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Posts Tagged ‘Relacionamento conjugal’

Comunicar é ……. SABER SE EXPRESSAR!

 “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.” (Pv 18.21)

    “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” (Ef 4.29)

   “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.” (Ef 4.25)

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Introdução

Se você acha complicado lidar com o terminal de autoatendimento do Banco, ou com um computador, ou com o painel de controle de uma aeronave, saiba que nada disso é comparável ao lidar com outro ser humano. E, por que? Porque nós, seres humanos, somos muito mais complexos do que qualquer máquina. Nós nos “reprogramamos” mentalmente a cada nova informação recebida, temos temperamentos diferentes,  sentimentos, vontade própria, necessidades, interesses, capacidade de mentir, enganar etc. Como se isso não fosse o suficiente, ainda temos a possibilidade de nos relacionarmos com o mundo espiritual, invisível mais real, que certamente, também exerce influência em nosso comportamento. O que realmente é complicado é o relacionamento entre pessoas e não o casamento.  Como o casamento exige um elevado grau de relacionamento e comunicação, acaba se tornando um desafio. Por outro lado, oferece uma excelente oportunidade de exercitar e aprimorar a capacidade de se relacionar e se comunicar, o que é essencial para nós que vivemos em sociedade.

Neste estudo focaremos a comunicação do casal como elemento importante para a harmonia no casamento.

O que é, e como funciona a comunicação?

Uma das mais simples e interessantes conceituações diz que: Comunicação, é a “ação de tornar algo comum”. Por exemplo: o que eu acho, o que eu desejo, o que eu estou sentindo etc. É interessante como cada um dos sentidos que Deus nos deu – visão, audição, olfato, paladar e tato – participa desse processo de comunicação; nossa, com o mundo exterior. É a comunicação verbal e não-verbal. A boca fala, mas também todo o nosso corpo “fala e ouve”, se comunica – é a linguagem silenciosa da comunicação não-verbal. Marido e esposa se comunicam com tanta frequência e intensidade, que depois de um certo tempo de convivência, só em olhar o outro, já sabe o que ele está sentindo, ou escondendo, ou comunicando.

Uma cena simples de escola:

– Bruno senta perto de Rebeca, na sala de aula. No intervalo entre aulas, se demoram um pouco a sair da sala. “Rebeca é uma garota muito legal e linda!” (pensa)

– Sente que deve se aproximar dela e que seria interessante convidá-la para ir ao shopping, no próximo sábado. (objetivo)

– Seu sistema nervoso central (fonte/emissor), agindo como fonte de comunicação, cria a mensagem e aciona seu mecanismo vocal etc, para executar a missão de codificá-la. (codificador)

– Seu mecanismo vocal (codificador) produz a seguinte mensagem: – Quer ir comigo ao shopping no próximo sábado, Rebeca? A mensagem é transmitida em ondas sonoras através das moléculas do ar (canal) até ao mecanismo auditivo de Rebeca (decodificador) que transforma as ondas sonoras em impulso nervoso (decodificação), enviando-o ao sistema nervoso central de Rebeca (receptor/destinatário)

Aspectos facilitadores da comunicação:

Vejamos alguns aspectos facilitadores no processo da comunicação humana; certamente importantes, ainda que pareçam óbvios.

1º) Pense bem antes de falar ou se expressar corporalmente através dos gestos e/ou expressões faciais. Lembre-se de que o que falamos, expressamos e fazemos revela aos outros quem nós somos! “O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos perversos transborda maldades.” (Pv 15.28)

2º) Tenha consciência do objetivo que está movendo a essa comunicação para que depois você possa verificar se foi ou não alcançado. De um modo geral, usamos a comunicação para: informar (apelo à mente); persuadir (apelo à alma); divertir (divertimento) e influenciar (afetar com intenção). “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR.” (Pv 16.1)

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“Nosso objetivo básico na comunicação é tornarmo-nos agentes influentes e afetarmos outros, nosso ambiente físico e nós próprios, é tornarmo-nos agentes determinantes, é termos opção no andamento das coisas. Em suma, nós nos comunicamos para influenciar – para afetar com intenção.” (David K. Berlo)

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3º) Estruture bem a mensagem a ser transmitida para que ela expresse exatamente aquilo que você quer comunicar. Vale lembrar que o outro não ouve os nossos pensamentos; apenas o que expressamos, de forma verbal e não-verbal. Portanto, uma mensagem deve ter uma quantidade adequada de informações para o bom entendimento pelo outro. Use o “código” adequado, isto é,  o linguajar que o outro entenda e irá usar para “decodificar” a mensagem. Não perca de vista que aquilo que tem um significado para você pode ter outro para a outra pessoa (Estrutura de Significação).

4º) Transmita a mensagem de forma adequada, isto é, com a carga adequada de conteúdo racional e emocional. Afinal, somos seres racionais e emocionais. Coisas certas, ditas do modo errado,  colocam tudo a perder. Module a voz  e use expressões não-verbais, de acordo com a mensagem que está sendo transmitida. É importante impressionar bem o outro. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” “A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito.” “O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber.” (Pv 15.1, 4; 16.21)

5º) Avalie bem se o momento e o lugar são apropriados; se o seu estado de espírito e o do outro estão favoráveis; se você e o outro estão preparados para emitir e receber essa mensagem etc. “O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!” (Pv 15.23)


Veja também: Comunicar é …………. SABER OUVIR!

O ventilador e o casamento

Ventilador soprando sobre um casal de noivos. Véu da noiva esvoaçando e pequenos corações saindo do casal.

As situações que vivenciamos no nosso cotidiano podem ser verdadeiramente pedagógicas e enriquecedoras, na escola da vida. Às vezes precisamos queimar muito fosfato para extrair lições daquilo que nos acontece, outras vezes elas saltam aos nossos olhos e berram aos nossos ouvidos. Um exemplo disso é a história do nosso ventilador que compartilhamos a seguir.

Era uma vez um ventilador de mesa, nem muito grande, nem muito pequeno. Um daqueles facilmente encontrados na casa de pessoas comuns, iguais a você e eu. A marca e a cor? Isso pouco importa, no paralelo que é apresentado aqui. Entretanto, não deixa de ser especial. Por que? Porque podemos chamar de nosso. Porque faz parte do nosso dia a dia. Porque torna a nossa existência melhor. É como o nosso casamento, que é especial, que é nosso, que torna a nossa existência melhor.

Esse ventilador entrou em nossa casa novinho, há muito tempo atrás, quando o ar condicionado nem era tão popular assim. Tão novinho quanto a nova vida que se passa a desfrutar a partir do casamento. Era conectá-lo na tomada, em qualquer cômodo da casa, e ele funcionava muito bem. Nada tínhamos a reclamar, exatamente como no nosso relacionamento nas primeiras semanas ou, quem sabe, primeiros meses de casamento. Tudo em clima de lua de mel. Era ligar e correr para o abraço, ou melhor, para receber um ar fresco.  

E o tempo passou…. E nem tudo funciona bem, o tempo todo e todo o tempo; tanto um ventilador, quanto um relacionamento conjugal. Ao ligar o ventilador, observei que a hélice demorava um pouquinho a girar, mas acabava girando. Depois de um certo tempo é normal acontecer uma pequena travada aqui, outra ali, mas nada tão grave assim. Conversa-se, aparam-se as arestas e a vida segue, o casamento flui.

E o tempo passou…. E agora, nada da hélice girar. Desligar e ligar outra vez, de nada adiantava. Algo tinha que ser feito. Eureka! É claro! Um cuidadoso peteleco na hélice e pronto, ele passava a funcionar. E o peteleco virou rotina ou não teria ar fresco. Você já ouviu falar, ou já viu, ou já vivenciou um casamento que só funciona na base do peteleco? Como assim? A euforia do primeiro amor esvaiu-se. O empenho e dedicação pra fazer as coisas, esmoreceu. As iniciativas positivas, os gestos espontâneos, a demonstração de carinho; desapareceram. Aquela vontade de agradar o cônjuge ficou no passado. O que prevalece agora, nesse relacionamento, é o peteleco da cobrança mútua. E assim, de cobrança em cobrança, o casamento segue adiante, arrastando-se, como pode.

E o tempo passou… E o peteleco se tornou ineficaz, inútil. O ventilador resolveu não funcionar mais. Então, era chegada a hora de ir mais fundo; de arregaçar as mangas e colocar em prática as poucas habilidades técnicas. Desmonta-se a grade de proteção e retira-se a hélice. Aí, evidenciam-se as causas de tal paralisia: fios de cabelo e sujeira em volta do eixo da hélice! Faz-se uma boa limpeza e aplica-se um pouco de lubrificante. Finalmente, terminada a montagem, fica a expectativa: será que vai funcionar? Show! Não é que funcionou igualzinho a quando era novo? Giro imediato, sem engasgo e sem necessidade de peteleco.

Ah, o tempo. Às vezes, tão útil, tão necessário, curando feridas do corpo e da alma, apagando más lembranças de péssimos momentos. Outras vezes, porém, encarnando aquele agente algoz, inimigo cruel, secando a beleza, esfriando o amor, travando os relacionamentos. Quando o relacionamento conjugal trava mesmo é hora de discutir seriamente a relação (DR). Não adianta mais empurrar a sujeira para debaixo do tapete. É hora de limpar a sujeira! É hora de conversar sobre aquilo que aborrece, contraria, gera conflito, causa desgosto e desânimo. É hora de negociar e corrigir o que está errado, resgatar a confiança, o respeito, o carinho e a atenção no lidar com o outro. É hora, também, de “lubrificar o casamento”, para reduzir o atrito e, consequentemente, o desgaste da relação. Como lubrificar um relacionamento conjugal? Não há receita pronta, mas dicas eficazes, interessantes. É necessário investir no cônjuge, no casamento, na família!  É hora de cobrar e reclamar menos e elogiar mais; de promover momentos especiais e românticos, quebrando a rotina; de passear mais, viajar mais, presentear mais; de dedicar mais tempo e atenção ao cônjuge.

E o tempo passou…. Ah, o tempo. Não se cansa, não desiste, não cessa de provocar envelhecimento e desgaste. E assim, aquele mesmo ventilador começou a apresentar os mesmos maus sintomas de antes: demorava um pouco, mas girava. Depois de algum tempo, só girava no peteleco. Passado mais um tempo, travou de vez. Aí, você acha que já sabe como solucionar o problema e resolve desmontar, limpar e lubrificar outra vez. Entretanto, após a montagem e teste de funcionamento acontece a surpresa, o inesperado; o ventilador não funcionou. E agora? O que fazer? Desistir nem pensar! Então, mãos a obra. Desmonta-se tudo, como antes, e mais ainda. Só que falta habilidade e o conhecimento técnico necessários. Então, começam a pular molas e peças, daqui e dali, e a coisa sai do controle. Então, junta-se tudo e leva-se para um profissional da área resolver. E aí, será que resolveu? Não é que o ventilador voltou da manutenção funcionando bem!

Há situações no relacionamento conjugal que escapam ao controle do casal, à sua capacidade de tratar. É nessa hora que o casal precisa admitir que precisa de ajuda externa. Não é fácil perceber quando esse momento chega, nem admitir sua impotência para tratar do assunto. Entretanto, é justamente para isso que pessoas estudam e se preparam: terapeutas de família, pastores, conselheiros matrimoniais.

Ah, o tempo…. Ah, essa nossa mania de culpar o tempo, de culpar o outro. Quem contestará que o vilão não é o tempo, mas os elementos da natureza. É o ar, a oxidação, o calor, a umidade, o atrito mecânico, a reação química, elementos em excesso ou em escassez, dentre outros. Por isso, os objetos e equipamentos se deterioram, com o passar do tempo. Da mesma forma, não é o tempo que destrói os casamentos, os relacionamentos. São as ações e omissões de cada cônjuge; os excessos e a escassez. Não seria o tempo um mero e passivo observador externo? O importante mesmo, enquanto houver fôlego de vida, é acreditar que sempre é tempo de reagir aos desmandos vistos no tempo. Portanto, faça a sua parte e deixe que Deus faça a parte dele. Mesmo sem querer forçar uma analogia, vale lembrar que este ventilador precisava estar ligado na energia da casa para funcionar. De igual forma, um casamento, para funcionar plenamente, precisa estar ligado em Deus, aquele que o instituiu. Que o Senhor Jesus Cristo seja a fonte inesgotável de suprimento para o seu casamento!

Como uma excelente opção para revitalização do casamento, recomendamos a participação do casal no evento de final de semana denominado de “Encontro de Casais com Cristo – ECCC”.

“Porque para todo propósito há tempo e modo; porquanto é grande o mal que pesa sobre o homem.” (Ec 8.6)

Entendendo a cabeça de homem

Cabeça de homem

Será que toda a mulher sabe como um homem se sente ou reage às suas ações e atitudes? Veja, a seguir, apenas dez situações de reações dos homens às ações ou atitudes das mulheres dirigidas a eles! Será que é isso mesmo? Uma coisa é certa, cabeça de homem é diferente de cabeça de mulher. Então, ela precisa ter em mente como as coisas são processadas na cabeça dele quando fizer algo e vice-versa. É claro que estamos levando em conta mulheres e homens normais, minimamente educados e equilibrados.

[Mulher]: Joga charme, exibe sua sensualidade.
[Homem]: Sente-se seduzido, ou que ela está interessada nele, mesmo quando ela o faz apenas para testar sua sensualidade.

[Mulher]: Sorri para ele.
[Homem]: Percebe que ela é uma pessoa educada ou está interessada nele.

[Mulher]: Se ri dele.
[Homem]: Sente-se incomodado, desprezado, agredido.

[Mulher]: Chora numa discussão com ele.
[Homem]: Sente-se covarde ou sendo chantageado emocionalmente.

[Mulher]: Mostra-se muito amável, atenciosa e o elogia.
[Homem]: Sente-se valorizado, ou desconfiado, ou que ela vai lhe pedir algo, ou que ela fez algo errado e está tentando camuflar ou compensar.

[Mulher]: Fica quieta, emburrada.
[Homem]: Desconfia que fez algo errado.

[Mulher]: Questiona com calma, argumenta com sabedoria e bom senso.
[Homem]: Tende a ouvi-la, predispõe-se a refletir sobre o que ela falou.

[Mulher]: Reclama frequentemente, argumenta gritando com ele.
[Homem]: Sente-se irritado, agredido, fecha-se, não a ouve, revida. Ouvi um psicólogo dizer que nestas circunstâncias, quando o homem silencia-se, emburrado, por um tempo, é para aplacar seu imenso desejo de esmagá-la. Os covardes e desequilibrados partem mesmo para a agressão física, o que é lamentável e criminoso. Gritar é como partir para o litígio judicial, sem tentar antes a conciliação. A consequência pode ser semelhante, na “tramitação desse processo mental e emocional”: desgaste desnecessário e maior demora na retomada do relacionamento.

[Mulher]: Vive falando bem de outro homem, amigo da família ou com quem a família se relaciona.
[Homem]: Sente-se diminuído, desvalorizado ou que ela está interessada nesse outro homem, ainda que não tenha se dado conta disso.

[Mulher]: Nunca toma a iniciativa para o relacionamento sexual com o cônjuge.
[Homem]: Considera-a fria ou frígida, desinteressada, que não sente prazer nisso. (Será facilmente atraído por mulheres que se mostrem sensuais.)

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