
Introdução
A brevidade da vida é uma realidade que todos nós inevitavelmente enfrentamos. A vida, com todas as suas complexidades e belezas, passa num piscar de olhos. Cada dia é um presente efêmero, e as experiências que vivemos, os momentos que compartilhamos, logo se transformam em memórias. Essa transitoriedade nos lembra da importância de valorizar o presente, de apreciar as pequenas alegrias e de cultivar relações significativas. É um convite a viver com propósito e intensidade, a não adiar os sonhos e a expressar amor e gratidão a cada oportunidade.
Mário Quintana escreveu assim sobre “O Tempo“:
“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
……………………..”
A consciência da brevidade da vida deve nos ensinar a ser mais humanos, a ter mais empatia, a fazer mais, a amar mais, a perdoar mais, a complicar menos e a investir para deixar um legado que transcenda o tempo limitado que temos este mundo.
Entretanto, mais importante do que tudo isso, é encontrar e percorrer o caminho que nos leva a eternidade. Há muitas desculpas e posicionamentos que nos impedem de alcançar o mais sublime objetivo desta vida, que nos catapulta para a vida eterna. Não se trata de aderir a uma religião, mas encontrar o único caminho que nos leva a Deus, nosso Criador – Jesus Cristo, que disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14.6).
Veja, a seguir, algumas dessas desculpas e o que a Bíblia diz. No final você encontrará um SUMÁRIO que facilitará a consulta dos itens.
Nota: Clique no versículo com link para lê-lo.
1) “Faço o maior esforço para me tornar melhor!”
Veja: Gálatas 2.16 | Efésios 2.8-9 | Tiago 2.10 | Mateus 9.13
||> O esforço humano, por si só, não pode trazer a salvação ou tornar a pessoa justa diante de Deus. O evangelho ensina que a nossa salvação e justificação não vêm das nossas obras ou méritos pessoais, mas pela fé em Jesus Cristo e pela graça de Deus.
– A Justificação pela fé, não pelas obras da lei (Gl 2.16)
– A salvação é um presente de Deus, não é por mérito (Ef 2.8-9)
– A gravidade de quebrar um só mandamento (Tg 2.10)
– Misericórdia, não sacrifício (Mt 9.13)A questão não é o que fazemos, mas crer no que Deus fez por nós, em Cristo. A natureza humana caída é pecadora, nada podendo fazer para satisfazer a justiça divina: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Não somos nós que estendemos a mão para Deus, na tentativa de chegar a ele. É Deus mesmo quem nos estende sua mão de amor e misericórdia, na pessoa de Cristo. Todos precisamos ser regenerados e habitados pelo Espírito Santo para vivermos uma nova vida e herdarmos a vida eterna!
2) “Tenho a minha própria opinião religiosa e estou convicto dela !”
Veja: Provérbio 14.12 | Mateus 7.21 | João 14.6 | Atos 4.12
||> É importante respeitar as convicções pessoais, mas também é essencial mostrar o que a Bíblia ensina sobre a verdade e o caminho para a salvação. A Palavra de Deus nos adverte sobre o perigo de confiar nas nossas próprias ideias e nos chama a reconhecer Jesus como o único caminho para Deus.
– O caminho que parece certo, mas leva à morte (Pv 14.12)
– Fazer a vontade de Deus, não apenas ter convicções (Mt 7.21)
– Jesus é o único caminho (Jo 14.6)
– A salvação está somente em Jesus Cristo (At 4.12)Observem o que disse George R. Foster: “As religiões podem ser em dois tipos – as organizadas e as pessoais. Uma religião organizada pode ser comparada a uma muda de roupas que alguém mandou fazer e depois resolveu obrigar todo mundo a modificar seu corpo para poder vesti-la. A religião pessoal é aquela em que o indivíduo tira suas medidas e depois manda fazer a roupa. Embora aceitemos as doutrinas de uma determinada crença, “costuramos” para nós uma religião própria, adequada às nossas exigências. Até os ateus ´fabricam` sua religião antirreligiosa, para ter uma base de apoio pessoal.”
Não se trata de ter ou defender uma religião, mas de crer que só existe um Salvador, Jesus Cristo, o Filho de Deus! “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2Co 5.18-21)
Portanto, a Bíblia deixa claro que não podemos confiar em nossas próprias opiniões para determinar o caminho para a vida eterna. Precisamos nos submeter à verdade de Deus, revelada em Jesus Cristo, o único que pode nos salvar.
3) “Meus pecados são grandes demais!”
Veja: Isaías 1.18 | 1Timóteo 1.15 | Marcos 2.17 | Lucas 19.10
||> Já é um bom começo esse sentimento de culpa, acreditando que seus erros o afastaram completamente de Deus. Felizmente, a Bíblia nos mostra que não há pecado grande demais para o perdão de Deus. A graça de Deus é maior do que qualquer pecado, e ele deseja salvar todos aqueles que se arrependem e vêm a ele com fé.
– Deus perdoa todos os pecados, não importa o tamanho (Is 1.18)
– Cristo veio para salvar os pecadores, mesmo os “piores” (1Tm 1.15)
– Jesus veio para os pecadores, não para os justos (Mc 2.17)
– Jesus busca e salva os perdidos (Lc 19.10)Sim, o fato de você reconhecer que é um pecador já é um bom começo; um sinal e evidência de que o Espírito Santo já está atuando e te levando à convicção do pecado. Cristo tem o poder de salvar, do jeito que a pessoa estiver. “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.” (Is 55.7)
Portanto, não importa o quão grandes seus pecados pareçam ser ou sejam, Jesus veio justamente para pessoas como você. Ele está pronto para perdoar, restaurar e dar nova vida àqueles que se arrependem e creem nele.
4) “Primeiramente tenho que pôr em ordem a minha vida!”
Veja: Jeremias 13.23 | Lucas 12.19-20
||> Pode até parecer boa a ideia de que você precisa resolver suas próprias questões antes de se aproximar de Deus ou de entregar sua vida a Cristo. No entanto, a Bíblia ensina que não podemos nos consertar sozinhos e que adiar essa decisão é perigoso, pois a salvação é urgente.
– A incapacidade humana de se transformar sozinho (Jr 13.23)
– O perigo de adiar a decisão (Lc 12.19-20)Não se começa a construir uma casa pelo telhado. É preciso iniciar assentando um bom alicerce. Não se pode organizar uma biblioteca sem ter uma boa estante. Não se pode pôr em ordem uma vida sem uma regeneração espiritual, sem a alicerçar com princípios e valores superiores.
Portanto, a melhor decisão é vir a Deus agora, do jeito que você está. Não espere para “organizar” sua vida primeiro, porque é Deus quem te ajuda a colocar as coisas em ordem. Ele é o único que pode transformar seu coração e dar a verdadeira paz e direção para sua vida.
5) “Teria que renunciar muitas coisas!”
Veja: Mateus 11.29-30 | Mateus 6.33 | Marcos 8.36 | Romanos 8.32
||> De fato, é comum alguém considerar a necessidade de se renunciar muitas coisas, isso geralmente revela uma preocupação com o que precisaria ser abandonado para seguir a Cristo. No entanto, a Bíblia ensina que aquilo que Jesus nos oferece é infinitamente superior ao que podemos “perder”. O que renunciamos ao segui-lo é substituído por algo muito mais valioso: vida plena e eterna.
– O jugo de Cristo é leve (Mt 11.29-30)
– As prioridades certas redundam em provisão divina (Mt 6.33)
– De que adianta ganhar o mundo e perder a alma? (Mc 8.36)
– Deus nos dá todas as coisas com Cristo (Rm 8.32)A vida é feita de escolhas que podem ser boas ou más. Há coisas e situações que à primeira vista parecem boas, atraem, enchem os olhos, seduzem, mas levam a um triste fim. É preciso saber distinguir entre as coisas efêmeras e sem valor do tempo presente, e as coisas valiosas e perenes. Jesus esvaziou-se assumindo a forma de servo (Fp 2.7-9) e pagou um alto preço para nos reconciliar com o Pai (1Pe 1.18-19). O que para o apóstolo Paulo era lucro, ele o considerou como perda, por causa de Cristo (Fp 3.7-9). Há supostas perdas que, na realidade são grandes lucros!
Portanto, seguir a Jesus pode envolver renúncias, mas o que ganhamos ao entregar nossa vida a ele é infinitamente superior a qualquer coisa que possamos deixar para trás. A verdadeira vida está em Cristo, e tudo o que renunciamos por ele será retribuído com bênçãos e a alegria da vida eterna.
6) “Quero esperar mais um pouco!”
Veja: 2Coríntios 6.2 | Isaías 55.6 | Salmos 95.7-9 | Tiago 4.13-17
||> Esperar, antes de entregar sua vida a Cristo ou se comprometer com Deus, é uma tentativa de adiar uma decisão fundamental. Contudo, a Bíblia deixa claro que o tempo para buscar a Deus é agora, pois não temos controle sobre o futuro.
– O tempo da salvação é agora (2Co 6.2)
– Busque a Deus enquanto há tempo (Is 55.6)
– Não endureça o coração hoje (Sl 95.7-9)
– O futuro é incerto (Tg 4.13-17)Se você ainda não tomou uma decisão por Cristo, o tempo é hoje, agora mesmo. Como expressa o dito popular: “Antes tarde, do que mais tarde”, ou “Antes tarde, do que nunca”. Não há como garantir que teremos mais uma hora de vida, outro dia, outro ano…. O assunto é muito sério e a resposta é inadiável.
Portanto, adiar a entrega da vida a Cristo é uma decisão perigosa, pois o amanhã é incerto. A Bíblia nos chama a buscar a Deus agora, enquanto ouvimos sua voz e enquanto temos a oportunidade de nos aproximar dele. Hoje é o dia da salvação, e não há tempo a perder.
7) “Eu sou ateu!”
Veja: Romanos 1.19-22 | Salmos 19.1 | Salmos 14.1
||> É fato que há pessoas que creem na ciência, mas recusam-se a acreditar em Deus. A Bíblia responde com uma visão clara sobre a existência de Deus e sua revelação tanto na criação quanto na consciência humana. A Escritura nos ensina que, mesmo quando alguém nega a existência de Deus, há evidências claras de sua presença e poder.
– A evidência de Deus na criação (Rm 1.19-22)
– A criação declara a glória de Deus (Sl 19.1)
– Negar a existência de Deus é insensatez (Sl 14.1)Alguns se declaram ateus, outros dizem: “Eu não sou ateu. Sou agnóstico. Não digo que não há Deus. Digo que não sei se há Deus”. Um europeu, atravessando o deserto do Saara, estava sendo guiado por um árabe. Três vezes por dia este ajoelhava-se na areia quente e invocava o nome de Alá. Depois de alguns dias o europeu perguntou-lhe: “- Por que oras, como sabes que há Deus?”. O árabe fitou os olhos no sujeito e replicou: “- Senhor, um homem passou por nossa tenda, não o vi, mas vi os seus rastos na areia e sei que ele passou. Ora, nunca ouvi Deus falar, nunca o vi, mas em toda a natureza posso ver os seus rastos; portanto sei que ele existe”. É isso mesmo. Os rastos de Deus, que se veem em todo o lugar, são a melhor prova que ele existe.
No dizer de Philip Schaff, “Há uma tríplice revelação de Deus: 1- A revelação interna da razão e da consciência, em cada indivíduo (Rm 2.15; Jo 1.9); 2- Há uma revelação externa, na criação, a qual proclama o poder, a sabedoria e a bondade de Deus (Rm 1.20; Sl 19); 3- Há uma revelação especial, através das Santas Escrituras, como também na pessoa e na obra de Cristo, que confirma e completa as outras duas revelações, exibindo a justiça, a santidade e o amor de Deus”. Dizem que se precisa de mais fé para rejeitar a crença em Deus do que para aceitá-la. Agostinho, bispo de Hipona, disse: “Todo homem nasce com um vazio dentro de si, que tem o formato de Deus e só pode ser preenchido pelo Filho de Deus.”
Portanto, a posição bíblica é clara: Deus existe e suas evidências são visíveis em toda a criação. Negar essa realidade é uma escolha que resulta em insensatez e afastamento da verdade. Deus está sempre revelando sua presença, e todos são chamados a reconhecê-lo e buscá-lo enquanto é tempo.
Leitura sugerida: Deus existe?
8) “Os crentes têm falhado; alguns são hipócritas!”
Veja: 1João 1.8-10 | Tiago 3.2 | Provérbios 24.16 | Gálatas 6.1 | Mateus 26.41
||> Que os crentes têm falhado e há alguns que são hipócritas pode ser uma crítica legítima que tem a ver com a falibilidade humana, incluindo a dos cristãos. A Bíblia reconhece que, mesmo aqueles que seguem a Cristo, ainda lutam contra o pecado e às vezes falham. No entanto, ela também ensina como devemos lidar com essas falhas e nos orienta sobre a importância do arrependimento, da restauração e da vigilância espiritual.
– Todos pecamos, mas há perdão (1Jo 1.8-10)
– Todos tropeçamos de muitas maneiras (Tg 3.2)
– O justo pode cair, mas se levanta (Pv 24.16)
– Ajuda e restauração em vez de condenação (Gl 6.1)
– Vigiar e orar contra a tentação (Mt 26.41)Os crentes (ou o cristianismo) não têm falhado na vida daqueles que realmente receberam Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Na igreja, também há o “joio” (o falso crente) no meio do “trigo” que, eventualmente, pode confundir os olhares menos atentos! Somos libertos da Condenação do Pecado (Rm 8.1) e do Domínio ou Poder do Pecado (Rm 6.14), mas não da Presença do Pecado (Rm 13.11). Portanto, enquanto está neste corpo, o cristão está sujeito a pecar, mas aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado (1Jo 3.9). É preciso deixar claro que somente Cristo serve de referência e exemplo! “Quem sai da igreja por causa de pessoas, nunca entrou lá por causa de Jesus.” E, mais: “Quem entra ou deixa de entrar, para a igreja, por causa de pessoas, ainda não teve um verdadeiro encontro com Cristo! Alguém disse: “É melhor passar um pouco de tempo com ´alguns hipócritas` aqui na terra, do que passar a eternidade com todos eles no inferno!”
Portanto, o cristianismo não é sobre perfeição humana, mas sobre a graça de Deus que restaura e transforma, mesmo quando falhamos. Os verdadeiros cristãos reconhecem suas falhas e buscam mudança e restauração por meio de Cristo.
9) “Nada sinto, não sei como crer!”
Veja: Isaías 55.6-7 | Efésios 1.13 | Efésios 2.8 | João 1.12
||> É preciso crer para sentir e não o contrário. Algumas pessoas expressam uma dificuldade comum em termos espirituais – a luta para sentir ou entender a fé. No entanto, a Bíblia nos oferece respostas encorajadoras para essa questão, apontando que a fé não depende das emoções humanas, mas da verdade de Deus e da sua obra em nós.
– Deus é acessível para aqueles que o buscam (Is 55.6-7). Mesmo quando não sentimos nada, somos chamados a buscá-lo pela fé, crendo que ele está perto. Mesmo que você não sinta nada agora, busque a Deus com sinceridade. Ele está mais perto do que você imagina, e sua promessa é que, ao nos voltarmos para ele, encontraremos perdão e graça.
– A fé vem pela Palavra da verdade (Ef 1.13). A fé vem ao ouvir a mensagem da verdade – o evangelho. Ouça, leia e medite na Palavra de Deus, e deixe que ela desperte a fé em seu coração, independentemente de como você se sente.
– A fé é um dom de Deus (Ef 2.8). A fé não é algo que você precisa “gerar” sozinho – ela é um presente de Deus, oferecido a você pela sua graça. Peça a Deus por esse dom, e confie que ele está disposto a concedê-lo.
Intelecto – Vontade – Emoções | Essa é a sequência sadia!
a) O intelecto reconhece o fato.
b) A vontade toma uma decisão.
c) A emoção pode ser alegria.Conversão é uma experiência de CRER para SENTIR!
10) “Não faço nada de mal!”
Veja: Romanos 3.10-19 | Romanos 3.23a | Romanos 5.12 | 1João 1.10
||> Quando alguém afirma: “Não faço nada de mal“, essa pessoa pode estar expressando uma crença de que sua vida moral é suficiente para ser justificada diante de Deus. No entanto, a Bíblia nos ensina que todos os seres humanos, sem exceção, são pecadores e necessitam da graça de Deus.
– A condição universal de pecado (Rm 3.10-19).
– Todos pecaram (Rm 3.23a).
– O pecado entrou no mundo e afetou a todos (Rm 5.12).O apóstolo Paulo cita vários textos do Antigo Testamento para deixar claro que todos são pecadores e estão afastados de Deus por natureza. Ele enfatiza que não há ninguém justo por seus próprios méritos. Quando alguém diz que “não faz nada de mal”, a Bíblia responde que, segundo o padrão perfeito de Deus, todos se desviaram e não fazem o bem de maneira completa e pura. A palavra “pecado” significa errar o alvo – o alvo da perfeição moral e espiritual que Deus exige. Mesmo que alguém pense que suas ações são moralmente boas, aos olhos de Deus, ninguém alcança a perfeição de sua santidade. Pecado não é apenas fazer algo visivelmente errado, mas também deixar de fazer o bem perfeito que Deus exige.
Ainda que você não veja maldade em suas ações, todos pecaram e estão distantes da perfeição que Deus requer. Isso inclui tanto o que fazemos (ação), quanto o que deixamos de fazer (omissão). Isso significa que, diante de Deus, ninguém pode ser justificado pelas próprias ações, pois todos pecam de uma forma ou de outra, seja em ações, pensamentos ou omissões. Não importa se você não faz grandes maldades aos olhos humanos; a Bíblia diz que todos se desviaram do caminho de Deus e não há nenhum justo por si mesmo. Todos estão sob o julgamento da lei de Deus.
– Negar o pecado é chamar Deus de mentiroso (1Jo 1.10).
Ao dizer que não peca, você está rejeitando a verdade que Deus revelou. Todos são pecadores, e negar isso é chamar a Deus de mentiroso, colocando-se fora da comunhão com ele.
11) “Todo mundo é ‘filho de Deus’!”
Veja: 1João 3.10 | João 8.44a | João 1.12
||> Quando alguém afirma: “Todo mundo é filho de Deus“, essa pessoa expressa uma visão comum, mas não exatamente bíblica. A Bíblia ensina que, embora Deus seja o Criador de todos, nem todos são chamados de “filhos de Deus” no sentido espiritual e relacional. As Escrituras deixam claro que ser filho de Deus é um privilégio concedido àqueles que creem em Jesus Cristo e o recebem como Salvador.
– A distinção entre filhos de Deus e filhos do diabo (1Jo 3.10)
– Os Filhos do diabo rejeitam a verdade de Deus e vivem na mentira (Jo 8.44a)
– O privilégio de ser feito filho de Deus (Jo 1.12)Enfim, a ideia de que “todo mundo é filho de Deus” é uma noção popular, mas não está alinhada com o ensino bíblico. Portanto, ser chamado de filho de Deus é um privilégio exclusivo para aqueles que depositam sua fé em Jesus Cristo e vivem de acordo com a verdade e vontade de Deus. Somente por meio de Cristo, uma pessoa pode entrar em um relacionamento de verdadeira filiação com o Pai celestial.
12) “Quando uma pessoa morre, vai para a sepultura – 7 palmos de profundidade – e pronto!”
Veja: Lucas 16.22-23 | João 5.28-29 | 1Coríntios 15.16-17
||> Sim, para lá vai o corpo! E a alma e o espírito para onde vão?! Quando alguém afirma que a morte é o fim de tudo, está expressando uma visão materialista da existência humana, como se a morte fosse o término completo da consciência e do ser. No entanto, a Bíblia ensina claramente que a morte não é o fim. Ela fala de uma vida além do túmulo, de um julgamento e de uma ressurreição, tanto para os justos quanto para os injustos.
– A morte leva a um destino consciente (Lc 16.22-23)
– Existe ressurreição e julgamento após a morte (Jo 5.28-29)
– A esperança da ressurreição em Cristo (1Co15.16-17)A Bíblia mostra que, após a morte, as pessoas continuam vivas de forma consciente, sendo levadas a destinos diferentes. A morte não é o fim, mas uma passagem para uma nova realidade, seja de consolação ou de tormento. Jesus deixa claro que haverá uma ressurreição após a morte, tanto para os justos quanto para os ímpios. Todos os que estão mortos serão chamados a se levantarem de seus túmulos, e haverá um julgamento que determinará seus destinos eternos.
O apóstolo Paulo, em sua defesa da ressurreição dos mortos, afirma que se não houvesse ressurreição, então nem mesmo Cristo teria ressuscitado. Mas, como sabemos pela Escritura, Cristo ressuscitou dos mortos, e essa é a base da nossa fé. A ressurreição de Cristo é a garantia de que nós também seremos ressuscitados. Se a morte fosse o fim, nossa fé seria inútil, e permaneceríamos em nossos pecados. A morte é uma transição, não o fim! Portanto, a morte é o início de uma nova fase de existência, onde haverá vida eterna para os justos e condenação para os ímpios. A esperança dos cristãos está firmada na certeza da ressurreição e da vida eterna com Deus, conquistada por meio de Jesus Cristo.
13) “Deus é bom (ou: Deus é amor!) – não me condenará!”
Veja: João 3.17, 36b | Lucas 13.3 | Romanos 2.4-5 | 2Pedro 2.4, 6, 9
||> Quando alguém diz : “Deus é bom e não me condenará!“, está expressando uma visão simplista de que o amor e a bondade de Deus são incompatíveis com o julgamento ou a condenação. No entanto, a Bíblia nos ensina que, embora Deus seja de fato amoroso e bondoso, ele também é justo e santo. O seu amor não anula a sua justiça, e ele oferece uma oportunidade de salvação por meio de Cristo, mas aqueles que rejeitam essa oferta enfrentam a condenação.
– Deus oferece salvação, mas há condenação para quem rejeita o Filho (Jo 3.17, 36b)
– A necessidade do arrependimento (Lc 13.3)
– O amor de Deus chama ao arrependimento, mas haverá julgamento para os impenitentes (Rm 2.4-5)
– Deus não poupa o pecador, mas sabe livrar os justos (2Pe 2.4, 6, 9)Foi o próprio homem que se autocondenou! (Rm 5.12). Assim, Deus, em seu grande amor, enviou Jesus ao mundo para trazer salvação e não para condenar. Isso mostra claramente o coração amoroso e bondoso de Deus, que deseja que todos venham ao arrependimento e obtenham a vida eterna. No entanto, a salvação só é possível através da fé em Jesus Cristo. O amor de Deus nos chama ao arrependimento para que possamos escapar da ira vindoura e ser salvos por meio de Jesus Cristo. Aquele que rejeita essa oferta de salvação permanece debaixo de condenação.
14) “Não poderei abandonar os meus hábitos e caminhos maus (vícios, drogas etc. etc.)!”
Veja: Gálatas 6.7-8 | Filipenses 4.13 | Mateus 11.28-29
||> É compreensível quando alguém expressa esse sentimento de impotência diante das dificuldades e lutas interiores relacionados a maus hábitos, maus comportamentos e vícios. No entanto, a Bíblia nos dá esperança e mostra que, através da fé em Jesus Cristo, não estamos sozinhos em nossa luta contra o pecado e os vícios. Deus oferece força, libertação e transformação para aqueles que se voltam para ele.
– As consequências de semear na carne (Gl 6.7-8)
– O poder de Cristo para suportar e vencer (Fp 4.13)
– O descanso e a libertação em Jesus (Mt 11.28-29)O chamado de Deus é para que a pessoa venha como está e com a bagagem de vida que tiver, por pior que seja. Então, é o Espírito Santo de Deus que fará a transformação. Engana-se quem pense ou defenda algo diferente disso. Quando alguém vive continuamente nos caminhos maus, semeando na “carne” – ou seja, vivendo segundo os desejos pecaminosos e vícios – colherá a corrupção. Isso significa destruição física, emocional e espiritual. Contudo, Paulo apresenta uma alternativa: semear no Espírito.
Quem vive em obediência ao Espírito de Deus colherá vida eterna e os frutos da nova vida em Cristo. Isso significa que, embora os vícios pareçam inescapáveis, há uma escolha a ser feita: plantar em terreno bom, entregando a vida Cristo e buscando a força do Espírito Santo para vencer.
15) “Após a morte terá certamente uma segunda chance para mim!”
Veja: Hebreus 2.3 | Hebreus 9.27 | João 5.28-29 | Lucas 16.29-31
||> Essa ideia de uma segunda chance após a morte contraria o ensinamento bíblico sobre o destino eterno do ser humano. A Bíblia deixa claro que a vida que vivemos agora é a única oportunidade que temos para nos arrependermos e buscarmos a Deus. Após a morte, não há uma segunda chance para se reconciliar com Deus.
– A gravidade de negligenciar a salvação (Hb 2.3)
– O julgamento após a morte (Hb 9.27)
– A ressurreição para vida ou condenação (Jo 5.28-29)
– A parábola do rico e Lázaro (Lc 16.29-31)O destino eterno de cada pessoa é selado com base nas escolhas feitas durante esta vida. Na narrativa ou parábola do rico e Lázaro Jesus descontrói a crença ou doutrina da mudança do destino eterno. Esta crença sugere que, após a morte, o destino eterno de uma alma pode ser alterado ou revisado. Algumas visões sobre essa doutrina são:
(i) Universalismo ou Salvação Universal: Argumentam que, eventualmente, todas as almas serão reconciliadas com Deus, implicando uma eventual mudança de destino eterno para todos, independentemente da vida que viveram.
(ii) Segunda chance após a morte: Algumas crenças sugerem que as pessoas terão uma segunda chance de aceitar a salvação após a morte.
Essas visões são amplamente rejeitadas pela maioria das denominações cristãs, que ensinam que o julgamento acontece imediatamente após a morte (Hb 9.27).
16) “Eu creio na reencarnação da alma!” (se originou no Hinduísmo)
Veja: Hebreus 9.27 | Marcos 12.25 | João 5.28-29
||> Essa ideia ou crença da reencarnação se choca diretamente com os ensinamentos da Bíblia sobre a natureza da vida após a morte. A reencarnação, que sugere múltiplas vidas e oportunidades de purificação, não tem base nas Escrituras. A Bíblia ensina que cada pessoa vive uma só vez, e após a morte, enfrenta o julgamento final de Deus.
– A morte é seguida pelo julgamento (Hb 9.27). O texto afirma que o ser humano vive uma vez e, após a morte, vem o julgamento. Não há ciclos de reencarnação.
– A vida após a ressurreição (Mc 12.25). Jesus ensina que, após a ressurreição, os mortos não voltarão a viver na terra como antes, mas terão uma nova existência.
– A ressurreição para a vida ou condenação (Jo 5.28-29). Jesus descreve a ressurreição final para a vida ou para a condenação eterna, sem espaço para múltiplas vidas.
Enfim, Jesus desconstrói a crença ou doutrina da reencarnação. Essa doutrina defende que, após a morte física, a alma ou espírito de uma pessoa renasce em um novo corpo. Este processo de renascimento pode ocorrer repetidamente, permitindo que a alma evolua espiritualmente através de múltiplas vidas. Jesus deixa claro que as almas dos mortos não voltam para o mundo dos viventes para ocuparem outros corpos. Não há fundamentação bíblica para essa doutrina! Depois da morte segue-se o juízo: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,” (Hb 9.27).
A doutrina bíblica ensina que a salvação (a justificação, o perdão e a remissão de pecados) é alcançada por meio da fé em Jesus Cristo (Ef 2.8-9; Jo 3.16), e não através de um processo de purificação ao longo de múltiplas encarnações. A fé e a graça de Deus determinam o destino eterno de cada indivíduo. O que a bíblia nos revela é a ocorrência milagrosa de alguns casos de ressurreição, quando a alma retorna para o mesmo corpo como manifestação do poder de Deus (1Rs 17.17-24; 2Rs 4.32-37; 2Rs 13.20-21; Lc 7.11-17; Mc 5.21-43; Lc 8.40-56; Jo 11.1-44; Mt 27.52-53; At 9.36-42; 20.7-12). A ressurreição de Jesus (Mt 28; Mc 16; Lc 24; Jo 20-21) é a garantia da ressurreição dos salvos (1Co 15).
Conclusão
Finalizamos aqui parafraseando poeticamente Mateus 11.28 e João 11.25-26, para sua reflexão final:
Vem a mim, cansado, sofrido,
Eu sou alívio, descanso oferecido.
O peso do mundo, eu posso tirar,
Somente em mim, paz vais encontrar.
Meu jugo é leve, suave será,
Caminho contigo, onde quer que vá.
Na tua dor, vou te restaurar,
Em mim, tua alma pode descansar.
Eu sou a vida, sou a salvação,
Quem crê em mim, não vê escuridão.
Ainda que morra, viverá em luz,
Pois sou o caminho, sou o Cristo, da cruz.
Todo aquele que em mim confiar,
A morte nunca irá encontrar.
Você crê nisso? – pergunta o Senhor,
Na fé você achará o eterno amor.
Bibliografia
1. Bíblia Sagrada (SBB – Almeida Revista e Atualizada – ARA).
2. Bíblia Online – SBB.
3. Schluckebier, Ernesto H-G – Curso de Evangelismo – CMC
4. Zimmermann, Max. E. – Guia do Ganhador de Almas
5. Revista Mensagem da Cruz, nº 091
6. R. N. Champlin, Ph. D. – O Novo Testamento Interpretado – Versículo por versículo – MILENIUM Distribuidora Cultural Ltda.
7. Internet / ChatGPT.


