Santidade no casamento

Textos base: Provérbios 2.1-22; 5.1-23; 6.20 a 7.27

Introdução          

Santidade no casamento é um tema que encontra eco em toda a Bíblia, porém nos fixaremos, principalmente, nos textos do Livro de Provérbios. É aceito que a maior parte deste livro foi escrita por Salomão, sendo que o desconhecido Agur escreveu o capítulo 30 e o rei Lemuel, o capítulo 31. É importante ressaltar que o livro é permeado por inúmeros ensinos, instruções e conselhos para um viver piedoso, bem-sucedido e que agrada a Deus. Neste estudo, abordaremos os conselhos que dizem respeito ao casamento. 

“Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.” (1Rs 11.1-3)

Ouvir o que Salomão tem a dizer sobre o assunto é uma atitude de sensatez, porquanto trata-se de alguém que foi agraciado por Deus com imensa sabedoria e, por outro lado, vivenciou múltiplos relacionamentos. Infelizmente, na sua velhice, ele se deixou perverter por suas mulheres, tornando-se infiel ao seu Deus (1Rs 11.4-8). Como curiosidade, vale citar que Provérbios menciona as palavras homem/homens 126 vezes; e mulher/mulheres 26 vezes e donzela, 1 vez. Chama a atenção os vários adjetivos atribuídos à mulher, quer com conotação positiva (graciosa, formosa, virtuosa e sábia), quer negativa (adúltera, vil, estrangeira, alheia, estranha, rixosa, iracunda, desdenhada), quer neutra (“da tua mocidade”, “do seu próximo”).

 Em Provérbios e na Bíblia, o casamento é considerado uma instituição divina, santa e que deve ser defendida, preservada, valorizada e honrada. Entretanto, em todos os tempos, tem sido um desafio blindar o casamento e a família das más influências e ataques contínuos de uma sociedade moralmente corrompida e decadente. O forte apelo ao culto do corpo e a entrega ao prazer, principalmente o sexual, estimulado e favorecido por vários meios de comunicação, são marcas características da sociedade pós-moderna na qual vivemos, e causa de adultérios e destruição de casamentos.

Você está atento e vigilante às investidas contra o casamento e a família? Como anda a santidade no seu casamento? Como fortalecer os alicerces de seu casamento nesses tempos difíceis? Neste estudo procuraremos abordar alguns aspectos sobre as investidas sedutoras e as consequências de se ceder às seduções sexuais ilícitas, bem como podemos nos preparar para enfrentar e resistir às tentações.

1. FIDELIDADE E RESPEITO

Há algum tempo tive a oportunidade de participar de uma reunião de casais; na ocasião foi feita uma dinâmica interessante. Foram apresentadas 23 palavras e o grupo deveria discutir e ordená-las em duas listas distintas, do mais importante para o menos importante, “o que ajuda” e “o que atrapalha” no relacionamento conjugal. O resultado a que o grupo chegou, isto é, as duas palavras mais importantes em cada lista:

O que ajuda:RESPEITO
O que atrapalha:INFIDELIDADE

Ou seja, fidelidade e respeito são dois aspectos relevantes na preservação e estabilidade do casamento! É claro que este experimento tem lá suas limitações e seu resultado pode ser questionado, porém, é inegável que tem o seu valor.

Deus instituiu a família a partir do casamento monogâmico e heterossexual, visando à felicidade e à preservação do ser humano (Gn 2.24). Desde o início dos tempos terrenos, a vontade de Deus foi declarada por ele mesmo e ratificada por Jesus Cristo, quatro mil anos depois, bem como pelos apóstolos: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24; comp. Mt 19.5; Ef 5.31). É fácil perceber que está tudo claramente explicitado aqui, neste versículo: a) O casamento implica numa relação heterossexual (pai e mãe, homem e mulher); b) O casamento é monogâmico e exclusivo (os dois); c) O casamento implica no deixar uma família para formar uma nova família (“deixa…”– É um deixar geográfico, financeiro e emocional); d) O casamento torna homem e mulher uma só carne, o que se dá pelo ato sexual (não significa que cada cônjuge perca sua identidade).

O casamento exige fidelidade e exclusividade. Portanto, quando um dos cônjuges se envolve com outra pessoa, quebra a aliança com o seu cônjuge, com quem era uma só carne. O profeta Malaquias fala da parte do Senhor sobre a gravidade da infidelidade conjugal: “E perguntais: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança…… Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis.” (Ml 2.14-16).

O segundo aspecto é o respeito ao cônjuge. Tendemos a tratar com muito cuidado as pessoas de fora da família e de qualquer jeito o cônjuge (e os filhos). Podemos mencionar alguns aspectos da abrangência do respeito, como, por exemplo:

a) Às diferenças – Homens e Mulheres são diferentes e precisam conhecer bem essas diferenças e respeitá-las. Além disso, cada membro da família é único e precisa ser aceito como é, o que não o isenta de buscar o seu aperfeiçoamento.

b) Às limitações – Pessoas são imperfeitas e não gostam de ver suas fraquezas ridicularizadas em família ou em público.

c) À posição – Cada membro da família tem um papel a desempenhar no contexto familiar.

d) À intimidade – As situações vividas em família são privativas de quem as vivenciou. Nenhum membro da família tem o direito de divulgar essas vivências sem o consentimento dos envolvidos.

e) Aos deveres – É preciso cumprir com dedicação suas responsabilidades, dividindo as tarefas.

2. A ARMADILHA SEDUTORA

“porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;” (Pv 5.3)

Vale ressaltar a ênfase que o sábio dá à mulher como uma espécie de “agente da sedução”, com grande potencial para destruir casamentos: “para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras, a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus;” (Pv 2.16). Não se trata de culpar um dos sexos, nem de má vontade com o sexo feminino. Dizem os especialistas que as mulheres são atraídas pela personalidade masculina e estimuladas pelo toque, carícia e palavras românticas. Por outro lado, os homens são atraídos e estimulados pela visão e imaginação. Deus os fez com estas características e ponto final. Sabemos que há, tanto homens quanto mulheres, imorais que se dedicam à sedução e ao prazer, sem ou com objetivos de ganhos financeiros. O fato é que, mesmo naturalmente ou não intencionalmente, apenas por sua beleza e jeito de ser, a mulher é capaz de atrair a atenção masculina. Se ela usa o seu potencial sedutor, intencionalmente, pode sim destruir muitos lares. Não é sem razão que a indústria do sexo explora isso, com revistas masculinas, filmes, novelas etc. Sabendo disso, a mulher, de um modo geral, procura investir no seu visual, e, para que isso não dê lugar à vaidade (aparência ilusória) os apóstolos Paulo e Pedro recomendam às mulheres moderação e bom senso com o aspecto exterior, ressaltando a importância do seu ser interior  (1Tm 2.9-10; 1Pe 3.3-6). Enfim, Deus equilibrou as coisas dando ao homem o papel de liderança e autoridade, e à mulher o papel gerar filhos, além da capacidade de seduzir e influenciar.

O conselho do sábio, quanto à mulher alheia, contém um alerta sobre essa armadilha sedutora: “Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender com as suas olhadelas.” (Pv 6.25). Porém, não parou por aqui. No capítulo 7, o seu conselho é expresso na forma de uma dramatização, que bem poderia ser chamada de “Crônica de uma morte anunciada”, tomando emprestado o título do livro de  Gabriel García Márquez (Pv 7.6-23). Trata-se de uma vívida e detalhada descrição de um jovem simples e desajuizado que cai numa armadilha sedutora; que sucumbe às tentações de uma mulher adúltera. Então, vejamos:

  • O narrador é alguém que se põe à espreita, na janela da sua casa, de onde observa e descreve o que se passa na sua vizinhança (v.6).
  • Ele vê um jovem inquieto circulando próximo da casa de uma mulher casada, adúltera, que o seduziu irresistivelmente (v.7-8).
  • Para não chamar a atenção, ele faz sua perigosa investida ao anoitecer, supostamente escondido sob o manto da escuridão (v.9).
  • A mulher não se mostra surpresa e lhe sai ao encontro com vestes de prostituta e astúcia (v.10).
  • O narrador a descreve como uma mulher nada caseira. Ela é inquieta e gosta de circular pelas ruas fisgando homens inconsequentes para o seu ninho adúltero (vv.11-12).
  • Ela se aproxima do homem e, sem qualquer pudor ou timidez, põe em ação suas táticas enganadoras e sedutoras:
    – Ela o beija (v.13).
    – Ela lhe passa a imagem de uma mulher religiosa que já tinha oferecido os seus “sacrifícios pacíficos”[1] a Deus. Então, o convida para partilhar com ela a carne do sacrifício que deveria ser comida imediatamente após o oferecimento, no mesmo dia (Lv 7.12-17)(v.14).
    – Ela o lisonjeia (v.15).
    – Ela o excita, estimulando sua imaginação, descrevendo os detalhes da preparação do seu leito e do ambiente perfumado (vv.16-17).
    – Ela o convida para desfrutar, durante uma noite inteira, as delícias do amor e prazer (v.18).
    – Depois de hipnotizá-lo com seu ardor sensual arrebatador, ela procura infundir nele uma falsa sensação de segurança, dizendo que o seu marido havia viajado para longe e não voltaria tão cedo (vv.19-20).
  • Finalmente, o narrador conclui e sintetiza: “Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.” (vv.21-23)

Enfim, o conselho foi dado, aliás, foi tão bem desenhado com palavras e detalhes, que quase dá para ver as cenas. As armadilhas estão por aí, mais perto do que você possa imaginar. Portanto, é preciso ficar atento para não cair no “laço do passarinheiro” (Sl 91.3).

3. INFIDELIDADE TEM CONSEQUÊNCIAS

“Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar. O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa. Achará açoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará. Porque o ciúme excita o furor do marido; e não terá compaixão no dia da vingança. Não se contentará com o resgate, nem aceitará presentes, ainda que sejam muitos.” (Pv 6.29, 32-35)

Aventurais sexuais extraconjugais podem servir de enredo para apimentar romances literários e filmes, entretanto, no mundo real, é inegável suas trágicas consequências. A vida pessoal, familiar e comunitária dos protagonistas de um adultério, bem como de seus familiares, fica extremamente prejudicada ou arruinada.

Segundo o sábio quem peca contra a santidade do casamento:

a) Está no caminho da ruína e morte (Pv 2.18-20; 5.4-5; 7.22-23; 25-27).  

Conheci três maridos que traíam suas esposas com suas respectivas amantes, sem que elas soubessem. Coincidência ou não, castigo divino ou não, o fato é que os três tiveram o mesmo destino, morte precoce. Foi no leito do hospital que a verdade emergiu, pois, as amantes quiseram dar um último adeus. Em certa ocasião Jesus afirmou: “Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada se faz escondido, senão para ser revelado.” (Mc 4.22). Normalmente não ocorre a morte física, mas certamente ocorre a “morte moral”.

b) Perde a honra, desperdiça seu vigor e bens (Pv 5.9-10).

c) Está fadado a um final de vida sofrido (Pv 5.11-12).

4. PRESERVANDO A SANTIDADE

“Não adulterarás” (Êx 20.14)
“Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” (Êx 20.17)

Muita atenção ao 7º e 10º mandamentos! Vivemos num tempo de “liberalismo dos costumes” particularmente desafiador para a manutenção da santidade do casamento. Em termos de Brasil, alguns fatores têm influenciado muito o comportamento dos casais e das famílias, particularmente no período de 1950 até hoje, senão vejamos.

a) Os meios de comunicação deslancharam – Televisão (1952), Satélite (1962), Computador (1980), Internet (1995), a popularização dos Smartphones (a partir de 2007) – e permitiram a rápida disseminação de conteúdo, em grande parte deletério à moral e bons costumes, bem como aos princípios e valores cristãos.

b) As facilidades para se praticar o sexo pré-conjugal e extraconjugal, evitando-se a gravidez indesejada, com o advento da Pílula Anticoncepcional (1960), somado à onda da liberação sexual “Amor Livre” (197x), potencializou a promiscuidade e acarretou expressivo aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e o aparecimento da AIDS (198x), principalmente por causa da dispensa do preservativo (camisinha).

c) A aprovação da Lei do Divórcio (1977) e a maior aceitação, por parte da sociedade e da igreja, do divórcio e novo casamento tendem, eventualmente, a desencorajar os casais a se manterem fiéis ao seu cônjuge e a lutar pela manutenção do seu casamento.

d) O avanço da militância feminista, aliado à necessidade da mulher buscar sua vocação, realização profissional e independência financeira, para não depender de cônjuges eventualmente autoritários e infiéis, e, ainda, a maior abertura do mercado de trabalho à mulher, com profissões muito adequadas ao seu perfil feminino, fez com que a mulher saísse de casa. Há matérias jornalistas que dão conta de que essa maior exposição e convivência de homens e mulheres nas empresas contribuem, tanto para romances e casamentos, quanto para novos romances, adultérios e divórcios.

Provérbios nos apresenta algumas linhas de ação para se manter a santidade na vida e no casamento:

4.1 Firmando-se na Palavra do Senhor

“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia.” (Pv 6.20-23)

O salmista declara guardar no coração a palavra de Deus para não pecar contra Deus (Sl 119.11). É o que também diz o sábio no texto acima, valorizando o bom ensino paterno e materno. Ele ratifica isso em outros textos (Pv 2.1-15; 5.1-3, 7; 7.1-5).

4.2 Investindo no seu casamento

“Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.” (Pv 5.15-19)

O conselho é para que o casal invista numa vida amorosa e sexual sadia e equilibrada, que proporcione prazer e felicidade, um ao outro. Vale lembrar que a privação sexual de um ao outro só deve ocorrer por mútuo consentimento e devido a um motivo razoável, conforme ensina o apóstolo Paulo (1Co 7.5). Porém isso não é tudo! Além da fidelidade, respeito e prazer sexual é preciso investir na comunicação; usar de sinceridade, falando a verdade, com amor, e nunca tramando às escondidas; dar atenção ao cônjuge, percebendo e suprindo suas carências, percebendo e elogiando suas virtudes; enfim, valorizando o cônjuge.

4.3 Fugindo das tentações

“Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar.” (Pv 6.27-29)

Não há nada de errado em sentir-se atraído(a) pelo sexo oposto. Deus criou homem e mulher de forma que se sentissem naturalmente atraídos um pelo outro. O problema acontece quando, sendo casado, se permite envolver e se aproximar muito de outra pessoa. José, do Egito, sendo solteiro, fugiu das investidas que recebeu da mulher de Potifar (Gn 39.7-12); já o rei Davi, casado com várias mulheres, não se controlou e cometeu adultério com Bate-Seba, uma mulher casada (2Sm 11.2-4), pagando um alto preço por isso. Não brinque com fogo, porque você pode se queimar!  Além das “tentações presenciais” hoje também há as “tentações virtuais”. Cuidado com a armadilha digital! A pornografia banaliza o sexo, tem o potencial de destruir relacionamentos, gera sentimento de culpa e vergonha, e nos afasta da comunhão com Deus.

Vale transcrever aqui alguns conselhos extraídos do folheto ARMADILHA DIGITAL[2]:

“Preciso abandonar a pornografia porque….

…a minha sexualidade é uma maravilhosa dádiva de Deus, que existe para ser vivenciada numa atmosfera de amor, completude e fidelidade. Ela não foi feita para ser vulgarizada pela lascívia e prática da pornografia;

…além de alienante e vazia, a pornografia me projeta numa espiral infinita de obsessão pelo prazer físico, que nunca me satisfaz;

…essa prática me torna escravo dos meus instintos carnais, roubando minha liberdade, minando minha pureza e comprometendo minha integridade;

…é um hábito sórdido e vicioso, com consequências danosas para a minha sexualidade e devastadora para a minha espiritualidade.”

Conclusão

Não podemos perder de vista que a sexualidade ilícita ou os pecados relacionados ao sexo não são os únicos a serem enfatizados e combatidos. Há muitos outros pecados que requerem dos líderes das igrejas e de cada cristão igual atenção. Ao mesmo tempo que cuidamos da pureza da igreja, sem moralismos e legalismos hipócritas, precisamos cuidar de nós mesmos: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” (1Co 10.12)

“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.” (Hb 13.4)

Deus instituiu o casamento e a família, e deseja que estes sejam um porto seguro para o indivíduo. Famílias bem estruturadas e sadias contribuem para uma sociedade bem-sucedida, porque elas são células da sociedade. Células sadias geram um corpo sadio, uma sociedade sadia. Façamos a nossa parte!

Que Deus nos ajude!

Bibliografia:

1. Bíblia Sagrada (SBB – Versão Revista e Atualizada).
2. Bíblia Online – SBB.
3. Revista Didaquê – Vida Abundante – VIVENDO E Aprendendo.
4. Armadilha Digital – Agência Missionária Interlink.
5. Internet.


[1] “A oferta pacífica podia ser apresentada: (1) como um ato de gratidão (Lv 7.12-15) por livramentos, respostas de oração, curas etc.; (2) ligada a um voto relacionado a um favor alcançado ou solicitado (Lv 7.16-17), ou (3) como oferta puramente voluntária, espontânea (Lv 7.16-17).”(A Bíblia Anotada)
[2] Armadilha Digital – Agência Missionária Interlink.