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Crise ética e reações

Crise Ética

Introdução

A preocupação com a ética ou comportamento ético não é uma marca característica da sociedade pós-moderna. Desde o princípio da humanidade este é um assunto que nunca saiu da agenda diária. Particularmente aqui no Brasil, há muito somos bombardeados diariamente por notícias de falta de ética na gestão pública e privada. Nestes últimos anos só se fala em mensalão, petrolão, lavajato, e, agora, a corrupção no alto escalão da FIFA. Estamos ficando cansados de ouvir falar de produtos e serviços superfaturados, desvio de recursos públicos, notas frias, propinas pagas, cabide de emprego, falcatruas de todo o tipo na gestão da coisa pública em benefício de alguns. Executivo, legislativo e judiciário são vistos pela população como áreas carcomidas pelo câncer da corrupção, já em processo de metástase. Na gestão da coisa privada, também encontramos todo o tipo de falta de ética, desde produtos adulterados e serviços fraudulentos até conchavos com funcionários e autoridades que deveriam zelar pelo que é de interesse dos consumidores, mas que se vendem para auferir ganhos pessoais. De um modo geral, grande parte da população que tanto critica os governantes, os políticos, os juízes e desembargadores, os empresários etc, caminha na mesma linha da falta de ética: sonegando, fraudando, furtando, enganando, mentindo, até matando ou mandando matar, enfim, tentando levar vantagem em tudo, a qualquer preço. Recentemente a mídia repercutiu a notícia de um homem com habilitação para dirigir suspensa que pediu ao seu irmão gêmeo para tirar segunda via da sua carteira e estava dirigindo como se fosse o outro. Por acaso, ambos foram pegos na mesma blitz, com intervalo de uns quinze minutos e o infrator responderá por falsidade ideológica e por dirigir com habilitação suspensa. O próprio mundo virtual que é um reflexo do mundo real já reproduz toda essa falta de ética e corrupção! Com tudo isso acontecendo, as instituições estão ameaçadas e a sociedade tende ao colapso.

Na própria comunidade chamada igreja que deveria ser exemplo de conduta, infelizmente há registros de casos de falta de ética, desde os mais graves até aqueles que quase passam despercebidos, como, por exemplo, dizer para o outro que está orando por ele(a) e não orar, ou contar algo como um fato real, quando não passa de um caso fantasioso, a título de ilustração impactante para arrancar aplausos ou para aparentar mais espiritualidade. Alguns palestrantes e pregadores inescrupulosos costumam se valer deste expediente. Vale lembrar que em 1980, Fritz Ridenour, publicou o livro “Conte o fato como ele é” – Editora Vida, na tentativa de combater este tipo de falta de ética.

1. Conceituações (só pra lembrar):

Ética:

– Parte da Filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana. É ciência normativa que serve de base à filosofia prática;

– Conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão; deontologia (deontos + logia = doutrina dos deveres);

– É a ciência da moral.

Ética Social:

– Parte prática da filosofia social, que indica as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros da sociedade.

Moral:

– Parte da Filosofia que trata dos atos humanos, dos bons costumes e dos deveres do homem em sociedade e perante os de sua classe;

– Conjunto de preceitos ou regras para dirigir os atos humanos segundo a justiça e a equidade natural.

Moral Cristã:

– A moralidade que em si contém os preceitos evangélicos.

Moralidade Cristã:

– Conjunto de reflexões concordes com os princípios da religião Cristã.

Moralidade Pública:

– Conjunto de preceitos e de normas que regem os costumes sociais de determinada época.

Costume:

– Regras ou práticas que se observam nos diferentes países.

Deontologia:

– Parte da filosofia que trata dos princípios, fundamentos e sistemas de moral; estudo dos deveres.

Doutrina:

– Doutrina é definida como um conjunto de princípios que servem de base a um sistema, que pode ser literário, filosófico, político e religioso.

2. Doutrina bíblica e ética.

A falta de ética está no DNA do ser humano, desde a sua queda, no jardim do Éden. O profeta Jeremias assim se expressou: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). E Davi: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Sl 51.5). O cristianismo entende e prega que Jesus e sua obra redentora na cruz é o único caminho viável e eficaz para mudar verdadeiramente o comportamento ético do ser humano. Somente os regenerados e habitados pelo Espírito Santo têm condições especiais de lidar com o pecado, que não tem mais domínio sobre eles (Rm 6.14). Nesta linha, o apóstolo Paulo apela aos cristãos: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,” (Ef 4.1).

O Pr. João Arantes Costa[1] diz: “O que fazemos não pode estar desvinculado do que cremos. A doutrina bíblica mostra nossa posição em Cristo e a ética determina nosso comportamento em Cristo. Com base em nossa doutrina bíblica é que formulamos os deveres que temos em nosso contexto cultural.“ Assim, ele menciona três aspectos da ética:

1º) Ética individual: a que trata do dever do homem para consigo mesmo.

2º) Ética social: a que trata do dever do homem para com o seu próximo.

3º) Ética teísta: a que trata do dever do homem para com Deus.

A doutrina bíblica estabelece uma ética cristã, com valores morais e princípios de conduta que trazem paz interior e felicidade (Ética Individual), promovem o relacionamento pacífico e proveitoso entre as pessoas (Ética Social) e agradam a Deus (Ética teísta).

A Ética Cristã não deve ter qualquer comprometimento com o legalismo!

“Certo rabino frisa que existem 613 mandamentos de Moisés (248 afirmativos e 365 negativos), mas Davi reduziu-os a 11 conceitos principais (Sl 15.2-5), Isaías a apenas 6 (Is 33.15), Miquéias a 3 (Mq 6.8), Amós a 2 (Am 5.4) e Habacuque a apenas 1 (Hc 2.4). A Regra Áurea (Mt 22.37-39) é o mais perfeito desses sumários.” “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

3. Como a ética é transmitida?

O processo tem de ser iniciado de alguma forma e é reconhecido que a ética é transmitida por três modos: ensino, exemplo e sanção.

O ensino da ética não se resume à transmissão de algumas ideias gerais acerca do respeito ao próximo, por exemplo, ou da recordação de tradicionais códigos éticos. O ensino precisa ser transmitido em casa, na escola, na igreja etc. Jesus utilizou a maior parte do seu ministério para ensinar a mais sublime ética existencial, contida nos evangelhos.

O exemplo sempre teve papel fundamental, seja na mudança ética, seja na fundação de um espaço ético. O que entendemos por exemplo não são atos heroicos, mas o respeito claro as regras, especialmente por parte daqueles que estão na liderança, no lar, na escola, na igreja, na empresa, no governo etc.

A sanção, ou seja, a quebra de um ambiente de impunidade, constitui o outro elemento de mudança ética. Existe a tendência humana de seguir a maioria e isto não é exceção no campo da ética. Em uma organização em que alguns praticam os maiores desvios e nada lhes acontece, a maioria não se sente obrigada a seguir as práticas corretas. As sanções impostas aqueles que por assim dizer lideram o desvio tem um efeito fundamental no redirecionamento ético das organizações.

4. Ética nas organizações

As empresas mais bem estruturadas costumam empregar dois instrumentos que auxiliam na manutenção da ética:

O código de ética é um conjunto de regras sobre a vida organizacional. Pode ser muito amplo ou breve. O importante é que clarifique para os membros da organização quais os comportamentos adequados nas principais situações: frente a clientes, fornecedores, concorrentes, autoridades governamentais. Também nas relações internas e no que concerne a questões sobre informações privilegiadas, propaganda etc.

O conselho de ética é um grupo institucional, formado por pessoas de ampla experiência e maturidade, que vela pela ética da organização. Não tem um poder judicial ou policial. Serve para que os dirigentes sejam alertados quanto aos perigos éticos que estão ocorrendo. E servem para que qualquer membro possa discutir questões éticas que se estão apresentando, para esclarecer-se e buscar a melhor decisão.

É ética a organização quando respeita a vida, a verdade e os recursos.

5. Reações à falta de ética

Diante da falta de ética o cidadão ou cristão pode reagir passivamente, isto é, nada fazer, ou ativamente, boicotando ou denunciando, conforme síntese abaixo:

a) Síntese:

Reações

b) Situações de passividade:

Comodismo: Vai me dar trabalho…

Medo: Pode me prejudicar…

Insensibilidade: Não é tão grave assim…

Pessimismo: Não vai adiantar…

Conformismo: É assim mesmo…

Delegação: Alguém vai se manifestar…

Alienação: Agora sou cidadão dos céus…

Fuga: Não sou de confusão…

Insegurança: Não tenho como sustentar bons argumentos…

Timidez: Não gosto de me expor…

Divinização: Deus está no controle e vai agir…

c) Como Jesus reagiu, na sua época?

Jesus é o nosso referencial e exemplo maior. Portanto é importante observar nos evangelhos, como ele reagiu em sua época: aos Governantes, aos Religiosos, aos Costumes e Tradições, aos Comportamentos, ao Sistema Legal etc.

d) Análise de caso: Comercial veiculado na TV de “O Boticário” referente ao dia dos namorados 2015, incluindo um par gay masculino, um par gay feminino e dois casais héteros.

O boicote proposto pelo Pr. Silas Malafaia dividiu a opinião dos evangélicos. A visão do referido pastor que tem sido vítima do ativismo gay devido às suas posições firmes e contrárias à prática da homossexualidade é de que tal propaganda faz apologia e promoção da homossexualidade em larga escala, utilizando a mídia televisiva de forma ostensiva. Portanto, entendo que sua lógica de raciocínio, quando conclama os cristãos e todos os que defendem a família tradicional a boicotarem tal empresa se baseia nas seguintes premissas, dentre outras:

1ª) A homossexualidade é antinatural.

2ª) A homossexualidade é uma prática pecaminosa condenada por Deus. Deus e nós, cristãos, amamos os homossexuais, mas rejeitamos sua prática.

3ª) A homossexualidade agride o modelo de família instituído por Deus e é danosa às pessoas e à sociedade.

Sendo assim, tal iniciativa tem o meu apoio!

Quanto aqueles cristãos que são contrários ao boicote, alegando que o amor é lindo, na forma que for, e deve ser aceito e respeitado por todos, vale lembrar que tal entendimento não tem apoio na bíblia. Respeitar, sim, aceitar, depende! Nem toda a forma de amor é linda. O amor de um adúltero pela sua amante não é lindo. O amor de um pedófilo por uma criança também não.

Veja o que penso sobre homossexualidade, neste blog, na EPUB “HOMOSSEXUALIDADE”, link abaixo:

https://pauloraposocorreia.com.br/2014/10/22/homossexualidade/


[1] Revista: O Comportamento do Crente, pag.8 (Ed. Cristã Evangélica)

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Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais

“Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades.” (At 17.21)

Não é de hoje que as novidades chamam tanto a atenção das pessoas! No primeiro século depois de Cristo já era assim. Estamos cercados de novidades por todos os lados, em todas as áreas: Jornalismo e Literatura, Ciência e Tecnologia, Marketing e Vendas, Entretenimento, Mundo Virtual, Golpes e Crimes etc. Há muitas novidades que são boas, outras, porém, são verdadeiros tumores cancerígenos sociais.

A intenção aqui é refletir um pouco sobre as novidades na área Comportamental.  Deixando de lado aspectos como Aparência, Vestuário e Atitudes, vamos focar apenas os Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais.

Nesta área também há muitas novidades. Tornou-se necessário entender o significado dos novos verbetes, pois os antigos estão ficando fora de uso.

Havia verbetes para identificar as várias etapas do compromisso entre um homem e uma mulher, tais como: NAMORADO(A), NOIVO(A) e MARIDO(ESPOSA). Hoje, surgem novos termos e novas concepções:

NAMORIDO(A) é mais do que namorado(a). São casais que resolvem morar juntos, por algum tempo, assumindo relacionamento típico de marido e esposa, porém, sem todos os compromissos de um casamento formal ou informal e com mais direitos do que deveres.  “–Sem essa de casamento formal para a vida toda”, dizem eles. Essa questão de dizerem que vão se casar depois de estar morando junto há “x” meses/anos não faz sentido! Se estão COABITANTO e COPULANDO já estão casados, independentemente de qualquer papel de cartório. Na verdade vão apenas formalizar o casamento, o que não deixa de ser uma boa providência. Há pessoas divorciadas ou viúvas que também preferem esta forma de relacionamento, pois não querem assumir um casamento de verdade.

AMANTE era adultério duradouro e CASO era adultério eventual e temporário. ADULTÉRIO era (e ainda é) quebra da fidelidade conjugal. Hoje, esses termos quase caíram em desuso pela facilidade e frequência com que as pessoas terminam um relacionamento conjugal e começam um novo.

DESQUITE já é verbete pré-histórico. DIVÓRCIO é o verbete da moda. Se ambos os cônjuges concordarem e não houver filhos menores ou incapazes envolvidos na relação, basta se dirigirem ao cartório, na presença de um advogado, que tudo é resolvido de forma simples e rápida. É claro que em alguns casos o divórcio parece ser a única saída digna e inevitável para um relacionamento conjugal insustentável. Entretanto, depois da novidade da sua legalização, muitos evangélicos passaram a considerar seriamente o divórcio como um “direito a ser usufruído” em algum tempo, como a aposentadoria, quem sabe. Então, na primeira oportunidade, após algumas discussões e desentendimentos tão comuns nos relacionamentos conjugais, acrescidos daquela tentação do novo, da mudança, de experimentar um relacionamento com uma nova mulher ou um novo homem, lançam mão do “seu direito”. Que se dane a instituição família, os filhos, a igreja e o que a bíblia ensina a respeito.

Aquela etapa de conhecimento mútuo, de relacionamento apenas afetivo chamada de NAMORO tem perdido espaço para a chamada PEGAÇÃO ou FICAR, muito comum entre os jovens solteiros, inclusive dentro das igrejas. Em vez de buscar e focar apenas aquela pessoa que Deus já separou para si, opta-se pela seguinte filosofia de vida: “Se eu posso ter vários ou várias, por que me limitar a um ou uma só?” E, assim, acontece aquele troca-troca que parece não ter fim. Em muitos casos até com direito a “test drive”!

Por falar em “test drive” o verbete e pecado para isso é FORNICAÇÃO, palavra que parece só existir nos dicionários e em algumas traduções da bíblia (At 15.29 – ARC) e significa “relações sexuais ilícitas”. Aliás, falar em sexo pré-conjugal, extraconjugal e conjugal incomoda muita gente. Para estes, isso é coisa do passado, um tabu há muito ultrapassado, coisa chata e inconveniente. Eles argumentam que, sexo é sexo, independentemente das convenções da bíblia e da igreja, e é uma necessidade a ser satisfeita, como qualquer outra necessidade biológica, no momento em que surge.

E o HOMOSSEXUALISMO? Não, agora o politicamente correto é tratar do assunto como HOMOSSEXUALIDADE, pois, no primeiro termo, o sufixo “ISMO” é indicativo de doença. Na verdade é, e sempre será, um comportamento antinatural.

Há uns vinte anos atrás li um artigo bizarro em que um sujeito defendia a tese da existência de oito sexos e não de apenas dois. Se não estou enganado era assim: [hétero]1.Homem que gosta de Mulher; 2.Mulher que gosta de Homem; [homo]3.Homem que gosta de Homem; 4.Mulher que gosta de Mulher. [bi] 5.Homem que gosta de Mulher e de Homem; 6.Mulher que gosta de Homem e de Mulher; [neutro]7. Homem que não gosta nem de Mulher, nem de Homem; 8. Mulher que não gosta nem de Homem, nem de Mulher. Vinte anos depois só se fala em diversidade sexual e opção sexual. A que ponto chegamos!?!?

Há pouco tempo surgiu na internet a notícia de um casal no Canadá que estava criando duas crianças, geradas por eles, sem definição de sexo. Diziam que estavam respeitando o direito dos filhos de, ao crescerem, fazerem suas próprias opções sexuais. Pobres crianças, sujeitas a tanta insanidade.

Essas novidades são incríveis! É importante ressaltar que nós, cristãos, respeitamos e não discriminamos qualquer pessoa. Entretanto, fundamentados na Bíblia Sagrada, nos valemos do direito outorgado pela Constituição Brasileira de não concordar com determinados comportamentos. Essa minoria barulhenta LGBT que anda por aí, não vai nos privar do direito de pensar diferente deles.

CASAMENTO na Constituição Brasileira vigente está assim estabelecido: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.” (Art. 226 § 3º).

O que dizer das novidades na GERAÇÃO DE FILHOS? Sempre houve a fertilização natural. Implementou-se a barriga de aluguel. Também surgiu a fertilização in vitro, com o chamado bebê de proveta. Recentemente ouvi a notícia de uma gestação cruzada realizada por um casal de lésbicas. O sêmen masculino doado fecunda o óvulo da “mulher 1” que é implantado na “mulher 2”. Assim, a criança que nascer terá o nome de duas mães na sua Certidão de Nascimento e de nenhum pai. “Jesus me abana”.

Conclusão:

Quando cada um faz o que quer, e não o que Deus quer, significa que a Família e a Sociedade colhem o que não querem! Só não enxerga as consequências disso quem não quer….

Senhor, renova a cada dia a tua misericórdia sobre nossas vidas e famílias!

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