Conserva o que tens!

“Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap 3.11)

Introdução

A crítica de que evangélicos são “conservadores” geralmente parte da ideia de que conservar é algo negativo ou retrógrado. No entanto, biblicamente e filosoficamente, conservar é preservar aquilo que se considera verdadeiro, bom e valioso. Abaixo seguem alguns argumentos.

1) O ENSINO BÍBLICO

Há vários textos bíblicos que orientam a guardar, conservar, manter. A Bíblia usa repetidamente a linguagem de guardar, reter, permanecer, conservar:

“SENHOR, Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel, conserva para sempre no coração do teu povo estas disposições e pensamentos, inclina-lhe o coração para contigo;” (1Cr 29.18)

“Perguntou o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Ele conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.” (Jó 2.3)

guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos.” (Pv 2.8)

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Pv 4.23)

“Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos.” (Pv 7.1)

“O que adquire entendimento ama a sua alma; o que conserva a inteligência acha o bem.” (Pv 19.8)

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” (Jo 14.15)

“por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão.” (1Co 15.2)

“julgai todas as coisas, retende o que é bom;” (1Ts 5.21)

“… Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro.” (1Tm 5.22)

Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós.” (2Tm 4.13-14)

“Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap 3.11)

A Bíblia não trata esses princípios como provisórios, mas como ordenanças e ensinos a serem observados. Portanto, para o cristão, conservar esses valores é questão de fidelidade a Deus.

2) SÓ SE CONSERVA AQUILO QUE TEM VALOR!

Na vida cotidiana, conservar é um ato de reconhecimento de valor:

  • Conserva-se alimento, para que não apodreça.
  • Conserva-se dinheiro e bens, para não perder patrimônio.
  • Conserva-se a saúde, com disciplina e prevenção.
  • Conserva-se a amizade, cultivando-a.
  • Conserva-se a memória histórica, para não repetir erros.
  • Conserva-se a , como o maior tesouro espiritual.

Ninguém chama de “retrógrado” alguém que conserva a própria saúde ou protege seus filhos. Conservar é um ato racional.

Assim, quando evangélicos defendem a família monogâmica heterossexual, estão dizendo: “Consideramos isso valioso” – não por capricho cultural, mas por convicção teológica e antropológica.

3) TODOS SÃO CONSERVADORES DE ALGO

A crítica ao “conservadorismo” muitas vezes é seletiva. Toda pessoa conserva aquilo que considera essencial.

  • O progressista é conservador de seu progressismo.
  • O marxista conserva os princípios de Karl Marx.
  • Regimes inspirados no comunismo histórico preservaram com rigor os escritos de Vladimir Lenin.
  • Movimentos ideológicos preservam seus manifestos, slogans e símbolos.
  • Militantes defendem com firmeza suas pautas morais e políticas.
  • Eleitores frequentemente mantêm apoio a políticos alinhados à sua ideologia; inclusive os idiotizados a seus políticos de estimação – mentirosos e corruptos.

Ou seja, a diferença não está entre “conservadores” e “não conservadores”, mas no objeto da conservação!!!

Se alguém considera a revolução moral um valor, irá conservá-la!
Se o cristão considera o ensino bíblico um valor, irá preservá-lo!

4) SEM PRINCÍPIOS SÓLIDOS NÃO HÁ SUSTENTAÇÃO

Historicamente e sociologicamente, nenhuma sociedade se mantém sem fundamentos estáveis:

  • Sem compromisso com a verdade, a comunicação se dissolve.
  • Sem fidelidade conjugal, a estrutura familiar enfraquece, se rompe.
  • Sem responsabilidade moral, cresce a desordem.
  • Sem valores compartilhados, a coesão social se fragmenta.

O próprio Senhor Jesus usa a metáfora estrutural:

Mateus 7.24-27 – A casa construída sobre a rocha permanece; sobre a areia, cai. Princípios funcionam como alicerces. Uma família, uma igreja ou uma nação não se sustentam apenas em emoções ou tendências culturais mutáveis.

Conclusão

Ser conservador, do ponto de vista cristão, não significa rejeitar toda mudança.

Significa:

  • Preservar o que é essencial.
  • Distinguir entre avanço legítimo e ruptura destrutiva.
  • Manter fidelidade ao que se crê ser revelação divina.

A pergunta central não é: “Você é conservador?”
Mas: “O que você considera valioso o suficiente para conservar?”

Podemos concluir com uma pergunta simples:

Se a sua casa estivesse pegando fogo, o que você salvaria primeiro?
Os álbuns de família?
Os documentos importantes?
Os filhos?
Ou você correria para salvar uma lata vazia, amassada, que um dia teve algum conteúdo?

Ninguém em sã consciência preserva lixo e abandona tesouro!

E, no entanto, vivemos um tempo curioso:

🟥 Chama-se de “retrógrado” quem deseja conservar valores, mas aplaude-se quem descarta fundamentos.

🟥 A palavra “conservador” virou quase um insulto.

🟩 Mas, conservar significa apenas uma coisa: proteger aquilo que se considera valioso.

Nós conservamos:

  • A saúde, porque é necessária.
  • A família, porque é preciosa.
  • O dinheiro, porque tem valor.
  • A memória, porque tem significado.
  • A fé, porque sustenta a alma.

A verdadeira questão não é se alguém é conservador – Todos somos!

A pergunta objetiva é:

O que você considera valioso o suficiente para conservar?

Porque uma sociedade que joga fora seus fundamentos não está avançando –
está se desfazendo.

Que Deus nos ajude!

Bibliografia

1. Bíblia Sagrada (SBB – Versão Revista e Atualizada).
2. Bíblia Online – SBB.
3. Internet.

Uma eleição presidencial histórica

“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação;” (1Ts 5.8)

Como você chegou até aqui? Como eu cheguei até aqui? Não conheço a sua trajetória de vida, mas entendo estarmos colhendo hoje o que nossos antepassados, nossas famílias e nós mesmos plantamos. Uma frase veiculada na internet e atribuída a Jean Paul Sartre é: “O mais importante de tudo não é o que fizeram de você, mas o que você vai fazer, com o que fizeram de você!”. A partir de certo momento da vida, sua trajetória depende essencialmente de você mesmo e não adianta passar a vida inteira atribuindo a outros a culpa do seu eventual fracasso.

Quando olho para o meu momento presente, sinto que preciso agradecer imensamente a Deus por sua ação na vida de meus pais e na minha própria vida, já que fomos alcançados por sua graça e misericórdia e vivemos na sua dependência e sob sua orientação e proteção. Porém, isso não é tudo! Se por um lado dependemos de Deus, por outro lado somos reféns das nossas próprias condutas e escolhas. Não adianta querer fugir dessa responsabilidade individual. Não adianta culpar a Deus ou o diabo ou outras pessoas, o tempo todo. Mas, o que tudo isso tem a ver com a eleição presidencial que se aproxima? Tem tudo a ver sim, porque o meu e o seu futuro não depende apenas de nossas escolhas pessoais, em termos de estudar ou não, de consumir drogas ou não, de seguir determinada carreira profissional, de entrar ou de sair de determinada empresa, de namorar e casar com determinada pessoa, de ter filhos ou não etc.

Estamos diante de um cenário nacional/mundial extremamente preocupante e desfavorável ao exercício da fé cristã, à manutenção de princípios e valores conservadores, principalmente na pauta da família. Infelizmente, muitos chamados cristãos não estão se dando conta dessa avalanche progressista anticristã que está varrendo o planeta; de que a Europa há muito vive um pós-cristianismo ateísta; de que a pandemia da covid fez aflorar no mundo inteiro uma onda ditatorial e tirânica do pensamento único, que não permite espaço para opiniões diferentes. Isso nada tem a ver com a suposta teoria da conspiração, pelo contrário, são fatos verificáveis.

Nesses últimos quase quatro anos, o governo federal brasileiro tem tentado resistir a esse avanço maléfico e recebido todo o tipo de pressão e ataque da velha grande mídia, de grande parte da classe artística, de alguns banqueiros e grandes empreiteiros, enfim, do sistema carcomido pela corrupção e pelo “toma lá, dá cá”. Por mais que faça algo pelo povo, principalmente pelos mais pobres; por mais que tenha amarrado os tentáculos da corrupção, por mais que tenha secado as tetas dos sugadores do dinheiro público, nada disso é levado em conta. Atacam a estética do governante, a suposta quebra da liturgia do cargo e deixam de lado o conteúdo, as relevantes entregas em favor do bem público, os excelentes resultados econômicos e sociais alcançados em tão pouco tempo, em que pese todo um contexto desfavorável de crise hídrica, pandemia mundial, guerra etc.

As falsas narrativas em desfavor do governo são inacreditáveis e espalhadas internamente e mundo afora. Querem convencer internamente a população mais simples e fazê-la sonhar e sentir saudade de um passado próspero fantasioso que nunca existiu. Querem convencer a comunidade internacional que o presidente é um desastre. Tudo isso tem um aspecto espiritual que muitos ainda não perceberam. Há uma guerra espiritual em curso. Quando se ousou lançar o slogan “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” todas as hostes infernais se uniram para atacar um homem simples, honesto e patriota chamado Jair Messias Bolsonaro. Este é o improvável que Deus levantou da morte certa para colocar ordem na casa. Ele é a resposta de Deus para aquela grande manifestação apolítica de 2013, contra a corrupção; está lembrado? https://pauloraposocorreia.com.br/2013/06/28/manifestacao-sim-ofensa-nao/

Sim, estamos diante de uma eleição presidencial histórica que será um divisor de águas para a nação e seu povo. Tudo o que conquistamos com muito trabalho e suor está em risco. Não existe aqui qualquer intenção de amedrontar; pelo contrário, é para chamar a atenção do que essa onda socialista-comunista predatória está causando nos países à nossa volta. Ninguém se iluda, nada será como antes. Não entre nessa de que tanto faz um ou outro ganhar. Se o outro lado ganhar, com esse apoio mundial tirânico e progressista, anticristão, essa ideologia se manterá no poder, a qualquer preço, por décadas.  Sim, o voto da maioria determinará o futuro de todos.

Eu sempre respeitei e continuarei respeitando o arbítrio e opção de escolha política de cada um e não tenho o hábito de me manifestar publicamente a esse respeito – “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6.12). Entretanto, percebendo a gravidade do momento, me sinto no dever de me manifestar, pois o meu e o seu voto determinarão o meu futuro, que pode ser um futuro promissor, em continuidade ao que já vem acontecendo, ou um futuro que tenderá ao caos econômico e social, que afetará a todos nós, principalmente os pobres, os aposentados, os pequenos empregadores, sendo que os grandes empresários e empregadores têm sempre a opção de levarem seus negócios para outros países.

Quem se abstiver de votar, ou anular seu voto, ou votar em branco, ou votar no outro lado cometerá um grande erro, prejudicando a todos. Depois, não adianta dizer que não sabia. Está tudo muito claro. O outro lado está dizendo tudo o que vai fazer, mesmo que antes da eleição esteja mudando o discurso para ganhar o voto dos menos atentos. Você sabe que o jogo é desigual se o juiz torce por um dos lados. Você está assistindo o jogo e pode tirar suas próprias conclusões. As propagandas e acusações mentirosas do outro lado são impressionantes. A perseguição e censura aos apoiadores de um dos candidatos é implacável e célere. Não confie em promessas fantasiosas. Investimento em educação e muito trabalho será sempre uma boa receita para a autossuficiência financeira ou prosperidade. Tem sido assim na minha vida e na vida de muitos que, não nascendo num lar abastado, conseguiram vencer na vida.

Finalizamos conclamando a todos que analisem bem os fatos e dados concretos (disponíveis nos meios de comunicação confiáveis) sobre os dois candidatos. Perceba o momento crítico que estamos vivendo! Não se omita! Faça a escolha correta e ajude a outros a ficarem do lado da ordem e do progresso da nossa Pátria Amada Brasil. Deus é soberano, mas nós é que votamos. Jesus ressuscitou a Lázaro, mas foi necessário que as pessoas tirassem a pedra da entrada do túmulo. Davi teve que lançar a pedra para derrotar Golias. O Golias de hoje é o sistema não republicano e a pedra para derrotá-lo é o seu voto correto na urna!

“Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações.” (1Pe 4.7)

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;” (1Pe 5.8)

Continuemos firmes, orando e jejuando, clamando a Deus por um milagre que salve a nossa Pátria, nossas vidas e a de nossos descendentes.

“Nós, cristãos, estamos falando de política hoje, para não sermos proibidos de falar de Jesus amanhã!”

Que Deus nos ajude!


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