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Propostas capciosas

“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.” (Dt 30.19-20)

Introdução

Negociação é uma prática muito comum em regimes democráticos. É uma espécie de troca. É o exercício do livre arbítrio. A negociação se desenvolve na base de “propostas” e “contrapropostas”. Vivemos num mundo de propostas, qualquer que seja a área considerada: afetiva, profissional, comercial, religiosa, etc..

De quem recebemos propostas?

Dos homens: Os homens fazem propostas entre si, cada um visando os seus próprios interesses. Precisamos de muita prudência neste sentido;

De Deus: A grande “proposta” de Deus em Cristo está Mateus 11.28-30. A trágica consequência da rejeição em Marcos 16.16. A necessidade de uma decisão pessoal em Deuteronômio 30.19- 20. Lembre-se que cada salvo é um porta-voz da proposta divina;

De Satanás: Usando diferentes meios e métodos, o diabo tenta destruir o relacionamento do homem com Deus (Eva – Gn 3.4,5 / Cristo – Mt 4.8,9; Mc 15.31,32). É muito perigoso negociar com ele, pois ele é sutil, astuto e mentiroso. Sua estratégia consiste em seduzir com propostas atraentes e perigosas.

Segundo o texto de Hebreus 3.1-2, devemos atentar para os exemplos de fidelidade a Deus e à sua palavra, encontrados no Senhor Jesus e em Moisés. Para tanto, faz-se necessário resistir a todas as propostas capciosas (que induzem ao erro) e comprometedoras, do mundo e de Satanás (Tg 4.7).

A título de alerta, consideremos a situação vivida por Moisés. Vejam só a sutileza das propostas feitas a ele, por Faraó:

1. NÃO É NECESSÁRIO SAIR

 “Ide, oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra..” (Ex 8.25b) (Após 4ª praga).

Moisés fora chamado por Deus para liderar a libertação do povo de Israel do Egito e da escravidão penosa a que estava submetido (Ex 3.7-8). A fala de Moisés a Faraó não era tão explícita; reivindicava a saída do povo ao deserto (caminho de três dias) com o fim de celebrarem uma festa ao Senhor (Ex 3.18; 5.1). Naturalmente que Faraó não concordava com tal pleito, o que já havia sido previsto, tudo fazendo para desarticular a liderança de Moisés. Entretanto, após a 4ª praga enviada por Deus, Faraó se vê forçado a negociar e, então, faz sua primeira contraproposta capciosa. Ao longo da história e ainda hoje, ele continua fazendo esta mesma proposta aos seres humanos, através de muitas seitas, falsas igrejas e filosofias humanas: sirva a Deus como você é, e onde você está. É puro engano; é cilada conhecida (Sl 50.16-17; 2Co 6.15-18; Gl 1.3-4).

EVANGELHO SEM CONVERSÃO é a sutileza desta 1ª proposta:

Cuidado! Egito é figura do “mundo sem Deus”, do mundanismo. Faraó é figura de Satanás, que se apresenta aos humanos de várias formas. Não existe salvação eterna e libertação da escravidão do pecado sem o Evangelho de Jesus Cristo e sem o Salvador Jesus Cristo do Evangelho! Evangelho sem conversão, sem transformação, sem novo nascimento, sem rompimento com o passado e com o pecado é qualquer coisa, menos o Evangelho de Cristo! É preciso sair sim, “caminho de 3 dias” – “da paixão e morte de Cristo à sua ressurreição”!!!

2. NÃO É NECESSÁRIO IR MUITO LONGE

“..saindo, não vades muito longe..” (Ex 8.28) (Após 4ª praga).

Moisés não aceita a contraproposta, nem está disposto a negociar o que foi estabelecido pela palavra de Deus. A palavra de Deus não é negociável! Faraó, então, aparenta ceder, mas sutilmente saca outra das suas propostas capciosas. Esta, também, foi e continua sendo muito usada.

EVANGELHO SEM CONSAGRAÇÃO é a sutileza desta 2ª proposta:

Esse é o perigo da “pequena distância” entre o cristão e o mundo (mundanismo). Trata-se da sutil “doutrina do equilibrismo”: um pé na igreja e o outro no mundo. Em outras palavras, a voz de Satanás continua ressoando: “não sejam muito diferentes do mundo”. Satanás tem conseguido incutir nos incrédulos a ideia de que não vale a pena “perder as coisas do mundo”; e em muitos crentes, a ideia de que é perfeitamente possível aproveitar os dois lados. Entretanto, o Senhor Deus jamais aceitará obediência pela metade (Tg 4.4-5; 1Jo 2.15; Rm 8.9,11). É preciso ir longe sim! É preciso buscar consagração e santificação, “sem a qual ninguém verá o Senhor”!

3. NÃO É NECESSÁRIO INCLUIR A FAMÍLIA

“..ide somente vós os homens, e servi ao Senhor..” (Ex 10.11) (Após 7ª praga).

Faraó mudou sua decisão de deixar o povo ir e o Egito teve que passar por mais três pragas. Após a sétima praga ocorre mais um embate entre Moisés e Faraó, quando este apresenta sua terceira proposta capciosa.

EVANGELHO SEM COERÊNCIA é a sutileza desta 3ª proposta:

Evangelho sem coerência é o evangelho que se vive solitário, sem testemunho, sem compartilhar com o próximo o amor de Deus, principalmente quando esse próximo é a própria família de sangue. Manter parte da família no mundo é o grande trunfo do inimigo. É uma espécie de garantia de retorno daqueles que “saíram para servir ao Senhor”. Quantos têm caído nesta cilada? Em seu egoísmo espiritual têm abandonado a família. A salvação é individual, mas Deus quer ver cada família salva e servindo-o. Nossas prioridades precisam ser: 1º) Deus, 2º) A Família e 3º) A Igreja. É preciso incluir a família sim, não por força, nem por violência, mas pela operação do Espírito Santo nos corações! Não queremos, nem podemos aceitar a ideia de deixar parte da família fora do projeto salvador de Deus!

4. NÃO É NECESSÁRIO ENVOLVER OS BENS

“Fiquem somente os vossos rebanhos e o vosso gado..” (Ex 10.24) (Após 9ª praga).

Faraó não aceitou a recusa de Moisés e o Egito teve que passar por mais duas pragas. Após a nona praga Faraó tenta sua última e igualmente astuta investida.

EVANGELHO SEM COMPROMISSO é a sutileza desta 4ª proposta:

Quando o tentador não consegue reter o homem, procura reter a sua família. Quando não consegue reter nem o homem e nem a sua família, procura, então, reter os seus bens. Com que finalidade? Para que os seus bens não sejam investidos no desenvolvimento da Obra de Deus ou, para subjugá-lo através desses bens, deixando-o inoperante no serviço do reino. Quando nos convertemos a Deus, passamos a pertencer a ele, juntamente com os nossos bens. Ele passa a ser o Senhor de tudo e nós seus servos. Deus não precisa dos nossos recursos financeiros, mas sua igreja sim. É claro que vamos colocar esses recursos nos lugares certos, para não cometer a ingenuidade de enriquecer determinados “donos de igreja” que existem por aí. É preciso compromisso sim na obra de Deus; compromisso de vida, serviço e bens!

Conclusão

Moisés não se deixou enganar (Ex 12.31,32,36). E nós, o que faremos?

Vamos dizer sempre um firme e sonoro não ao:

  • EVANGELHO SEM CONVERSÃO
  • EVANGELHO SEM CONSAGRAÇÃO
  • EVANGELHO SEM COERÊNCIA
  • EVANGELHO SEM COMPROMISSO
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Religião e Evangelho

Após ouvir um sermão missionário, um homem disse ao pastor:

“– Não consigo entender. A gente ouve dizer que o Brasil acolhe muitas religiões, que é um país extremamente religioso. Por que, então, introduzir mais uma religião, aumentando ainda mais a confusão? Será que já não temos religião que chega?” O pastor respondeu:

“– Amigo, eu não ligo para RELIGIÃO, mas me interesso profundamente pela divulgação do EVANGELHO. Há uma enorme diferença entre as duas coisas:

A RELIGIÃO é obra do homem; o EVANGELHO nos foi dado por Deus.

A RELIGIÃO é o que o homem faz por Deus; o EVANGELHO é o que Deus faz pelo homem.

A RELIGIÃO é o homem em busca de Deus; o EVANGELHO é Deus buscando o homem.

A RELIGIÃO é o homem tentando subir a escada da sua própria justiça, na esperança de encontrar-se com Deus no último degrau; o EVANGELHO é Deus descendo a escada da encarnação de Jesus Cristo e encontrando-se conosco, na condição de pecadores.

A RELIGIÃO tem bons pontos de vista; o EVANGELHO, boas novas.

A RELIGIÃO traz bons conselhos; o EVANGELHO, uma gloriosa proclamação.

A RELIGIÃO termina com uma reforma exterior; o EVANGELHO termina com uma reforma interior.

A RELIGIÃO pinta de cal branca o túmulo de nossas vidas; o EVANGELHO purifica nosso interior e produz vida abundante.

A RELIGIÃO muitas vezes se torna uma farsa; o EVANGELHO é sempre uma força, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que nele crê (Romanos 1.16).

Há muitas RELIGIÕES, mas apenas um EVANGELHO!”

(Toni Masumeci – Adaptado por mim)

Calendário Luz e Vida – 2004

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