significativo tipo de JESUS CRISTO, como segue:

DESCRIÇÃOJOSÉJESUS
Gerado através da intervenção divina                          Raquel (indireta) Gn 30.22-24Maria (direta) Mt 1.18
Pastor fielGn 37.2Jo 10. 14
Apegado à justiça, denuncia o pecadoGn 37.2Jo 7.7; Hb 1.9
Amado pelo paiGn 37.3Mt 3.17; Jo 17.23-24
Odiado pelos irmãosGn 37.4Jo 15.24-25
Invejado pelos irmãosAt 7.9Mt 27.18
A revelação divina apontava-o como rei sobre seus irmãosGn 37.5-8Is 9.6
Seus pais ficaram pensativos diante das revelações do seu futuroGn 37.11Lc 2.19, 51
Enviado pelo pai a seus irmãosGn 37.14Jo 1.11
Obediente ao paiGn 37.13Jo 6.38; Fp 2.8
Rejeitado pelos irmãosGn 37.18Mt 27.21;  At 4.11
Conspiraram contra eleGn 37.18Mt 12.14; 26.14-15
Tiraram as suas vestesGn 37.23Mt 27.31
Vendido por prataGn 37.28Mt 26.15
Temporariamente morto                            Para Jacó
Gn 37.33-35; 42.38
At 2.23-24
Mentiram sobre seu corpoGn 37.33Mt 28.13
Levado para o EgitoGn 39.1Mt 2.13-15
Deus estava com eleGn 39.2-3Jo 10.30; Lc 2.40; At 10.38
Tentado, resistiu a tentaçãoGn 39.7-9Mt 4.1-11
Acusado falsamenteGn 39.15-18Mt 27.13; Mc 14.56
Preso injustamenteGn 39.20Mt 26.50
Entre dois malfeitoresGn 40.2-3Mt 27.38
Nele estava o Espírito de DeusGn 41.38Lc 4.18
Deus lhe fazia revelaçõesGn 41.39, 16Jo 12.49-50
Recebeu um reinoGn 41.40Lc 22.29-30
Recebeu autoridadeGn 41.41, 44Mt 28.18
Foi exaltadoGn 41.42-43Fp 2.9-10
Recebeu esposa gentiaGn 41.45Ef 5.29-32; Ap 19.7
Iniciou seu ministério aos 30 anosGn 41.46Lc 3.23
Aquele a quem deveriam obedecerGn 41.55Jo 2.5
Bênção para as naçõesGn 41.57Is 49.6
Os necessitados iam a eleGn 41.57Lc 4.40; At 10.38
Perdoou os que lhe fizeram malGn 45.5aLc 23.34
Salvador, conservador da vidaGn 45.5b-8Lc 2.11; Jo 10.10

Veja, também o Estudo: JOSÉ, exemplo de recomeço

JOSÉ, exemplo de recomeço

“Há muitos planos no coração do ser humano, mas o propósito do Senhor permanecerá.” (Pv 19.21 NAA)
“Os passos de cada pessoa são dirigidos pelo Senhor; como poderá alguém entender o seu próprio caminho?” (Pv 20.24 NAA)

Introdução

O soneto “As Pombas”, de autoria do poeta brasileiro Raimundo Correia (1859-1911), é um dos destaques do movimento parnasiano brasileiro (final do século XIX).

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada.

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais, de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um a um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

O soneto menciona pombas e a Bíblia também. Ainda que Noé, dentro da Arca e depois do dilúvio, tenha soltado uma pomba por três vezes: a primeira retornou significando que era tempo de espera e paciência; a segunda retornou com uma folha nova de oliveira no bico, sinal de vida, recomeço e esperança; a terceira já não retornou, significando que era tempo de agir, de sair da Arca, de seguir em frente, de recomeçar  (Gn 8.8-12). Ainda que a pomba seja uma ave importante no cristianismo, uma representação do Espírito Santo – simplicidade e pureza (Mt 3.16; 10.16; Jo 1.32). Ainda que as pombas recebam certo protagonismo neste soneto, a intenção do poeta é outra; vai além das pombas e sua rotina de vida.

O soneto descreve, inicialmente, o revoar rotineiro das pombas, nas suas idas e vindas cotidianas. O poeta faz uma conexão entre estas e os sonhos. Sua intenção é a de trazer à tona e nos fazer refletir sobre a efemeridade da vida. No final estabelece uma relação com as fases da existência humana, sendo que, desde o alvorecer da vida, desde o azul da adolescência, cada dia que passa é um sonho ou uma ilusão que morre. Sem dúvida o soneto carrega uma preocupação existencial, uma visão pessimista da vida, com pensamentos que dão asas à imaginação, com sonhos que se projetam entre o céu e a terra, mas que nunca se concretizam. No crepúsculo da vida, não mais serão lembrados. Será que é assim mesmo? Será que foi assim na vida de José? Será que isso é determinante na vida humana?

Uma das histórias mais lindas,  emocionantes e impactantes da Bíblia é a de José, um dos doze filhos de Jacó. É justo considerar que José é a própria encarnação do conceito de recomeço e de resiliência após recorrentes situações pessoais trágicas e devastadoras. Pode-se afirmar que, diante das calamidades pelas quais ele passou, de forma humanamente solitária, o que de fato o sustentou e o fez sempre seguir com a vida foi a sua confiança e dependência de Deus. O que o salmista declarou era uma realidade em sua vida: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança. Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado.” (SI 62.5 e 6).

1. RESILIÊNCIA DIANTE DA REJEIÇÃO

“Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.” (Gn 37.3-4)

O nascimento de José se deu em condições especiais, pois sua mãe Raquel era estéril. Depois de longa espera, humilhação e vergonha, em resposta ao seu clamor a Deus, Raquel concebeu (Gn 30.22-24). Sendo Raquel a esposa predileta de seu pai (Gn 29.30) e tendo ele vindo ao mundo por milagre divino, Jacó tratava José com predileção e distinção (Gn 37.3), o que provocava ciúme e rejeição por parte dos demais irmãos (Gn 37.4, 11).

A história de José é narrada a partir de Gênesis 37. Ainda muito jovem, com 17 anos, ele não estava isento do trabalho. Pastoreava os rebanhos da família com os demais irmãos. Desde o início temos a impressão de que a índole de José era piedosa, contrastando assim com a dos seus irmãos, bem conhecida principalmente no incidente com Diná (Gn 34). Como filho predileto, ele parece estar sempre disposto a defender os interesses do pai, denunciando corajosamente os erros de conduta dos irmãos, ainda que comprometendo o seu relacionamento com eles. No conceito dos irmãos José não devia passar de um sujeito mimado e “dedo duro”.

A vida de José é marcada por sonhos e interpretações de sonhos. As palavras “sonho” e “sonhos” aparecem aproximadamente 27 vezes (32 %) na história de José, 27 (32 %) em Daniel e 31 (36 %) outras vezes no restante da Bíblia, num total de 85 vezes.

Uma das definições de sonho é “conjunto de ideias e imagens que se apresentam ao espírito durante o sono” . Outra definição secular fala em “sequência de ideias vãs e incoerentes”.  Em Jó 33.14-24 Eliú, em seu discurso, diz que Deus fala aos homens por meio de sonhos (vv.15-16), por meio da dor (vv.19-22) e por meio de anjos (v.23). Quando o escritor de Hebreus diz que Deus falou de “muitas maneiras” certamente ele tinha em mente o “sonho”, canal bastante utilizado por Deus.

A mensagem profética contida nos dois sonhos de José estava muito além da compreensão deles e só fez agravar o  já crítico relacionamento familiar. De fato, Deus pretendia deixar bem claro que José haveria de ter proeminência sobre toda a casa de Jacó. No primeiro sonho, sobre seus irmãos, sendo cumprido em Gênesis 42.6, 9; 43.26; 44.14. No segundo, sobre seus  pais, sendo cumprido em Gênesis 47.11-12).

Não é difícil imaginar o quanto era aflitivo e angustiante para José ter que conviver, dia após dia, com o ódio e rejeição dos irmãos. Ódio esse tão exacerbado e ácido que os levaram a conspirar para o matar. Porém, Deus não o permitiu. Então, eles o lançaram numa cisterna e depois o venderam para uma caravana de ismaelitas que seguia para o Egito. Pode-se dizer que, nas suas mentes, eles o assassinaram.

Portanto, mesmo diante de tanto ódio e rejeição José não se deixou abater, não se tornou uma pessoa revoltada ou deprimida, não se prostrou derrotado diante das circunstâncias. Dia após dia ele procurava viver uma vida plena e em obediência ao seu pai. Quanto aos sonhos que tivera certamente ele não fazia ideia de que tudo aquilo fazia parte do plano de Deus para a sua realização.

Que tipo de rejeição você tem enfrentado em casa ou por causa da sua família? Não é o(a) filho(a) predileto(a) dos pais? Seu pai ou sua mãe ou ambos te abandonaram (literal ou emocionalmente)? São os erros ou a má fama de alguém de sua família? A condição social ou racial da sua família? Suas limitações ou deficiências ou deformidades físicas? Não encarne a posição de eterna vítima! Não viva murmurando! Firme-se em Deus e na força do seu poder. Mesmo quando você não estiver entendendo bem as circunstâncias adversas, siga em frente, espelhe-se em José!

2. RESILIÊNCIA DIANTE DA ESCRAVIDÃO

“José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá. O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.” (Gn 39.1-2)

Assim que chegou ao Egito José foi comprado, como escravo, por Potifar, um oficial de Faraó. Não é fácil se colocar no lugar de José e perceber o impacto psicológico e emocional de deixar a casa paterna, onde ele era livre e o predileto do pai, para viver essa nova e terrível condição de escravo numa terra estrangeira. Na casa deste oficial ele progrediu admiravelmente, a ponto de ser promovido como administrador e mordomo de tudo o que tinha o seu senhor (Gn 39.1-6a). Mais uma vez é notório que José ressurgiu das cinzas, não se deixou abater, buscou forças em Deus e seguiu em frente. E Deus abençoou a casa de Potifar, por amor a José (Gn 39.5).

Que tipo de dificuldade você tem enfrentado na escola ou no seu local de trabalho? Sua condição social ou racial? Suas limitações ou deficiências ou deformidades físicas? Sua fé em Cristo? Sua postura, princípios e valores, hábitos e conduta de vida? Assédio moral ou sexual? Não encarne a posição de eterna vítima! Não viva murmurando! Firme-se em Deus e na força do seu poder. Mesmo quando você não estiver entendendo bem as circunstâncias adversas, siga em frente, espelhe-se em José!

3. RESILIÊNCIA DIANTE DA INJUSTIÇA

“José era formoso de porte e de aparência.” (Gn 39.6b)

Não é incomum encontrar na narrativa bíblica alguma referência ao aspecto físico de uma pessoa. Sara (Gn 12.11, 14), Rebeca (Gn 24.16; 26.7) e Raquel (Gn 29.17); bisavó, avó e mãe de José, respectivamente, também foram mencionadas como formosas. Assim como a beleza dessas suas ascendentes representou perigo para seus maridos diante de governantes estrangeiros, parece que a beleza (física e intelectual) de José despertou a atenção e o interesse da mulher do seu senhor. Sendo cotidianamente assediado sexualmente pela pérfida e mentirosa mulher de Potifar, José resistiu firmemente. É digno de destaque o seu argumento dirigido a ela, demonstrando seu inegociável respeito ao seu senhor e, acima de tudo, sua determinação de não pecar contra Deus (Gn 39.10). Sua fidelidade a Deus e ao seu senhor fizeram com que a mulher de Potifar armasse uma cena típica da dramaturgia moderna que a colocou no papel de vítima inocente e a José no papel de vilão pervertido. Assim, ele foi parar no cárcere do rei (Gn 39.10-20).

“O SENHOR, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro; o qual confiou às mãos de José todos os presos que estavam no cárcere; e ele fazia tudo quanto se devia fazer ali.” (Gn 39.21-22)

Parece que a frase “não existe nada tão ruim que não possa piorar” foi cunhada a partir da história de José. Diante do descalabro e da injustiça sofrida será que José ainda se lembrava dos sonhos que tivera? De onde poderia ele tirar forças para se reerguer diante de sua condição de privação da liberdade de ir e vir e da reputação assassinada por uma mentirosa? Estando no fundo do poço será que valeria a pena lutar ou era melhor se entregar de vez, deixando-se dominar pelo desânimo, depressão até à morte. É relevante observar que o Senhor Deus nunca o desamparou e lhe renovou as forças para continuar. Mas, será que haveria algo que pudesse despertar seu interesse dentro de um cárcere? Com a bênção divina José encontrou favor e amizade da parte do carcereiro-mor e este usou as habilidades do escravo encarcerado para ajudá-lo na administração daquele lugar (Gn 39.21-23).

José não poderia imaginar que aquele lugar seria o trampolim para a sua ascensão ao ponto mais alto da sua vida. Ali ele interpretou os sonhos de dois encarcerados que serviam ao rei do Egito (copeiro-chefe e padeiro-chefe) que se cumpriram. Restaurado às suas funções no palácio, durante dois anos o copeiro-chefe esqueceu-se de apelar em favor de José, conforme este lhe pedira. Mas José, não se deixou abater e nunca perdeu a esperança no seu Deus! (Gn 40).

Que tipo de injustiça você tem enfrentado na vida? Foi ou está sendo acusado(a) ou punido(a) por algo que não fez? Está sendo preterido de uma promoção no trabalho? Está se sentindo desprestigiado na igreja apesar de se desgastar na obra de Deus? Foi vítima de alguém e os responsáveis não estão tomando qualquer providência? Estão dando mais atenção a outros do que a você? Não adote aquela postura de vitimização permanente! Não viva murmurando! Firme-se em Deus e na força do seu poder. Mesmo quando você não estiver entendendo bem as circunstâncias adversas, siga em frente, espelhe-se em José!

4. O TRIUNFO DA RESILIÊNCIA DE JOSÉ

“Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus? Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu. Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito.” (Gn 41.38-41)

A fé é posta à prova nos inevitáveis e pedagógicos desafios da vida. Durante treze anos, dos 17 aos 30 anos,  José passou por uma série de tragédias pessoais (Gn 37.2; 41.46). Nas crises e angústias, as tentações são grandes; a tendência é queixar-se de Deus, acusar os outros e cair no desespero. José, porém, sofrendo injustamente e vivendo longe da casa paterna, continuava firme em sua fé e na fidelidade a Deus. E Deus estava com ele, na cisterna, na casa de Potifar e no cárcere.

A prosperidade e ascensão social podem ser consideradas outros tipos de tentação. Muitos crentes que progrediram na vida, intelectual e financeiramente, acabaram se desviando da fé. A promoção material induz a pessoa à ambição material, à negligência nos deveres espirituais e ao orgulho, julgando-se superior aos outros. José foi elevado ao posto de governador do Egito e não se afastou dos caminhos de Deus, conservando seu testemunho de fé e temor ao Senhor. É como disse Jesus: “….; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.” (Mt 25.21)

“Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito.” (Gn 45.8)

José recebeu a missão divina de conservar a vida (Gn 45.5). A nação egípcia foi abençoada pela sua administração, bem como muitos povos foram beneficiados. Seus irmãos foram perdoados e por sua influência encontraram um lugar onde puderam morar em paz e segurança. Ali a nação de Israel floresceu. Deus estava no controle conduzindo toda a sua trajetória! Aleluia!

Conclusão

José, sem dúvida, deve ter ficado atordoado e perplexo, diante de situações catastróficas ao longo da sua vida. Primeiramente, no poço ou cisterna vazia, esperando a morte; depois vendido para ser escravo; mais tarde colocado na prisão devido a uma acusação falsa da mulher do seu senhor. Enquanto estava na prisão foi esquecido por um homem que ele ajudou e, por fim, foi elevado para ser o governador em toda a terra do Egito no tempo duma crise alimentar iminente.

É notório que sua fé se mantinha viva ou aumentava a cada prova. Deus nunca dá spoiler da trajetória ou curso da nossa vida! É preciso viver pela fé e na sua dependência. Não havia qualquer possibilidade dele entender o plano divino e como aqueles sonhos seriam concretizados.

Confiança nas circunstâncias variadas e às vezes, devastadoras, é constantemente exigido dos filhos de Deus. Não entendemos e não podemos entender completamente os propósitos de Deus, mas somos admoestados a continuar perseverantes no conhecimento de que Deus está no controle e nunca vai nos deixar e nem nos desamparar. No caso de José, as experiências contribuíram para o aprimoramento da sua fé. Isto aconteceu somente porque ele confiou em Deus em todos os momentos e circunstâncias, por mais variadas e instáveis que fossem. Seu exemplo se toma uma inspiração para nós quando o caminho parece escuro e incerto. Deus ainda está operando entre nós e continuará a realizar os seus propósitos!

Algumas das virtudes de José devem marcar a nossa vida e caminhada cristã: Temor a Deus, Fé Inabalável, Paciência, Perseverança, Caráter ilibado, Coragem, Humildade, Honestidade, Espírito Perdoador, Amor, Generosidade e Misericórdia. José é um bom exemplo de pessoa que se tornou bênção nas mãos de Deus: no lar, na casa de Potifar, no cárcere e no governo. Deve inspirar o crente em qualquer circunstância: nos afazeres comuns, no exercício da profissão, nas provações ou circunstâncias adversas ou nas posições de maior destaque.

Finalmente, o que dizer dos seus sonhos? O poeta do soneto inicialmente mencionado tem ou não razão? Você teve ou tem sonhos? Os seus sonhos são apenas seus ou também são os sonhos de Deus? “Ninguém pode realizar grandes obras sem ser um sonhador. O espírito humano concebe as coisas do futuro. Os pais sonham carreiras para os seus filhos; eles sonham o que estes serão em suas vidas. Isto é bom, desde que seja para a glória de Deus.” (Jabes Lopes de Souza)

“Se você, meu irmão, é capaz de sonhar, como sonhou José, vendo o invisível e esperando o amanhã radiante que a próxima alvorada trará, mesmo que primeiramente tenha de passar pela provação, porém não permitindo que a fantasia, a utopia, se aninhem na mente, de tal maneira que os planos do Senhor se tornem secundários. Certamente você é um servo de Deus, e sobre você está a unção do Altíssimo.” (Pr. Amaury de Souza Jardim – adaptado)

………………………….

Para reflexão

Dentre as muitas lições que podemos extrair da história de José, mencionamos apenas algumas:

– Poligamia gera confusão e desarmonia.
– Predileção por filhos produz desagregação familiar.
– Deus é soberano para levantar líderes que cumpram uma missão específica.
– A inveja é voraz e destruidora.
– Os métodos de Deus desafiam a lógica humana.


Veja, também o Estudo: JOSÉ, um tipo de Cristo

Cristãos com “N”

N

NajaAge como serpente, envenenando a comunhão.
NavalhaTem língua afiada e maldizente.
NáuticoEstá sempre navegando (de uma igreja para outra, de um evento para outro).
NarcisistaSó enxerga a si mesmo.
NebulosoSem transparência, confuso, enigmático, sombrio, triste.
NecrotérioEstá sempre curtindo a vida entre os “mortos” (ímpios).
NegaçãoNão serve ou não vive para servir.
NegativoNão acredita; é muito desconfiado; só vê o copo meio vazio.
NegligenteÉ descuidado, desleixado, desatento e displicente.
NenémNunca cresce ou amadurece espiritualmente.
NeolíticoVive no estilo eclesiástico da sua juventude.
NeonGosta de brilhar.
NoitadaVira a noite de sábado e falta o culto de domingo de manhã.
NômadeEstá sempre mudando de igreja.
NominalSó tem nome de cristão.
NovelaCheio de mistério, mas todo mundo já sabe o que vai acontecer no próximo capítulo.
NoéNunca as coisas são com ele –“noécomigo, irmão”.
NoivaSó chega atrasado.
NostalgiaVive com a cabeça no passado; saudosista.
NoticiárioTem sempre as últimas notícias e novidades.
NutellaÉ o crente moderninho, descolado e liberal.

N+

NéctarIncrementa sabor a vida das pessoas.
NegociadorÉ um bom articulador.
NobreComo os de Bereia, examina o que ouve.
É pena que não encontramos muitas palavras positivas para cristãos com N.

N

NeófitoNovo na fé, novato, noviço.

Fique à vontade para nos encaminhar suas sugestões:

Refletindo sobre a Fé

“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” (Hb 11.1)

Vale lembrar que:

Somente crer: é assentimento ou concordância mental.

Somente obedecer: é automatismo ou irracionalidade.

: significa crer e obedecer.

Muito se pode falar sobre a fé. Nada mais oportuno e apropriado do que conferir diretamente na fonte. O que a Bíblia (Novo Testamento) nos ensina sobre a Fé?

01. Fé como crença num “sistema religioso” (1Co 16.13; Cl 2.7; Tt 1.4; Gl 1.23; Fp 1.27; Jd 1.3).

“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos.” (1Co 16.13)

“nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.” (Cl 2.7)

“a Tito, verdadeiro filho, segundo a fé comum, graça e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador.” (Tt 1.4)

“Ouviam somente dizer: Aquele que, antes, nos perseguia, agora, prega a fé que, outrora, procurava destruir.” (Gl 1.23)

“Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;” (Fp 1.27)

“resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.” (1Pe 5.9)

“Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.” (Jd 1.3)

02. Fé num sentido pessoal (Mt 15.28; Mc 11.22; Lc 17.5; Rm 14.22).

“Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã.” (Mt 15.28)

“Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus;” (Mc 11.22)

“Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé.” (Lc 17.5)

“A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova.” (Rm 14.22)

03. Fé e suas gradações:

– Ausente (Mc 4.40; 9.24)

“Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?” (Mc 4.40)

“E imediatamente o pai do menino exclamou com lágrimas: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” (Mc 9.24)

“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” (Hb 11.6)

– Débil (Rm 14.1)

  “Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões.” (Rm 14.1)

– Pode crescer (2Co 10.15)

“não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios e tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos sobremaneira engrandecidos entre vós, dentro da nossa esfera de ação,” (2Co 10.15)

– Oração para aumentar (Lc 17.5)

“Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé.” (Lc 17.5)

– Pequena (Mt 8.26; 16.8; 17.20)

“Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança.” (Mt 8.26)

“Percebendo-o Jesus, disse: Por que discorreis entre vós, homens de pequena fé, sobre o não terdes pão?” (Mt 16.8)

“E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.” (Mt 17.20)

– Grande (Mt 8.10; 15.28; 1Co 13.2)

“Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.” (Mt 8.10)

“Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã.” (Mt 15.28)

“Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.” (1Co 13.2)

– Plena (At 6.5; 11.24)

“O parecer agradou a toda a comunidade; e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.” (At 6.5)

“Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.” (At 11.24)

– Pode desfalecer (Lc 22.32; At 14.22)

“Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos.” (Lc 22.32)

“fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” (At 14.22)

Morta (Tg 2.17)

“Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” (Tg 2.17)

04. Fé e suas características/potencialidades:

– É “visível” (Mt 9.2 – paralítico levado por quatro; Tg 2.18)

“E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.” (Mt 9.2)

“Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé.” (Tg 2.18)

– Justifica (Rm 3.28, 30; 5.1; Gl 2.16; 3.8)

“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso.” (Rm 3.28, 30)

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;” (Rm 5.1)

“sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.” (Gl 2.16)

“Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos.” (Gl 3.8)

– Salva (Lc 17.19; Ef 2.8)

“E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.” (Lc 17.19)

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;” (Ef 2.8 – com certeza a salvação é dom ou dádiva de Deus)

– Nos torna filhos de Deus (Gl 3.26)

“Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus;” (Gl 3.26)

– Ressuscita para uma nova vida (Cl 2.12)

“tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.” (Cl 2.12)

– Purifica (At 15.9)

“E não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração.” (At 15.9)

– Santifica (At 26.18)

“para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.” (At 26.18)

– Alimenta (1Tm 4.6)

“Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.” (1Tm 4.6)

– Protege (Ef 6.16)

“embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.” (Ef 6.16)

Cura (At 3.16; 14.9)

“Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós.” (At 3.16)

“Esse homem ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que possuía fé para ser curado,” (At 14.9)

– Vence o mundo (1Jo 5.4)

“porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” (1Jo 5.4)

05. Fé em Jesus Cristo ou por meio de Jesus Cristo (At 3.16; Rm 5.2; Hb 12.2; Cl 1.4)

“Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós.” (At 3.16)

“por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.” (Rm 5.2)

“olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” (Hb 12.2)

“desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos;” (Cl 1.4)

06. Fé pela pregação e pregação da fé (Rm 10.17; Gl 3.2)

“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.” (Rm 10.17)

“Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Gl 3.2)

07. Fé como dom espiritual repartido por Deus (Rm 12.3; 1Co 12.9)

“Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” (Rm 12.3)

“a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar;” (1Co 12.9)

08. Fé que se apoia no poder de Deus (1Co 2.5)

“para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.” (1Co 2.5)

09. Fé que é estilo de vida – “o justo viverá por fé” (Rm 1.17; 2Co 5.7; Gl 2.20; Gl 3.11; Hb 10.38)

“visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” (Rm 1.17)

“visto que andamos por fé e não pelo que vemos.” (2Co 5.7)

“logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2.20)

“E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé.” (Gl 3.11)

“todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma.” (Hb 10.38)

10. Fé que é única e que busca a unidade (Ef 4.5, 4.13)

“há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;” (Ef 4.5)

“Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Ef 4.13)

11. Fé a ser imitada (Hb 13.7)

“Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.” (Hb 13.7)

12. Fé que é provada e aprovada (1Pe 1.7)

“para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;” (1Pe 1.7)

Breve Cronologia Bíblica

ANTIGO TESTAMENTO

  • ADÃO e EVA
    3975 a.C. – Criação e orientação divina (Gn 1.26ss). Tentação e Queda (Gn 3.1-7). Julgamento, promessa do Salvador (Proto Evangelho), maldição e expulsão do Éden (Gn 3.8-24).

    Seus descendentes:
    – Caim
    – Abel
    – Sete (912 anos) > Enos (905) > Cainã (910) > Maalaleel (895) > Jerede (962) > Enoque (365) > Metusalém (969) > Lameque (777) > Noé (950 anos)

  • 3045 a.C. – Morte de Adão, com 930 anos (Gn 5.4).

  • NOÉ
    2919 a.C. – Nascimento de Noé (Gn 5.28-29).

  • 2419 a.C. – Aos 500 anos de idade Noé tinha gerado seus filhos Sem, Cam e Jafé (Gn 5.32).

  • 2319 a.C. – DILÚVIO – Depois de algum tempo construindo a Arca, conforme orientação divina, Noé (com 600 anos) e sua família entram nela (Gn 7).

  • 2318 a.C. – Depois de 1 ano dentro da Arca, Noé e sua família saem dela (Gn 8).

  • 1969 a.C. – Morte de Noé, com 950 anos (Gn 9.29).

    Seus descendentes, que povoaram toda a terra (Gn 9.19):
    Sem
    – Cam
    – Jafé

  • ABRAÃO
    Seus ascendentes (1Cr 1.24-27):
    Noé > Sem > Arfaxade > Salá > Héber > Pelegue > Reú > Serugue > Naor > Terá > Abrão, que é Abraão.

    1967 a.C. – Nascimento de Abrão (Abraão)

  • 1907 a.C. – 1ª Chamada de Abraão (em UR) e ida até Harã, aos 60 anos (Gn 11.31; At 7.3)

  • 1892 a.C. – 2ª Chamada de Abraão (em Harã) e ida para Canaã (Gn 12.1; At 7.3; Hb 11.8-10), aos 75 anos (Gn 12.4). Promessa de descendência.

    1891 a.C. – Separação de Ló (Canaã) e promessas de Deus a Abraão (Gn 13.14).

  • 1882 a.C. – Aliança de Deus com Abraão, aos 85 anos (Gn 15.1ss). Deus revela a ele a escravidão dos seus descendentes, no Egito, por 430 anos e seu retorno a Canaã (Gn 15.12-16).
    Sara entrega sua serva egípcia Hagar para Abraão lhe dar filhos (Gn 16.1).

    1881 a.C. – Nascimento de Ismael, de Abraão (aos 86 anos) com Hagar (Gn 16.15).

  • 1868 a.C. – Aliança de Deus renovada com Abraão, aos 99 anos e Sara com 89 anos (Gn 17.1ss).
    (Mudança dos nomes: Abrão>Abraão – Sarai>Sara. A circuncisão é instituída como sinal da renovação da Aliança com Deus. Deus promete um filho a Sara – Isaque).

  • ISAQUE
    1867 a.C.
    – Nascimento de Isaque, aos 100 anos de Abraão e Sara com 99 anos (Gn 21.1ss).

  • 1830 a.C. – Morte de Sara, com 127 anos (Gn 23.1)

    1827 a.C. – Casamento de Isaque, aos 40 anos, com Rebeca (Gn 25.20).

  • JACÓ
    1807 a.C. – Nascimento de Esaú e Jacó, aos 60 anos de Isaque (Gn 25.26). A concepção de Rebeca, após 20 anos, se dá em resposta à oração de Isaque (Gn 25.21).

  • 1792 a.C. – Morte de Abraão, com 175 anos (Gn 25.7-10)

  • 1737 a.C. – Jacó obtém a bênção de Isaque, passando-se por Esaú (Gn 27.1ss).

    1736 a.C. – Jacó chega a Harã, fugindo de Esaú (Gn 29.1ss).

  • 1729 a.C. – Jacó se casa com Lia e Raquel (Gn 29.15ss).

  • JOSÉ
    1716 a.C. – Nascimento de José (Gn 30.22-24).
    ………
    Jacó retornou para Canaã com suas 2 esposas, suas 2 concubinas, seus 11 filhos e 1 filha, seus servos e servas.

  • 1700 a.C. – Morte de Raquel no parto de Benjamim (Gn 35.16-19)

    1699 a.C. – José e seus sonhos, aos 17 anos (Gn 37.2ss).
    ………
    José é vendido pelos irmãos, para o Egito (Gn 37.28)

  • 1687 a.C. – Morte de Isaque, com 180 anos (Gn 35.28).

    1686 a.C. – José é exaltado e feito governador do Egito, após interpretar o sonho de Faraó, aos 30 anos (Gn 41.1ss).

  • 1678 a.C. – O primeiro sonho de José se realiza (após 21 anos); seus 11 irmãos se curvam diante dele (Gn 37.5-8; 42.6).

    1677 a.C. – O segundo sonho de José se realiza; seu pai e seus 11 irmãos se submetem a ele no Egito. A família de Jacó vai para o Egito (Gn 37.9-11; 46.1 a 47.11-12).

  • 1660 a.C. – Morte de Jacó, com 147 anos (Gn 49.33).

  • 1606 a.C. – Morte de José, com 110 anos (Gn 50.26).

  • MOISÉS
    1543 a.C. – Nascimento e preservação de Moisés, aquele que seria o libertador de Israel (Êx 2).

  • 1503 a.C. – Moisés havia passado 40 anos no palácio de Faraó (1543-1503 a.C.) sendo preparado; achou que era tudo; tentou agir por conta própria e nada conseguiu (Êx 2.11ss).

  • 1463 a.C. – Moisés passou outros 40 anos no deserto (1503-1463 a.C.), ainda sendo preparado, aguardando o seu chamado e descobrindo que não era nada (Êx 2.15-25).

    1462 a.C. – Libertação e saída do povo de Israel do Egito (Êx 12.37ss). Agora, com 80 anos, Moisés é chamado por Deus para ser o libertador de Israel, ajudado por seu irmão Arão. Durante os próximos 40 anos aprenderá que Deus era tudo. Assim, foi usado por Deus para libertar Israel da escravidão do Egito.

  • 1423 a.C. – Final da liderança de Moisés:
    – Moisés, tendo conduzido o povo de Israel, no deserto, por 40 anos, não teve o privilégio de entrar na terra prometida, bem como toda uma geração pecadora, exceto Josué e Calebe.
    – A morte de Arão, com 123 anos (Nm 20.23-28; Nm 33.38-39; Dt 10.6-7).
    – Deus designa Josué como sucessor de Moisés (Nm 27.15-22).

  • JOSUÉ
    1422 a.C. – Josué assume a liderança de Israel (Dt 34.9).

  • CALEBE
    1416 a.C. – Líder da tribo de Judá e um dos 12 ESPIAS enviados a Canaã (Nm 13.6). Ele e Josué foram corajosos e fiéis ao Senhor, voltaram com boas notícias e por isso entraram na Terra Prometida (Nm 14.30). Recebeu a promessa de herança de terra com 40 anos de idade. Apenas 45 anos depois viu o cumprimento da promessa, aos 85 anos de idade (Js 14.6-15).

  • PERÍODO DOS JUÍZES
    1415 a.C. – O estabelecimento dos juízes sobre Israel (Jz 2.16ss)

  • 1372 a.C. – Morte de Josué, com 110 anos (Js 24.29-31)

  • PERÍODO DOS REIS – MONARQUIA

    1065 – 1025 a.C. – O REINADO DE SAUL (40 anos)

    1025 – 985 a.C. – O REINADO DE DAVI (40 anos)

    985 – 945 a.C. – O REINADO DE SALOMÃO (40 anos)

  • O REINO DIVIDIDO

    945 – 721 a.C. – DE JEROBOÃO À QUEDA DE ISRAEL

    945 – 586 a.C. – DE ROBOÃO À QUEDA DE JUDÁ

  • O CATIVEIRO

    586 – 516 a.C. – Cativeiro de Judá na Babilônia.

  • A RESTAURAÇÃO

    516 – 400 a.C. – Retorno do cativeiro de Judá após 70 anos.

PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO

  • 400 – 5 a.C. – Também conhecido como período interbíblico ou quatrocentos anos de silêncio (de Deus).

NOVO TESTAMENTO

  • JESUS CRISTO

    5a.C. – 29 d.C. – A vida de nosso Senhor Jesus Cristo.

  • LIVROS DO NOVO TESTAMENTO
    Data aproximada em que foram escritos.
    45 d.C. – Tiago
    50 d.C. – Evangelho de Marcos
    52 d.C. – 1Tessalonicenses
    53 d.C. – 2Tessalonicenses
    57 d.C. – 1 e 2Coríntios
    57-58 d.C. – Gálatas
    57-58 d.C. – Romanos

    60 d.C. – Evangelho de Mateus
    60 d.C. – Evangelho de Lucas
    61 d.C. – Filemom
    61 d.C. – Colossenses
    63 d.C. – Efésios
    63 d.C. – Filipenses

    64 d.C. – Atos
    64 d.C. – 1Timóteo
    64 d.C. – Tito

    64 d.C. – 1Pedro
    65 d.C. – Hebreus
    67 d.C. – 2Pedro
    67 d.C. – Judas
    67 d.C. – 2Timóteo
    95 d.C. – Evangelho de João
    95 d.C. – 1João
    95 d.C. – 2João
    95 d.C. – 3João
    96 d.C. – Apocalipse

Fonte de consulta de datas:
A BÍBLIA em ordem cronológica – Reese, Edward / Klassen, Frank – Ed. Vida – 2003.

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