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Caminhos Maravilhosos e Incompreensíveis

“Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo: o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma donzela. (Pv 30.18-19)

Introdução:

O que há de tão maravilhoso e incompreensível aqui nessas palavras de Agur? O que há de tão especial nesses quatro caminhos?

1) O caminho da águia no céu

A águia voa veloz e impetuosamente no céu, o seu habitat natural.

Ela vive nos lugares mais altos, mas desce e se alimenta do que está em lugares baixos, sobre a terra.

O céu é vasto; ainda assim, a águia nunca perde o seu ninho.

Tenham um “casamento águia”!

Voem alto! Sonhem alto! Usem seus talentos, imaginação e criatividade. Entretanto, sustentem-se na terra, com os pés firmes no chão da realidade de cada dia.

Voem para longe! Conquistem os céus e a terra; mas nunca percam de vista o lugar do seu ninho, o valor da sua família.

Acima de tudo considerem que o ponto mais alto da existência humana é a proximidade e o aconchego da presença de Deus, daquele que habita num alto e sublime trono (Êx 19.4; Is 57.15), e não a riqueza, o poder, ou o aplauso humano.

2) O caminho da cobra na penha (pedra)

A cobra rasteja sobre a terra, o que não deixa de ser uma limitação natural da sua espécie.

A cobra vive nos lugares mais ocultos, mas se alimenta daquilo que está à vista.

A terra é vasta; ainda assim, há momentos em que a cobra precisa expor-se sobre as rochas.

Tenham um “casamento cobra”!

Tenham consciência das limitações e fragilidades, individuais e das do seu cônjuge. “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.” (Mt 10.16). Sejam prudentes. Protejam-se das tentações. Tirem proveito das próprias limitações. Complementem-se. Quando estiverem muito expostos, até mesmo pelas circunstâncias ou oportunidades da vida profissional, social ou eclesiástica, redobrem a atenção.

3) O caminho do navio no meio do mar

O navio flutua e desliza sobre as águas do mar.

O navio transita no mar, mas se ancora em terra firme.

O mar é vasto; ainda assim, o navio chega ao destino certo.

Tenham um “casamento navio”!

O mar da vida conjugal é muito vasto e rico, porém cheio de imprevistos. Ora há bonança, ora há tempestade. A cada novo desafio de vida, isto é, a cada nova saída do porto, tenham certeza de qual é o porto de destino. Planejem bem a viagem da vida familiar e usem todos os instrumentos e recursos para uma boa navegação. Lembrem-se de que a Bíblia é o “Mapa do Viajante” e a “Bússola do Piloto”. Então, corajosamente, soltem o cabo da nau, tomem os remos nas mãos e naveguem com fé em Jesus. Nunca se esqueçam de que Jesus é o comandante e a âncora de um casamento bem-sucedido.

4) O caminho do homem com uma donzela

Homem e mulher caminham juntos sobre o chão do amor.

O casamento vive e sobrevive pelo amor, mas se sustenta em Jesus Cristo.

O caminho do amor pode ser mais vasto do que o céu, do que a terra e do que o mar; desde que, homem e mulher, construam juntos e a cada dia, um pedaço do chão do amor, até o final dos seus dias.

Tenham um “casamento a dois e a três”!

“Casamento a um” é quando a pessoa se casa e continua pensando apenas em si mesma, nos seus interesses pessoais e no seu próprio bem-estar. É preciso renunciar o EU e assumir o NÓS!

“Casamento a dois” é o casamento em que cada cônjuge vive para o outro. O que acontecia no namoro, deve continuar a ser cultivado por toda a vida: o respeito à individualidade do outro; a busca de estar perto do outro; a vontade de tudo fazer para agradar ao outro; o cuidado com o corpo, isto é, com o que se veste, com a forma de falar, para se apresentar sempre atraente para o outro. Enfim, o “tudo ser” e “tudo fazer” para o bem e para conquistar o outro a cada dia. Não permitam que a atenção aos filhos ou a algum parente ou a outra pessoa qualquer, subtraia a atenção devida ao cônjuge. Não permitam que qualquer atividade humana: profissional, social, recreativa ou eclesiástica, extinga essa atenção de um pelo outro. Não permitam que o tempo, a rotina da vida, o desvanecimento da beleza física, reduzam essa atenção de um pelo outro.

“Casamento a três” é o casamento em que, além de cada cônjuge viver para o outro e para a família, acima de tudo, ambos vivem para Deus e Deus habita e caminha no meio deles. “Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” (Ec 4.12)

Considerações:

Dedico essa mensagem a todos os recém casados e casados a mais tempo, mas em especial ao meu filho Adolfo e a minha nora Silvana, que se casaram em 04/06/2019. Que sejam uma família bendita do Senhor!

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