Parece JOSÉ, mas é JUDAS !

Já se foi o tempo em que alguém se apresentava como crente, membro de uma igreja Evangélica, e você ficava tranquilo, porque podia confiar. Não hesitaria em indicá-lo ou contratá-lo como empregado(a), ou para ser uma trabalhadora doméstica. Emprestava e era certo receber de volta. Os tempos mudaram. Já ouvi casos de crentes, até mesmo oficiais de igreja (diáconos) furtando dinheiro das ofertas de suas igrejas. A que ponto chegamos! Muita atenção ao lidar com pessoas chamadas cristãs, mesmo que sejam seus parentes, porque algumas tentam aparentar uma coisa, quando na realidade são outra. Parecem José, mas são Judas. Fazem questão de se aproximar de qualquer atividade que mexa com dinheiro. Por que será? E, como o velho Judas, acham que nunca serão descobertas….

Veja só as semelhanças e diferenças entre José e Judas e não caia numa boa conversa!

José, o décimo primeiro filho de Jacó é conhecido como o Estadista do Egito. Seu nome hebraico significa: “possa ele (Deus) acrescentar”. Ele foi o mais completo tipo de Jesus Cristo. Foi o salvador de povos em sua época.

Judas Iscariotes, o homem de Queriote. Nada é dito na Bíblia do seu passado além da sua cidade natal vinculada ao seu nome. Uma frase pode resumir a sua vida: Tão perto do Salvador, mas tão longe da Salvação. O seu título maior – o traidor do Messias. Isso foi conquistado não por determinação ou predestinação divina; porém, por sua própria e deliberada vontade.

ALGUMAS SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS:

a) Ambos se tornaram personalidades famosas, conhecidas no mundo inteiro. Chamaram a atenção pelos seus feitos.

José, como símbolo do bem e Judas, como a própria encarnação do mal!

b) Ambos fizeram parte de projetos especialíssimos e estratégicos de salvação de pessoas:

José, de um projeto de salvação do mundo Egípcio e nações vizinhas fadados ao aniquilamento e extinção, pela fome.

Judas, de um projeto de salvação do mundo Judeu e nações gentílicas fadados à perdição eterna, pelo resultado do pecado. Notadamente, o projeto do qual José participou era de natureza material. Por outro lado, o projeto do qual Judas participou era de natureza espiritual. Entretanto, José teve um comportamento espiritual e Judas, um comportamento carnal.

c) Ambos integraram grupos, com lideranças definidas.

José integrou o grupo dos doze filhos de Jacó, liderado por Jacó, que é a base e fundamento da nação de Israel, o povo escolhido de Deus.

Judas integrou o grupo dos doze apóstolos, liderados por Jesus, que é a base e fundamento da Igreja (Ef 2.20), o novo povo escolhido de Deus.

d) Ambos trilharam seus próprios caminhos, mapeados pela narrativa bíblica:

José, um adolescente mimado, confuso e protegido do pai, precisou perder tudo, para parar de se preocupar apenas com o seu próprio status, conforto e bem-estar pessoal, para aprender a depender somente de Deus e para aprender a distribuir os bens materiais por todos os seus irmãos e demais seres humanos.

Judas, um homem feito, determinado, egoísta, sonso, teve toda a oportunidade possível para aprender com o Mestre dos mestres sobre o amor ao próximo, a solidariedade humana e a compaixão. Entretanto, preferiu se aproveitar materialmente de uns poucos trocados pertencentes ao seu grupo em benefício próprio. Triste escolha. Valiosa oportunidade perdida.

e) Ambos exerceram um papel, desempenharam uma função que tinha tudo a ver com provimento e administração de recursos materiais. Recursos esses que deveriam ser bem geridos em prol do bem-estar de todo o grupo.

José, orientado e dependente de Deus, na qualidade de administrador de Faraó, demonstrou algumas das mais importantes qualidades de um mordomo dos bens alheios:

– Humildade: “… escolha Faraó um homem ajuizado e sábio e o ponha sobre a terra do Egito.” (41.33)

– Temor e convicção: “Deus dará resposta….” (41.16)

– Propriedade e clareza: “O sonho de Faraó é….” (41.25)

– Senso de urgência: “… e Deus se apressa a fazê-la.” (41.32)

– Competência de administrador: “Faça isso Faraó…” (41.34)

– Transparência administrativa: “Assim, ajuntou José muitíssimo cereal, como a areia do mar, até perder a conta, porque ia além das medidas.” (41.49). O resultado da sua boa administração foi armazenado nos celeiros de Faraó e era visível a todos.

Judas, movido pela ganância e pela intenção de levar vantagem em tudo, na qualidade de “gerente financeiro” do grupo de Jesus, demonstrou algumas das mais características marcas de um péssimo, interesseiro e defraudador mordomo dos bens alheios:

– Traidor, infiel, que age premeditadamente contra o seu “patrão”: “Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, o que estava para traí-lo, disse:” (Jo 12.4).

– Desprezo ao seu “patrão” reduzindo-o ao valor de um escravo: “Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.” (Mt 26.15)

– Falso interesse pelo próximo: “Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres? Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres;” (Jo 12.5). Na verdade, o que lhe interessava era o próprio umbigo.

– Falta de transparência, ausência de prestação de contas; pois fazia retiradas sem autorização: “Mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava. (Jo 12.6)

– Aparente afetividade e carinho, porém com fins escusos. “E, logo que chegou, aproximando-se, disse-lhe: Mestre! E o beijou.  Então, lhe deitaram as mãos e o prenderam.” (Mc 14.45-46). Administradores como Judas precisam conquistar a confiança do patrão para poder meter a mão.

Cuidado!!!!!  Parece José, mas é Judas!!!

Igreja, a comunidade do Perdão

Introdução

Primeiramente a igreja é a “comunidade dos santos” justificados pelo sangue remidor de Jesus. Mas ela também é a “comunidade do amor”, conforme síntese da lei, proferida por Jesus (Mt 22.37-39). E por que não dizer a “comunidade do perdão”? Do perdão recebido de Deus que deve ser estendido ao nosso irmão.

Sob a ótica humana, a igreja teria tudo para não dar certo, pois é a união de pessoas heterogêneas (raça, costumes, grau de instrução, poder aquisitivo etc.). Entretanto, os salvos são unidos pelo Espírito em um só corpo (Ef 4.4-5). O amor e o perdão são elementos essenciais para a união dos regenerados do Senhor.

Alguns aspectos sobre a relevância do perdão:

1. O que é perdão? (etimologia)

Palavras gregas traduzidas como perdão e outras:

aphíemi – perdão, deixar ir, enviar para longe, soltar, mandar embora, despachar, cancelar, remir, divorciar, etc.

aphesis – perdão, desobrigação, cancelamento etc.

paresis – perdão, remissão, não levar em conta, deixar passar, deixar ir sem castigo etc.

O perdão inclui o cancelamento do efeito do pecado cometido.

2. Qual a necessidade e o sentido do perdão?

Todos necessitam, porque pecam (…quem não tem pecado atire a primeira pedra….) (Jo 8.3-11; Sl 78.38-39).

O perdão só faz sentido se o arrependido e perdoado se predispõe a não viver na prática do pecado (…vai e não peques mais….) (1 Jo 5.18)

O perdão aproxima aqueles que a transgressão separou.

3. Qual a base para o perdão ao próximo?

O perdão recebido de Deus (Mt 18.23-27; Rm 4.7-8; Cl 2.13-14; 3.13; 1 Jo 1.9-10).

O homem perdoa seu devedor (Mt 6.12) e até o seu inimigo (Mt 5.38-48; Rm 12.19) como consequência do perdão recebido de Deus, em Cristo. Isso só se torna possível pela habitação do Espírito Santo no crente regenerado.

4. Qual a condicionante do perdão?

Na oração modelo (Mt 6.12, 14-15; Mc 11.25-26; Lc 11.4);

Perdoar para ser perdoado por Deus (Mt 6.14-15; Lc 6.37);

O perdão divino como motivação para o perdão ao próximo (Mt 18.23-35; Ef 4.32; Cl 3.13-14).

5. Qual o limite para o perdão?

Setenta vezes sete  (Mt 18.21-22)

Sete vezes por dia (Lc 17.3-4)

O perdão divino deve produzir um crédito elevado de perdão no cristão.

Mais perdão -> mais amor (Lc 7.40-50)

6. Qual a instrução bíblica para a prática da reconciliação e do perdão na igreja?

Os 3 passos progressivos (Mt 18.15-35)

Disciplina com misericórdia (2Co 2.5-11)

7. Quem perdoa esquece? 

Quem perdoa se predispõe a esquecer. Entretanto, podem ficar marcas indeléveis; marcas de feridas cicatrizadas que não doem mais. (Sl 103.11-12)

8. O perdão pode ser dado a quem não se arrependeu da transgressão cometida?  

Talvez não (Lc 17.3) / Talvez sim (Lc 23.34)

9. Existe relação entre falta de perdão e doença?

A raiz de amargura perturba a alma e adoece o corpo (Hb 12.15)

10. Qual o pecado que não tem perdão?

Contra o Espírito Santo (Mt 12.31-32; Mc 3.28-29; Lc 12.10)

Conclusão

“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Ef 4.31-32)


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Igreja, a comunidade do Perdão (pdf)

Qual é o teu Cristo?

Qual é o teu Cristo?

Neste mundo há muitos cristos; de muitas formas, de várias cores, de vários tamanhos.
Cristos feitos, cristos inventados, cristos moldados, cristos deformados, cristos tristes e cristos desfigurados.
Há cristo para cada gosto, cada interesse, cada objetivo, e cada projeto.

Há o cristo das belas artes, um motivo como tantos outros para expressar uma forma ou exibir uma escola, pelo homem criada. É cristo para se ver, apreciar ou criticar, para exaltar o autor, seu talento, sua invencionice. É um cristo despido de autoridade, sem expressão, sem dignidade.

Há o cristo da literatura, da prosa, do verso, da forma, do estilo, do livro famoso, dos best-sellers.É um cristo pretexto que serve de texto dentro de um contexto, que ajuda o seu autor a faturar mais e ser mais lido e procurado.

Há o cristo das cantigas, deturpado, maltratado, irreverente, tratado. Aparece na crista das ondas, estoura nas paradas, é cantado nos salões e circula os milhões como mercadoria, para enriquecer as empresas.

Há até o cristo do cinema e do teatro, sucesso de bilheteria, é a explosão da arte moderna, fazendo a caricatura da maior personagem da história. É o cristo musicalizado, encenado, industrializado. É cristo para espetáculo, para os olhos, para os ouvidos, para o lazer e a higiene mental.

Há o cristo do crucifixo, de pedra, de mármore, de madeira, de metal. É cristo para a parede, para o colar da mocinha, para o peito piloso do rapaz excêntrico. É apenas ornamento ou simples decoração. Embora alguns lhe prestem culto; ele não vê, não ouve, não entende.

Há o cristo dos teólogos, difícil de entender, complicado… é cristo para eruditos, para cultos, privilegiados. É só para ser discutido, analisado, dissecado, aceito intelectualmente. Não modifica, não transforma, não regenera, não muda. É cristo aristocrata, de elite.

Há também, infelizmente, o cristo de certos cristãos que ainda o têm no túmulo. É cristo crucificado, morto e sepultado, e ainda conservado na tumba dura e fria. É o cristo que não vive porque os seus adoradores estão mortos e não despertaram para uma vida nova; a vida do próprio Cristo, da qual, lamentavelmente não se apossaram.

O meu Cristo não é nenhum desses:
O meu Cristo é Filho de Deus que foi encarnado, viveu, sofreu, foi condenado, morto e sepultado por causa de meus pecados.
O meu Cristo não ficou preso na sepultura escura. Ele ressuscitou, subiu ao céu e reina à direita do Pai.
O meu Cristo é respeitado, admirado, cultuado, adorado….porque está vivo….bem vivo!
O meu Cristo vive nas palavras que proferiu, nos ensinos que deixou, nos atos que praticou e na obra que realizou.
O meu Cristo vive nas almas que Ele salvou.
O meu Cristo vive… eu sei bem disso e não tenho nenhuma dúvida.

O MEU CRISTO VIVE EM MIM.

ALELUIA!!!

(Autor desconhecido)