Vivemos em um mundo repleto de falsas promessas e carente de esperança, principalmente da verdadeira e maior esperança. É um tempo sombrio e desafiador. O unigênito Filho de Deus, que se fez carne e deu a sua vida por nós, promete aos seus seguidores:
1. Salvação dos pecados:
Jesus prometeu que todo aquele que nele crer será salvo e resgatado da condenação do pecado.
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16)
2. Vida eterna:
Ele assegurou que, mesmo enfrentando a morte física, os crentes terão a vida eterna por meio dele.
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;” (João 11.25)
3. Paz:
Deus tem pensamentos de paz, e não de mal, para nos dar o fim que esperamos (Jr 29.11-13). Jesus prometeu uma paz única, que não depende das circunstâncias deste mundo, uma paz que excede o entendimento humano.
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14.27) “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;” (Rm 5.1)
4. Presença contínua:
Ele garantiu estar presente com os seus seguidores em todos os momentos, até o fim dos tempos.
“E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28.20b)
5. Consolo e auxílio pelo Espírito Santo:
Jesus nos oferece refúgio, consolo, descanso e alívio: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mt 11.28). Ele prometeu enviar o Espírito Santo, o Consolador, para estar com os crentes e guiá-los em sua jornada terrena.
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,” (João 14.16)
6. Resposta às orações:
Deus é fiel para suprir todas as nossas necessidades: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” (Fp 4.19). Jesus assegurou que as orações feitas em seu nome seriam ouvidas e atendidas, segundo a sua vontade e para a glória do Pai.
“E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (João 14.13-14)
7. Recompensa e herança no Reino de Deus:
Jesus prometeu aos que o seguem fielmente não só uma recompensa neste mundo, mas uma herança eterna como filhos de Deus.
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.” (Romanos 8.14, 17)
Conclusão
Jesus – o Deus Filho – e Deus Pai são um e são Onisciente, Onipresente e Onipotente. Essas promessas de Jesus formam a base da esperança cristã, garantindo salvação, consolo, orientação e a certeza de uma vida eterna em comunhão com Deus.
Ele te convida a depositar sua fé e confiança nele e nas suas promessas.
“Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” (Rm 10.8-10)
“Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.” (Sl 37.5)
Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa, após a terrível guerra do Vietnã. Ele ligou para seus pais, em São Francisco, e lhes disse: – Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a lhes pedir. – Claro meu filho, peça o que quiser! – Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo. – Claro meu filho, nós adoraríamos conhecê-lo!!!! – Entretanto, há algo que vocês precisam saber. Ele foi ferido na última batalha que participamos. Pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior é que ele não tem nenhum lugar para onde ir. Por isso, eu quero que ele venha morar conosco. – Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar onde ele possa morar e viver tranquilamente! – Não, eu quero que ele venha morar conosco! – Filho, disse o pai, você não sabe o que está nos pedindo. Alguém com tanta dificuldade, seria um grande fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver pôr si mesmo…
Neste momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele.
Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefonema da polícia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio. Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam: O filho deles tinha apenas um braço e uma perna.
É fácil amar quem é agradável aos nossos olhos, seja pela beleza ou pelo carisma. Mas, tendemos a nos afastar daqueles que pensam diferente ou nos irritam ou nos causam desconforto. Preferimos evitar as pessoas que julgamos diferentes de nós – aquelas que não se encaixam em nossos padrões de saúde, beleza, inteligência, princípios e valores.
Felizmente, existe alguém que não nos trata dessa forma. Alguém que nos ama de maneira incondicional, sem fazer distinções, e nos acolhe com um amor genuíno, unindo-nos em uma única família.
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O que é o outro para você?
Qual o preço que você está disposto a pagar para ajudá-lo?
Entre um parente seu, que é culpado, e um estranho, que é inocente, quem você defenderia?
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O que a Arca de Noé tem em comum com o sacrifício de Jesus, na Cruz?
Ambos simbolizam a salvação e o resgate da humanidade. Na narrativa do dilúvio, a Arca de Noé foi o meio pelo qual Deus preservou a vida em meio à destruição, oferecendo um novo começo para o mundo. Da mesma forma, o sacrifício de Jesus na Cruz é visto como o caminho para a redenção espiritual, salvando as pessoas do pecado e restaurando a relação com Deus. Em resumo, enquanto a arca proporcionou segurança física em um tempo de juízo, a cruz oferece salvação espiritual, renovação e livramento do Juízo Final. “Jesus é a Arca da nossa Salvação!”
1. Em Adão e Noé somos todos a família humana!
“Os filhos de Noé, que saíram da arca, foram Sem, Cam e Jafé; Cam é o pai de Ca-naã. São eles os três filhos de Noé; e deles se povoou toda a terra.” (Gn 9.18-19)
CRIAÇÃO ➤ ARCA ➤ NOVA CRIAÇÃO (HUMANA)
Devemos sempre nos lembrar de que não caminhamos sozinhos neste mundo. Cada pessoa que cruza nosso caminho faz parte de algo maior: nossa família humana. Independentemente das diferenças, todos compartilhamos a mesma essência, e, como membros dessa grande família, somos chamados a cuidar uns dos outros.
2. Em Jesus Cristo os salvos são a família de Deus!
“Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.” (Mc 3.35) “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,” (Ef 2.19)
NOVA CRIAÇÃO (HUMANA) ➤ JESUS ➤ NOVA CRIAÇÃO (ESPIRITUAL)
A igreja reúne e acolhe a nova criação espiritual.
Para aqueles que seguem uma fé, há um sentido ainda mais profundo de comunidade. Nossa família da fé transcende barreiras culturais, sociais e pessoais, unindo-nos por um propósito comum e por um amor que vai além das aparências ou circunstâncias. Somos parte de um corpo maior, onde o bem-estar de cada membro influencia o todo.
3. O que a Bíblia nos ensina a esse respeito
A Bíblia aborda de forma profunda e repetida a importância de cuidarmos uns dos outros, enfatizando que todos nós fazemos parte de uma grande família, tanto humana quanto da fé. Alguns dos principais ensinamentos bíblicos a respeito do amor ao próximo e da nossa responsabilidade de cuidar uns dos outros incluem:
a) Amor ao Próximo Jesus ensinou que o amor ao próximo é o segundo maior mandamento, logo após o amor a Deus. Em Mateus 22.37-39, ele diz: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Este texto bíblico deixa claro que o amor ao próximo é essencial, e que todos nós, como parte da criação de Deus, devemos nos tratar com respeito, cuidado e compaixão.
b) Em Cristo, somos parte de uma só família Em Gálatas 3.28, Paulo fala sobre a unidade que existe em Cristo, onde todas as barreiras são eliminadas: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Isso mostra que, em Cristo, fazemos parte de uma única família da fé, e essas distinções sociais, culturais ou de status perdem a importância. O que prevalece é nossa unidade espiritual.
c) Cuidar do outro é cuidar de Cristo Jesus destaca que ao cuidar dos necessitados, estamos cuidando do próprio Cristo. Em Mateus 25.40, ele diz: “O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Isso nos lembra de que toda vez que ajudamos alguém em necessidade, estamos demonstrando amor ao próprio Cristo, reforçando a importância de cuidar do próximo como um ato de fé.
d) Jesus é a nossa referência de amor ao próximo Em João 13.34-35, Jesus oferece um novo mandamento, orientando que amemos como ele nos amou: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” Aqui, Jesus eleva o amor ao próximo a um nível mais alto: amar como ele amou, de maneira incondicional, sacrificial e transformadora.
e) A responsabilidade de ajudar uns aos outros Paulo também nos instrui a carregar os fardos uns dos outros. Em Gálatas 6.2, ele afirma: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” Isso nos ensina que ajudar os outros, especialmente em suas dificuldades, é uma expressão prática da nossa fé e obediência aos ensinamentos de Jesus.
f) Somos feitos para viver em comunidade Em 1Coríntios 12.26, Paulo descreve como os cristãos são parte de um corpo espiritual: “De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam.” Isso destaca nossa interdependência como uma comunidade de fé, mostrando que devemos cuidar uns dos outros, pois estamos espiritualmente conectados.
Conclusão
Portanto, o outro não é alguém tão distante de nós assim. No mínimo é alguém da nossa família humana; porém, pode ser alguém ainda mais próximo de nós, alguém da família da fé. E, é o amor incondicional de Cristo, derramado em nossos corações, que nos faz olhar para o outro com mais atenção e empatia.
Importar-se com o outro é reconhecer que, ao estender a mão, não ajudamos apenas um estranho, mas um irmão ou irmã. Nossa empatia e cuidado refletem o amor que recebemos. Afinal, a verdadeira força de uma família — seja ela humana ou espiritual — está na capacidade de acolher, apoiar e caminhar juntos, especialmente nos momentos de dificuldade.
Seja no dia a dia ou em situações extraordinárias, o gesto de nos importarmos com o próximo é um reflexo de quem somos: pessoas ligadas por laços que vão além do sangue ou das crenças, unidas pelo simples fato de compartilharmos a mesma jornada.
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“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” (1Pe 4.10)
“Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1Jo 2.17)
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Apêndice:
COMPARAÇÃO – ARCA x CRUZ
Aspecto
Arca de Noé
Cruz de Cristo
Contexto Histórico
Provisão de Deus para salvar (Gênesis 6 a 9) Evento do Dilúvio, onde Noé, por ordem divina, construiu a arca para preservar a vida.
Provisão de Deus para salvar (1Pe 3.18-22) Evento da crucificação de Jesus, central no Novo Testamento, onde seu sacrifício abriu o caminho para a redenção da vida.
Propósito Principal
Refúgio do julgamento divino (Gênesis 6.11-22) Preservar Noé, sua família e os animais do juízo de Deus sobre uma humanidade corrompida.
Refúgio do julgamento divino (João 3.16-18) Prover salvação e perdão dos pecados, possibilitando a reconciliação da humanidade caída, com Deus.
Significado Simbólico
Representa a salvação, a obediência e o recomeço após o juízo; prenúncio da restauração da criação.
Simboliza o amor sacrificial, a vitória sobre o pecado e a esperança da vida eterna através do sacrifício expiatório de Cristo.
Relação com a Aliança
Marca o início de uma nova aliança entre Deus e a humanidade, selada pelo sinal do arco-íris.
Institui a Nova Aliança, fundamentada no sangue derramado de Cristo, garantindo a promessa da salvação eterna, simbolizada na celebração da Ceia do Senhor (pão e vinho).
Natureza do Objeto
Estrutura física construída com madeira, simbolizando a proteção divina e a obediência a Deus. – Somente uma porta (Gênesis 6.16) (Único meio de entrada e saída) – Somente uma janela (Gênesis 6.16) (Fonte de Luz e Vida)
Estrutura simples de madeira, que se transforma no instrumento pelo qual o amor e a justiça de Deus se revelam.
– Somente uma porta (João 10.9; 14.6) (Único meio de entrada e saída)
– Somente uma janela (João 8.22) (Fonte de Luz e Vida)
Pessoas Envolvidas
Deus convidou o homem para entrar (Gênesis 7.1) Apenas Noé e sua família – escolhidos por sua obediência e retidão em meio à corrupção mundial.
Deus convidou o homem para entrar (Mateus 11.28-30) Todos os que creem em Jesus, os “eleitos segundo a presciência de Deus Pai” (1Pe 1.2), independentemente de sua condição anterior, alcançados pela graça e pela fé.
Fé e Obediência
Noé foi salvo por sua fé e obediência; entrou na arca conforme a ordem divina, confiando na palavra de Deus.
Os alcançados pela cruz são salvos pela fé em Cristo, respondendo à graça de Deus.
Vontade de Deus
A escolha de Noé e sua família foi um ato da vontade soberana de Deus, preservando os justos do juízo.
A cruz reflete o cumprimento da vontade de Deus em oferecer redenção e transformar vidas por meio do sacrifício vicário de Cristo.
Aplicação Teológica
Pré-figuração do livramento divino e do recomeço, evidenciando a importância da retidão e da fidelidade.
Cumpre a promessa de salvação e reconciliação, demonstrando que a graça de Deus é acessível a todos os crentes.
“No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher. Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus.” (1Co 11.11-12)
Uma rápida pesquisa na internet nos traz a seguinte informação sobre a instituição do Dia Internacional da Mulher, pela ONU, com a data oficial para a comemoração no dia 8 de março.
“A data tem raízes históricas que remontam às lutas das mulheres no início do século XX. Embora o movimento tenha ganhado força ao longo dos anos, foi oficialmente instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975. Essa decisão formalizou e ampliou as comemorações internacionais que já vinham ocorrendo desde 1909, quando as primeiras manifestações e reivindicações por melhores condições de trabalho e direitos políticos começaram a tomar forma nos Estados Unidos e na Europa.”
É uma data importante no sentido de reconhecer a luta, as conquistas e os desafios que as mulheres enfrentam na sociedade. Essa data deve ser vista como um momento de reflexão sobre a necessidade de políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades, respeito e valorização das mulheres em todos os âmbitos da vida – seja na política, na economia ou no cotidiano. É reafirmar o compromisso de construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde as diferenças de sexo não limitem o desenvolvimento pessoal e profissional das pessoas. A data serve tanto para lembrar as lutas históricas quanto para inspirar ações concretas que continuem a transformar a realidade das mulheres.
De certa forma, o 8 de março, tem sido frequentemente associado à agenda feminista porque, historicamente, esta data emergiu como um marco para a luta pelos direitos das mulheres e pela igualdade dos sexos. Quanto às intenções e propostas dessa agenda feminista é preciso ter cautela. É importante verificar o que vai além da racionalidade e, principalmente, aquilo que distorce os papéis estabelecidos por Deus para o homem e para a mulher, conforme expresso na bíblia!
1. Reflexões sobre a luta pela igualdade e seus desafios
A busca pela igualdade de oportunidades, respeito e valorização das mulheres foi – e continua sendo – uma conquista histórica e imprescindível para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada. O movimento feminista, em suas diversas correntes, se insurge sobre direitos, igualdade de “gênero” (sexo) e a necessidade de romper com estruturas discriminatórias que, por tanto tempo, limitaram o potencial feminino. No entanto, há quem aponte que, em determinados momentos, algumas vertentes desse movimento passaram a adotar uma agenda que, em vez de promover o diálogo e a equidade, adota posturas de confronto que podem colocar em risco o equilíbrio das relações entre os sexos opostos, com consequências diretas na família e sociedade.
2. O valor inquestionável da Luta pela Igualdade
Historicamente, a mobilização a favor das mulheres desempenhou um papel crucial na conquista de direitos que hoje muitos consideram naturais: o direito ao voto, a igualdade de acesso à educação e ao trabalho, a proteção contra a violência e a ampliação dos espaços de decisão política e econômica. Essas vitórias transformaram a realidade de milhões de mulheres, permitindo que elas contribuíssem de maneira plena para o desenvolvimento social e cultural de seus países. A valorização da mulher e o reconhecimento de suas capacidades foram e são pilares para a promoção de uma sociedade mais justa e equilibrada.
3. Quando a agenda se desvirtua: Confronto versus Igualdade
Contudo, o debate atual mostra que, em algumas ocasiões, a luta pela igualdade tem sido interpretada por certos setores como uma batalha permanente contra o homem. Essa perspectiva parte da ideia de que, para atingir a verdadeira igualdade, seria necessário não apenas eliminar desigualdades, mas também reestruturar as relações de poder de forma que o homem seja subjugado ou até mesmo anulado. Essa abordagem, por sua vez, pode alimentar um clima de antagonismo e polarização. Certamente, isso representa um lamentável afastamento dos padrões estabelecidos na Palavra de Deus!
Ao transformar a luta por igualdade em uma “guerra” de posições, abre-se espaço para atitudes que, em vez de promover a colaboração e o entendimento mútuo, incentivam o confronto direto. Essa retórica de dominância e negação pode contribuir para a deterioração dos laços afetivos e familiares, gerando conflitos que se espalham para além do âmbito individual e impactam negativamente a coesão social.
4. A influência da mídia e da indústria cinematográfica
Em alguns filmes, a agenda de empoderamento feminino é apresentada de forma tão acentuada que, para certos espectadores, ela parece inverter os papéis tradicionais e, inclusive, sugerir uma dominação do homem pela mulher. Essa representação pode ser interpretada como uma distorção da realidade por diversos motivos:
a) Correção de desequilíbrios Históricos:
O empoderamento feminino nasceu da necessidade de corrigir séculos de desigualdade, discriminação e violência institucionalizada contra as mulheres. O movimento não busca inverter a hierarquia de gênero, mas sim nivelar o campo de jogo para que homens e mulheres possam ter oportunidades iguais.
b) Diferenças Biológicas vs. Papéis Sociais:
É inegável que existem diferenças biológicas entre os sexos. No entanto, essas diferenças não devem ser confundidas com a determinação de papéis sociais fixos ou com a ideia de superioridade de um gênero sobre o outro. A biologia pode influenciar, mas não define, as capacidades intelectuais, emocionais ou sociais dos indivíduos. De um modo geral, os homens serão mais eficazes em determinadas funções, as mulheres em outras e, ambos os sexos, serão igualmente eficazes e produtivos em outras funções.
c) Exagero narrativo no cinema:
O cinema muitas vezes utiliza narrativas extremadas para criar conflitos dramáticos e atrair a atenção do público. Quando a mensagem do empoderamento feminino é apresentada como uma guerra ou dominação, isso pode simplificar e distorcer a realidade da luta por igualdade, ignorando a diversidade de experiências e a complexidade das relações de cada sexo.
d) A Busca pela verdadeira igualdade:
A verdadeira essência do empoderamento feminino é a busca por uma sociedade em que homens e mulheres possam coexistir com respeito mútuo, onde as diferenças sejam reconhecidas sem que se torne motivo para hierarquizar ou diminuir qualquer dos lados. Quando essa mensagem é pervertida em discursos de confronto, perde-se o foco no diálogo e na cooperação, essenciais para o progresso social.
5. Impactos na Família e na Sociedade
A família é o primeiro ambiente de socialização e aprendizagem dos valores humanos. Quando a convivência se torna palco de disputas ideológicas exacerbadas, o diálogo e o respeito mútuo podem ser comprometidos. Um ambiente familiar marcado pelo antagonismo e disputa entre os sexos pode gerar insegurança, dificultar a resolução de conflitos e, em última instância, prejudicar a formação de indivíduos capazes de contribuir para uma sociedade harmoniosa.
Do ponto de vista social, uma retórica que privilegia o confronto e a polarização pode dificultar o diálogo construtivo entre homens e mulheres, afastando-os da busca por soluções que beneficiem a todos. Em vez de promover um entendimento que permita a construção conjunta de políticas e práticas que elevem o nível de bem-estar coletivo, esse tipo de postura tende a gerar divisão e intolerância.
6. Buscando o Equilíbrio e a Verdadeira Igualdade
É fundamental lembrar que a verdadeira igualdade não se alcança através da subjugação de um grupo pelo outro, mas pelo reconhecimento mútuo das qualidades, limitações e necessidades de cada indivíduo. Uma abordagem equilibrada envolve o diálogo, a empatia e a cooperação entre homens e mulheres na construção de um ambiente onde as oportunidades sejam realmente iguais.
Para tanto, é necessário que o debate sobre igualdade de sexo se mantenha ancorado em princípios de respeito e justiça, valorizando as contribuições de ambos os lados e buscando sempre o bem comum. Quando a luta se transforma em guerra, corremos o risco de abrir brechas para o extremismo e a intolerância, comprometendo não apenas as relações interpessoais, mas também a própria estrutura familiar e social.
Conclusão
A história da luta feminina é marcada por conquistas inegáveis e transformadoras. No entanto, é crucial que essa luta permaneça focada na construção de uma sociedade justa e igualitária, sem que a busca por igualdade se desvirtue em uma agenda de confronto que possa gerar danos irreparáveis às relações humanas. O desafio está em encontrar o equilíbrio entre reconhecer as desigualdades históricas e construir um diálogo amigável e conciliador, onde homens e mulheres possam, juntos, promover um ambiente de respeito, cooperação e verdadeira valorização mútua – pilares essenciais para a sustentação da família e da sociedade.
Enfim, é preciso ficar atento na hora de comemorar o Dia Internacional da Mulher, pois é bem diferente de outras comemorações, como o Dia das Mães e o Dia dos Pais, por exemplo.
☝O Dia das Mães e o Dia dos Pais celebram o aspecto único, especial, o privilégio e a bênção divina da maternidade e da paternidade, respectivamente. Focados nas figuras materna e paterna, celebram o papel das mães e dos pais na família e na sociedade, destacando amor, cuidado e sacrifício; valorizando a importância e a contribuição de ambos – mãe e pai – principalmente no ambiente familiar.
☝O Dia Internacional da Mulher não é a celebração da pessoa por ter nascido mulher, por ser mulher! Por ter recebido o sublime dom de poder gerar no seu ventre uma nova vida e dar continuidade à raça humana! Na visão secular da sociedade, em geral, é uma data para se ampliar o debate sobre igualdade e os direitos das mulheres em geral. É uma data para enfatizar a luta pelos direitos, igualdade de “gênero” (sexo), e o reconhecimento dos desafios históricos e contemporâneos que as mulheres enfrentam em diversas esferas – política, econômica, social e cultural. É uma data marcada por debates, manifestações e reflexões sobre como a sociedade pode avançar rumo a uma “igualdade plena”. Portanto, é preciso ter cuidado, pois há muita ideologia envolvida aqui que pode não estar de acordo com os preceitos bíblicos que deixam claro o papel do homem e da mulher, na família, na igreja e na sociedade.
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