Ainda que socialismo e comunismo tenham conceitos um pouco diferentes, o socialismo pode ser considerado o embrião do comunismo, especialmente no contexto da teoria marxista. Karl Marx e Friedrich Engels, os principais teóricos do comunismo, delinearam uma trajetória em que o socialismo é uma fase intermediária antes da realização completa do comunismo. Portanto, na teoria marxista, o socialismo é de fato o embrião do comunismo, e é assim que precisamos abordar este assunto – um visceralmente ligado ao outro.
O socialismo-comunismo, uma ideologia política e econômica que propõe a abolição da propriedade privada e a criação de uma sociedade sem classes, pode ser comparado a um câncer. Ambos começam de maneira sorrateira e insidiosa, muitas vezes sem serem percebidos ou com a aceitação inicial de parte da população, mas culminam em uma metástase que pode levar à destruição e à morte de uma sociedade.
Início Sorrateiro
Assim como o câncer muitas vezes começa com uma única célula anormal que se multiplica sem controle, o socialismo-comunismo frequentemente se inicia com ideias que parecem inofensivas ou até benéficas. As promessas de igualdade, justiça social e o fim da exploração podem parecer atraentes, especialmente em sociedades onde há grandes disparidades econômicas e sociais. No início, o socialismo-comunismo pode apresentar-se como um remédio para as injustiças e desigualdades percebidas, ganhando apoio entre os desfavorecidos e os idealistas.
Multiplicação e Expansão
À medida que o câncer se multiplica, ele começa a invadir tecidos saudáveis, comprometendo a função dos órgãos. Da mesma forma, à medida que o socialismo-comunismo ganha terreno, ele começa a infiltrar-se em diversas esferas da sociedade. As instituições governamentais, educativas e culturais são lentamente tomadas, e as liberdades individuais começam a ser restringidas em nome do suposto bem comum. A centralização do poder torna-se necessária para implementar as mudanças desejadas, e o controle sobre a vida dos cidadãos aumenta. A família e a igreja são atacadas e anuladas, para que não exerçam sua influência sobre as pessoas, já que isso passa a ser uma prerrogativa do Estado Totalitário.
Metástase
Com o avanço do câncer, as células malignas se espalham para outras partes do corpo, causando metástases que são difíceis de tratar e frequentemente fatais. No caso do socialismo-comunismo, a metástase ocorre quando o controle totalitário se torna absoluto, e a repressão se intensifica. As economias são centralmente planejadas, a propriedade privada é abolida e a dissidência é severamente punida. As liberdades de expressão, imprensa e religião são suprimidas, e o Estado se torna onipresente e opressor.
Morte da Sociedade
Eventualmente, o câncer leva à falência múltipla dos órgãos e à morte do organismo. De forma análoga, o socialismo-comunismo pode levar à morte de uma sociedade, tanto no sentido literal quanto figurado. Economias planejadas centralmente muitas vezes resultam em ineficiências, escassez e estagnação econômica. A falta de incentivos para a inovação e o empreendedorismo suprime o crescimento econômico e a prosperidade. A repressão política e a falta de liberdades básicas criam um ambiente de medo e desespero.
Conclusão
Assim como a cura do câncer requer a identificação precoce e o tratamento agressivo, a prevenção dos efeitos nocivos do socialismo-comunismo exige a vigilância constante e a defesa das liberdades individuais e do estado de direito. Reconhecer os sinais iniciais e resistir às promessas ilusórias de soluções fáceis para problemas complexos é crucial. Apenas através da proteção das instituições democráticas e da promoção de uma economia de mercado saudável, baseada na inovação e na liberdade, é que uma sociedade pode evitar a metástase e a destruição que o socialismo-comunismo, como um câncer, pode causar.
No Pentecostes a igreja começou a sua trajetória de forma impactante. Jesus foi assunto ao céu, mas o Espírito Santo desceu e inflamou os corações dos primeiros discípulos. E eles saíram por toda a parte cumprindo o IDE de Jesus e “transtornando” o mundo. Cada um dos onze apóstolos já havia dedicado sua vida integralmente ao Mestre e continuaram até o seu martírio. Outros discípulos e irmãos foram agregados, como Estêvão (também martirizado), Felipe, Barnabé e tantos outros. O poder de Deus se manifestou de forma explícita e inconfundível. O evangelho foi propagado de forma irresistível, porque as portas do inferno não podem prevalecer contra a igreja, que cresceu dia após dia.
Saulo de Tarso, o perseguidor da igreja, foi alcançado pela graça de Deus e recebeu a visita de Ananias e o comissionamento divino: “Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.” (At 9.15-16). Com extremo zelo por Cristo, Saulo-Paulo e outros preciosos servos de Deus, expandiram os limites da igreja, escreveram o Novo Testamento e sistematizaram a Doutrina Cristã.
Ao longo dos séculos seguintes, apesar dos altos e baixos da igreja, Deus manteve a chama acesa e a igreja ainda hoje segue viva. Mais do que nunca essa igreja se depara agora com os sinais dos últimos tempos. Não importa quanto tempo falte (e é um erro marcar data), o fim está próximo! Jesus nos adverte: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai … Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.” (Mt 24.36, 44). O que fazer no tempo que ainda nos resta?
1. CONTORNANDO A APOSTASIA
“Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18.8b) “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” (Mt 24.12)
A apostasia foi predita e já é uma realidade: “Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição,” (2Ts 2.3). A Europa já vive um pós-cristianismo; o secularismo e o progressismo anticristão avançam em todo o mundo. Então, o que o remanescente fiel a Cristo deve fazer?
Nós somos hábeis para detectar “corpo mole” ou lentidão na execução da tarefa; de jogador ou time que não sua a camisa; de atendente que demora a dar a resposta etc. Você já parou para pensar que há um Deus onipresente e onisciente acompanhando o nosso desempenho como seus servos e discípulos? Como será que ele está avaliando o meu e o seu desempenho no Reino? Pense nisso!
Diante dessa triste projeção escatológica da apostasia e abandono de Deus e da fé, a igreja é desafiada a voltar o seu olhar e a reviver o mesmo ardor e primeiro amor da igreja primitiva (neotestamentária)! Entendemos que a advertência de Jesus jamais deve ser interpretada como algo que alcançará a todos e que, portanto, devemos aceitar passivamente, assimilar e cruzar os braços. Não! Definitivamente, não! Somos desafiados a nos empenharmos sempre e cada vez mais, mantendo-nos firmes no Senhor e na defesa da fé evangélica!
2. SERVINDO COM ZELO
“No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;” (Rm 12.11)
Os discípulos de Jesus são diferentes em vários aspectos; têm mais ou menos capacidade mental e intelectual, escolaridade e recursos financeiros. Entretanto, todos temos 24h por dia e muitas oportunidades para testemunhar dele. Nenhum seguidor de Jesus será desculpado por sua negligência, apatia e falta de zelo em servir ao Mestre!
O salmo messiânico fala do zelo do Messias vindouro, o que serve de referência e inspiração para os seus seguidores: “Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim.” (Sl 69.9; comp. Jo 2.17). Zelo este não só pelo Senhor e sua obra, mas que deve alcançar, também, os seus servos: os nossos líderes, liderados, irmãos e necessitados (2Co 7.7; 9.2; 11.2).
Há muitos religiosos que têm zelo por Deus, porém, sem entendimento (Rm 10.2). O próprio apóstolo Paulo se incluiu entre estes que assim procediam, no seu passado sombrio, antes do seu encontro com o Senhor: “quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível.” (Fp 3.6). Ele era fariseu e um dedicado religioso. Após a sua conversão, ele também se tornou um servo fiel e extremamente zeloso. “Alguém tentou captar o ardor da sua vida no seguinte esboço:
É homem sem preocupação de fazer amigos, sem esperança ou desejo de bens terrenos, sem apreensão por perdas terrenas, sem preocupação com a vida, sem temor da morte.
É homem livre de classe, país e condição. Homem de um só pensamento – o Evangelho de Cristo. Homem de um só propósito – a Glória de Deus. Louco, e contente por ser considerado louco por amor a Cristo. Que lhe chamem entusiasta, fanático, tagarela, ou qualquer outro grotesco título desclassificado que o mundo possa escolher para aplicar-lhe. Mas, que seja um desclassificado. Tão logo lhe chamem comerciante, chefe de família, cidadão, rico, homem do mundo, douto, ou mesmo homem de bom senso, tudo isto passa por alto sua personalidade. Ele é obrigado a falar, se não morre; e ainda que morra, falará. Não tem descanso, mas se apressa por terra e mar, por rochas e desertos ínvios. Brada alto e bom som, sem se poupar, e nada o deterá. Nas prisões, eleva a voz, e nos temporais do oceano, não fica em silêncio. Perante concílios temíveis e reis coroados, dá testemunho em prol da verdade. Nada pode apagar a sua voz, exceto a morte, e mesmo ao se lhe executar a sentença de morte, antes que a faca lhe separe a cabeça do corpo, ele fala, ora, testifica, confessa, suplica, luta e finalmente abençoa os homens cruéis.”
Ao longo da história da igreja muitos servos e servas de Deus demonstraram o desejo ardente de agradar, obedecer e servir a Deus. Somos desafiados a seguir nesta mesma linha!
3. TURBINANDO A FÉ COM UM ATEU
É isso mesmo, você não entendeu errado. William MacDonald relata que C. T. Studd (1860-1931), missionário britânico, foi estimulado por um artigo escrito por um ateu, a entregar-se à plena dedicação a Cristo. O artigo dizia assim:
“Se eu acreditasse com firmeza, como dizem milhões que acreditam, que o conhecimento e a prática da religião nesta vida influenciam o destino na outra, a religião significaria tudo para mim. Eu jogaria fora os gozos da Terra como refugo, as preocupações terrenas como loucuras, e os pensamentos e sentimentos terrenos como vaidade. A religião seria o meu primeiro pensamento ao despertar, e a última imagem em minha mente antes de dormir e afundar na inconsciência. Eu trabalharia somente por ela. Consideraria que ganhar uma alma para o céu vale uma vida de sofrimento. Consequências terrenas nunca deteriam a minha mão, nem selariam os meus lábios. A Terra, suas alegrias e suas penas não ocupariam um instante dos meus pensamentos. Lutaria para ter em consideração somente a eternidade, e para levar as almas imortais que me rodeiam a serem logo eternamente felizes ou eternamente miseráveis. Eu sairia ao mundo para pregar-lhe a tempo e a fora de tempo, e eis o texto que usaria: QUE APROVEITA AO HOMEM GANHAR O MUNDO INTEIRO E PERDER A SUA ALMA?”
C. T. Studd uma vez escreveu:
“Querem alguns viver dentro do som dos sinos de sua igreja. Que eu dirija uma agência de resgate bem num pátio do inferno.”
João Wesley foi homem de zelo. Disse ele: “Dê-me cem homens que amem a Deus de todo o coração e não temam nada, exceto o pecado, e abalarei o mundo”.
4. APRENDENDO COM A MILITÂNCIA COMUNISTA
Não tenho dúvida de que o comunismo marxista é incompatível com o cristianismo, com a fé cristã. No artigo publicado no meu blog “Cristão e Comunismo – Como conciliar?” é feita uma ampla exposição sobre o assunto. Portanto, nosso objetivo aqui é chamar a atenção para o empenho de seguidores dessa nefasta ideologia.
“O avanço comunista no mundo é um tema complexo e controverso, que envolve diferentes perspectivas históricas, políticas e econômicas. De acordo com alguns resultados da web, o comunismo é uma ideologia que defende a abolição da propriedade privada e a igualdade social entre as classes. O comunismo foi inspirado pela teoria de Karl Marx e Friedrich Engels, mas nunca foi aplicado na sua forma original em nenhum país. No século XX, o comunismo se expandiu principalmente pela União Soviética e pela China, que lideraram blocos de países aliados contra o capitalismo ocidental. No entanto, o comunismo entrou em crise com a queda do Muro de Berlim em 1989 e o colapso da União Soviética em 1991, que marcaram o fim da Guerra Fria e a emergência dos Estados Unidos como a única superpotência mundial. Atualmente, existem poucos países que se declaram comunistas, como China, Cuba, Vietnã e Coreia do Norte, mas eles apresentam diferenças significativas entre si e têm adotado algumas reformas de mercado e abertura política.”[1]
Há quem tenha declarado que a grande decepção da igreja cristã no século XX está no fato de que se viu mais zelo entre os comunistas do que entre cristãos!
William MacDonald registra que em 1903, Lênin, um homem com 17 seguidores começou o seu ataque comunista ao mundo. Por volta de 1918, o número tinha aumentado para 40 mil e, com estes, ele conseguiu o domínio de 160 milhões de pessoas da Rússia.
Na linha do tempo simplificada dos principais eventos relacionados ao comunismo, a seguir apresentada, pode-se ver como o Brasil está na mira dessa perversa ideologia, desde o seu início (Rússia – 1917 => Brasil – 1922).
1848: Publicação do Manifesto Comunista de Marx e Engels, que expõe os princípios fundamentais do comunismo marxista[2] e critica o capitalismo.
1917: Revolução Russa, que derrubou o czarismo e instaurou o primeiro Estado socialista do mundo, liderado por Lenin e pelo Partido Bolchevique.
1922: Formação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A Rússia comunista é formalmente organizada como a URSS, uma união de repúblicas socialistas.
1922: Fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB), um dos primeiros partidos comunistas da América Latina.
1924: Morte de Lênin e ascensão de Stalin. Josef Stalin emerge como o líder dominante da URSS após a morte de Lênin, consolidando seu poder ao longo dos anos.
1945: Fim da Segunda Guerra Mundial. A URSS desponta como uma das superpotências após a derrota da Alemanha nazista, dando início à Guerra Fria com os Estados Unidos e seus aliados ocidentais.
1949: Estabelecimento da República Popular da China. Liderados por Mao Tsé-tung, os comunistas vencem a Guerra Civil Chinesa e estabelecem o governo comunista na China continental.
1959: Revolução Cubana. Liderada por Fidel Castro, a Revolução Cubana resultou na instauração de um governo comunista em Cuba.
1960-1980: Disseminação do comunismo. O comunismo se espalhou por várias partes do mundo, como os países do bloco oriental da Europa (Europa Oriental), Vietnã, Laos, Camboja e outros.
1989-1991: Queda do comunismo europeu. Eventos como a queda do Muro de Berlim (1989) e o colapso da URSS (1991) marcam o fim do bloco comunista europeu e o enfraquecimento do comunismo globalmente.
Século XXI: Comunismo Contemporâneo. O comunismo continua a existir em alguns países, embora tenha perdido a influência global que teve durante o século XX.
Engana-se quem ignora e subestima a força e a determinação expansionista e dominadora dos defensores do comunismo! Vale ressaltar que a causa nunca foi pela igualdade ou pelos menos favorecidos, mas sim pela ambição do poder. Eles estão mais vivos do que nunca, com tentáculos nos sindicatos, nas escolas e universidades, nas várias expressões e manifestações culturais (marxismo cultural) etc. É um comunismo travestido de socialismo. Eles podem esconder o rótulo, mudar a embalagem, mas o produto é o mesmo: estado forte e ditador; fim do direito a herança, a propriedade etc. Eles são como o diabo, nunca desistem! Por mais que nós cristãos esclarecidos e atentos repelimos essa ideologia, não podemos deixar de admirar o zelo e determinação que têm em prol da sua causa.
Conta-se que, em certa ocasião, Billy Graham leu uma carta escrita por um estudante universitário americano que se converteu ao comunismo, no México. O propósito da carta era explicar à sua noiva os motivos que o levavam a romper o seu compromisso com ela. Preste bem a atenção ao que ele diz e compare com a sua vida cristã. É bom deixar claro desde já que não há aqui qualquer incitação ao fanatismo cristão, tão somente à necessidade de reflexão sobre a proposta do discipulado cristão e como estamos respondendo a ela. Eis o texto da carta:
“Nós comunistas temos alto índice de baixas. Somos dos que são alvejados, enforcados, linchados, provocados, intimados, detidos, despachados dos empregos, e por todos os outros meios dão-nos tanto desconforto quanto possível. Certa porcentagem de nós é morta ou aprisionada. Vivemos virtualmente na pobreza. Devolvemos ao partido cada centavo além do absolutamente necessário para manter-nos vivos. Nós comunistas não temos tempo para muitos cinemas, concertos, lautas refeições, ou casas decentes e carros novos. Temos sido descritos como fanáticos. Somos fanáticos. As nossas vidas são dominadas por um grande fator que a tudo eclipsa: A LUTA PELO COMUNISMO MUNDIAL.
Nós comunistas temos uma filosofia de vida que nenhuma soma de dinheiro poderia comprar. Temos uma causa pela qual lutar, um propósito definido na vida. Subordinamos o nosso pequenino ´eu` pessoal a um grande movimento da humanidade, e se a nossa vida pessoal parece dura, ou se o nosso ego parece sofrer com a subordinação ao partido, temos adequada recompensa no pensamento de que cada um de nós a seu modesto modo, está contribuindo para algo novo, real e melhor para a espécie humana. Há uma coisa na qual estou empenhado com um intenso zelo, e essa coisa é a causa comunista. É minha vida, meu negócio, minha religião, minha distração, minha namorada, minha esposa, minha amante, meu pão, minha comida. Trabalho por essa causa o dia inteiro, e de noite sonho com ela. Sua posse sobre mim cresce; não diminui com o passar do tempo. Portanto, não posso dar continuidade a uma amizade, a um caso de amor, ou sequer a uma conversação, sem ligar isso a esta força que ao mesmo tempo empurra e guia a minha vida. Avalio as pessoas, os livros, as ideias e as ações segundo a forma como afetam a causa comunista e por sua atitude para com ela. Já estive na prisão por causa das minhas ideias e, se necessário, estou pronto para enfrentar o pelotão de fuzilamento.”
Enfim, se os comunistas podem ser assim tão determinados e dedicados à sua causa, quanto mais nós cristãos deveríamos nos entregar, de corpo e alma, à causa de Cristo? Ou, será que o que Cristo fez por nós não merece que façamos tudo por ele? Ou, será que uma causa como a comunista, terrena e limitada a esta vida, com efeito desastroso para a humanidade, seria mais importante do que a de Cristo, que traz uma nova vida que jorra para a vida eterna?
Conclusão
“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” (Hb 10.25)
Muitos são os desafios que se apresentam para a igreja à medida que o dia da volta de Cristo se aproxima. Desafios externos e internos à igreja. A sedução do secularismo e dos atrativos efêmeros ofertados tentam nos desviar do foco e da nossa principal missão aqui neste mundo. Muitos que caminham conosco se levantam criticando a igreja e outros, que já desertaram seguindo “carreira solo” incentivam a opção de “desigrejados”. Muitos perderam de vista que foram salvos para servir e se comportam como clientes exigentes a serem servidos. A perseguição à igreja aumenta cada vez mais porque ela ainda incomoda e se opõe às ideologias nefastas e práticas pecaminosas desse sistema mundano.
“Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma.” (2Co 12.15)
Portanto, diante de tal contexto e na expectativa da iminente volta de Cristo, não é o caso de se render à apostasia. Ao contrário, vigiemos e oremos. Permitamos que o nosso coração possa arder por Cristo, continuamente. Que, no tempo que se chama hoje, possamos nos empenhar, nos gastar, servindo ao Senhor, à sua igreja, aos irmãos e aos ainda não alcançados pela graça divina!
“exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória.” (1Ts 2.12)
É tempo de nos admoestarmos e encorajarmos uns aos outros!
Que o Senhor nos ajude!
Bibliografia 1. Bíblia Sagrada (SBB – Versão Revista e Atualizada). 2. Bíblia Online – SBB. 3. O Discipulado verdadeiro – William MacDonald (Ed. Mundo Cristão). 4. Enciclopédia Mirador Internacional. 5. Internet.
[2] “Tendo em vista a situação específica de sua época, Marx fornece em seguida algumas características do comunismo: abolição da propriedade dos meios sociais de produção, o que não significa abolição de toda e qualquer espécie de propriedade privada; supressão da apropriação do trabalho de outrem; supressão da estrutura familiar burguesa, o que não significa supressão da família.”
Vivemos, mais do que nunca, na era da informação. Se antes ela vinha essencialmente de veículos oficiais, hoje ela vem de toda a parte alcançando as pessoas, em todos os lugares. Não é mais possível ficar indiferente aos fatos, às narrativas sobre os fatos e às fake News que tão tenazmente nos assediam diariamente. A polarização de ideias e ideologias ganha total relevância nas sociedades pós-modernas. Temas como Direita e Esquerda; Conservador e Progressista; Liberalismo econômico e Keynesianismo[1]; Capitalismo e Socialismo (sendo que o comunismo é geralmente considerado como o ápice do socialismo); dentre outros, ganham fôlego, ocupam as agendas de debates da sociedade e estimulam a polarização que separa os cidadãos. O que está acontecendo no cenário nacional e mundial? Existe uma nova ordem mundial por trás de tudo isso, trabalhando em prol de algum objetivo específico? Como o cristão deve lidar e se posicionar? Quem é o adversário a ser enfrentado – pessoas ou ideias? Isso é o que procuraremos tratar neste artigo.
Desde já é preciso deixar claro que não há espaço para o confronto de pessoas, porém, o confronto de ideias é sempre válido e necessário, e isso precisa acontecer sempre com muita tranquilidade e respeito!
1. Os termos “Esquerda” e “Direita”
São termos que originalmente (há cerca de 231 anos) identificaram posicionamentos diferentes. “Os termos “esquerda” e “direita” apareceram durante a Revolução Francesa, de 1789, e o subsequente Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei à direita do presidente e simpatizantes da revolução à sua esquerda.”[2] Portanto, os que estavam à direita apoiavam a autoridade real (o imperador) e os que estavam à esquerda, defendiam os representantes do povo. Assim, a direita passou identificar aqueles que defendem o statusquo (ordem socioeconômica vigente), conservando as supostas desigualdades e privilégios sociais; enquanto a esquerda os que questionam o statusquo e supostamente defendem uma sociedade mais justa e igualitária.
Na prática, atualmente, esses termos servem apenas de um rótulo, de uma forma reduzida e facilitadora para designar duas ideologias antagônicas e imperfeitas – capitalismo e socialismo – que de alguma forma pressionam-se mutuamente e, talvez, favoreçam a busca do equilíbrio social. Os extremos, isto é, tanto a tirania do capital quanto a ditadura do proletariado são danosas e não contribuem para uma sociedade justa e igualitária. Na verdade, esse assunto é demasiadamente complexo, pois tem como pivô o ser humano falível, imperfeito, egoísta e pecador. Como alcançar uma sociedade ideal se a sua base – o ser humano – tem uma natureza má e corrompida pelo pecado? Numa sociedade plural e diversa como conciliar tantos interesses, sensos (individuais e dos seus grupos de afinidade) de certo e errado tão variados, princípios e conceitos éticos lastreados em tantas religiões e filosofias de vida? O desafio é permanente e, provavelmente, insuperável.
2. O fiasco da Esquerda
Vale prestar atenção ao que diz o historiador e doutor em história da igreja Alderi Souza de Matos: “Mais de um século depois (da Revolução Francesa), graças a outra revolução, desta vez na Rússia, a esquerda veio a ser identificada com o comunismo ou socialismo, em sua luta contra o capital e em defesa dos trabalhadores. Essa ideologia tinha algumas características distintivas:
– otimismo quanto ao ser humano, ou seja , o homem como um ser naturalmente bom;
– racionalismo utópico – crença na capacidade da razão para construir uma sociedade ideal;
– determinismo histórico – a história é condicionada por forças econômicas e evolui inexoravelmente para um fim;
– igualitarismo e socialismo – luta pela eliminação das distinções sociais e da propriedade privada, almejando uma sociedade sem classes.
O século 20 testemunhou o fracasso do ´sinistro` experimento socialista, gerador que foi de um grande número de mazelas: ditaduras cruéis e opressoras, novas formas de elitismo e concentração de riquezas, estatismo, burocracia e corrupção, ineficiência administrativa, violação extensiva dos direitos humanos, práticas antidemocráticas (partido único, ausência de eleições, supressão de liberdades públicas). Isso sem contar os horrendos crimes contra a vida praticados na União Soviética, na China, no Camboja, na Coreia do Norte, em Cuba e outros países. Apesar dessas distorções em fracassos clamorosos , muitas pessoas continuam fascinadas pela esquerda com suas propostas socializantes .”[3]
Por outro lado, uma direita que esteja focada na defesa intransigente do capital e dos empresários, insensível às necessidades do povo e à redução das desigualdades sociais, acomodada com o desfrute de privilégios adquiridos de forma ilícita e a exploração dos desfavorecidos, em nada contribui para a melhoria da sociedade.
3. Cristianismo versus Socialismo/Comunismo
Muitos intelectuais, acadêmicos e artistas em todo o mundo parecem se identificar e defender a ideologia de esquerda, associada a uma linha progressista de usos e costumes. São estes formadores de opinião que têm investido maciçamente para mudar a educação e a cultura vigentes, pois assim conseguiriam mudar os valores da sociedade e por extensão a política. É o que se conhece como marxismo cultural, segundo a visão do filósofo, Antonio Gramsci (1891-1937), que fez uma releitura das ideias de Karl Marx e formulou um marxismo diferente do “original”. É preciso interromper essa escalada de desconstrução da herança judaico-cristã nos países de maioria cristã. Os cristãos precisam estar vigilantes, entendendo que Cristianismo ou Fé Cristã é inconciliável com a Esquerda/Socialismo/Comunismo. Por exemplo:
A cosmovisão cristã tem uma forma própria e autêntica de amar o próximo e compartilhar bens espirituais e materiais, baseada na síntese que Jesus fez da Lei – Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
O comunismo defende o ateísmo, é materialista e persegue os cristãos bem como aqueles que dele discordam.
O compartilhamento de bens na igreja primitiva (Atos 4 e 5) nada tem a ver com a ideologia socialista/comunista. O que ali aconteceu foi tão somente o exercício prático e voluntário do amor fraternal num contexto muito específico de perseguições e dificuldades. Aquela experiência não se transformou em doutrina para a igreja nas epístolas do Novo Testamento.
O comunismo ignora o direito de propriedade individual, cerceia a liberdade e dita suas próprias regras decorrentes de um autoritarismo de raiz.
A Fé Cristã crê que o homem é pecador por natureza e somente o novo nascimento gerado pelo Espírito Santo pode transformar o seu ser e, em decorrência, o seu entorno.
O comunismo difunde a falsa crença de um ser humano bom e atribui todo o mal às estruturas econômicas capitalistas. Pretende impor a ideia de uma sociedade melhor pela coerção governamental, sem a transformação interior
4. Um exemplo real das consequências das duas ideologias
A comparação é interessante e oferece certo respaldo lógico considerando tratar-se de uma mesma região e de um mesmo povo dividido e separado geograficamente e ideologicamente. Se fosse usado como exemplo a Alemanha Ocidental e a Oriental, antes da reunificação, os resultados não seriam muito diferentes. Enfim, as informações e os números abaixo falam por si mesmos.
COREIA
História: Em 1910, a Coreia foi anexada pelo Império do Japão. Em 1945, após a rendição japonesa no final da Segunda Guerra Mundial, a Coreia foi dividida em duas zonas, com o norte ocupado pela União Soviética e o sul ocupado pelos Estados Unidos.
COREIA DO NORTE
COREIA DO SUL
Ocupação (1945): União Soviética (comunismo)
Ocupação (1945): Estados Unidos (capitalismo)
Governo: República popular totalitária socialista (Ditadura Stalinista Totalitária)
Governo: República presidencialista (Democracia Multipartidária)
O Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC), liderado por um membro da família governante, detém o poder e lidera a Frente Democrática para a Reunificação da Pátria, da qual todos os oficiais políticos são obrigados a ser membros.
Desde o estabelecimento da república moderna em 1948, a Coreia do Sul debateu-se com sequelas de conflitos bélicos, como a Guerra da Coreia (1950-1953), e décadas de governos autoritários. Apesar de ser oficialmente uma democracia de estilo ocidental desde a fundação da república, as eleições presidenciais sofreram grandes irregularidades que só terminaram em 1987, quando ocorreram as primeiras eleições diretas e o país passou a ser considerado como uma democracia multipartidária.
Os meios de produção são de propriedade do Estado através de empresas estatais e fazendas coletivizadas.
Sua economia tem crescido rapidamente desde a década de 1950. Hoje em dia, é a 13ª maior economia do mundo (por PIB PPA).
A maioria dos serviços, como saúde, educação, habitação e produção de alimentos, também é subsidiada ou financiada pelo Estado.
Se encontra entre os países mais avançados tecnologicamente e um dos melhores em comunicações; é o terceiro país com o maior número de usuários de Internet de banda larga entre os países-membros da OCDE.
O país segue a política Songun, ou “militares em primeiro lugar”, com um total de 9.495.000 de pessoas entre soldados ativos, na reserva e paramilitares.
Um dos líderes globais na produção de aparelhos eletrônicos, como dispositivos semicondutores e telefones celulares.
Várias organizações internacionais avaliam que graves violações de direitos humanos na Coreia do Norte são comuns e tão severas que não têm paralelo no mundo contemporâneo.
Conta com uma das infraestruturas mais avançadas do mundo.
De 1994 a 1998, a Coreia do Norte sofreu uma crise de fome que resultou na morte de milhares de pessoas (entre 240 mil e 420 mil norte-coreanos), sendo que a população continua a sofrer de desnutrição.
É o líder da indústria de construção naval, encabeçada por companhias proeminentes, entre elas a Hyundai Heavy Industries.
Fonte: Wikipédia
5. O que fazer diante do cenário político? Como votar?
Cada vez se torna mais difícil escolher candidatos ao legislativo e ao executivo. Torna-se mandatório conhecer um pouco sobre a competência, a ética e a ideologia dos candidatos. Também não basta analisar o candidato, há que se conhecer um pouco do seu partido; da sua ideologia e das suas bandeiras partidárias.
a) Quanto ao candidato, o cristão não tem muitas opções:
Os melhores: são aqueles com alta, média ou baixa competência para o bem.
OPÇÃO
COMPETÊNCIA PESSOAL
ÉTICA
IDEOLOGIA
1ª
Alta
Confiável
Conservadora
2ª
Média
Confiável
Conservadora
3ª
Baixa
Confiável
Conservadora
Os piores: são aqueles com alta, média ou baixa competência para o mal.
OPÇÃO
COMPETÊNCIA PESSOAL
ÉTICA
IDEOLOGIA
–
Alta
Não Confiável
Progressista
–
Média
Não Confiável
Progressista
–
Baixa
Não Confiável
Progressista
Vejam que no raciocínio aqui exposto sugere-se que, por exemplo, é extremamente melhor eleger um governante com inteligência mediana (que pode se cercar de auxiliares competentes), porém confiável (honesto) e de princípios conservadores, do que um governante superdotado intelectualmente, não confiável (ou corrupto) e de princípios progressistas, pois este último desviará os recursos públicos e investirá no desmonte dos valores judaico-cristãos. Entenda-se aqui como conservador aquele que defende princípios e valores éticos, morais e sociais legados por incontáveis gerações, tais como o direito à vida, a liberdade, às crenças religiosas e a propriedade individual; a preservação da família tradicional. Apoia o progresso tecnológico e da ciência, com a modernização, desde que não conflita com seus princípios e valores. Jamais se abale quando os progressistas rotularem tudo isso de “retrocesso”!
b) Quanto ao partido, o cristão precisa ficar atento às suas bandeiras falaciosas/oportunistas/populistas e às de cunho progressistas, como por exemplo:
– Falsa defesa dos pobres, dos trabalhadores e da redução das desigualdades, apenas como pretexto para receber voto (chavão populista). – Desconstrução da família e do direito de propriedade. – Falsa preocupação com a preservação do meio ambiente (chavão populista). – Defesa irracional das minorias (sem a consistente argumentação lógica e humana). – Legalização do aborto. – Descriminalização das drogas. – Defesa irracional da igualdade de gênero (sem a consistente argumentação lógica e humana). – Desconstrução da heteronormatividade. – Defesa da ideologia de gênero, agênero, gênero não-binário etc.
Conclusão
Mais importante do que identificar-se ou designar-se como sendo de esquerda, ou de centro, ou de direita é conhecer, apoiar e votar em candidatos e partidos que mais se aproximem dos princípios e da ética cristã e bíblica. Que a função e papel do Estado deve ser de regulação e não de produção de bens e serviços.
Vale trazer para reflexão aqui o que efetivamente tem valor para o desenvolvimento de uma sociedade. Sem dúvida, para nós cristãos, o temor a Deus vem em primeiro lugar. O segundo aspecto relevante é a manutenção de famílias estruturadas e saudáveis. Daí nossa permanente defesa da família tradicional e repúdio à desconstrução da heteronormatividade. Podemos citar como terceiro aspecto a educação. Muito precisa ser feito nesta área e não estamos falando necessariamente de investimento financeiro, principalmente aqui no Brasil. Cremos que é através da educação de qualidade, desde o início da infância, que podemos mudar a situação de uma pessoa, da sua família e de toda a nação. É a educação que irá preparar o cidadão para a vida; abrir oportunidade para bons empregos, com melhores salários, reduzindo as desigualdades. Na década de 1970 o Estado oferecia um ensino público básico de boa qualidade, melhor do que a maioria das escolas particulares daquele tempo. Não se trata de algo que ouvi falar, mas de experiência vivida. Pertencendo a uma família de imigrantes de poucas posses, recém chegada ao Brasil trazendo apenas uma vaga de emprego na bagagem, frequentei estabelecimento público no antigo primário, ginásio e escola técnica (hoje denominados de ensino fundamental e médio). Depois, trabalhando de dia e estudando à noite, paguei meu curso superior em escola particular e, assim, pude ter acesso a melhores condições no mercado de trabalho. Infelizmente, no decorrer do tempo essa qualidade da escola pública caiu muito e as consequências estão aí. É preciso reverter essa situação se quisermos um país melhor, mais justo e mais igual. É preciso investir na formação do cidadão para o trabalho e parar de ficar enchendo a cabeça dele de ideologias marxistas e ligadas à sexualidade. Isso não só melhorará o nível funcional de todos os setores de produção e serviço, bem como o nível dos nossos representantes, principalmente no executivo e legislativo. É preciso romper com essa cultura do assistencialismo permanente e paternalismo do governo, promovendo a dignidade cidadã.
Que Deus nos ajude, pois a perseguição aos cristãos evangélicos vai aumentar em todo o mundo! “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.” (Mt 24.9)
[1] Keynesianismo: conjunto das teorias e medidas propostas pelo economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) e seus seguidores, que defendiam, dentro dos parâmetros do mercado livre capitalista, a necessidade de uma forte intervenção econômica do Estado com o objetivo principal de garantir o pleno emprego e manter o controle da inflação.
[3] Revista Ultimato – Nº 338 – Setembro-Outubro/2012
LEITURA ADICIONAL
“Para um entendimento mais aprofundado do significado do conceito ‘ser de direita’, proponho um raciocínio inicial para definir o polo oposto, isto é, ‘ser de esquerda’ ou ser comunista. Gostaria de fazer uma firme declaração de princípio político, que julgo fundamental para evitar quaisquer mal-entendidos quanto às minhas argumentações. Me declaro um anticomunista convicto, não somente em função da sua fundamentação filosófica ou ideológica, mas sobretudo por suas ações práticas. Poderia apenas dizer que é um regime que não apenas oprime e persegue os cristãos, mas que proíbe a prática religiosa. Isto seria o suficiente para o meu posicionamento, mas como estamos em Grupo, onde pretende-se aprofundar a discussão sobre temas políticos, gostaria de enumerar, de forma sintética, pelo menos dez motivos que fundamentam esta minha declaração: (i) Liberdade Religiosa – regime que não somente proíbe a prática, mas que persegue e oprime. (ii) Direito de Propriedade – não reconhece o direito individual de propriedade e ao governo pertencem todas as propriedades da nação. (iii) Iniciativa Privada – concentra no estado todos os serviços e meios de produção, não permitindo a livre iniciativa na condução da economia, matando a competitividade, a competência, o mérito e a produtividade. (iv) Controle Comunitário – exerce o controle absoluto sobre toda a vida comunitária, como distribuição de residências, de terras, de empregos, de cargos e tudo o mais, a seu critério, gerando uma casta de privilegiados e corrupção. (v) Ditadura – exerce o controle do país através do parlamento controlado pelo poder central, com decisões centradas em um governo ditatorial, mantendo o poder de forma autoritária, com base no medo e tortura. (vi) Partido Único – monopoliza o pensamento através da centralidade do partido único, controlado pelo poder dominante; (vii) Liberdade de Expressão – controla todas os meios de comunicação, divulgando apenas o que interessa ao regime. (viii) Liberdades Individuais – são abolidas e os indivíduos são tratados em função dos interesses do Estado e não de uma justiça verdadeira. (ix) Manipulação da Justiça – elaboração de leis, visando a concentração da justiça na mão do governo, sem independência dos poderes e sem julgamentos justos; (x) Internacionalização do Modelo – exportação do modelo para outras nações, levando grandes instabilidades para os povos e a paz do mundo. Por isto e muito mais, é que reafirmo minha declaração de, racionalmente, me declarar um anticomunista.” (Guaraci Sathler)