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O desafio de ser igreja

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E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” (Atos 11.25-26)

Introdução:

O tema e assunto têm o propósito de nos despertar para o servir, promovendo o bem de todos, por causa do amor de Deus derramado em nós. Nos estudos anteriores temos refletido sobre a bênção de participar da igreja de Cristo, de adorar a Deus e do risco de ser um desigrejado. Entretanto, não podemos nos acomodar dentro das quatro paredes, somente recebendo bênçãos. Precisamos desempenhar um papel relevante na sociedade; precisamos ser canais de bênçãos.

 1. SOMOS ENVIADOS A PREGAR O EVANGELHO

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt 28.19)

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” (Mc 16.15-16)

A Evangelização é ordem de Cristo, missão da igreja e necessária a todos. Isso é facilmente depreendido dos versículos acima. O evangelho é chamado de “boas novas” de Deus aos homens. No entendimento do apóstolo Paulo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;” (Rm 1.16)

1.1 A evangelização é ordem de Cristo

O verbo que inicia a grande comissão está no modo verbal “imperativo” – IDE (“Ir Diariamente Evangelizando” – segundo a Profª. Pâmela). Não se trata de recomendação, nem de sugestão, nem tampouco de uma opção; mas de uma ordem: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (1Co 9.16).

a) O conteúdo da ordem.

Jesus e sua obra redentora realizada na cruz do Calvário é o conteúdo dessa ordem. Ele morreu, mas ressuscitou, por nós, pecadores: “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.” (Rm 4.25)

b) Os receptores da ordem.

Inicialmente, os discípulos de Jesus receberam essa ordem, depois, todos os alcançados pela salvação, os salvos. Todo alcançado passa a ser também um enviado! “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;” (Mt 10.32)

c) Os que devem ser alcançados pela ordem

A grande comissão direciona os ordenados a irem por todo o mundo, numa abrangência territorial global, ao mesmo tempo que precisa alcançar a cada criatura, individualmente. “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Rm 10.9)

d) A capacitação e o roteiro para o cumprimento da ordem

Não é possível cumpri-la sem estar devidamente capacitado por Deus e não seria realizada de qualquer forma: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (At 1.8)

e) O senso de urgência no cumprimento da ordem.

Essa urgência é determinada pela necessidade de alcançar o máximo de pessoas antes da morte delas. Depois da morte, só resta o juízo, assim, o tempo é agora. O apóstolo Paulo declarou que fez de tudo para ganhar o maior número de pessoas (1Co 9.19-23). E acrescentou: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.” (Cl 4.5)

Portanto, não cumprir a ordem é uma demonstração de rebeldia contra Deus. Deus nos amou e nos deu o seu Filho Unigênito. Por que não corresponderíamos ao seu amor, obedecendo-o? Por que não cumprir essa ordem, de boa vontade, por amor aos nossos semelhantes? “O universo inteiro ouve a voz de Cristo e a obedece. O vento ouve sua voz e se aquieta. O mar escuta a sua ordem e se acalma. Os demônios obedecem sua ordem e batem em retirada. Seríamos nós, seu povo, os únicos no universo a nos rebelarmos contra sua autoridade e nos insurgirmos contra suas ordens?” (Rev. Hernandes Dias Lopes)

1.2 A evangelização é missão da igreja

A responsabilidade e tarefa de pregar o evangelho foi entregue a nós, sua igreja. Nós temos a missão de ser testemunha do Senhor Jesus, de proclamar a sua tão grande salvação. Na verdade, essa tarefa intransferível e exclusiva deve ser encarada como um alto privilégio que foi vedado aos anjos: “A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.” (1Pe 1.12)

Assim como Jesus foi enviado ao mundo com a missão estabelecida pelo Pai Celeste e cumpriu-a integralmente, entregando sua própria vida, nós também fomos enviados a evangelizar os perdidos, se necessário perdendo a nossa própria vida e não podemos falhar. Nossa missão se assemelha à do atalaia (Ez 33.7-9, 11):

a) O desejo explícito de Deus é a conversão do pecador.

“Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?” (Ez 33.11).

b) A tarefa do atalaia é receber a mensagem da boca de Deus e transmiti-la ao pecador.

“A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lhe darás aviso da minha parte.” (Ez 33.7)

c) Se o perverso não der ouvidos…

“Mas, se falares ao perverso, para o avisar do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade, mas tu livraste a tua alma.” (Ez 33.9)

d) Mas, se o atalaia não cumprir sua missão….

“Se eu disser ao perverso: Ó perverso, certamente, morrerás; e tu não falares, para avisar o perverso do seu caminho, morrerá esse perverso na sua iniquidade, mas o seu sangue eu o demandarei de ti.” (Ez 33.8)

Assim sendo, esse tamanho privilégio está atrelado a uma grande responsabilidade que será cobrada de cada um de nós pelo Senhor!

1.3  A evangelização é necessária a todos

Não há qualquer outra opção de salvação para o pecador, senão através da cruz de Cristo: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (At 4.12). Suas boas obras, autoflagelação, religiosidade, esforços próprios, não poderão salvá-lo; nada disso o absolverá dos seus pecados, reconciliando-o com Deus.  Então, por amor às almas perdidas, precisamos sair da nossa zona de conforto e parar de acalmar nossa consciência com a falsa ilusão de que Deus vai dar um jeito, mesmo que eu, ou a igreja, não cumpramos nosso papel. Ainda que esses perdidos pareçam estar bem de saúde e bem financeiramente; pareçam estar curtindo sua família, amigos e bens; se não se renderem e confessarem a Cristo como Salvador e Senhor, irão diretamente para o inferno.

A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. A prova disso é a visão profética da grande multidão, em pé, diante do Cordeiro, composta de salvos provenientes de todas as nações, tribos, povos e línguas (Ap 7.9).

2. SOMOS ENVIADOS A FAZER O BEM

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” (Gl 6.9)

Não resta a menor dúvida de que o melhor que podemos fazer por alguém é leva-lo aos pés de Cristo. Apesar de ser essa a principal tarefa da igreja, de cada crente, não é a única. Também somos enviados a fazer o bem. O Novo Testamento nos lembra e nos ensina isso:

a) No ministério de Jesus (Lc 4.18)

“Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo.” (Mt 4.23)

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.” (Lc 4.18-19)

b) Nos primórdios da igreja (At 4.32, 34-35; 6.1-3)

“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.” (At 4.32, 34-35).

c) Nas epístolas (Tg 2.15-17; 1Jo 3.16)

“Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” (Tg 2.15-17)

“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” (1Jo 3.16)

Aqueles irmãos mais necessitados que convivem conosco, na igreja, precisam merecer a nossa atenção e cuidado. No ensino do apóstolo Paulo, eles devem ser cuidados com prioridade, em relação aos de fora, que, por sua vez, não devem ser esquecidos, na nossa generosidade: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” (Gl 6.10)

REGRA GERAL: Mais importante do que dar o que a pessoa pede é dar o que ela necessita.

Finalmente, é bom deixar claro a diferença entre: Assistência Social, Ação Social e Política Social. Vejamos o que expôs o Pr. Carlos Alberto Chaves, na Igreja Presbiteriana da Tijuca, em 22/11/1997, num encontro de diáconos, a seguir resumido:

………..

NÍVEIS DE ATUAÇÃO

ILUSTRAÇÃO: No caso de um escravo recapturado e açoitado pelo seu senhor, como seriam esses níveis de atuação?

  • ASSISTÊNCIA SOCIAL

Cuidar das feridas do escravo ferido.

  • AÇÃO SOCIAL

Recolher donativos da comunidade para comprar a liberdade dele.

  • AÇÃO POLÍTICA

Lutar pela abolição da escravatura, pois o problema não é somente deste escravo.

……………..

Não podemos perder de vista que a igreja não é uma ONG e não foi chamada para resolver todos os problemas do mundo. Por outro lado, ela não pode se alienar totalmente, fazendo de conta que nada tem a ver com os males que nos afligem. Seu chamado é para atuar no campo espiritual e não no político-social, empresarial etc. Entretanto, isso não a impede de promover ou participar de pequenas ações, visando a melhoria da qualidade de vida, dos de dentro ou dos de fora. Individualmente, cada um de seus membros, tem a oportunidade e responsabilidade de fazer a diferença onde quer que for colocado, profissionalmente ou não.

Conclusão:

Precisamos ter sempre em mente que somos igreja e, como tal, fomos convocados para pregar o evangelho com exclusividade, através da nossa vida e testemunho; e, se preciso for, também usando as palavras. Também fomos chamados por Deus, em Cristo, para ajudar ao nosso irmão e ao próximo: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2.10). A igreja precisa mostrar a face de Deus.

Você tem sido proativo na evangelização e zeloso em fazer o bem aos necessitados, por amor a Cristo e ao próximo?


Nota: esboço pessoal de aula, preparado por mim, para facilitar a ministração da Aula 7 (A igreja somos nós) – Módulo 5 – EBD Catedral 2016, de modo a atender a temática proposta no material elaborado pelo Pr. Joel Theodoro para os alunos. Foram feitas algumas alterações para divulgação neste blog.

Desigrejado, a ovelha solitária

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“O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.” (Pv 18.1)

Introdução:

O assunto diz respeito aos chamados desigrejados, pessoas que caminhavam com a igreja, conosco, mas mudaram de ideia e passaram a trilhar uma carreira solo. Como entender esse fenômeno? Quais as causas disso? Até que ponto condenar ou aprovar tal iniciativa?

1. QUE TIPOS DE SITUAÇÕES CONSEGUIMOS IDENTIFICAR?

O apóstolo Paulo faz uma macro classificação da humanidade em “homem natural” (1Co 2.14) e “homem espiritual” (1Co 2.15). O “homem natural” é o ser humano não salvo por Cristo; o “homem espiritual” é o salvo, regenerado pelo Espírito Santo de Deus.

Ambos habitam um corpo natural, até à sua morte física; mas ressuscitarão num corpo espiritual (1Co 15.44).

Escrevendo, ainda, à igreja de Corinto, o mesmo apóstolo faz uma distinção entre os irmãos, denominando-os de espirituais e carnais (1Co 3.1-3), sendo estes últimos, pessoas que não amadureceram na fé, antes, porém, vivem na carne: “Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?” (1Co 3.3).

No que se refere ao seu vínculo, ou quebra de vínculo, com uma igreja local, podemos classifica-los, conceitual e didaticamente, como:

a) Membro “Ativo”

É o membro que participa ativamente da sua igreja local, inclusive ocupando funções e cargos, quando eleito ou indicado para tais. A CI/IPB descreve assim os deveres dos membros da igreja:

“Art.14 – São deveres dos membros da Igreja, conforme o ensino e o espírito de Nosso Senhor Jesus Cristo:

a) viver de acordo com a doutrina e prática da Escritura Sagrada;
b) honrar e propagar o Evangelho pela vida e pela palavra;
c) sustentar a Igreja e as suas instituições, moral e financeiramente;
d) obedecer às autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras;
e) participar dos trabalhos e reuniões da sua Igreja, inclusive assembleias.”

b) Membro “Nominal”

É aquele membro que faz parte do rol, mas que não participa efetivamente do cotidiano da igreja. Raramente comparece às reuniões e está alheio a tudo o que está acontecendo. É uma espécie de “crente não praticante”, ou a versão evangélica do que ouvimos falar como “católico não praticante”. Podemos considera-los como os “desigrejados de dentro da igreja”. Se olharmos bem para as igrejas evangélicas, iremos descobrir, por exemplo, que há crentes seletivos: aparecem em determinadas atividades da igreja, selecionam o que gostam, escolhem certos tipos de culto para frequentar etc. Nosso desafio permanente é fazê-los coparticipantes da vida da igreja.

c) Desigrejados

Vamos considerar este grupo ou segmento, como sendo formado por pessoas que se declaram evangélicas, consideram-se salvas por Jesus; entretanto, por algum motivo, desligaram-se do rol de membros ou optaram por não se arrolarem como membros de uma igreja local.

Inicialmente, poderíamos identifica-los como:

  • Os sem teto da fé.
  • Mochileiros da fé.
  • Caçadores de emoções da fé.
  • Refugiados da fé (caminhantes sem destino certo).
  • Nômades religiosos.
  • As ovelhas sem curral.

O texto da lição traz a seguinte estatística do fenômeno no Brasil[1]:

  • “4 milhões são os brasileiros que se declaram evangélicos, mas não têm vinculação eclesiástica; o percentual de evangélicos nesta situação é de 10%.
  • 62% dos desigrejados são egressos de denominações neopentecostais, cuja ênfase é a teologia da prosperidade;
  • 63% dos respondentes declararam que voltariam a se vincular a uma comunidade que não apresentasse os vícios e malversações que os afastaram da comunhão;
  • 29% dizem que não pretendem manter vínculo com outra igreja novamente;
  • 5,6 anos é o tempo médio de conversão dos desigrejados.”

Após a divulgação do Censo do IBGE em 2010, dando conta do número elevado de evangélicos nominais, isto é, sem vínculo eclesiástico, uma série de reportagens, livros e sites começou a circular, repercutindo a matéria, tentando entender, explicar ou polemizar o fenômeno. “Longe de ser um movimento isolado manifesto apenas em nosso país, o que vem ocorrendo é uma expressão nacional de onda de deserção institucional de grandes proporções que alcança o mundo inteiro.” [1]

“Eugene Peterson coloca na boca dos desigrejados nos Estados Unidos e por aí afora a seguinte confissão: ‘Senhor, tenho assumido a mentalidade de um consumidor. Saio à procura de religião como quem sai para comprar mantimento revirando as prateleiras (as Igrejas!) para encontrar o que combina com o meu gosto. Perdoa-me!’” (Revista Ultimato – JUL/AGO 2016)

O desafio da Igreja de Cristo é trazer de volta esses irmãos, tratar deles e inseri-los de novo na comunidade.

d) Desviados ou Descristianizados

Podemos identificar neste grupo ou segmento, aquelas pessoas que um dia professaram a fé cristã, chegaram a ser batizadas e se tornaram membros, ou não; entretanto, abandonaram a fé cristã e deixaram de frequentar uma igreja evangélica. É um fenômeno que se espalha pela Europa e Estados Unidos.

2. QUE RAZÕES LEVARIAM UMA PESSOA A SE TORNAR UM DESIGREJADO?

Na aula 2 aprofundamos o estudo sobre as razões para sermos membros ativos de uma igreja local, bem como as muitas bênçãos advindas desta vinculação e, ainda, os riscos a que são submetidos os que se isolam do corpo de Cristo. Não ignoramos a realidade inegável de existirem muitas pessoas na condição de desigrejadas, podendo haver crescimento numérico, pois há líderes que estimulam tal opção. Depois de um bom exercício mental e teórico, estamos sugerindo as prováveis causas e motivações para alguém adotar tal opção:


a) TRAUMA, FRUSTRAÇÃO, DECEPÇÃO

Certos membros caminhavam bem, na igreja, até que sofreram traumas e/ou frustrações, foram profundamente decepcionados pela liderança da igreja ou por outros membros.

  • Se frustraram com promessas (de cura, libertação, bem-estar pessoal/familiar ou prosperidade financeira) proferidas em nome de Deus e que nunca se cumpriram. Sofreram abuso espiritual e decepção, por parte daqueles que agiam mais como empresários da fé do que como legítimos pastores, despenseiros da graça de Deus.
  • Ou, então, não puderam tolerar determinadas condutas e comportamentos dentro de uma igreja que deveria ser sem mácula e muito diferente dos de fora, aqueles que não são remidos do Senhor. Daí resolveram sair e não mais se arrolarem a qualquer igreja local.

Reflexão: “Quem sai da igreja por causa de pessoas, nunca entrou lá por causa de Jesus.”

b) INTOLERÂNCIA ECLESIÁSTICA

São pessoas que acham que as igrejas são complicadas, cheias de regras e amarras burocráticas. Não acreditam na relevância da igreja institucional. Consideram tudo uma chatice e uma mesmice. Assim sendo, alegam ter optado por viver sozinhos a simplicidade do Evangelho de Jesus.

Em vários momentos da história da Igreja surgiram movimentos de contestação e repulsa à Suntuosidade de Templos, à Centralidade Pastoral e aos Sermões esvaziados de poder espiritual). Defendem locais de reunião simples, o Sacerdócio Universal dos Crentes e a espontaneidade das mensagens, focadas no cotidiano dos crentes.

Niilismo é um termo que significa “redução a nada” (o que se aproxima da anarquia). Niilismo eclesiástico: “advogam um cristianismo totalmente despido de formas, estruturas e concretude institucional”. Aí vai uma dica: não se deixe arrastar por delírios anarquistas. Onde há ajuntamento formal de pessoas torna-se necessário estabelecer uma estrutura de liderança e regras de convivência.

c) INDIVIDUALISMO E AUTOSSUFICIÊNCIA

Não se pode descartar a hipótese de que certos membros, tentaram caminhar entre os demais irmãos, mas se sentiram incomodados com esse convívio de grupo, pois preferem viver isolados. Pensam que sobrevivem bem sozinhos. Podem assistir cultos de diversas igrejas, transmitidos pela internet ou pela TV, leem sua bíblia e outros livros, ouvem músicas evangélicas e, tudo isso lhes basta. Na teoria, isso pode até ter alguma consistência, mas, na prática, não se sustenta. É uma brasa isolada da fogueira, prestes a se apagar.

d) INDECISÃO NA FÉ

São aquelas pessoas indecisas e inseguras que nunca conseguem decidir qual é a melhor igreja, com a mais correta linha doutrinária. Assim sendo, preferem não se arrolarem a qualquer uma. Há um provérbio popular que diz: “o ótimo é inimigo do bom”. Precisamos tomar decisão pelo bom, sem nunca deixar de perseguir o ótimo.

e) CONDUTA LIBERTINA

Pode acontecer que certos membros caminhavam entre os demais irmãos, mas quando começaram a adotar certas práticas e condutas pecaminosas que foram reprovadas pela igreja, em vez de confessar e deixar, preferiram sair da igreja, para se livrarem das críticas. Enfim, preferem viver um padrão moral e ético reprovável! Certamente, aqueles que são regenerados pelo Espírito Santo não podem viver acomodados na prática do pecado (1Jo 3.6).

f) FUGA DO DÍZIMO

Quem sabe se algumas pessoas não se arrolam a uma igreja local por questões financeiras, para “economizarem” no dízimo? Quando o “bolso” não se converte é difícil acreditar que o “coração” se converteu!  Sem dúvida, esses precisam se preocupar com o devorador (Ml 3.11). Aquele que retém o que é de Deus, há de prestar contas diretamente a ele. Aqueles que só pensam em si próprios deveriam refletir neste texto bíblico: “Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza.” (Pv 11.24 – NVI)

Conclusão:

  1. Não precisamos substituir ou reinventar a igreja! A forma pode e deve sempre ser modificada, com criatividade, equilíbrio e sensatez; porém, sua essência e conteúdo, não! Há coisas que a gente faz na vida cuja essência não muda, embora a forma possa mudar, assim também acontece com a igreja local. Veja, por exemplo:

a) O tipo de alimento, o local onde encontra-lo ou a forma de se alimentar, mudam, mas a necessidade de ingerir alimentos é permanente.

b) O lugar e a forma de tomar banho, mudam, mas a necessidade de manter o corpo limpo é permanente.

c) Casar-se, procriar, estudar, aprender, trabalhar, trocar de roupa, se comunicar, se locomover, enfim, tudo que fazemos no intervalo entre o nascer e o morrer, o que denominamos de vida, pode ser feito de maneiras e formas diferentes, modificadas e melhoradas à cada geração, mas a essência não muda. E, Jesus, diz “… eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (Jo 10.10b). Não exatamente em número de anos, mas, em termos de qualidade, e que faça a diferença.

  1. Na verdade, o que precisamos fazer é rever nossos conceitos e atitudes para com Deus e sua igreja. Somos servos e não clientes. Formamos um só rebanho, de um só pastor. Crente isolado do corpo de Cristo é como ovelha desgarrada; torna-se presa fácil dos predadores de plantão. “Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; dela me agradarei e serei glorificado, diz o SENHOR.” (Ag 1.8)
  1. Finalmente, é preciso deixar claro que Deus não tem um “Plano B” para a sua Igreja, a família da fé; assim como não tem um “Plano B” para a família consanguínea! Relembrando a essencialidade da igreja: ADORAÇÃO, EVANGELIZAÇÃO, EDUCAÇÃO CRISTÃ, COMUNHÃO e SERVIÇO. Ainda que haja desigrejados, dentro e fora da igreja; ainda que haja imitações falsas ou até profanas da igreja; a genuína igreja de Cristo há de permanecer neste mundo até o grande e esperado dia do seu arrebatamento!

“Qual será o futuro dos desigrejados? É provável que muitos permaneçam desiludidos e reticentes em retornar à frequência eclesial. Preferirão permanecer no ceticismo comunitário. Outros, talvez encontrem modelos mais espontâneos e informais para compartilhar a fé cristã. Há ainda aqueles que retornarão às comunidades históricas. Após um período de desilusão institucional e de passarem por experiências sofríveis no anseio de praticar o cristianismo, é provável que cheguem à conclusão de que a igreja, mesmo com seus defeitos (expressão de nossa pecaminosidade), é o melhor lugar para congregar, compartilhar e defender a fé.” [2]

Você tem consciência do risco de viver separado do corpo de Cristo?

……………………………….
[1] FERNANDES, Carlos. “Desigrejados, fenômeno que cresce”. Cristianismo Hoje. Niterói, edição 37, ano 7, 2013. p. 23. Informações complementares quanto à pesquisa aplicada pelo BEPEC poderão ser encontradas nos sites: http://www.bepec.com.br ou http://www.genizahvirtual.com.br.

[2] Revista Teologia Brasileira – Niilismo eclesiástico: uma análise do movimento dos desigrejados (17/06/2014)

http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadet.asp?codigo=390


Nota: esboço pessoal de aula, preparado por mim, para facilitar a ministração da Aula 6 (A ovelha solitária) – Módulo 5 – EBD Catedral 2016, de modo a atender a temática proposta no material elaborado pelo Pr. Joel Theodoro para os alunos. Foram feitas algumas alterações para divulgação neste blog.

O vídeo desta aula está disponível abaixo:
(Escola Bíblica Dominical – 13/11/2016)

Refletindo sobre a adoração

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“Celebrarei as benignidades do SENHOR e os seus atos gloriosos, segundo tudo o que o SENHOR nos concedeu e segundo a grande bondade para com a casa de Israel, bondade que usou para com eles, segundo as suas misericórdias e segundo a multidão das suas benignidades. Porque ele dizia: Certamente, eles são meu povo, filhos que não mentirão; e se lhes tornou o seu Salvador.” (Isaías 63.7-8)

Introdução:

“Adoração” é um, entre tantos outros termos que passam a fazer parte da vida dos cristãos regenerados por Cristo e nem sempre são entendidos de forma correta. Assim, vamos estudar melhor o assunto, com vistas a aprimorarmos nosso relacionamento com Deus. Afinal, nós fomos regenerados para o “louvor da glória de sua graça” (ver Ef 1.3-6 e Pergunta 1 dos Catecismos de Westminster).


1. O QUE É ADORAÇÃO? “QUEM” OU “O QUE” PODE SER ADORADO?

Podemos dizer que adoração é um termo que denomina a forma mais significativa de expressar apreço, homenagem, honra e glória a poderes superiores, sejam eles seres humanos, anjos ou Deus. Desta forma, somente caberia aqui, como alvo e objeto de adoração uma divindade, um ser supremo. Esse também seria objeto de devoção, temor, reverência, veneração etc. No decorrer da história, muitos têm desejado ocupar ou usurpado esse lugar, tais como faraós, monarcas, imperadores, presidentes, líderes populistas, líderes religiosos etc, muitas vezes num contexto de fanatismo idolátrico ou ideológico.

Equivocadamente, pessoas e coisas são efetivamente adoradas por seres humanos. Frequentemente este termo tem sido banalizado no cotidiano como se fosse sinônimo de “gostar muito”: Eu “adoro” essa música; eu “adoro” meu pai(mãe), ou meu filho(a), ou meu marido(esposa), ou outra determinada pessoa; eu “adoro” esse canal de TV, esse filme, meu emprego etc.   Entretanto, esse lugar tão especial está reservado para ser ocupado por apenas um ser, o Deus Criador e Mantenedor do Universo. Isso está claramente definido nos três primeiros mandamentos (Ex 20.1-7; Dt 5.6-11) e foi ratificado por Jesus: “Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” (Mt 4.10; Lc 4.8). E, o Salmo 96 expressa um lindo tributo à glória e majestade de Deus.


2.
COMO ADORAR?

 A adoração requer a expressão, a comunicação do cristão com Deus. Então, vejamos como acontece a comunicação humana, no nível horizontal e no nível vertical, isto é, com os outros seres humanos e com Deus.

a) Comunicação Horizontal (meios):

Como nos comunicamos com os outros?

i.      Com a boca: – Falando
  – Cantando
  – Emitindo sons (risos, choros, assobio etc.)
ii.      Com o corpo: – Através de gestos, de ações, das emoções etc.
iii.      Com a vida: – Pelo conjunto da obra


b) Comunicação Vertical (meios):

Como nos comunicamos com Deus?

i.      Com a boca: – Falando  (Oração)
  – Cantando (Louvores)
  – Emitindo sons (risos, choros etc.)
ii.      Com a mente: – Com pensamentos
iii.      Com o corpo: – Através de gestos, de ações, das emoções etc.
iv.      Com a vida: – Pelo conjunto da obra


3. A ADORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO (AT)

a) A primeira vez em que a bíblia registra algo nessa linha é quando Abel toma a iniciativa de apresentar uma oferta ao Senhor (Gn 4.3)

b) A segunda vez é no nascimento de Enos, filho de Sete, filho de adão: “…daí se começou a invocar o nome do SENHOR.” (Gn 4.26b)

c) No recomeço da história humana, após o dilúvio, há o seguinte registro: “Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar.” (Gn 8.20)

d) Os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó) adoravam construindo altares e oferecendo sacrifícios (Gn 12.7-8; 26.25; 33.20).

e) Com a outorga da Lei[1] veio a adoração no Tabernáculo e, posteriormente, no Templo, com um sistema completo de Sacrifícios. Os sacrifícios do AT eram provisórios (Hb 10.4) e apontavam para o Cordeiro de Deus (Jo 1.29; Hb 9.9-15), cujo sangue (sua morte na cruz) nos limpa de todo pecado (1Jo 1.7). Esse sistema do AT pode ser assim sintetizado:

Sacrifícios de expiação – Oferta pelo pecado
– Oferta pela culpa
Ofertas de Consagração – Ofertas queimadas
– Ofertas de grãos (com ofertas de manjares)
Ofertas de Comunhão – Ofertas pacíficas (ato voluntário de adoração, agradecimento e ação de graças)

f) A adoração nas Sinagogas começou durante o Cativeiro de Israel.

No início, no meio e no final do AT encontramos recados explícitos de Deus aos ofertantes:

i. Tanto o ofertante, quanto a sua oferta precisam agradar a Deus (Abel e Caim – Gn 4.3-5).

ii. Obedecer é melhor do que Sacrificar (Samuel disse a Saul – 1Sm 15.22).

iii. Deus não suporta iniquidade associada ao Culto (Is 1.10-15; Am 5.21-23).

iv. O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento. (Pv 15.8).


4. A ADORAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO (NT) E NA IGREJA

a) A adoração no templo e nas sinagogas continua no NT.

b) Na conversa de Jesus com a mulher samaritana, que estava tão confusa quanto a um lugar específico para adoração, ele esclarece que o Pai procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.19-24).

c) Na epístola aos romanos temos o seguinte apelo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12.1)

d) A igreja de Corinto, tinha muitos problemas, que foram tratados pelo apóstolo Paulo. Ele também teve que orientá-la quanto a liturgia do culto, particularmente quanto ao uso dos dons espirituais (1Co 14.26-40).

e) À igreja de Éfeso Paulo instrui: “falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,” (Ef 5.19)

f) À igreja de Colossos Paulo recomenda: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.” (Cl 3.16)

g) Enfim, da adoração cristã fazem parte a pregação da Palavra (At 20.7), a leitura das Escrituras (1Tm 4.13), a oração (1Tm 2.8), os cânticos de louvor (Ef 5.19) e as ofertas (1Co 16.1-2), além do Batismo (At 2.37-41) e da Ceia do Senhor (1Co 11.23-29).

h) O Cordeiro de Deus que é adorado pela igreja, na terra, no livro de Apocalipse é adorado eternamente (Ap 5.8-14; 15.2-4).


5. A ADORAÇÃO INDIVIDUAL

a) Cultuando a Deus (Nós em Deus).

  • Confessando: para que eu obtenha o perdão dos pecados cometidos (por comissão – pensamentos, palavras e ações; ou, por omissão) e assim possa me aproximar dele.
  • Agradecendo: pelas bênçãos recebidas, desde o alimento até as bênçãos espirituais, mas, também, pelas provações.
  • Louvando: por sua grandeza, pelos seus atributos – Onipotência, Onipresença, Onisciência, Eternidade, Amor, Perfeição, Santidade, Verdade, Justiça, Fidelidade, Misericórdia etc.
  • Adorando: por quem ele é, por seus poderosos feitos e por tudo o que ele tem feito por nós, em Cristo.
    • Só a Deus (Mt 4.10);
    • Fruto de um compromisso de vida (Mt 15.7-9);
    • “Em espírito” (não exatamente com expressões externas) e “em verdade” (com sinceridade) (Jo 4.20-24)

b) Em Comunhão com Deus (Deus em Nós).

  • Falando abertamente com Deus sobre as nossas coisas. “Trazendo” o Senhor para o nosso cotidiano.
  • Esperando por sua resposta: “De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.” (Sl 5.3)

c) Intercedendo.

  • Pelo Reino de Deus:

Para que sejam instrumentos da realização da vontade de Deus na terra.

  • Pelo nosso Próximo:

Na Família, na Vizinhança, na Igreja, na Escola, no Trabalho etc.

  • Pelas Autoridades constituídas:

Para que exerçam com sabedoria e competência as suas respectivas funções.

d) Com Petições e Súplicas (Por mim).

“Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.”(Jr 33.3)

“com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18)

Conclusão:

Precisamos ter sempre em mente a grandeza de Deus e de sua graça e tributar-lhe a verdadeira adoração. Precisamos estar atentos ao fato de nossos cultos serem realizados para adorar e agradar a Deus, ou a homens e seus modismos de última hora. Por mais belos que sejam os templos, os cenários, as músicas, as coreografias etc, nada disso pode nos afastar do foco de glorificar e adorar a Deus. Finalmente, precisamos assegurar que a nossa adoração, individual ou coletiva, encontra lastro numa vida santificada.

Você tem adorado a Deus em espírito e em verdade?
……………………………….

[1] As três dimensões da lei mosaica:
– Lei Moral (os dez mandamentos) – A que manda fazer o bem e evitar o mal;
– Lei Civil ou Social – A que regula as mútuas relações entre os cidadãos;
– Lei Cerimonial ou Religiosa – A que determina as regras de culto a Deus.


Nota: esboço pessoal de aula, preparado por mim, para facilitar a ministração da Aula 5 (A adoração no corpo) – Módulo 5 – EBD Catedral 2016, de modo a atender a temática proposta no material elaborado pelo Pr. Joel Theodoro para os alunos. Foram feitas algumas alterações para divulgação neste blog.

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