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Archive for 24/03/2011

Hino Nacional na Linguagem de Hoje (HNLH)

Hoje é assim:

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!


E se fosse assim?

Perto das margens calmas do rio Ipiranga,
Ecoou o grito de um povo heróico.
E, a partir desse momento,
A liberdade da pátria tornou-se uma realidade.
A garantia dessa conquista
Foi conseguida com um gesto de força.
Para ter a liberdade,
Lutaremos até morrer, se assim for preciso.

O que você achou? Gostou? Então, tente cantar!

Imagine que, por hipótese, você tomasse conhecimento de que foi aprovado um decreto determinando que a partir de agora o Hino Nacional Brasileiro teria essa nova letra. Não bateu em você aquele sentimento ruim, de perda, de ultraje e “desrespeito” à pátria? E se o objeto da mudança fosse o texto do livro mais importante do mundo, o Livro dos livros,  o Livro Sagrado, a Bíblia, a Santa Palavra de Deus? Quão mais forte seria esse sentimento? A qual outro sentimento ele poderia ser comparado? À notícia do surgimento de um câncer? À perda de uma pessoa querida? Eu usei termos indicando suposição, “imagine”, “se…fosse”, porém, infelizmente, não se trata de suposição, mas de realidade. Estou me referindo a essas versões da BLH (Bíblia na Linguagem de Hoje), como a NTLH e outras.  E o meu sentimento é exatamente esse e não me importo se alguém achar que estou exagerando. Tenho muitas razões pra me sentir assim e vou compartilhar algumas em próximos posts, com muita humildade e respeito, pois meu objetivo não é “atacar quem fez”, mas “criticar o trabalho feito”. A intenção dos editores pode ter sido boa, mas o resultado é ruim, preocupante. Em 1973, quando o Novo Testamento na Linguagem de Hoje foi lançado eu achava que a intenção dos seus editores era criar um mero acessório didático para iniciantes na fé cristã, comparável aos livros didáticos usados nos primeiros anos da Escola Secular. Assim, na sequência, com mais maturidade, tais pessoas trocariam essa publicação acessória pela Bíblia Tradicional, versão de Almeida. Pura ingenuidade eclesiástica de um jovem cristão! Em 1988 foi lançada a versão completa da BLH e, no ano 2000 a tal NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje). O que se viu a partir daí foi um tremendo investimento em Marketing e Seminários de Ciências Bíblicas com a intenção de incentivar líderes e formadores de opinião a adotarem a tal NTLH como a sua bíblia oficial e a da sua igreja. Em novembro de 2001 participando de um desses seminários, com o objetivo de aprimorar meus conhecimentos bíblicos, fui lamentavelmente surpreendido por essa estratégia velada e sutil. Infelizmente alguns frutos já estão sendo colhidos. Calendários, Revistas e outras publicações já adotam o novo texto. Coisas repetidas com muita insistência, em nome da modernidade, acabam sempre conquistando espaço, afinal, quem quer ser taxado de careta, retrógrado, antiquado etc etc? A pergunta que não quer calar é: Por que todo esse investimento não foi ou não é aplicado em algo efetivamente útil à causa do Evangelho?

Finalmente, todos sabemos que “A VERDADE NÃO PRECISA SER DEFENDIDA, MAS PROCLAMADA”. Não tenho a intenção de defender a Bíblia, mas de ser mais uma voz profética, juntamente com tantas outras, a denunciar tudo aquilo que possa se tornar um desserviço à causa do Evangelho feito em nome da modernidade. Que assim Deus me ajude!

Veja, também, os seguintes artigos, neste blog:

“Bonde” sem freio….

NTLH – A “bola” murcha!

Princípios de tradução da Bíblia

Vem aí uma nova atualização da Bíblia (Nova ARA)

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