Arquivo

Posts Tagged ‘oração’

A oração que Deus não quer ouvir

“Tu, pois, não intercedas por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes, porque eu não te ouvirei.” (Jr 7.16)

Introdução

Certamente este é um tema pouco comum. O mais comum, didático, lógico e apropriado é abordar os assuntos de uma forma positiva, e não negativa. Entretanto, eventualmente, tratar de um assunto, explorando aquilo que não deve ser feito, tem grande proveito, pois nos manterá mais atentos e vigilantes, inibindo ações e hábitos equivocados.

Algumas pessoas, novas convertidas ou mesmo cristãos mais antigos, sentem alguma dificuldade em orar. Acham que não sabem orar e que orar seria uma espécie de arte dominada por poucos. Entretanto, orar tem a simplicidade do ato de uma criança se dirigir aos pais e expressar alguma coisa; pedindo, agradecendo, ou simplesmente conversando. Em certa ocasião, Jesus, falando a respeito da oração, exemplificou usando a relação pais e filhos: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mt 7.11). Da mesma forma que, muitas vezes, um filho não tem noção do que está pedindo aos pais, nós cristãos, filhos de Deus, também não oramos convenientemente. Felizmente, o Espírito Santo que em nós habita, entra em cena e faz aquilo que somente ele é capaz de fazer: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.” (Rm 8.26-27; comp. Rm 8.34)

Se, por um lado, orar é tão simples, por outro tem lá suas condicionantes e especificidades. Não foi sem razão que um dos seus discípulos pediu a Jesus que lhes ensinasse a orar, a exemplo de João Batista que havia ensinado aos seus discípulos (Lc 11.1). E, este, é o tipo de aprendizado que leva toda a vida. A cada dia precisamos melhorar nosso conhecimento e prática da oração, através de uma maior intimidade com Deus e com sua Palavra.

Neste estudo, desenvolveremos o tema proposto, destacando alguns aspectos negativos que dizem respeito à pessoa que ora e, outros, à forma ou conteúdo da oração que Deus não quer ouvir.

Quem somos nós, simples mortais, para saber a oração que Deus quer ou não quer ouvir? Partindo da premissa de que Deus se revelou através do seu Filho Unigênito – Jesus Cristo – e da sua Palavra Escrita – a Bíblia – podemos, então, examinar as Escrituras Sagradas e buscar ali tais respostas. Seguindo esta linha, veremos, a seguir, de que tipos de pessoas Deus não quer ouvir a oração e quais orações ele rejeita. O assunto é vasto e fascinante; assim sendo, nos limitaremos a apenas alguns casos.

A) Orações que Deus não quer ouvir, por causa de QUEM ora:

1. Quando procede de um coração em rebeldia contra Deus (Jr 14.12)

“Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor e, quando trouxerem holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei deles; antes, eu os consumirei pela espada, pela fome e pela peste.”

Imagine você ouvir de Deus algo do tipo: – Não ore por fulano de tal porque eu não te ouvirei! Ou, – Não ore pela igreja tal porque eu não te ouvirei! Em certo momento da história do povo de Israel, o povo de Deus, Jeremias ouviu, da parte de Deus, algo assim, sem dúvida assustador (Jr 7.16). A razão da rejeição divina está claramente exposta: “Que é isso? Furtais e matais, cometeis adultério e jurais falsamente, queimais incenso a Baal e andais após outros deuses que não conheceis, e depois vindes, e vos pondes diante de mim nesta casa que se chama pelo meu nome, e dizeis: Estamos salvos; sim, só para continuardes a praticar estas abominações!” (Jr 7.9-10). Além de rejeitar a oração daquele povo rebelde, Deus proibiu Jeremias de interceder por ele.

Tem membro de igreja evangélica vivendo uma vida dupla; praticando toda a sorte de pecado e achando que pode cultuar e orar a Deus, confiando na suposta proteção de um templo ou de uma igreja. “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Pv 28.9). Nosso Deus está com os ouvidos abertos para ouvir a confissão do mais vil pecador arrependido, como no caso do rei Acabe (1Rs 21.28-29), mas rejeita a oração e culto daqueles que banalizam e profanam o sagrado, andando de braços dados com o mundo e o pecado.

2. Quando procede de um coração soberbo e orgulhoso (Lc 18.9-14)

“O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;”

O jeito de ser de quem ora nunca está desatrelado daquilo que ele profere na sua oração. Deus sempre considera as duas coisas. Nesta parábola do fariseu e do publicano que subiram ao templo para orar, Jesus quis ensinar que aqueles que confiam no seu senso de justiça própria e nas suas obras, não são ouvidos por Deus. Aquele fariseu, zeloso da lei, orava de si para si mesmo (um círculo vicioso), como que para massagear o seu ego, exibindo suas qualidades e vangloriando-se das suas práticas religiosas (comp. Pv 27.2). Sua auto bajulação chega ao ponto de tributar gratidão a Deus por ser melhor do que os outros. Dizem que naquela época era comum se orar assim: “Bendito és tu, ó Senhor nosso Deus, rei do universo, que não me fizeste um gentio, …., um escravo, …., uma mulher, ….”. Certamente Deus não está disposto a ouvir orações de pessoas como esse fariseu. São orações que não chegam nem ao teto, quanto mais passar dele.

3. Quando procede de um coração hipócrita (Mt 6.5)

“E, quando orardes, não sereis como os hipócritas;…”

O que Jesus diz sobre os hipócritas (aqueles que manifestam fingidas virtudes, sentimentos bons, devoção religiosa, compaixão) parece ótimo à primeira vista: “gostam de orar”. Mas, infelizmente, não é da oração que eles gostam, nem do Deus a quem supostamente estão orando. Não, eles gostam de si mesmos e da oportunidade que a oração pública lhes dá de se exibirem, de fazerem seu marketing pessoal. O farisaísmo religioso não está morto. É possível ir à igreja pelos mesmos motivos errados que levavam o fariseu à sinagoga: não para adorar a Deus, mas para obter uma reputação de piedade (alguns políticos seguem essa linha). A hipocrisia nas igrejas prejudica a imagem dos crentes na sociedade. Quanto aos hipócritas, eles podem até enganar e confundir a muitos, mas não a Deus.

B) Orações que Deus não quer ouvir, por causa da SUA FORMA ou CONTEÚDO:

1. Quando há vãs repetições (Mt 6.7-8)

“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.”

As “vãs repetições”, a falta de significado, a repetição mecânica são erros a serem evitados nas orações. A repetição mecânica é um abuso da própria natureza da oração, rebaixando-a de um real e pessoal acesso a Deus a uma mera recitação de palavras. Jesus não podia estar proibindo toda repetição, pois ele mesmo repetiu sua oração, notavelmente no Getsêmani, quando “foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras” (Mt 26.39, 42 e 44). O conteúdo da oração é espontâneo, livre de qualquer formalidade e expressões decoradas. Deve nascer, emergir de um coração sincero, que deseja expressar diante de Deus suas próprias necessidades, as de outros, bem como agradecer pelas dádivas recebidas e, ainda, adorar ao Pai, na beleza da sua santidade.

Entenda-se como “vãs repetições” as repetições autômatas de palavras que só venham dos lábios e não do pensamento ou do coração, com a intenção de se fazer ouvir pela quantidade. Dependendo da forma como é usada até a chamada oração do “Pai Nosso”, ensinada por Jesus, pode se tornar uma vã repetição. Muitas rezas não têm mais valor do que as rodas usadas na Índia, sobre as quais estão escritas as orações e depois são giradas, horas a fio, para apresentá-las sem cessar a Deus! O mencionar de um assunto diante de Deus por repetidas vezes, em virtude da grande aflição que o problema tem trazido à nossa alma, não se constitui, de forma alguma, em vã repetição. Mas, também, é igualmente possível usar “palavras vazias” quando se escorrega para o “jargão religioso” enquanto a mente vagueia.

2. Quando o propósito é equivocado (Tg 4.3)

“pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.”

Se o Filho de Deus se esvaziou da sua glória para viver como servo e para dar a sua vida para salvar o pecador, este pecador agora salvo, irá orar a Deus pedindo determinadas coisas e recursos para esbanjar nos prazeres efêmeros desta vida? Como pode uma nova criatura em Cristo fomentar sua ganância e investir na carnalidade? Não é pecado ser rico, nem buscar a prosperidade, o bem-estar e a boa saúde (3Jo 2). O que não se pode é colocar nisso o coração, tirando o foco da nossa verdadeira missão e propósito neste mundo. Sigamos a recomendação do nosso Mestre: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33)

3. Quando Deus já tenha determinado algo diferente (2Co 12.7-9)

“Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza….”

Quando Deus determinou, pela boca dos seus profetas, que Israel seria levado cativo para a Babilônia e ali ficaria por setenta anos (Jr 29.10; 2Cr 36.20-21), não havia mais abertura para Deus ouvir qualquer oração que alterasse essa sua soberana e explícita vontade. Quando o apóstolo Paulo rogou ao Senhor três vezes, para que Deus afastasse dele o espinho na carne e o Senhor não o quis atender, também não havia mais abertura para Deus ouvir qualquer oração que alterasse essa sua soberana e explícita vontade.

Deus declarou que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Rm 8.28). Quando estamos enfrentando determinadas adversidades, somos levados a rogar a Deus que abrevie esse tempo difícil, o que é natural. Entretanto, mais importante do que multiplicar as orações ou não entrar em desespero é ter paciência e aprender a descansar em Deus e em sua soberana vontade, que é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). Certamente isso não é tarefa fácil! Precisamos entender que, muitas vezes, Deus usa determinadas situações para nos aperfeiçoar, nos fazer amadurecer na fé, e, isso leva algum tempo. O vaso precisa estar nas mãos do oleiro até que esteja pronto.

4. Quando visa o mal do outro (Lc 9.51-56)

“… Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir?”

A oração imprecatória – aquela que suplica o castigo divino para o outro – não soa bem aos ouvidos cristãos. Entretanto, em muitos Salmos e textos do Antigo Testamento (AT) há um tom de imprecação. Diante da maldade, da opressão, da violência ou da injustiça, eles não só clamavam ao Senhor por suas vidas, mas também pediam a Deus que fizesse cair sobre os seus inimigos os piores males. Assim, se unem numa mesma oração, as súplicas mais ardentes e as mais violentas imprecações (Sl 58.6-11; 83.9-18; 109.6-19; 137.7-9). De fato, na época do AT, naquele contexto, prevalecia no âmbito do povo de Israel o conceito de que a obediência a Deus e aos seus mandamentos, deveria ser recompensada na vida presente, com longevidade e prosperidade; enquanto os transgressores da lei mosaica (judeus) e os ímpios (pagãos) deveriam receber o seu justo castigo o quanto antes, para que ficasse evidente que há um Deus vivo e presente, retribuindo a cada um conforme as suas ações (Sl 7.9; 37.28; 75.10; 58.11).

Diante da recusa dos samaritanos em hospedar a Jesus e sua comitiva em sua aldeia, Tiago e João concluíram, apressadamente, que era o caso de destruir a todos esses indivíduos insensíveis. A resposta de Jesus revela e reafirma a vontade divina de salvar, e não de destruir, as almas humanas. Diante de determinadas situações perversas, protagonizadas por pessoas de índole maligna, da sociedade ou até mesmo participantes dos arraiais evangélicos, podem até passar pela mente de alguém pensamentos semelhantes aos destes apóstolos. A oração que pede a Deus para “pesar sua mão” sobre alguém é do tipo que Deus não quer ouvir. Por maior que seja o mal praticado contra nós (ou contra outros), como cristãos, o que nos resta a fazer, em termos de oração, é entregar nossa causa nas mãos de Deus. É claro que, dependendo do caso, a justiça dos homens precisa ser envolvida.

Conclusão

Enfim, poderíamos mencionar tantos outros casos, como, por exemplo, aquelas orações que dão ordens a Deus, ou que usam expressões desrespeitosas ou que não se submetem à sua vontade etc. O importante é que estejamos atentos a todos os aspectos que envolvem nosso ser, isto é, o que somos e o que sentimos quando buscamos a Deus em oração. Além disso, precisamos ter cuidado com o que proferimos em oração, para não cometermos os erros acima expostos.

Anúncios

O volver do rosto de Daniel

Daniel

“Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza.” (Dn 9.3)(ARA)

“E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza.” (Dn 9.3)(ARC)

“Por isso me voltei para o Senhor Deus com orações e súplicas, em jejum, em pano de saco e coberto de cinza.” (Dn 9.3)(NVI)

O personagem bíblico Daniel não passa despercebido nas muitas páginas do Antigo Testamento. As histórias contidas no livro de Daniel, um dos profetas maiores (não em importância, mas em quantidade de escritos) são muito contadas pelos professores de crianças, que, ao ouvi-las, vibram com cada cena. Ao lê-las ou ouvi-las, quando criança, eu era (e ainda continuo sendo) impactado por alguns aspectos:

  • Pela determinação de Daniel e seus três amigos, ainda jovens, de não se contaminarem naquela terra estrangeira onde estavam cativos. Um santo e radical compromisso de viver uma vida diferenciada, de obediência a Deus e a seus mandamentos.
  • Pela coragem inabalável de Daniel e seus três amigos, de arriscarem suas próprias vidas ao não se submeterem à idolatria ou à veneração de homens.
  • Pelo livramento milagroso de Daniel, da cova dos leões, e de seus três amigos, da fornalha ardente.
  • Pela capacitação dada por Deus a Daniel para interpretar sonhos e situações.
  • Por sua projeção na corte dos impérios Babilônico e Medo-Persa, mesmo sendo ele um estrangeiro, um judeu exilado. Ele foi e sempre será lembrado também como um estadista bem sucedido.

Passados, agora, muitos anos na minha vida, numa fase de mais maturidade, além daquilo que sempre me impactou, posso ir além e encontrar em Daniel mais alguns aspectos relevantes. O texto de Daniel 9.3 registra que este servo do “Deus do céu” (Dn 2.18-19; 2.37, 44), voltou seu rosto para o Senhor (ARA).  O verbo sugere a ação de “dirigir o rosto para” (ARC). Gosto, também, da expressão “volver o rosto para”, que tem tudo a ver com mobilidade, palavra tão popular nesta sociedade pós-moderna. Esse “volver o rosto” é muito mais do que um ato físico comandado pelo cérebro e articulado pelo pescoço. É direcionar o ser para alguém ou para alguma coisa. Com esta ideia em mente, passei os olhos no livro de Daniel com a intenção de descobrir para onde ele, Daniel, volvia seu rosto e, para onde ele não volvia seu rosto, e, assim, procurar extrair algumas lições de vida.

1. O rosto de Daniel se volvia para:

 a) O TEMPO

(O passado, o presente e o futuro)

Daniel era uma pessoa “antenada” no tempo. Talvez você ache isso uma característica corriqueira e justifique: “– qualquer ser humano normal é “ligado” no tempo; no passado-presente-futuro. Até certo ponto isso é verdade. Entretanto, vivemos numa época em que a maioria das pessoas está extremamente focada no presente, sendo seu principal interesse, aproveitar a vida. “Porém é só gozo e alegria que se vêem; matam-se bois, degolam-se ovelhas, come-se carne, bebe-se vinho e se diz: Comamos e bebamos, que amanhã morreremos.” (Is 22.13). Em se tratando de tempo, Daniel é uma pessoa diferenciada. Ele estudava e conhecia o passado, não somente através da tradição oral, como também pelos livros (Dn 9.2). Afinal, “a história é a mestra da vida”.  Estuda-se o passado, para se entender o presente e se evitar erros futuros. Ele não se contentava em simplesmente deixar o presente acontecer; ele o fazia acontecer. É como diz a letra da música: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Ele investia suas energias para que o presente fosse melhor do que o passado. A época desta oração de Daniel é cerca de 538 aC. O período de setenta anos de cativeiro estava terminando (605 a 535 aC) (Jr 25.8-11). Assim, ainda segundo a palavra profética era chegado o tempo da restauração, do retorno do povo de Israel à sua terra (Jr 29.10). O 1º retorno aconteceu sob a liderança de Zorobabel, em 538-537 aC (Ed 2.1-2). Em relação ao futuro, efetivamente Daniel foi um privilegiado. Deus lhe fez extensas e detalhadas revelações sobre o futuro próximo e o futuro distante, tanto de alguns impérios, como da humanidade. Isso é tão vasto e interessante que precisa ser estudado à parte.

Então, concluímos dizendo:

O passado alicerça e sedimenta o nosso chão; o futuro motiva e direciona a nossa energia; no presente se edifica e se preenche cada etapa entre ambos.

b) O QUE ELE DEVIA SER

(Íntegro de caráter, Confiante em Deus e Firme em seus propósitos)

Daniel era um homem de Deus, irrepreensível, um dos três presidentes do império Medo-Persa. Tomados por inveja, os outros presidentes e os sátrapas (governadores de províncias) tentaram desqualifica-lo para tirá-lo do poder, porém não encontravam falhas no seu caráter e proceder (Dn 6.4). Foi então que decidiram apelar para o seu modo diferenciado de cultuar a seu Deus e prepararam uma armadilha que o fizesse quebrar a lei do seu Deus, para não ser morto. Conseguiram que o rei editasse um decreto estabelecendo que durante 30 dias ninguém poderia fazer petição a qualquer deus ou homem, senão ao rei. Daniel tinha uma confiança tão firme e forte em Deus que tomou conhecimento, porém transgrediu o decreto. Abria as janelas de sua casa, se punha de joelhos e orava três vezes no dia. Como castigo foi lançado na cova dos leões, porém Deus o livrou (Dn 6).

Daniel era uma pessoa destemida, ousada, firme em suas atitudes e propósitos, porque sua vida estava alicerçada em Deus, que lhe dava forças e discernimento para agir retamente e jamais vacilar. Desde cedo ele ousou adotar uma dieta diferente na corte babilônica e foi bem sucedido. No seu primeiro desafio de revelar o sonho do rei e sua interpretação, coisa humanamente impossível, mesmo antes de obter de Deus a revelação, se apresentou ao rei, pediu mais um tempo e comprometeu-se a dar-lhe as respostas. A firmeza de propósitos de Daniel, incluía não apenas servir a Deus de todo o seu coração, como também buscar o bem-estar do seu povo de Israel.

c) O QUE ELE DEVIA FAZER

(Orar, buscar a Palavra de Deus e cumprir a sua Missão)

Daniel era um servo de Deus com total foco e compromisso nessas três áreas. Destaca-se por ter sido um homem de oração. Isso lhe proporcionou uma íntima comunhão com Deus. O Espírito de Deus estava sobre ele. O rei Nabucodonosor reconhecia isso e testemunhou, se expressando do seu jeito: “pois há em ti o espírito dos deuses santos” (Dn 4.18; ver tb Dn 5.11). Ele falava com Deus e Deus lhe respondia em visões (Dn 2.19; 7.1; 8.1; 10.1) ou enviando anjos (Dn 9.21) e, até mesmo antes dele se expressar diante de Deus (“No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado;” – Dn 9.23a). Na aflição ele buscava a Deus em oração (Dn 2.17-23; 6.10-11; 9.3-19).

Daniel tinha um apreço especial pelas Escrituras (Dn 9.2). Era nelas que se baseava para conhecer os mandamentos do Senhor e como viver uma vida que lhe agradasse. As Escrituras não eram mera teoria; ele buscava aplica-las ao seu dia a dia. Foi assim que encontrou “nos livros” o que Deus falara a Jeremias sobre aquele tempo.

Finalmente, pode-se observar que Daniel era totalmente comprometido com sua missão. Deus o chamou e o capacitou para a sua obra e Daniel, em todo o tempo, procurava corresponder a este chamado.

 2. O rosto de Daniel não se volvia para:

Já vimos os principais focos da atenção de Daniel. Agora veremos algumas coisas que não lhe atraiam a atenção, para as quais não volvia o seu rosto nem colocava nelas o seu coração.

a) Sua “bagagem pessoal”

Daniel tinha atributos físicos e intelectuais diferenciados. Ele estava entre os que foram selecionados e que atendiam os requisitos do rei: “Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus.” (Dn 1-3-4). E, como se isso fosse pouco, Deus ainda acrescentou: “Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos.” (Dn 1.17). Apesar de toda essa “bagagem pessoal” não encontramos em todo o livro de Daniel qualquer indício de orgulho, vaidade, altivez e soberba por parte dele. Pelo contrário, ele direcionava para Deus toda a honra e glória (Dn 2.27-28, 30) e, em decorrência, Deus era exaltado também por outros (Dn 2.47).  

b) Regalias e bens materiais

Daniel foi levado para a corte e podia simplesmente se alienar da miséria do seu povo e aproveitar a vida. Entretanto, não trilhou esse caminho. Logo rejeitou participar das iguarias oferecidas pelo rei, e não quis se contaminar (Dn 1.5, 8). Em outra ocasião, já idoso, rejeitou presentes e prêmios oferecidos pelo rei Belsazar (Dn 5.17), tal qual o profeta Eliseu (2Rs 5.15-16). Teve uma vida inteira de desapego às coisas materiais.

c) Projeção e poder

Tal qual José no Egito, Daniel ocupou lugar de destaque na corte. Logo no início, foi promovido a governador da província de Babilônia e a chefe supremo de todos os sábios (Dn 2.49). Mesmo idoso, provavelmente com mais de 80 anos, já no império Medo-Persa, foi constituído um dos três presidentes sobre os 120 sátrapas ou assistentes do rei Dario (Dn 6.1-3). Nada disso lhe subiu à cabeça ou mudou seu jeito simples e humilde de ser.

Conclusão:

Temos na vida deste homem de Deus inúmeros e proveitosos exemplos de “para onde volver ou não volver nosso rosto”, isto é, direcionar nossa vida. Se, assim fazendo ele foi vitorioso, assim o imitando, também poderemos ser. Que o Senhor nos ajude e ilumine!

A sós com Deus

Como passar um momento a sós com Deus?

“E, despedidas as multidões, subiu (Jesus) ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só.” (Mt 14.23)

 “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6.6)

 1) Cultuando a Deus (Nós em Deus).

  • Confessando: para que eu obtenha o perdão dos pecados cometidos (por comissão –pensamentos, palavras e ações; ou, por omissão) e assim possa me aproximar dele.
  • Agradecendo: pelas bênçãos recebidas, desde o alimento até as bênçãos espirituais, mas, também, pelas provações.
  • Adorando, Exaltando, Louvando e Glorificando:
    Adorar a Deus é prostrar-se submisso diante dele, cultuá-lo, dedicar-lhe amor extremo, devoção e veneração como o ser mais sublime do universo (Gn 24.26; Ex 34.8; 1 Sm 1.3; Mt 8.2; 9.18; 15.25).

    Exaltar a Deus é colocá-lo em lugar alto, elevá-lo, erguê-lo, exalçar e levantar seu ser acima de qualquer outro.

    Louvar a Deus é expressar o reconhecimento da sua grandeza, dos seus méritos, dos seus atributos incomparáveis e inigualáveis: Onipotência, Onipresença, Onisciência, Eternidade, Amor, Perfeição, Santidade, Verdade, Justiça, Fidelidade, Misericórdia etc. (1Cr 16.4; Dt 10.21; 26.16).

    Glorificar a Deus é atribuir-lhe glória eterna e celestial e a ninguém mais (Sl 18.49; 22.23; Jo 21.19; Rm 1.21).

    Portanto, nós adoramos, exaltamos, louvamos e glorificamos a Deus por quem ele é: “Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; ….; adorai o SENHOR na beleza da sua santidade.” (1Cr 16.29; ver tb Sl 96.9); e, pelos seus poderosos feitos: “Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza.” (Sl 150.2; ver tb Sl 59.16; 138.2; Is 25.1).

    Adoração: a) Só a Deus (Mt 4.10); b) Fruto de um compromisso de vida (Mt 15.7-9); c) “Em espírito” (não exatamente com expressões externas) e “em verdade” (com sinceridade) (Jo 4.20-24)

2) Em Comunhão com Deus (Deus em Nós).

  • Falando abertamente com Deus sobre as nossas coisas.
  • Esperando por sua resposta: “De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.” (Sl 5.3)

3) Intercedendo.

Pelo Reino de Deus:

Para que sejam instrumentos da realização da vontade de Deus na terra.

  • Pelas Igrejas Locais e Congregações (Liderança, Membros e Atuação).
  • Pelos Obreiros / Missionários.
  • Pelas Instituições Paraeclesiásticas (Missionárias, Assistência Social etc.).
  • Pelos Projetos / Programas Especiais.

Pelo nosso Próximo:

     (na Família, na Vizinhança, na Igreja, na Escola, no Trabalho etc):

  • Salvação: para que recebam a Jesus como Salvador e Senhor de suas vidas.
  • Proteção: para que sejam guardados do mal (acidental ou intencional).
  • Santificação: para que vivam uma vida santa diante de Deus e dos homens.
  • Cura: para que sejam curados do corpo ou da mente.

Pelas Autoridades constituídas:

Para que exerçam com sabedoria e competência as suas respectivas funções.

  • Familiares: Pais, Responsáveis.
  • Eclesiásticas: Pastores, Presbíteros, Diáconos.
  • Empresariais: Lideranças.
  • Governamentais: Civis e Militares.
    • Executivo: Presidente, Ministros, Governadores, Prefeitos, Secretários etc.
    • Legislativo: Senadores, Deputados Federais e Estaduais, Vereadores etc.
    • Judiciário: Ministros, Desembargadores, Juízes etc.
    • Forças Armadas, Polícias.

4) Com Petições e Súplicas (Por mim).

“Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.”(Jr 33.3)

  • Vitória Espiritual: para que eu alcance vitória sobre as tentações e sobre as investidas do maligno.
  • Santificação: para que eu viva uma vida santa diante de Deus e dos homens.
  • Testemunho Cristão: para que eu seja um instrumento nas mãos de Deus levando a mensagem de salvação a outras pessoas.
  • Necessidades Fisiológicas: para que eu obtenha todas as coisas necessárias à manutenção da vida do corpo e da mente (saúde, moradia, roupa, alimento, água, ar etc.).
  • Necessidade de Proteção: para que eu seja guardado do mal (acidental ou intencional).
  • Necessidade de Cura: para que eu seja curado do corpo ou da mente.
  • Necessidades Profissionais e Financeiras: bom emprego, bom ambiente de trabalho, realização profissional, independência financeira etc.
  • Necessidades Familiares e Sociais: cônjuge segundo a vontade de Deus, harmonia conjugal, família ajustada, parentes amigáveis, amigos verdadeiros, vizinhos tranquilos etc.
  • Necessidades Pessoais: Sabedoria, Paz, Equilíbrio, Realização, Sentimento de Utilidade etc.

“com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18)

A oração move a mão de Deus?

Deus é um ser perfeito, supremo, soberano, que age quando, onde e como quer. Não depende de ninguém e a ninguém deve satisfação dos seus atos, mas é fiel às suas alianças com os homens. A questão que se coloca na pergunta-tema é se este ser tão maravilhosamente poderoso e autossuficiente admite realizar algo a pedido do ser humano através da oração. A este fenômeno da ação pontual de Deus em resposta a oração é que chamamos de “mover a mão de Deus”. Não confundir com “mudar a vontade de Deus”.

Há crentes, inclusive pastores, que acreditam e ensinam que a oração não move a mão de Deus, ela simplesmente prepara o homem para agir ou para aceitar o que já está determinado pela soberana vontade de Deus. Soren Kierkegaard, filósofo e teólogo dinamarquês (1813-1855), geralmente considerado como o pai do existencialismo teria dito: “A função da oração não é influenciar Deus, mas especialmente mudar a natureza daquele que ora.” Será que é isso mesmo? Existiria um determinismo divino onde a Soberania de Deus já traçou todos os caminhos do homem e da história e nada mais resta a este senão ocupar seus dias de vida num faz de conta que ora e Deus muda as circunstâncias?

O leitor apressado e espiritualmente raso poderia concluir que a experiência de Neemias retrata exatamente essa idéia do determinismo divino. Diria ainda: “– Não há intervenção sobrenatural! Neemias orou por quatro meses, período em que se preparou para agir e fazer acontecer aquilo que já estava determinado por Deus! A oração de Neemias não moveu a mão de Deus; simplesmente moveu o espírito e a mão do homem!” E, acrescentaria: “..Deus é quem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar, segundo a sua boa vontade.” (Fp 2.13). Ainda que alguém pudesse provar que toda a oração é “inoculada” por Deus no coração do homem para que ele (Deus) possa cumprir os seus propósitos, outros poderiam argumentar dizendo que, em certo sentido, Deus requer, em princípio, a participação humana, através da oração, para agir. Não queremos tratar aqui do que leva o crente a orar: se é a vontade ou a necessidade humanas ou se é a influência divina. Essa é outra questão por demais complexa para nós, simples mortais. A ressurreição da filha de Jairo por Jesus (Mc 5.21-43), por exemplo, ocorreu como conseqüência de Jairo ter ido a Jesus e suplicado sua intervenção, motivado: a)pelo seu desespero e pelo seu conhecimento do poder de Jesus? b) por influência direta de Deus no seu coração, para que Jesus fosse glorificado através do milagre realizado? c) por ambos os motivos? De fato não sabemos exatamente o que dizer. Entretanto, o que importa é que ele foi a Jesus (oração) e Jesus “se moveu” e atendeu à sua súplica.

Cyril J. Barber afirma que “a oração não apenas auxilia a colocar nossas vidas em conformidade com a vontade de Deus, como também nos prepara para receber a resposta. Na medida em que nos conscientizamos do propósito de Deus, frequentemente passamos a ver a parte que nos cabe dentro de seu plano.” É fato que a oração persistente afeta e influencia aquele que ora. Aumenta a comunhão com Deus, fortalece a alma e os propósitos de Deus gerados em nós. Entretanto, seu efeito não para por aí, mas transpõe os limites do ser humano e chega à presença do Deus dos céus, mobilizando todo o mundo espiritual: “Orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu. E, como desceram contra ele, orou Eliseu ao SENHOR e disse: Fere, peço-te, esta gente de cegueira. Feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu.” (2Rs 6.17-18).

Não podemos aceitar qualquer tentativa de desqualificação da oração que só pode ser estratégia maligna para desmobilizar o povo de Deus. Quem sabe é fruto de um existencialismo filosófico que anda de mãos dadas com o ateísmo. O inferno vai continuar tremendo porque o povo de Deus vai continuar dobrando o seu joelho em oração a Deus, crendo nas infinitas possibilidades desse recurso disponibilizado por Deus. “A força da oração é maior do que qualquer possível combinação de poderes controlados pelo homem, pois a oração é o maior meio que o homem tem de recorrer aos recursos infinitos de Deus.” (J. Edgar Hoover).

Quem não vê a mão de Deus agindo em cada ponto da narrativa do livro de Neemias é desprovido de qualquer visão espiritual. Também não verá a intervenção de Deus nos acontecimentos narrados no livro de Ester, no qual o nome de Deus não é mencionado uma só vez. Tal pessoa será capaz de se deparar com a narrativa do milagre da multiplicação dos pães (Mt 14.13-21) e dizer que Jesus, com sua capacidade de influenciar pessoas, agiu na psiquê daquela multidão e, assim, criou um estado mental de saciedade. Dirá, então, que não houve ali qualquer milagre. Não é sem motivo que as Escrituras mencionam: “Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios. E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.” (vv.20-21). Neemias não tinha dúvida da ação do Senhor a seu favor e da sua causa (Ne 2.8b, 18a).

O que dizer de Ana, quando na amargura da esterilidade do seu ventre e no desprezo da sua rival orou ao Senhor por um filho. O texto bíblico apresenta o resultado da sua oração: “Elcana coabitou com Ana, sua mulher, e, lembrando-se dela o SENHOR, ela concebeu e, passado o devido tempo, teve um filho, a que chamou Samuel, pois dizia: Do SENHOR o pedi.” (1 Sm 1.19b-20) Quem é que não vê a mão de Deus operando aqui em resposta a oração de Ana? Não apenas aqui, mas em toda a Bíblia, na história humana e na vida daquele que crê que a oração tem movido sim a mão de Deus. Tem feito que o sobrenatural intervenha no natural. A participação de Elcana na concepção de Ana em nada diminui a grandeza do milagre operado por Deus como resposta de oração. Antes, reafirma o propósito de Deus de trabalhar em parceria com o homem, unindo o natural ao sobrenatural. Foi assim que o jovem que cedeu os cinco pães e dois peixes também participou do milagre da multiplicação dos pães. Quem acha que a participação humana, pregando ou orando, é irrelevante deve ler sobre o Atalaia em Ezequiel 33.1-9.

A Bíblia tem registros lindos desse mover da mão de Deus. No caso do rei Ezequias: “Volta e dize a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que eu te curarei; ao terceiro dia, subirás à Casa do SENHOR.” (2Rs 20.5). No caso de Daniel: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão.” (Dn 9.23). “Então, me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim.” (Dn 10.12)

A oração é recurso de Deus para provimento do homem, com sua garantia de eficácia (AT – 2Cr 7.14; NT–Mt 7.7-11).

O poder e eficácia da oração são realidades inegáveis: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5.14-15).

A oração é recomendada: “Orai sem cessar.” (1Ts 5.17)

A oração que produz resultados tem seus requisitos e condicionantes (Jo 15.7; 1Jo 3.21-22; 5.14-15).

A oração é o instrumento mais poderoso que existe sobre a terra. Deve ser usado permanentemente e de acordo com a vontade de Deus, que é “boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2). Orações feitas apenas para satisfazer a nossa própria vontade são perigosas. Ex.: Rei Ezequias (2Rs 20).

A oração eficaz é a oração feita segundo a vontade de Deus e que satisfaz à premissa da parceria de sucesso: “EU QUERO e DEUS QUER!!”

“Devemos orar como se tudo dependesse de Deus e agir como se tudo dependesse de nós. Só orar não! Só agir não!”

 “A oração é a fusão do desejo finito com a vontade infinita de Deus.”

“A oração é a chave nas mãos da fé que pode abrir o celeiro do Céu, onde estão os inesgotáveis recursos divinos para as nossas vidas.”

Oração de ovelha

Oh, Deus, dá-nos sempre pastores ….

  1. Segundo o teu coração e dispostos a fazerem a tua santa, boa e agradável vontade;
  2. Verdadeiramente regenerados e ungidos pelo teu Santo Espírito;
  3. Chamados e vocacionados por ti para pastorearem o teu rebanho;
  4. Mestres e praticantes, comprometidos com a tua Palavra e a Sã doutrina;
  5. Que não se deixem seduzir pelo adultério ou pelo dinheiro ou pela tentação do poder e nem pelos poderosos deste mundo;
  6. Que cultivem a humildade, buscando tão somente a tua glória e não a deles próprios;
  7. Que invistam e concentrem tempo e talentos na tua obra;
  8. Que trabalhem para atender, não as vontades, mas as necessidades dos santos;
  9. Que tratem a todos sem acepção de pessoas;
  10. Que apóiem os crentes sacerdotes, no exercício dos seus dons e, principalmente, na sua missão e tarefa de evangelizar o mundo.

Em nome de Jesus e para a tua glória!

Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus, Soli Deo Gloria

(PRC/2006)

%d blogueiros gostam disto: