ABORTO, uma experiência traumática!

“Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.”
(Sl 139.16)

Vale a pena você conferir o testemunho abaixo da GESA MORAES. São milhões de abortos realizados no mundo a cada ano. Dificilmente se chegará a uma estatística confiável devido ao elevado número de abortos clandestinos. Isso sim é um verdadeiro genocídio, defendido pelos globalistas progressistas! Misericórdia, SENHOR!

………….

Eu acreditava em Deus, mas do meu jeito. Ele era uma “força” que eu podia manipular. Foi assim que aprendi em minha casa e isso me bastava.

Meus pais tiveram um casamento atribulado que acabou em divórcio. Durante os últimos anos juntos, minha mãe vivia deprimida e meu pai entregue ao alcoolismo. Era mais fácil me darem liberdade total do que estabelecerem limites. Então, por volta dos 15 anos, “cai na vida”.

Tive vários namorados. De alguns gostei, de outros, nem tanto. Minha necessidade, porém, era ser amada. Eu não ligava por “pagar” beijos, abraços e palavras carinhosas, com cama. Era um preço até baixo pelos momentos em que me sentia protegida. Porém, minha má fama começou a crescer. Passei, então, a me sentir usada e a ter raiva do que estava acontecendo. No entanto, não conseguia dizer Não! Paguei caro por isso. Vivia com medo de estar grávida. Tive namorados que me ridicularizavam em público, outros que eram verdadeiros bárbaros, a ponto de praticamente me violentarem.

Fiquei calada com medo de represália e do descrédito dos outros.
E assim fui vivendo até que conheci um rapaz notável que restaurou minha autoestima. Ele me respeitou e em nosso primeiro encontro não encostou nenhum dedo em mim. Foi um verdadeiro cavalheiro e amigo, mesmo depois que começamos a namorar. As coisas acabaram evoluindo, mas daquela vez era realmente por amor. E assim foi indo até que estourou a bomba. Estávamos namorando há seis meses quando descobri que estava grávida. Ele entrou em pânico. Eu fiquei apavorada! Além dele, nossos amigos faziam pressão para que eu abortasse. Eu não sabia o que fazer. Fui falar com meu pai. Ele foi muito compreensivo oferecendo ajuda para criar a criança, caso eu quisesse, porém disse que me achava nova demais para tanta responsabilidade. Aí me contou que eu também tinha sido fruto de uma concepção pré-conjugal e que seu casamento não dera certo por terem se casado sem planejamento e às pressas. “Não cometa o mesmo erro”, ele disse. Então tão, cedi à pressão. O argumento havia se tornado muito pessoal e forte demais. Afinal de contas, o embrião era só um amontoado de células, não é mesmo?!

No dia 16 de dezembro de 1981, matei meu filho. Foi em uma “clínica” de fundo de quintal, em uma lavanderia, sob anestesia geral, pelas mãos de um ginecologista ganancioso. Quando recobrei a consciência, comecei a me contorcer de dor e me debati contra uma parede úmida, fria, de pedra, no porão escuro da casa, ouvindo também gemidos de outras mulheres. Cheguei a pensar que linha morrido e que estava no inferno. Ao sair da “clínica” recebemos os medicamentos e as devidas ameaças para manter em sigilo o ocorrido. Além de tudo, tive que fingir que nada havia acontecido.

0 problema do meu namorado tinha terminado, mas o meu acabara de começar! Gradativamente a culpa começou levar-me à loucura. Vivia deprimida e com vontade de morrer. Comecei a fazer psicoterapia, mas a ajuda não passava de certo ponto. Bebia incontrolavelmente e tomava antidepressivos. Aí, aconteceu de novo. Dessa vez, só a ideia de abortar já trazia culpa. Fisicamente eu não tinha condições para fazer outro. Mas, lá fui eu novamente ao “matadouro”. A única exigência que é que deveria ser em um hospital de verdade. E foi. Antes de ir para a sala de cirurgia fui até a janela do meu quarto, olhei para o céu e pedi que Deus me perdoasse. Tive uma “curetagem”. Acordei mais tarde revoltada com meu namorado e com a vida. Tudo era tão injusto!

Pouco depois ficamos noivos e nos casamos no ano seguinte, como manda o figurino. Entre o noivado e o casamento, encontrei a Jesus, ou melhor, Jesus me encontrou. Entreguei a Ele minha vida. Bem… quase toda. Eu achava que “aqueles” pecados eram terríveis demais para ele perdoar. Tive medo que me rejeitasse. Compreender e aceitar que o Senhor perdoa todas as nossas iniquidades veio com o tempo.

Primeiramente, ele foi misericordioso e após nosso casamento, nos deu dois filhos lindos e sadios. Depois, me envolveu em uma escola de evangelização infantil. Suavemente foi me assegurando seu amor e mostrando que me aceitava incondicionalmente. Conversei com meus sogros, que não sabiam de nada e pedi a eles perdão pelo que fizera. Fui perdoada. E, finalmente, perdoei meu marido. O peso foi saindo e o Pai me mostrando que jamais me abandonaria. Mesmo nas horas difíceis estaria ali segurando minha mão e acolhendo meus pequeninos. Por fim, falou direto ao meu coração e eu confessei sem restrições aqueles pecados que pesavam toneladas. Paz, restauração, perdão pleno – o Senhor Jesus me transformou. Lavou-me com seu precioso sangue e fez de mim uma nova criatura.

Esse processo durou quase dez anos e, para mim, esse tempo foi uma prova viva de Sua graça. Estou livre agora. Não vivo mais na dor do passado, mas na alegre expectativa de uma reunião familiar no céu. Louvo a Deus, pois sou uma prova viva de que Deus pode transformar maldição em bênção!

(Transcrito de: Revista Lar Cristã – Vol. 7 – Número 27 – JUN/AGO 1994)


“As sequelas físicas dos abortos são várias desde câncer de mama até esterilidade, mas não necessariamente acontecem em todas as mulheres. As emocionais, no entanto, mais avassaladoras, marcam, machucam e escravizam. Podem trazer depressão, baixa autoestima, culpa, rejeição, amargura, raiva e até mesmo a separação do casal. A mulher geralmente as carrega de forma mais presente que o homem, mas isso não quer dizer que ele fique isento.” (Rose Santiago)


Vale a pena conferir, no artigo abaixo, os dados mundiais e os argumentos, levando-se em conta os países onde o aborto é legalmente proibido e liberado!
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Sabe aquele papo de que o número de abortos não aumenta se ele for liberado? É mentira.
https://www.gazetadopovo.com.br/instituto-politeia/sabe-aquele-papo-aborto-mentira/

Autor: Paulo Raposo Correia

Um servo de Deus empenhado em fazer a sua vontade.

Uma consideração sobre “ABORTO, uma experiência traumática!”

  1. Muito bom….parabéns por mais esta brilhante abordagem de um texto tão presente, mas de tanta rejeição no mundo! !

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