Propostas capciosas

“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.” (Dt 30.19-20)

Introdução

Negociação é uma prática muito comum em regimes democráticos. É uma espécie de troca. É o exercício do livre arbítrio. A negociação se desenvolve na base de “propostas” e “contrapropostas”. Vivemos num mundo de propostas, qualquer que seja a área considerada: afetiva, profissional, comercial, religiosa, etc..

De quem recebemos propostas?

– Dos homens: Os homens fazem propostas entre si, cada um visando os seus próprios interesses. Precisamos de muita prudência neste sentido;

– De Deus: A grande “proposta” de Deus em Cristo está Mateus 11.28-30. A trágica consequência da rejeição em Marcos 16.16. A necessidade de uma decisão pessoal em Deuteronômio 30.19- 20. Lembre-se que cada salvo é um porta-voz da proposta divina;

– De Satanás: Usando diferentes meios e métodos, o diabo tenta destruir o relacionamento do homem com Deus (Eva – Gn 3.4,5 / Cristo – Mt 4.8,9; Mc 15.31,32). É muito perigoso negociar com ele, pois ele é sutil, astuto e mentiroso. Sua estratégia consiste em seduzir com propostas atraentes e perigosas.

Segundo o texto de Hebreus 3.1-2, devemos atentar para os exemplos de fidelidade a Deus e à sua palavra, encontrados no Senhor Jesus e em Moisés. Para tanto, faz-se necessário resistir a todas as propostas capciosas (que induzem ao erro) e comprometedoras, do mundo e de Satanás (Tg 4.7).

A título de alerta, consideremos a situação vivida por Moisés. Vejam só a sutileza das propostas feitas a ele, por Faraó:

1. NÃO É NECESSÁRIO SAIR

 “Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra..” (Ex 8.25b) (Após 4ª praga).

Moisés fora chamado por Deus para liderar a libertação do povo de Israel do Egito e da escravidão penosa a que estava submetido (Êx 3.7-8). A fala de Moisés a Faraó não era tão explícita; reivindicava a saída do povo ao deserto (caminho de três dias) com o fim de celebrarem uma festa ao Senhor (Êx 3.18; 5.1). Naturalmente que Faraó não concordava com tal pleito, o que já havia sido previsto, tudo fazendo para desarticular a liderança de Moisés. Entretanto, após a 4ª praga enviada por Deus, Faraó se vê forçado a negociar e, então, faz sua primeira contraproposta capciosa. Ao longo da história e ainda hoje, ele continua fazendo esta mesma proposta aos seres humanos, através de muitas seitas, falsas igrejas e filosofias humanas: sirva a Deus como você é, e onde você está. É puro engano; é cilada conhecida (Sl 50.16-17; 2Co 6.15-18; Gl 1.3-4).

EVANGELHO SEM CONVERSÃO é a sutileza desta 1ª proposta:

Cuidado! Egito é figura do “mundo sem Deus”, do mundanismo. Faraó é figura de Satanás, que se apresenta aos humanos de várias formas. Não existe salvação eterna e libertação da escravidão do pecado sem o Evangelho de Jesus Cristo e sem o Salvador Jesus Cristo do Evangelho! Evangelho sem conversão, sem transformação, sem novo nascimento, sem rompimento com o passado e com o pecado é qualquer coisa, menos o Evangelho de Cristo! É preciso sair sim, “caminho de 3 dias” – “da paixão e morte de Cristo à sua ressurreição”!!!

2. NÃO É NECESSÁRIO IR MUITO LONGE

“..saindo, não vades muito longe..” (Êx 8.28) (Após 4ª praga).

Moisés não aceita a contraproposta, nem está disposto a negociar o que foi estabelecido pela palavra de Deus. A palavra de Deus não é negociável! Faraó, então, aparenta ceder, mas sutilmente saca outra das suas propostas capciosas. Esta, também, foi e continua sendo muito usada.

EVANGELHO SEM CONSAGRAÇÃO é a sutileza desta 2ª proposta:

Esse é o perigo da “pequena distância” entre o cristão e o mundo (mundanismo). Trata-se da sutil “doutrina do equilibrismo”: um pé na igreja e o outro no mundo. Em outras palavras, a voz de Satanás continua ressoando: “não sejam muito diferentes do mundo”. Satanás tem conseguido incutir nos incrédulos a ideia de que não vale a pena “perder as coisas do mundo”; e em muitos crentes, a ideia de que é perfeitamente possível aproveitar os dois lados. Entretanto, o Senhor Deus jamais aceitará obediência pela metade (Tg 4.4-5; 1Jo 2.15; Rm 8.9,11). É preciso ir longe sim! É preciso buscar consagração e santificação, “sem a qual ninguém verá o Senhor”!

3. NÃO É NECESSÁRIO INCLUIR A FAMÍLIA

“..ide somente vós os homens, e servi ao Senhor..” (Ex 10.11) (Após 7ª praga).

Faraó mudou sua decisão de deixar o povo ir e o Egito teve que passar por mais três pragas. Após a sétima praga ocorre mais um embate entre Moisés e Faraó, quando este apresenta sua terceira proposta capciosa.

EVANGELHO SEM COERÊNCIA é a sutileza desta 3ª proposta:

Evangelho sem coerência é o evangelho que se vive solitário, sem testemunho, sem compartilhar com o próximo o amor de Deus, principalmente quando esse próximo é a própria família de sangue. Manter parte da família no mundo é o grande trunfo do inimigo. É uma espécie de garantia de retorno daqueles que “saíram para servir ao Senhor”. Quantos têm caído nesta cilada? Em seu egoísmo espiritual têm abandonado a família. A salvação é individual, mas Deus quer ver cada família salva e servindo-o. Nossas prioridades precisam ser: 1º) Deus, 2º) A Família e 3º) A Igreja. É preciso incluir a família sim, não por força, nem por violência, mas pela operação do Espírito Santo nos corações! Não queremos, nem podemos aceitar a ideia de deixar parte da família fora do projeto salvador de Deus!

4. NÃO É NECESSÁRIO ENVOLVER OS BENS

“Fiquem somente os vossos rebanhos e o vosso gado..” (Ex 10.24) (Após 9ª praga).

Faraó não aceitou a recusa de Moisés e o Egito teve que passar por mais duas pragas. Após a nona praga Faraó tenta sua última e igualmente astuta investida.

EVANGELHO SEM COMPROMISSO é a sutileza desta 4ª proposta:

Quando o tentador não consegue reter o homem, procura reter a sua família. Quando não consegue reter nem o homem e nem a sua família, procura, então, reter os seus bens. Com que finalidade? Para que os seus bens não sejam investidos no desenvolvimento da Obra de Deus ou, para subjugá-lo através desses bens, deixando-o inoperante no serviço do reino. Quando nos convertemos a Deus, passamos a pertencer a ele, juntamente com os nossos bens. Ele passa a ser o Senhor de tudo e nós seus servos. Deus não precisa dos nossos recursos financeiros, mas sua igreja sim. É claro que vamos colocar esses recursos nos lugares certos, para não cometer a ingenuidade de enriquecer determinados “donos de igreja” que existem por aí. É preciso compromisso sim na obra de Deus; compromisso de vida, serviço e bens!

Conclusão

Moisés não se deixou enganar (Ex 12.31,32,36). E nós, o que faremos?

Vamos dizer sempre um firme e sonoro não ao:

  • EVANGELHO SEM CONVERSÃO
  • EVANGELHO SEM CONSAGRAÇÃO
  • EVANGELHO SEM COERÊNCIA
  • EVANGELHO SEM COMPROMISSO

Um bilhete debaixo da porta

Certa igreja cristã tinha um órgão de tubos, um sistema de som sem defeito, o mais sofisticado “datashow” e duas telas grandes, uma à direita do púlpito e outra à esquerda, além de uma tela pequena voltada para o ministro oficiante. Para os membros e visitantes falantes de outras línguas havia fones de ouvido com tradução simultânea do inglês para seis diferentes idiomas (português, francês, alemão, russo, chinês e coreano). Os deficientes auditivos tinham como captar a liturgia e o sermão, graças a um simpático e jovem casal que se comunicava com eles por meio da linguagem de sinais. O coro era formado de mais ou menos cem pessoas, todas de beca, em quatro cores diferentes (branco para os sopranos, azul celeste para os contraltos, vermelho para os tenores e marrom para os baixos). Uma mulher bonita e elegante era a regente. Eles conheciam e cantavam quase todas as cantatas de Johann Sebastian Bach. Uma orquestra de câmara tocava o prelúdio, acompanhava os hinos congregacionais e, às vezes, acompanhava também o coro. O regente da orquestra era um senhor de meia-idade que usava um rabicho que combinava com as longas abas de seu fraque. Os bancos eram almofadados e espaçosos, com um confortável estrado para os pés.

O pastor titular era culto, falava com eloquência, citava de cor palavras e frases do grego e do aramaico e trechos dos mais notáveis teólogos da Europa. Usava vestes talares de cores diferentes, uma para cada ocasião do calendário litúrgico. Para evitar a mania do pecado, ele quase não pregava sobre o assunto. Como consequência natural desse escrúpulo, o reverendo omitia também qualquer referência à expiação e ao perdão de Deus, mediante Jesus.

A membresia era formada de homens e mulheres da alta sociedade. Todos estavam “bem de vida” e possuíam tudo de que precisavam e também o supérfluo. A aparência não podia ser melhor. Porém, no íntimo e aos olhos de Deus, eles, o pastor titular e os outros onze pastores (o número nunca era menor nem maior, para coincidir com os doze patriarcas e os doze apóstolos), eram todos miseráveis, infelizes, pobres, cegos e nus. De vez em quando, um ou outro membro da liderança sentia um forte arrepio e estremecia com a formalidade ostensiva da igreja e com o seu distanciamento cada vez maior do evangelho e da própria pessoa de Jesus.

Certa manhã, quase na hora do culto matutino, quando os diáconos foram abrir as portas do templo, encontraram debaixo da porta principal um bilhete no qual estava escrito:

“Eu estou [aqui do lado de fora] batendo à porta constantemente. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei e farei companhia a ele, e ele a mim”.

Era um recado endereçado ao pastor titular, da parte “daquele por meio de quem Deus criou todas as coisas!” (Ap 3.14-22).

Parece que a igreja não reagiu à altura e veio a morrer. Ela não existe mais. No quarteirão onde ficava o seu templo, hoje há um “shopping center”!

Extraído da Revista Ultimato – Nº 334 – Janeiro-Fevereiro 2012

Amigo, que ser é este?

Do pó da terra Deus fez o homem,
Da costela do homem, a mulher,
Da sublime e misteriosa fusão destes dois,
Os filhos, a raça humana.

E o amigo, como se fez?

As riquezas multiplicam os amigos,
Mas esses não são amigos verdadeiros,
São interesseiros travestidos de amigos.
Nas vitórias, meus amigos me conhecem;
Nas derrotas (ou nas dificuldades), eu conheço os meus amigos.

As redes sociais multiplicam os amigos,
Mas esses são amigos virtuais,
Alguns são amigos reais, outros, eventuais,
Muitos são apenas conhecidos,
Outros, até desconhecidos.

E o amigo, como se fez?

Será que foi o destino? Não!
O destino faz os parentes, a escolha os amigos.
E há amigo mais chegado do que irmão.
Porque um irmão pode não ser um amigo,
Mas um amigo será sempre um irmão.

Os laços de sangue fazem os parentes,
O amigo é resultado da junção de alguns atributos e qualidades:
A paciência, a compreensão, o carinho e o amor que são típicos da mãe.
A determinação, a força, a decisão e a razão tirados do pai.
A pureza, a espontaneidade, a alegria e a sinceridade das crianças.
A ternura, a experiência e a moderação dos avôs e das avós.
Da mistura de tantas qualidades surgiu alguém tão especial nas nossas vidas:
– O amigo!

Há amigos de vários matizes,
Cada um com seu jeito próprio de ser.
Há aqueles, com matizes mais claros,
Que nos despertam para a beleza da vida, para a esperança.
Há aqueles, com matizes mais escuros,
Que revelam a obscuridade de nossos atos e comportamentos.
Há aqueles, com matizes mais vívidos,
Que nos motivam e energizam para as realizações e desafios da vida.
Há aqueles, com matizes mais suaves,
Que nos ensinam o silêncio, a internalização e o autoconhecimento.

Amigo é alguém que sabe quase tudo a nosso respeito e gosta de nós assim mesmo.
Isto não é incrível?
Porque amigo é uma pessoa com quem você ousa ser você mesmo.

Amigo não é aquele que diz tudo o que você quer ouvir;
Nem aquele que concorda com todas as tuas opiniões.
Amigo é aquele que diz tudo o que você precisa ouvir;
Até mesmo contrariando tua opinião.
Porque amigo não é a duplicação egocêntrica do nosso ser,
Mas uma referência independente e distinta,
Capaz de gerar em nós elementos para uma sadia reflexão!

Você tem amigos?
A única forma de ter um amigo é ser um.
Lembre-se de que mais importante do que fazer novos amigos é conservar os antigos.

Você tem inimigos?
Acredite que a única forma segura e certa de destruir um inimigo é torná-lo um amigo.

E, quem é o melhor amigo?
Jesus é o melhor amigo! Por que?
Porque ele é o amigo de todas as horas!
Porque ele jamais te decepcionará ou abandonará!
Porque ele é perfeito em todos os seus caminhos!
Porque ele é o Caminho, a Verdade e a Vida!
Porque ele é o Salvador Eterno!

Quem é amigo de Jesus? Ele mesmo responde:
“Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.” (Jo 15.14)

Reflita e louve a Deus com a letra deste cântico:

Não existe nada melhor
Do que ser amigo de Deus
Caminhar seguro na luz
Desfrutar do seu amor
Ter a paz no coração
Viver sempre em comunhão
E assim perceber
A grandeza do poder
De Jesus meu bom pastor.

Cristo permanece fiel?

“Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” (2Tm 2.11-13)

Há versículos na Bíblia, ou parte deles, que certamente ficam mais marcados em nossa memória do que outros.  Um destes, ou a parte inicial dele, é “se somos infiéis, ele permanece fiel” (2 Tm 2.13). É muito comum que pessoas ligadas a uma igreja e que se consideram salvas por Cristo retenham em suas mentes essa afirmação e, associada a ela, a interpretação apressada de que “ainda que eu seja infiel, Deus ou Cristo continuará fiel a mim”. Alguns elementos corroboram para tal interpretação do texto bíblico: a) O racionalismo existencial e as máximas: “– Pecar é humano;” “– Deus é todo amor;” b) A sublimação e a automisericórdia; c) A pressa que conduz à desconsideração dos princípios básicos da exegese, sendo um deles o que aponta para a necessidade de observar o texto no seu contexto. Então, qual é a interpretação correta desta afirmação?

É interessante, inicialmente, conceituar o adjetivo “fiel”. Alguns dos significados apresentados pelo dicionário são: (1) Que guarda fidelidade. (2) Que cumpre aquilo a que se obriga. (3) Que tem afeição constante. (4) Leal. (5) Honrado, probo. (6) Exato, pontual. (7) Verídico. Portanto, ser fiel a Cristo é ser leal, verdadeiro, cumpridor dos seus ensinamentos e do compromisso de segui-lo tão de perto e tão integralmente até que se forme em nós a sua própria imagem, ao ponto dos outros verem Cristo em nós! (Gl 2.19-20; Rm 8.29; 2Co 3.18; Cl 3.10). É ser alguém que procede segundo o que está no coração e na mente de Deus: “Então, suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na mente;” (1 Sm 2.35). Aí você dirá: “e qual é o ser humano capaz de cumprir tão elevado padrão sem nunca falhar?” Boa pergunta! Isso me faz lembrar dos clássicos “3P” da Salvação em Cristo:

1º) Somos salvos da PENA do pecado (Rm 8.1);

2º) Somos salvos do PODER do pecado (Rm 6.14);

3º) Seremos salvos da PRESENÇA do pecado, quando deixarmos este corpo terrestre (Rm 13.11).

Portanto, ainda estamos sujeitos a pecar, eventualmente. É bom lembrar o que diz João: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1Jo 3.9). Viver na graça não é viver sem pecar, porém, está longe de ser um viver uma vida de libertinagem! O grande problema de muitos cristãos, hoje e sempre, é a perda da sensibilidade e da capacidade de discernir o que desagrada a Deus. Algumas das causas são: não dar lugar ao Espírito Santo, abandono da Bíblia, falta de orientação dos líderes ou de interesse dos próprios etc. Não nos esqueçamos do que Jesus disse: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6.46) e, ainda: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.” (Jo 15.14)

O que acontece quando pecamos, quando somos infiéis a Cristo?

1º) Perdemos a comunhão com ele (1Jo 1.6)!

Isto é básico no ensinamento bíblico: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” (Is 59.2). Ninguém se iluda; enquanto não nos arrependermos e não confessarmos os nossos pecados, permaneceremos nesse estado de afastamento de Deus! Estaremos entregues à nossa própria sorte, pois Deus não tem compromisso com infiéis. Entretanto, a sua vontade é de que voltemos para ele, como o pai do filho pródigo: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1Jo 1.9)

2º) Cristo permanece fiel! A quem ou a que?

Certamente que não é aos infiéis, pois a comunhão estará cortada até que estes se arrependam e confessem os seus pecados!

Ele permanece fiel a si mesmo, conforme a parte final do versículo: “pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” (2Tm 2.13). Fiel ao seu caráter de pureza e santidade que repudia o pecado. Fiel a si mesmo como o Remidor enviado pelo Pai para pagar o preço do resgate do pecador arrependido que pela fé se chegue ao trono da graça divina.

Ele permanece fiel à suas promessas e afirmações, conforme diz o versículo 12: “se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará;”. Na bíblia há uma infinidade de afirmações, promessas e bem-aventuranças para os que estão em Cristo; e, também há outras tantas afirmações e maldições para aqueles que permanecerem longe dele, trilhando o caminho da impiedade e infidelidade. A todas essas bênçãos e maldições Cristo permanece fiel.

Então, encerramos esta reflexão, reescrevendo e transferindo a você a proposta que Josué fez ao povo de Israel em Josué 24.14-15:

“Agora, pois, temei ao SENHOR e servi-o com integridade e com fidelidade; deixai de lado aqueles prazeres pecaminosos e efêmeros da carne e o caminho dos ímpios ao teu redor e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se ao maligno e príncipe das trevas, ou aos ímpios e errantes em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Js 24.14-15 adaptado)

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Ap 2.10b)

Os absolutos de Deus

O que são os absolutos de Deus? Que importância têm?

São algumas verdades estabelecidas por Deus e encontradas em sua palavra escrita – a Bíblia – de caráter permanente e imutável, que dizem respeito à existência e vida dos seres humanos. Elas afetam diretamente o indivíduo, a família e a sociedade. Crer e se orientar pelos absolutos de Deus é o que de melhor o ser humano pode fazer para sua prosperidade e felicidade na terra e para alcançar a vida eterna. Negá-las e desprezá-las traz conseqüências e perdas irremediáveis e inevitáveis, no tempo presente e, perdição eterna.

Os cinco primeiros itens abaixo determinam a divisão da humanidade em dois grupos distintos – as criaturas de Deus e os filhos de Deus – e têm implicações eternas. Os últimos cinco dizem respeito a aspectos importantes na vida terrena.

  1. [DEUS] Há um só Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – real e presente, que domina sobre o mundo espiritual e sobre o universo material por ele criado e que requer a obediência do ser humano. (At 17.24-28)
  2. [PECADO] O pecado do ser humano determinou e determina a sua separação de Deus, isto é, morte espiritual e morte eterna. (Rm 5.12)
  3. [JESUS] Jesus é o Filho de Deus e o único mediador entre Deus e o ser humano. (1Tm 2.5)
  4. [SALVAÇÃO] O dom gratuito de Deus é a vida eterna, concedido por sua infinita graça aos que crêem em Jesus e em sua obra redentora na cruz do Calvário, aos quais também é concedido o dom e a habitação do Espírito Santo. (Rm 6.22-23)
  5. [FILHOS DE DEUS] Existem as criaturas de Deus e existem os filhos de Deus; as criaturas são todos os descendentes naturais de Adão e os filhos de Deus são apenas os gerados pelo Espírito Santo e pela fé em Jesus Cristo (Jo 1.12-13). Há que se notar a diferença entre ambos.
  6. [DOMÍNIO] Deus deu ao ser humano o domínio sobre a terra, que deve ser exercido com sabedoria e para o bem de todos. (Gn 1.26-31)
  7. [TRABALHO] Deus estabeleceu seis dias de trabalho e um de descanso. (Ex 20.9)
  8. [FAMÍLIA] Deus instituiu a família a partir do casamento monogâmico e heterossexual, visando à felicidade e à preservação do ser humano (Gn 2.24).
  9. [AUTORIDADE] Deus estabeleceu o princípio de autoridade do homem sobre a mulher – “autoridade de homem”. (1Tm 2.12; Gn 2.18; 3.16c; 1Co 11.3, 8-9)
  10. [AMOR] Deus estabeleceu dois princípios básicos para a prosperidade e felicidade do ser humano: o amor a Deus, sobre todas as coisas e o amor ao próximo como a si mesmo. (Mt 22.37-39)

Essas verdades têm sido objeto de contínuos ataques de Satanás. Os resultados já podem ser percebidos à nossa volta. É claro que a culpa não é toda dele, mas o inimigo de Deus sabe o quanto é devastador o efeito da remoção de tais absolutos da vida do ser humano, daí o seu empenho. Ele sabe, também, do pouco tempo que lhe resta e como é imperativo agir rápido. Vale à pena, em próximos posts, mostrar um pouco do modo como esses ataques estão acontecendo.

Sete Princípios de Vida e Força Interior

Num mundo de tantas informações e apelos, fixemo-nos nos Princípios e Conceitos baseados na Bíblia Sagrada. Aqui estão alguns deles….

1.   Nunca penses que serás capaz de conduzir a tua vida sozinho, sem a ajuda de Deus. (Dependência Divina)

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará.” (Sl 37.5)

 2.   Dá o melhor de ti para o engrandecimento do Senhor e do seu reino e em troca ele te suprirá com as coisas necessárias à vida. (Prioridade)              

“..buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33)

 3.   Não vale a pena andar ansioso ou preocupado, pois isso seria sofrer antecipadamente por algo que provavelmente não irá acontecer. O pensamento negativo atrai coisas negativas. Entretanto… ”A Providência não dispensa a previdência.” (Confiança)          

“Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir.” (Mt 6.25)

“..aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece.” (Jó 3.25)

 4.   Faz a tua parte, conforme as tuas forças, com alvos e metas bem definidos e, considera que Deus fará a parte dele, segundo a sua soberana vontade. (Frutificação com Parceria) 

“Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15.5)

 5.   Viva um dia de cada vez, para não teres que carregar diariamente o fardo de todos os possíveis desafios futuros. (Equilíbrio)        

“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” (Mt 6.34)

 6.   Alimenta a tua mente com as lembranças das vitórias conquistadas pelo Senhor: na tua própria vida, nas dos irmãos e nas registradas na Bíblia. Louve ao Senhor com cânticos. (Suprimento)           

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” (Lm 3.21)

 7.   Não fixes o teu pensamento nas dificuldades da vida; da tua própria ou da dos outros, mas considera o poder  insuperável e disponível do Pai Celeste. Intercede e age no sentido de mudar o que for possível ser mudado. Entretanto, nossa esperança está posta na Pátria Celestial. (Inconformismo)

“Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra.” (Jó 42.10)

“Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,…”(Fp 3.20)

 PRC/1998

Recado de Anjo

Eu não sou muito chegado a acreditar em qualquer relato de manifestação angelical e espero que você também seja assim, pois tem muito inventor de história por aí. Porém, como ouvi diretamente de pessoa de meu relacionamento, íntegra, de caráter, que não tinha nenhuma necessidade de contar vantagem espiritual naquele momento de conversa informal entre umas poucas pessoas, não poderia deixar de levar a sério e refletir um pouco sobre o assunto. Ele é pastor e estava sendo convidado para assumir interinamente uma igreja, durante a viagem prolongada do pastor efetivo. Foi ali mesmo no templo daquela igreja, na frente do púlpito e voltado para a congregação, que, no momento da confirmação da aceitação ao convite, ele percebeu um vulto angelical lhe dando um recado muito simples, mais de profunda relevância. Num breve instante, aquele ser estendeu sua mão direita, e disse: SANTIDADE; estendeu a sua mão esquerda, e disse: JUSTIÇA; juntou as duas mãos à sua frente e finalizou, dizendo: AMOR. Posso até imaginar as muitas elucubrações que passam pela sua mente ao tomar conhecimento desse relato. Na verdade, não importa agora se você crê ou não na veracidade de tal testemunho ou visão. Você só não pode é deixar de crer que o ministério dos anjos a favor dos salvos é uma realidade bíblica e atual: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hb 1.14). Deixe de lado, por um momento, qualquer questionamento e, atente apenas para esse recado triplo em forma de coreografia. Fique tranquilo, não há aqui qualquer nova revelação ou nova doutrina ou algo que a Bíblia ainda não tenha dito. Há, sim, o destaque de três elementos indispensáveis à igreja de hoje e de todos os tempos. Aquele pastor entendeu de pronto o recado. Mas, vale a pena explorar um pouco mais o significado dessas três palavras. É claro que com cada uma delas dá pra escrever incontáveis livros. Assim, vamos nos deter apenas no essencial.

Santidade:

Santidade tem tudo a ver com o NÃO FAZER a coisa errada, isto é, aquilo que desagrada a Deus e recebe o nome de pecado. Santidade começa com “S”, “S” de Separação de tudo que é mal e corrompido. Como é difícil para o ser humano ouvir e obedecer ao “não” de Deus! Isso, por conta da inclinação da natureza humana para fazer o mal. No Éden, nossos primeiros pais tiveram muitos SIM e apenas um NÃO. E você já sabe o caminho que tomaram. Dos dez mandamentos registrados em Êxodo 20, oito são enunciados com um sonoro NÃO. Seria o Deus do AT um defensor da Pedagogia do NÃO? De fato o foco principal do AT é a insistência de Deus na santidade do seu povo. Por que? Porque o “não” de Deus é o limite que assegura a preservação do indivíduo, da família, da sociedade e da comunhão do homem com Deus. Ultrapassado esse limite de segurança, Deus está fora; você está por sua própria conta e risco.

“Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Lv 20.7)

“Disse o Senhor a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo.” (Lv 19.1-2; ver ainda 1Pe 1.16)

Justiça:

Justiça tem tudo a ver com o FAZER a coisa certa, aquilo que agrada a Deus. Justiça começa com “J”, “J” de Jesus. Jesus é a síntese e a expressão máxima desse FAZER a coisa certa; o modelo a ser seguido. Jesus é o sol da justiça (Ml 4.2) que veio ao mundo para trazer claridade às consciências em trevas. A quantidade de vezes que a palavra justiça aparece na Bíblia é impressionante. Em toda a Bíblia Deus é exaltado como Santo e Justo, contrastando com a perversidade e injustiça dos homens. Assim é que o FAZER de Jesus e os desdobramentos do FAZER de Jesus através do FAZER de seus seguidores enche as páginas de todo o NT.

Amor:

Nessa mesma linha, de conceito geral, o que é o amor? O amor tem tudo a ver com o QUERER BEM: a quem não faz a coisa errada e faz a coisa certa, que é o melhor caso e, também, a quem faz a coisa errada e não faz a coisa certa, que é o pior caso. Neste último caso, o amor toma a forma de misericórdia, não para aprovar o mal, mas para levantar e resgatar o caído. O amor é o elemento de equilíbrio, de estabilidade. Deus é amor, além de ser Santo e Justo. Jesus é a expressão máxima do amor de Deus. Em Jesus “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram.” (Sl 85.10)

Finalizando, para sua reflexão:

1)    Santidade e Justiça, sem amor é legalismo e farisaísmo. Lembra-se do caso da mulher apanhada em adultério?

2)    Amor, sem santidade e justiça é ilusão, tapeação e perdição.

3)    A Santidade e Justiça sem amor, diz: “Manhã após manhã, destruirei todos os ímpios da terra, para limpar a cidade do SENHOR dos que praticam a iniqüidade.” (Sl 101.8)

4)    O AMOR que gera a Santidade e Justiça, diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mt 11.28-30)

Essa coreografia, usando a Bíblia, fica assim:

Bíblia aberta entre o AT e o NT e virada pra frente.

1)    Lado direito – AT – SANTIDADE (Antiga Aliança – a busca da santidade para satisfazer a justiça divina)

2)    Lado esquerdo – NT – JUSTIÇA (Nova Aliança – a satisfação da justiça divina em Jesus que produz santidade de vida)

Bíblia fechada, segura por ambas as mãos na posição de entregar a alguém:

3)    Uma grande prova de AMOR a Deus e ao próximo – a entrega da Palavra de Deus, do Evangelho, ao nosso semelhante.

Quanto MAIS, melhor…

De vez em quando é bom dar uma parada geral, respirar fundo e refletir um pouco sobre a letra desse clássico da música sacra, ouvindo a melodia.

SUBLIME ANSEIO

Mais vontade dá-me de odiar o mal,
Mais calma em pesares,
Mais alto ideal,
Mais fé no meu Mestre,
Mais consagração,
Mais gozo em servi-lo,
Mais grata oração.

Mais prudência dá-me,
Mais graça e amor,
Mais firme na causa, faze-me Senhor;
Mais reto na vida,
Mais triste ao pecar,
Mais humilde filho,
Mais pronto em amar.

Mais pureza dá-me,
Mais força em Jesus,
Mais do teu domínio,
Mais paz pela cruz,
Mais rica esperança,
Mais obras aqui,
Mais celeste anseio,
Mais vida por ti.

Hino: Mais vontade dá-me
Autoria: Philip Paul Bliss (1838–1876)
Tradução: Antonio Ferreira de Campos (1866–1950)

Você já cuidou da sua vida espiritual hoje?

A expressão “você já deu a sua raspadinha hoje?” fez tanto sucesso que produziu muitos filhotes, do tipo “você já …. hoje?“.

Deixando de lado, é claro, aquelas frases inomináveis produzidas pelo submundo imoral da internet, aparecem algumas interessantes, ainda que nossas velhas conhecidas:

Ligadas a relacionamentos:

Você já perdoou hoje?

Você já disse “eu te amo” hoje?

Você já beijou hoje?

Você já abraçou hoje? ou, Você já ganhou um abraço hoje?

Você já elogiou alguém hoje? (terapia do elogio)

Você já ligou para os seus pais hoje?

Para melhorar o clima e para aprimoramento:

Você já sorriu hoje?

Você já viu o céu hoje?

Você já se olhou no espelho hoje?

Típica da luta pela sobrevivência:

Você já matou o seu leão de hoje?

Foco no “market share” e muito $$$:

Você já ouviu seu cliente hoje?

Você já abraçou seu cliente hoje?

Você já abraçou sua meta hoje?

Você já teve uma grande idéia hoje?

Lembrando dos outros:

Você já fez a sua boa ação de hoje?

Coisas do mundo virtual:

Você já “twittou” hoje?

Você já “blogou” hoje?

Você já viu os seus e-mails hoje?

Você já fez backup hoje?

Para não esquecer da preservação do meio ambiente (sustentabilidade):

Você já fez algo sustentável hoje?

Para manter a Saúde:

Você já bebeu água hoje?

Você já tomou os seus remédios hoje?

Você já marcou a consulta médica hoje?

A maioria dessas frases se propõe a chamar a nossa atenção para aspectos importantes da vida que, no corre-corre do dia a dia acabam ficando no esquecimento. As vezes, as consequências de tal negligência existencial só serão percebidas mais adiante e, com frequência, quando já não há mais como recuperar o estrago causado. Então, fique ligado!

Essas aqui, têm tudo a ver com a Fé Cristã, com uma Vida Espiritual sadia:

Você já falou com Deus hoje? (oração)

Você já agradeceu a Deus hoje? (gratidão)

Você já leu a Bíblia hoje? (nutrição espiritual)

Você já falou de Jesus hoje? (testemunho)

Você já evangelizou hoje? (evangelização)

Você já morreu hoje? (Jo 12.24-26)(entrega e serviço)

Deixo para sua inspiração e motivação as palavras de Jesus em João 12.24-26:

“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.
Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.
Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.”

Não perca a sua preciosa vida nos afazeres do cotidiano, mas, dedique-a prioritariamente ao cumprimento da missão que Deus te deu e viva para honrar e glorificar o seu santo nome!

Lembre-se:

Ontem é passado, não há mais o que fazer, somente recordar e, assim mesmo, o que realmente valer a pena, é claro.

Hoje é presente, “presente” de Deus pra você! Hoje é o tempo de fazer as coisas acontecerem!

Amanhã é futuro. O futuro pertence a Deus, mas você também tem participação nisso. É como diz aquele pensamento: “Você não pode escolher o que colher, mas pode escolher o que semear.” Portanto, o amanhã começa hoje, aqui e agora.

“pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.” (Hb 3.13)

Religião e Evangelho

Após ouvir um sermão missionário, um homem disse ao pastor:

“– Não consigo entender. A gente ouve dizer que o Brasil acolhe muitas religiões, que é um país extremamente religioso. Por que, então, introduzir mais uma religião, aumentando ainda mais a confusão? Será que já não temos religião que chega?” O pastor respondeu:

“– Amigo, eu não ligo para RELIGIÃO, mas me interesso profundamente pela divulgação do EVANGELHO. Há uma enorme diferença entre as duas coisas:

A RELIGIÃO é obra do homem; o EVANGELHO nos foi dado por Deus.

A RELIGIÃO é o que o homem faz por Deus; o EVANGELHO é o que Deus faz pelo homem.

A RELIGIÃO é o homem em busca de Deus; o EVANGELHO é Deus buscando o homem.

A RELIGIÃO é o homem tentando subir a escada da sua própria justiça, na esperança de encontrar-se com Deus no último degrau; o EVANGELHO é Deus descendo a escada da encarnação de Jesus Cristo e encontrando-se conosco, na condição de pecadores.

A RELIGIÃO tem bons pontos de vista; o EVANGELHO, boas novas.

A RELIGIÃO traz bons conselhos; o EVANGELHO, uma gloriosa proclamação.

A RELIGIÃO termina com uma reforma exterior; o EVANGELHO termina com uma reforma interior.

A RELIGIÃO pinta de cal branca o túmulo de nossas vidas; o EVANGELHO purifica nosso interior e produz vida abundante.

A RELIGIÃO muitas vezes se torna uma farsa; o EVANGELHO é sempre uma força, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que nele crê (Romanos 1.16).

Há muitas RELIGIÕES, mas apenas um EVANGELHO!”

(Toni Masumeci – Adaptado por mim)

Calendário Luz e Vida – 2004