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Família e Igreja


Relação entre a família humana e a família da fé

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus,….” (Mt 6.9)

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,” (Ef 2.19)

“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” (Gl 6.10)

Introdução          

Família é algo tão singular que se manifesta originalmente, de forma misteriosa, na Trindade; se reproduz na esfera dos seres humanos; e, também se expressa, de forma mística, na instituição Igreja: “Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra,” (Ef 3.14-15).

No sentido humano, não é qualquer agrupamento de pessoas que caracteriza uma família tradicional ou consanguínea, nos moldes instituídos por Deus. Ela começa com uma união (casamento, aliança) heterossexual, pois sem o concurso de um homem e de uma mulher, como se daria a reprodução e consequente preservação da espécie humana?

A própria Constituição Federal, no seu Artigo 226, estabelece a família como base da sociedade:

“§3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. §4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.”

A confissão de Fé de Westminster estabelece (Cap. XXIV):

“I. O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é licito ter mais de uma mulher nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo. (Ref. Gen. 2:24; Mat. 19:4-6; Rom. 7:3).  II. O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, e para impedir a impureza. (Ref. Gen. 2:18, e 9:1; Mal.2:15; I Cor. 7:2,9).”

É no convívio familiar do lar que se realiza a primeira socialização do ser humano. Além da família desfrutar do abrigo físico da casa, é no exercício dos seus papéis que os pais providenciam o suprimento das necessidades de todos os seus membros, provendo, ainda, para os filhos, proteção e educação para a vida, por meio da transmissão de valores éticos, morais e espirituais: “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos. Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos.” (Dt 11.18-19). Essa é a tarefa primeira e indelegável dos pais ou responsáveis. É certo que a igreja pode e deve contribuir na formação espiritual dos membros da família, bem como as instituições escolares na sua formação geral e profissional para a carreira.

A Trindade Santa nos provê o modelo e referência de pessoas relacionadas, não isoladas, que mantém comunhão e harmonia. Na oração do “Pai Nosso” Jesus estende o conceito de família, ampliando os seus limites, quando nos ensina que há um Pai Celestial comum e todos somos irmãos (Mt 6.9; 23.8). Em outra ocasião ele acrescenta: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.” (Mt 12.50). Nesta mesma linha, o apóstolo Paulo denomina a igreja como a “família da fé” (Gl 6.10) ou “família de Deus” (Ef 2.19).

Desenvolvimento              

Neste estudo, desenvolveremos o tema proposto, identificando e explicitando o que há de comum, ou a relação entre família humana e família da fé – a igreja. Vejamos, então, alguns desses elementos comuns:

1. Constituição (Formação)

Em se tratando de constituição ou formação, família e igreja tem muitos elementos comuns, sendo que mencionaremos apenas alguns:

1.1 Origem divina

A família origina-se na vontade soberana de Deus que percebeu que não era bom para o homem viver só (Gn 2.18; Mt 19.4). A igreja, também, origina-se na vontade soberana de Deus que se dispõe a entrar em aliança com o homem (2Co 5.19).

1.2 Separação efetiva

Tanto para a família quanto para a igreja se requer separação e renúncia. No caso da família é preciso cortar o “cordão umbilical” que nos liga à “placenta familiar”, para permitir a formação de uma nova “placenta familiar”. “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24). Igreja é ECCLESIA (lat.) ou EKKLESIA (gr.). “EK”, que significa “movimento para fora” e “KLESIA”, do verbo KALEO (gr.), chamar. Logo, “ekklesia” é a assembleia dos “chamados para fora” do sistema mundano que aí está, para viverem como filhos de Deus, na casa do Pai Celeste (Mt 10.37; 16.24).

1.3 União com exclusividade

A nova família se consuma na união do casal, pelo casamento: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24); “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mt 19.6). Tendo Cristo por cabeça, a igreja constitui-se um só corpo: “Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.” (Ef 4.4-6). A amizade do mundo constitui-se uma quebra dessa união com exclusividade e, consequentemente, provoca a inimizade de Deus (Tg 4.4).

1.4 Declarações e Promessas

Uma nova família se inicia com declarações e promessas feitas entre os cônjuges. Na cerimônia de casamento são feitas declarações de amor e promessas de companheirismo, apoio e cuidado: “– Prometes amá-la(lo), honrá-la(lo), consolá-la(lo) e cuidar dela(e), tanto na saúde como na enfermidade, na prosperidade e na escassez, e te conservares exclusivamente para ela(e)?”; “– SIM PROMETO!” Isso demanda fé e confiança de que a outra parte honrará as promessas feitas.

Em se tratando da igreja, há expressas manifestações de amor e promessas preciosas da parte de Deus que abrangem o tempo presente e o porvir. “Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna.” (Mc 10.29-30); “..Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”  (1Co 2.9). Ainda que possamos falhar, ele permanecerá fiel ao que prometeu e disposto a nos restaurar, se arrependidos, confessarmos os nossos pecados: “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” (2Tm 2.13).

1.5 Mudança de vida

Com o casamento e a formação de uma nova família muita coisa tem que mudar na vida dos cônjuges:

a) Nova identidade: além da mudança do estado civil dos cônjuges, normalmente, a nova família passa a ser identificada por um sobrenome comum.

b) Nova agenda: os cônjuges deixam de lado a “vida de solteiro” para dedicarem-se prioritariamente, um ao outro e à família. A declaração de Rute à sua sogra exemplifica bem o tipo de compromisso que deve haver entre marido e esposa no casamento (Rt 1.16-17).

c) Novo compromisso: o compromisso de caminhar juntos, em plena comunhão, sem segredos entre si, provendo o sustento e bem-estar um do outro, dedicando-se totalmente a fazer o outro feliz.

d) Novo sinal externo: o anel (aliança) no dedo anelar esquerdo torna visível, para memória dos pactuantes e para a sociedade, o compromisso assumido: “– Com este anel eu selo a minha aliança contigo, unindo a ti meu coração e minha vida, e te faço participante de todos os meus bens.”

Ao nos tornarmos seguidores de Cristo e membros da sua igreja, muita coisa tem que mudar em nosso estilo de vida:

a) Nova identidade: passamos a ser identificados com um nome comum, derivado do nome daquele a quem seguimos: cristão (At 11.26)

b) Nova agenda: que consiste em buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33), deixando para trás a “vida antiga” (2Co 5.17), para nos dedicarmos, prioritariamente, a Deus, à família sanguínea e à igreja, na sua missão.

c) Novo compromisso: o compromisso de caminharmos juntos, em plena comunhão com os irmãos na fé, provendo o sustento da igreja, dedicando-nos totalmente a fazer a vontade de Deus.

d) Novo sinal externo: A pública profissão de fé e o batismo são sinais externos iniciais de uma fé interna. Entretanto, o sinal externo permanente e relevante é o testemunho cristão, para os de dentro e os de fora da igreja. O exemplo de Jesus: “contudo, assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou.” (Jo 14.31a)

1.6 Celebração da Comunhão

Não há momento mais íntimo do que aquele da família reunida à mesa para a sua refeição cotidiana, trocando olhares e compartilhando suas vivências. No início da igreja os cristãos se reuniam para celebrar a comunhão com a festa do amor (ágape), juntamente com a Ceia do Senhor. Esse segundo rito observado pela igreja – A Ceia do Senhor – será sempre um momento de celebração da Nova Aliança, em memória do Senhor e da sua redenção no Calvário, até que ele volte, e de celebração da comunhão da família da fé.

1.7 Duração

Todo pacto ou aliança estabelece não só os benefícios decorrentes de seu cumprimento, como também as consequências negativas para a parte que não se mantiver fiel. O casamento que dá origem à família é para toda a vida – “Até que a morte os separe”: “Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher.” (1Co 7.10-11). Os membros da família e a sociedade têm colhido frutos amargos devido à quebra da aliança conjugal e consequente desestruturação familiar. A igreja está inserida num pacto ou aliança de Deus com seus remidos de duração eterna: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!” (Hb 13.20-21).

Vale lembrar que a família consanguínea está limitada e restrita a este mundo terreno e transitório: “Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.” (Mt 22.30). Já a família da fé, a igreja militante, transpõe essa dimensão terrena e se transforma na igreja triunfante, no outro lado da eternidade.

2. Reprodução (Crescimento)

“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn 1.28)

Sem reprodução a família humana se extingue na face da terra. Então, pode-se afirmar que esta é a missão primeira e básica da família. É fato que, por uma questão biológica de infertilidade e de esterilidade, nem todo casal consegue cumprir essa missão familiar. Obviamente, há outras razões e motivações que levam um casal a não gerar filhos; não cabe aqui apresentá-las ou discuti-las.

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt 28.19)

Sem reprodução espiritual, sem novos discípulos, a igreja se extingue na face da terra. Então, por analogia, pode-se afirmar que esta é a missão primeira e básica da igreja. É o que se denomina de Evangelismo e Missões. É fato que, por razões diversas, tais como – apostasia, conformismo com o mundo, pecado encoberto, falta de compromisso e empenho com sua missão – uma igreja não cresce ou não cresce, quantitativamente, como deveria.

3. Organização (Funcionamento)

Para uma família funcionar bem, há que ter governança e seus membros precisam desempenhar seus respectivos papéis. A bíblia não se omite e fornece muitos ensinamentos sobre o assunto. O Pr. Ariovaldo Ramos desdobra esses papéis pelos três princípios ou elementos basilares da família: Paternidade, Maternidade e “Filidade”, a saber:

PATERNIDADE (Pai): Provisão, Proteção e Direção.
MATERNIDADE (Mãe): Inspiração, Acolhimento, Consolo e Nutrição.
FILIDADE (Filho): Alinhamento, Obediência e Continuidade.

A sociedade secular pode até ter outra visão sobre o papel do homem e da mulher na liderança da família, o que não é de se estranhar porque ela não está alinhada com os padrões divinos expressos na bíblia: “porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo.” (Ef 5.23). Não importa que pensem que esse princípio bíblico seja machista, retrógrado e ultrapassado.

A paternidade na Família Igreja emerge, espiritualmente, de Deus-Pai; e flui, efetivamente, através dos seus líderes. Essa liderança visível da Igreja foi instituída por Deus para exercer as funções de provisão, proteção e direção; através de homens segundo o coração de Deus que, naturalmente, precisam contar com o auxílio indispensável das mulheres.

A maternidade na Família Igreja emerge, espiritualmente, de Deus-Espírito Santo; e flui, efetivamente, através do mesmo Espírito, derramado sobre todos os remidos do Senhor, pertencentes à Nova Aliança. Portanto, o Espírito Santo e a Palavra de Deus, além da regeneração e crescimento, produzem inspiração, acolhimento, consolo e nutrição.

A “filidade” na Família Igreja emerge, espiritualmente, através de Deus-Filho; e flui, efetivamente, pelos filhos de Deus, membros do corpo de Cristo. Jesus é o nosso exemplo e modelo de “filidade”, isto é, de alinhamento com o propósito e a vontade do Pai, obediência aos valores do Pai e continuidade da missão (1Pe 2.21).

4. Preservação (Sobrevivência)

Por último, vale lembrar que é tarefa dos pais cuidar e zelar, por eles mesmos e pelos filhos, no que diz respeito ao sustento e desenvolvimento intelectual, social e espiritual. Nesse estilo de vida pós-moderno, homem e mulher, precisam ser mais do que pais provedores. Quer pela necessidade de buscar recursos financeiros, quer pelo glamour de uma carreira tentadora, eles podem sonegar o precioso tempo e dedicação, tão necessários ao investimento na família, de modo a preservá-la. Esse estar junto, cuidando e zelando, inclui também o estabelecer limites e exercer a disciplina preventiva e corretiva.

“ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mt 28.20)

Assim como na família dinheiro não é tudo e não há a figura de cliente ou expectador, na igreja, o que se espera é o compromisso e participação de todos. O sacerdócio universal dos crentes não pode ser apenas retórica, um discurso vazio e utópico. A liderança da igreja jamais dará conta sozinha de tudo o que precisa ser feito e não pode descuidar da disciplina preventiva e corretiva (1Co 11.32). Somos um organismo vivo, constituído por muitos membros, sendo cada um chamado a desempenhar a sua função. É o Espírito Santo quem capacita a cada um, mas cabe à liderança espiritual da igreja ser instrumento facilitador para que toda essa engrenagem funcione bem (Ef 4.15-16). E, assim, cada um desempenhando o seu papel, como crente-servo e não como crente-cliente, estaremos contribuindo para a preservação e crescimento da igreja, sustentados, sobretudo, pelo Senhor da Igreja, “até à consumação do século”.

Conclusão:

Que Deus nos ajude a compreender essas semelhanças entre família e igreja, duas instituições que nasceram no coração de Deus. Que, entendendo o papel de cada parte, possamos ser bênção e receber as bênçãos, ao participar de ambas.

 

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Relacionamento sexual tem sequência e consequência

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Introdução

Chris é um ex-jogador de tênis irlandês, “pobre”, mas ligado nas artes, música e literatura, que deixa as turnês, muda-se para Londres e agora dá aulas do esporte em um clube de elite, frequentado pela alta sociedade britânica. Lá ele começa a dar aulas para Tom, de família muito rica, que logo vira seu amigo. Conversando com Chris, Tom descobre que ele gosta de ópera e o convida para assistir a uma apresentação, no camarote da família. Na noite dessa apresentação, Tom o apresenta para seus pais e para a sua irmã solteira, Chloe (Emily Mortimer). Ela se interessa por Chris e vai ao treino do irmão, com a intenção de se aproximar do rapaz. Tom passa a vez para a irmã e os dois jogam tênis. Terminado o treino, eles vão beber algo, para se refrescar, e conversam buscando se conhecerem melhor. Mais achegado à família da moça é convidado para ir à casa de campo deles, no domingo, quando haverá uma festa. Ali ele conhece a sensual noiva americana de Tom, Nola (Scarlett Johansson)(Tom e Nola estão morando juntos há 6 meses, mas ainda não se casaram) e começa a fazer um jogo duplo, dando em cima das duas: uma, simpática, boazinha e rica; a outra, linda, sensual e pobre. Cada uma tem parte do que ele deseja. Chloe leva Chris para conhecer alguns pontos da cidade. Numa dessas tardes, no cinema, ela declara seu amor por ele, se beijam e ela pergunta: “­– Vamos para a sua casa ou para a minha?”  Daí, foram para a casa dela e passaram a ter um relacionamento sexual ativo. Depois de algum tempo juntos, decidiram se “casar”. Já o outro casal, depois de algum tempo de relacionamento sexual ativo se separam, não “casaram”. Isso é somente uma breve sinopse do início do filme “Ponto Final” (Match Point) – 2005.

Já faz algum tempo que eu estava querendo escrever algo sobre inversão de sequência no relacionamento sexual. Fico muito à vontade para falar sobre o assunto e o faço com a autoridade das Escrituras Sagradas (Bíblia) e a autoridade da minha vivência pessoal. Pela graça de Deus fui fiel ao meu Senhor, me guardando puro para o casamento. O que se vê no relacionamento dos dois casais do filme acima referido, de um tempo para cá passou a ser extremamente comum nas produções da indústria cinematográfica, nas telenovelas e, na vida real. Sem dúvida demonstra uma mudança comportamental de grande parte da sociedade que perdeu a noção do que é, e da importância que tem, a instituição divina chamada casamento. Diante do apagão moral, de uma sociedade que abortou Deus do seu cotidiano, alguns diriam que isso é quase irrelevante diante da podridão moral, que cheira a enxofre, que se vê por aí. Não importa se há coisa pior. Deus sempre levanta uma voz profética para denunciar o pecado e alertar quanto às suas consequências.

Comum e Normal

Inicialmente, é importante destacar a diferença entre o que é comum e o que é normal. Há muitos costumes pecaminosos enraizados na sociedade e que se tornaram algo “comum”. Comum, por conta da sua alta incidência. É muito comum o relacionamento retratado no filme, como também é comum acontecerem furtos, assaltos, desrespeito no trânsito, atos de corrupção etc, na sociedade brasileira. Tudo isso é “comum”, mas não é “normal”! O que seria, então, normal? Numa visão conceitual mais ampla, seria normal tudo aquilo que, primeiramente, agrade a Deus, e, depois, promova o bem estar da sociedade.

A vida é feita de sequências

É sempre importante olhar para o mundo natural que nos cerca e perceber que a vida é feita de sequências. Planta-se uma árvore frutífera. No tempo certo ela dá o seu fruto. A fruta cresce, amadurece, é colhida e está no ponto para ser saboreada. Tem crente comendo fruta verde, fora de época, se remoendo com aquele sentimento de culpa. E, se não há sentimento de culpa, essa pessoa está com a consciência petrificada; o Espírito de Deus não tem liberdade em sua vida. Há uma história que ouvi contar bastante interessante. Um menino foi mexer na pereira do quintal da sua casa. Ao pegar uma pera quase madura, que vinha sendo acompanhada pelo pai, a fruta desprendeu-se em sua mão. Temeroso de ser castigado por isso, a criança prendeu a fruta no galho onde estava, com um barbante. O tempo foi passando e o pai estranhou que aquela pera começou a se estragar rapidamente. Ao verificar in loco o que estava acontecendo, descobriu a estratégia engenhosa e enganadora do filho. Tem crente fazendo aquilo que sabe que não deveria fazer e escondendo dos outros. Ainda que possa enganar as pessoas por algum tempo, não conseguirá fazê-lo por todo o tempo. Não demorará a “apodrecer rapidamente no pé”. Também não conseguirá esconder o seu pecado do onisciente e soberano Deus.

Namoro, Noivado, Casamento e Sexo

Não podemos esperar que pessoas não cristãs atendam à sequência natural e normal estabelecida por Deus (para crentes e não crentes) e expressa na bíblia: namoro, noivado, casamento e sexo! Entretanto, de cristãos, esperamos sim! Namoro é uma etapa importante e necessária de conhecimento mútuo, de relacionamento apenas afetivo. O casal precisa conversar muito para saber o que o outro pensa da vida e do futuro, para conhecer seu temperamento, já que o casamento é para toda a vida. A chamada PEGAÇÃO ou FICAR, infelizmente tornou-se muito comum entre os jovens solteiros, inclusive dentro das igrejas, que em vez disso, deveriam buscar e focar apenas aquela pessoa que Deus já separou para si. Isso é coisa desses tempos modernos e está fora dos propósitos de Deus. Noivado é a extensão do namoro, que expressa uma declaração de compromisso; um tempo normalmente curto para se planejar o casamento e a vida futura, a dois. Cuidado, noivado não é sinal verde para avançar para o relacionamento sexual! Lamentavelmente tem crente desprezando os absolutos de Deus! Estou me referindo a adolescentes, jovens e adultos. Desde o início dos tempos terrenos, a vontade de Deus foi declarada por ele mesmo e ratificada por Jesus, quatro mil anos depois, bem como pelos apóstolos: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24; comp. Mt 19.5; Ef 5.31). É fácil perceber que está tudo claramente explicitado aqui, neste versículo: a) O casamento implica numa relação heterossexual (pai e mãe, homem e mulher); b) O casamento é monogâmico e exclusivo (os dois); c) O casamento implica no deixar uma família para formar uma nova família (“deixa…” É um deixar geográfico, financeiro e emocional); d) O casamento torna homem e mulher uma só carne, o que se dá pelo ato sexual (não significa que cada cônjuge perca sua identidade). Na concepção divina e bíblica, não existe a possibilidade de se desvincular o ato sexual do casamento. Se o casal está mantendo relação sexual (morando juntos ou não), já consumou o casamento, mesmo que não tenha assinado qualquer papel. É bizarro esse negócio de dizer que vai se casar se já estão vivendo juntos. É como regar a grama debaixo de chuva. Na prática, vão apenas assumir publicamente ou legalmente (se houver registro em cartório) o casamento que já se consumou há algum tempo. Essa questão do ato sexual é tão séria, no que se refere a se tornar uma só carne, que o apóstolo Paulo acrescenta: “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne.” (1Co 6.15-16).

Relações sexuais ilícitas

Quem mantém relação sexual, fora do casamento, está em pecado! Sexo entre não casados é o pecado da FORNICAÇÃO, palavra que parece só existir nos dicionários e em algumas traduções da bíblia (At 15.29 – ARC) e significa “relações sexuais ilícitas” (At 15.20, 29; 21.25). Na Lei Mosaica, instituída por Deus para o povo de Israel, em casos de traição, a fornicação era punida com a morte, por apedrejamento, da traidora que não foi fiel ao seu compromisso, e do seu amante (Dt 22.23-24); em outros casos, o casamento era obrigatório e imediato (Dt 22.28-29). Falar em sexo pré-conjugal, extraconjugal e conjugal incomoda muita gente. Para estes, isso é coisa do passado, um tabu há muito ultrapassado, coisa chata e inconveniente. Eles argumentam que, sexo é sexo, independentemente das convenções da bíblia e da igreja, e é uma necessidade a ser satisfeita, como qualquer outra necessidade biológica, no momento em que surge. Ledo engano! Quem está em pecado quebrou a comunhão com Deus e perdeu sua proteção, pois Deus não tem compromisso com ímpios. Não está em condições de participar da Ceia do Senhor ou exercer qualquer cargo na igreja ou função na liturgia do culto, nem mesmo de orar, até que se arrependa, confesse e deixe o seu pecado. “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” (Is 59.2)

Quando a consciência acusa e bate aquele sentimento de culpa, não adianta querer racionalizar:

“– Vai ser meu marido/esposa mesmo, que mal tem?”
“– Antigamente era diferente, hoje os tempos são outros. Tem gente fazendo coisa muito pior.”
“– Test drive é válido sim! É melhor ver como é pra depois não se decepcionar e ter que se divorciar.”
“– Relacionamento sexual não precisa de papel assinado. Eu me sinto como se estivesse casado(a);” portanto, não estou em pecado.”

Não importa as desculpas que se elabore para tentar calar uma consciência de pecado. O fato é que casamento é uma aliança feita entre um homem e uma mulher, na presença da família e amigos, de preferência dando ciência à sociedade e, especialmente, diante de Deus, rogando as suas bênçãos, quando se lhe tem temor.

Conclusão

Finalmente, é importante que se acrescente:

  1. Quem cede, antes do casamento, está dando provas de que não tem caráter, nem fibra, para se manter fiel ao cônjuge após o casamento.
  2. Tudo o que é feito sob a aprovação de Deus é muito melhor!
  3. Vale a pena manter o compromisso diante de Deus de guardar-se para o casamento! É como diz o lema da Campanha para cristãos solteiros sobre sexualidade, relacionamentos e vida sentimental – “EU ESCOLHI ESPERAR”, cuja página oficial no Facebook tem mais de 3 milhões de curtidas. https://www.facebook.com/euescolhiesperar/

Leia também, neste Blog:

Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais

Os seis ciclos do casamento

Ciclos casamento

A vida é muito dinâmica. Ao longo da caminhada, novos cenários e contextos se apresentam a cada um de nós. Uma pessoa que vive até à velhice experimenta de perto o desafio e a tensão de ter que se adaptar às mudanças inerentes a cada uma das fases da vida. Num linguajar mais técnico os psicólogos chamam essas transições de fase de “crises de passagem”. Entender melhor essas fases e suas demandas, certamente nos ajudará a melhor vivenciá-las e seguir em frente.

Em certo momento ou fase da nossa existência o casamento e a vida conjugal se inserem em nossas vidas. De forma alguma a vida conjugal é algo estático e previsível. Assim como a vida é algo dinâmico, o casamento também tem seu dinamismo, os desafios de cada ciclo e contexto específico. Entender melhor esses ciclos, suas peculiaridades e demandas, contribuirá sobremaneira para o casal se preparar e vinvenciar cada momento, fortalecendo o relacionamento conjugal e familiar. Nosso propósito aqui é identificar, comentar alguns aspectos e apresentar algumas dicas e pontos críticos, inerentes às várias fases do casamento ou ciclos vitais da família. É claro que a duração sugerida para cada ciclo não é tão rígida assim; é somente uma estimativa. É claro que os seis ciclos apresentados abaixo não representam todas as situações possíveis. Um casal que nunca terá filhos é um dos cenários não tratados aqui.

1º CICLO: Casamento LOVE
Ciclo1Período: até 1 ano de casados, sem filhos.
Características dominantes:
• Romantismo / Lua de mel;
• Adaptação ao outro;
• Novo endereço;
• Assumindo responsabilidades (pagamento de contas, supermercado);
• Muita curtição na agenda.

Dificilmente as pessoas param para refletir sobre o contexto da sua vida conjugal em cada ciclo do seu casamento. Veja acima, por exemplo, as características dominantes neste primeiro ciclo. É um misto de encantamento, deslumbramento e paixão; com mudanças radicais e o assumir de responsabilidades, tais como: mudança de endereço; “perda” do convívio da família de origem; perda das mordomias (comida na mesa, roupa lavada, quarto arrumado etc etc); ter que pagar contas, fazer compras no supermercado, lavar louça etc etc. Para quem não participava da rotina doméstica é um grande desafio. E a adaptação à mudança do EU para o NÓS? Dar satisfação ao outro de onde vai, do que vai fazer; negociar a participação de cada um na rotina doméstica, o que fazer no final de semana, quando e onde passar as férias são algumas das novas obrigações dos cônjuges. É dureza avançar de fase quando um ou ambos os cônjuges não se dão conta dessas novas realidades; de que a vida de solteiro morreu!

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo e entendeu esse novo contexto, faça a sua parte e ajude o seu cônjuge a entender e cumprir a parte dele. Em sua multiforme sabedoria, Deus, sabendo desses grandes desafios, colocou na vida do casal um ingrediente compensador e motivador: o amor, a paixão, a atração e prazer sexual, o companheirismo, a cumplicidade, um belo projeto de vida a dois a ser desenvolvido!

Pontos críticos: a)Cônjuge não cortar o “cordão umbilical” da família de origem; b)Cônjuge se fixar apenas no lado prazeroso da vida conjugal e não assumir sua responsabilidade. c)Cônjuge não renunciar o EU, a favor do NÓS.

2º CICLO: Casamento BABY
Ciclo2Período: De 2 à 7 anos de casados, com filhos pequenos.
Características dominantes:
• Gente nova no pedaço;
• Restrição da liberdade;
• Mudança da rotina;
• Noites em claro;
• Interferência familiar;
• Da badalação à embolação;

Em cada ciclo do casamento há “perdas” e “ganhos”; aspectos “favoráveis” e “desfavoráveis”. Isso é bom demais porque equilibra as coisas. Com o passar do tempo a vida do casal tende a ficar rotineira e monótona. Para isso não acontecer é preciso ter criatividade e repensar a agenda, planejar passeios, desenvolver hobbies ou atividades etc. Entretanto, há uma coisa que muda radicalmente a vida de um casal, que acaba instantaneamente com toda a monotonia e tédio; o nascimento de um filho. Filho é herança bendita do Senhor, é a continuidade da vida, mas transforma completamente a rotina do casal. As crianças são dependentes em tudo e demandam muito a presença, o trabalho e a dedicação dos pais. A agenda externa, a badalação do ciclo “só love, só love” tem que ceder espaço para a agenda interna, senão embola o meio de campo. A carreira e profissão dos cônjuges passam a disputar espaço e atenção com este pequeno ser. É preciso negociar mais coisas: quem leva para a escola ou ao médico ou ou ou…..Neste ciclo, o casal precisa ter humildade para ouvir os conselhos dos pais e parentes, mas não permitir a interferência familiar no processo de criação dos filhos; a responsabilidade do casal é indelegável.

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo e entendeu esse novo contexto, faça os ajustes necessários na sua vida e rotina conjugal para desfrutar desse tão grande privilégio outorgado por Deus. Ele confiou a você um novo ser para você cuidar, educar e orientar. O trabalho adicional e adaptações necessárias não podem ofuscar o privilégio de tamanha bênção divina.

Pontos críticos: a)Cônjuge não assumir sua responsabilidade de pai ou mãe, sobrecarregando o outro cônjuge; b)Cônjuge se fixar apenas nos filhos, colocando o outro cônjuge em segundo plano; c)Cônjuges não renunciarem a badalação e terceirizarem a criação dos filhos. d)Cônjuges que não sabem colocar limites nos filhos e acabam sendo dominados por eles.

3º CICLO: Casamento JUNIOR
Ciclo3Período: De 8 à 15 anos de casados, com filhos pré e adolescentes.
Características dominantes:
• Tratando das influências externas sobre os filhos (amigos, escola etc);
• Respondendo aos porquês e questionamentos dos filhos;
• Lidando com a participação dos filhos na agenda do casal (férias, viagem etc);
• Muitas preocupações;
• Socorro!!! Precisamos de ajuda.

Ainda bem que os maiores desafios acontecem quando o casal está um pouco mais maduro e preparado. Se as crianças demandam muito “esforço físico”, os pré-adolescentes e adolescentes demandam dos pais mais “esforço intelectual”. Uma criança precisa ser bem mandada, já um adolescente quer entender os porquês, discutir, confrontar o que ele ouve lá fora com o que lhe é ensinado em casa, impor sua vontade, ocupar mais espaço na tomada de decisões da família etc etc. Sem perceber o tsunami de transformações internas (hormonais, mentais etc) e externas (físicas) nos filhos adolescentes, muitos pais se veem em aperto. Se no ciclo anterior você fez bem seu dever de casa, com muito amor, diálogo e orientação, este novo ciclo tem tudo para ser menos complicado. Qual o lado motivador deste ciclo? Sem dúvida é ver os filhos adolescentes ensaiando seus primeiros passos de autonomia, começando a esboçar traços de sua personalidade, alcançando suas primeiras vitórias nos novos desafios etc etc.

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo e entendeu esse novo contexto, procure perceber o que se passa com seu filho(a). Que ele veja nos pais não pessoas cerceadoras e insensíveis, mas sim, alguém que não corta as asas, mas orienta o voo. Adolescente tem muita energia e muito impulso pelo novo, pelo ainda não experimentado. É necessário demovê-los das loucuras e canalizar tanta energia para fins proveitosos.

Pontos críticos: a)Cônjuge não assumir sua responsabilidade de pai ou mãe, sobrecarregando o outro cônjuge; b)Cônjuge se fixar apenas nos filhos, colocando o outro cônjuge em segundo plano; c)Cônjuges que permitem os filhos assumir o comando da família. d)Cônjuges que se omitem na tarefa de esclarecer os questionamentos dos filhos; não dedicam tempo a eles.

4º CICLO: Casamento JOVEM
Ciclo4Período: De 16 à 25 anos de casados, com filhos jovens.
Características dominantes:
• Lidando com dependentes quase independentes;
• O programa a dois está de volta;
• De olho nos nossos pais;
• E os gastos aumentaram $$$$.

O tempo passa, a vida segue o seu curso, o casal passa a lidar com filhos jovens. O cenário é bem mais favorável para o casal incrementar mais sua agenda a dois. Afinal, os filhos já são quase independentes; sabem se virar sozinhos e têm agenda própria. Por outro lado, os pais do casal estão envelhecendo e é preciso ficar de olho neles, principalmente se já apresentam alguma enfermidade ou limitação. A situação só não é mais tranquila porque as demandas profissionais requerem muita atenção e dedicação. Os gastos familiares podem ainda ser elevados, no caso dos filhos ainda não estarem empregados.

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo, não se prenda por causa dos filhos jovens; aproveite a boa fase e incremente o programa a dois.

Pontos críticos: a)Cônjuge se fixar apenas nos filhos, colocando o outro cônjuge em segundo plano; b)Cônjuges que permitem os filhos assumir o comando da família. c)Cônjuges que desaprenderam a curtir e investir no outro cônjuge.

5º CICLO: Casamento SENIOR
Ciclo5Período: De 26 à 35 anos de casados, com filhos trabalhando, casando ou casados.
Características dominantes:
• Dividindo a atenção com pais, filhos e netos;
• Começando de novo;
• Enfim sós;
• Ninho vazio;
• Repensando o futuro;
• Devolvendo o que recebeu (atividade voluntária);
• Cuidando dos netos.

E agora que os filhos saíram de casa? Será que, neste caso, se aplica aquela máxima: “filhos criados, trabalho dobrado!” Creio que em alguns casos sim, em outros, não. Nunca podemos desconsiderar a lei da semeadura, aquela que diz que colhemos hoje o que semeamos no passado. Filhos bem criados normalmente dão mais alegria do que tristeza. Em qualquer dos casos, a preocupação dos pais com os filhos é sempre indelegável e constante. O “ninho vazio” nem sempre significa a liberação total do casal. Nesta fase é comum surgirem demandas como atender pais já idosos, filhos com dificuldades e netos que não têm onde ficar enquanto os pais trabalham.

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo, cuide bem daqueles com que você mantém laços familiares, mas não descuide jamais da vida a dois!

Pontos críticos: a)Cônjuge se fixar apenas nos pais ou filhos ou netos, colocando o outro cônjuge em segundo plano; b)Cônjuges que, ao se liberarem de tarefas com os filhos que seguiram seu caminho, não preencherem seu tempo com outras atividades úteis e motivadoras. c)Cônjuges que desaprenderam a curtir e investir no outro cônjuge.

6º CICLO: Casamento CONDOR
Ciclo6Período: Após 36 anos de casados, colhendo o que plantou.
Características dominantes:
• Pendurando as chuteiras;
• Sociedade com a farmácia;
• Viajando (livre para voar);
• Novos projetos;
• Recebendo carinho, cuidado e amparo;
• Recordar é viver.

Nesta fase do casamento é bem capaz da aposentadoria já ter chegado. Agora há mais tempo livre, ainda que a disposição não é a mesma do início do casamento. Por vezes, o cuidado com a saúde quase exige uma sociedade com a farmácia. O tempo livre precisa ser bem aproveitado. Novos projetos podem ser muito estimulantes, ótima terapia ocupacional, úteis a nós mesmos e ao nosso próximo. Se o saldo bancário permitir, viajar é muito revigorante. É tempo de continuar pagando a conta do trabalho que demos aos nossos pais, cuidando deles. Mas, também é tempo de receber o retorno, o carinho e amparo dos filhos e netos aos quais dedicamos parte dos nossos bons dias.

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo, aproveite bem cada minuto do seu tempo, pois ele se esvai, escapa por estre os seus dedos. Não entre nessa de adiar para amanhã, sonhos e projetos. Viva o hoje intensamente; aliás, faça isso em cada fase da sua vida individual ou conjugal.

Pontos críticos: a)Cônjuge se fixar apenas nos pais ou filhos ou netos, colocando o outro cônjuge em segundo plano; b)Cônjuges que, ao se liberarem de tarefas com os filhos que seguiram seu caminho, não preenchem seu tempo com outras atividades úteis e motivadoras. c)Cônjuges que desaprenderam a curtir e investir no outro cônjuge.

Conclusão:

Ciclo7Que bênção é poder vivenciar todos os ciclos do casamento. Cada um deles é uma aventura emocionante e necessária à continuidade da vida. Quem prestar bem atenção perceberá que há uma linda alternância e reciprocidade, do dar e do receber, ao longo da caminhada. No início da vida recebemos, no meio da vida doamos e, no final da vida, voltamos a receber. No que depender de você, faça essa viagem completa, percorra todos os ciclos, não se perca pelo caminho. O casamento instituído por Deus é como a vida, tem nascimento, infância, adolescência, juventude, vida adulta, velhice e morte. Seja feliz e faça outros felizes!

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras (você, seu cônjuge e Deus) não se rebenta com facilidade.” (Ec 4.9-12)

(Inspirado na temática do XIII Reencontro de Casais com Cristo, da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro – NOV/2009)

Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais

“Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades.” (At 17.21)

Não é de hoje que as novidades chamam tanto a atenção das pessoas! No primeiro século depois de Cristo já era assim. Estamos cercados de novidades por todos os lados, em todas as áreas: Jornalismo e Literatura, Ciência e Tecnologia, Marketing e Vendas, Entretenimento, Mundo Virtual, Golpes e Crimes etc. Há muitas novidades que são boas, outras, porém, são verdadeiros tumores cancerígenos sociais.

A intenção aqui é refletir um pouco sobre as novidades na área Comportamental.  Deixando de lado aspectos como Aparência, Vestuário e Atitudes, vamos focar apenas os Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais.

Nesta área também há muitas novidades. Tornou-se necessário entender o significado dos novos verbetes, pois os antigos estão ficando fora de uso.

Havia verbetes para identificar as várias etapas do compromisso entre um homem e uma mulher, tais como: NAMORADO(A), NOIVO(A) e MARIDO(ESPOSA). Hoje, surgem novos termos e novas concepções:

NAMORIDO(A) é mais do que namorado(a). São casais que resolvem morar juntos, por algum tempo, assumindo relacionamento típico de marido e esposa, porém, sem todos os compromissos de um casamento formal ou informal e com mais direitos do que deveres.  “–Sem essa de casamento formal para a vida toda”, dizem eles. Essa questão de dizerem que vão se casar depois de estar morando junto há “x” meses/anos não faz sentido! Se estão COABITANTO e COPULANDO já estão casados, independentemente de qualquer papel de cartório. Na verdade vão apenas formalizar o casamento, o que não deixa de ser uma boa providência. Há pessoas divorciadas ou viúvas que também preferem esta forma de relacionamento, pois não querem assumir um casamento de verdade.

AMANTE era adultério duradouro e CASO era adultério eventual e temporário. ADULTÉRIO era (e ainda é) quebra da fidelidade conjugal. Hoje, esses termos quase caíram em desuso pela facilidade e frequência com que as pessoas terminam um relacionamento conjugal e começam um novo.

DESQUITE já é verbete pré-histórico. DIVÓRCIO é o verbete da moda. Se ambos os cônjuges concordarem e não houver filhos menores ou incapazes envolvidos na relação, basta se dirigirem ao cartório, na presença de um advogado, que tudo é resolvido de forma simples e rápida. É claro que em alguns casos o divórcio parece ser a única saída digna e inevitável para um relacionamento conjugal insustentável. Entretanto, depois da novidade da sua legalização, muitos evangélicos passaram a considerar seriamente o divórcio como um “direito a ser usufruído” em algum tempo, como a aposentadoria, quem sabe. Então, na primeira oportunidade, após algumas discussões e desentendimentos tão comuns nos relacionamentos conjugais, acrescidos daquela tentação do novo, da mudança, de experimentar um relacionamento com uma nova mulher ou um novo homem, lançam mão do “seu direito”. Que se dane a instituição família, os filhos, a igreja e o que a bíblia ensina a respeito.

Aquela etapa de conhecimento mútuo, de relacionamento apenas afetivo chamada de NAMORO tem perdido espaço para a chamada PEGAÇÃO ou FICAR, muito comum entre os jovens solteiros, inclusive dentro das igrejas. Em vez de buscar e focar apenas aquela pessoa que Deus já separou para si, opta-se pela seguinte filosofia de vida: “Se eu posso ter vários ou várias, por que me limitar a um ou uma só?” E, assim, acontece aquele troca-troca que parece não ter fim. Em muitos casos até com direito a “test drive”!

Por falar em “test drive” o verbete e pecado para isso é FORNICAÇÃO, palavra que parece só existir nos dicionários e em algumas traduções da bíblia (At 15.29 – ARC) e significa “relações sexuais ilícitas”. Aliás, falar em sexo pré-conjugal, extraconjugal e conjugal incomoda muita gente. Para estes, isso é coisa do passado, um tabu há muito ultrapassado, coisa chata e inconveniente. Eles argumentam que, sexo é sexo, independentemente das convenções da bíblia e da igreja, e é uma necessidade a ser satisfeita, como qualquer outra necessidade biológica, no momento em que surge.

E o HOMOSSEXUALISMO? Não, agora o politicamente correto é tratar do assunto como HOMOSSEXUALIDADE, pois, no primeiro termo, o sufixo “ISMO” é indicativo de doença. Na verdade é, e sempre será, um comportamento antinatural.

Há uns vinte anos atrás li um artigo bizarro em que um sujeito defendia a tese da existência de oito sexos e não de apenas dois. Se não estou enganado era assim: [hétero]1.Homem que gosta de Mulher; 2.Mulher que gosta de Homem; [homo]3.Homem que gosta de Homem; 4.Mulher que gosta de Mulher. [bi] 5.Homem que gosta de Mulher e de Homem; 6.Mulher que gosta de Homem e de Mulher; [neutro]7. Homem que não gosta nem de Mulher, nem de Homem; 8. Mulher que não gosta nem de Homem, nem de Mulher. Vinte anos depois só se fala em diversidade sexual e opção sexual. A que ponto chegamos!?!?

Há pouco tempo surgiu na internet a notícia de um casal no Canadá que estava criando duas crianças, geradas por eles, sem definição de sexo. Diziam que estavam respeitando o direito dos filhos de, ao crescerem, fazerem suas próprias opções sexuais. Pobres crianças, sujeitas a tanta insanidade.

Essas novidades são incríveis! É importante ressaltar que nós, cristãos, respeitamos e não discriminamos qualquer pessoa. Entretanto, fundamentados na Bíblia Sagrada, nos valemos do direito outorgado pela Constituição Brasileira de não concordar com determinados comportamentos. Essa minoria barulhenta LGBT que anda por aí, não vai nos privar do direito de pensar diferente deles.

CASAMENTO na Constituição Brasileira vigente está assim estabelecido: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.” (Art. 226 § 3º).

O que dizer das novidades na GERAÇÃO DE FILHOS? Sempre houve a fertilização natural. Implementou-se a barriga de aluguel. Também surgiu a fertilização in vitro, com o chamado bebê de proveta. Recentemente ouvi a notícia de uma gestação cruzada realizada por um casal de lésbicas. O sêmen masculino doado fecunda o óvulo da “mulher 1” que é implantado na “mulher 2”. Assim, a criança que nascer terá o nome de duas mães na sua Certidão de Nascimento e de nenhum pai. “Jesus me abana”.

Conclusão:

Quando cada um faz o que quer, e não o que Deus quer, significa que a Família e a Sociedade colhem o que não querem! Só não enxerga as consequências disso quem não quer….

Senhor, renova a cada dia a tua misericórdia sobre nossas vidas e famílias!

O Brado Retumbante x Cordel Encantado

No meu post de 22/08/2011 fiz uma breve análise de conteúdo da novela Cordel Encantado sugerindo que, pelas mensagens sutis e explícitas passadas para a família brasileira, esta poderia ser melhor intitulada de “Bordel Encantado”, daí o trocadilho. Então, o que esta minissérie tem em comum com a novela Cordel Encantado além do ator Domingos Montagner, e com outras tantas produções da Rede Globo? É claro que tecnicamente não se pode negar que são produções bem elaboradas. Porém, nosso foco aqui é conteúdo passado para o público….

É uma história fictícia que aborda política em qualquer lugar do mundo“, explicou o ator Domingos Montagner que vive Paulo Ventura, o protagonista de “O Brado Retumbante”.

Lá em Cordel Encantado ele foi o Rei do Cangaço, aqui, o presidente do Congresso Nacional de um Brasil fictício que inesperadamente assume a Presidência da República depois do acidente e morte do Presidente e seu Vice. A trama gravita em torno do combate à herança corrupta comandada pelos ministros nomeados pelo seu antecessor e a outros ferrenhos opositores pertencentes à banda podre da política. Sem dúvida este é um excelente ingrediente para aliviar tensões e encantar cidadãos que suspiram e clamam por medidas concretas, eficazes e definitivas de limpeza ética nos poderes legislativo, executivo e judiciário de um Brasil real! Até aqui, tudo bem… Entretanto, apenas a costumeira exploração da luta do bem contra o mal não seria suficiente. Era preciso, como sempre, apimentar, acrescentar o tempero forte do apelo sexual, que não pode faltar na telinha! Se fosse o tempero do amor romântico, legítimo e decente entre homem e mulher, nada contra! Considerando que ninguém é perfeito, o Sr. Paulo Ventura, apesar de idealista ético, era um mulherengo, adúltero e pegador, no linguajar de hoje. Ele poderia ter qualquer outra fraqueza a ser explorada, mas precisava ser essa. Devido a esse seu desvio de caráter estava separado da sua esposa Antonia (Maria Fernanda Candido).  Afinal, adultério é quebra da aliança do casamento. Devido a essa nova situação de Presidente, ele pede à sua ex-esposa Antonia para voltar a morar com ele e ela Ela “aceita voltar com ele porque, apesar de tudo, ela é muito parceira e existe um amor muito profundo entre a Antonia e o Paulo” (comenta a atriz Maria Fernanda Candido). Para encurtar esta análise, vejam como uma minissérie pode ser usada:

1. Desserviço à instituição do casamento e a família.

Tal qual na novela Cordel Encantado, temos aqui um desserviço prestado a instituição do casamento e a família. O Sr. Paulo Ventura tinha tudo para restaurar seu casamento e, ao lado da sua esposa e parceira, desenvolver um belo trabalho na presidência. Entretanto, enquanto combatia corajosamente os corruptos do Congresso não conseguia dominar sua libido, traindo e desrespeitando sua esposa e mãe de seus filhos, contando sempre com a tolerância e cumplicidade de seus aliados mais próximos e assessores que, por exemplo, deram cobertura a um encontro dele com uma amante, num cenário de alta produção que fracassou, pois a jovem passou mal. Nem hospitalizado o sujeito se aquietou; teve que de assediar uma enfermeira no exercício do seu digno trabalho. Depois da alta teve um caso com sua médica particular que, de igual forma, sem escrúpulos, traiu seu marido e família. Diante de tanta mentira e traição sua esposa Antonia volta a se afastar e tem um caso com um escritor argentino. Finalmente, o Presidente pegador também tem um caso com Fernanda (Mariana Lima), a responsável pela comunicação entre a Presidência e o Congresso que há muito tempo escondia sua paixão por ele. Outro casamento destruído é o da filha de Paulo Ventura que não resiste à traição política do seu marido, que armou contra seu próprio sogro e presidente.

Algumas mensagens sutis e perigosas são passadas nessa minissérie:

A primeira é a da “aparente inviabilidade” de um casamento duradouro e feliz. O casamento é frequentemente apresentado na telinha como problema e como cerceador da liberdade e felicidade do indivíduo.

A segunda é a da “aparente viabilidade” de uma conduta ética irrepreensível de um governante, que é capaz de resistir ao nepotismo ou deixar sua filha dormir na prisão para dar o exemplo de não fazer valer sua posição para resolver problemas particulares de seus familiares etc e, ao mesmo tempo, não é capaz de ser fiel e de falar a verdade com a sua esposa. A pergunta que não quer calar é: Pode, de fato, existir esse tipo de caráter ético capaz de ser fiel, justo e verdadeiro com a nação, com o povo e não o ser com a pessoa amada que vive debaixo do mesmo teto? Certamente que não! Isso é enganação! Acreditem que, no início cheguei até a pensar em “votar” no Paulo Ventura, mas mudei de idéia quando percebi que o seu caráter, tal qual a estória, também é ficção.

2. Prestação de Serviço à causa LGBT.

É impressionante a estratégia das emissoras de passar mensagens e conceitos através de novelas e minisséries. Dia após dia, em horário nobre ou fora dele, é empurrado goela abaixo do telespectador os desvios da sexualidade como sendo algo normal. Normal não é, mas, infelizmente, é cada vez mais comum. Aparentemente um episódio foi cuidadosamente inserido para colaborar com a causa LGBT. O Sr. Paulo Ventura teve a desventura de ter um filho efeminado e transexual. Então é mostrado como um pai de “caráter tão nobre”, mas “ultrapassado”, após várias sessões com seu analista, passou a “aceitar” a opção sexual do filho. Não tenho dúvida de que pais, familiares e a sociedade devem respeitar as pessoas como elas são, mas não necessariamente são obrigados a aceitar e concordar com o que fazem! Também fizeram questão de mostrar uma cena de um transexual (o tal filho do presidente) apanhando de um heterossexual para não deixar apagar na consciência coletiva a chama da “lei da homofobia”, a partir da qual uma minoria barulhenta quer impor à maioria a aceitação da sua causa, instituir privilégios e calar os contrários. Mais uma vez é preciso deixar claro que somos totalmente intolerantes a qualquer forma e prática de violência contra pessoas. Entretanto, para punir tais crimes já temos as devidas leis.

Um país próspero para todos com ética e libertinagem sexual só existe na ficção. Porém, um país sustentável se faz com famílias bem estruturadas, éticas e saudáveis, que temem ao Senhor Deus e praticam a sua vontade.

É isso aí! Fique alerta e resista firmemente! Não deixe que a mídia faça a sua cabeça!

Cordel Encantado ou Bordel Encantado?

“Cordel Encantado” é a “novela das seis” da Rede Globo. É uma novela de época, uma ficção supostamente retratando usos e costumes do início do século XX. O foco principal é o nordeste brasileiro com a presença forte do cangaço e cangaceiros, que são “os bandidos do sertão nordestino, membros de grupos armados que percorriam o sertão do nordeste brasileiro, acampando e fazendo incursões a cidades e fazendas, e que atuaram mais intensamente no início do séc. XX, até 1938” (dic. Aulete).

O que é “cordel” e o que é “bordel”?

Cordel é definido no dicionário como “livreto ou folheto, ou a história nele impressa, produzidos com as técnicas gráficas e narrativas da literatura de cordel”. “De cordel”, aquilo “que é da literatura popular, e impresso em folhetos baratos; que é próprio do gênero literário conhecido como literatura de cordel”.

Bordel é definido no dicionário como “prostíbulo” e, por extensão, “qualquer lugar ou circunstância em que haja devassidão, obscenidade”.

O que se passa nesta novela?

Assisti a vários capítulos, o que não é o meu costume, interessado em avaliar o que entra nas casas dos brasileiros pela janela da TV aberta e faço estes comentários como um simples, mas atento, observador ou telespectador. Vejam só o que está sendo veiculado para crianças de 10 anos, sim, porque esta é a classificação indicativa anunciada:

1.       Ataque à instituição do casamento e a família.

Nesta teledramaturgia contabilizei 6 casais casados principais. Destes 6, apenas 1 (17%) apresenta uma relação estável e de fidelidade conjugal. É o casal Euzébio e Virtuosa, pais de criação de Açucena/Aurora. 

Nota: Para ver as fotos dos personagens, entre no site oficial da novela:

 http://cordelencantado.globo.com/personagens/

O que dizer dos outros 5 casais?

Duque Petrus & Duquesa Úrsula: Úrsula, quando vivia na corte, em Seráfia, traiu o seu marido Petrus com seu amante Nicolau (o mordomo) e com o seu outro amante, o General Baldini (com o qual tiveram uma filha). Como se fosse pouco, com a colaboração dos dois amantes, armou um golpe e aprisionou o marido traído na masmorra, com uma máscara de ferro. Quando chega com a corte ao Brasil, na cidade de Brogodó, acrescenta mais um amante à sua coleção particular, Herculano, o “rei do cangaço”, que, por sua vez é separado ou teve um caso com Siá Benvinda, e desta relação nasceu Jesuíno, o mocinho da história.

Prefeito Patácio & Dona Ternurinha: Em certo ponto da história, a mulher do prefeito (Dona Ternurinha) é raptada pelos cangaceiros. Lá no cangaço, o cangaceiro Zóio-Furado dá uns amassos nela que, “sem querer  querendo” e sem o mínimo pudor se rende às investidas “do selvagem”. Liberta do cativeiro, dali em diante ela passa a ter seus sonhos eróticos com o “facínora, bruto e selvagem”, como o chama excitada na hora dos amassos, que passam a acontecer frequentemente na sua casa, às escondidas do marido.

Farid ou Tufik ou Said & …. seu Harém: Ele é um turco, tipo caixeiro viajante, com uma mulher em cada cidade. Um verdadeiro “rodízio de carnes”.

Neusa é a sua esposa enganada e sem filhos, na cidade de Brogodó, que o conhece como Farid.

Bartira é a sua esposa enganada e com dois filhos, na cidade de Vila da Cruz, que o conhece como Tufik. Por sua vez, Bartira tem um admirador, o Dr. Sérgio.

Penélope é a sua amante enganada, uma jornalista que o conheceu na cidade grande, mas que chegou à cidade de Brogodó para uma cobertura jornalística, que o conhece como Said. Penélope não se contenta em fazer sexo só com Said, ela tem uma relação promíscua também com o cangaceiro Belarmino.

Zenóbio & Florinda: Aparentemente ia tudo bem com o casal, que tem filhos, até que surge em sua casa Duque Petrus, o homem da máscara de ferro, desmemoriado, que ela ajuda a cuidar. Depois que ele se recupera, os dois aparentam estar ardentemente apaixonados. Em uma determinada noite, Florinda sai de casa para encontrar-se com Petrus, no palácio da prefeitura onde estava hospedado, e seu marido Zenóbio acha aquilo normal, pois acha que ela precisa se certificar dos seus verdadeiros sentimentos. O que é isso???? Eles passam a noite juntos, adulterando. Ela retorna a casa na manhã seguinte e seu marido Zenóbio (o corno paciente) a recebe apenas enciumado. Que mensagem horrorosa!

Damião x Amália: É um casal secundário na história que vive um verdadeiro inferno conjugal. Ele acha que um dos filhos é fruto de algum caso extraconjugal da esposa.

Isso é ou não é um bordel (“qualquer lugar ou circunstância em que haja devassidão, obscenidade”)? Qualquer semelhança é mera certeza! Uma novela de época pode ganhar muita audiência sem precisar apelar para tanta baixaria. Basta citar, por exemplo, a novela SINHÁ MOÇA, da mesma emissora.

2.       Paixões desencontradas e descontroladas.

É incrível a criatividade dos autores quando se trata enrolar a história. Quase todas as paixões não são correspondidas, senão vejamos:

Açucena/Aurora gosta de Jesuíno, mas está dividida entre ficar ali em Brogodó com ele ou ir para o reino de Seráfia assumir sua posição de princesa e se casar com o príncipe Felipe.

Jesuíno gosta de Açucena/Aurora, mas não quer impedi-la de seguir o seu destino na corte de Seráfia. Enquanto isso tem umas recaídas com a Doralice.

Doralice gosta de Jesuíno, mas não é correspondida. Ora tem uns momentos mais quentes com Jesuíno, ora sonha com o príncipe Felipe.

Príncipe Felipe tenta conquistar Açucena/Aurora, pois a corte aguarda o casamento dos dois, mas não deixa de ter uns momentos mais quentes com Doralice e sonha com ela.

Delgado Batoré gosta de Antônia que não gosta dele. Depois que ela foge para Vila da Cruz ele começa a investir na viúva rainha Helena.

Antônia gosta do Infante Dom Inácio que resolveu abandonar a corte para viver uma vida celibatária e a favor dos pobres.

Cícero gosta de Antônia que não gosta dele.

Rosa gosta de Cícero que não gosta dela.

Timóteo gosta de Açunena/Aurora que não gosta dele.

Lady Carlota gosta de Timóteo que não gosta dela. Mesmo assim vai lhe dar um filho.

Fausto gosta de Lady Carlota que não gosta dele. Vai ficar com ele porque não lhe restou outra alternativa.

Tibungo gosta de Lilica que não gosta dele.

Lilica parece gostar de Timóteo, seu patrão, que não gosta dela. Enquanto isso ela tem um caso com o Mordomo Nicolau que prometeu levá-la para a corte, mas mudou de idéia.

Quanto desencontro!!!!! Parece que em apenas dois casos há amor correspondido: Rei Augusto & Maria Cesária e Quiquiqui & Téinha.

3.       Ridicularização do Poder Público.

Na novela, o prefeito Patácio é uma piada a cada aparição em cena. O delegado Batoré e seus auxiliares, nem se fala. Prefeito e Delegado de Brogodó são “coco”, isto é, covardes e corruptos. Por outro lado, o cangaço é enaltecido e prestigiado. Isso é ou não é um incentivo ao surgimento de grupos paramilitares independentes do poder público? Essa é a visão que a TV passa para crianças de 10 anos de idade ou mais. Todos sabemos que muitos representantes públicos deixam muito a desejar. De um modo geral o povo não confia neles e nem me passou pela cabeça defendê-los. Entretanto, não se pode perder de vista que a democracia só sobrevive a partir de instituições fortes e respeitadas. Ao invés de incentivar o deboche e o descaso com coisa pública, já é hora (nunca deixou de ser) de pais, escolas, veículos de comunicação e governo investir seriamente na formação de novas gerações para o exercício de uma democracia séria e responsável. Noutro dia veiculou uma matéria na TV em que uma mãe de aluno, ao ser abordada por um jornalista sobre a razão de ter estacionado em fila tripla, em frente à escola, responde: “– Não sei, isso aqui é Brasil!”. A pergunta que não quer calar é “até quando Brasil será sinônimo de incivilidade, bagunça, desrespeito ao direito do outro, descaso com a coisa pública? É hora de romper de vez com essa mediocridade em vez de perpetuá-la! A economia do país cresce e se projeta cada vez mais no cenário internacional, mas a cabeça de muitos continua a mesma. Para estes, o que interessa mesmo é “se dar bem”, “levar vantagem em tudo”, não interessa como!

4.       Considerações Finais.

Quando se fala em análise crítica de conteúdo de novela, sempre surge aquela questão: “A ARTE IMITA A VIDA ou A VIDA IMITA A ARTE?”  Ainda que a arte reproduza fatos que eventualmente aconteçam na vida, não tenho dúvida alguma de que a mídia televisiva afeta e influencia forte e profundamente o comportamento da sociedade, muitas vezes em nome de uma EQUIVOCADA MODERNIDADE COMPORTAMENTAL. Não é sem causa que cada conteúdo é cuidadosamente formatado para alcançar o objetivo determinado. Não preciso ir muito longe, basta verificar o intenso e explícito investimento na promoção da causa gay na novela “Insensato Coração”, que contou com quadros específicos, pedagogicamente preparados.

Intencionalmente ou não, vejam só os conceitos e idéias que essa novela passa para o público, de forma sutil ou explícita, afetando principalmente aquelas crianças em fase de formação e as pessoas menos preparadas para separar o joio do trigo:

1º) Casamento é uma farsa, coisa sem graça e uma prisão. Os adultos casados são inconfiáveis e infiéis, incapazes de se guardar para o seu cônjuge.

2º) Mesmo que não se ame determinada pessoa, se esta estiver muito apaixonada por você, é comum ceder ao “chega pra cá” e depois desculpar-se que gosta de outra pessoa.

3º) O poder público é incompetente e safado, mas, se a pessoa não conseguir outra coisa, até que é uma boa ir pra lá, “faturar” um dinheirinho fácil.

Sem querer desmerecer a Rede Globo de Televisão, pois presta à sociedade um bom serviço jornalístico, não posso deixar de chamar a sua atenção para o fato de que ela vai precisar intensificar muito projetos do tipo CRIANÇA ESPERANÇA. Por que? É simples. Com tamanho desserviço prestado ao casamento e à família pela maioria de suas novelas, filmes TELA QUENTE, ZORRA TOTAL, dentre outros de sua grade de programação, certamente teremos mais e mais famílias destroçadas, crianças desestruturas e largadas à sua própria sorte, suplicando pelo socorro da sociedade.

Finalmente, na minha ótica e usando o meu direito e liberdade de expressão, diria que a REDE GLOBO DE TELEVISÃO (E OUTRAS REDES DE TELEVISÃO), através de algumas novelas e de alguns programas de sua grade de programação CORROMPE OS BONS COSTUMES, POR ATACADO, e através de projetos do tipo Criança Esperança, age NO VAREJO, sobre a miséria que ajuda a gerar, num verdadeiro círculo vicioso.

É isso aí….. Lembre-se: uma sociedade nasce, se desenvolve e morre. Por que morre? Pela incapacidade de preservar seus valores e princípios!!!! Faça a sua parte; eu estou tentando fazer a minha!

ANIVERSÁRIOS DE CASAMENTO – SÍMBOLOS

01 ano   – Bodas de Papel
02 anos – Bodas de Algodão
03 anos – Bodas de Trigo
04 anos – Bodas de Flores
05 anos – Bodas de Madeira
06 anos – Bodas de Perfume
07 anos – Bodas de Lã
08 anos – Bodas de Papoula
09 anos – Bodas de Cerâmica
10 anos – Bodas de Zinco
11 anos – Bodas de Aço
12 anos – Bodas de Seda
13 anos – Bodas de Renda
14 anos – Bodas de Marfim
15 anos – Bodas de Cristal
16 anos – Bodas de Turmalina
17 anos – Bodas de Rosa
18 anos – Bodas de Turquesa
19 anos – Bodas de  Água Marinha
20 anos – Bodas de Porcelana
21 anos – Bodas de Zircão
22 anos – Bodas de Louça
23 anos – Bodas de Palha
24 anos – Bodas de Opala
25 anos – Bodas de Prata
26 anos – Bodas de Alexandrita
27 anos – Bodas de Crisopázio
28 anos – Bodas de Hematita
29 anos – Bodas de Erva
30 anos – Bodas de Pérola
31 anos – Bodas de Nácar
32 anos – Bodas de Pinho
33 anos – Bodas de Crizo
34 anos – Bodas de Oliveira
35 anos – Bodas de Coral
36 anos – Bodas de Cedro
37 anos – Bodas de Aventurina
38 anos – Bodas de Carvalho
39 anos – Bodas de Mármore
40 anos – Bodas de Rubi
41 anos – Bodas de ônix
42 anos – Bodas de Prata Dourada
43 anos – Bodas de Azeviche
44 anos – Bodas de Carbonato
45 anos – Bodas de Safira
46 anos – Bodas de Alabastro
47 anos – Bodas de Jaspe
48 anos – Bodas de Granito
49 anos – Bodas de Heliotrópio
50 anos – Bodas de Ouro
51 anos – Bodas de Bronze
52 anos – Bodas de Argila
53 anos – Bodas de Antimônio
54 anos – Bodas de Níquel
55 anos – Bodas de Ametista
56 anos – Bodas de Malaquita
57 anos – Bodas de Lápis Lazuli
58 anos – Bodas de Vidro
59 anos – Bodas de Cereja
60 anos – Bodas de Diamante
61 anos – Bodas de Cobre
62 anos – Bodas de Telurita
63 anos – Bodas de Sândalo
64 anos – Bodas de Fabulita
65 anos – Bodas de Platina
66 anos – Bodas de Ébano
67 anos – Bodas de Neve
68 anos – Bodas de Chumbo
69 anos – Bodas de Mercúrio
70 anos – Bodas de Vinho
75 anos – Bodas de Brilhante
80 anos – Bodas de Nogueira

PRC / 2007                                                                                Fonte: Internet

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