QUERO PERMANECER CASADO

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(Última atualização: 11/07/2024)


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Casamento e Família – Livros

Sugestões de leitura para o fortalecimento do seu casamento e família:

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O casamento é a união de duas almas que se encontram, entrelaçando suas vidas em um compromisso profundo e eterno. Sua beleza está na construção diária de um amor que cresce e se fortalece com o tempo. É nos pequenos gestos de carinho, nas palavras de apoio e nos momentos de silêncio compartilhado que se revela a verdadeira essência dessa união.

Este é um livro que aborda os relacionamentos, especialmente o relacionamento conjugal em diferentes fases da vida. Ele nos inspira a manter a esperança na construção de um casamento saudável, em um mundo onde o divórcio é frequentemente promovido. O livro ressalta que os conflitos e crises fazem parte do desenvolvimento do casamento e que, com um diálogo eficaz e exercícios propostos ao final de cada capítulo, podemos superá-los. Utilizando casos reais, linguagem paradoxal e bom humor, o autor nos encoraja a reavaliar nossos relacionamentos, crescer em nossa vida conjugal e familiar, e oferecer apoio àqueles ao nosso redor.


Mesmo nos primeiros anos de casamento, algumas dificuldades que vocês imaginaram ser capazes de resolver, com o tempo viraram grandes problemas. Como um casal temente a Deus, para vocês não é uma alternativa. O que fazer? Este livro foi escrito para casais que não desistiram de buscar uma saída. Não se trata de respostas prontas, mas de soluções aprendidas em anos de aconselhamento matrimonial.

Gary Chapman, casado há mais de 25 anos, pai de dois filhos, tem longa experiência como conselheiro matrimonial, é conferencista e autor de livros sobre casamento.


Orientação sexual, clara. Manual completo para o casal. Uma das mais respeitadas obras sobre o relacionamento sexual. Esclarece dúvidas que muitos de nós temos, numa abordagem séria e confiável.


Homens e mulheres são e reagem de forma diferente, o que torna o seu convívio difícil, muitas vezes áspero e gerador de ressentimentos. Mas quais são as razões dessas diferenças e até que ponto elas podem ser superadas? Barbara e Allan Pease percorreram vários países e consultaram dezenas de cientistas para preparar este livro sobre as diferenças e os modos de pensar e agir de homens e mulheres. Eles investigaram as conclusões das últimas pesquisas sobre o cérebro, investigaram a Biologia Evolutiva, analisaram trabalhos de psicólogos, observando as transformações sociais e entrevistando centenas de pessoas. Este livro que oferece um instrumento importante para, ao verificar e compreender as diferenças, estabelecer uma relação harmoniosa entre homens e mulheres, seja no casamento, na vida profissional, na forma de educar os filhos ou em qualquer campo do relacionamento humano.


Muitos são os jovens que se casam cheios de sonhos, com a alma repleta de expectativas animadoras. Mas todo aquele romance, que parecia garantir um casamento estável e feliz, transforma-se num pesadelo cheio de decepções e mágoas.
Não há nenhum assunto mais importante, urgente e vital do que o casamento. Se destruirmos este fundamento toda a estrutura familiar começará a entrar em colapso. Sem casamentos fortes teremos famílias anêmicas e doentes. A felicidade conjugal não é algo automático, é preciso construí-la com muito esforço, inteligência e determinação. O casamento é para aqueles que estão dispostos a investir o melhor do seu tempo, dos seus sentimentos e dos seus sonhos na vida do cônjuge.
Casamento é como uma conta bancária, se você sacar mais do que deposita, você vai à falência.


Se os problemas financeiros estão causando discórdia entre você e seu cônjuge, não se desespere. Você é apenas mais um dos milhares de casados que — mesmo conhecendo o que deve e não deve ser feito no gerenciamento do dinheiro — ainda não são capazes de sair da montanha-russa do descontrole financeiro.

Neste livro, o autor compartilha livremente os pontos relacionados à economia doméstica e os pontos fracos de seu casamento, com doses generosas de humor junto a princípios sólidos da Palavra de Deus. Assuntos difíceis que mantêm você e seu cônjuge, infelizes e muitas vezes em dificuldades financeiras.

Encontre a cura para suas feridas e volte-se para o Pai, o único que pode proporcionar mudança duradoura em seu casamento, talão de cheques e um futuro melhor!


150 Maneiras de Paparicar sua Esposa é a peça que faltava em seu casamento. Um pequeno e bem humorado manual de como constituir uma vida a dois cheia de paixão e companheirismo. Simples e pequenos conselhos para você conhecer um pouco mais a respeito dos anseios de uma esposa que precisa muito ser amada.


Já paparicou seu marido hoje? Não importa a ocasião, o bom relacionamento é algo que se ganha aos poucos, com pequenos mimos, caricias e, é claro, com demonstração de todo amor que um sente pelo outro. Mas você sabe como realmente agradar seu marido?


Esqueça aquela história de “alma gêmea”. Não existe casamento perfeito ou cônjuge ideal, muito menos gente que foi feita uma para a outra. E o matrimônio, um dia idealizado como conto de fadas, pode se transformar mesmo é numa mala sem alça. Parece muito pessimismo? Talvez, mas um banho de realidade certamente faz muito bem em algum momento da vida a dois.

No entanto, é possível, sim – e perfeitamente viável, aliás -, duas pessoas serem casadas e felizes. Basta entender que o casamento não é um jardim de flores o tempo todo, mas também não precisa ser um permanente campo de batalhas. Com seu estilo leve mas sem abrir mão da profundidade do conteúdo, Hernandes Dias Lopes, neste livro, fala sobre o casamento na perspectiva de uma construção permanente. Uma obra que nunca termina, embora, a cada dia, marido e mulher possam edificá-la com inteligência, dedicação e esforço.

Casados & Felizes não esconde as dificuldades do matrimônio, mas também não abre mão de mostrar que a plenitude é possível entre duas pessoas tão diferentes que levam para a vida conjugal uma enorme bagagem de sonhos, frustrações, valores e expectativas.


Em situações de emergência os aspectos emocionais e espirituais não são considerados com a mesma urgência que as necessidades materiais. E, por vezes, as pessoas dispostas a ajudar não sabem como agir. A boa notícia é que todo o povo de Deus pode equipar-se para o ministério da consolação.Crises e Perdas na Família apresenta conceitos, princípios e ferramentas para o exercício desse trabalho. Mostra que os cristãos – tanto clérigos quanto leigos – podem equipar-se para ajudar outras pessoas, que o Deus de toda a consolação nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em angústia (2 Co 1.3-4).O autor considera a família como o espaço no qual as pessoas adoecem e são curadas. Assim, enfatiza mais os recursos que as carências e acredita que os que sofrem podem ser protagonistas de sua própria recuperação.


Deus: 13 lições criativas sobre a Trindade para crianças é teologia para criança, e consolida de verdade os fundamentos da fé em seus corações e mentes. É um banquete espiritual prático que abastece as crianças para a jornada futura, não importa os desafios ao longo do caminho.

Este livro inovador transforma assuntos difíceis em experiências interativas fáceis de serem lideradas por seus voluntários. Resumos claros e instruções passo a passo simplificam o ensino desses assuntos.


Nunca houve um livro sobre o casamento como O significado do casamento.

Este livro se baseia na muito aplaudida série de sermões pregados por Timothy Keller, autor best-seller do New York Times. O autor mostra a todos – cristãos, céticos, solteiros, casais casados há muito tempo e aos que estão prestes a noivar – a visão do que o casamento deve ser segundo a Bíblia.

Usando a Bíblia como seu guia, e com os comentários muito perspicazes de Kathy, sua esposa há 37 anos, Timothy Keller mostra que Deus criou o casamento para nos trazer para mais perto dele e para dar mais alegria à nossa vida. É um relacionamento glorioso, e é também o mais malcompreendido e misterioso dos relacionamentos. Caracterizado por uma compreensão clara e cristalina da Bíblia e por instruções significativas sobre como conduzir um casamento bem-sucedido, O significado do casamento é leitura essencial para qualquer pessoa que quer conhecer a Deus e amar mais profundamente nesta vida.


A arte de permanecer casado: Guia seguro para quem deseja salvar um casamento.

A arte de permanecer casado traz uma mensagem de esperança, amor e otimismo em relação ao casamento, mesmo em meio as crises aparentemente “sem solução” aos nossos olhos. O livro apresenta um verdadeiro guia de princípios práticos que podem ajudar a salvar um casamento em crise.

Quando nos tornamos pais, assumimos o compromisso de criar um indivíduo que levará nossa herança para o mundo – não apenas a carga genética e os bens materiais, mas também, e principalmente, nossos valores e nossa cultura. Mas como saber que estamos acertando com os nossos filhos? A formação de sucessores é uma das áreas mais vitais da educação de mentes brilhantes. Neste livro, o conceituado psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury aborda dois conceitos que dizem muito sobre a nova geração e o futuro das nações: herdeiros e sucessores. Deixando de lado a definição clássica, Cury vê os herdeiros como gastadores imediatistas, que não enriquecem e nem cultivam os bens e conhecimentos que adquiriram de seus pais e mestres. Já os sucessores sabem transformar o que lhes foi transmitido e pensam a médio e longo prazo. Herdeiros vivem na sombra dos outros, enquanto sucessores constroem seu próprio legado. Neste livro único e extremamente instrutivo, Cury apresenta um conjunto de técnicas para que pais, professores e líderes possam corrigir a rota da educação, se necessário, e saibam como preparar os jovens para serem sucessores e assumirem seus papéis na sociedade.


Escrevi este livro com um único propósito: compartilhar o que a Palavra de Deus diz acerca da família. Este material foi preparado para aqueles que acreditam que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus, nosso único guia de fé e conduta. Reconheço na Bíblia a palavra final, o modelo único e excelente para se viver a vida familiar.

Deus criou o homem. Deus instituiu o casamento e a família. Deus nos deu o “Manual do Fabricante”, que é a sua palavra. Portanto, creio que o fator mais importante para um casamento bem-sucedido seja atender e praticar os princípios instituídos pelo próprio Criador. Minha oração e desejo sincero é que esse ensino edifique e fortaleça sua vida familiar e também sua relação com Deus. Boa leitura!
Luciano Pereira subirá


ACONSELHAMENTO de Casais:

Neste manual, o Dr. Gary R. Collins trata, dentro de uma cosmovisão cristã, dos principais temas que um conselheiro precisa conhecer para entender melhor o comportamento humano, ter uma perspectiva mais clara sobre as bases bíblicas do aconselhamento.


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Santidade no casamento

Textos base: Provérbios 2.1-22; 5.1-23; 6.20 a 7.27

Introdução          

Santidade no casamento é um tema que encontra eco em toda a Bíblia, porém nos fixaremos, principalmente, nos textos do Livro de Provérbios. É aceito que a maior parte deste livro foi escrita por Salomão, sendo que o desconhecido Agur escreveu o capítulo 30 e o rei Lemuel, o capítulo 31. É importante ressaltar que o livro é permeado por inúmeros ensinos, instruções e conselhos para um viver piedoso, bem-sucedido e que agrada a Deus. Neste estudo, abordaremos os conselhos que dizem respeito ao casamento. 

“Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.” (1Rs 11.1-3)

Ouvir o que Salomão tem a dizer sobre o assunto é uma atitude de sensatez, porquanto trata-se de alguém que foi agraciado por Deus com imensa sabedoria e, por outro lado, vivenciou múltiplos relacionamentos. Infelizmente, na sua velhice, ele se deixou perverter por suas mulheres, tornando-se infiel ao seu Deus (1Rs 11.4-8). Como curiosidade, vale citar que Provérbios menciona as palavras homem/homens 126 vezes; e mulher/mulheres 26 vezes e donzela, 1 vez. Chama a atenção os vários adjetivos atribuídos à mulher, quer com conotação positiva (graciosa, formosa, virtuosa e sábia), quer negativa (adúltera, vil, estrangeira, alheia, estranha, rixosa, iracunda, desdenhada), quer neutra (“da tua mocidade”, “do seu próximo”).

 Em Provérbios e na Bíblia, o casamento é considerado uma instituição divina, santa e que deve ser defendida, preservada, valorizada e honrada. Entretanto, em todos os tempos, tem sido um desafio blindar o casamento e a família das más influências e ataques contínuos de uma sociedade moralmente corrompida e decadente. O forte apelo ao culto do corpo e a entrega ao prazer, principalmente o sexual, estimulado e favorecido por vários meios de comunicação, são marcas características da sociedade pós-moderna na qual vivemos, e causa de adultérios e destruição de casamentos.

Você está atento e vigilante às investidas contra o casamento e a família? Como anda a santidade no seu casamento? Como fortalecer os alicerces de seu casamento nesses tempos difíceis? Neste estudo procuraremos abordar alguns aspectos sobre as investidas sedutoras e as consequências de se ceder às seduções sexuais ilícitas, bem como podemos nos preparar para enfrentar e resistir às tentações.

1. FIDELIDADE E RESPEITO

Há algum tempo tive a oportunidade de participar de uma reunião de casais; na ocasião foi feita uma dinâmica interessante. Foram apresentadas 23 palavras e o grupo deveria discutir e ordená-las em duas listas distintas, do mais importante para o menos importante, “o que ajuda” e “o que atrapalha” no relacionamento conjugal. O resultado a que o grupo chegou, isto é, as duas palavras mais importantes em cada lista:

O que ajuda:RESPEITO
O que atrapalha:INFIDELIDADE

Ou seja, fidelidade e respeito são dois aspectos relevantes na preservação e estabilidade do casamento! É claro que este experimento tem lá suas limitações e seu resultado pode ser questionado, porém, é inegável que tem o seu valor.

Deus instituiu a família a partir do casamento monogâmico e heterossexual, visando à felicidade e à preservação do ser humano (Gn 2.24). Desde o início dos tempos terrenos, a vontade de Deus foi declarada por ele mesmo e ratificada por Jesus Cristo, quatro mil anos depois, bem como pelos apóstolos: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24; comp. Mt 19.5; Ef 5.31). É fácil perceber que está tudo claramente explicitado aqui, neste versículo: a) O casamento implica numa relação heterossexual (pai e mãe, homem e mulher); b) O casamento é monogâmico e exclusivo (os dois); c) O casamento implica no deixar uma família para formar uma nova família (“deixa…”– É um deixar geográfico, financeiro e emocional); d) O casamento torna homem e mulher uma só carne, o que se dá pelo ato sexual (não significa que cada cônjuge perca sua identidade).

O casamento exige fidelidade e exclusividade. Portanto, quando um dos cônjuges se envolve com outra pessoa, quebra a aliança com o seu cônjuge, com quem era uma só carne. O profeta Malaquias fala da parte do Senhor sobre a gravidade da infidelidade conjugal: “E perguntais: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança…… Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis.” (Ml 2.14-16).

O segundo aspecto é o respeito ao cônjuge. Tendemos a tratar com muito cuidado as pessoas de fora da família e de qualquer jeito o cônjuge (e os filhos). Podemos mencionar alguns aspectos da abrangência do respeito, como, por exemplo:

a) Às diferenças – Homens e Mulheres são diferentes e precisam conhecer bem essas diferenças e respeitá-las. Além disso, cada membro da família é único e precisa ser aceito como é, o que não o isenta de buscar o seu aperfeiçoamento.

b) Às limitações – Pessoas são imperfeitas e não gostam de ver suas fraquezas ridicularizadas em família ou em público.

c) À posição – Cada membro da família tem um papel a desempenhar no contexto familiar.

d) À intimidade – As situações vividas em família são privativas de quem as vivenciou. Nenhum membro da família tem o direito de divulgar essas vivências sem o consentimento dos envolvidos.

e) Aos deveres – É preciso cumprir com dedicação suas responsabilidades, dividindo as tarefas.

2. A ARMADILHA SEDUTORA

“porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;” (Pv 5.3)

Vale ressaltar a ênfase que o sábio dá à mulher como uma espécie de “agente da sedução”, com grande potencial para destruir casamentos: “para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras, a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus;” (Pv 2.16). Não se trata de culpar um dos sexos, nem de má vontade com o sexo feminino. Dizem os especialistas que as mulheres são atraídas pela personalidade masculina e estimuladas pelo toque, carícia e palavras românticas. Por outro lado, os homens são atraídos e estimulados pela visão e imaginação. Deus os fez com estas características e ponto final. Sabemos que há, tanto homens quanto mulheres, imorais que se dedicam à sedução e ao prazer, sem ou com objetivos de ganhos financeiros. O fato é que, mesmo naturalmente ou não intencionalmente, apenas por sua beleza e jeito de ser, a mulher é capaz de atrair a atenção masculina. Se ela usa o seu potencial sedutor, intencionalmente, pode sim destruir muitos lares. Não é sem razão que a indústria do sexo explora isso, com revistas masculinas, filmes, novelas etc. Sabendo disso, a mulher, de um modo geral, procura investir no seu visual, e, para que isso não dê lugar à vaidade (aparência ilusória) os apóstolos Paulo e Pedro recomendam às mulheres moderação e bom senso com o aspecto exterior, ressaltando a importância do seu ser interior  (1Tm 2.9-10; 1Pe 3.3-6). Enfim, Deus equilibrou as coisas dando ao homem o papel de liderança e autoridade, e à mulher o papel gerar filhos, além da capacidade de seduzir e influenciar.

O conselho do sábio, quanto à mulher alheia, contém um alerta sobre essa armadilha sedutora: “Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender com as suas olhadelas.” (Pv 6.25). Porém, não parou por aqui. No capítulo 7, o seu conselho é expresso na forma de uma dramatização, que bem poderia ser chamada de “Crônica de uma morte anunciada”, tomando emprestado o título do livro de  Gabriel García Márquez (Pv 7.6-23). Trata-se de uma vívida e detalhada descrição de um jovem simples e desajuizado que cai numa armadilha sedutora; que sucumbe às tentações de uma mulher adúltera. Então, vejamos:

  • O narrador é alguém que se põe à espreita, na janela da sua casa, de onde observa e descreve o que se passa na sua vizinhança (v.6).
  • Ele vê um jovem inquieto circulando próximo da casa de uma mulher casada, adúltera, que o seduziu irresistivelmente (v.7-8).
  • Para não chamar a atenção, ele faz sua perigosa investida ao anoitecer, supostamente escondido sob o manto da escuridão (v.9).
  • A mulher não se mostra surpresa e lhe sai ao encontro com vestes de prostituta e astúcia (v.10).
  • O narrador a descreve como uma mulher nada caseira. Ela é inquieta e gosta de circular pelas ruas fisgando homens inconsequentes para o seu ninho adúltero (vv.11-12).
  • Ela se aproxima do homem e, sem qualquer pudor ou timidez, põe em ação suas táticas enganadoras e sedutoras:
    – Ela o beija (v.13).
    – Ela lhe passa a imagem de uma mulher religiosa que já tinha oferecido os seus “sacrifícios pacíficos”[1] a Deus. Então, o convida para partilhar com ela a carne do sacrifício que deveria ser comida imediatamente após o oferecimento, no mesmo dia (Lv 7.12-17)(v.14).
    – Ela o lisonjeia (v.15).
    – Ela o excita, estimulando sua imaginação, descrevendo os detalhes da preparação do seu leito e do ambiente perfumado (vv.16-17).
    – Ela o convida para desfrutar, durante uma noite inteira, as delícias do amor e prazer (v.18).
    – Depois de hipnotizá-lo com seu ardor sensual arrebatador, ela procura infundir nele uma falsa sensação de segurança, dizendo que o seu marido havia viajado para longe e não voltaria tão cedo (vv.19-20).
  • Finalmente, o narrador conclui e sintetiza: “Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.” (vv.21-23)

Enfim, o conselho foi dado, aliás, foi tão bem desenhado com palavras e detalhes, que quase dá para ver as cenas. As armadilhas estão por aí, mais perto do que você possa imaginar. Portanto, é preciso ficar atento para não cair no “laço do passarinheiro” (Sl 91.3).

3. INFIDELIDADE TEM CONSEQUÊNCIAS

“Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar. O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa. Achará açoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará. Porque o ciúme excita o furor do marido; e não terá compaixão no dia da vingança. Não se contentará com o resgate, nem aceitará presentes, ainda que sejam muitos.” (Pv 6.29, 32-35)

Aventurais sexuais extraconjugais podem servir de enredo para apimentar romances literários e filmes, entretanto, no mundo real, é inegável suas trágicas consequências. A vida pessoal, familiar e comunitária dos protagonistas de um adultério, bem como de seus familiares, fica extremamente prejudicada ou arruinada.

Segundo o sábio quem peca contra a santidade do casamento:

a) Está no caminho da ruína e morte (Pv 2.18-20; 5.4-5; 7.22-23; 25-27).  

Conheci três maridos que traíam suas esposas com suas respectivas amantes, sem que elas soubessem. Coincidência ou não, castigo divino ou não, o fato é que os três tiveram o mesmo destino, morte precoce. Foi no leito do hospital que a verdade emergiu, pois, as amantes quiseram dar um último adeus. Em certa ocasião Jesus afirmou: “Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada se faz escondido, senão para ser revelado.” (Mc 4.22). Normalmente não ocorre a morte física, mas certamente ocorre a “morte moral”.

b) Perde a honra, desperdiça seu vigor e bens (Pv 5.9-10).

c) Está fadado a um final de vida sofrido (Pv 5.11-12).

4. PRESERVANDO A SANTIDADE

“Não adulterarás” (Êx 20.14)
“Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” (Êx 20.17)

Muita atenção ao 7º e 10º mandamentos! Vivemos num tempo de “liberalismo dos costumes” particularmente desafiador para a manutenção da santidade do casamento. Em termos de Brasil, alguns fatores têm influenciado muito o comportamento dos casais e das famílias, particularmente no período de 1950 até hoje, senão vejamos.

a) Os meios de comunicação deslancharam – Televisão (1952), Satélite (1962), Computador (1980), Internet (1995), a popularização dos Smartphones (a partir de 2007) – e permitiram a rápida disseminação de conteúdo, em grande parte deletério à moral e bons costumes, bem como aos princípios e valores cristãos.

b) As facilidades para se praticar o sexo pré-conjugal e extraconjugal, evitando-se a gravidez indesejada, com o advento da Pílula Anticoncepcional (1960), somado à onda da liberação sexual “Amor Livre” (197x), potencializou a promiscuidade e acarretou expressivo aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e o aparecimento da AIDS (198x), principalmente por causa da dispensa do preservativo (camisinha).

c) A aprovação da Lei do Divórcio (1977) e a maior aceitação, por parte da sociedade e da igreja, do divórcio e novo casamento tendem, eventualmente, a desencorajar os casais a se manterem fiéis ao seu cônjuge e a lutar pela manutenção do seu casamento.

d) O avanço da militância feminista, aliado à necessidade da mulher buscar sua vocação, realização profissional e independência financeira, para não depender de cônjuges eventualmente autoritários e infiéis, e, ainda, a maior abertura do mercado de trabalho à mulher, com profissões muito adequadas ao seu perfil feminino, fez com que a mulher saísse de casa. Há matérias jornalistas que dão conta de que essa maior exposição e convivência de homens e mulheres nas empresas contribuem, tanto para romances e casamentos, quanto para novos romances, adultérios e divórcios.

Provérbios nos apresenta algumas linhas de ação para se manter a santidade na vida e no casamento:

4.1 Firmando-se na Palavra do Senhor

“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia.” (Pv 6.20-23)

O salmista declara guardar no coração a palavra de Deus para não pecar contra Deus (Sl 119.11). É o que também diz o sábio no texto acima, valorizando o bom ensino paterno e materno. Ele ratifica isso em outros textos (Pv 2.1-15; 5.1-3, 7; 7.1-5).

4.2 Investindo no seu casamento

“Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.” (Pv 5.15-19)

O conselho é para que o casal invista numa vida amorosa e sexual sadia e equilibrada, que proporcione prazer e felicidade, um ao outro. Vale lembrar que a privação sexual de um ao outro só deve ocorrer por mútuo consentimento e devido a um motivo razoável, conforme ensina o apóstolo Paulo (1Co 7.5). Porém isso não é tudo! Além da fidelidade, respeito e prazer sexual é preciso investir na comunicação; usar de sinceridade, falando a verdade, com amor, e nunca tramando às escondidas; dar atenção ao cônjuge, percebendo e suprindo suas carências, percebendo e elogiando suas virtudes; enfim, valorizando o cônjuge.

4.3 Fugindo das tentações

“Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar.” (Pv 6.27-29)

Não há nada de errado em sentir-se atraído(a) pelo sexo oposto. Deus criou homem e mulher de forma que se sentissem naturalmente atraídos um pelo outro. O problema acontece quando, sendo casado, se permite envolver e se aproximar muito de outra pessoa. José, do Egito, sendo solteiro, fugiu das investidas que recebeu da mulher de Potifar (Gn 39.7-12); já o rei Davi, casado com várias mulheres, não se controlou e cometeu adultério com Bate-Seba, uma mulher casada (2Sm 11.2-4), pagando um alto preço por isso. Não brinque com fogo, porque você pode se queimar!  Além das “tentações presenciais” hoje também há as “tentações virtuais”. Cuidado com a armadilha digital! A pornografia banaliza o sexo, tem o potencial de destruir relacionamentos, gera sentimento de culpa e vergonha, e nos afasta da comunhão com Deus.

Vale transcrever aqui alguns conselhos extraídos do folheto ARMADILHA DIGITAL[2]:

“Preciso abandonar a pornografia porque….

…a minha sexualidade é uma maravilhosa dádiva de Deus, que existe para ser vivenciada numa atmosfera de amor, completude e fidelidade. Ela não foi feita para ser vulgarizada pela lascívia e prática da pornografia;

…além de alienante e vazia, a pornografia me projeta numa espiral infinita de obsessão pelo prazer físico, que nunca me satisfaz;

…essa prática me torna escravo dos meus instintos carnais, roubando minha liberdade, minando minha pureza e comprometendo minha integridade;

…é um hábito sórdido e vicioso, com consequências danosas para a minha sexualidade e devastadora para a minha espiritualidade.”

Conclusão

Não podemos perder de vista que a sexualidade ilícita ou os pecados relacionados ao sexo não são os únicos a serem enfatizados e combatidos. Há muitos outros pecados que requerem dos líderes das igrejas e de cada cristão igual atenção. Ao mesmo tempo que cuidamos da pureza da igreja, sem moralismos e legalismos hipócritas, precisamos cuidar de nós mesmos: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” (1Co 10.12)

“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.” (Hb 13.4)

Deus instituiu o casamento e a família, e deseja que estes sejam um porto seguro para o indivíduo. Famílias bem estruturadas e sadias contribuem para uma sociedade bem-sucedida, porque elas são células da sociedade. Células sadias geram um corpo sadio, uma sociedade sadia. Façamos a nossa parte!

Que Deus nos ajude!

Bibliografia:

1. Bíblia Sagrada (SBB – Versão Revista e Atualizada).
2. Bíblia Online – SBB.
3. Revista Didaquê – Vida Abundante – VIVENDO E Aprendendo.
4. Armadilha Digital – Agência Missionária Interlink.
5. Internet.


[1] “A oferta pacífica podia ser apresentada: (1) como um ato de gratidão (Lv 7.12-15) por livramentos, respostas de oração, curas etc.; (2) ligada a um voto relacionado a um favor alcançado ou solicitado (Lv 7.16-17), ou (3) como oferta puramente voluntária, espontânea (Lv 7.16-17).”(A Bíblia Anotada)
[2] Armadilha Digital – Agência Missionária Interlink.

Estar vivo! Sentir-se vivo!

“Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” (Gn 2.18)

A expressão “não é bom” surge aqui, pela primeira vez na bíblia, exteriorizando e revelando os pensamentos do Altíssimo em relação à solidão humana. Aparece pela última vez nos lábios de Jesus dirigindo sua resposta ao clamor daquela mulher cananeia: “Senhor, socorre-me!”…. Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.”  (Mt 15.25-26). Ao todo, essa expressão aparece na bíblia por 16 vezes, principalmente no Livro de Provérbios e fazendo referência a práticas erradas, injustas, inconvenientes ou caminhos pecaminosos.

Quando Deus acha que a solidão humana não é boa, é porque não é mesmo. Somente quem experimentou a vida cotidiana em um agradável ambiente familiar, com seu cônjuge e filhos, depois passou a morar sozinho(a) é capaz de entender esse doloroso sentimento.

Estar vivo não é tudo, também é importante sentir-se vivo! A versão da música BEING ALIVE (ESTAR VIVO) cantada por Adam Driver no filme “História  de um Casamento (MARRIAGE STORY – 2019)” nos oferece uma interessante oportunidade de refletir sobre o estar vivo e sentir-se vivo, em contraste com o vazio da solidão. 

Alguém que abrace você de perto demais.
Alguém que magoe você profundo demais.
Alguém que sente na sua cadeira.
Que faça você perder o sono.
Alguém que precise demais de você.
Alguém que conheça você bem demais.
Alguém que ponha você contra a parede.
Que jogue você no inferno.
Estar vivo.
Estar vivo.
Estar vivo.

Que alguém me abrace de perto demais.
Que alguém me magoe profundo demais.
Que alguém sente na minha cadeira.
Que me faça perder o sono.
E me deixe consciente de estar vivo.
Estar vivo.

Como é gostoso e vitalizante aquele abraço bem apertado e aconchegante de quem te ama. É aquele gesto, sem palavras, que diz tudo.

Até a mágoa tem o seu lugar e valor num relacionamento; produz reflexão, produz mudança. ”Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos.” (Pv 27.6). É claro que não há aqui qualquer apologia à violência física.

O ato de sentar-se na sua cadeira traz as ideias de proximidade e relacionamento; de presença mais demorada, de disposição para falar e ouvir. Quem não precisa disso?

Se algo é monótono e sem importância provoca desinteresse e sonolência. Se alguém faz você perder o sono, quer por seu companheirismo e cumplicidade, quer pelo que disse, significa que há alguém ou algo importante em sua vida e que desperta sensações e sentimentos no mais profundo do seu ser.

A vida passa a ter cores muito mais fortes e vigorosas quando alguém precisa de você. Não se trata daquela dependência tóxica e doentia que anula o ser do outro, mas aquela carência revigorante de quem aprecia e reconhece o valor diferenciado de quem você é e daquilo que você faz.

O conhecimento aprofundado do outro, numa relação de disputa e ódio, é sempre danoso e destrutivo. Porém, numa relação saudável, este conhecimento é muito bem-vindo. Os pontos fortes do cônjuge são reconhecidos e úteis no cotidiano do casal. Naturalmente os pontos fracos não vão passar despercebidos e merecerão aquele apoio incondicional para sua superação.

Encostar o outro contra a parede é não lhe dar espaço para fugir daquilo que precisa ser enfrentado. Pode não parecer muito agradável ser forçado a enfrentar os desafios da vida. É como ser jogado no inferno da provação. Entretanto, tem grande chance de ser recompensador e nos faz sentir vivos. Estar vivo….

Que alguém precise demais de mim.
Que alguém me conheça bem demais.
Que alguém me ponha contra a parede.
E me jogue no inferno.
E me anime, para estar vivo.
Faça-me viver,
Faça-me viver,
Me deixe confuso.

Na sequência, alguns versos são repetidos, agora na forma de um ardente desejo. O desejo se mistura com uma espécie de clamor pela sobrevivência.

A sombria e gélida solidão precisa ser penetrada pela luz e calor do ânimo e entusiasmo de uma companhia amada.

Às vezes ocorre confusão de sentimentos ou dúvidas quando se pensa se vale a pena continuar juntos. Aí alguém diz algo que merece uma boa reflexão: “Podemos ter muitos motivos para não casar com alguém, mas nenhum bom motivo para ficarmos sozinhos”.

Zombe de mim com elogios.
Me deixe ser usado.
Diversifique os meus dias.
Mas sozinho,
É sozinho,
Não é vivo.

Zombar ou debochar ou achincalhar não é coisa boa e desejável. Vamos abrir uma exceção aqui desse zombar e avaliar como algo positivo, porque se é com elogios, parece compensador e estimulador.

Algumas frases podem soar repulsivas, tipo “me deixe ser usado”. Ser usado por alguém e aceitar isso passivamente parece humilhante. Numa relação de amor muito forte e intensa provavelmente será melhor isso do que o isolamento da solidão.

Se a solidão provoca certa monotonia e paralisia, no corpo e na alma, a presença do outro tem tudo para gerar mobilidade, quebra de rotina desde que os cônjuges saibam fazer bom uso da sua criatividade.

Que alguém me inunde de amor.
Que alguém me obrigue a mostrar o meu coração.
Que alguém me faça estar à altura.
Eu sempre estarei lá.
Tão amedrontado quanto você.
Pra nos ajudar a sobreviver.
Estar vivo,
Estar vivo,
Estar vivo.

Mais do que um legítimo desejo, receber atenção, afeto e amor é algo inquestionavelmente revigorante e vital. Faz brilhar os olhos, acelerar o coração, ruborizar a face,  eclodir uma sensação de euforia, enfim, provoca o pulsar da vida do corpo e da alma.

Obrigação só rima com satisfação na técnica dos poetas e compositores. Quem quer ser obrigado a fazer alguma coisa? Ah, mas para escapar da solidão aceitam-se algumas obrigações como aquela que te faz descortinar e manifestar os segredos mais íntimos do coração.

O caminhar a dois envolve muitos desafios, mas também oferece grandes e excelentes oportunidades. Uma delas é a de crescimento. É extremamente proveitoso que cada cônjuge incentive e contribua efetivamente para o desenvolvimento e amadurecimento do outro. Se são “uma só carne” é natural e esperado que isso aconteça. É mais uma vantagem da vida em comum do casal. Do contrário, quando apenas um se desenvolve resulta em disformidade, podendo tornar a relação insustentável.

Portanto, essa vida a dois pode até parecer amedrontadora pelos desafios que se impõem. Entretanto, se o amor que une o casal é maior do que as diferenças que atuam contra, é de se esperar muito mais força e garra para se viver e sobreviver!

Finalmente, vale lembrar que se você perdeu alguém muito importante em sua vida, que fazia você se sentir vivo(a), não perca de vista as promessas de Deus, nosso Criador:

“Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus em sua santa morada. Deus faz que o solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril.” (Sl 68.5-6)

“O SENHOR é quem vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te atemorizes.” (Is 31.8)

“Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.” (Sl 73.23-26)

Caminhos Maravilhosos e Incompreensíveis

“Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo: o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma donzela. (Pv 30.18-19)

Introdução:

O que há de tão maravilhoso e incompreensível aqui nessas palavras de Agur? O que há de tão especial nesses quatro caminhos?

1) O caminho da águia no céu

A águia voa veloz e impetuosamente no céu, o seu habitat natural.

Ela vive nos lugares mais altos, mas desce e se alimenta do que está em lugares baixos, sobre a terra.

O céu é vasto; ainda assim, a águia nunca perde o seu ninho.

Tenham um “casamento águia”!

Voem alto! Sonhem alto! Usem seus talentos, imaginação e criatividade. Entretanto, sustentem-se na terra, com os pés firmes no chão da realidade de cada dia.

Voem para longe! Conquistem os céus e a terra; mas nunca percam de vista o lugar do seu ninho, o valor da sua família.

Acima de tudo considerem que o ponto mais alto da existência humana é a proximidade e o aconchego da presença de Deus, daquele que habita num alto e sublime trono (Êx 19.4; Is 57.15), e não a riqueza, o poder, ou o aplauso humano.

2) O caminho da cobra na penha (pedra)

A cobra rasteja sobre a terra, o que não deixa de ser uma limitação natural da sua espécie.

A cobra vive nos lugares mais ocultos, mas se alimenta daquilo que está à vista.

A terra é vasta; ainda assim, há momentos em que a cobra precisa expor-se sobre as rochas.

Tenham um “casamento cobra”!

Tenham consciência das limitações e fragilidades, individuais e das do seu cônjuge. “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.” (Mt 10.16). Sejam prudentes. Protejam-se das tentações. Tirem proveito das próprias limitações. Complementem-se. Quando estiverem muito expostos, até mesmo pelas circunstâncias ou oportunidades da vida profissional, social ou eclesiástica, redobrem a atenção.

3) O caminho do navio no meio do mar

O navio flutua e desliza sobre as águas do mar.

O navio transita no mar, mas se ancora em terra firme.

O mar é vasto; ainda assim, o navio chega ao destino certo.

Tenham um “casamento navio”!

O mar da vida conjugal é muito vasto e rico, porém cheio de imprevistos. Ora há bonança, ora há tempestade. A cada novo desafio de vida, isto é, a cada nova saída do porto, tenham certeza de qual é o porto de destino. Planejem bem a viagem da vida familiar e usem todos os instrumentos e recursos para uma boa navegação. Lembrem-se de que a Bíblia é o “Mapa do Viajante” e a “Bússola do Piloto”. Então, corajosamente, soltem o cabo da nau, tomem os remos nas mãos e naveguem com fé em Jesus. Nunca se esqueçam de que Jesus é o comandante e a âncora de um casamento bem-sucedido.

4) O caminho do homem com uma donzela

Homem e mulher caminham juntos sobre o chão do amor.

O casamento vive e sobrevive pelo amor, mas se sustenta em Jesus Cristo.

O caminho do amor pode ser mais vasto do que o céu, do que a terra e do que o mar; desde que, homem e mulher, construam juntos e a cada dia, um pedaço do chão do amor, até o final dos seus dias.

Tenham um “casamento a dois e a três”!

“Casamento a um” é quando a pessoa se casa e continua pensando apenas em si mesma, nos seus interesses pessoais e no seu próprio bem-estar. É preciso renunciar o EU e assumir o NÓS!

“Casamento a dois” é o casamento em que cada cônjuge vive para o outro. O que acontecia no namoro, deve continuar a ser cultivado por toda a vida: o respeito à individualidade do outro; a busca de estar perto do outro; a vontade de tudo fazer para agradar ao outro; o cuidado com o corpo, isto é, com o que se veste, com a forma de falar, para se apresentar sempre atraente para o outro. Enfim, o “tudo ser” e “tudo fazer” para o bem e para conquistar o outro a cada dia. Não permitam que a atenção aos filhos ou a algum parente ou a outra pessoa qualquer, subtraia a atenção devida ao cônjuge. Não permitam que qualquer atividade humana: profissional, social, recreativa ou eclesiástica, extinga essa atenção de um pelo outro. Não permitam que o tempo, a rotina da vida, o desvanecimento da beleza física, reduzam essa atenção de um pelo outro.

“Casamento a três” é o casamento em que, além de cada cônjuge viver para o outro e para a família, acima de tudo, ambos vivem para Deus e Deus habita e caminha no meio deles. “Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” (Ec 4.12)

Considerações:

Dedico essa mensagem a todos os recém casados e casados a mais tempo, mas em especial ao meu filho Adolfo e a minha nora Silvana, que se casaram em 04/06/2019. Que sejam uma família bendita do Senhor!

O ventilador e o casamento

Ventilador soprando sobre um casal de noivos. Véu da noiva esvoaçando e pequenos corações saindo do casal.

As situações que vivenciamos no nosso cotidiano podem ser verdadeiramente pedagógicas e enriquecedoras, na escola da vida. Às vezes precisamos queimar muito fosfato para extrair lições daquilo que nos acontece, outras vezes elas saltam aos nossos olhos e berram aos nossos ouvidos. Um exemplo disso é a história do nosso ventilador que compartilhamos a seguir.

Era uma vez um ventilador de mesa, nem muito grande, nem muito pequeno. Um daqueles facilmente encontrados na casa de pessoas comuns, iguais a você e eu. A marca e a cor? Isso pouco importa, no paralelo que é apresentado aqui. Entretanto, não deixa de ser especial. Por que? Porque podemos chamar de nosso. Porque faz parte do nosso dia a dia. Porque torna a nossa existência melhor. É como o nosso casamento, que é especial, que é nosso, que torna a nossa existência melhor.

Esse ventilador entrou em nossa casa novinho, há muito tempo atrás, quando o ar condicionado nem era tão popular assim. Tão novinho quanto a nova vida que se passa a desfrutar a partir do casamento. Era conectá-lo na tomada, em qualquer cômodo da casa, e ele funcionava muito bem. Nada tínhamos a reclamar, exatamente como no nosso relacionamento nas primeiras semanas ou, quem sabe, primeiros meses de casamento. Tudo em clima de lua de mel. Era ligar e correr para o abraço, ou melhor, para receber um ar fresco.  

E o tempo passou…. E nem tudo funciona bem, o tempo todo e todo o tempo; tanto um ventilador, quanto um relacionamento conjugal. Ao ligar o ventilador, observei que a hélice demorava um pouquinho a girar, mas acabava girando. Depois de um certo tempo é normal acontecer uma pequena travada aqui, outra ali, mas nada tão grave assim. Conversa-se, aparam-se as arestas e a vida segue, o casamento flui.

E o tempo passou…. E agora, nada da hélice girar. Desligar e ligar outra vez, de nada adiantava. Algo tinha que ser feito. Eureka! É claro! Um cuidadoso peteleco na hélice e pronto, ele passava a funcionar. E o peteleco virou rotina ou não teria ar fresco. Você já ouviu falar, ou já viu, ou já vivenciou um casamento que só funciona na base do peteleco? Como assim? A euforia do primeiro amor esvaiu-se. O empenho e dedicação pra fazer as coisas, esmoreceu. As iniciativas positivas, os gestos espontâneos, a demonstração de carinho; desapareceram. Aquela vontade de agradar o cônjuge ficou no passado. O que prevalece agora, nesse relacionamento, é o peteleco da cobrança mútua. E assim, de cobrança em cobrança, o casamento segue adiante, arrastando-se, como pode.

E o tempo passou… E o peteleco se tornou ineficaz, inútil. O ventilador resolveu não funcionar mais. Então, era chegada a hora de ir mais fundo; de arregaçar as mangas e colocar em prática as poucas habilidades técnicas. Desmonta-se a grade de proteção e retira-se a hélice. Aí, evidenciam-se as causas de tal paralisia: fios de cabelo e sujeira em volta do eixo da hélice! Faz-se uma boa limpeza e aplica-se um pouco de lubrificante. Finalmente, terminada a montagem, fica a expectativa: será que vai funcionar? Show! Não é que funcionou igualzinho a quando era novo? Giro imediato, sem engasgo e sem necessidade de peteleco.

Ah, o tempo. Às vezes, tão útil, tão necessário, curando feridas do corpo e da alma, apagando más lembranças de péssimos momentos. Outras vezes, porém, encarnando aquele agente algoz, inimigo cruel, secando a beleza, esfriando o amor, travando os relacionamentos. Quando o relacionamento conjugal trava mesmo é hora de discutir seriamente a relação (DR). Não adianta mais empurrar a sujeira para debaixo do tapete. É hora de limpar a sujeira! É hora de conversar sobre aquilo que aborrece, contraria, gera conflito, causa desgosto e desânimo. É hora de negociar e corrigir o que está errado, resgatar a confiança, o respeito, o carinho e a atenção no lidar com o outro. É hora, também, de “lubrificar o casamento”, para reduzir o atrito e, consequentemente, o desgaste da relação. Como lubrificar um relacionamento conjugal? Não há receita pronta, mas dicas eficazes, interessantes. É necessário investir no cônjuge, no casamento, na família!  É hora de cobrar e reclamar menos e elogiar mais; de promover momentos especiais e românticos, quebrando a rotina; de passear mais, viajar mais, presentear mais; de dedicar mais tempo e atenção ao cônjuge.

E o tempo passou…. Ah, o tempo. Não se cansa, não desiste, não cessa de provocar envelhecimento e desgaste. E assim, aquele mesmo ventilador começou a apresentar os mesmos maus sintomas de antes: demorava um pouco, mas girava. Depois de algum tempo, só girava no peteleco. Passado mais um tempo, travou de vez. Aí, você acha que já sabe como solucionar o problema e resolve desmontar, limpar e lubrificar outra vez. Entretanto, após a montagem e teste de funcionamento acontece a surpresa, o inesperado; o ventilador não funcionou. E agora? O que fazer? Desistir nem pensar! Então, mãos a obra. Desmonta-se tudo, como antes, e mais ainda. Só que falta habilidade e o conhecimento técnico necessários. Então, começam a pular molas e peças, daqui e dali, e a coisa sai do controle. Então, junta-se tudo e leva-se para um profissional da área resolver. E aí, será que resolveu? Não é que o ventilador voltou da manutenção funcionando bem!

Há situações no relacionamento conjugal que escapam ao controle do casal, à sua capacidade de tratar. É nessa hora que o casal precisa admitir que precisa de ajuda externa. Não é fácil perceber quando esse momento chega, nem admitir sua impotência para tratar do assunto. Entretanto, é justamente para isso que pessoas estudam e se preparam: terapeutas de família, pastores, conselheiros matrimoniais.

Ah, o tempo…. Ah, essa nossa mania de culpar o tempo, de culpar o outro. Quem contestará que o vilão não é o tempo, mas os elementos da natureza. É o ar, a oxidação, o calor, a umidade, o atrito mecânico, a reação química, elementos em excesso ou em escassez, dentre outros. Por isso, os objetos e equipamentos se deterioram, com o passar do tempo. Da mesma forma, não é o tempo que destrói os casamentos, os relacionamentos. São as ações e omissões de cada cônjuge; os excessos e a escassez. Não seria o tempo um mero e passivo observador externo? O importante mesmo, enquanto houver fôlego de vida, é acreditar que sempre é tempo de reagir aos desmandos vistos no tempo. Portanto, faça a sua parte e deixe que Deus faça a parte dele. Mesmo sem querer forçar uma analogia, vale lembrar que este ventilador precisava estar ligado na energia da casa para funcionar. De igual forma, um casamento, para funcionar plenamente, precisa estar ligado em Deus, aquele que o instituiu. Que o Senhor Jesus Cristo seja a fonte inesgotável de suprimento para o seu casamento!

Como uma excelente opção para revitalização do casamento, recomendamos a participação do casal no evento de final de semana denominado de “Encontro de Casais com Cristo – ECCC”.

“Porque para todo propósito há tempo e modo; porquanto é grande o mal que pesa sobre o homem.” (Ec 8.6)

Família e Igreja


Relação entre a família humana e a família da fé

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus,….” (Mt 6.9)
“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,” (Ef 2.19)
“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” (Gl 6.10)

Introdução          

Família é algo tão singular que se manifesta originalmente, de forma misteriosa, na Trindade; se reproduz na esfera dos seres humanos; e, também se expressa, de forma mística, na instituição Igreja: “Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra,” (Ef 3.14-15).

No sentido humano, não é qualquer agrupamento de pessoas que caracteriza uma família tradicional ou consanguínea, nos moldes instituídos por Deus. Ela começa com uma união (casamento, aliança) heterossexual, pois sem o concurso de um homem e de uma mulher, como se daria a reprodução e consequente preservação da espécie humana?

A própria Constituição Federal, no seu Artigo 226, estabelece a família como base da sociedade:

“§3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. §4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.”

A confissão de Fé de Westminster estabelece (Cap. XXIV):

“I. O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é licito ter mais de uma mulher nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo. (Ref. Gen. 2:24; Mat. 19:4-6; Rom. 7:3).  II. O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, e para impedir a impureza. (Ref. Gen. 2:18, e 9:1; Mal.2:15; I Cor. 7:2,9).”

É no convívio familiar do lar que se realiza a primeira socialização do ser humano. Além da família desfrutar do abrigo físico da casa, é no exercício dos seus papéis que os pais providenciam o suprimento das necessidades de todos os seus membros, provendo, ainda, para os filhos, proteção e educação para a vida, por meio da transmissão de valores éticos, morais e espirituais: “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos. Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos.” (Dt 11.18-19). Essa é a tarefa primeira e indelegável dos pais ou responsáveis. É certo que a igreja pode e deve contribuir na formação espiritual dos membros da família, bem como as instituições escolares na sua formação geral e profissional para a carreira.

A Trindade Santa nos provê o modelo e referência de pessoas relacionadas, não isoladas, que mantém comunhão e harmonia. Na oração do “Pai Nosso” Jesus estende o conceito de família, ampliando os seus limites, quando nos ensina que há um Pai Celestial comum e todos somos irmãos (Mt 6.9; 23.8). Em outra ocasião ele acrescenta: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.” (Mt 12.50). Nesta mesma linha, o apóstolo Paulo denomina a igreja como a “família da fé” (Gl 6.10) ou “família de Deus” (Ef 2.19).

Desenvolvimento              

Neste estudo, desenvolveremos o tema proposto, identificando e explicitando o que há de comum, ou a relação entre família humana e família da fé – a igreja. Vejamos, então, alguns desses elementos comuns:

1. Constituição (Formação)

Em se tratando de constituição ou formação, família e igreja tem muitos elementos comuns, sendo que mencionaremos apenas alguns:

1.1 Origem divina

A família origina-se na vontade soberana de Deus que percebeu que não era bom para o homem viver só (Gn 2.18; Mt 19.4). A igreja, também, origina-se na vontade soberana de Deus que se dispõe a entrar em aliança com o homem (2Co 5.19).

1.2 Separação efetiva

Tanto para a família quanto para a igreja se requer separação e renúncia. No caso da família é preciso cortar o “cordão umbilical” que nos liga à “placenta familiar”, para permitir a formação de uma nova “placenta familiar”. “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24). Igreja é ECCLESIA (lat.) ou EKKLESIA (gr.). “EK”, que significa “movimento para fora” e “KLESIA”, do verbo KALEO (gr.), chamar. Logo, “ekklesia” é a assembleia dos “chamados para fora” do sistema mundano que aí está, para viverem como filhos de Deus, na casa do Pai Celeste (Mt 10.37; 16.24).

1.3 União com exclusividade

A nova família se consuma na união do casal, pelo casamento: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24); “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mt 19.6). Tendo Cristo por cabeça, a igreja constitui-se um só corpo: “Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.” (Ef 4.4-6). A amizade do mundo constitui-se uma quebra dessa união com exclusividade e, consequentemente, provoca a inimizade de Deus (Tg 4.4).

1.4 Declarações e Promessas

Uma nova família se inicia com declarações e promessas feitas entre os cônjuges. Na cerimônia de casamento são feitas declarações de amor e promessas de companheirismo, apoio e cuidado: “– Prometes amá-la(lo), honrá-la(lo), consolá-la(lo) e cuidar dela(e), tanto na saúde como na enfermidade, na prosperidade e na escassez, e te conservares exclusivamente para ela(e)?”; “– SIM PROMETO!” Isso demanda fé e confiança de que a outra parte honrará as promessas feitas.

Em se tratando da igreja, há expressas manifestações de amor e promessas preciosas da parte de Deus que abrangem o tempo presente e o porvir. “Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna.” (Mc 10.29-30); “..Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”  (1Co 2.9). Ainda que possamos falhar, ele permanecerá fiel ao que prometeu e disposto a nos restaurar, se arrependidos, confessarmos os nossos pecados: “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” (2Tm 2.13).

1.5 Mudança de vida

Com o casamento e a formação de uma nova família muita coisa tem que mudar na vida dos cônjuges:

a) Nova identidade: além da mudança do estado civil dos cônjuges, normalmente, a nova família passa a ser identificada por um sobrenome comum.

b) Nova agenda: os cônjuges deixam de lado a “vida de solteiro” para dedicarem-se prioritariamente, um ao outro e à família. A declaração de Rute à sua sogra exemplifica bem o tipo de compromisso que deve haver entre marido e esposa no casamento (Rt 1.16-17).

c) Novo compromisso: o compromisso de caminhar juntos, em plena comunhão, sem segredos entre si, provendo o sustento e bem-estar um do outro, dedicando-se totalmente a fazer o outro feliz.

d) Novo sinal externo: o anel (aliança) no dedo anelar esquerdo torna visível, para memória dos pactuantes e para a sociedade, o compromisso assumido: “– Com este anel eu selo a minha aliança contigo, unindo a ti meu coração e minha vida, e te faço participante de todos os meus bens.”

Ao nos tornarmos seguidores de Cristo e membros da sua igreja, muita coisa tem que mudar em nosso estilo de vida:

a) Nova identidade: passamos a ser identificados com um nome comum, derivado do nome daquele a quem seguimos: cristão (At 11.26)

b) Nova agenda: que consiste em buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33), deixando para trás a “vida antiga” (2Co 5.17), para nos dedicarmos, prioritariamente, a Deus, à família sanguínea e à igreja, na sua missão.

c) Novo compromisso: o compromisso de caminharmos juntos, em plena comunhão com os irmãos na fé, provendo o sustento da igreja, dedicando-nos totalmente a fazer a vontade de Deus.

d) Novo sinal externo: A pública profissão de fé e o batismo são sinais externos iniciais de uma fé interna. Entretanto, o sinal externo permanente e relevante é o testemunho cristão, para os de dentro e os de fora da igreja. O exemplo de Jesus: “contudo, assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou.” (Jo 14.31a)

1.6 Celebração da Comunhão

Não há momento mais íntimo do que aquele da família reunida à mesa para a sua refeição cotidiana, trocando olhares e compartilhando suas vivências. No início da igreja os cristãos se reuniam para celebrar a comunhão com a festa do amor (ágape), juntamente com a Ceia do Senhor. Esse segundo rito observado pela igreja – A Ceia do Senhor – será sempre um momento de celebração da Nova Aliança, em memória do Senhor e da sua redenção no Calvário, até que ele volte, e de celebração da comunhão da família da fé.

1.7 Duração

Todo pacto ou aliança estabelece não só os benefícios decorrentes de seu cumprimento, como também as consequências negativas para a parte que não se mantiver fiel. O casamento que dá origem à família é para toda a vida – “Até que a morte os separe”: “Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher.” (1Co 7.10-11). Os membros da família e a sociedade têm colhido frutos amargos devido à quebra da aliança conjugal e consequente desestruturação familiar. A igreja está inserida num pacto ou aliança de Deus com seus remidos de duração eterna: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!” (Hb 13.20-21).

Vale lembrar que a família consanguínea está limitada e restrita a este mundo terreno e transitório: “Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.” (Mt 22.30). Já a família da fé, a igreja militante, transpõe essa dimensão terrena e se transforma na igreja triunfante, no outro lado da eternidade.

2. Reprodução (Crescimento)

“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn 1.28)

Sem reprodução a família humana se extingue na face da terra. Então, pode-se afirmar que esta é a missão primeira e básica da família. É fato que, por uma questão biológica de infertilidade e de esterilidade, nem todo casal consegue cumprir essa missão familiar. Obviamente, há outras razões e motivações que levam um casal a não gerar filhos; não cabe aqui apresentá-las ou discuti-las.

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt 28.19)

Sem reprodução espiritual, sem novos discípulos, a igreja se extingue na face da terra. Então, por analogia, pode-se afirmar que esta é a missão primeira e básica da igreja. É o que se denomina de Evangelismo e Missões. É fato que, por razões diversas, tais como – apostasia, conformismo com o mundo, pecado encoberto, falta de compromisso e empenho com sua missão – uma igreja não cresce ou não cresce, quantitativamente, como deveria.

3. Organização (Funcionamento)

Para uma família funcionar bem, há que ter governança e seus membros precisam desempenhar seus respectivos papéis. A bíblia não se omite e fornece muitos ensinamentos sobre o assunto. O Pr. Ariovaldo Ramos desdobra esses papéis pelos três princípios ou elementos basilares da família: Paternidade, Maternidade e “Filidade”, a saber:

PATERNIDADE (Pai): Provisão, Proteção e Direção.
MATERNIDADE (Mãe): Inspiração, Acolhimento, Consolo e Nutrição.
FILIDADE (Filho): Alinhamento, Obediência e Continuidade.

A sociedade secular pode até ter outra visão sobre o papel do homem e da mulher na liderança da família, o que não é de se estranhar porque ela não está alinhada com os padrões divinos expressos na bíblia: “porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo.” (Ef 5.23). Não importa que pensem que esse princípio bíblico seja machista, retrógrado e ultrapassado.

A paternidade na Família Igreja emerge, espiritualmente, de Deus Pai; e flui, efetivamente, através dos seus líderes. Essa liderança visível da Igreja foi instituída por Deus para exercer as funções de provisão, proteção e direção; através de homens segundo o coração de Deus que, naturalmente, precisam contar com o auxílio indispensável das mulheres.

A maternidade na Família Igreja emerge, espiritualmente, de Deus Espírito Santo; e flui, efetivamente, através do mesmo Espírito, derramado sobre todos os remidos do Senhor, pertencentes à Nova Aliança. Portanto, o Espírito Santo e a Palavra de Deus, além da regeneração e crescimento, produzem inspiração, acolhimento, consolo e nutrição.

A “filidade” na Família Igreja emerge, espiritualmente, através de Deus Filho; e flui, efetivamente, pelos filhos de Deus, membros do corpo de Cristo. Jesus é o nosso exemplo e modelo de “filidade”, isto é, de alinhamento com o propósito e a vontade do Pai, obediência aos valores do Pai e continuidade da missão (1Pe 2.21).

4. Preservação (Sobrevivência)

Por último, vale lembrar que é tarefa dos pais cuidar e zelar, por eles mesmos e pelos filhos, no que diz respeito ao sustento e desenvolvimento intelectual, social e espiritual. Nesse estilo de vida pós-moderno, homem e mulher, precisam ser mais do que pais provedores. Quer pela necessidade de buscar recursos financeiros, quer pelo glamour de uma carreira tentadora, eles podem sonegar o precioso tempo e dedicação, tão necessários ao investimento na família, de modo a preservá-la. Esse estar junto, cuidando e zelando, inclui também o estabelecer limites e exercer a disciplina preventiva e corretiva.

“ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mt 28.20)

Assim como na família dinheiro não é tudo e não há a figura de cliente ou expectador, na igreja, o que se espera é o compromisso e participação de todos. O sacerdócio universal dos crentes não pode ser apenas retórica, um discurso vazio e utópico. A liderança da igreja jamais dará conta sozinha de tudo o que precisa ser feito e não pode descuidar da disciplina preventiva e corretiva (1Co 11.32). Somos um organismo vivo, constituído por muitos membros, sendo cada um chamado a desempenhar a sua função. É o Espírito Santo quem capacita a cada um, mas cabe à liderança espiritual da igreja ser instrumento facilitador para que toda essa engrenagem funcione bem (Ef 4.15-16). E, assim, cada um desempenhando o seu papel, como crente-servo e não como crente-cliente, estaremos contribuindo para a preservação e crescimento da igreja, sustentados, sobretudo, pelo Senhor da Igreja, “até à consumação do século”.

Conclusão:

Que Deus nos ajude a compreender essas semelhanças entre família e igreja, duas instituições que nasceram no coração de Deus. Que, entendendo o papel de cada parte, possamos ser bênção e receber as bênçãos, ao participar de ambas.

Relacionamento sexual tem sequência e consequência

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Introdução

Chris é um ex-jogador de tênis irlandês, “pobre”, mas ligado nas artes, música e literatura, que deixa as turnês, muda-se para Londres e agora dá aulas do esporte em um clube de elite, frequentado pela alta sociedade britânica. Lá ele começa a dar aulas para Tom, de família muito rica, que logo se torna seu amigo. Conversando com Chris, Tom descobre que ele gosta de ópera e o convida para assistir a uma apresentação, no camarote da família. Na noite dessa apresentação, Tom o apresenta para seus pais e para a sua irmã solteira, Chloe (Emily Mortimer). Ela se interessa por Chris e vai ao treino do irmão, com a intenção de se aproximar do rapaz. Tom passa a vez para a irmã e os dois jogam tênis. Terminado o treino, eles vão beber algo, para se refrescar, e conversam buscando se conhecerem melhor. Mais achegado à família da moça é convidado para ir à casa de campo deles, no domingo, quando haverá uma festa. Ali ele conhece a sensual noiva americana de Tom, Nola (Scarlett Johansson)(Tom e Nola estão morando juntos há 6 meses, mas ainda não se casaram) e começa a fazer um jogo duplo, dando em cima das duas: uma, simpática, boazinha e rica; a outra, linda, sensual e pobre. Cada uma tem parte do que ele deseja. Chloe leva Chris para conhecer alguns pontos da cidade. Numa dessas tardes, no cinema, ela declara seu amor por ele, se beijam e ela pergunta: “­– Vamos para a sua casa ou para a minha?”  Daí, foram para a casa dela e passaram a ter um relacionamento sexual ativo. Depois de algum tempo juntos, decidiram se “casar”. Já o outro casal, depois de algum tempo de relacionamento sexual ativo se separam, não “casaram”. Isso é somente uma breve sinopse do início do filme “Ponto Final” (Match Point) – 2005.

Já faz algum tempo que eu estava querendo escrever algo sobre inversão de sequência no relacionamento sexual. Fico muito à vontade para falar sobre o assunto e o faço com a autoridade das Escrituras Sagradas (Bíblia) e a autoridade da minha vivência pessoal. Pela graça de Deus fui fiel ao meu Senhor, me guardando puro para o casamento. O que se vê no relacionamento dos dois casais do filme acima referido, de um tempo para cá passou a ser extremamente comum nas produções da indústria cinematográfica, nas telenovelas e, na vida real. Sem dúvida demonstra uma mudança comportamental de grande parte da sociedade que perdeu a noção do que é, e da importância que tem, a instituição divina chamada casamento. Diante do apagão moral, de uma sociedade que abortou Deus do seu cotidiano, alguns diriam que isso é quase irrelevante diante da podridão moral, que cheira a enxofre, que se vê por aí. Não importa se há coisa pior. Deus sempre levanta uma voz profética para denunciar o pecado e alertar quanto às suas consequências.

Comum e Normal

Inicialmente, é importante destacar a diferença entre o que é comum e o que é normal. Há muitos costumes pecaminosos enraizados na sociedade e que se tornaram algo “comum”. Comum, por conta da sua alta incidência. É muito comum o relacionamento retratado no filme, como também é comum acontecerem furtos, assaltos, desrespeito no trânsito, atos de corrupção etc, na sociedade brasileira. Tudo isso é “comum”, mas não é “normal”! O que seria, então, normal? Numa visão conceitual mais ampla, seria normal tudo aquilo que, primeiramente, agrade a Deus, e, depois, promova o bem estar da sociedade.

A vida é feita de sequências

É sempre importante olhar para o mundo natural que nos cerca e perceber que a vida é feita de sequências. Planta-se uma árvore frutífera. No tempo certo ela dá o seu fruto. A fruta cresce, amadurece, é colhida e está no ponto para ser saboreada. Tem crente comendo fruta verde, fora de época, se remoendo com aquele sentimento de culpa. E, se não há sentimento de culpa, essa pessoa está com a consciência petrificada; o Espírito de Deus não tem liberdade em sua vida. Há uma história que ouvi contar bastante interessante. Um menino foi mexer na pereira do quintal da sua casa. Ao pegar uma pera quase madura, que vinha sendo acompanhada pelo pai, a fruta desprendeu-se em sua mão. Temeroso de ser castigado por isso, a criança prendeu a fruta no galho onde estava, com um barbante. O tempo foi passando e o pai estranhou que aquela pera começou a se estragar rapidamente. Ao verificar in loco o que estava acontecendo, descobriu a estratégia engenhosa e enganadora do filho. Tem crente fazendo aquilo que sabe que não deveria fazer e escondendo dos outros. Ainda que possa enganar as pessoas por algum tempo, não conseguirá fazê-lo por todo o tempo. Não demorará a “apodrecer rapidamente no pé”. Também não conseguirá esconder o seu pecado do onisciente e soberano Deus.

Namoro, Noivado, Casamento e Sexo

Não podemos esperar que pessoas não cristãs atendam à sequência natural e normal estabelecida por Deus (para crentes e não crentes) e expressa na bíblia: namoro, noivado, casamento e sexo! Entretanto, de cristãos, esperamos sim! Namoro é uma etapa importante e necessária de conhecimento mútuo, de relacionamento apenas afetivo. O casal precisa conversar muito para saber o que o outro pensa da vida e do futuro, para conhecer seu temperamento, já que o casamento é para toda a vida. A chamada PEGAÇÃO ou FICAR, infelizmente tornou-se muito comum entre os jovens solteiros, inclusive dentro das igrejas, que em vez disso, deveriam buscar e focar apenas aquela pessoa que Deus já separou para si. Isso é coisa desses tempos modernos e está fora dos propósitos de Deus. Noivado é a extensão do namoro, que expressa uma declaração de compromisso; um tempo normalmente curto para se planejar o casamento e a vida futura, a dois. Cuidado, noivado não é sinal verde para avançar para o relacionamento sexual! Lamentavelmente tem crente desprezando os absolutos de Deus! Estou me referindo a adolescentes, jovens e adultos. Desde o início dos tempos terrenos, a vontade de Deus foi declarada por ele mesmo e ratificada por Jesus, quatro mil anos depois, bem como pelos apóstolos: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24; comp. Mt 19.5; Ef 5.31). É fácil perceber que está tudo claramente explicitado aqui, neste versículo: a) O casamento implica numa relação heterossexual (pai e mãe, homem e mulher); b) O casamento é monogâmico e exclusivo (os dois); c) O casamento implica no deixar uma família para formar uma nova família (“deixa…” É um deixar geográfico, financeiro e emocional); d) O casamento torna homem e mulher uma só carne, o que se dá pelo ato sexual (não significa que cada cônjuge perca sua identidade). Na concepção divina e bíblica, não existe a possibilidade de se desvincular o ato sexual do casamento. Se o casal está mantendo relação sexual (morando juntos ou não), já consumou o casamento, mesmo que não tenha assinado qualquer papel. É bizarro esse negócio de dizer que vai se casar se já estão vivendo juntos. É como regar a grama debaixo de chuva. Na prática, vão apenas assumir publicamente ou legalmente (se houver registro em cartório) o casamento que já se consumou há algum tempo. Essa questão do ato sexual é tão séria, no que se refere a se tornar uma só carne, que o apóstolo Paulo acrescenta: “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne.” (1Co 6.15-16).

Relações sexuais ilícitas

Quem mantém relação sexual, fora do casamento, está em pecado! Sexo entre não casados é o pecado da FORNICAÇÃO, palavra que parece só existir nos dicionários e em algumas traduções da bíblia (At 15.29 – ARC) e significa “relações sexuais ilícitas” (At 15.20, 29; 21.25). Na Lei Mosaica, instituída por Deus para o povo de Israel, em casos de traição, a fornicação era punida com a morte, por apedrejamento, da traidora que não foi fiel ao seu compromisso, e do seu amante (Dt 22.23-24); em outros casos, o casamento era obrigatório e imediato (Dt 22.28-29). Falar em sexo pré-conjugal, extraconjugal e conjugal incomoda muita gente. Para estes, isso é coisa do passado, um tabu há muito ultrapassado, coisa chata e inconveniente. Eles argumentam que, sexo é sexo, independentemente das convenções da bíblia e da igreja, e é uma necessidade a ser satisfeita, como qualquer outra necessidade biológica, no momento em que surge. Ledo engano! Quem está em pecado quebrou a comunhão com Deus e perdeu sua proteção, pois Deus não tem compromisso com ímpios. Não está em condições de participar da Ceia do Senhor ou exercer qualquer cargo na igreja ou função na liturgia do culto, nem mesmo de orar, até que se arrependa, confesse e deixe o seu pecado. “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” (Is 59.2)

Quando a consciência acusa e bate aquele sentimento de culpa, não adianta querer racionalizar:

“– Vai ser meu marido/esposa mesmo, que mal tem?”
“– Antigamente era diferente, hoje os tempos são outros. Tem gente fazendo coisa muito pior.”
“– Test drive é válido sim! É melhor ver como é pra depois não se decepcionar e ter que se divorciar.”
“– Relacionamento sexual não precisa de papel assinado. Eu me sinto como se estivesse casado(a);” portanto, não estou em pecado.”

Não importa as desculpas que se elabore para tentar calar uma consciência de pecado. O fato é que casamento é uma aliança feita entre um homem e uma mulher, na presença da família e amigos, de preferência dando ciência à sociedade e, especialmente, diante de Deus, rogando as suas bênçãos, quando se lhe tem temor.

Conclusão

Finalmente, é importante que se acrescente:

  1. Quem cede, antes do casamento, está dando provas de que não tem caráter, nem fibra, para se manter fiel ao cônjuge após o casamento.
  2. Tudo o que é feito sob a aprovação de Deus é muito melhor!
  3. Vale a pena manter o compromisso diante de Deus de guardar-se para o casamento! É como diz o lema da Campanha para cristãos solteiros sobre sexualidade, relacionamentos e vida sentimental – “EU ESCOLHI ESPERAR”, cuja página oficial no Facebook tem mais de 3 milhões de curtidas. https://www.facebook.com/euescolhiesperar/

Leia também, neste Blog:

Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais

Os seis ciclos do casamento

Ciclos casamento

A vida é muito dinâmica. Ao longo da caminhada, novos cenários e contextos se apresentam a cada um de nós. Uma pessoa que vive até à velhice experimenta de perto o desafio e a tensão de ter que se adaptar às mudanças inerentes a cada uma das fases da vida. Num linguajar mais técnico os psicólogos chamam essas transições de fase de “crises de passagem”. Entender melhor essas fases e suas demandas, certamente nos ajudará a melhor vivenciá-las e seguir em frente.

Em certo momento ou fase da nossa existência o casamento e a vida conjugal se inserem em nossas vidas. De forma alguma a vida conjugal é algo estático e previsível. Assim como a vida é algo dinâmico, o casamento também tem seu dinamismo, os desafios de cada ciclo e contexto específico. Entender melhor esses ciclos, suas peculiaridades e demandas, contribuirá sobremaneira para o casal se preparar e vivenciar cada momento, fortalecendo o relacionamento conjugal e familiar. Nosso propósito aqui é identificar, comentar alguns aspectos e apresentar algumas dicas e pontos críticos, inerentes às várias fases do casamento ou ciclos vitais da família. É claro que a duração sugerida para cada ciclo não é tão rígida assim; é somente uma estimativa. É claro que os seis ciclos apresentados abaixo não representam todas as situações possíveis. Um casal que nunca terá filhos é um dos cenários não tratados aqui.

Ciclo1

1º CICLO: Casamento LOVE
Período: até 1 ano de casados, sem filhos.
Características dominantes:
• Romantismo / Lua de mel;
• Adaptação ao outro;
• Novo endereço;
• Assumindo responsabilidades (pagamento de contas, supermercado);
• Muita curtição na agenda.

Dificilmente as pessoas param para refletir sobre o contexto da sua vida conjugal em cada ciclo do seu casamento. Veja acima, por exemplo, as características dominantes neste primeiro ciclo. É um misto de encantamento, deslumbramento e paixão; com mudanças radicais e o assumir de responsabilidades, tais como: mudança de endereço; “perda” do convívio da família de origem; perda das mordomias (comida na mesa, roupa lavada, quarto arrumado etc etc); ter que pagar contas, fazer compras no supermercado, lavar louça etc etc. Para quem não participava da rotina doméstica é um grande desafio. E a adaptação à mudança do EU para o NÓS? Dar satisfação ao outro de onde vai, do que vai fazer; negociar a participação de cada um na rotina doméstica, o que fazer no final de semana, quando e onde passar as férias são algumas das novas obrigações dos cônjuges. É dureza avançar de fase quando um ou ambos os cônjuges não se dão conta dessas novas realidades; de que a vida de solteiro morreu!

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo e entendeu esse novo contexto, faça a sua parte e ajude o seu cônjuge a entender e cumprir a parte dele. Em sua multiforme sabedoria, Deus, sabendo desses grandes desafios, colocou na vida do casal um ingrediente compensador e motivador: o amor, a paixão, a atração e prazer sexual, o companheirismo, a cumplicidade, um belo projeto de vida a dois a ser desenvolvido!

Pontos críticos: a)Cônjuge não cortar o “cordão umbilical” da família de origem; b)Cônjuge se fixar apenas no lado prazeroso da vida conjugal e não assumir sua responsabilidade. c)Cônjuge não renunciar o EU, a favor do NÓS.

Ciclo2

2º CICLO: Casamento BABY
Período: De 2 à 7 anos de casados, com filhos pequenos.
Características dominantes:
• Gente nova no pedaço;
• Restrição da liberdade;
• Mudança da rotina;
• Noites em claro;
• Interferência familiar;
• Da badalação à embolação;

Em cada ciclo do casamento há “perdas” e “ganhos”; aspectos “favoráveis” e “desfavoráveis”. Isso é bom demais porque equilibra as coisas. Com o passar do tempo a vida do casal tende a ficar rotineira e monótona. Para isso não acontecer é preciso ter criatividade e repensar a agenda, planejar passeios, desenvolver hobbies ou atividades etc. Entretanto, há uma coisa que muda radicalmente a vida de um casal, que acaba instantaneamente com toda a monotonia e tédio; o nascimento de um filho. Filho é herança bendita do Senhor, é a continuidade da vida, mas transforma completamente a rotina do casal. As crianças são dependentes em tudo e demandam muito a presença, o trabalho e a dedicação dos pais. A agenda externa, a badalação do ciclo “só love, só love” tem que ceder espaço para a agenda interna, senão embola o meio de campo. A carreira e profissão dos cônjuges passam a disputar espaço e atenção com este pequeno ser. É preciso negociar mais coisas: quem leva para a escola ou ao médico ou ou ou…..Neste ciclo, o casal precisa ter humildade para ouvir os conselhos dos pais e parentes, mas não permitir a interferência familiar no processo de criação dos filhos; a responsabilidade do casal é indelegável.

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo e entendeu esse novo contexto, faça os ajustes necessários na sua vida e rotina conjugal para desfrutar desse tão grande privilégio outorgado por Deus. Ele confiou a você um novo ser para você cuidar, educar e orientar. O trabalho adicional e adaptações necessárias não podem ofuscar o privilégio de tamanha bênção divina.

Pontos críticos: a)Cônjuge não assumir sua responsabilidade de pai ou mãe, sobrecarregando o outro cônjuge; b)Cônjuge se fixar apenas nos filhos, colocando o outro cônjuge em segundo plano; c)Cônjuges não renunciarem a badalação e terceirizarem a criação dos filhos. d)Cônjuges que não sabem colocar limites nos filhos e acabam sendo dominados por eles.

Ciclo3

3º CICLO: Casamento JUNIOR
Período: De 8 à 15 anos de casados, com filhos pré e adolescentes.
Características dominantes:
• Tratando das influências externas sobre os filhos (amigos, escola etc);
• Respondendo aos porquês e questionamentos dos filhos;
• Lidando com a participação dos filhos na agenda do casal (férias, viagem etc);
• Muitas preocupações;
• Socorro!!! Precisamos de ajuda.

Ainda bem que os maiores desafios acontecem quando o casal está um pouco mais maduro e preparado. Se as crianças demandam muito “esforço físico”, os pré-adolescentes e adolescentes demandam dos pais mais “esforço intelectual”. Uma criança precisa ser bem mandada, já um adolescente quer entender os porquês, discutir, confrontar o que ele ouve lá fora com o que lhe é ensinado em casa, impor sua vontade, ocupar mais espaço na tomada de decisões da família etc etc. Sem perceber o tsunami de transformações internas (hormonais, mentais etc) e externas (físicas) nos filhos adolescentes, muitos pais se veem em aperto. Se no ciclo anterior você fez bem seu dever de casa, com muito amor, diálogo e orientação, este novo ciclo tem tudo para ser menos complicado. Qual o lado motivador deste ciclo? Sem dúvida é ver os filhos adolescentes ensaiando seus primeiros passos de autonomia, começando a esboçar traços de sua personalidade, alcançando suas primeiras vitórias nos novos desafios etc. etc.

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo e entendeu esse novo contexto, procure perceber o que se passa com seu filho(a). Que ele veja nos pais não pessoas cerceadoras e insensíveis, mas sim, alguém que não corta as asas, mas orienta o voo. Adolescente tem muita energia e muito impulso pelo novo, pelo ainda não experimentado. É necessário demovê-los das loucuras e canalizar tanta energia para fins proveitosos.

Pontos críticos: a)Cônjuge não assumir sua responsabilidade de pai ou mãe, sobrecarregando o outro cônjuge; b)Cônjuge se fixar apenas nos filhos, colocando o outro cônjuge em segundo plano; c)Cônjuges que permitem os filhos assumir o comando da família. d)Cônjuges que se omitem na tarefa de esclarecer os questionamentos dos filhos; não dedicam tempo a eles.

Ciclo4

4º CICLO: Casamento JOVEM
Período: De 16 à 25 anos de casados, com filhos jovens.
Características dominantes:
• Lidando com dependentes quase independentes;
• O programa a dois está de volta;
• De olho nos nossos pais;
• E os gastos aumentaram $$$$.

O tempo passa, a vida segue o seu curso, o casal passa a lidar com filhos jovens. O cenário é bem mais favorável para o casal incrementar mais sua agenda a dois. Afinal, os filhos já são quase independentes; sabem se virar sozinhos e têm agenda própria. Por outro lado, os pais do casal estão envelhecendo e é preciso ficar de olho neles, principalmente se já apresentam alguma enfermidade ou limitação. A situação só não é mais tranquila porque as demandas profissionais requerem muita atenção e dedicação. Os gastos familiares podem ainda ser elevados, no caso dos filhos ainda não estarem empregados.

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo, não se prenda por causa dos filhos jovens; aproveite a boa fase e incremente o programa a dois.

Pontos críticos: a)Cônjuge se fixar apenas nos filhos, colocando o outro cônjuge em segundo plano; b)Cônjuges que permitem os filhos assumir o comando da família. c)Cônjuges que desaprenderam a curtir e investir no outro cônjuge.

Ciclo5

5º CICLO: Casamento SENIOR
Período: De 26 à 35 anos de casados, com filhos trabalhando, casando ou casados.
Características dominantes:
• Dividindo a atenção com pais, filhos e netos;
• Começando de novo;
• Enfim sós;
• Ninho vazio;
• Repensando o futuro;
• Devolvendo o que recebeu (atividade voluntária);
• Cuidando dos netos.

E agora que os filhos saíram de casa? Será que, neste caso, se aplica aquela máxima: “filhos criados, trabalho dobrado!” Creio que em alguns casos sim, em outros, não. Nunca podemos desconsiderar a lei da semeadura, aquela que diz que colhemos hoje o que semeamos no passado. Filhos bem criados normalmente dão mais alegria do que tristeza. Em qualquer dos casos, a preocupação dos pais com os filhos é sempre indelegável e constante. O “ninho vazio” nem sempre significa a liberação total do casal. Nesta fase é comum surgirem demandas como atender pais já idosos, filhos com dificuldades e netos que não têm onde ficar enquanto os pais trabalham.

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo, cuide bem daqueles com que você mantém laços familiares, mas não descuide jamais da vida a dois!

Pontos críticos: a)Cônjuge se fixar apenas nos pais ou filhos ou netos, colocando o outro cônjuge em segundo plano; b)Cônjuges que, ao se liberarem de tarefas com os filhos que seguiram seu caminho, não preencherem seu tempo com outras atividades úteis e motivadoras. c)Cônjuges que desaprenderam a curtir e investir no outro cônjuge.

Ciclo6

6º CICLO: Casamento CONDOR
Período: Após 36 anos de casados, colhendo o que plantou.
Características dominantes:
• Pendurando as chuteiras;
• Sociedade com a farmácia;
• Viajando (livre para voar);
• Novos projetos;
• Recebendo carinho, cuidado e amparo;
• Recordar é viver.

Nesta fase do casamento é bem capaz da aposentadoria já ter chegado. Agora há mais tempo livre, ainda que a disposição não é a mesma do início do casamento. Por vezes, o cuidado com a saúde quase exige uma sociedade com a farmácia. O tempo livre precisa ser bem aproveitado. Novos projetos podem ser muito estimulantes, ótima terapia ocupacional, úteis a nós mesmos e ao nosso próximo. Se o saldo bancário permitir, viajar é muito revigorante. É tempo de continuar pagando a conta do trabalho que demos aos nossos pais, cuidando deles. Mas, também é tempo de receber o retorno, o carinho e amparo dos filhos e netos aos quais dedicamos parte dos nossos bons dias.

Dica(s): Se você está vivendo este ciclo, aproveite bem cada minuto do seu tempo, pois ele se esvai, escapa por estre os seus dedos. Não entre nessa de adiar para amanhã, sonhos e projetos. Viva o hoje intensamente; aliás, faça isso em cada fase da sua vida individual ou conjugal.

Pontos críticos: a)Cônjuge se fixar apenas nos pais ou filhos ou netos, colocando o outro cônjuge em segundo plano; b)Cônjuges que, ao se liberarem de tarefas com os filhos que seguiram seu caminho, não preenchem seu tempo com outras atividades úteis e motivadoras. c)Cônjuges que desaprenderam a curtir e investir no outro cônjuge.

Conclusão:

Ciclo7

Que bênção é poder vivenciar todos os ciclos do casamento. Cada um deles é uma aventura emocionante e necessária à continuidade da vida. Quem prestar bem atenção perceberá que há uma linda alternância e reciprocidade, do dar e do receber, ao longo da caminhada. No início da vida recebemos, no meio da vida doamos e, no final da vida, voltamos a receber. No que depender de você, faça essa viagem completa, percorra todos os ciclos, não se perca pelo caminho. O casamento instituído por Deus é como a vida, tem nascimento, infância, adolescência, juventude, vida adulta, velhice e morte. Seja feliz e faça outros felizes!

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras (você, seu cônjuge e Deus) não se rebenta com facilidade.” (Ec 4.9-12)

(Inspirado na temática do XIII Reencontro de Casais com Cristo, da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro – NOV/2009)

Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais

“Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades.” (At 17.21)

Não é de hoje que as novidades chamam tanto a atenção das pessoas! No primeiro século depois de Cristo já era assim. Estamos cercados de novidades por todos os lados, em todas as áreas: Jornalismo e Literatura, Ciência e Tecnologia, Marketing e Vendas, Entretenimento, Mundo Virtual, Golpes e Crimes etc. Há muitas novidades que são boas, outras, porém, são verdadeiros tumores cancerígenos sociais.

A intenção aqui é refletir um pouco sobre as novidades na área Comportamental.  Deixando de lado aspectos como Aparência, Vestuário e Atitudes, vamos focar apenas os Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais.

Nesta área também há muitas novidades. Tornou-se necessário entender o significado dos novos verbetes, pois os antigos estão ficando fora de uso.

Havia verbetes para identificar as várias etapas do compromisso entre um homem e uma mulher, tais como: NAMORADO(A), NOIVO(A) e MARIDO(ESPOSA). Hoje, surgem novos termos e novas concepções:

NAMORIDO(A) é mais do que namorado(a). São casais que resolvem morar juntos, por algum tempo, assumindo relacionamento típico de marido e esposa, porém, sem todos os compromissos de um casamento formal ou informal e com mais direitos do que deveres.  “–Sem essa de casamento formal para a vida toda”, dizem eles. Essa questão de dizerem que vão se casar depois de estar morando junto há “x” meses/anos não faz sentido! Se estão COABITANTO e COPULANDO já estão casados, independentemente de qualquer papel de cartório. Na verdade vão apenas formalizar o casamento, o que não deixa de ser uma boa providência. Há pessoas divorciadas ou viúvas que também preferem esta forma de relacionamento, pois não querem assumir um casamento de verdade.

AMANTE era adultério duradouro e CASO era adultério eventual e temporário. ADULTÉRIO era (e ainda é) quebra da fidelidade conjugal. Hoje, esses termos quase caíram em desuso pela facilidade e frequência com que as pessoas terminam um relacionamento conjugal e começam um novo.

DESQUITE já é verbete pré-histórico. DIVÓRCIO é o verbete da moda. Se ambos os cônjuges concordarem e não houver filhos menores ou incapazes envolvidos na relação, basta se dirigirem ao cartório, na presença de um advogado, que tudo é resolvido de forma simples e rápida. É claro que em alguns casos o divórcio parece ser a única saída digna e inevitável para um relacionamento conjugal insustentável. Entretanto, depois da novidade da sua legalização, muitos evangélicos passaram a considerar seriamente o divórcio como um “direito a ser usufruído” em algum tempo, como a aposentadoria, quem sabe. Então, na primeira oportunidade, após algumas discussões e desentendimentos tão comuns nos relacionamentos conjugais, acrescidos daquela tentação do novo, da mudança, de experimentar um relacionamento com uma nova mulher ou um novo homem, lançam mão do “seu direito”. Que se dane a instituição família, os filhos, a igreja e o que a bíblia ensina a respeito.

Aquela etapa de conhecimento mútuo, de relacionamento apenas afetivo chamada de NAMORO tem perdido espaço para a chamada PEGAÇÃO ou FICAR, muito comum entre os jovens solteiros, inclusive dentro das igrejas. Em vez de buscar e focar apenas aquela pessoa que Deus já separou para si, opta-se pela seguinte filosofia de vida: “Se eu posso ter vários ou várias, por que me limitar a um ou uma só?” E, assim, acontece aquele troca-troca que parece não ter fim. Em muitos casos até com direito a “test drive”!

Por falar em “test drive” o verbete e pecado para isso é FORNICAÇÃO, palavra que parece só existir nos dicionários e em algumas traduções da bíblia (At 15.29 – ARC) e significa “relações sexuais ilícitas”. Aliás, falar em sexo pré-conjugal, extraconjugal e conjugal incomoda muita gente. Para estes, isso é coisa do passado, um tabu há muito ultrapassado, coisa chata e inconveniente. Eles argumentam que, sexo é sexo, independentemente das convenções da bíblia e da igreja, e é uma necessidade a ser satisfeita, como qualquer outra necessidade biológica, no momento em que surge.

E o HOMOSSEXUALISMO? Não, agora o politicamente correto é tratar do assunto como HOMOSSEXUALIDADE, pois, no primeiro termo, o sufixo “ISMO” é indicativo de doença. Na verdade é, e sempre será, um comportamento antinatural.

Há uns vinte anos atrás li um artigo bizarro em que um sujeito defendia a tese da existência de oito sexos e não de apenas dois. Se não estou enganado era assim: [hétero]1.Homem que gosta de Mulher; 2.Mulher que gosta de Homem; [homo]3.Homem que gosta de Homem; 4.Mulher que gosta de Mulher. [bi] 5.Homem que gosta de Mulher e de Homem; 6.Mulher que gosta de Homem e de Mulher; [neutro]7. Homem que não gosta nem de Mulher, nem de Homem; 8. Mulher que não gosta nem de Homem, nem de Mulher. Vinte anos depois só se fala em diversidade sexual e opção sexual. A que ponto chegamos!?!?

Há pouco tempo surgiu na internet a notícia de um casal no Canadá que estava criando duas crianças, geradas por eles, sem definição de sexo. Diziam que estavam respeitando o direito dos filhos de, ao crescerem, fazerem suas próprias opções sexuais. Pobres crianças, sujeitas a tanta insanidade.

Essas novidades são incríveis! É importante ressaltar que nós, cristãos, respeitamos e não discriminamos qualquer pessoa. Entretanto, fundamentados na Bíblia Sagrada, nos valemos do direito outorgado pela Constituição Brasileira de não concordar com determinados comportamentos. Essa minoria barulhenta LGBT que anda por aí, não vai nos privar do direito de pensar diferente deles.

CASAMENTO na Constituição Brasileira vigente está assim estabelecido: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.” (Art. 226 § 3º).

O que dizer das novidades na GERAÇÃO DE FILHOS? Sempre houve a fertilização natural. Implementou-se a barriga de aluguel. Também surgiu a fertilização in vitro, com o chamado bebê de proveta. Recentemente ouvi a notícia de uma gestação cruzada realizada por um casal de lésbicas. O sêmen masculino doado fecunda o óvulo da “mulher 1” que é implantado na “mulher 2”. Assim, a criança que nascer terá o nome de duas mães na sua Certidão de Nascimento e de nenhum pai. “Jesus me abana”.

Conclusão:

Quando cada um faz o que quer, e não o que Deus quer, significa que a Família e a Sociedade colhem o que não querem! Só não enxerga as consequências disso quem não quer….

Senhor, renova a cada dia a tua misericórdia sobre nossas vidas e famílias!