Entrar com o pé direito🦶

A expressão “entrar com o pé direito” tem origem muito antiga, ligada a crenças religiosas, simbólicas e culturais do mundo antigo, e não nasce propriamente da Bíblia, embora dialogue fortemente com o simbolismo bíblico da direita.

1. ORIGEM DA EXPRESSÃO

a) Origem no mundo antigo (grego e romano)

Na Antiguidade clássica, especialmente entre gregos e romanos, havia a crença de que:
O lado direito era favorável, promissor e benéfico.
O lado esquerdo era associado ao azar, mau presságio ou perigo.

Os romanos usavam o termo dexter (direito) para indicar habilidade, sorte e bom presságio, enquanto sinister (esquerdo) passou a carregar o sentido de ameaçador ou negativo – origem direta da palavra “sinistro”.

✅Assim, começar algo com o pé direito significava iniciar sob bons presságios.

b) Práticas rituais e supersticiosas

Era comum, em rituais pagãos e costumes sociais:
Entrar em casas, templos ou ambientes importantes com o pé direito primeiro.
Levantar-se da cama com o pé direito.
Iniciar viagens ou cerimônias com gestos à direita.

🍀Essas práticas tinham o objetivo de invocar sorte, proteção e sucesso.

c) Diálogo com o simbolismo bíblico

Embora a expressão seja cultural, ela se harmoniza com a exposição bíblica, na qual:
A direita simboliza força, honra, autoridade e bênção.
A mão direita de Deus é o instrumento do agir salvador.
Estar à direita indica aprovação e favor divino (Sl 110.1; Mt 25.34).

Assim, mesmo sem origem bíblica direta, o uso popular foi facilmente assimilado em sociedades de tradição cristã, pois a Bíblia reforça o valor simbólico da direita como lugar de bênção.

d) Chegada ao português

A expressão chegou ao idioma português por influência do latim vulgar e das culturas europeias, especialmente ibéricas, mantendo o sentido original:

🍀 “Entrar com o pé direito” significa: começar bem, com sorte, sucesso ou boa expectativa.

e) Síntese da expressão

AspectoExplicação
OrigemMundo greco-romano
Base culturalSuperstição e simbolismo
DireitaSorte, honra, favor
EsquerdaMau presságio
Relação bíblicaConvergência simbólica, não origem
Sentido atualBom começo, êxito inicial

Enfim, é claro que o cristão verdadeiro não segue superstições e crendices humanas, mas se orienta pela Palavra de Deus: “Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles;” (At 14.15)

E, como e quando surgiram as designações político-ideológicas de DIREITA e ESQUERDA, no mundo?

2. DESIGNAÇÃO POLÍTICO-IDEOLÓGICA

As designações político-ideológicas “Direita” e “Esquerda” surgiram de forma histórica, concreta e relativamente recente, ligadas a um evento específico: a Revolução Francesa, no final do século XVIII.

Os termos “Esquerda” e “Direita” são termos que originalmente identificaram posicionamentos diferentes. “Os termos ´esquerda` e ´direita` apareceram durante a Revolução Francesa, de 1789, e o subsequente Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei à direita do presidente e simpatizantes da revolução à sua esquerda.”[1]

a) A divisão espacial no plenário no salão da Assembleia

🔵 À direita do presidente da Assembleia:

Sentavam-se os defensores da monarquia, ainda que constitucional.
Apoiadores da Igreja, da tradição e da ordem social herdada.
Favoráveis à manutenção de hierarquias sociais.

Esse grupo passou a ser chamado de Direita.

🔴 À esquerda do presidente:

Sentavam-se os revolucionários mais radicais.
Defensores de reformas profundas.
Críticos da monarquia, dos privilégios e do poder da Igreja.

Esse grupo passou a ser chamado de Esquerda.

⚠️ Importante: não foi uma teoria, mas um arranjo físico casual que gerou os dois termos.

Portanto, os que estavam à direita apoiavam a autoridade real (o imperador) e os que estavam à esquerda, defendiam os representantes do povo. Assim, na teoria, a direita passou identificar aqueles que defendem o status quo (ordem socioeconômica vigente), conservando as supostas desigualdades e privilégios sociais; enquanto a esquerda os que questionam o status quo e supostamente defendem uma sociedade mais justa e igualitária.

Com o tempo, os termos deixaram de ser apenas espaciais e passaram a designar posições políticas e ideológicas estáveis.

b) Consolidação e expansão para o mundo

Direita (sentido clássico)
⊳  Defesa da tradição.
⊳  Valorização da ordem, da autoridade e das instituições históricas.
⊳  Ceticismo quanto a mudanças rápidas.
⊳  Proteção da propriedade privada.

Esquerda (sentido clássico)
Defesa da igualdade social.
Crítica a hierarquias tradicionais.
Promoção de reformas ou rupturas.
Valorização do papel do Estado como agente de justiça social.

Durante o século XIX:
Os termos se espalharam pela Europa.
Foram incorporados aos debates sobre liberalismo, socialismo e conservadorismo.

No século XX:
Passaram a identificar blocos ideológicos globais:

  • Capitalismo × Socialismo.
    • Liberalismo econômico × Estatismo.
    • Conservadorismo × Progressismo.

Cada país adaptou os termos à sua própria realidade.

Na prática, atualmente, esses termos servem apenas de um rótulo, de uma forma reduzida e facilitadora para designar duas ideologias antagônicas e imperfeitas – capitalismo e socialismo – que de alguma forma pressionam-se mutuamente e, talvez, favoreçam a busca do equilíbrio social. Os extremos, isto é, tanto a tirania do capital quanto a ditadura do proletariado são danosas e não contribuem para uma sociedade justa e igualitária.

Na verdade, esse assunto é demasiadamente complexo, pois tem como pivô o ser humano falível, imperfeito, egoísta e pecador. Como alcançar uma sociedade ideal se a sua base – o ser humano – tem uma natureza má e corrompida pelo pecado? Numa sociedade plural e diversa, como conciliar tantos interesses, sensos (individuais e dos seus grupos de afinidade) de certo e errado tão variados, princípios e conceitos éticos lastreados em tantas religiões e filosofias de vida? O desafio é permanente e, provavelmente, insuperável.

É profundamente lamentável o cenário no qual vivemos atualmente, especialmente no Brasil. Sob o discurso recorrente de uma suposta defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito, certas autoridades vêm adotando, de forma reiterada, práticas que se aproximam perigosamente da tirania e da imposição de um pensamento único. Aqueles que ousam divergir são frequentemente perseguidos, censurados ou silenciados. Paradoxalmente, quanto mais se invoca a palavra “democracia”, mais se observa o distanciamento da Constituição Federal, a criação arbitrária de regras e a perseguição sistemática de opositores políticos.

A esse quadro sombrio soma-se uma imprensa maculada que, para muitos, perdeu credibilidade e independência. Movida por interesses oportunistas e por benefícios concedidos pelo poder estatal, deixa de cumprir seu papel essencial de informar com responsabilidade, expor os fatos com isenção e defender a verdade; passando a atuar, não raras vezes, como instrumento de narrativas convenientes ao poder ou ao sistema dominante.

Não se pode ignorar, ainda, a atuação de políticos marcados pela corrupção, pela mentira e pelo apego a privilégios sustentados pelo sacrifício do contribuinte. Alguns defendem abertamente regimes autoritários, ao mesmo tempo em que manipulam a população com programas assistencialistas e discursos que se dizem voltados aos pobres e às minorias, quando, na realidade, buscam apenas comprar apoio político e perpetuar-se no poder. Outros negociam seus votos e suas convicções de forma inescrupulosa, em troca de vantagens pessoais, demonstrando total desprezo pelo bem comum, pela ética pública e pela responsabilidade que lhes foi confiada pelo povo.

Diante de tudo isso, resta-nos clamar para que Deus nos conceda discernimento na escolha de nossos representantes e nos fortaleça para resistir a um sistema dominante, opressor e desalinhado com os valores da justiça, da liberdade e da verdade – um sistema que penaliza cidadãos honestos, empreendedores, trabalhadores e geradores de empregos, os quais, com seus impostos e esforços, sustentam a nação.

Especialmente em ano eleitoral, é necessário lembrar alguns princípios importantes:

🏛️A Igreja não faz nem promove militância político-partidária. Sua missão é espiritual, pastoral e formadora de consciência; não eleitoral.

🏛️A Igreja não idolatra candidatos ou partidos, mas pode – e deve – apoiar aqueles com princípios, valores e propostas que mais se aproximem daqueles que a norteiam à luz da fé cristã.

🏛️A Igreja defende a liberdade de opinião, com responsabilidade; a vida em todas as suas fases; a família segundo os valores bíblicos; e, a obediência às autoridades constituídas, desde que tal obediência não viole a fé, a consciência e a Palavra de Deus.

🏛️A Igreja ora pelas autoridades constituídas, para que Deus transforme corações endurecidos em corações sensíveis à justiça, à verdade e ao compromisso com o bem comum; ou, para que, segundo a sua soberana vontade, sejam removidos da vida pública.

✝️O cristão não pode ser um “isentão”, nem um alienado político, pois é no campo da política que se definem os rumos da sociedade, as leis que regulam a vida em comum e os limites do que é permitido ou proibido.

✝️O cristão não vota nem apoia candidatos corruptos, mentirosos ou desonestos, pois isso contradiz os valores do Evangelho.

✝️O cristão não se deixa seduzir por discursos fantasiosos, por promessas fáceis ou por candidatos que encantam com palavras (“encantadores de serpentes”), mas entregam destruição, injustiça e frustração.

✝️O Cristão não flerta com o socialismo-comunismo, mas rejeita ideologias nefastas que atentam contra a fé e a liberdade religiosa, incluindo sistemas que historicamente perseguem, censuram e matam cristãos, suprimindo direitos fundamentais e a dignidade humana.

Que Deus nos ajude!


[1] Wikipédia

Cristão e Comunismo – Como conciliar?

Introdução

Vivemos, mais do que nunca, na era da informação. Se antes ela vinha essencialmente de veículos oficiais, hoje ela vem de toda a parte alcançando as pessoas, em todos os lugares. Não é mais possível ficar indiferente aos fatos, às narrativas sobre os fatos e às fake News que tão tenazmente nos assediam diariamente.  A polarização de ideias e ideologias ganha total relevância nas sociedades pós-modernas. Temas como Direita e Esquerda; Conservador e Progressista; Liberalismo econômico e Keynesianismo[1]; Capitalismo e Socialismo (sendo que o comunismo é geralmente considerado como o ápice do socialismo); dentre outros,  ganham fôlego, ocupam as agendas de debates da sociedade e estimulam a polarização que separa os cidadãos. O que está acontecendo no cenário nacional e mundial? Existe uma nova ordem mundial por trás de tudo isso, trabalhando em prol de algum objetivo específico? Como o cristão deve lidar e se posicionar? Quem é o adversário a ser enfrentado – pessoas ou ideias? Isso é o que procuraremos tratar neste artigo.

Desde já é preciso deixar claro que não há espaço para o confronto de pessoas, porém, o confronto de ideias é sempre válido e necessário, e isso precisa acontecer sempre com muita tranquilidade e respeito!

1. Os termos “Esquerda” e “Direita”

São termos que originalmente (há cerca de 231 anos) identificaram posicionamentos diferentes. “Os termos “esquerda” e “direita” apareceram durante a Revolução Francesa, de 1789, e o subsequente Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei à direita do presidente e simpatizantes da revolução à sua esquerda.”[2] Portanto, os que estavam à direita apoiavam a autoridade real (o imperador) e os que estavam à esquerda, defendiam os representantes do povo. Assim, a direita passou identificar aqueles que defendem o status quo (ordem socioeconômica vigente), conservando as supostas desigualdades e privilégios sociais; enquanto a esquerda os que questionam o status quo e supostamente defendem uma sociedade mais justa e igualitária.

Na prática, atualmente, esses termos servem apenas de um rótulo, de uma forma reduzida e facilitadora para designar duas ideologias antagônicas e imperfeitas – capitalismo e socialismo – que de alguma forma pressionam-se mutuamente e, talvez, favoreçam a busca do equilíbrio social. Os extremos, isto é, tanto a tirania do capital quanto a ditadura do proletariado são danosas e não contribuem para uma sociedade justa e igualitária. Na verdade, esse assunto é demasiadamente complexo, pois tem como pivô o ser humano falível, imperfeito, egoísta e pecador. Como alcançar uma sociedade ideal se a sua base – o ser humano – tem uma natureza má e corrompida pelo pecado? Numa sociedade plural e diversa como conciliar tantos interesses, sensos (individuais e dos seus grupos de afinidade) de certo e errado tão variados, princípios e conceitos éticos lastreados em tantas religiões e filosofias de vida? O desafio é permanente e, provavelmente, insuperável.

2. O fiasco da Esquerda

Vale prestar atenção ao que diz o historiador e doutor em história da igreja Alderi Souza de Matos: “Mais de um século depois (da Revolução Francesa), graças a outra revolução, desta vez na Rússia, a esquerda veio a ser identificada com o comunismo ou socialismo, em sua luta contra o capital e em defesa dos trabalhadores. Essa ideologia tinha algumas características distintivas:

– otimismo quanto ao ser humano, ou seja , o homem como um ser naturalmente bom;

– racionalismo utópico – crença na capacidade da razão para construir uma sociedade ideal;

– determinismo histórico – a história é condicionada por forças econômicas e evolui inexoravelmente para um fim;

– igualitarismo e socialismo – luta pela eliminação das distinções sociais e da propriedade privada, almejando uma sociedade sem classes.

O século 20 testemunhou o fracasso do ´sinistro` experimento socialista, gerador que foi de um grande número de mazelas: ditaduras cruéis e opressoras, novas formas de elitismo e concentração de riquezas, estatismo, burocracia e corrupção, ineficiência administrativa, violação extensiva dos direitos humanos, práticas antidemocráticas (partido único, ausência de eleições, supressão de liberdades públicas). Isso sem contar os horrendos crimes contra a vida praticados na União Soviética, na China, no Camboja, na Coreia do Norte, em Cuba e outros países. Apesar dessas distorções em fracassos clamorosos , muitas pessoas continuam fascinadas pela esquerda com suas propostas socializantes .” [3]

Por outro lado, uma direita que esteja focada na defesa intransigente do capital e dos empresários, insensível às necessidades do povo e à redução das desigualdades sociais, acomodada com o desfrute de privilégios adquiridos de forma ilícita e a exploração dos desfavorecidos, em nada contribui para a melhoria da sociedade.   

3. Cristianismo versus Socialismo/Comunismo

Muitos intelectuais, acadêmicos e artistas em todo o mundo parecem se identificar e defender a ideologia de esquerda, associada a uma linha progressista de usos e costumes. São estes formadores de opinião que têm investido maciçamente para mudar a educação e a cultura vigentes, pois assim conseguiriam mudar os valores da sociedade e por extensão a política. É o que se conhece como marxismo cultural, segundo a visão do filósofo, Antonio Gramsci (1891-1937), que fez uma releitura das ideias de Karl Marx e formulou um marxismo diferente do “original”. É preciso interromper essa escalada de desconstrução da herança judaico-cristã nos países de maioria cristã. Os cristãos precisam estar vigilantes, entendendo que Cristianismo ou Fé Cristã é inconciliável com a Esquerda/Socialismo/Comunismo. Por exemplo:

A cosmovisão cristã tem uma forma própria e autêntica de amar o próximo e compartilhar bens espirituais e materiais, baseada na síntese que Jesus fez da Lei – Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

O comunismo defende o ateísmo, é materialista e persegue os cristãos bem como aqueles que dele discordam.

O compartilhamento de bens na igreja primitiva (Atos 4 e 5) nada tem a ver com a ideologia socialista/comunista. O que ali aconteceu foi tão somente o exercício prático e voluntário do amor fraternal num contexto muito específico de perseguições e dificuldades. Aquela experiência não se transformou em doutrina para a igreja nas epístolas do Novo Testamento.

O comunismo ignora o direito de propriedade individual, cerceia a liberdade e dita suas próprias regras decorrentes de um autoritarismo de raiz.

A Fé Cristã crê que o homem é pecador por natureza e somente o novo nascimento gerado pelo Espírito Santo pode transformar o seu ser e, em decorrência, o seu entorno.

O comunismo difunde a falsa crença de um ser humano bom e atribui todo o mal às estruturas econômicas capitalistas. Pretende impor a ideia de uma sociedade melhor pela coerção governamental, sem a transformação interior

4. Um exemplo real das consequências das duas ideologias

A comparação é interessante e oferece certo respaldo lógico considerando tratar-se de uma mesma região e de um mesmo povo dividido e separado geograficamente e ideologicamente. Se fosse usado como exemplo a Alemanha Ocidental e a Oriental, antes da reunificação, os resultados não seriam muito diferentes. Enfim, as informações e os números abaixo falam por si mesmos.

COREIA

História: Em 1910, a Coreia foi anexada pelo Império do Japão. Em 1945, após a rendição japonesa no final da Segunda Guerra Mundial, a Coreia foi dividida em duas zonas, com o norte ocupado pela União Soviética e o sul ocupado pelos Estados Unidos.

COREIA DO NORTE COREIA DO SUL
Ocupação (1945): União Soviética (comunismo)Ocupação (1945): Estados Unidos (capitalismo)
Governo: República popular totalitária socialista (Ditadura Stalinista Totalitária)Governo: República presidencialista (Democracia Multipartidária)
Religião: Irreligião (64,31%)Religião: Cristã (43,1%)
Área: 120.540 Km2Área: 100.339 Km2
População (2016): 25.368.620População (2017): 51.446.201
Densidade (2016): 198,3 hab./ Km2Densidade (2017): 507 hab./ Km2
PIB (Nominal – 2011): US$ 12,4 bilhões Per capita (2011): US$506,00PIB (Nominal – 2014): US$ 1,449 trilhão Per capita (2014): US$28.738,00
IDH (2014): 0,564 (médio)IDH (2018): 0,906 (muito alto)
O Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC), liderado por um membro da família governante, detém o poder e lidera a Frente Democrática para a Reunificação da Pátria, da qual todos os oficiais políticos são obrigados a ser membros.Desde o estabelecimento da república moderna em 1948, a Coreia do Sul debateu-se com sequelas de conflitos bélicos, como a Guerra da Coreia (1950-1953), e décadas de governos autoritários. Apesar de ser oficialmente uma democracia de estilo ocidental desde a fundação da república, as eleições presidenciais sofreram grandes irregularidades que só terminaram em 1987, quando ocorreram as primeiras eleições diretas e o país passou a ser considerado como uma democracia multipartidária.
Os meios de produção são de propriedade do Estado através de empresas estatais e fazendas coletivizadas.Sua economia tem crescido rapidamente desde a década de 1950. Hoje em dia, é a 13ª maior economia do mundo (por PIB PPA).
A maioria dos serviços, como saúde, educação, habitação e produção de alimentos, também é subsidiada ou financiada pelo Estado.Se encontra entre os países mais avançados tecnologicamente e um dos melhores em comunicações; é o terceiro país com o maior número de usuários de Internet de banda larga entre os países-membros da OCDE.
O país segue a política Songun, ou “militares em primeiro lugar”, com um total de 9.495.000 de pessoas entre soldados ativos, na reserva e paramilitares.Um dos líderes globais na produção de aparelhos eletrônicos, como dispositivos semicondutores e telefones celulares.
Várias organizações internacionais avaliam que graves violações de direitos humanos na Coreia do Norte são comuns e tão severas que não têm paralelo no mundo contemporâneo.Conta com uma das infraestruturas mais avançadas do mundo.
De 1994 a 1998, a Coreia do Norte sofreu uma crise de fome que resultou na morte de milhares de pessoas (entre 240 mil e 420 mil norte-coreanos), sendo que a população continua a sofrer de desnutrição.É o líder da indústria de construção naval, encabeçada por companhias proeminentes, entre elas a Hyundai Heavy Industries.

Fonte: Wikipédia

5. O que fazer diante do cenário político? Como votar?

Cada vez se torna mais difícil escolher candidatos ao legislativo e ao executivo. Torna-se mandatório conhecer um pouco sobre a competência, a ética e a ideologia dos candidatos. Também não basta analisar o candidato, há que se conhecer um pouco do seu partido; da sua ideologia e das suas bandeiras partidárias.

a) Quanto ao candidato, o cristão não tem muitas opções:

Os melhores: são aqueles com alta, média ou baixa competência para o bem.

OPÇÃOCOMPETÊNCIA PESSOALÉTICAIDEOLOGIA
AltaConfiávelConservadora
MédiaConfiávelConservadora
BaixaConfiávelConservadora

Os piores: são aqueles com alta, média ou baixa competência para o mal.

OPÇÃOCOMPETÊNCIA PESSOALÉTICAIDEOLOGIA
AltaNão ConfiávelProgressista
MédiaNão ConfiávelProgressista
BaixaNão ConfiávelProgressista

Vejam que no raciocínio aqui exposto sugere-se que, por exemplo, é extremamente melhor eleger um governante com inteligência mediana (que pode se cercar de auxiliares competentes), porém confiável (honesto) e de princípios conservadores, do que um governante superdotado intelectualmente, não confiável (ou corrupto) e de princípios progressistas, pois este último desviará os recursos públicos e investirá no desmonte dos valores judaico-cristãos.  Entenda-se aqui como conservador aquele que defende princípios e valores éticos, morais e sociais legados por incontáveis gerações, tais como o direito à vida, a liberdade, às crenças religiosas e a propriedade individual; a preservação da família tradicional. Apoia o progresso tecnológico e da ciência, com a modernização, desde que não conflita com seus princípios e valores. Jamais se abale quando os progressistas rotularem tudo isso de “retrocesso”!

b) Quanto ao partido, o cristão precisa ficar atento às suas bandeiras falaciosas/oportunistas/populistas e às de cunho progressistas, como por exemplo:

– Falsa defesa dos pobres, dos trabalhadores e da redução das desigualdades, apenas como pretexto para receber voto (chavão populista).
– Desconstrução da família e do direito de propriedade.
– Falsa preocupação com a preservação do meio ambiente (chavão populista).
– Defesa irracional das minorias (sem a consistente argumentação lógica e humana).
– Legalização do aborto.
– Descriminalização das drogas.
– Defesa irracional da igualdade de gênero (sem a consistente argumentação lógica e humana).
– Desconstrução da heteronormatividade.
– Defesa da ideologia de gênero, agênero, gênero não-binário etc.

Conclusão

Mais importante do que identificar-se ou designar-se como sendo de esquerda, ou de centro, ou de direita é conhecer, apoiar e votar em candidatos e partidos que mais se aproximem dos princípios e da ética cristã e bíblica. Que a função e papel do Estado deve ser de regulação e não de produção de bens e serviços.

Vale trazer para reflexão aqui o que efetivamente tem valor para o desenvolvimento de uma sociedade. Sem dúvida, para nós cristãos, o temor a Deus vem em primeiro lugar. O segundo aspecto relevante é a manutenção de famílias estruturadas e saudáveis. Daí nossa permanente defesa da família tradicional e repúdio à desconstrução da heteronormatividade. Podemos citar como terceiro aspecto a educação. Muito precisa ser feito nesta área e não estamos falando necessariamente de investimento financeiro, principalmente aqui no Brasil. Cremos que é através da educação de qualidade, desde o início da infância,  que podemos mudar a situação de uma pessoa, da sua família e de toda a nação. É a educação que irá preparar o cidadão para a vida; abrir oportunidade para bons empregos, com melhores salários, reduzindo as desigualdades. Na década de 1970 o Estado oferecia um ensino público básico de boa qualidade, melhor do que a maioria das escolas particulares daquele tempo. Não se trata de algo que ouvi falar, mas de experiência vivida. Pertencendo a uma família de imigrantes de poucas posses, recém chegada ao Brasil trazendo apenas uma vaga de emprego na bagagem, frequentei estabelecimento público no antigo primário, ginásio e escola técnica (hoje denominados de ensino fundamental e médio). Depois, trabalhando de dia e estudando à noite, paguei meu curso superior em escola particular e, assim, pude ter acesso a melhores condições no mercado de trabalho.  Infelizmente, no decorrer do tempo essa qualidade da escola pública caiu muito e as consequências estão aí. É preciso reverter essa situação se quisermos um país melhor, mais justo e mais igual. É preciso investir na formação do cidadão para o trabalho e parar de ficar enchendo a cabeça dele de ideologias marxistas e ligadas à sexualidade. Isso não só melhorará o nível funcional de todos os setores de produção e serviço, bem como o nível dos nossos representantes, principalmente no executivo e legislativo. É preciso romper com essa cultura do assistencialismo permanente e paternalismo do governo, promovendo a dignidade cidadã.

Que Deus nos ajude, pois a perseguição aos cristãos evangélicos vai aumentar em todo o mundo! “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.” (Mt 24.9)


[1] Keynesianismo: conjunto das teorias e medidas propostas pelo economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) e seus seguidores, que defendiam, dentro dos parâmetros do mercado livre capitalista, a necessidade de uma forte intervenção econômica do Estado com o objetivo principal de garantir o pleno emprego e manter o controle da inflação.

[2] Wikipédia

[3] Revista Ultimato – Nº 338 – Setembro-Outubro/2012


LEITURA ADICIONAL

“Para um entendimento mais aprofundado do significado do conceito ‘ser de direita’, proponho um raciocínio inicial para definir o polo oposto, isto é, ‘ser de esquerda’ ou ser comunista. Gostaria de fazer uma firme declaração de princípio político, que julgo fundamental para evitar quaisquer mal-entendidos quanto às minhas argumentações. Me declaro um anticomunista convicto, não somente em função da sua fundamentação filosófica ou ideológica, mas sobretudo por suas ações práticas.
Poderia apenas dizer que é um regime que não apenas oprime e persegue os cristãos, mas que proíbe a prática religiosa. Isto seria o suficiente para o meu posicionamento, mas como estamos em Grupo, onde pretende-se aprofundar a discussão sobre temas políticos, gostaria de enumerar, de forma sintética, pelo menos dez motivos que fundamentam esta minha declaração:
(i) Liberdade Religiosa – regime que não somente proíbe a prática, mas que persegue e oprime.
(ii) Direito de Propriedade – não reconhece o direito individual de propriedade e ao governo pertencem todas as propriedades da nação.
(iii) Iniciativa Privada – concentra no estado todos os serviços e meios de produção, não permitindo a livre iniciativa na condução da economia, matando a competitividade, a competência, o mérito e a produtividade.
(iv) Controle Comunitário – exerce o controle absoluto sobre toda a vida comunitária, como distribuição de residências, de terras, de empregos, de cargos e tudo o mais, a seu critério, gerando uma casta de privilegiados e corrupção.
(v) Ditadura – exerce o controle do país através do parlamento controlado pelo poder central, com decisões centradas em um governo ditatorial, mantendo o poder de forma autoritária, com base no medo e tortura.
(vi) Partido Único – monopoliza o pensamento através da centralidade do partido único, controlado pelo poder dominante;
(vii) Liberdade de Expressão – controla todas os meios de comunicação, divulgando apenas o que interessa ao regime.
(viii) Liberdades Individuais – são abolidas e os indivíduos são tratados em função dos interesses do Estado e não de uma justiça verdadeira.
(ix) Manipulação da Justiça – elaboração de leis, visando a concentração da justiça na mão do governo, sem independência dos poderes e sem julgamentos justos;
(x) Internacionalização do Modelo – exportação do modelo para outras nações, levando grandes instabilidades para os povos e a paz do mundo.
Por isto e muito mais, é que reafirmo minha declaração de, racionalmente, me declarar um anticomunista.” (Guaraci Sathler)

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Veja também:
Igreja e Política – Mídia Tendenciosa
Igreja e Política – Pronunciar-se ou Silenciar-se?
Cristão e Política