Entrar com o pé direito🦶

A expressão “entrar com o pé direito” tem origem muito antiga, ligada a crenças religiosas, simbólicas e culturais do mundo antigo, e não nasce propriamente da Bíblia, embora dialogue fortemente com o simbolismo bíblico da direita.

1. ORIGEM DA EXPRESSÃO

a) Origem no mundo antigo (grego e romano)

Na Antiguidade clássica, especialmente entre gregos e romanos, havia a crença de que:
O lado direito era favorável, promissor e benéfico.
O lado esquerdo era associado ao azar, mau presságio ou perigo.

Os romanos usavam o termo dexter (direito) para indicar habilidade, sorte e bom presságio, enquanto sinister (esquerdo) passou a carregar o sentido de ameaçador ou negativo – origem direta da palavra “sinistro”.

✅Assim, começar algo com o pé direito significava iniciar sob bons presságios.

b) Práticas rituais e supersticiosas

Era comum, em rituais pagãos e costumes sociais:
Entrar em casas, templos ou ambientes importantes com o pé direito primeiro.
Levantar-se da cama com o pé direito.
Iniciar viagens ou cerimônias com gestos à direita.

🍀Essas práticas tinham o objetivo de invocar sorte, proteção e sucesso.

c) Diálogo com o simbolismo bíblico

Embora a expressão seja cultural, ela se harmoniza com a exposição bíblica, na qual:
A direita simboliza força, honra, autoridade e bênção.
A mão direita de Deus é o instrumento do agir salvador.
Estar à direita indica aprovação e favor divino (Sl 110.1; Mt 25.34).

Assim, mesmo sem origem bíblica direta, o uso popular foi facilmente assimilado em sociedades de tradição cristã, pois a Bíblia reforça o valor simbólico da direita como lugar de bênção.

d) Chegada ao português

A expressão chegou ao idioma português por influência do latim vulgar e das culturas europeias, especialmente ibéricas, mantendo o sentido original:

🍀 “Entrar com o pé direito” significa: começar bem, com sorte, sucesso ou boa expectativa.

e) Síntese da expressão

AspectoExplicação
OrigemMundo greco-romano
Base culturalSuperstição e simbolismo
DireitaSorte, honra, favor
EsquerdaMau presságio
Relação bíblicaConvergência simbólica, não origem
Sentido atualBom começo, êxito inicial

Enfim, é claro que o cristão verdadeiro não segue superstições e crendices humanas, mas se orienta pela Palavra de Deus: “Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles;” (At 14.15)

E, como e quando surgiram as designações político-ideológicas de DIREITA e ESQUERDA, no mundo?

2. DESIGNAÇÃO POLÍTICO-IDEOLÓGICA

As designações político-ideológicas “Direita” e “Esquerda” surgiram de forma histórica, concreta e relativamente recente, ligadas a um evento específico: a Revolução Francesa, no final do século XVIII.

Os termos “Esquerda” e “Direita” são termos que originalmente identificaram posicionamentos diferentes. “Os termos ´esquerda` e ´direita` apareceram durante a Revolução Francesa, de 1789, e o subsequente Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei à direita do presidente e simpatizantes da revolução à sua esquerda.”[1]

a) A divisão espacial no plenário no salão da Assembleia

🔵 À direita do presidente da Assembleia:

Sentavam-se os defensores da monarquia, ainda que constitucional.
Apoiadores da Igreja, da tradição e da ordem social herdada.
Favoráveis à manutenção de hierarquias sociais.

Esse grupo passou a ser chamado de Direita.

🔴 À esquerda do presidente:

Sentavam-se os revolucionários mais radicais.
Defensores de reformas profundas.
Críticos da monarquia, dos privilégios e do poder da Igreja.

Esse grupo passou a ser chamado de Esquerda.

⚠️ Importante: não foi uma teoria, mas um arranjo físico casual que gerou os dois termos.

Portanto, os que estavam à direita apoiavam a autoridade real (o imperador) e os que estavam à esquerda, defendiam os representantes do povo. Assim, na teoria, a direita passou identificar aqueles que defendem o status quo (ordem socioeconômica vigente), conservando as supostas desigualdades e privilégios sociais; enquanto a esquerda os que questionam o status quo e supostamente defendem uma sociedade mais justa e igualitária.

Com o tempo, os termos deixaram de ser apenas espaciais e passaram a designar posições políticas e ideológicas estáveis.

b) Consolidação e expansão para o mundo

Direita (sentido clássico)
⊳  Defesa da tradição.
⊳  Valorização da ordem, da autoridade e das instituições históricas.
⊳  Ceticismo quanto a mudanças rápidas.
⊳  Proteção da propriedade privada.

Esquerda (sentido clássico)
Defesa da igualdade social.
Crítica a hierarquias tradicionais.
Promoção de reformas ou rupturas.
Valorização do papel do Estado como agente de justiça social.

Durante o século XIX:
Os termos se espalharam pela Europa.
Foram incorporados aos debates sobre liberalismo, socialismo e conservadorismo.

No século XX:
Passaram a identificar blocos ideológicos globais:

  • Capitalismo × Socialismo.
    • Liberalismo econômico × Estatismo.
    • Conservadorismo × Progressismo.

Cada país adaptou os termos à sua própria realidade.

Na prática, atualmente, esses termos servem apenas de um rótulo, de uma forma reduzida e facilitadora para designar duas ideologias antagônicas e imperfeitas – capitalismo e socialismo – que de alguma forma pressionam-se mutuamente e, talvez, favoreçam a busca do equilíbrio social. Os extremos, isto é, tanto a tirania do capital quanto a ditadura do proletariado são danosas e não contribuem para uma sociedade justa e igualitária.

Na verdade, esse assunto é demasiadamente complexo, pois tem como pivô o ser humano falível, imperfeito, egoísta e pecador. Como alcançar uma sociedade ideal se a sua base – o ser humano – tem uma natureza má e corrompida pelo pecado? Numa sociedade plural e diversa, como conciliar tantos interesses, sensos (individuais e dos seus grupos de afinidade) de certo e errado tão variados, princípios e conceitos éticos lastreados em tantas religiões e filosofias de vida? O desafio é permanente e, provavelmente, insuperável.

É profundamente lamentável o cenário no qual vivemos atualmente, especialmente no Brasil. Sob o discurso recorrente de uma suposta defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito, certas autoridades vêm adotando, de forma reiterada, práticas que se aproximam perigosamente da tirania e da imposição de um pensamento único. Aqueles que ousam divergir são frequentemente perseguidos, censurados ou silenciados. Paradoxalmente, quanto mais se invoca a palavra “democracia”, mais se observa o distanciamento da Constituição Federal, a criação arbitrária de regras e a perseguição sistemática de opositores políticos.

A esse quadro sombrio soma-se uma imprensa maculada que, para muitos, perdeu credibilidade e independência. Movida por interesses oportunistas e por benefícios concedidos pelo poder estatal, deixa de cumprir seu papel essencial de informar com responsabilidade, expor os fatos com isenção e defender a verdade; passando a atuar, não raras vezes, como instrumento de narrativas convenientes ao poder ou ao sistema dominante.

Não se pode ignorar, ainda, a atuação de políticos marcados pela corrupção, pela mentira e pelo apego a privilégios sustentados pelo sacrifício do contribuinte. Alguns defendem abertamente regimes autoritários, ao mesmo tempo em que manipulam a população com programas assistencialistas e discursos que se dizem voltados aos pobres e às minorias, quando, na realidade, buscam apenas comprar apoio político e perpetuar-se no poder. Outros negociam seus votos e suas convicções de forma inescrupulosa, em troca de vantagens pessoais, demonstrando total desprezo pelo bem comum, pela ética pública e pela responsabilidade que lhes foi confiada pelo povo.

Diante de tudo isso, resta-nos clamar para que Deus nos conceda discernimento na escolha de nossos representantes e nos fortaleça para resistir a um sistema dominante, opressor e desalinhado com os valores da justiça, da liberdade e da verdade – um sistema que penaliza cidadãos honestos, empreendedores, trabalhadores e geradores de empregos, os quais, com seus impostos e esforços, sustentam a nação.

Especialmente em ano eleitoral, é necessário lembrar alguns princípios importantes:

🏛️A Igreja não faz nem promove militância político-partidária. Sua missão é espiritual, pastoral e formadora de consciência; não eleitoral.

🏛️A Igreja não idolatra candidatos ou partidos, mas pode – e deve – apoiar aqueles com princípios, valores e propostas que mais se aproximem daqueles que a norteiam à luz da fé cristã.

🏛️A Igreja defende a liberdade de opinião, com responsabilidade; a vida em todas as suas fases; a família segundo os valores bíblicos; e, a obediência às autoridades constituídas, desde que tal obediência não viole a fé, a consciência e a Palavra de Deus.

🏛️A Igreja ora pelas autoridades constituídas, para que Deus transforme corações endurecidos em corações sensíveis à justiça, à verdade e ao compromisso com o bem comum; ou, para que, segundo a sua soberana vontade, sejam removidos da vida pública.

✝️O cristão não pode ser um “isentão”, nem um alienado político, pois é no campo da política que se definem os rumos da sociedade, as leis que regulam a vida em comum e os limites do que é permitido ou proibido.

✝️O cristão não vota nem apoia candidatos corruptos, mentirosos ou desonestos, pois isso contradiz os valores do Evangelho.

✝️O cristão não se deixa seduzir por discursos fantasiosos, por promessas fáceis ou por candidatos que encantam com palavras (“encantadores de serpentes”), mas entregam destruição, injustiça e frustração.

✝️O Cristão não flerta com o socialismo-comunismo, mas rejeita ideologias nefastas que atentam contra a fé e a liberdade religiosa, incluindo sistemas que historicamente perseguem, censuram e matam cristãos, suprimindo direitos fundamentais e a dignidade humana.

Que Deus nos ajude!


[1] Wikipédia

Inferno Nacional

“A historinha abaixo transcrita surgiu no folclore de Belo Horizonte e foi contada lá, numa versão política. Não é o nosso caso. Vai contada aqui no seu mais puro estilo folclórico, sem maiores rodeios.

Diz que era uma vez um camarada que abotoou o paletó. Ao morrer nem conversou: foi direto para o Inferno. Em lá chegando, pediu audiência a Satanás e perguntou:

― Qual é o lance aqui?

Satanás explicou que o Inferno estava dividido em diversos departamentos, cada um administrado por um país, mas o falecido não precisava ficar no departamento administrado pelo seu país de origem. Podia ficar no departamento do país que escolhesse. Ele agradeceu muito e disse a Satanás que ia dar uma voltinha para escolher o seu departamento.

Está claro que saiu do gabinete do Diabo e foi logo para o Departamento dos Estados Unidos, achando que lá devia ser mais organizado o inferninho que lhe caberia para toda a eternidade. Entrou no Departamento dos Estados Unidos e perguntou como era o regime.

― Quinhentas chibatadas pela manhã, depois passar duas horas num forno de 200 graus. Na parte da tarde: ficar numa geladeira de 100 graus abaixo de zero até às três horas, e voltar ao forno de 200 graus.

O falecido ficou besta e tratou de cair fora, em busca de um departamento menos rigoroso. Esteve no da Rússia, no do Japão, no da França, mas era tudo a mesma coisa. Foi aí que lhe informaram que tudo era igual: a divisão em departamentos era apenas para facilitar o serviço no Inferno, mas em todo lugar o regime era o mesmo: quinhentas chibatadas pela manhã, forno de 200 graus durante o dia e geladeira de 100 graus abaixo de zero, pela tarde.

O falecido já caminhava desconsolado por uma rua infernal, quando viu um departamento escrito na porta: Brasil. E notou que a fila à entrada era maior do que a dos outros departamentos. Pensou com suas chaminhas: “Aqui tem peixe por debaixo do angu.” Entrou na fila e começou a chatear o camarada da frente, perguntando por que a fila era maior e os enfileirados menos tristes. O camarada da frente fingia que não ouvia, mas ele tanto insistiu que o outro, com medo de chamarem a atenção, disse baixinho:

― Fica na moita e não espalha não. O forno daqui está quebrado e a geladeira anda meio enguiçada. Não dá mais de 35 graus por dia.

― E as quinhentas chibatadas? – perguntou o falecido.

― Ah… o sujeito encarregado desse serviço vem aqui de manhã, assina o ponto e cai fora.”

Crônica: Stanislaw Ponte Preta[1]


Considerações e moral da crônica:

Há cerca de meio século, no início da década de 1970, nos bancos escolares, tomei conhecimento dessa crônica, transcrita por Stanislaw (pseudônimo do escritor – 1923 a 1968), a partir de um folclore que circulava na sua época e que tem muito a nos dizer sobre o modo brasileiro de ser.

  • Eufemismo existencial

Logo no início do texto, Stanislaw, com seu extraordinário senso de humor, utiliza um eufemismo para atenuar ou suavizar a ideia chocante e desagradável de “morte” – “abotoou o paletó”. É assim, com eufemismos cotidianos, que um povo sofrido – o brasileiro – tenta levar com bom humor as agruras e injustiças da vida.

  • “Qual é o lance aqui?”

Não bastasse o inferno em vida, não dá para deixar de considerar o inferno pós morte. Assim, o brasileiro esperto, acostumado a se virar em qualquer situação, quer logo falar com que manda para saber o que está rolando no novo local, e decidir que jeito vai dar. A criatividade brasileira é grande, pena que frequentemente também utilizada para o mal, para levar vantagem pessoal em tudo.

  • Departamentos infernais

A primeira impressão do protagonista falecido deve ter sido boa: opção de vários departamentos ali no inferno e não precisava ficar no do seu país, no caso o do Brasil. Nenhuma surpresa quanto a sua decisão de ir logo ao departamento dos Estados Unidos. É aquela mentalidade tupiniquim de criticar o que é nosso e valorizar o importado, os outros países.

  • Frustração paradoxal

O nosso protagonista foi primeiro ao inferno dos EUA porque pensou que quanto maior a organização, maior seria sua comodidade. Porém, que decepção! O regime de castigo ali era severo e levado a sério. Ali a lei funcionava mesmo, não ficava só no papel. Muitos brasileiros têm milhões de elogios a países organizados, bem estruturados, sem roubo e sem furto. Entretanto, quando vão morar lá, não se adaptam. Se sentem muito engessados pela rigidez das leis e da justiça. Não percebem que é por isso mesmo que há mais segurança e tranquilidade para se viver. Querem usufruir do bem-estar social, mas não estão dispostos a pagar o preço de fazer a coisa certa. Para que servem as leis em países democráticos? Principalmente para promover justiça e paz social. Quando a justiça falha a sociedade entra em falência. É o que estamos vendo no Brasil.

  • Procura inútil

Depois de percorrer vários departamentos infernais ele descobriu que todos eram regidos pela mesma regra; o direito de opção era uma falácia. Sua procura era vã. Ficou desolado.

  • A ilusão do Inferno Brasileiro

O final da crônica deveria nos levar a uma boa reflexão.

– O patriotismo passou longe do falecido. Ele não foi atraído pela identificação na porta do departamento Brasil, mas pela fila maior do que a dos outros departamentos e pela expressão dos enfileirados.

– Ele pensou com os seus botões (chaminhas): “Aqui tem peixe por debaixo do angu.” Havia algo ali de diferente, que estava atraindo mais falecidos. Havia algo de valor escondido “por debaixo dos panos”. Como as pessoas moralmente mortas são atraídas por promessas fantasiosas, por propinas, por uma teta do governo.

– Na sua esperteza entrou logo na fila e insistiu com o sujeito da frente pra saber qual era o lance ali. Como todo esperto, o sujeito da frente fez que não era com ele, afinal, por que dividir com o outro a galinha dos ovos de ouro?

– Entretanto, quando surge a ameaça de ser descoberta a fraude, o esperto compartilha o mapa da mina.

– O inferno brasileiro atraia mais do que os outros por conta do desleixo da administração, pela ineficácia do servidor irresponsável. As leis não eram levadas a sério ali. Sem dúvida, uma crítica à realidade brasileira.

Moral da crônica:

Essa crônica pode revelar, metaforicamente, a realidade de um país repleto de riquezas naturais, porém, fadado a dar errado por favorecer os maus cidadãos, as autoridades públicas corruptas, as administrações públicas incompetentes, os que não se importam com os menos favorecidos, os que tão somente se empenham, de todas as formas ilícitas, para implantar uma ideologia socialista-comunista perversa e tirânica, que detém o progresso e suprime as liberdades das pessoas de bem.

O inferno socialista que alguns estão tentando implantar no Brasil, há muitos anos, não é esse sonho de consumo, igualitário e próspero, como eles anunciam e prometem. O inferno brasileiro da incompetência administrativa, do inchaço da máquina pública (de servidores públicos), do autoritarismo judicial, da corrupção desenfreada, da elevada carga tributária, não é tão atrativo como o da crônica. Pelo contrário, será igualzinho ao de Cuba, Venezuela etc.

Só nos resta lamentar o fato de que, sempre que o país dá um salto de qualidade, na sequência, sofre um revés dos pilantras de plantão.

“Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; … É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.” (2Ts 2.7, 11-12)

“Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.” (Sl 9.17)

Que Deus tenha misericórdia de nós!


[1] INFERNO NACIONAL (Crônica) – Stanislaw Ponte Preta | Silva, Antonio Jesus da; Rosa, José Ricardo da Silva; Leite, Roberto Augusto Soares. PORTUGUÊS INTERPRETAÇÃO – 3º VOL – Companhia Editora Nacional – 1970.

Uma eleição presidencial histórica

“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação;” (1Ts 5.8)

Como você chegou até aqui? Como eu cheguei até aqui? Não conheço a sua trajetória de vida, mas entendo estarmos colhendo hoje o que nossos antepassados, nossas famílias e nós mesmos plantamos. Uma frase veiculada na internet e atribuída a Jean Paul Sartre é: “O mais importante de tudo não é o que fizeram de você, mas o que você vai fazer, com o que fizeram de você!”. A partir de certo momento da vida, sua trajetória depende essencialmente de você mesmo e não adianta passar a vida inteira atribuindo a outros a culpa do seu eventual fracasso.

Quando olho para o meu momento presente, sinto que preciso agradecer imensamente a Deus por sua ação na vida de meus pais e na minha própria vida, já que fomos alcançados por sua graça e misericórdia e vivemos na sua dependência e sob sua orientação e proteção. Porém, isso não é tudo! Se por um lado dependemos de Deus, por outro lado somos reféns das nossas próprias condutas e escolhas. Não adianta querer fugir dessa responsabilidade individual. Não adianta culpar a Deus ou o diabo ou outras pessoas, o tempo todo. Mas, o que tudo isso tem a ver com a eleição presidencial que se aproxima? Tem tudo a ver sim, porque o meu e o seu futuro não depende apenas de nossas escolhas pessoais, em termos de estudar ou não, de consumir drogas ou não, de seguir determinada carreira profissional, de entrar ou de sair de determinada empresa, de namorar e casar com determinada pessoa, de ter filhos ou não etc.

Estamos diante de um cenário nacional/mundial extremamente preocupante e desfavorável ao exercício da fé cristã, à manutenção de princípios e valores conservadores, principalmente na pauta da família. Infelizmente, muitos chamados cristãos não estão se dando conta dessa avalanche progressista anticristã que está varrendo o planeta; de que a Europa há muito vive um pós-cristianismo ateísta; de que a pandemia da covid fez aflorar no mundo inteiro uma onda ditatorial e tirânica do pensamento único, que não permite espaço para opiniões diferentes. Isso nada tem a ver com a suposta teoria da conspiração, pelo contrário, são fatos verificáveis.

Nesses últimos quase quatro anos, o governo federal brasileiro tem tentado resistir a esse avanço maléfico e recebido todo o tipo de pressão e ataque da velha grande mídia, de grande parte da classe artística, de alguns banqueiros e grandes empreiteiros, enfim, do sistema carcomido pela corrupção e pelo “toma lá, dá cá”. Por mais que faça algo pelo povo, principalmente pelos mais pobres; por mais que tenha amarrado os tentáculos da corrupção, por mais que tenha secado as tetas dos sugadores do dinheiro público, nada disso é levado em conta. Atacam a estética do governante, a suposta quebra da liturgia do cargo e deixam de lado o conteúdo, as relevantes entregas em favor do bem público, os excelentes resultados econômicos e sociais alcançados em tão pouco tempo, em que pese todo um contexto desfavorável de crise hídrica, pandemia mundial, guerra etc.

As falsas narrativas em desfavor do governo são inacreditáveis e espalhadas internamente e mundo afora. Querem convencer internamente a população mais simples e fazê-la sonhar e sentir saudade de um passado próspero fantasioso que nunca existiu. Querem convencer a comunidade internacional que o presidente é um desastre. Tudo isso tem um aspecto espiritual que muitos ainda não perceberam. Há uma guerra espiritual em curso. Quando se ousou lançar o slogan “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” todas as hostes infernais se uniram para atacar um homem simples, honesto e patriota chamado Jair Messias Bolsonaro. Este é o improvável que Deus levantou da morte certa para colocar ordem na casa. Ele é a resposta de Deus para aquela grande manifestação apolítica de 2013, contra a corrupção; está lembrado? https://pauloraposocorreia.com.br/2013/06/28/manifestacao-sim-ofensa-nao/

Sim, estamos diante de uma eleição presidencial histórica que será um divisor de águas para a nação e seu povo. Tudo o que conquistamos com muito trabalho e suor está em risco. Não existe aqui qualquer intenção de amedrontar; pelo contrário, é para chamar a atenção do que essa onda socialista-comunista predatória está causando nos países à nossa volta. Ninguém se iluda, nada será como antes. Não entre nessa de que tanto faz um ou outro ganhar. Se o outro lado ganhar, com esse apoio mundial tirânico e progressista, anticristão, essa ideologia se manterá no poder, a qualquer preço, por décadas.  Sim, o voto da maioria determinará o futuro de todos.

Eu sempre respeitei e continuarei respeitando o arbítrio e opção de escolha política de cada um e não tenho o hábito de me manifestar publicamente a esse respeito – “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6.12). Entretanto, percebendo a gravidade do momento, me sinto no dever de me manifestar, pois o meu e o seu voto determinarão o meu futuro, que pode ser um futuro promissor, em continuidade ao que já vem acontecendo, ou um futuro que tenderá ao caos econômico e social, que afetará a todos nós, principalmente os pobres, os aposentados, os pequenos empregadores, sendo que os grandes empresários e empregadores têm sempre a opção de levarem seus negócios para outros países.

Quem se abstiver de votar, ou anular seu voto, ou votar em branco, ou votar no outro lado cometerá um grande erro, prejudicando a todos. Depois, não adianta dizer que não sabia. Está tudo muito claro. O outro lado está dizendo tudo o que vai fazer, mesmo que antes da eleição esteja mudando o discurso para ganhar o voto dos menos atentos. Você sabe que o jogo é desigual se o juiz torce por um dos lados. Você está assistindo o jogo e pode tirar suas próprias conclusões. As propagandas e acusações mentirosas do outro lado são impressionantes. A perseguição e censura aos apoiadores de um dos candidatos é implacável e célere. Não confie em promessas fantasiosas. Investimento em educação e muito trabalho será sempre uma boa receita para a autossuficiência financeira ou prosperidade. Tem sido assim na minha vida e na vida de muitos que, não nascendo num lar abastado, conseguiram vencer na vida.

Finalizamos conclamando a todos que analisem bem os fatos e dados concretos (disponíveis nos meios de comunicação confiáveis) sobre os dois candidatos. Perceba o momento crítico que estamos vivendo! Não se omita! Faça a escolha correta e ajude a outros a ficarem do lado da ordem e do progresso da nossa Pátria Amada Brasil. Deus é soberano, mas nós é que votamos. Jesus ressuscitou a Lázaro, mas foi necessário que as pessoas tirassem a pedra da entrada do túmulo. Davi teve que lançar a pedra para derrotar Golias. O Golias de hoje é o sistema não republicano e a pedra para derrotá-lo é o seu voto correto na urna!

“Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações.” (1Pe 4.7)

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;” (1Pe 5.8)

Continuemos firmes, orando e jejuando, clamando a Deus por um milagre que salve a nossa Pátria, nossas vidas e a de nossos descendentes.

“Nós, cristãos, estamos falando de política hoje, para não sermos proibidos de falar de Jesus amanhã!”

Que Deus nos ajude!


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Oração pela Pátria

Igreja e Política – Mídia Tendenciosa

Igreja e Política – Pronunciar-se ou Silenciar-se?

Cristão e Política

Cristão e Comunismo – Como conciliar?