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Relacionamento sexual tem sequência e consequência

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Introdução

Chris é um ex-jogador de tênis irlandês, “pobre”, mas ligado nas artes, música e literatura, que deixa as turnês, muda-se para Londres e agora dá aulas do esporte em um clube de elite, frequentado pela alta sociedade britânica. Lá ele começa a dar aulas para Tom, de família muito rica, que logo vira seu amigo. Conversando com Chris, Tom descobre que ele gosta de ópera e o convida para assistir a uma apresentação, no camarote da família. Na noite dessa apresentação, Tom o apresenta para seus pais e para a sua irmã solteira, Chloe (Emily Mortimer). Ela se interessa por Chris e vai ao treino do irmão, com a intenção de se aproximar do rapaz. Tom passa a vez para a irmã e os dois jogam tênis. Terminado o treino, eles vão beber algo, para se refrescar, e conversam buscando se conhecerem melhor. Mais achegado à família da moça é convidado para ir à casa de campo deles, no domingo, quando haverá uma festa. Ali ele conhece a sensual noiva americana de Tom, Nola (Scarlett Johansson)(Tom e Nola estão morando juntos há 6 meses, mas ainda não se casaram) e começa a fazer um jogo duplo, dando em cima das duas: uma, simpática, boazinha e rica; a outra, linda, sensual e pobre. Cada uma tem parte do que ele deseja. Chloe leva Chris para conhecer alguns pontos da cidade. Numa dessas tardes, no cinema, ela declara seu amor por ele, se beijam e ela pergunta: “­– Vamos para a sua casa ou para a minha?”  Daí, foram para a casa dela e passaram a ter um relacionamento sexual ativo. Depois de algum tempo juntos, decidiram se “casar”. Já o outro casal, depois de algum tempo de relacionamento sexual ativo se separam, não “casaram”. Isso é somente uma breve sinopse do início do filme “Ponto Final” (Match Point) – 2005.

Já faz algum tempo que eu estava querendo escrever algo sobre inversão de sequência no relacionamento sexual. Fico muito à vontade para falar sobre o assunto e o faço com a autoridade das Escrituras Sagradas (Bíblia) e a autoridade da minha vivência pessoal. Pela graça de Deus fui fiel ao meu Senhor, me guardando puro para o casamento. O que se vê no relacionamento dos dois casais do filme acima referido, de um tempo para cá passou a ser extremamente comum nas produções da indústria cinematográfica, nas telenovelas e, na vida real. Sem dúvida demonstra uma mudança comportamental de grande parte da sociedade que perdeu a noção do que é, e da importância que tem, a instituição divina chamada casamento. Diante do apagão moral, de uma sociedade que abortou Deus do seu cotidiano, alguns diriam que isso é quase irrelevante diante da podridão moral, que cheira a enxofre, que se vê por aí. Não importa se há coisa pior. Deus sempre levanta uma voz profética para denunciar o pecado e alertar quanto às suas consequências.

Comum e Normal

Inicialmente, é importante destacar a diferença entre o que é comum e o que é normal. Há muitos costumes pecaminosos enraizados na sociedade e que se tornaram algo “comum”. Comum, por conta da sua alta incidência. É muito comum o relacionamento retratado no filme, como também é comum acontecerem furtos, assaltos, desrespeito no trânsito, atos de corrupção etc, na sociedade brasileira. Tudo isso é “comum”, mas não é “normal”! O que seria, então, normal? Numa visão conceitual mais ampla, seria normal tudo aquilo que, primeiramente, agrade a Deus, e, depois, promova o bem estar da sociedade.

A vida é feita de sequências

É sempre importante olhar para o mundo natural que nos cerca e perceber que a vida é feita de sequências. Planta-se uma árvore frutífera. No tempo certo ela dá o seu fruto. A fruta cresce, amadurece, é colhida e está no ponto para ser saboreada. Tem crente comendo fruta verde, fora de época, se remoendo com aquele sentimento de culpa. E, se não há sentimento de culpa, essa pessoa está com a consciência petrificada; o Espírito de Deus não tem liberdade em sua vida. Há uma história que ouvi contar bastante interessante. Um menino foi mexer na pereira do quintal da sua casa. Ao pegar uma pera quase madura, que vinha sendo acompanhada pelo pai, a fruta desprendeu-se em sua mão. Temeroso de ser castigado por isso, a criança prendeu a fruta no galho onde estava, com um barbante. O tempo foi passando e o pai estranhou que aquela pera começou a se estragar rapidamente. Ao verificar in loco o que estava acontecendo, descobriu a estratégia engenhosa e enganadora do filho. Tem crente fazendo aquilo que sabe que não deveria fazer e escondendo dos outros. Ainda que possa enganar as pessoas por algum tempo, não conseguirá fazê-lo por todo o tempo. Não demorará a “apodrecer rapidamente no pé”. Também não conseguirá esconder o seu pecado do onisciente e soberano Deus.

Namoro, Noivado, Casamento e Sexo

Não podemos esperar que pessoas não cristãs atendam à sequência natural e normal estabelecida por Deus (para crentes e não crentes) e expressa na bíblia: namoro, noivado, casamento e sexo! Entretanto, de cristãos, esperamos sim! Namoro é uma etapa importante e necessária de conhecimento mútuo, de relacionamento apenas afetivo. O casal precisa conversar muito para saber o que o outro pensa da vida e do futuro, para conhecer seu temperamento, já que o casamento é para toda a vida. A chamada PEGAÇÃO ou FICAR, infelizmente tornou-se muito comum entre os jovens solteiros, inclusive dentro das igrejas, que em vez disso, deveriam buscar e focar apenas aquela pessoa que Deus já separou para si. Isso é coisa desses tempos modernos e está fora dos propósitos de Deus. Noivado é a extensão do namoro, que expressa uma declaração de compromisso; um tempo normalmente curto para se planejar o casamento e a vida futura, a dois. Cuidado, noivado não é sinal verde para avançar para o relacionamento sexual! Lamentavelmente tem crente desprezando os absolutos de Deus! Estou me referindo a adolescentes, jovens e adultos. Desde o início dos tempos terrenos, a vontade de Deus foi declarada por ele mesmo e ratificada por Jesus, quatro mil anos depois, bem como pelos apóstolos: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24; comp. Mt 19.5; Ef 5.31). É fácil perceber que está tudo claramente explicitado aqui, neste versículo: a) O casamento implica numa relação heterossexual (pai e mãe, homem e mulher); b) O casamento é monogâmico e exclusivo (os dois); c) O casamento implica no deixar uma família para formar uma nova família (“deixa…” É um deixar geográfico, financeiro e emocional); d) O casamento torna homem e mulher uma só carne, o que se dá pelo ato sexual (não significa que cada cônjuge perca sua identidade). Na concepção divina e bíblica, não existe a possibilidade de se desvincular o ato sexual do casamento. Se o casal está mantendo relação sexual (morando juntos ou não), já consumou o casamento, mesmo que não tenha assinado qualquer papel. É bizarro esse negócio de dizer que vai se casar se já estão vivendo juntos. É como regar a grama debaixo de chuva. Na prática, vão apenas assumir publicamente ou legalmente (se houver registro em cartório) o casamento que já se consumou há algum tempo. Essa questão do ato sexual é tão séria, no que se refere a se tornar uma só carne, que o apóstolo Paulo acrescenta: “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne.” (1Co 6.15-16).

Relações sexuais ilícitas

Quem mantém relação sexual, fora do casamento, está em pecado! Sexo entre não casados é o pecado da FORNICAÇÃO, palavra que parece só existir nos dicionários e em algumas traduções da bíblia (At 15.29 – ARC) e significa “relações sexuais ilícitas” (At 15.20, 29; 21.25). Na Lei Mosaica, instituída por Deus para o povo de Israel, em casos de traição, a fornicação era punida com a morte, por apedrejamento, da traidora que não foi fiel ao seu compromisso, e do seu amante (Dt 22.23-24); em outros casos, o casamento era obrigatório e imediato (Dt 22.28-29). Falar em sexo pré-conjugal, extraconjugal e conjugal incomoda muita gente. Para estes, isso é coisa do passado, um tabu há muito ultrapassado, coisa chata e inconveniente. Eles argumentam que, sexo é sexo, independentemente das convenções da bíblia e da igreja, e é uma necessidade a ser satisfeita, como qualquer outra necessidade biológica, no momento em que surge. Ledo engano! Quem está em pecado quebrou a comunhão com Deus e perdeu sua proteção, pois Deus não tem compromisso com ímpios. Não está em condições de participar da Ceia do Senhor ou exercer qualquer cargo na igreja ou função na liturgia do culto, nem mesmo de orar, até que se arrependa, confesse e deixe o seu pecado. “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” (Is 59.2)

Quando a consciência acusa e bate aquele sentimento de culpa, não adianta querer racionalizar:

“– Vai ser meu marido/esposa mesmo, que mal tem?”
“– Antigamente era diferente, hoje os tempos são outros. Tem gente fazendo coisa muito pior.”
“– Test drive é válido sim! É melhor ver como é pra depois não se decepcionar e ter que se divorciar.”
“– Relacionamento sexual não precisa de papel assinado. Eu me sinto como se estivesse casado(a);” portanto, não estou em pecado.”

Não importa as desculpas que se elabore para tentar calar uma consciência de pecado. O fato é que casamento é uma aliança feita entre um homem e uma mulher, na presença da família e amigos, de preferência dando ciência à sociedade e, especialmente, diante de Deus, rogando as suas bênçãos, quando se lhe tem temor.

Conclusão

Finalmente, é importante que se acrescente:

  1. Quem cede, antes do casamento, está dando provas de que não tem caráter, nem fibra, para se manter fiel ao cônjuge após o casamento.
  2. Tudo o que é feito sob a aprovação de Deus é muito melhor!
  3. Vale a pena manter o compromisso diante de Deus de guardar-se para o casamento! É como diz o lema da Campanha para cristãos solteiros sobre sexualidade, relacionamentos e vida sentimental – “EU ESCOLHI ESPERAR”, cuja página oficial no Facebook tem mais de 3 milhões de curtidas. https://www.facebook.com/euescolhiesperar/

Leia também, neste Blog:

Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais

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Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais

“Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades.” (At 17.21)

Não é de hoje que as novidades chamam tanto a atenção das pessoas! No primeiro século depois de Cristo já era assim. Estamos cercados de novidades por todos os lados, em todas as áreas: Jornalismo e Literatura, Ciência e Tecnologia, Marketing e Vendas, Entretenimento, Mundo Virtual, Golpes e Crimes etc. Há muitas novidades que são boas, outras, porém, são verdadeiros tumores cancerígenos sociais.

A intenção aqui é refletir um pouco sobre as novidades na área Comportamental.  Deixando de lado aspectos como Aparência, Vestuário e Atitudes, vamos focar apenas os Relacionamentos Afetivos, Conjugais e Sexuais.

Nesta área também há muitas novidades. Tornou-se necessário entender o significado dos novos verbetes, pois os antigos estão ficando fora de uso.

Havia verbetes para identificar as várias etapas do compromisso entre um homem e uma mulher, tais como: NAMORADO(A), NOIVO(A) e MARIDO(ESPOSA). Hoje, surgem novos termos e novas concepções:

NAMORIDO(A) é mais do que namorado(a). São casais que resolvem morar juntos, por algum tempo, assumindo relacionamento típico de marido e esposa, porém, sem todos os compromissos de um casamento formal ou informal e com mais direitos do que deveres.  “–Sem essa de casamento formal para a vida toda”, dizem eles. Essa questão de dizerem que vão se casar depois de estar morando junto há “x” meses/anos não faz sentido! Se estão COABITANTO e COPULANDO já estão casados, independentemente de qualquer papel de cartório. Na verdade vão apenas formalizar o casamento, o que não deixa de ser uma boa providência. Há pessoas divorciadas ou viúvas que também preferem esta forma de relacionamento, pois não querem assumir um casamento de verdade.

AMANTE era adultério duradouro e CASO era adultério eventual e temporário. ADULTÉRIO era (e ainda é) quebra da fidelidade conjugal. Hoje, esses termos quase caíram em desuso pela facilidade e frequência com que as pessoas terminam um relacionamento conjugal e começam um novo.

DESQUITE já é verbete pré-histórico. DIVÓRCIO é o verbete da moda. Se ambos os cônjuges concordarem e não houver filhos menores ou incapazes envolvidos na relação, basta se dirigirem ao cartório, na presença de um advogado, que tudo é resolvido de forma simples e rápida. É claro que em alguns casos o divórcio parece ser a única saída digna e inevitável para um relacionamento conjugal insustentável. Entretanto, depois da novidade da sua legalização, muitos evangélicos passaram a considerar seriamente o divórcio como um “direito a ser usufruído” em algum tempo, como a aposentadoria, quem sabe. Então, na primeira oportunidade, após algumas discussões e desentendimentos tão comuns nos relacionamentos conjugais, acrescidos daquela tentação do novo, da mudança, de experimentar um relacionamento com uma nova mulher ou um novo homem, lançam mão do “seu direito”. Que se dane a instituição família, os filhos, a igreja e o que a bíblia ensina a respeito.

Aquela etapa de conhecimento mútuo, de relacionamento apenas afetivo chamada de NAMORO tem perdido espaço para a chamada PEGAÇÃO ou FICAR, muito comum entre os jovens solteiros, inclusive dentro das igrejas. Em vez de buscar e focar apenas aquela pessoa que Deus já separou para si, opta-se pela seguinte filosofia de vida: “Se eu posso ter vários ou várias, por que me limitar a um ou uma só?” E, assim, acontece aquele troca-troca que parece não ter fim. Em muitos casos até com direito a “test drive”!

Por falar em “test drive” o verbete e pecado para isso é FORNICAÇÃO, palavra que parece só existir nos dicionários e em algumas traduções da bíblia (At 15.29 – ARC) e significa “relações sexuais ilícitas”. Aliás, falar em sexo pré-conjugal, extraconjugal e conjugal incomoda muita gente. Para estes, isso é coisa do passado, um tabu há muito ultrapassado, coisa chata e inconveniente. Eles argumentam que, sexo é sexo, independentemente das convenções da bíblia e da igreja, e é uma necessidade a ser satisfeita, como qualquer outra necessidade biológica, no momento em que surge.

E o HOMOSSEXUALISMO? Não, agora o politicamente correto é tratar do assunto como HOMOSSEXUALIDADE, pois, no primeiro termo, o sufixo “ISMO” é indicativo de doença. Na verdade é, e sempre será, um comportamento antinatural.

Há uns vinte anos atrás li um artigo bizarro em que um sujeito defendia a tese da existência de oito sexos e não de apenas dois. Se não estou enganado era assim: [hétero]1.Homem que gosta de Mulher; 2.Mulher que gosta de Homem; [homo]3.Homem que gosta de Homem; 4.Mulher que gosta de Mulher. [bi] 5.Homem que gosta de Mulher e de Homem; 6.Mulher que gosta de Homem e de Mulher; [neutro]7. Homem que não gosta nem de Mulher, nem de Homem; 8. Mulher que não gosta nem de Homem, nem de Mulher. Vinte anos depois só se fala em diversidade sexual e opção sexual. A que ponto chegamos!?!?

Há pouco tempo surgiu na internet a notícia de um casal no Canadá que estava criando duas crianças, geradas por eles, sem definição de sexo. Diziam que estavam respeitando o direito dos filhos de, ao crescerem, fazerem suas próprias opções sexuais. Pobres crianças, sujeitas a tanta insanidade.

Essas novidades são incríveis! É importante ressaltar que nós, cristãos, respeitamos e não discriminamos qualquer pessoa. Entretanto, fundamentados na Bíblia Sagrada, nos valemos do direito outorgado pela Constituição Brasileira de não concordar com determinados comportamentos. Essa minoria barulhenta LGBT que anda por aí, não vai nos privar do direito de pensar diferente deles.

CASAMENTO na Constituição Brasileira vigente está assim estabelecido: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.” (Art. 226 § 3º).

O que dizer das novidades na GERAÇÃO DE FILHOS? Sempre houve a fertilização natural. Implementou-se a barriga de aluguel. Também surgiu a fertilização in vitro, com o chamado bebê de proveta. Recentemente ouvi a notícia de uma gestação cruzada realizada por um casal de lésbicas. O sêmen masculino doado fecunda o óvulo da “mulher 1” que é implantado na “mulher 2”. Assim, a criança que nascer terá o nome de duas mães na sua Certidão de Nascimento e de nenhum pai. “Jesus me abana”.

Conclusão:

Quando cada um faz o que quer, e não o que Deus quer, significa que a Família e a Sociedade colhem o que não querem! Só não enxerga as consequências disso quem não quer….

Senhor, renova a cada dia a tua misericórdia sobre nossas vidas e famílias!

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