Cornélio – Sete bons exemplos!

(Atos 10.1-8)

1. O CONTEXTO HISTÓRICO

“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. (At 1.8)

Em cumprimento à promessa de Jesus em Atos 1.8, o livro de Atos registra os eventos que marcaram a expansão da igreja em Jerusalém, Judeia, Samaria e aos gentios dos confins da terra.

Jesus declarou que os discípulos seriam suas testemunhas: “em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra”. O livro de Atos mostra exatamente essa expansão progressiva do evangelho.

1º) Jerusalém

Em Jerusalém temos o registro do início da igreja com o evento marcante do Pentecostes (Atos 2). Naquela ocasião ocorre a descida do Espírito Santo, o sermão de Pedro e cerca de 3 mil conversões. Foi o nascimento efetivo da igreja que revelou, desde o seu início, as significativas marcas de uma vida espiritual e comunitária sadias, a saber: comunhão, oração, doutrina apostólica, generosidade, sinais e milagres.

A cura do coxo na porta do templo (Atos 3), aliada ao crescimento da igreja e tantos outros prodígios e sinais desencadeiam ou ampliam o processo de perseguição. Os apóstolos pregam o arrependimento e testemunham do Cristo ressuscitado. Muitos são alcançados, gerando a reação dos religiosos que encarceram Pedro e João, os libertando, em seguida (Atos 4). A atuação intrépida de Estêvão acaba levando-o à prisão e martírio (Atos 6 e 7).

2º) Judeia e Samaria

A perseguição se tornou instrumento de expansão da igreja além de Jerusalém. Os cristãos são dispersos, exceto os apóstolos, levando o evangelho para outras regiões como Judeia e Samaria. Filipe, usado pelo Espírito Santo, exerce um ministério extraordinário nessas regiões (Atos 8). Filipe prega em Samaria, multidões creem, milagres acontecem e samaritanos recebem o Espírito Santo. Isso era muito significativo porque judeus e samaritanos tinham forte rivalidade histórica. O evangelho rompe barreiras étnicas e religiosas. Filipe evangeliza o eunuco, ele é batizado e leva a mensagem em direção à África. É um sinal da expansão internacional do evangelho.

Na sequência, há o registro da conversão de Saulo de Tarso, que, mais adiante será o instrumento de Deus para alcançar os gentios.

É através da conversão de Cornélio que acontece a abertura do evangelho e expansão da igreja alcançando os gentios (Atos 10). A história é singular e rica em detalhes. Deus se manifesta em visões a Cornélio e, depois, a Pedro. Pedro entende e obedece ao chamado, vai até a casa de Cornélio, prega a palavra de salvação e, enquanto falava, o Espírito Santo desce sobre todos que a ouviam. Pela primeira vez fica claro para toda a igreja que os gentios também pertencem ao povo de Deus; que a salvação é oferecida sem distinção, pois Deus não faz acepção de pessoas. Apesar de todas as evidências Pedro precisou fazer sua defesa em Jerusalém, diante dos apóstolos e dos irmãos (Atos 11). 

O livro de Atos registra cinco “derramamentos” ou “batismos” do Espírito Santo que testificam a participação divina na história do cristianismo, além de selar, desta forma, o progressivo avanço da igreja. São eles:

– O “Pentecostes apostólico” (At 2.1-13) (com línguas)
– O “Pentecostes eclesiástico” (At 4.31) (sem línguas)
– O “Pentecostes samaritano” (At 8.14-17) (sem línguas)
– O “Pentecostes gentílico” (At 10.44-47) (com línguas)
– O “Pentecostes efésio” (At 19.1-7) (com línguas)

A igreja de Antioquia se fortalece e se distingue como uma igreja missionária e multicultural. Os discípulos são chamados “cristãos” pela primeira vez e ali nasce a base missionária da expansão mundial.

Os cristãos são perseguidos pelo rei Herodes que martiriza o primeiro apóstolo – Tiago, irmão de João (Atos 12). Pedro também é preso, mas milagrosamente libertado pelo Anjo do Senhor.

Finalmente, o já convertido Saulo-Paulo é usado como instrumento de Deus para levar o evangelho até aos confins da terra – missões ao mundo gentílico. Ele se torna o principal missionário aos gentios e, a partir de Atos 13 temos o registro das suas viagens missionárias. Paulo e seus companheiros percorrem várias regiões, igrejas são plantadas e o evangelho alcança a Ásia Menor, a Grécia e Roma.

O livro termina com o apóstolo Paulo pregando em Roma e o evangelho alcançando o centro do império (Atos 28). Roma simboliza os “confins da terra” conhecidos naquele contexto.

2. UM EXEMPLO DE VIDA

Que exemplos podem ser observados na vida de Cornélio (Atos 10.1-8)?

Este texto bíblico apresenta um dos retratos mais marcantes de um homem piedoso antes mesmo de conhecer plenamente o evangelho de Cristo. Em Cornélio, podemos observar e extrair vários exemplos práticos e espirituais, a saber:

1º) Exemplo de piedade em meio a um ambiente pagão

Cornélio era oficial romano, um centurião da chamada “coorte italiana”. Mesmo vivendo em um contexto militar e gentílico, ele temia a Deus.

Isso mostra que:
🔹É possível viver de forma íntegra em ambientes difíceis.
🔹A fé pode florescer em qualquer profissão ou cultura.
🔹Ninguém está distante demais da graça de Deus.

2º) Exemplo de busca sincera antes da plena compreensão

Cornélio já era:
🔹Religioso.
🔹Piedoso.
🔹Um homem bom.

Mas ele ainda precisava ouvir sobre a salvação em Jesus Cristo! Porque a verdadeira fé, a fé salvadora, é muito mais do que religiosidade, piedade e boas intenções – ela vem pela palavra de Deus aplicada ao coração pelo Espírito Santo:  “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.” (Rm 10.17) – “pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.” (1Pe 1.23) – “em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa;” (Ef 1.13).

3º) Exemplo de liderança espiritual dentro da casa

O texto diz que ele era:
“piedoso e temente a Deus com toda a sua casa”(At 10.2).
Sua influência alcançava:
🔹Família.
🔹Servos.
🔹Pessoas sob sua autoridade.

Cornélio não possuía apenas uma fé privada; ele conduzia sua casa no temor de Deus.

A verdadeira prova da fé acontece dentro dos limites do nosso lar, onde os desafios são mais intensos e reais. Não há espaço para bons crentes na igreja que, em casa, falhem como maridos amorosos, esposas dedicadas, filhos obedientes, irmãos solidários ou pais responsáveis.

4º) Exemplo de generosidade

A Bíblia afirma que:
“fazia muitas esmolas ao povo” (At 10.2).
Sua espiritualidade produzia:
🔹Compaixão.
🔹Ajuda prática.
🔹Sensibilidade aos necessitados.

Ele não separava devoção espiritual de ação social.

5º) Exemplo de vida de oração

O texto diz que ele:
“de contínuo orava a Deus” (At 10.2).
A oração não era ocasional, mas um hábito constante.
Isso revela:
🔹Dependência de Deus.
🔹Disciplina espiritual.
🔹Busca de comunhão perseverante.

Uma vida de oração demonstra completa dependência e confiança em Deus em todas as circunstâncias. Devemos buscar a orientação divina desde o começo, por meio da oração, em vez de tomar decisões por conta própria e, depois, recorrer a ele para corrigir os erros de decisões equivocadas (Fp 4.6; 1Jo 5.14).

6º) Exemplo de sensibilidade espiritual

Cornélio discerniu que aquela visão vinha de Deus.
Mesmo sem possuir toda a revelação do evangelho:
🔹Estava atento à voz divina;
🔹Tinha coração receptivo;
🔹Buscava sinceramente ao Senhor.

7º) Exemplo de humildade e obediência – Ação

“Logo que se retirou o anjo que lhe falava, chamou dois dos seus domésticos e um soldado piedoso dos que estavam a seu serviço  e, havendo-lhes contado tudo, enviou-os a Jope.” (At 10.7-8)

Quando recebeu a visão do anjo, Cornélio:
🔹Respondeu ao anjo.
🔹Ouviu atentamente.
🔹Obedeceu imediatamente.

Ele enviou mensageiros a buscar Simão Pedro, sem resistência e sem demora. A verdadeira espiritualidade busca e aceita direção divina.


Enfim, o capítulo mostra que:
🔹Boas obras e devoção, sem Cristo, não substituem o evangelho (Rm 1.16).
🔹Sinceridade religiosa precisa encontrar Cristo.
🔹Deus conduz os que o buscam sinceramente à verdade completa.

3. UMA REVELAÇÃO SIGNIFICATIVA

Por fim, o texto revela e mostra que Deus vê o coração e as ações.
O anjo disse:
“As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus” (At 10.4).
Isso não significa salvação pelas obras, mas mostra que:
🔹Deus vê a sinceridade do coração (1Sm 16.7; 1Cr 29.17).
🔹Deus honra a quem o busca (Jr 29.13).
🔹Deus responde ao coração quebrantado (Sl 51.17; 34.18).

Conclusão

Lições práticas para hoje:
A vida de Cornélio ensina que o cristão deve:
🔹Influenciar sua casa (Js 24.15; Pv 14.1; 1Tm 5.8).
🔹Unir oração (espiritualidade) e generosidade (prática)(Tg 1.22; 2.18).
🔹Obedecer prontamente (Hb 11.8).
🔹Permanecer sensível à voz de Deus (Jo 10.27).
🔹Buscar mais de Cristo continuamente (Sl 105.4; Mt 6.33).
🔹Viver piedosamente mesmo em ambientes difíceis (2Tm 3.12).

Cornélio é um exemplo de alguém que já caminhava no temor de Deus e foi conduzido por ele à revelação completa do evangelho e à salvação em Jesus Cristo.

Soli Deo gloria!

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(Última atualização: 05/01/2022)

A conversão de Cornélio (Parte 3)

Parte 3: A Defesa de Pedro (At 11.1-18)

  • A reação ao ocorrido (vv.1-3)

1  Chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus.

O que aconteceu na casa de Cornélio não passou despercebido, nem em Cesaréia, nem no restante da Palestina. Foi um acontecimento singular, incomum e sobrenatural; não foi o primeiro, nem seria o último. O livro de Atos registra cinco “derramamentos” ou “batismos” do Espírito Santo que testificam a participação divina na história do cristianismo, além de selar, desta forma, o progressivo avanço da igreja. São eles:

– O “Pentecostes apostólico” (At 2.1-13) (Línguas)
– O “Pentecostes eclesiástico” (At 4.31)
– O “Pentecostes samaritano” (At 8.14-17)
– O “Pentecostes gentílico” (At 10.44-47) (Línguas)
– O “Pentecostes efésio” (At 19.1-7) (Línguas)

Todos sabemos que o Pentecostes de Atos 2 foi único no sentido de marcar o início de uma nova época, o início da igreja de Cristo. Vale lembrar o que disse Merrill Unger: “Pentecostes não pode ser repetido assim como a criação do mundo ou do homem; é de uma vez para sempre, como a encarnação e morte, ressurreição e ascensão de Cristo. Isto vem dos seguintes fatos: (1) O Espírito de Deus só poderia vir, chegar e fazer morada na igreja uma vez, o que fez no Pentecostes. (2) O Espírito de Deus só poderia ser dado, recebido e depositado na igreja uma vez e isso aconteceu no Pentecostes. (3) O evento ocorreu num tempo específico (Atos 2.1), cumprindo um tipo específico do Antigo Testamento (Levítico 23.15-22), num lugar específico (Jerusalém, cf.  Lucas 24.49), sobre uns poucos específicos (Atos 1.13-14), para um propósito específico (1Corintians 12.12-20), a fim de introduzir uma nova ordem. O evento não constituía de fatores contínuos e recorrentes da nova ordem uma vez instituída.”. Com a devida licença  teológica, estas cinco ocorrências parecem testificar a forma de avanço do evangelho expressa em Atos 1.8: “…e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. Entretanto, parece que isto não estava muito claro na mente dos apóstolos e cristãos judeus.   

2  Quando Pedro subiu a Jerusalém, os que eram da circuncisão o arguiram, dizendo: 3  Entraste em casa de homens incircuncisos e comeste com eles.

O registro bíblico não deixa claro que Pedro tenha sido expressamente convocado a ir a Jerusalém para se explicar. O fato é que quando lá chegou ele foi questionado pelos legalistas e defensores da circuncisão. Pela pergunta feita a Pedro parece que aquilo que chegou até estes inquisidores foi uma versão reduzida ou recortada do ocorrido. Outra opção de interpretação é que, de tudo quanto tomaram conhecimento, o que mais lhes interessava ou importava ou incomodava foi a aproximação de Pedro de gentios, rompendo padrões ou tradições ou tabus judaicos.  

  • As explicações de Pedro (vv.4-17)

4  Então, Pedro passou a fazer-lhes uma exposição por ordem, dizendo:

Não há dúvida de que Pedro precisava contar toda a história para convencê-los de que não havia cometido qualquer transgressão. Pode-se dizer que a tarefa de Lucas, o escritor de Atos, neste ponto, veio bem ao encontro do seu estilo e vocação: “igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem,” (Lc 1.3).

5  Eu estava na cidade de Jope orando e, num êxtase, tive uma visão em que observei descer um objeto como se fosse um grande lençol baixado do céu pelas quatro pontas e vindo até perto de mim.
6  E, fitando para dentro dele os olhos, vi quadrúpedes da terra, feras, répteis e aves do céu.
7  Ouvi também uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro! Mata e come.
8  Ao que eu respondi: de modo nenhum, Senhor; porque jamais entrou em minha boca qualquer coisa comum ou imunda.
9  Segunda vez, falou a voz do céu: Ao que Deus purificou não consideres comum.
10  Isto sucedeu por três vezes, e, de novo, tudo se recolheu para o céu.
11  E eis que, na mesma hora, pararam junto da casa em que estávamos três homens enviados de Cesaréia para se encontrarem comigo.

A história contada aqui por Pedro é praticamente idêntica ao que foi narrado anteriormente, inclusive, no versículo 11, consta o detalhe de que ali chegaram exatamente aqueles três os homens que foram enviados por Cornélio: “dois dos seus domésticos e um soldado piedoso” (At 10.7).   

12  Então, o Espírito me disse que eu fosse com eles, sem hesitar. Foram comigo também estes seis irmãos; e entramos na casa daquele homem.

Temos aqui outro detalhe adicional que é o de Pedro ter sido acompanhado por seis irmãos ali de Jope, quantidade essa bastante significativa. Anteriormente não fora dito a quantidade desses irmãos (At 10.23).

13  E ele nos contou como vira o anjo em pé em sua casa e que lhe dissera: Envia a Jope e manda chamar Simão, por sobrenome Pedro,
14  o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa.

Depreende-se, de toda a narrativa, que Lucas, o escritor deste Livro, deve ter tido a intenção de ir acrescentando os detalhes gradativamente. Na primeira menção ao que o anjo disse a Cornélio é revelado que ele apenas deveria mandar chamar Pedro (At 10.6). Ao relatar aquela visão, Cornélio ratifica essa versão (At 10.33). Agora, em sua exposição do que o anjo falou, Pedro traz à luz algo extremamente relevante, provavelmente já interpretando a verdadeira razão dele ter sido chamado para essa missão: “o qual te dirá palavras mediante as quais serás salvo, tu e toda a tua casa”. Essa explicação de Pedro deixa muito claro o que já afirmamos anteriormente, a saber, que Cornélio era tão somente um homem piedoso e religioso que precisava de salvação, bem como as pessoas da sua casa – “pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.” (1Pe 1.23); “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.” (Rm 10.17). A salvação é individual, não é por atacado. Fica claro o propósito divino de alcançar muitas vidas ali para a salvação eterna.

15  Quando, porém, comecei a falar, caiu o Espírito Santo sobre eles, como também sobre nós, no princípio.
16  Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo.
17  Pois, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós nos outorgou quando cremos no Senhor Jesus, quem era eu para que pudesse resistir a Deus?

Já tivemos a oportunidade de comentar esta narrativa sobre a descida do Espírito Santo em Atos 10.44-46. Vale destacar aqui a percepção de tudo aquilo por parte de Pedro:

1º) A manifestação do Espírito Santo foi algo involuntário, inesperado, não programado e não ocorrido como resposta a um clamor. Portanto, foi algo que transcendeu à vontade ou intenção humanas.

2º) Foi semelhante ao que já havia acontecido no princípio com eles (judeus), provavelmente no Pentecostes (At 2.1-13). Isso deveria levá-los a entender que Deus não fazia distinção entre judeus e gentios, pois Cristo veio para ambos.

3º) Foi o cumprimento da promessa de Cristo quanto a um batismo diferente, com o Espírito Santo. Desta forma, depreende-se que o ato de “cair sobre” (movimento de cima para baixo) foi interpretado como “batismo”.

4º) Que o dom ou dádiva do Espírito Santo está associado ao crer.

5º) Que precisamos estar atentos para discernir os sinais, interpretando-os à luz do contexto bíblico, para não nos acharmos na contramão da vontade de Deus.

  • O desfecho conciliador (v.18)

18  E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida.

Percebe-se que, inicialmente, os ânimos estavam acirrados e contrários à atitude de Pedro se aproximando dos gentios. Entretanto, a igreja judaica reunida, finalmente se deu conta de que novos tempos eram chegados. A atuação eficaz do Espírito permitiu-lhes perceber que Jesus é o Salvador de todos os que creem na sua obra redentora, tornando-se assim membros do seu corpo – a Igreja Invisível.

Veja também:


Parte 1: O Chamado de Pedro (At 10.1-23)
Parte 2: A Pregação de Pedro (At 10.24-48)