O mundo jaz no maligno
e o Brasil tornou-se palco de valores invertidos,
onde o errado é celebrado
e o certo é tratado como ameaça.
A apologia ao crime é exaltada como cultura,
enquanto o compartilhamento do conhecimento
é rotulado de negacionismo.
A ignorância grita
e a verdade é silenciada.
É tempo de muita centralização de poder
e pouca liberdade.
Muita corrupção e promiscuidade, pouca transparência.
Muita negociata, pouca ética.
Muita arrecadação, pouca realização duradoura.
A política virou torcida organizada,
sem diálogo, sem escuta, sem respeito.
Pensar diferente não é diversidade,
é rivalidade.
Quem discorda vira inimigo.
Dizem que a justiça não é mais cega;
é seletiva, tem lado,
ela vê muito bem o adversário político.
Primeiro condenam,
depois inventam provas.
Muita tirania, pouca empatia.
Muito ativismo judicial,
pouca segurança jurídica.
Aos amigos do “rei”, exceções e favores;
aos inimigos, o rigor da lei.
A velha mídia não esconde seu modus operandi;
O sistema paga e a narrativa favorece.
A falácia climática serve a vários fins…
Chamar a atenção e ditar a pauta midiática.
Poupar os aliados incompetentes.
Destruir a reputação dos inimigos políticos.
Falar de Deus, de princípios e de valores eternos
é visto como intolerância.
Confessar a fé tornou-se motivo de cancelamento,
como se a luz ofendesse as trevas.
É o tempo do muito eu, e pouco Deus,
do ego entronizado
e da soberania divina rejeitada.
Muito pecado, pouca santidade.
Muito discurso, pouca transformação.
Muito nome de cristão,
pouca vida de Cristo.
Muita tela na mão, pouco joelho no chão.
Muita distração, pouca edificação na Palavra.
Muita empolgação no culto, pouca renúncia na vida.
Muito sexo, pouco compromisso.
Muita exposição pública,
pouca intimidade com Deus.
Muito prazer imediato,
pouca aliança duradoura.
Muita ação e precipitação,
pouca reflexão sobre as consequências.
Muita traição, pouca fidelidade.
Promessas descartáveis,
relacionamentos líquidos,
corações rasos.
Muitos amigos virtuais,
poucos relacionamentos reais.
Muita maldade, pouca compaixão.
Muita pressa em julgar,
pouca disposição para perdoar.
Muita politização, pouca racionalidade.
Muita lei, pouca justiça.
Muita informação, pouca sabedoria.
Muita opinião, pouca consistência.
Muita ignorância travestida de opinião,
pouca inteligência e humildade para aprender.
Muita avareza, pouca generosidade.
Muita acumulação,
pouca partilha.
Muito apego ao ter,
pouco compromisso com o ser.
Nos tempos sombrios,
os bons se calam por medo,
e os vazios fazem barulho por vaidade.
A consciência se esconde,
enquanto a insensatez ocupa o palco.
Mas ainda há esperança:
Deus continua chamando um povo
que não se dobra,
não se cala
e não se conforma,
mas vive para ser luz em meio às trevas
e sal em uma terra em decomposição.
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.1-2)
Que Deus nos ajude!

