“Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap 3.11)
Introdução
A crítica de que evangélicos são “conservadores” geralmente parte da ideia de que conservar é algo negativo ou retrógrado. No entanto, biblicamente e filosoficamente, conservar é preservar aquilo que se considera verdadeiro, bom e valioso. Abaixo seguem alguns argumentos.
1) O ENSINO BÍBLICO
Há vários textos bíblicos que orientam a guardar, conservar, manter. A Bíblia usa repetidamente a linguagem de guardar, reter, permanecer, conservar:
Antigo Testamento:
“SENHOR, Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel, conserva para sempre no coração do teu povo estas disposições e pensamentos, inclina-lhe o coração para contigo;” (1Cr 29.18)
“Perguntou o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Ele conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.” (Jó 2.3)
“guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos.” (Pv 2.8)
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Pv 4.23)
“Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos.” (Pv 7.1)
“O que adquire entendimento ama a sua alma; o que conserva a inteligência acha o bem.” (Pv 19.8)
Novo Testamento
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” (Jo 14.15)
“por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão.” (1Co 15.2)
“julgai todas as coisas, retende o que é bom;” (1Ts 5.21)
“… Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro.” (1Tm 5.22)
“Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós.” (2Tm 4.13-14)
“Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap 3.11)
A Bíblia não trata esses princípios como provisórios, mas como ordenanças e ensinos a serem observados. Portanto, para o cristão, conservar esses valores é questão de fidelidade a Deus.
2) SÓ SE CONSERVA AQUILO QUE TEM VALOR!
Na vida cotidiana, conservar é um ato de reconhecimento de valor:
Conserva-se alimento, para que não apodreça.
Conserva-se dinheiro e bens, para não perder patrimônio.
Conserva-se a saúde, com disciplina e prevenção.
Conserva-se a amizade, cultivando-a.
Conserva-se a memória histórica, para não repetir erros.
Conserva-se a fé, como o maior tesouro espiritual.
Ninguém chama de “retrógrado” alguém que conserva a própria saúde ou protege seus filhos. Conservar é um ato racional.
Assim, quando evangélicos defendem a família monogâmica heterossexual, estão dizendo: “Consideramos isso valioso” – não por capricho cultural, mas por convicção teológica e antropológica.
3) TODOS SÃO CONSERVADORES DE ALGO
A crítica ao “conservadorismo” muitas vezes é seletiva. Toda pessoa conserva aquilo que considera essencial.
O progressista é conservador de seu progressismo.
O marxista conserva os princípios de Karl Marx.
Regimes inspirados no comunismo histórico preservaram com rigor os escritos de Vladimir Lenin.
Movimentos ideológicos preservam seus manifestos, slogans e símbolos.
Militantes defendem com firmeza suas pautas morais e políticas.
Eleitores frequentemente mantêm apoio a políticos alinhados à sua ideologia; inclusive os idiotizados a seus políticos de estimação – mentirosos e corruptos.
Ou seja, a diferença não está entre “conservadores” e “não conservadores”, mas no objeto da conservação!!!
Se alguém considera a revolução moral um valor, irá conservá-la! Se o cristão considera o ensino bíblico um valor, irá preservá-lo!
4) SEM PRINCÍPIOS SÓLIDOS NÃO HÁ SUSTENTAÇÃO
Historicamente e sociologicamente, nenhuma sociedade se mantém sem fundamentos estáveis:
Sem compromisso com a verdade, a comunicação se dissolve.
Sem fidelidade conjugal, a estrutura familiar enfraquece, se rompe.
Sem responsabilidade moral, cresce a desordem.
Sem valores compartilhados, a coesão social se fragmenta.
O próprio Senhor Jesus usa a metáfora estrutural:
Mateus 7.24-27 – A casa construída sobre a rocha permanece; sobre a areia, cai. Princípios funcionam como alicerces. Uma família, uma igreja ou uma nação não se sustentam apenas em emoções ou tendências culturais mutáveis.
Conclusão
Ser conservador, do ponto de vista cristão, não significa rejeitar toda mudança.
Significa:
Preservar o que é essencial.
Distinguir entre avanço legítimo e ruptura destrutiva.
Manter fidelidade ao que se crê ser revelação divina.
A pergunta central não é: “Você é conservador?” Mas: “O que você considera valioso o suficiente para conservar?”
Podemos concluir com uma pergunta simples:
Se a sua casa estivesse pegando fogo, o que você salvaria primeiro? Os álbuns de família? Os documentos importantes? Os filhos? Ou você correria para salvar uma lata vazia, amassada, que um dia teve algum conteúdo?
Ninguém em sã consciência preserva lixo e abandona tesouro!
E, no entanto, vivemos um tempo curioso:
🟥 Chama-se de “retrógrado” quem deseja conservar valores, mas aplaude-se quem descarta fundamentos.
🟥 A palavra “conservador” virou quase um insulto.
🟩 Mas, conservar significa apenas uma coisa: proteger aquilo que se considera valioso.
Nós conservamos:
A saúde, porque é necessária.
A família, porque é preciosa.
O dinheiro, porque tem valor.
A memória, porque tem significado.
A fé, porque sustenta a alma.
A verdadeira questão não é se alguém é conservador – Todos somos!
A pergunta objetiva é:
O que você considera valioso o suficiente para conservar?
Porque uma sociedade que joga fora seus fundamentos não está avançando – está se desfazendo.
Que Deus nos ajude!
Bibliografia
1. Bíblia Sagrada (SBB – Versão Revista e Atualizada). 2. Bíblia Online – SBB. 3. Internet.
A expressão “entrar com o pé direito” tem origem muito antiga, ligada a crenças religiosas, simbólicas e culturais do mundo antigo, e não nasce propriamente da Bíblia, embora dialogue fortemente com o simbolismo bíblico da direita.
1. ORIGEM DA EXPRESSÃO
a) Origem no mundo antigo (grego e romano)
Na Antiguidade clássica, especialmente entre gregos e romanos, havia a crença de que: ⊳ O lado direito era favorável, promissor e benéfico. ⊳ O lado esquerdo era associado ao azar, mau presságio ou perigo.
Os romanos usavam o termo dexter (direito) para indicar habilidade, sorte e bom presságio, enquanto sinister (esquerdo) passou a carregar o sentido de ameaçador ou negativo – origem direta da palavra “sinistro”.
✅Assim, começar algo com o pé direito significava iniciar sob bons presságios.
b) Práticas rituais e supersticiosas
Era comum, em rituais pagãos e costumes sociais: ⊳ Entrar em casas, templos ou ambientes importantes com o pé direito primeiro. ⊳ Levantar-se da cama com o pé direito. ⊳ Iniciar viagens ou cerimônias com gestos à direita.
🍀Essas práticas tinham o objetivo de invocar sorte, proteção e sucesso.
c) Diálogo com o simbolismo bíblico
Embora a expressão seja cultural, ela se harmoniza com a exposição bíblica, na qual: ⊳ A direita simboliza força, honra, autoridade e bênção. ⊳ A mão direita de Deus é o instrumento do agir salvador. ⊳ Estar à direita indica aprovação e favor divino (Sl 110.1; Mt 25.34).
Assim, mesmo sem origem bíblica direta, o uso popular foi facilmente assimilado em sociedades de tradição cristã, pois a Bíblia reforça o valor simbólico da direita como lugar de bênção.
d) Chegada ao português
A expressão chegou ao idioma português por influência do latim vulgar e das culturas europeias, especialmente ibéricas, mantendo o sentido original:
🍀 “Entrar com o pé direito” significa: começar bem, com sorte, sucesso ou boa expectativa.
e) Síntese da expressão
Aspecto
Explicação
Origem
Mundo greco-romano
Base cultural
Superstição e simbolismo
Direita
Sorte, honra, favor
Esquerda
Mau presságio
Relação bíblica
Convergência simbólica, não origem
Sentido atual
Bom começo, êxito inicial
Enfim, é claro que o cristão verdadeiro não segue superstições e crendices humanas, mas se orienta pela Palavra de Deus: “Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles;” (At 14.15)
E, como e quando surgiram as designações político-ideológicas de DIREITA e ESQUERDA, no mundo?
2. DESIGNAÇÃO POLÍTICO-IDEOLÓGICA
As designações político-ideológicas “Direita” e “Esquerda” surgiram de forma histórica, concreta e relativamente recente, ligadas a um evento específico: a Revolução Francesa, no final do século XVIII.
Os termos “Esquerda” e “Direita” são termos que originalmente identificaram posicionamentos diferentes. “Os termos ´esquerda` e ´direita` apareceram durante a Revolução Francesa, de 1789, e o subsequente Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei à direita do presidente e simpatizantes da revolução à sua esquerda.”[1]
a) A divisão espacial no plenário no salão da Assembleia
🔵 À direita do presidente da Assembleia:
⊳ Sentavam-se os defensores da monarquia, ainda que constitucional. ⊳ Apoiadores da Igreja, da tradição e da ordem social herdada. ⊳ Favoráveis à manutenção de hierarquias sociais.
Esse grupo passou a ser chamado de Direita.
🔴 À esquerda do presidente:
⊳ Sentavam-se os revolucionários mais radicais. ⊳ Defensores de reformas profundas. ⊳ Críticos da monarquia, dos privilégios e do poder da Igreja.
Esse grupo passou a ser chamado de Esquerda.
⚠️ Importante: não foi uma teoria, mas um arranjo físico casual que gerou os dois termos.
Portanto, os que estavam à direita apoiavam a autoridade real (o imperador) e os que estavam à esquerda, defendiam os representantes do povo. Assim, na teoria, a direita passou identificar aqueles que defendem o status quo (ordem socioeconômica vigente), conservando as supostas desigualdades e privilégios sociais; enquanto a esquerda os que questionam o status quo e supostamente defendem uma sociedade mais justa e igualitária.
Com o tempo, os termos deixaram de ser apenas espaciais e passaram a designar posições políticas e ideológicas estáveis.
b) Consolidação e expansão para o mundo
Direita (sentido clássico) ⊳ Defesa da tradição. ⊳ Valorização da ordem, da autoridade e das instituições históricas. ⊳ Ceticismo quanto a mudanças rápidas. ⊳ Proteção da propriedade privada.
Esquerda (sentido clássico) ⊳ Defesa da igualdade social. ⊳ Crítica a hierarquias tradicionais. ⊳ Promoção de reformas ou rupturas. ⊳ Valorização do papel do Estado como agente de justiça social.
Durante o século XIX: ⊳ Os termos se espalharam pela Europa. ⊳ Foram incorporados aos debates sobre liberalismo, socialismo e conservadorismo.
No século XX: ⊳ Passaram a identificar blocos ideológicos globais:
Capitalismo × Socialismo.
Liberalismo econômico × Estatismo.
Conservadorismo × Progressismo.
Cada país adaptou os termos à sua própria realidade.
Na prática, atualmente, esses termos servem apenas de um rótulo, de uma forma reduzida e facilitadora para designar duas ideologias antagônicas e imperfeitas – capitalismo e socialismo – que de alguma forma pressionam-se mutuamente e, talvez, favoreçam a busca do equilíbrio social. Os extremos, isto é, tanto a tirania do capital quanto a ditadura do proletariado são danosas e não contribuem para uma sociedade justa e igualitária.
Na verdade, esse assunto é demasiadamente complexo, pois tem como pivô o ser humano falível, imperfeito, egoísta e pecador. Como alcançar uma sociedade ideal se a sua base – o ser humano – tem uma natureza má e corrompida pelo pecado? Numa sociedade plural e diversa, como conciliar tantos interesses, sensos (individuais e dos seus grupos de afinidade) de certo e errado tão variados, princípios e conceitos éticos lastreados em tantas religiões e filosofias de vida? O desafio é permanente e, provavelmente, insuperável.
É profundamente lamentável o cenário no qual vivemos atualmente, especialmente no Brasil. Sob o discurso recorrente de uma suposta defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito, certas autoridades vêm adotando, de forma reiterada, práticas que se aproximam perigosamente da tirania e da imposição de um pensamento único. Aqueles que ousam divergir são frequentemente perseguidos, censurados ou silenciados. Paradoxalmente, quanto mais se invoca a palavra “democracia”, mais se observa o distanciamento da Constituição Federal, a criação arbitrária de regras e a perseguição sistemática de opositores políticos.
A esse quadro sombrio soma-se uma imprensa maculada que, para muitos, perdeu credibilidade e independência. Movida por interesses oportunistas e por benefícios concedidos pelo poder estatal, deixa de cumprir seu papel essencial de informar com responsabilidade, expor os fatos com isenção e defender a verdade; passando a atuar, não raras vezes, como instrumento de narrativas convenientes ao poder ou ao sistema dominante.
Não se pode ignorar, ainda, a atuação de políticos marcados pela corrupção, pela mentira e pelo apego a privilégios sustentados pelo sacrifício do contribuinte. Alguns defendem abertamente regimes autoritários, ao mesmo tempo em que manipulam a população com programas assistencialistas e discursos que se dizem voltados aos pobres e às minorias, quando, na realidade, buscam apenas comprar apoio político e perpetuar-se no poder. Outros negociam seus votos e suas convicções de forma inescrupulosa, em troca de vantagens pessoais, demonstrando total desprezo pelo bem comum, pela ética pública e pela responsabilidade que lhes foi confiada pelo povo.
Diante de tudo isso, resta-nos clamar para que Deus nos conceda discernimento na escolha de nossos representantes e nos fortaleça para resistir a um sistema dominante, opressor e desalinhado com os valores da justiça, da liberdade e da verdade – um sistema que penaliza cidadãos honestos, empreendedores, trabalhadores e geradores de empregos, os quais, com seus impostos e esforços, sustentam a nação.
Especialmente em ano eleitoral, é necessário lembrar alguns princípios importantes:
🏛️A Igreja não faz nem promove militância político-partidária. Sua missão é espiritual, pastoral e formadora de consciência; não eleitoral.
🏛️A Igreja não idolatra candidatos ou partidos, mas pode – e deve – apoiar aqueles com princípios, valores e propostas que mais se aproximem daqueles que a norteiam à luz da fé cristã.
🏛️A Igreja defende a liberdade de opinião, com responsabilidade; a vida em todas as suas fases; a família segundo os valores bíblicos; e, a obediência às autoridades constituídas, desde que tal obediência não viole a fé, a consciência e a Palavra de Deus.
🏛️A Igreja ora pelas autoridades constituídas, para que Deus transforme corações endurecidos em corações sensíveis à justiça, à verdade e ao compromisso com o bem comum; ou, para que, segundo a sua soberana vontade, sejam removidos da vida pública.
✝️O cristão não pode ser um “isentão”, nem um alienado político, pois é no campo da política que se definem os rumos da sociedade, as leis que regulam a vida em comum e os limites do que é permitido ou proibido.
✝️O cristão não vota nem apoia candidatos corruptos, mentirosos ou desonestos, pois isso contradiz os valores do Evangelho.
✝️O cristão não se deixa seduzir por discursos fantasiosos, por promessas fáceis ou por candidatos que encantam com palavras (“encantadores de serpentes”), mas entregam destruição, injustiça e frustração.
✝️O Cristão não flerta com o socialismo-comunismo, mas rejeita ideologias nefastas que atentam contra a fé e a liberdade religiosa, incluindo sistemas que historicamente perseguem, censuram e matam cristãos, suprimindo direitos fundamentais e a dignidade humana.
O mundo jaz no maligno e o Brasil tornou-se palco de valores invertidos, onde o errado é celebrado e o certo é tratado como ameaça.
A apologia ao crime é exaltada como cultura, enquanto o compartilhamento do conhecimento é rotulado de negacionismo. A ignorância grita e a verdade é silenciada.
É tempo de muita centralização de poder e pouca liberdade. Muita corrupção e promiscuidade, pouca transparência. Muita negociata, pouca ética. Muita arrecadação, pouca realização duradoura.
A política virou torcida organizada, sem diálogo, sem escuta, sem respeito. Pensar diferente não é diversidade, é rivalidade. Quem discorda vira inimigo.
Dizem que a justiça não é mais cega; é seletiva, tem lado, ela vê muito bem o adversário político. Primeiro condenam, depois inventam provas.
Muita tirania, pouca empatia. Muito ativismo judicial, pouca segurança jurídica. Aos amigos do “rei”, exceções e favores; aos inimigos, o rigor da lei.
A velha mídia não esconde seu modus operandi; O sistema paga e a narrativa favorece.
A falácia climática serve a vários fins… Chamar a atenção e ditar a pauta midiática. Poupar os aliados incompetentes. Destruir a reputação dos inimigos políticos.
Falar de Deus, de princípios e de valores eternos é visto como intolerância. Confessar a fé tornou-se motivo de cancelamento, como se a luz ofendesse as trevas.
É o tempo do muito eu, e pouco Deus, do ego entronizado e da soberania divina rejeitada.
Muito pecado, pouca santidade. Muito discurso, pouca transformação. Muito nome de cristão, pouca vida de Cristo.
Muita tela na mão, pouco joelho no chão. Muita distração, pouca edificação na Palavra. Muita empolgação no culto, pouca renúncia na vida.
Muito sexo, pouco compromisso. Muita exposição pública, pouca intimidade com Deus. Muito prazer imediato, pouca aliança duradoura. Muita ação e precipitação, pouca reflexão sobre as consequências.
Muita traição, pouca fidelidade. Promessas descartáveis, relacionamentos líquidos, corações rasos. Muitos amigos virtuais, poucos relacionamentos reais.
Muita maldade, pouca compaixão. Muita pressa em julgar, pouca disposição para perdoar. Muita politização, pouca racionalidade. Muita lei, pouca justiça.
Muita informação, pouca sabedoria. Muita opinião, pouca consistência. Muita ignorância travestida de opinião, pouca inteligência e humildade para aprender.
Muita avareza, pouca generosidade. Muita acumulação, pouca partilha. Muito apego ao ter, pouco compromisso com o ser.
Nos tempos sombrios, os bons se calam por medo, e os vazios fazem barulho por vaidade. A consciência se esconde, enquanto a insensatez ocupa o palco.
Mas ainda há esperança: Deus continua chamando um povo que não se dobra, não se cala e não se conforma, mas vive para ser luz em meio às trevas e sal em uma terra em decomposição.
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.1-2)
Libertado do Egito, o povo de Israel fora conduzido para a Terra Prometida – Canaã – sob a liderança de Moisés. Durante aqueles quarenta anos de travessia do deserto toda aquela gente anteriormente submetida a escravidão durante tanto tempo começou a ser forjada como uma nação. Em cerca de 1423 a.C. termina a liderança de Moisés. Ele não teve o privilégio de entrar na terra prometida, bem como toda uma geração pecadora (homens com mais de 20 anos na ocasião da sentença divina – Números 14.29-30), exceto Josué e Calebe. Assim, Josué assume a liderança de Israel (Dt 34.9). Na sequência se desenvolve o período dos juízes. Somente em 1065 a.C. começa o período da Monarquia, com o reinado de Saul, depois de quase 400 anos do êxodo (1462-1065 a.C.). Até então havia vigorado o sistema de governo Teocrático em Israel.
A transição de sistema de governo é assim registrada em 1Samuel 8.1-9:
1 Tendo Samuel envelhecido, constituiu seus filhos por juízes sobre Israel. 2 O primogênito chamava-se Joel, e o segundo, Abias; e foram juízes em Berseba. 3 Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito. 4 Então, os anciãos todos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, 5 e lhe disseram: Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações. 6 Porém esta palavra não agradou a Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos governe. Então, Samuel orou ao SENHOR. 7 Disse o SENHOR a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele. 8 Segundo todas as obras que fez desde o dia em que o tirei do Egito até hoje, pois a mim me deixou, e a outros deuses serviu, assim também o faz a ti. 9 Agora, pois, atende à sua voz, porém adverte-o solenemente e explica-lhe qual será o direito do rei que houver de reinar sobre ele.
1. A TEOCRACIA EM ISRAEL
A teocracia de Israel (período do êxodo, conquista e juízes), antes da monarquia, não seguia a divisão moderna dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Ainda assim, podemos identificar funções equivalentes, a saber:
“Legislativo” – A Lei
Na teocracia de Israel, a Torá não era apenas um código religioso, mas um conjunto de normas abrangentes que regulava toda a vida do povo. Podemos classificá-la em três dimensões principais:
1ª) Lei Moral 2ª) Lei Civil / Social 3ª) Lei Religiosa / Cerimonial
Não havia parlamento, nem legisladores humanos. A Torá (Lei ) dada por Deus a Moisés, no Sinai, era a constituição do povo.
Moisés foi o mediador da revelação e organizador da aplicação.
Os sacerdotes e levitas tinham o dever de ensinar a Lei (Lv 10.11; Dt 33.10).
Portanto, a legislação não era fruto de debate humano, mas de revelação divina.
✍️ Função legislativa = Deus como Legislador; Moisés e depois os sacerdotes como transmissores/intérpretes.
“Executivo” – Governo e liderança
Moisés exerceu função de chefe de governo durante o êxodo.
Josué foi seu sucessor, liderando militarmente a conquista da terra.
No período dos Juízes, líderes eram levantados por Deus para governar, organizar, libertar e proteger o povo.
As tribos tinham certa autonomia, mas se reuniam em momentos de crise sob um juiz ou líder.
✒️ Função executiva = Moisés, Josué e os Juízes (liderança prática, política e militar).
“Judiciário” – Administração da justiça
Moisés inicialmente julgava todas as causas, mas sobrecarregado, instituiu juízes auxiliares por orientação de Jetro, seu sogro (Êx 18.13-26).
Esses juízes atuavam em diferentes níveis: líderes de mil, de cem, de cinquenta e de dez.
Casos mais difíceis eram levados a Moisés e, posteriormente, ao sumo sacerdote ou ao juiz principal.
A justiça deveria ser baseada exclusivamente na Lei de Deus, sem suborno ou parcialidade (Dt 16.18-20).
A Estrutura da Teocracia em Israel (antes da monarquia) pode ser assim resumida:
Poder Moderno
Equivalente naTeocracia de Israel
Características
Legislativo
Deus como Legislador. Lei entregue a Moisés (Torá). Sacerdotes e levitas ensinavam a Lei.
A lei não era criada por homens, mas revelada por Deus. Cabia aos sacerdotes transmiti-la e instruir o povo (Dt 33.10).
Executivo
Moisés, depois Josué, e mais tarde os Juízes.
Função de liderança, governo, defesa militar, organização da vida civil e religiosa – liderança levantada por Deus.
Judiciário
Juízes locais nomeados (Êx 18.13-26). Casos difíceis eram encaminhados a Moisés, ao sumo sacerdote ou ao juiz principal.
Justiça descentralizada e escalonada. Julgamentos baseados na Torá. Proibição de suborno e parcialidade (Dt 16.18-20).
2. A ORIENTAÇÃO DIVINA QUANTO AO REI
O pedido de um rei não agradou a Samuel que compartilhou tal situação com o Senhor seu Deus (1Sm 8.6-9). Sobre essa demanda há duas considerações a serem feitas.
Primeiramente, quanto às razões que levaram os anciãos a fazerem tal pedido. O texto bíblico explicita as seguintes:
a) O fato do líder maior – Samuel – ter envelhecido. Ele exercia múltiplos papeis e funções essenciais na condução da nação, tanto na esfera espiritual, quanto material, isto é, típicas de governança. Então, fazia-se necessário providenciar seu substituto.
b) O próprio Samuel teve a iniciativa de constituir a seus filhos como juízes sobre Israel. Entretanto, esses seus filhos, Joel e Abias, não corresponderam, tornando-se avarentos, corruptos e injustos no exercício do ofício. Não se pode afirmar que a culpa desse desvio de caráter e conduta tenha sido do pai, “um ponto fraco de Samuel”, que teria se dedicado tanto ao ministério, aos de fora, que teria se descuidado dos de casa. Pode-se constatar, na atualidade, que esse tem sido o ponto fraco de muitos pastores e líderes. O fato é que, lamentavelmente, os filhos de Samuel reproduziram o mesmo mau padrão de conduta dos filhos do sacerdote Eli (1Sm 2.12-17; 22-25).
c) Eles manifestaram o desejo de adotar o mesmo sistema monárquico das outras nações. Eles queriam um rei e comandante militar; alguém que os governasse e, também, os liderasse nas batalhas e guerras (1Sm 8.20).
Qual o erro deles? Eles poderiam ter levado essa situação a Samuel, demandando que ele buscasse diante de Deus a solução. Tal posicionamento dos anciãos foi claramente explicitado por Deus como uma rejeição a ele, e não a Samuel (1Sm 8.7). Eles não estavam reconhecendo a Deus como o seu Rei.
A segunda consideração é que, além de Deus nunca ser pego de surpresa com as demandas, ações ou reações humanas, ele já havia provido na outorga da Lei, em Deuteronômio 17.14-20, mandamentos específicos para os futuros reis, a começar sobre a escolha: “Quando entrares na terra que te dá o SENHOR, teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Estabelecerei sobre mim um rei, como todas as nações que se acham em redor de mim, estabelecerás, com efeito, sobre ti como rei aquele que o SENHOR, teu Deus, escolher; homem estranho, que não seja dentre os teus irmãos, não estabelecerás sobre ti, e sim um dentre eles.”
O referido texto traz instruções de Deus para o futuro rei de Israel:
✍ Escolha do rei – Quando o povo desejar um rei, ele deve ser escolhido por Deus, dentre os israelitas, e não pode ser estrangeiro (vv. 14-15).
✍ Restrições – O rei não deve multiplicar cavalos (poder militar), nem acumular muitas mulheres (luxúria e alianças políticas), nem juntar riquezas em excesso (vv. 16-17).
✍ Deveres – O rei deve escrever para si uma cópia da Lei, ler esta cópia todos os dias, temer a Deus, obedecer aos seus mandamentos, não se exaltar sobre o povo e não se desviar da Lei (vv. 18-20).
3. A MONARQUIA DE ISRAEL vs GOVERNO ATUAL
O texto de 1Samuel 8.10-17 apresenta a transmissão da mensagem divina, por Samuel a Israel, advertindo sobre o que um rei humano – em lugar de Deus – faria ao povo. A partir dessas “advertências”, podemos traçar paralelos e ver como muitos elementos persistem, em formas reguladas e legitimadas, nos sistemas de governo modernos.
10 Referiu Samuel todas as palavras do SENHOR ao povo, que lhe pedia um rei, 11a e disse: Este será o direito do rei que houver de reinar sobre vós:
a) Servidores públicos (militares e civis)
11b ele tomará os vossos filhos e os empregará no serviço dos seus carros e como seus cavaleiros, para que corram adiante deles; 12 e os porá uns por capitães de mil e capitães de cinquenta; outros para lavrarem os seus campos e ceifarem as suas messes; e outros para fabricarem suas armas de guerra e o aparelhamento de seus carros.
👑Rei: Recrutamento forçado para serviço militar (cavalaria) e trabalhos reais.
🗓️Hoje: – Serviço militar obrigatório (em países que o mantêm). – Corpo de funcionários financiados e recrutados pelo Estado.
b) Servidoras públicas (civis)
13 Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras.
👑Rei: Recrutamento de mão de obra feminina para funções domésticas na corte.
🗓️Hoje: Recrutamento de servidores (ambos os sexos) para todo tipo de instituição pública.
Além disso, regulação do trabalho assalariado do povo, com o estabelecimento de leis trabalhistas e encargos sociais.
c) Domínio sobre propriedades
14 Tomará o melhor das vossas lavouras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais e o dará aos seus servidores.
👑Rei: Confisco e redistribuição de terras às elites reais.
🗓️Hoje: – Desapropriação compulsória, para obras públicas (rodovias, aeroportos), mediante indenização. – Política agrária e urbana, com zoneamento, concessões de uso e incentivos fiscais para grandes investidores.
d) Tributos e Impostos sobre a produção privada
15 As vossas sementeiras e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais e aos seus servidores.
👑Rei: – Imposto fixo de 10% sobre colheitas, destinado ao custeio da administração real.
🗓️Hoje:
– Impostos diretos e indiretos (renda, propriedade, consumo, contribuição social). – Orçamento público distribuído entre ministérios, servidores civis, programas sociais e infraestrutura.
e) Serviços Terceirizados
16 Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos e os empregará no seu trabalho.
👑Rei: – Requisição de mão de obra e dos melhores animais para serviço régio.
🗓️Hoje:
– Contratação de empresas para a prestação de certos serviços ao Estado. – Requisição em casos de calamidade pública (uso de veículos privados, exército em auxílio civil).
f) Tributos e Impostos sobre propriedades
17 Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos.
👑Rei Imposto sobre pequena propriedade rural.
🗓️Hoje: – Impostos progressivos sobre propriedades rurais e urbanas. – Taxas e taxas anuais que recaem sobre proprietários de imóveis e pecuaristas. – Tributos sobre propriedade de bens (veículos, embarcações, aeronaves) via impostos específicos.
Conclusão
O povo sabe da importância das instituições governamentais e públicas. A grande questão que se coloca é se elas sabem da importância do povo e trabalham para o seu bem-estar. Governos e instituições públicas são necessários numa nação. Eles não têm receita própria e se sustentam, essencialmente, com o que arrecadam dos pagadores de tributos e impostos, pessoas físicas e jurídicas.
Cada vez mais o cidadão de bem questiona o fato de pagar tantos impostos, tributos e taxas:
💰 Paga-se o Imposto de Renda (IR), na fonte, sobre o trabalho assalariado. 💰 Paga-se o imposto pelo serviço prestado. 💰 Paga-se o imposto quando se compra um bem móvel ou imóvel. 💰 Paga-se imposto, anualmente, por ter a propriedade de um bem móvel ou imóvel. 💰 Paga-se imposto pelo que se consome – Energia Elétrica, Água, Gás, Telefone, Internet etc. 💰 Paga-se imposto na compra de produtos, materiais, alimentos, vestuário etc. 💰 Paga-se imposto quando se faz certos investimentos/aplicações de capital. 💰 Paga-se imposto federal (IPI), Estadual (ICMS) e Municipal (ISS), IOF, IPTU, IPVA, ITBI, dentre outros.
Para um cidadão assalariado médio no Brasil, trabalhando o ano inteiro, ele provavelmente trabalha algo entre 3,5 a 5 meses apenas para pagar todos os impostos e tributos (diretos + indiretos). Tudo isso para sustentar os governos e instituições públicas. E, a carga tributária total brasileira só vem crescendo, chegando atualmente a cerca de 33% do PIB. Isso coloca o Brasil como o país com maior carga tributária entre 26 economias da América Latina. A média de tributação na América Latina está em torno de 21,5% do PIB.
Os capitalistas e liberais defendem o enxugamento da máquina pública, visando reduzir a carga tributária que recai sobre o cidadão – em síntese, defendem menos Estado e mais liberdade para o setor produtivo.
Em contrapartida, os socialistas e populistas costumam defender o inchaço do Estado, apresentando como justificativa a suposta redução da desigualdade social, bandeira amplamente utilizada em discursos eleitorais. Na prática, porém, tal modelo serve para conquistar e perpetuar-se no poder, ampliando cargos e estruturas públicas para favorecer aliados e grupos de interesse.
Enquanto os líderes desfrutam dos privilégios e regalias do poder, o povo permanece em condições de dependência e vulnerabilidade, útil apenas enquanto garantir votos. Nesse processo, empresários e geradores de emprego são frequentemente hostilizados, enquanto se propaga aquele velho discurso de defesa dos trabalhadores.
O povo – especialmente os mais simples – não precisa de bolsas assistenciais permanentes que os mantenham em dependência do governo. O que realmente necessitam é de respeito e de investimentos efetivos do Estado em Educação e Formação Profissional, para que conquistem bons empregos, recebam salários justos e possam viver com dignidade.
Para isso, é indispensável que os governantes e agentes públicos abandonem a corrupção e seus interesses pessoais, e passem a gerir com responsabilidade os vastos recursos do orçamento público. Ao invés de servir unicamente ao luxo e deleite do governante e seus coligados, os recursos públicos precisam financiar educação, saúde, segurança, infraestrutura e programas sociais essenciais (com porta de entrada e de saída). Só assim será possível promover o verdadeiro desenvolvimento da nação e garantir ao pagador de impostos o retorno legítimo em forma de serviços e benefícios de qualidade. Por mais óbvio que isso possa parecer é preciso sempre lembrar!
Que Deus nos ajude!
Bibliografia
1. Bíblia Sagrada (SBB – Versão Revista e Atualizada). 2. Bíblia Online (SBB). 3. Internet / ChatGPT / IA.
Veja como o populismo eleitoreiro irresponsável desestimula o trabalho e colapsa a economia de uma nação, colocando em risco a aposentadoria exatamente dos que trabalham e não vivem à custa do Estado.
O Brasil, os Estados Unidos e tantos outros países “ainda democráticos” amargam uma luta diária e sem tréguas por conta da divisão de pensamentos e ideologias da sua gente. São tempos difíceis e sombrios, e a palavra “democracia” está demasiadamente desgastada, usada fora de contexto e cedendo cada vez mais espaço para uma estranha “democracia relativa”. Para uns – “DEMOCRACIA é quando eu governo e mando em você; e, DITADURA, é quando você governa e manda em mim”. Não faltam investidas, estratégias e narrativas dos lados que se opõem. Sim, as divergências de opinião fazem parte da vida, porém, há muito mais em questão. Além disso, desde o início da vida humana na terra, a humanidade vivencia, cotidianamente, uma incansável luta do bem contra o mal. Isto tende a se agravar progressivamente na medida da aproximação da segunda vinda de Cristo.
O que temos vivido, principalmente nessas últimas décadas, seria tão somente uma questão de organização social e política do Estado ou a situação é muito mais complexa? Essa luta estaria inserida naquela luta mais ampla entre o bem e o mal? Os cristãos mais lastreados e fundamentados na Bíblia Sagrada diriam que sim. É pena que alguns chamados cristãos ainda não se deram conta das astutas ciladas do Diabo. Continuam sendo influenciados e defendendo os modernos encantadores de serpentes; que não se cansam de promover a divisão entre pobres e ricos, brancos e negros, maiorias e minorias, naquela velha tática de dividir para conquistar; que estão sempre repaginando e replicando aquele velho, desgastado e falso discursinho populista e eleitoreiro da igualdade e inclusão social, do combate a fome, quando não conseguem esconder de ninguém seu apego ao luxo, ao deleite dos mais pomposos imóveis, espaços e ambientes, bem como às finas iguarias da gastronomia e das bebidas.
Jesus e seus discípulos enfrentaram essa luta, sendo perseguidos pelo sistema dominante de sua época. Os crentes e a igreja de todos os tempos nunca deixaram de enfrentar essa luta. Essa não é apenas uma luta na esfera humana e material; ela tem sua fonte e impulsionamento na esfera espiritual – “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6.12)
Para sua análise e reflexão listamos abaixo algumas denúncias ou acusações comuns feitas por boa parte da direita à esquerda, especialmente no contexto político-cultural brasileiro e latino-americano, mas também com ecos em outras democracias ocidentais.
Organizando essa lista por categorias temáticas, agrupando as denúncias ou acusações comuns que a direita faz à esquerda, temos:
🟥 1. Corrupção e Má Gestão Pública:
Cleptocracia / Gestão fraudulenta.
Saque à nação: Mensalão / Petrolão / Aposentão.
Apoio a ditaduras comunistas (Cuba, Venezuela, Nicarágua etc.).
Infiltração em ONGs e movimentos sociais com viés revolucionário.
Patrocínio ($)da Mídia Televisiva e Impressa para a promoção do governo.
⚖️ 2. Controle, Censura e Autoritarismo Ideológico:
Censura / Regulação das Redes Sociais.
Perseguição aos que pensam diferente.
Assassinato de reputação.
Ditadura do pensamento único.
Doutrinação ideológica nas universidades e escolas públicas.
Militância judicial / Ativismo de toga.
Criminalização da liberdade religiosa.
Controle cultural por meio da mídia e do entretenimento.
👨👩👧 3. Valores Morais, Família e Religião:
Legalização do aborto.
Kit gay / Erotização da Infância.
Adoção da ideologia de gênero nas escolas.
Destruição dos valores cristãos e da família tradicional.
📚 4. Sociedade, Cultura e Educação
Doutrinação ideológica nas universidades e escolas públicas.
Relativização do furto.
Incentivo ao ódio de classe e luta de classes.
Desprezo pela soberania nacional em favor do globalismo.
💰 5. Economia e Política Estatal:
Aumento de impostos e do tamanho do Estado.
Militância ambiental como desculpa para limitar desenvolvimento e propriedade privada.
Desprezo pela soberania nacional em favor do globalismo.
Alinhamento e favorecimento a potências comunistas.
🔫 6. Segurança Pública e Liberdades Individuais:
Descriminalização e legalização das drogas.
Assassinato da reputação das forças policiais.
Relativização do furto.
Vitimização do infrator e transferência da culpa para a sociedade.
Desarmamento da população de bem.
Conclusão
É importante ressaltar que Deus está no governo e controle de todas as coisas, em todo o tempo e em todos os lugares e nações. Tudo o que acontece está na esfera da sua vontade ativa ou permissiva. É preciso ter cuidado para não ficar aquém e nem ir além diante daquelas situações e circunstâncias que estão se desenrolando de acordo com o plano soberano e inquestionável de Deus. O nosso tempo – “chronos”(gr) (o tempo do relógio e do calendário, o tempo para todo o propósito) – de perder a paciência com o status quo em curso pode não ser o tempo de Deus – “kairós”(gr) (o tempo oportuno, o momento certo, o tempo determinado). A história é mestra em nos ensinar isso, em nos revelar o modus operandi de Deus!
O cristão consciente, sensato e iluminado pelo Espírito Santo não se apega cegamente a pessoas ou líderes políticos populares e influentes, porém a princípios e valores cristãos. Quando algum líder mais se alinha, defende e promove, sincera e verdadeiramente, tais princípios e valores também comuns ao ensino bíblico, passam a merecer sua atenção, respeito, apoio e voto, enquanto permanecer nessa linha.
O cristão não tem um chamado para a militância político-ideológica (de esquerda, de centro ou de direita), mas não deve se alienar, pensar que não é com ele, que sua pátria está nos céus e como cidadão dos céus não deve se envolver nas coisas terrenas. Se os que governam, se os que fazem as leis, se os que julgam as questões e transgressões das leis, afetam forte e diretamente a nós, a nossa família, a igreja, as instituições, enfim, a sociedade onde vivemos, não podemos deixar de exercer conscientemente a nossa cidadania e lutar, dentro das regras estabelecidas na Constituição e nas leis, para a manutenção da ordem, da harmonia, da paz, da segurança e do bem-estar social. Vale lembrar a exceção que se dá quando governantes e leis nos impõem e obrigam a renunciar a adoração a Deus e a obediência à sua palavra.
Ainda que socialismo e comunismo tenham conceitos um pouco diferentes, o socialismo pode ser considerado o embrião do comunismo, especialmente no contexto da teoria marxista. Karl Marx e Friedrich Engels, os principais teóricos do comunismo, delinearam uma trajetória em que o socialismo é uma fase intermediária antes da realização completa do comunismo. Portanto, na teoria marxista, o socialismo é de fato o embrião do comunismo, e é assim que precisamos abordar este assunto – um visceralmente ligado ao outro.
O socialismo-comunismo, uma ideologia política e econômica que propõe a abolição da propriedade privada e a criação de uma sociedade sem classes, pode ser comparado a um câncer. Ambos começam de maneira sorrateira e insidiosa, muitas vezes sem serem percebidos ou com a aceitação inicial de parte da população, mas culminam em uma metástase que pode levar à destruição e à morte de uma sociedade.
Início Sorrateiro
Assim como o câncer muitas vezes começa com uma única célula anormal que se multiplica sem controle, o socialismo-comunismo frequentemente se inicia com ideias que parecem inofensivas ou até benéficas. As promessas de igualdade, justiça social e o fim da exploração podem parecer atraentes, especialmente em sociedades onde há grandes disparidades econômicas e sociais. No início, o socialismo-comunismo pode apresentar-se como um remédio para as injustiças e desigualdades percebidas, ganhando apoio entre os desfavorecidos e os idealistas.
Multiplicação e Expansão
À medida que o câncer se multiplica, ele começa a invadir tecidos saudáveis, comprometendo a função dos órgãos. Da mesma forma, à medida que o socialismo-comunismo ganha terreno, ele começa a infiltrar-se em diversas esferas da sociedade. As instituições governamentais, educativas e culturais são lentamente tomadas, e as liberdades individuais começam a ser restringidas em nome do suposto bem comum. A centralização do poder torna-se necessária para implementar as mudanças desejadas, e o controle sobre a vida dos cidadãos aumenta. A família e a igreja são atacadas e anuladas, para que não exerçam sua influência sobre as pessoas, já que isso passa a ser uma prerrogativa do Estado Totalitário.
Metástase
Com o avanço do câncer, as células malignas se espalham para outras partes do corpo, causando metástases que são difíceis de tratar e frequentemente fatais. No caso do socialismo-comunismo, a metástase ocorre quando o controle totalitário se torna absoluto, e a repressão se intensifica. As economias são centralmente planejadas, a propriedade privada é abolida e a dissidência é severamente punida. As liberdades de expressão, imprensa e religião são suprimidas, e o Estado se torna onipresente e opressor.
Morte da Sociedade
Eventualmente, o câncer leva à falência múltipla dos órgãos e à morte do organismo. De forma análoga, o socialismo-comunismo pode levar à morte de uma sociedade, tanto no sentido literal quanto figurado. Economias planejadas centralmente muitas vezes resultam em ineficiências, escassez e estagnação econômica. A falta de incentivos para a inovação e o empreendedorismo suprime o crescimento econômico e a prosperidade. A repressão política e a falta de liberdades básicas criam um ambiente de medo e desespero.
Conclusão
Assim como a cura do câncer requer a identificação precoce e o tratamento agressivo, a prevenção dos efeitos nocivos do socialismo-comunismo exige a vigilância constante e a defesa das liberdades individuais e do estado de direito. Reconhecer os sinais iniciais e resistir às promessas ilusórias de soluções fáceis para problemas complexos é crucial. Apenas através da proteção das instituições democráticas e da promoção de uma economia de mercado saudável, baseada na inovação e na liberdade, é que uma sociedade pode evitar a metástase e a destruição que o socialismo-comunismo, como um câncer, pode causar.
“A historinha abaixo transcrita surgiu no folclore de Belo Horizonte e foi contada lá, numa versão política. Não é o nosso caso. Vai contada aqui no seu mais puro estilo folclórico, sem maiores rodeios.
Diz que era uma vez um camarada que abotoou o paletó. Ao morrer nem conversou: foi direto para o Inferno. Em lá chegando, pediu audiência a Satanás e perguntou:
― Qual é o lance aqui?
Satanás explicou que o Inferno estava dividido em diversos departamentos, cada um administrado por um país, mas o falecido não precisava ficar no departamento administrado pelo seu país de origem. Podia ficar no departamento do país que escolhesse. Ele agradeceu muito e disse a Satanás que ia dar uma voltinha para escolher o seu departamento.
Está claro que saiu do gabinete do Diabo e foi logo para o Departamento dos Estados Unidos, achando que lá devia ser mais organizado o inferninho que lhe caberia para toda a eternidade. Entrou no Departamento dos Estados Unidos e perguntou como era o regime.
― Quinhentas chibatadas pela manhã, depois passar duas horas num forno de 200 graus. Na parte da tarde: ficar numa geladeira de 100 graus abaixo de zero até às três horas, e voltar ao forno de 200 graus.
O falecido ficou besta e tratou de cair fora, em busca de um departamento menos rigoroso. Esteve no da Rússia, no do Japão, no da França, mas era tudo a mesma coisa. Foi aí que lhe informaram que tudo era igual: a divisão em departamentos era apenas para facilitar o serviço no Inferno, mas em todo lugar o regime era o mesmo: quinhentas chibatadas pela manhã, forno de 200 graus durante o dia e geladeira de 100 graus abaixo de zero, pela tarde.
O falecido já caminhava desconsolado por uma rua infernal, quando viu um departamento escrito na porta: Brasil. E notou que a fila à entrada era maior do que a dos outros departamentos. Pensou com suas chaminhas: “Aqui tem peixe por debaixo do angu.” Entrou na fila e começou a chatear o camarada da frente, perguntando por que a fila era maior e os enfileirados menos tristes. O camarada da frente fingia que não ouvia, mas ele tanto insistiu que o outro, com medo de chamarem a atenção, disse baixinho:
― Fica na moita e não espalha não. O forno daqui está quebrado e a geladeira anda meio enguiçada. Não dá mais de 35 graus por dia.
― E as quinhentas chibatadas? – perguntou o falecido.
― Ah… o sujeito encarregado desse serviço vem aqui de manhã, assina o ponto e cai fora.”
Há cerca de meio século, no início da década de 1970, nos bancos escolares, tomei conhecimento dessa crônica, transcrita por Stanislaw (pseudônimo do escritor – 1923 a 1968), a partir de um folclore que circulava na sua época e que tem muito a nos dizer sobre o modo brasileiro de ser.
Eufemismo existencial
Logo no início do texto, Stanislaw, com seu extraordinário senso de humor, utiliza um eufemismo para atenuar ou suavizar a ideia chocante e desagradável de “morte” – “abotoou o paletó”. É assim, com eufemismos cotidianos, que um povo sofrido – o brasileiro – tenta levar com bom humor as agruras e injustiças da vida.
“Qual é o lance aqui?”
Não bastasse o inferno em vida, não dá para deixar de considerar o inferno pós morte. Assim, o brasileiro esperto, acostumado a se virar em qualquer situação, quer logo falar com que manda para saber o que está rolando no novo local, e decidir que jeito vai dar. A criatividade brasileira é grande, pena que frequentemente também utilizada para o mal, para levar vantagem pessoal em tudo.
Departamentos infernais
A primeira impressão do protagonista falecido deve ter sido boa: opção de vários departamentos ali no inferno e não precisava ficar no do seu país, no caso o do Brasil. Nenhuma surpresa quanto a sua decisão de ir logo ao departamento dos Estados Unidos. É aquela mentalidade tupiniquim de criticar o que é nosso e valorizar o importado, os outros países.
Frustração paradoxal
O nosso protagonista foi primeiro ao inferno dos EUA porque pensou que quanto maior a organização, maior seria sua comodidade. Porém, que decepção! O regime de castigo ali era severo e levado a sério. Ali a lei funcionava mesmo, não ficava só no papel. Muitos brasileiros têm milhões de elogios a países organizados, bem estruturados, sem roubo e sem furto. Entretanto, quando vão morar lá, não se adaptam. Se sentem muito engessados pela rigidez das leis e da justiça. Não percebem que é por isso mesmo que há mais segurança e tranquilidade para se viver. Querem usufruir do bem-estar social, mas não estão dispostos a pagar o preço de fazer a coisa certa. Para que servem as leis em países democráticos? Principalmente para promover justiça e paz social. Quando a justiça falha a sociedade entra em falência. É o que estamos vendo no Brasil.
Procura inútil
Depois de percorrer vários departamentos infernais ele descobriu que todos eram regidos pela mesma regra; o direito de opção era uma falácia. Sua procura era vã. Ficou desolado.
A ilusão do Inferno Brasileiro
O final da crônica deveria nos levar a uma boa reflexão.
– O patriotismo passou longe do falecido. Ele não foi atraído pela identificação na porta do departamento Brasil, mas pela fila maior do que a dos outros departamentos e pela expressão dos enfileirados.
– Ele pensou com os seus botões (chaminhas): “Aqui tem peixe por debaixo do angu.” Havia algo ali de diferente, que estava atraindo mais falecidos. Havia algo de valor escondido “por debaixo dos panos”. Como as pessoas moralmente mortas são atraídas por promessas fantasiosas, por propinas, por uma teta do governo.
– Na sua esperteza entrou logo na fila e insistiu com o sujeito da frente pra saber qual era o lance ali. Como todo esperto, o sujeito da frente fez que não era com ele, afinal, por que dividir com o outro a galinha dos ovos de ouro?
– Entretanto, quando surge a ameaça de ser descoberta a fraude, o esperto compartilha o mapa da mina.
– O inferno brasileiro atraia mais do que os outros por conta do desleixo da administração, pela ineficácia do servidor irresponsável. As leis não eram levadas a sério ali. Sem dúvida, uma crítica à realidade brasileira.
Moral da crônica:
Essa crônica pode revelar, metaforicamente, a realidade de um país repleto de riquezas naturais, porém, fadado a dar errado por favorecer os maus cidadãos, as autoridades públicas corruptas, as administrações públicas incompetentes, os que não se importam com os menos favorecidos, os que tão somente se empenham, de todas as formas ilícitas, para implantar uma ideologia socialista-comunista perversa e tirânica, que detém o progresso e suprime as liberdades das pessoas de bem.
O inferno socialista que alguns estão tentando implantar no Brasil, há muitos anos, não é esse sonho de consumo, igualitário e próspero, como eles anunciam e prometem. O inferno brasileiro da incompetência administrativa, do inchaço da máquina pública (de servidores públicos), do autoritarismo judicial, da corrupção desenfreada, da elevada carga tributária, não é tão atrativo como o da crônica. Pelo contrário, será igualzinho ao de Cuba, Venezuela etc.
Só nos resta lamentar o fato de que, sempre que o país dá um salto de qualidade, na sequência, sofre um revés dos pilantras de plantão.
“Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; … É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.” (2Ts 2.7, 11-12)
“Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.” (Sl 9.17)
Que Deus tenha misericórdia de nós!
[1] INFERNO NACIONAL (Crônica) – Stanislaw Ponte Preta | Silva, Antonio Jesus da; Rosa, José Ricardo da Silva; Leite, Roberto Augusto Soares. PORTUGUÊS INTERPRETAÇÃO – 3º VOL – Companhia Editora Nacional – 1970.
“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação;” (1Ts 5.8)
Como você chegou até aqui? Como eu cheguei até aqui? Não conheço a sua trajetória de vida, mas entendo estarmos colhendo hoje o que nossos antepassados, nossas famílias e nós mesmos plantamos. Uma frase veiculada na internet e atribuída a Jean Paul Sartre é: “O mais importante de tudo não é o que fizeram de você, mas o que você vai fazer, com o que fizeram de você!”. A partir de certo momento da vida, sua trajetória depende essencialmente de você mesmo e não adianta passar a vida inteira atribuindo a outros a culpa do seu eventual fracasso.
Quando olho para o meu momento presente, sinto que preciso agradecer imensamente a Deus por sua ação na vida de meus pais e na minha própria vida, já que fomos alcançados por sua graça e misericórdia e vivemos na sua dependência e sob sua orientação e proteção. Porém, isso não é tudo! Se por um lado dependemos de Deus, por outro lado somos reféns das nossas próprias condutas e escolhas. Não adianta querer fugir dessa responsabilidade individual. Não adianta culpar a Deus ou o diabo ou outras pessoas, o tempo todo. Mas, o que tudo isso tem a ver com a eleição presidencial que se aproxima? Tem tudo a ver sim, porque o meu e o seu futuro não depende apenas de nossas escolhas pessoais, em termos de estudar ou não, de consumir drogas ou não, de seguir determinada carreira profissional, de entrar ou de sair de determinada empresa, de namorar e casar com determinada pessoa, de ter filhos ou não etc.
Estamos diante de um cenário nacional/mundial extremamente preocupante e desfavorável ao exercício da fé cristã, à manutenção de princípios e valores conservadores, principalmente na pauta da família. Infelizmente, muitos chamados cristãos não estão se dando conta dessa avalanche progressista anticristã que está varrendo o planeta; de que a Europa há muito vive um pós-cristianismo ateísta; de que a pandemia da covid fez aflorar no mundo inteiro uma onda ditatorial e tirânica do pensamento único, que não permite espaço para opiniões diferentes. Isso nada tem a ver com a suposta teoria da conspiração, pelo contrário, são fatos verificáveis.
Nesses últimos quase quatro anos, o governo federal brasileiro tem tentado resistir a esse avanço maléfico e recebido todo o tipo de pressão e ataque da velha grande mídia, de grande parte da classe artística, de alguns banqueiros e grandes empreiteiros, enfim, do sistema carcomido pela corrupção e pelo “toma lá, dá cá”. Por mais que faça algo pelo povo, principalmente pelos mais pobres; por mais que tenha amarrado os tentáculos da corrupção, por mais que tenha secado as tetas dos sugadores do dinheiro público, nada disso é levado em conta. Atacam a estética do governante, a suposta quebra da liturgia do cargo e deixam de lado o conteúdo, as relevantes entregas em favor do bem público, os excelentes resultados econômicos e sociais alcançados em tão pouco tempo, em que pese todo um contexto desfavorável de crise hídrica, pandemia mundial, guerra etc.
As falsas narrativas em desfavor do governo são inacreditáveis e espalhadas internamente e mundo afora. Querem convencer internamente a população mais simples e fazê-la sonhar e sentir saudade de um passado próspero fantasioso que nunca existiu. Querem convencer a comunidade internacional que o presidente é um desastre. Tudo isso tem um aspecto espiritual que muitos ainda não perceberam. Há uma guerra espiritual em curso. Quando se ousou lançar o slogan “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” todas as hostes infernais se uniram para atacar um homem simples, honesto e patriota chamado Jair Messias Bolsonaro. Este é o improvável que Deus levantou da morte certa para colocar ordem na casa. Ele é a resposta de Deus para aquela grande manifestação apolítica de 2013, contra a corrupção; está lembrado? https://pauloraposocorreia.com.br/2013/06/28/manifestacao-sim-ofensa-nao/
Sim, estamos diante de uma eleição presidencial histórica que será um divisor de águas para a nação e seu povo. Tudo o que conquistamos com muito trabalho e suor está em risco. Não existe aqui qualquer intenção de amedrontar; pelo contrário, é para chamar a atenção do que essa onda socialista-comunista predatória está causando nos países à nossa volta. Ninguém se iluda, nada será como antes. Não entre nessa de que tanto faz um ou outro ganhar. Se o outro lado ganhar, com esse apoio mundial tirânico e progressista, anticristão, essa ideologia se manterá no poder, a qualquer preço, por décadas. Sim, o voto da maioria determinará o futuro de todos.
Eu sempre respeitei e continuarei respeitando o arbítrio e opção de escolha política de cada um e não tenho o hábito de me manifestar publicamente a esse respeito –“porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6.12). Entretanto, percebendo a gravidade do momento, me sinto no dever de me manifestar, pois o meu e o seu voto determinarão o meu futuro, que pode ser um futuro promissor, em continuidade ao que já vem acontecendo, ou um futuro que tenderá ao caos econômico e social, que afetará a todos nós, principalmente os pobres, os aposentados, os pequenos empregadores, sendo que os grandes empresários e empregadores têm sempre a opção de levarem seus negócios para outros países.
Quem se abstiver de votar, ou anular seu voto, ou votar em branco, ou votar no outro lado cometerá um grande erro, prejudicando a todos. Depois, não adianta dizer que não sabia. Está tudo muito claro. O outro lado está dizendo tudo o que vai fazer, mesmo que antes da eleição esteja mudando o discurso para ganhar o voto dos menos atentos. Você sabe que o jogo é desigual se o juiz torce por um dos lados. Você está assistindo o jogo e pode tirar suas próprias conclusões. As propagandas e acusações mentirosas do outro lado são impressionantes. A perseguição e censura aos apoiadores de um dos candidatos é implacável e célere. Não confie em promessas fantasiosas. Investimento em educação e muito trabalho será sempre uma boa receita para a autossuficiência financeira ou prosperidade. Tem sido assim na minha vida e na vida de muitos que, não nascendo num lar abastado, conseguiram vencer na vida.
Finalizamos conclamando a todos que analisem bem os fatos e dados concretos (disponíveis nos meios de comunicação confiáveis) sobre os dois candidatos. Perceba o momento crítico que estamos vivendo! Não se omita! Faça a escolha correta e ajude a outros a ficarem do lado da ordem e do progresso da nossa Pátria Amada Brasil. Deus é soberano, mas nós é que votamos. Jesus ressuscitou a Lázaro, mas foi necessário que as pessoas tirassem a pedra da entrada do túmulo. Davi teve que lançar a pedra para derrotar Golias. O Golias de hoje é o sistema não republicano e a pedra para derrotá-lo é o seu voto correto na urna!
“Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações.” (1Pe 4.7)
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;” (1Pe 5.8)
Continuemos firmes, orando e jejuando, clamando a Deus por um milagre que salve a nossa Pátria, nossas vidas e a de nossos descendentes.
“Nós, cristãos, estamos falando de política hoje, para não sermos proibidos de falar de Jesus amanhã!”
Disse Jesus: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8.32)
Jesus também disse que ele mesmo, o Filho de Deus, é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14.6). Portanto, nele reside a verdadeira liberdade interior, que excede a todo o entendimento. Entretanto, no contexto da sociedade e dos relacionamentos sociais, podemos definir assim: “Liberdade é….”
Amar o próximo como a nós mesmos.
Não fazer ao outro o que não queremos que façam a nós.
Respeitar, preservar e cuidar da magnífica natureza criada pelo nosso bom e soberano Deus.
Respeitar os atos do Deus-Criador quando estabeleceu para a espécie humana os gêneros masculino e feminino (macho e fêmea): “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gn 1.27)
Poder expressar ideias e pensamentos, sobre qualquer tema ou assunto, de forma respeitosa e democrática.
Poder exercer o direto irrevogável de crença e prática religiosa sem ferir direitos à vida, à ética e aos bons costumes.
Poder exercer o direito de ir e vir, sem ser acometido de violências e de constrangimentos.
Poder exercer seus direitos, sem ultrapassar ou cercear a liberdade do outro.
Cuidar bem do corpo, alma e espírito, podendo escolher o que vestir em público, nos limites da decência e do bom senso.
Empreender ou ter acesso ao trabalho, oferecendo ou recebendo condições e remuneração adequadas, como forma digna de sustento e de independência financeira.
Ter a garantia do direito de propriedade sobre bens e valores adquiridos de forma justa, legitima e honesta.
Poder fazer escolhas certas ou até mesmo equivocadas, nunca descartando a oportunidade de crescer e amadurecer com os erros e acertos.
Ter empatia, se colocando no lugar do outro, principalmente dos menos favorecidos, e contribuir com ações efetivas para o seu bem-estar.
Não ter que se submeter a mandos e desmandos que atentem claramente contra a vida.
Não discriminar ou sofrer discriminação, como ser humano, por motivos, tais como: cor, raça, gênero, crenças religiosas, condição social, limitações ou deficiências físicas ou mentais etc.
Praticar e receber justiça em todos os atos e demandas, na certeza de que a impunidade não será comprada ou vendida, porém, sem deixar de considerar a importância de exercer misericórdia.
Respeitar, defender e usufruir da independência entre as instituições FAMÍLIA, IGREJA e ESTADO.
Noticiar ou poder receber informações, dos indivíduos, das redes sociais e dos veículos de comunicação, dos fatos como eles são, a verdade e não narrativas fantasiosas ou tendenciosas, eivadas de dolo e maldade.
Participar livremente da eleição dos representantes públicos dos poderes executivo e legislativo, na certeza da lisura do processo eleitoral, respeitando o resultado como expressão da decisão da maioria.
Zelar pela coisa pública como se nossa fosse, tendo acesso garantido à prestação de contas e contando com a devida e necessária transparência dos dados e informações.
Transitar pelas vias públicas, com prudência e segurança, na expectativa de que os outros façam o mesmo e que os transgressores serão julgados e receberão a justa sentença.
Poder fazer negócios e firmar acordos e contratos na certeza de que haverá segurança jurídica.
Ter a garantia de que, nas escolas e universidades, os estudantes não serão doutrinados ou manipulados, por professores, com ideias, pensamentos e ideologias que visam a atender a estratégias e projetos de determinados grupos que busquem aumentar sua influência e dominação.
Ter a garantia de que as produções audiovisuais geradas por empresas e instituições de comunicação regulados pelo poder público não violem as boas práticas e os bons costumes da sociedade, mantendo o respeito ao indivíduo e à família, bem como às suas crenças.
Liberdade é isso e algo mais…
Dizem que Che Guevara afirmou: “Sonha e serás livre de espírito… luta e serás livre na vida.” Entretanto, a verdadeira liberdade de espírito não é obtida por sonho, porém depende de um processo interior de transformação e renovação da mente, do coração e da alma: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gl 5.1).
Como cidadãos deste mundo, às vezes se torna necessário travar uma luta exterior, pelejar numa batalha, corporal ou espiritual ou de ideias e narrativas, para obter ou restabelecer ou manter a liberdade. Afinal, o que é a vida sem liberdade?
“Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (2Co 3.17)