Destaque

Cristão, Igreja, Política e Comunismo

Vale a pena você conferir esses quatro artigos!!!!

Igreja e Política – Mídia Tendenciosa

Igreja e Política – Pronunciar-se ou Silenciar-se?

Cristão e Política

Cristão e Comunismo – Como conciliar?

Educação Cristã – EBD

Veja aqui alguns materiais úteis para a Escola Bíblica Dominical – EBD.
Trata-se de material antigo, recuperado, revisado e reformatado.

1. EBD – FUNDAMENTOS E OBJETIVOS

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2. EBD – ESTRUTURA E CONTEÚDO

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3. PROGRAMA PARA CLASSE DE NOVOS CONVERTIDOS
Este programa está constituído por três módulos:

MÓDULO 1 – A Bíblia, a Palavra de Deus

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MÓDULO 2 – Introdução às principais doutrinas do Cristianismo

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MÓDULO 3 – Origens da Igreja Protestante e Organização Eclesiástica da IPB

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4. EDUCAÇÃO CRISTÃ – COLETÂNEA

Administrando o Estresse

Introdução          

O estresse não é um problema (ou doença) novo. Entretanto, nessas últimas décadas, marcadas por expressivo desenvolvimento tecnológico e por muitas mudanças no mercado de trabalho e na sociedade, o estresse passou a ter um papel de destaque entre os problemas que afetam ou afligem o ser humano moderno. É mais um daqueles problemas que em algum momento da vida acabam afetando nossa vida. Portanto, mesmo que não possamos passar pela vida sem experimentá-lo, felizmente, pode-se garantir que é possível minimizar sua ocorrência ou, administrá-lo, quando vier a ocorrer.

Há situações que são complicadas, porém não tão aterradoras, como: a perda de um emprego, a desagregação ou abandono familiar, um imbróglio, que é aquele mal-entendido ou situação confusa em que nos envolveram, um acidente com pequenas sequelas ou uma doença temporária. Entretanto, há outras situações que parecem, ou mesmo, tem-se a certeza de que fogem ao nosso controle, como: estar na mira de uma arma em um assalto, uma doença degenerativa incurável, uma sequela grave de um acidente, uma catástrofe ambiental, uma pandemia, a perda repentina (ou não) de alguém muito querido, uma cirurgia de altíssimo risco ou quando estamos diante da nossa própria morte.

Você se considera uma pessoa estressada? Por quê?
Você acha que é possível prevenir situações que evitem o estresse?

1. O QUE É O ESTRESSE?

Estresse (do inglês stress, tensão), segundo o Dr. Hans Selye, se traduz pela seguinte fórmula:

A fórmula nos leva a concluir que o “excesso de ociosidade” ou o “excesso de atividade” resultam no estresse. O estresse é um alarme ou um alerta de que algo está errado e saindo do controle!

Ruy Fernando Barboza (advogado, jornalista e psicólogo; falecido em 2013), em entrevista à Revista Veja, há trinta anos (1992) foi perguntado: “Qual a posição do estresse no ranking das doenças brasileiras?”. Ele respondeu: “A prefeitura de São Paulo criou, em 1989, um serviço chamado ‘Programa de Aprimoramento de Informações de Mortalidade`, catalogando todas as mortes registradas na cidade. Analisando as mortes de outubro a dezembro de 1990, o programa concluiu que, de 14.304 mortes, 4.534 (31,7%) foram causadas por doenças do aparelho circulatório (enfartes e derrames cerebrais). O diretor do programa, sanitarista Marcos Drummond Jr., colocou ´principalmente o estresse, causado pela vida agitada`, como causa do aumento das doenças circulatórias, além do fumo e dos maus hábitos alimentares. A lista de doenças relacionadas ao estresse é enorme: úlceras, gastrites, diarreias e prisão de ventre; hemorroidas, ataques cardíacos e todos os tipos de problemas cardiovasculares, inclusive derrames; pressão alta, diabetes, enxaqueca.”[1] 

Ele acrescenta: “Rondando as grandes cidades, onde ataca em todas as profissões em geral e algumas em particular – executivos, jornalistas, médicos e assistentes sociais, entre outras –, o estresse é detentor de um recorde apavorante. Calcula-se hoje que de 80% a 85% das pessoas que procuram um clínico geral tem distúrbios causados por estresse de origem emocional. A lista de doenças ligadas a ele é de assustar.” Isso no ano de 1992.

Atualmente, muitos profissionais estão sendo afetados pela “Síndrome de Burnout” ou “Síndrome do Esgotamento Profissional” que é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico decorrente de situações de trabalho desgastantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade, ou mesmo de excesso de trabalho. Vale ressaltar que tal síndrome também vem afetando, de forma significativa, os pastores e líderes religiosos.

Enfim, muitas são as causas do estresse: competição profissional, desemprego, as demandas ou desafios da vida (doenças, desequilíbrio financeiro, violência urbana, decisões jurídicas e políticas públicas equivocadas, ideologias satânicas etc.), dentre muitas outras. Mais recentemente, a população mundial foi gravemente afetada pela pandemia da covid. Além dos muitos sobreviventes que permanecem estressados pelo que vivenciaram nesse período, não podemos deixar de registrar que não foram poucos aqueles que morreram porque entraram em pânico (estresse extremo) quando testaram positivo para a covid. O terror difundido pela velha mídia contribuiu para que muitos perdessem o controle emocional e infartassem. 

O profeta Elias é um exemplo típico da fragilidade humana (Tg 5.17). Este profeta notável, homem de Deus, corajoso, ousado, que desfrutava de intimidade com o Senhor,  vivenciou muitos momentos extraordinários da manifestação divina, como no desafio e derrota dos profetas de Baal (1Rs 18). No momento seguinte a tal vitória, diante da sentença de morte decretada pela rainha Jezabel, temeu e fugiu para o deserto (1Rs 19). Ali, sozinho, perdeu o controle emocional e pediu para si a morte, o que pode parecer um contrassenso, pois ele havia fugido exatamente para salvar sua vida. Sem dúvida, trata-se de incongruências decorrentes do estresse.

O estresse de Elias foi produzido pelo somatório de fatores adversos, tais como, cenário político, econômico e  religioso caóticos. A ameaça de Jezabel foi apenas a gota d’água (1Rs 19.10). 

2. PREVENINDO O ESTRESSE

É difícil imaginar que alguém não saiba o que fazer para prevenir o estresse. Normalmente as pessoas sabem o que devem e o que não devem fazer; conhecem os seus limites físicos e mentais. Entretanto, é comum se deixarem levar pelas situações e pressões sofridas, não conseguindo evitar a sobrecarga.

Vale lembrar alguns itens importantes nesta prevenção:

2.1 Hábitos Saudáveis.

– Alimentação saudável e refeição feita com tranquilidade, sem correria.

– Atividade física. Pelo menos caminhar e tomar um pouco de sol. O sedentarismo em nada contribui para a saúde física e mental.

– Descanso. Não fomos feitos para produzir ininterruptamente. É preciso destinar um tempo razoável para dormir, bem como intervalos, durante as atividades cotidianas, para descansar. Na Criação, Deus nos deu o exemplo de alternância entre trabalho e descanso.

– Organização da Agenda. Quando se programa adequadamente os compromissos e as atividades, a vida flui com menos atropelos e mais tranquilidade.

– Respeito aos compromissos. Comparecendo aos compromissos assumidos, nos horários estabelecidos ou acordados podemos evitar muitos dissabores. No caso de impossibilidade de comparecimento, por força maior, é importante comunicar com antecedência e justificar. Desculpas esfarrapadas não fazem parte da boa conduta e dificultam os relacionamentos.

– Organização financeira. Esta é uma área com grande potencial de provocar estresse!  Maximize as suas receitas. Seja rigoroso e prudente no controle e execução do seu orçamento, das suas despesas. Evite empréstimos. Não gaste mais do que você ganha.

– Mudar de ares. Viajar, passear, ter contato com a natureza.

– Lazer, recreação e descontração. Não precisamos e não devemos ser escravos da produtividade. É preciso relaxar, buscando alternativas que aliviem as tensões.

– Relacionar-se com pessoas. O ser humano é um ser social. Não fomos feitos para viver isolados, focados apenas na nossa vida. Precisamos conviver, trocar ideias, compartilhar problemas e soluções, interagir e nos desenvolver, dar e receber, abençoar e ser abençoados. É interessante esse testemunho de Paulo: “a fim de que, ao visitar-vos, pela vontade de Deus, chegue à vossa presença com alegria e possa recrear-me convosco.” (Rm 15.32)

2.2 Disciplinas Espirituais

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,” (Tt 2.11-12)

No tópico anterior foram abordadas algumas ações e atitudes relacionadas ao nosso “estilo de vida material”. É claro que não temos aqui a intenção de segmentar a vida em material e espiritual, pois entendemos que a vida é uma só e deve ser vivida integralmente para a glória de Deus e realização da sua vontade.

Disciplinas espirituais são práticas devocionais pessoais, intencionais e constantes, com vistas a desenvolver nossa espiritualidade e profundidade no nosso relacionamento com Deus. Elas nos ajudam a compreender mais quem Deus é, e a estreitar nossa intimidade com ele no nosso dia a dia. Portanto, as disciplinas espirituais dizem respeito ao nosso “estilo de vida espiritual” que tem o potencial de contribuir favoravelmente (ou desfavoravelmente) para o equilíbrio e a estabilidade do nosso ser – espírito, alma e corpo. Será favorável se forem observados os seguintes aspectos, dentre outros:

a) Comunhão com Deus.

Essa comunhão pressupõe relacionamento e dependência. A comunhão com Deus inicia com a regeneração e  habitação do Espírito Santo. Tudo isso em decorrência da Obra Redentora de Cristo na cruz do Calvário. Se Cristo realmente vive em nós, mantemos comunhão com ele – “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8.16).

b) Oração e Jejum.

Através da oração nós falamos e abrimos nosso coração diante do nosso Pai Celestial, em confissão de pecados e de gratidão, petição e intercessão. Sentimos a sua presença e sua participação no nosso cotidiano. Através do jejum nós afligimos nossas almas diante de Deus, impulsionados por situações graves, rogando a sua intervenção.

c) Adoração e Louvor.

Desde o momento que acordamos até o momento de ir dormir nossos pensamentos devem estar postos no Deus da nossa salvação, em atitude de adoração e louvor. Também é essencial dedicarmos algum tempo específico para louvarmos a Deus, cantando ou ouvindo cânticos de louvor e adoração ao Senhor.

d) Bíblia.

É através da leitura, meditação e estudo da palavra de Deus que nos apropriamos do conhecimento de Deus, da sua vontade, dos seus feitos e dos seus ensinamentos para o nosso andar diário.  

Já que Elias estava estressado era necessário que fosse tratado. Afastado das causas do seu estresse ele recebeu tratamento especial. Foram três áreas e três etapas: (i) Física – Descanso e alimentação (1Rs 19.5-6); (ii) Mental / Emocional – Restaurado fisicamente o tratamento avança para a segunda etapa. O anjo do Senhor o assiste e o direciona a deixar Berseba, a maior cidade no deserto do Neguebe do sul de Israel e deslocar-se para Horebe, o monte de Deus ou monte Sinai. Ele reage positivamente, levanta-se da sua prostração e segue adiante (1Rs 19.7-8). ; (iii) Espiritual – Elias chega ao monte Horebe ou Sinai, o mesmo monte onde Moisés teve um encontro com Deus e recebeu a Lei (Êx 19ss). É significativo que, tempos depois, Jesus se encontrasse com eles no monte da transfiguração (Mt 17.1-8; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36). Ali no monte o Senhor fala com ele e o questiona “– Que fazes aqui, Elias?”. Ali ele tem uma nova visão de Deus que o restaura espiritualmente. Situações críticas nos possibilitam vivenciar essas extraordinárias experiências com Deus. Jó também passou por isso e concluiu: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem.”(Jó 42.5).

3. ADMINISTRANDO AS CAUSAS

São vários os fatores que concorrem para elevar a tensão produzindo o estresse. Abordaremos sucintamente alguns deles:

a) Preocupações constantes

“Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.” (Sl 37.5).

Nunca mais esqueci dessa definição de um professor no Seminário: “Preocupação é ocupar-se antecipadamente com coisas que na maioria das vezes, não irão acontecer. É afligir-se antes do tempo.” É preciso ocupar melhor o nosso pensamento (Fp 4.8).

b) Ansiedade

“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1Pe 5-6-7)

A ansiedade é irmã gêmea da preocupação. Ambas são parentes próximos do medo (muitas vezes a diferenciação não é possível), sendo distinguidas dele pelo fato de o medo ter um fator desencadeante real e palpável, enquanto na ansiedade e na preocupação o fator de estímulo teria características mais subjetivas.

É preciso considerar que ter um pouco de preocupação ou ansiedade é um fato normal e natural no ser humano, muitas vezes agindo em prol da sua preservação. Quando se torna exagerada, fora de controle, causando transtorno comportamental, desequilíbrio, disfunção, sofrimento e estresse, a ansiedade não é mais normal e precisa ser tratada.

Para mais informações sobre o assunto, veja o artigo no link abaixo:
Descartando a ansiedade

c) Exigências profissionais

Os desafios que se apresentam para o empregado moderno são cada vez maiores. A competição interna acirrada, associada à exigência de resultados, precisam ser superadas a cada dia para se manter o emprego. Se não é possível alterar esse quadro, é mandatório aprender a conviver com ele. No tempo que se passa fora da jornada de trabalho é preciso compensar essa tensão com os hábitos saudáveis já mencionados.

d) Finanças familiar

Este assunto está diretamente ligado à sobrevivência familiar. Assim sendo, cada membro da família precisa ter consciência do seu papel e da responsabilidade de fazer a sua parte. Todos precisam acompanhar as contas a pagar e aprender a refrear seus impulsos de consumo.

e) Problemas familiares

O lar é onde passamos boa parte do nosso tempo. Nosso vínculo e responsabilidade para com a família são reais e indelegáveis. Tudo de mal que acontece na nossa família nos afeta diretamente e tem o potencial de nos levar ao estresse. Por exemplo, a desagregação familiar pelo divórcio, uma doença grave, um acidente com sequelas permanentes, dentre outros. É preciso buscar forças em Deus e contar com a solidariedade dos amigos para resistir e superar as dificuldades.

f) Ativismo (voluntário ou impositivo)

Há pessoas que estão sempre escapando de fazer alguma coisa, porém, há outras que têm certa compulsão por participar de tudo – ativismo voluntário. Também, há aquelas que se sentem na obrigação de assumir certas responsabilidades, porque outros se omitem – ativismo impositivo. Na igreja é comum ver membros sobrecarregados com muitos cargos e responsabilidades, enquanto outros, pouco ou nada fazem. É preciso frear o ativismo. É preciso descentralizar e distribuir cargos e responsabilidades como Jetro sugeriu ao seu genro Moisés (Êx 18.13-27). 

Conclusão

Na vida há tempo para tudo: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:” (Ec 3.1). Há tempo para trabalhar, descansar, estudar, participar de atividades culturais e religiosas, lazer e recreação, dentre muitas outras atividades.

O estresse desorganiza todo o metabolismo do indivíduo, sendo capaz de produzir doenças psicossomáticas, além de causar a perda do sono, irritabilidade, desequilíbrio emocional e esgotamento físico. Pode levar a apatia, desânimo, falta de motivação e depressão. Portanto, deve merecer toda a atenção e o devido tratamento. Quando necessário, é importante buscar a ajuda de terceiros: conselheiros experientes, profissionais da área da saúde que possam ajudar preventivamente ou corretivamente (psicólogo, nutricionista etc.)

Finalmente, vale ressaltar que não se pode dissociar saúde mental/emocional de saúde espiritual. Desta forma, o corpo precisa de um tratamento holístico / integral.

Elias era um homem solitário, lutando as batalhas de Deus. Restaurado física, mental/emocional e espiritualmente ele foi divinamente convocado a prosseguir. A reinserção social começa com a ordem de retomada da missão: “vai, volta….” (1Rs 19.15). O caso de Elias nos deixa a lição de que não estamos sós; Deus está cuidando de nós. Ele nos assiste e nos ajuda nesse processo de restauração interior e retomada da vida, da missão. Aleluia!

Bibliografia
1. Bíblia Sagrada (SBB – Versão Revista e Atualizada).
2. Bíblia Online – SBB.
3. Revista Didaquê – Vida Abundante – DE BEM com a vida.
4. Internet.


[1] Revista Veja, 11/11/1992.


Veja, também:
Elias, no divã de Deus

Lidando com o sentimento de culpa (Parte 2)

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” (Sl 51.10)

Na Parte 1, fizemos uma abordagem mais conceitual sobre a culpa e o sentimento de culpa, com os tópicos CULPA REAL e CULPA IMAGINÁRIA. Na Parte 2 apresentaremos aspectos mais práticos de como tratar da culpa e do sentimento de culpa, com os tópicos REAÇÕES A CULPA e TRATANDO A CULPA.

………….

3. REAÇÕES A CULPA

Inicialmente é importante reconhecer que há algo de potencialmente saudável na culpa. Se alguém nunca sentir culpa pelos seus erros, poderá se transformar em um verdadeiro monstro, um perigo para a sociedade. Sim, a culpa pode desempenhar uma função pedagógica, permitindo a reflexão e correção de atitudes e comportamentos errados.

Arrependimento é pesar ou lamentação pelo mal cometido; compunção, contrição. Remorso é inquietação, abatimento da consciência que percebe ter cometido uma falta, um erro. São sinônimos? Sempre entendi arrependimento como pesar pelo mal cometido e sincero desejo de não repeti-lo. Já o remorso, apenas como o pesar pelas consequências do mal cometido. Dizer que se arrependeu apenas porque foi descoberto e será penalizado não é um arrependimento sincero e verdadeiro.

Como as mentes reagem à culpa?

a) Mentes normais

Sentem culpa, admitem o erro ou pecado, se arrependem e superam a culpa, demonstrando resiliência.

b) Mentes fracas

Sentem culpa, admitem o erro ou pecado, se arrependem, mas não conseguem superar a culpa, não demonstrando resiliência.

c) Mentes petrificadas

Não sentem culpa, se acostumam com o erro ou pecado, por isso não se arrependem. Têm consciência cauterizada.

d) Mentes doentias

Psicopatas não têm sentimento de culpa. Por isso, cometem as piores barbaridades e não conseguem perceber os horrores que praticaram.

4. TRATANDO A CULPA

Dizem que a dinâmica mental não se estabiliza, não permite alcançar a paz interior diante da culpa, a menos que construa uma justificativa ou saída adequada.  Talvez a psicologia explique isso como o mecanismo de defesa da psiquê a que denomina de racionalização. O sentimento de culpa também pode provocar aquilo que chamam de loop ou looping mental, isto é, aquele pensamento acusador e perturbador que não sai da cabeça. Somente o perdão divino pode nos libertar totalmente da culpa!

A culpa e o sentimento de culpa precisam ser tratados, independentemente se a culpa é real ou imaginária. Sugerimos, então, os seguintes passos:

a) Análise preliminar ou diagnóstico

Identifique, esclareça, sem ou com a ajuda de terceiros, se a culpa é real ou imaginária.

A culpa imaginária pode ser revertida com uma boa análise do ocorrido e com bons argumentos que desconstruam este equivocado sentimento de culpa. É oportuno Introduzir-se aqui um tratamento profilático de modo a evitar o aparecimento de novos casos.

Se a culpa é verdadeira é preciso aplicar um tratamento mais abrangente, como o apresentado nos próximos passos.

Vale, desde já, o alerta: “Não adianta tentar jogar a culpa de seus fracassos sobre experiências e traumas do passado, pois isso não traz cura, apenas explica. Uma alma ferida não precisa de explicação, mas de restauração.” (Pr. Ubirajara Crespo – Lar Cristão SET-NOV/1996)

b) Corrigindo a situação.

Tomemos como exemplo o caso do Filho Pródigo (Lc 15.11-24, complementado com o caso de Zaqueu (Lc 19.1-10) e do caso de Jacó com Esaú (Gn 33.1-11). O Filho Pródigo tomou uma decisão equivocada, saiu da casa paterna, detonou todos os seus bens, vivendo dissolutamente (libertinagem e devassidão)(Lc 15.11-13). Como sempre, o pecado cobra uma conta muito alta. Então, sofrendo o dano das suas más escolhas, tentou resistir e sobreviver, sem querer dar o braço a torcer, sem querer ferir o orgulho próprio (Lc 15.14-16). Chegando ao fundo do poço, ele se deu conta de que precisava fazer alguma coisa para não sucumbir. Vejamos as etapas da sua restauração:

1ª) Conscientização (Lc 15.17)

       “Então, caindo em si, …”

É quando passa em nossa mente o filme de tudo o que aconteceu, desde o cometimento do erro, e se toma plena consciência do equívoco ou pecado cometido e dos danos causados, das consequências desastrosas. Não adianta esconder o pecado ou fazer de conta que ele não existe: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” (Pv 28.13)

2ª)  Decisão e Ação (Lc 15.18-21)

       “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, …” (v. 18a)
       “E, levantando-se, foi para seu pai…” (v. 20a)

É quando se deixa o lugar de rebeldia e sofrimento em busca da restauração humana e divina. É preciso se dirigir à vítima do nosso pecado, quando pecamos contra alguém, e a Deus, quando cometemos pecado.

3ª) Confissão (Lc 15.18-21)

       “… , e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; …” (v. 18b)
       “E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; …” (v. 21a)

Não é uma etapa simples ou fácil, porém não pode ser evitada ou descartada. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1Jo 1.9). Para se livrar da culpa real é necessário admitir o pecado realmente praticado (não o pecado que se imagina que tenha sido praticado), confessá-lo e abandoná-lo (Pv 28.13). Caso você tenha falhado, não se deixe sufocar pela culpa. Confesse seu erro a Deus e à pessoa contra quem você pecou.

4ª) Reparação (Lc 19.8; Gn 33.8)

       “Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.” (Lc 19.8)
       “Perguntou Esaú: Qual é o teu propósito com todos esses bandos que encontrei? Respondeu Jacó: Para lograr mercê na presença de meu senhor.” (Gn 33.8)  

Nem sempre esta etapa pode ser cumprida, mas tem o seu lugar e valor. O Filho Pródigo não tinha como reverter o dano material causado. Também não temos como oferecer qualquer coisa a Deus, o Pai Celestial, pelo pecado cometido. Não temos como fazer isso, mas Jesus já o fez por nós! “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” (1Jo 2.1-2). Entretanto, há situações nas quais é possível fazer a reparação por perdas e danos causados ao outro, quer seja uma reparação material, quer imaterial ou moral. Este foi o caso de Zaqueu e Jacó, conforme exposto nos versículos acima.

5ª) Pacificação (Lc 15.22-24)

       “… Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Lc 15.23b-24)

O pecado nos leva à morte espiritual, isto é, à separação da comunhão com Deus. Cumpridas essas etapas podemos, pela fé, nos apropriarmos da promessa do perdão divino e crer que ele é mesmo fiel para cumprir o que promete. Somos libertos do sentimento de culpa e reconectados com Deus. A reconciliação nos leva à paz com Deus e à paz com as pessoas que, de alguma forma, causamos algum dano. Ainda que estas pessoas não nos recebam e não aceitem nosso gesto de confissão e retratação, Deus aceitará e nos livrará de qualquer sentimento de culpa. O perdão divino é o mais eficaz – na verdade, o único – remédio para a culpa e o sentimento de culpa.

Conclusão

A imperfeição humana nos leva a cometer erros e a pecar. Porém, Deus nos dotou de uma consciência, que se estiver sadia, poderá nos incomodar o suficiente, por meio do sentimento de culpa, nos conduzindo a corrigir o erro ou a minimizar os seus efeitos e a não repeti-lo. 

A Bíblia, a palavra de Deus, deve ser sempre o nosso primeiro e mais importante referencial de conduta e de vida, do que é certo ou errado. Se há culpa (ou sentimento de culpa) em decorrência de alguma transgressão cometida, isto é razoável, porém não precisa e não deve ser permanente. A culpa corrói o caráter e destrói a pessoa: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.” (Sl 32.3-4). Em Cristo, Deus providenciou meios para a cura e libertação plena do pecado, da culpa, do sentimento de culpa!

Ressaltamos a importância de ler a Bíblia, de tomar conhecimento dos seus preciosos ensinamentos e praticá-los, o que nos ajudará a evitar danos materiais e emocionais: “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8.31-32). Não é razoável um cristão deixar de ler a Bíblia ou de ouvir os seus ensinamentos, para não tomar conhecimento do que é certo ou errado e, assim, pensar que terá a consciência pesada. Vale lembrar que na lei de Moisés os chamados “pecados por ignorância” não passavam em branco diante de Deus (Lv 4.2, 13, 22, 27 etc.) e, também, na lei dos homens, não isentando o infrator e acusado de ser responsabilizado pelos seus atos ou omissões. Diz o Código Penal Brasileiro: “Art. 21 – O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminui-la de um sexto a um terço. Parágrafo único – Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência.”

Que a igreja de Cristo fomente e proporcione espaços de cura, perdão e aceitação para os que buscam solução para suas lutas contra a culpa ou contra o sentimento de culpa!

Bibliografia:

1. Bíblia Sagrada (SBB – Versão Revista e Atualizada).
2. Bíblia Online – SBB.
3. Revista Didaquê – Vida Abundante – DE BEM com a vida.
4. Revistas Lar Cristão.
5. Internet.


Veja, também, a Parte 1:
Lidando com o sentimento de culpa (Parte 1)

Lidando com o sentimento de culpa (Parte 1)

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” (Sl 51.10)

Introdução          

“Há algum tempo, aconselhei uma moça de 22 anos que tentara o suicídio. Descobri, depois de várias horas de aconselhamento, que ela possuía uma autoimagem muito baixa e negativa. Em meio a lágrimas, contou-me que, quanto mocinha, fora violentada por um membro da família; fato esse que lhe causou dificuldades no que diz respeito a amar e confiar nas pessoas, fazendo surgir sentimentos de culpa, rejeição e autoimagem negativa.” (Jaime Kemp – Lar Cristão -Nº 2)

Outros casos ou exemplos:

– Escolhi a carreira errada, não tenho qualquer vocação para medicina (ou direito, ou engenharia ou ….)
– Um marido que perde o emprego. Os frequentes problemas financeiros fazem com que a esposa deixe de acreditar nele.
– Uma gravidez indesejada paralela a crescentes pressões no emprego leva um marido a questionar o compromisso assumido no casamento.
– Um filho que cai da escada ou sofre um acidente e fica paraplégico.
– Um casamento fracassado que levou ao divórcio.
– Um adultério cometido e muito bem ocultado.
– Uma cessão de espaço para a pornografia.
– Um furto ocasional.
– Uma ou algumas mentiras proferidas.
– Foi testemunha de um fato e se omitiu.

O sentimento de culpa é uma forma de sofrimento mental, normalmente com desdobramentos que afetam a saúde do corpo, o comportamento, o estilo de vida e os relacionamentos. É uma triste realidade compartilhada pela espécie humana, desde as primeiras criaturas – Adão e Eva. Culpa, ciúme, medo, ansiedade, insegurança, autocondenação, ira, depressão, dentre outros, muitas vezes, ocasionam um desastre psicológico, portanto, precisam merecer nossa atenção, precisam ser tratados.

Paul Tournier, respeitado psiquiatra cristão, lembra que sentimentos como remorso, peso na consciência, vergonha, constrangimento, inquietação, confusão, timidez e modéstia em excesso estão todos ligados ao sentimento de culpa. Cristãos e não cristãos estão sujeitos a problemas que afetam a nossa psiquê e precisam trabalhar isso adequadamente.

Pessoas e famílias não são perfeitas. Erros cometidos, decisões equivocadas, atitudes inconvenientes e pecado praticado têm consequências e podem  provocar danos de menor ou maior proporção na vida de uma pessoa. Daí se estabelece o sentimento de culpa. Crentes salvos e habitados pelo Espírito Santo também estão aqui incluídos, com a ressalva de que quem está em Cristo é nova criatura e não vive na prática do pecado (1Jo 3.6) e não tem que viver sufocado por sentimentos de culpa. Portanto, este é o tipo de assunto que interessa a todos.

O que fazer para reduzir, bloquear ou eliminar um sentimento de culpa? É o que trataremos, a seguir.

Nesta Parte 1, faremos uma abordagem mais conceitual sobre a culpa e o sentimento de culpa, com os tópicos CULPA REAL e CULPA IMAGINÁRIA.

1. CULPA REAL

Considera-se, neste caso, que verdadeiramente o indivíduo tem culpa. Portanto, o sentimento de culpa é devido, o que é algo humanamente natural.

A culpa real pode ser definida levando-se em conta alguns aspectos:

1.1 QUANTO AO AGENTE

a) Culpa pela AÇÃO ou OMISSÃO

Ação, quando o indivíduo faz alguma coisa errada, que não deveria ou não poderia fazer.

Omissão, quando o indivíduo não faz alguma coisa certa que deveria ou poderia fazer.

b) Culpa DIRETA, INDIRETA e PRESUMIDA

Direta, quando o indivíduo age ou se omite, diretamente. Por exemplo: estava dirigindo, se distraiu com o celular, bateu com o carro no poste e o pai, que estava no banco do carona, veio a óbito. Ele é o agente e executor direto.

Indireta, quando o indivíduo é o mandante e outros fazem ou deixam de fazer alguma coisa por ordem ou acordo com ele. Por exemplo, Davi, quando ordenou que Urias fosse colocado na linha de frente da batalha e deixado, sem cobertura, para ser morto.  

Presumida, ocorre nas situações em que o agente assume os riscos ante à probabilidade de causar resultado danoso, sendo assim o responsável. Independentemente de estar ou não contemplado no Código Penal ou Código Civil, para efeito conceitual, incluo aqui este tipo de culpa. Exemplifico com o caso trágico de pais, com filho pequeno em casa, que cai da janela do apartamento ou morre afogado na piscina da casa, porque esses não tiveram o cuidado de instalar proteção na janela ou na piscina. O risco era previsível, mas não foi levado em conta. São formas de manifestação da inobservância do cuidado necessário, isso é, modalidades da culpa: a imprudência, negligência e imperícia.

1.2 QUANTO AO ATO EM SI

Gary Collins, conselheiro cristão, fala de dois tipos básicos de culpa, a saber, objetiva e subjetiva.

a) Culpa OBJETIVA

Objetiva, quando depende ou decorre do ato ou do fato.

Conforme Collins, são quatro os tipos de culpa objetiva:

– Culpa legal: acontece, por exemplo, quando uma pessoa é multada por ter desrespeitado um semáforo. Transgrediu a lei de trânsito, portanto, a pessoa é culpada, sentindo ou não culpa, arrependimento ou remorso pelo que fez.

– Culpa social: é quando se quebra uma norma não escrita, mas socialmente esperada, como qualquer regra de etiqueta ou boas maneiras.

– Culpa pessoal: é quando acontece uma violação de algum plano ou projeto pessoal. Um exemplo seria o caso do pai de família que, por força de obrigações profissionais, se vê forçado a passar menos tempo com seus filhos do que o que pretendia, ou a faltar a um evento na escola em que o filho iria se apresentar.

– Culpa teológica (que psicólogos e conselheiros cristãos também chamam de culpa verdadeira):  é proveniente de saber que houve desobediência às leis de Deus, violação a princípios, valores e ensinos contidos na bíblia. Muitos psicólogos e psiquiatras não cristãos não admitem a existência desse último tipo de culpa.

b) Culpa SUBJETIVA

Subjetiva, quando não depende ou não decorre do ato ou do fato em si, porém de sentimentos e interpretações pessoais. 

A culpa subjetiva está ligada aos sentimentos desconfortáveis de remorso, vergonha e autocondenação que podem acompanhar quem acha que fez algo errado (ou que a pessoa considera errado) ou que deixa de fazer o que acha que seria certo.

É importante saber de que tipo de culpa se está falando, para que se possa ajudar quem está com dificuldades nessa área tão importante da vida.

1.3 QUANTO A INTENÇÃO

a) Dolosa

Quando o indivíduo tem a intenção e faz alguma coisa errada, que não deveria ou não poderia fazer.

b) Culposa

Quando o indivíduo não tem a intenção e faz alguma coisa errada, que não deveria ou não poderia fazer.

1.4 QUANTO À CONSCIÊNCIA  

a) Consciente

Ocorre quando o agente prevê o resultado, mas espera que ele não ocorra, supondo poder evitá-lo com a sua habilidade.

b) Inconsciente

Na culpa inconsciente, o agente não prevê o resultado, que, entretanto, era objetiva e subjetivamente previsível.

2. CULPA IMAGINÁRIA

É importante reconhecer que há culpas reais ou verdadeiras e culpas imaginárias ou falsas. O efeito e prejuízo psicológico pode ser o mesmo nos dois casos. É fato que muita gente sofre com culpas que não são reais.

a) Culpa de natureza teológica

Embora o mundo cristão esteja sendo fortemente influenciado e afetado pelo liberalismo teológico e progressismo global, onde princípios e valores cristãos estão sendo relativizados ou ignorados, ainda encontraremos pregadores e professores com viés legalista e moralista forjando nas mentes dos crentes imaturos falsos conceitos de santidade, pureza e vida cristã. Assim, tais ouvintes podem desenvolver culpas imaginárias na consciência, culpas que decorrem de interpretação bíblica equivocada. Jesus nunca foi cúmplice do pecado, mas repreendeu veementemente os religiosos legalistas do seu tempo: “Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.” (Mt 23.4). É necessário pregar e ensinar sempre com base bíblica! É preciso fugir dos extremos onde “tudo é pecado” ou “nada é pecado”!

b) Culpa pela forma de criação dos filhos

Na atualidade, talvez seja mais comum encontrarmos pais que não impõem limites na criação e educação dos seus filhos. Entretanto, igualmente danoso para a formação desses é o rigor exagerado por parte de outros pais. A pedagogia do elogio tem sido recomendada, porém tais pais se relacionam com seus filhos só na base da censura, da crítica, da reclamação e da condenação. Crianças criadas dessa maneira são fortes candidatas a se tornarem adultos problemáticos, sempre a lutar contra um sentimento de culpa vago e indefinido, mas terrível, que sempre cobra algo mais, que nunca se satisfaz. É lógico que crianças precisam de repreensão quando fazem algo verdadeiramente errado; mas precisam igualmente de elogio, incentivo, estímulo, agradecimento, para que venham a ser adultos mais centrados e equilibrados.

c) Culpa de natureza circunstancial

São culpas que se originam de circunstâncias imprevisíveis, muitas vezes agravadas por envolverem acontecimentos trágicos. Pode-se exemplificar com o seguinte caso. Uma mãe pede a seu filho jovem para ir até a padaria, perto da sua casa, para comprar alguma coisa para o lanche. Exatamente quando o jovem chega à padaria, está ocorrendo um assalto, ele recebe um tiro de bala perdida e vai a óbito. Então, aquela mãe incorpora um sentimento de culpa que sufoca e asfixia sua existência. Esse é apenas um dos inúmeros casos em que a pessoa não cessa de se questionar – E SE…. ? E se eu não tivesse pedido a ele para ir até lá? Ele estaria vivo!

…………………..

Veja, também, a Parte 2:
Lidando com o sentimento de culpa (Parte 2)

Na Parte 2 apresentaremos aspectos mais práticos de como tratar da culpa e do sentimento de culpa, com os tópicos REAÇÕES A CULPA e TRATANDO A CULPA.

ABORTO, uma experiência traumática!

“Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.”
(Sl 139.16)

Vale a pena você conferir o testemunho abaixo da GESA MORAES. São milhões de abortos realizados no mundo a cada ano. Dificilmente se chegará a uma estatística confiável devido ao elevado número de abortos clandestinos. Isso sim é um verdadeiro genocídio, defendido pelos globalistas progressistas! Misericórdia, SENHOR!

………….

Eu acreditava em Deus, mas do meu jeito. Ele era uma “força” que eu podia manipular. Foi assim que aprendi em minha casa e isso me bastava.

Meus pais tiveram um casamento atribulado que acabou em divórcio. Durante os últimos anos juntos, minha mãe vivia deprimida e meu pai entregue ao alcoolismo. Era mais fácil me darem liberdade total do que estabelecerem limites. Então, por volta dos 15 anos, “cai na vida”.

Tive vários namorados. De alguns gostei, de outros, nem tanto. Minha necessidade, porém, era ser amada. Eu não ligava por “pagar” beijos, abraços e palavras carinhosas, com cama. Era um preço até baixo pelos momentos em que me sentia protegida. Porém, minha má fama começou a crescer. Passei, então, a me sentir usada e a ter raiva do que estava acontecendo. No entanto, não conseguia dizer Não! Paguei caro por isso. Vivia com medo de estar grávida. Tive namorados que me ridicularizavam em público, outros que eram verdadeiros bárbaros, a ponto de praticamente me violentarem.

Fiquei calada com medo de represália e do descrédito dos outros.
E assim fui vivendo até que conheci um rapaz notável que restaurou minha autoestima. Ele me respeitou e em nosso primeiro encontro não encostou nenhum dedo em mim. Foi um verdadeiro cavalheiro e amigo, mesmo depois que começamos a namorar. As coisas acabaram evoluindo, mas daquela vez era realmente por amor. E assim foi indo até que estourou a bomba. Estávamos namorando há seis meses quando descobri que estava grávida. Ele entrou em pânico. Eu fiquei apavorada! Além dele, nossos amigos faziam pressão para que eu abortasse. Eu não sabia o que fazer. Fui falar com meu pai. Ele foi muito compreensivo oferecendo ajuda para criar a criança, caso eu quisesse, porém disse que me achava nova demais para tanta responsabilidade. Aí me contou que eu também tinha sido fruto de uma concepção pré-conjugal e que seu casamento não dera certo por terem se casado sem planejamento e às pressas. “Não cometa o mesmo erro”, ele disse. Então tão, cedi à pressão. O argumento havia se tornado muito pessoal e forte demais. Afinal de contas, o embrião era só um amontoado de células, não é mesmo?!

No dia 16 de dezembro de 1981, matei meu filho. Foi em uma “clínica” de fundo de quintal, em uma lavanderia, sob anestesia geral, pelas mãos de um ginecologista ganancioso. Quando recobrei a consciência, comecei a me contorcer de dor e me debati contra uma parede úmida, fria, de pedra, no porão escuro da casa, ouvindo também gemidos de outras mulheres. Cheguei a pensar que linha morrido e que estava no inferno. Ao sair da “clínica” recebemos os medicamentos e as devidas ameaças para manter em sigilo o ocorrido. Além de tudo, tive que fingir que nada havia acontecido.

0 problema do meu namorado tinha terminado, mas o meu acabara de começar! Gradativamente a culpa começou levar-me à loucura. Vivia deprimida e com vontade de morrer. Comecei a fazer psicoterapia, mas a ajuda não passava de certo ponto. Bebia incontrolavelmente e tomava antidepressivos. Aí, aconteceu de novo. Dessa vez, só a ideia de abortar já trazia culpa. Fisicamente eu não tinha condições para fazer outro. Mas, lá fui eu novamente ao “matadouro”. A única exigência que é que deveria ser em um hospital de verdade. E foi. Antes de ir para a sala de cirurgia fui até a janela do meu quarto, olhei para o céu e pedi que Deus me perdoasse. Tive uma “curetagem”. Acordei mais tarde revoltada com meu namorado e com a vida. Tudo era tão injusto!

Pouco depois ficamos noivos e nos casamos no ano seguinte, como manda o figurino. Entre o noivado e o casamento, encontrei a Jesus, ou melhor, Jesus me encontrou. Entreguei a Ele minha vida. Bem… quase toda. Eu achava que “aqueles” pecados eram terríveis demais para ele perdoar. Tive medo que me rejeitasse. Compreender e aceitar que o Senhor perdoa todas as nossas iniquidades veio com o tempo.

Primeiramente, ele foi misericordioso e após nosso casamento, nos deu dois filhos lindos e sadios. Depois, me envolveu em uma escola de evangelização infantil. Suavemente foi me assegurando seu amor e mostrando que me aceitava incondicionalmente. Conversei com meus sogros, que não sabiam de nada e pedi a eles perdão pelo que fizera. Fui perdoada. E, finalmente, perdoei meu marido. O peso foi saindo e o Pai me mostrando que jamais me abandonaria. Mesmo nas horas difíceis estaria ali segurando minha mão e acolhendo meus pequeninos. Por fim, falou direto ao meu coração e eu confessei sem restrições aqueles pecados que pesavam toneladas. Paz, restauração, perdão pleno – o Senhor Jesus me transformou. Lavou-me com seu precioso sangue e fez de mim uma nova criatura.

Esse processo durou quase dez anos e, para mim, esse tempo foi uma prova viva de Sua graça. Estou livre agora. Não vivo mais na dor do passado, mas na alegre expectativa de uma reunião familiar no céu. Louvo a Deus, pois sou uma prova viva de que Deus pode transformar maldição em bênção!

(Transcrito de: Revista Lar Cristã – Vol. 7 – Número 27 – JUN/AGO 1994)


“As sequelas físicas dos abortos são várias desde câncer de mama até esterilidade, mas não necessariamente acontecem em todas as mulheres. As emocionais, no entanto, mais avassaladoras, marcam, machucam e escravizam. Podem trazer depressão, baixa autoestima, culpa, rejeição, amargura, raiva e até mesmo a separação do casal. A mulher geralmente as carrega de forma mais presente que o homem, mas isso não quer dizer que ele fique isento.” (Rose Santiago)


Vale a pena conferir, no artigo abaixo, os dados mundiais e os argumentos, levando-se em conta os países onde o aborto é legalmente proibido e liberado!
…………
Sabe aquele papo de que o número de abortos não aumenta se ele for liberado? É mentira.
https://www.gazetadopovo.com.br/instituto-politeia/sabe-aquele-papo-aborto-mentira/

Lembranças da minha avó

“pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti”. (2Timóteo 1.5)

Essas palavras do apóstolo Paulo, ao seu filho na fé, Timóteo, soam como um importante e histórico tributo ao legado da fé, na família. A minha experiência se assemelha a de Timóteo, neste sentido. Fazendo uma paráfrase, é como se um dia alguém pudesse me dizer: “pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Maria Angelina e em tua mãe Elvira, e estou certo de que também, em ti”.

Não faço ideia da razão de, na madrugada de 30/05/2022, eu ter sonhado que estava expondo alguns valores da minha saudosa avó Maria Angelina para algumas pessoas. Nos dias anteriores não estive folheando algum álbum de família, nem conversado sobre o assunto; simplesmente esse sonho surgiu do nada. Vale lembrar que minha ascendência passou por duas avós: Maria José (paterna) e Maria Angelina (materna). São duas Marias, duas mulheres portuguesas da Ilha de São Miguel (Açores), duas descendentes de famílias católicas, ambas tiveram quatro filhos, ambas tiveram um encontro pessoal com Jesus Cristo e passaram a viver a fé cristã evangélica, ambas foram mulheres de fibra na criação dos seus filhos aos pés do Senhor. Não tive o privilégio de conviver com minha avó paterna, que permaneceu na sua terra natal, já que meus pais migraram para o Brasil, bem como meu avô e avó maternos e seus descendentes. É dessa avó materna, Maria Angelina, que quero compartilhar algumas memórias relacionadas à sua vida e fé.

Maria Angelina nasceu em 07/11/1906, casou-se em 30/06/1927, teve três filhas e um filho que foi o caçula. Ela faleceu em 08/11/1968, um dia após completar 62 anos de uma vida abençoada por Deus. Nessa ocasião eu tinha apenas 13 anos de idade.

Algumas boas lembranças da minha avó:

1. O melhor é para Deus

Na prática, como você demonstraria esse valor ou conceito para outras pessoas, de que Deus requer e merece o melhor? Certamente, há várias maneiras de fazê-lo. Na sua sinceridade e simplicidade ela tinha lá o seu jeito próprio.

a) O dinheiro dos dízimos e ofertas

Naquela época o dinheiro de papel era amplamente utilizado. Assim sendo, nas suas pequenas transações comerciais do cotidiano, na padaria, açougue, armazém, mercearia, passagem de ônibus etc. ela ia separando e guardando as notas de dinheiro mais novas para o dízimo e para as ofertas. Para ela seria um sacrilégio, falta de temor a Deus, ofertar com dinheiro em mau estado de conservação (riscado, colado, rasgado etc.). É interessante que os diáconos chegavam a comentar que na contagem das ofertas, quando viam notas muito novas podiam até imaginar quem as ofertou. E essa prática acaba até influenciando outras pessoas.

b) A roupa para ir à igreja

Nesta mesma linha, ela acreditava que os membros da igreja, mesmo não tendo muitas posses,  deveriam usar suas boas roupas quando frequentavam a igreja. Isso não tem nada a ver com vaidade e ostentação (1Pe 3.3), mas com asseio e decência no trajar, porque Deus merece o nosso melhor (2Tm 2.9). 

São duas coisas simples, mas que reverberam conceitos que vêm do Antigo Testamento, onde o animal oferecido deveria ser sem defeito, as primícias da terra seriam para Deus, e assim por diante. “E dizeis ainda: Que canseira! E me desprezais, diz o SENHOR dos Exércitos; vós ofereceis o dilacerado, e o coxo, e o enfermo; assim fazeis a oferta. Aceitaria eu isso da vossa mão? —diz o SENHOR. Pois maldito seja o enganador, que, tendo um animal sadio no seu rebanho, promete e oferece ao SENHOR um defeituoso; porque eu sou grande Rei, diz o SENHOR dos Exércitos, o meu nome é terrível entre as nações.” (Ml 1.13-14)

2. Devoção verdadeira

Eu era apenas uma criança de uns 9 anos e passava alguns dias das férias escolares na casa dela, no bairro de Todos os Santos – Rio de Janeiro- RJ. Não sei se os meus pais me enviavam para lá para fazer companhia a eles ou para aliviar minha mãe, pois na ocasião éramos quatro irmãos. O fato é que eu gostava de brincar lá. Ainda me lembro vagamente das nossas idas para a casa dela. Descíamos a ladeira da casa dos meus pais até a avenida principal onde tomávamos o ônibus rumo a Todos os Santos. Ela não dispensava a sua sombrinha que a protegia do sol.

Quando eu passava aqueles dias, na sua casa, à noite ela se sentava comigo, lia a Bíblia e orava. Ela nos ensinou a recitar sempre o Salmo 4.8, antes de dormir: “Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança.” (versão Almeida Revista e Corrigida – ARC).  Ela também nos ensinava a recitar o Salmo 23 – O Senhor é o meu pastor. Nunca vou esquecer daquele dia em que ela leu o texto bíblico do sofrimento, crucificação e morte de Jesus. Ela lia e a emoção tomava conta dela, e as lágrimas rolavam no seu rosto. Para ela, a Bíblia não era um livro qualquer; ela o amava e obedecia. Não é sem razão que aquele hino tão conhecido “Rude cruz se erigiu, dela o dia fugiu” mexe  muito comigo.

3. Uma mulher de família

Sua saúde não era perfeita, mas sempre foi uma guerreira nos cuidados com a casa e com a família. Ela amava e respeitava seu marido e meu avô. Ele era um homem alto, forte, porém manso e de poucas palavras. Não era de expressar abertamente o que sentia. Um português sempre muito ligado a terra, na sua velhice cuidava de jardins. Sempre foi um pai provedor. Já minha avó era uma mulher de baixa estatura física, porém de elevada estatura espiritual. Era uma mulher empoderada, não como apregoam as feministas, mas com o poder do alto, com o poder do Espírito Santo de Deus. Foi assim que ela gerou e criou quatro filhos nos caminhos do Senhor, sendo que todos eles viveram e morreram em Cristo, nos deixando um bom exemplo.

Sua vida nunca mais foi a mesma depois da morte do meu avô em 26/11/1967, com 63 anos. Foram 40 anos de casamento. Seus dias passaram a ser tristes. Desta forma, faltando uns 18 dias para completar 1 ano do falecimento dele, ela também se foi para o Pai Celestial. No pouco que me lembro, no dia anterior ao da sua morte, comemorou seu último aniversário. Parece que ela teve o desejo de comer algumas coisas gostosas e diferentes. Naquela ocasião ela estava morando num quarto da casa da sua filha mais velha, que era minha tia e vizinha. Então, ela comeu e dormiu tranquilamente aquela que seria a sua última noite. Assim, na manhã seguinte, para surpresa de todos, não acordou. Havia partido para o descanso eterno; estava agora nos braços do Pai Celestial, seu Senhor e Deus, único e verdadeiro.

4. O legado de uma vida

Quando envelhecemos e vamos nos aproximando do final da vida, passamos a fazer algumas reflexões existenciais. Uma delas é quanto ao legado que deixaremos para a nossa família, amigos, vizinhos e sociedade em geral. O fato é que um legado se produz ao longo de toda a vida, dia após dia, e não apenas nos últimos anos.

Então, vale a pena observar algumas dicas:

a) Plante boas memórias!

Conforme exposto acima, posso dizer que minha avó plantou em mim boas memórias. É claro que meus pais tiveram um papel muito mais robusto em termos de influenciar minha formação e caráter, pelo convívio diário e pelo exemplo de vida deles.

A morte de parentes próximos sempre nos afeta, nos faz enxergar a realidade da vida, principalmente quando vivenciamos essa experiência pela primeira vez. No meu caso, quando meu avô partiu no final de 1967. Em decorrência, o ano de 1968 mexeu muito comigo, me fez ver como esta vida é efêmera. Foi quando no mês de  maio eu entreguei minha vida a Cristo, confessando-o como meu Senhor e Salvador. No dia 31 de dezembro deste mesmo ano, após a segunda morte na família, a da minha avó, fui batizado. As perguntas que não calavam em meu coração eram: se eu morrer ou se Jesus voltar, o que será de mim? É por isso que outro hino também falou profundamente ao meu coração:

Quando lá do céu descendo
Para os seus, Jesus voltar
E o clarim de Deus a todos proclamar
Que chegou o grande dia
Da vitória do meu Rei
Eu, por sua imensa graça, lá estarei  

Plante boas memórias! Memórias de alguém que crê na bíblia, como a infalível e preciosa palavra de Deus; que tem a Jesus como seu Senhor e Salvador; que tem a certeza de que se morrer estará com Cristo e se Jesus voltar, Cristo estará com ele, para sempre. Memórias assim fazem toda a diferença na vida das pessoas.

b) Influencie positivamente!

As pessoas com quem convivemos exercem forte influência sobre nossas vidas. Um estudo científico feito há algum tempo pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, publicado pela revista Veja, foi realizado para responder à questão: “A inteligência e os traços da personalidade são herdados dos pais ou são fruto dos estímulos que o meio ambiente oferece às pessoas?” Eles estudaram 44 pares de gêmeos idênticos (com carga genética 100% igual) que foram separados ainda bebês e criados por casais diferentes, em cidades diferentes e meios econômico-sociais inteiramente díspares. Cada um dos gêmeos pesquisados, quando adulto, respondeu a inúmeras perguntas. A conclusão foi que a inteligência e os traços da personalidade são determinados em 60% pelos caracteres herdados (herança genética), sobrando 40% para o meio ambiente. Outros geneticistas e psicólogos consideraram um exagero este valor de 60% e acharam que é mais aceitável a proporção de 50% e 50%. Assim sendo, fica evidente a importância de influenciar positivamente as pessoas, ajudá-las na formação desses 50% que sobram das características geneticamente herdadas.   

Conclusão

Certamente meus familiares guardaram suas próprias lembranças dessa minha saudosa avó. Entretanto, essas foram as minhas lembranças e espero que esse compartilhamento possa abençoar a sua vida. Cumpra a missão divina, nesta vida, e deixe um bom legado por onde passar!

Soli Deo gloria!

A Saga da Arca da Aliança

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Uma visão bíblica sobre o assunto.
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A Saga da Arca da Aliança_ISBN.pdf
(Última atualização: 21/05/2022)

Quem nunca ouviu falar da Arca da Aliança de Israel? Em 1981, a indústria cinematográfica, com Harrison Ford (Indiana Jones) e o filme “Os Caçadores da Arca Perdida” se encarregaram de promover sua ampla divulgação.  Como ela surgiu? Qual a sua saga (trajetória histórica)? O que os acontecimentos que a envolvem têm a nos dizer? É o que veremos neste estudo.


Veja, também:
Os três Pilares da Antiga Aliança
Tabernáculo – Sacerdócio – Sacrifício

Oração de Mãe



Bondoso Deus, Pai Amantíssimo,

Ensina-me e ajuda-me a respeitar meus filhos e fazer-me digna de seu respeito;
a elogiá-los muito e a censurá-los pouco;
a dar ênfase aos seus sucessos e atenuar suas falhas;
a fazer-lhes unicamente aquelas promessas que eu possa cumprir;
a ter confiança ilimitada em meus filhos, sendo sempre leal para com eles;
a auxiliá-los na formação e defesa de suas próprias personalidades,
evitando sujeitá-los aos meus próprios desejos;
a cuidar de seu físico, da sua mente e do seu espírito;
a mostrar-me alegre e pronta a sorrir,
pois as crianças gostam do riso como gostam do sol;
a ter para com eles infinita paciência e condescendência,
porque eles têm muito a aprender e eu mesma não sou muito sábia;
a proteger meus filhos do meu nervosismo, da minha cólera,
dos meus defeitos pessoais, do meu pessimismo e dos meus temores;
a auxiliá-los a escolher a carreira para a qual se sintam vocacionados,
em lugar de querer satisfazer, através deles, a minha ambição pessoal;
a dedicar-lhes tempo e esforço de modo a poder ser a
sua amiga mais íntima e interessada;
a preparar meus filhos para que saibam enfrentar, heroica,
honesta e independentemente, a vida e o mundo;
a dar-lhes liberdade e a ensinar-lhes como usá-la, de modo que não confundam liberdade com licenciosidade;
a mostrar, para com eles, o meu profundo amor;
a cuidar deles conscienciosamente,
a educá-los com inteligência e afeição, fugindo aos métodos de punições e terror;
a guiar meus filhos em lugar de conduzi-los;
a dirigir sua energia em lugar de reprimi-la;
a procurar compreendê-los em lugar de julgá-los;
e, apesar de todas as suas falhas, triviais ou sérias, amá-los decididamente.
Peço-te, ó Deus, em nome do Melhor dos Filhos,
nosso Bendito e Amado Jesus.
Amém!

( Autor desconhecido )

BIBEL LESEPLAN FÜR 2 JAHRE

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Freiwillige Mitarbeit an der deutschen Übersetzung von Carla Hecke Gaiser.

Kreation, Edition und exklusiver Vertrieb von Paulo Raposo Correia – 2002
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