“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação;” (1Ts 5.8)
Como você chegou até aqui? Como eu cheguei até aqui? Não conheço a sua trajetória de vida, mas entendo estarmos colhendo hoje o que nossos antepassados, nossas famílias e nós mesmos plantamos. Uma frase veiculada na internet e atribuída a Jean Paul Sartre é: “O mais importante de tudo não é o que fizeram de você, mas o que você vai fazer, com o que fizeram de você!”. A partir de certo momento da vida, sua trajetória depende essencialmente de você mesmo e não adianta passar a vida inteira atribuindo a outros a culpa do seu eventual fracasso.
Quando olho para o meu momento presente, sinto que preciso agradecer imensamente a Deus por sua ação na vida de meus pais e na minha própria vida, já que fomos alcançados por sua graça e misericórdia e vivemos na sua dependência e sob sua orientação e proteção. Porém, isso não é tudo! Se por um lado dependemos de Deus, por outro lado somos reféns das nossas próprias condutas e escolhas. Não adianta querer fugir dessa responsabilidade individual. Não adianta culpar a Deus ou o diabo ou outras pessoas, o tempo todo. Mas, o que tudo isso tem a ver com a eleição presidencial que se aproxima? Tem tudo a ver sim, porque o meu e o seu futuro não depende apenas de nossas escolhas pessoais, em termos de estudar ou não, de consumir drogas ou não, de seguir determinada carreira profissional, de entrar ou de sair de determinada empresa, de namorar e casar com determinada pessoa, de ter filhos ou não etc.
Estamos diante de um cenário nacional/mundial extremamente preocupante e desfavorável ao exercício da fé cristã, à manutenção de princípios e valores conservadores, principalmente na pauta da família. Infelizmente, muitos chamados cristãos não estão se dando conta dessa avalanche progressista anticristã que está varrendo o planeta; de que a Europa há muito vive um pós-cristianismo ateísta; de que a pandemia da covid fez aflorar no mundo inteiro uma onda ditatorial e tirânica do pensamento único, que não permite espaço para opiniões diferentes. Isso nada tem a ver com a suposta teoria da conspiração, pelo contrário, são fatos verificáveis.
Nesses últimos quase quatro anos, o governo federal brasileiro tem tentado resistir a esse avanço maléfico e recebido todo o tipo de pressão e ataque da velha grande mídia, de grande parte da classe artística, de alguns banqueiros e grandes empreiteiros, enfim, do sistema carcomido pela corrupção e pelo “toma lá, dá cá”. Por mais que faça algo pelo povo, principalmente pelos mais pobres; por mais que tenha amarrado os tentáculos da corrupção, por mais que tenha secado as tetas dos sugadores do dinheiro público, nada disso é levado em conta. Atacam a estética do governante, a suposta quebra da liturgia do cargo e deixam de lado o conteúdo, as relevantes entregas em favor do bem público, os excelentes resultados econômicos e sociais alcançados em tão pouco tempo, em que pese todo um contexto desfavorável de crise hídrica, pandemia mundial, guerra etc.
As falsas narrativas em desfavor do governo são inacreditáveis e espalhadas internamente e mundo afora. Querem convencer internamente a população mais simples e fazê-la sonhar e sentir saudade de um passado próspero fantasioso que nunca existiu. Querem convencer a comunidade internacional que o presidente é um desastre. Tudo isso tem um aspecto espiritual que muitos ainda não perceberam. Há uma guerra espiritual em curso. Quando se ousou lançar o slogan “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos” todas as hostes infernais se uniram para atacar um homem simples, honesto e patriota chamado Jair Messias Bolsonaro. Este é o improvável que Deus levantou da morte certa para colocar ordem na casa. Ele é a resposta de Deus para aquela grande manifestação apolítica de 2013, contra a corrupção; está lembrado? https://pauloraposocorreia.com.br/2013/06/28/manifestacao-sim-ofensa-nao/
Sim, estamos diante de uma eleição presidencial histórica que será um divisor de águas para a nação e seu povo. Tudo o que conquistamos com muito trabalho e suor está em risco. Não existe aqui qualquer intenção de amedrontar; pelo contrário, é para chamar a atenção do que essa onda socialista-comunista predatória está causando nos países à nossa volta. Ninguém se iluda, nada será como antes. Não entre nessa de que tanto faz um ou outro ganhar. Se o outro lado ganhar, com esse apoio mundial tirânico e progressista, anticristão, essa ideologia se manterá no poder, a qualquer preço, por décadas. Sim, o voto da maioria determinará o futuro de todos.
Eu sempre respeitei e continuarei respeitando o arbítrio e opção de escolha política de cada um e não tenho o hábito de me manifestar publicamente a esse respeito –“porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6.12). Entretanto, percebendo a gravidade do momento, me sinto no dever de me manifestar, pois o meu e o seu voto determinarão o meu futuro, que pode ser um futuro promissor, em continuidade ao que já vem acontecendo, ou um futuro que tenderá ao caos econômico e social, que afetará a todos nós, principalmente os pobres, os aposentados, os pequenos empregadores, sendo que os grandes empresários e empregadores têm sempre a opção de levarem seus negócios para outros países.
Quem se abstiver de votar, ou anular seu voto, ou votar em branco, ou votar no outro lado cometerá um grande erro, prejudicando a todos. Depois, não adianta dizer que não sabia. Está tudo muito claro. O outro lado está dizendo tudo o que vai fazer, mesmo que antes da eleição esteja mudando o discurso para ganhar o voto dos menos atentos. Você sabe que o jogo é desigual se o juiz torce por um dos lados. Você está assistindo o jogo e pode tirar suas próprias conclusões. As propagandas e acusações mentirosas do outro lado são impressionantes. A perseguição e censura aos apoiadores de um dos candidatos é implacável e célere. Não confie em promessas fantasiosas. Investimento em educação e muito trabalho será sempre uma boa receita para a autossuficiência financeira ou prosperidade. Tem sido assim na minha vida e na vida de muitos que, não nascendo num lar abastado, conseguiram vencer na vida.
Finalizamos conclamando a todos que analisem bem os fatos e dados concretos (disponíveis nos meios de comunicação confiáveis) sobre os dois candidatos. Perceba o momento crítico que estamos vivendo! Não se omita! Faça a escolha correta e ajude a outros a ficarem do lado da ordem e do progresso da nossa Pátria Amada Brasil. Deus é soberano, mas nós é que votamos. Jesus ressuscitou a Lázaro, mas foi necessário que as pessoas tirassem a pedra da entrada do túmulo. Davi teve que lançar a pedra para derrotar Golias. O Golias de hoje é o sistema não republicano e a pedra para derrotá-lo é o seu voto correto na urna!
“Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações.” (1Pe 4.7)
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;” (1Pe 5.8)
Continuemos firmes, orando e jejuando, clamando a Deus por um milagre que salve a nossa Pátria, nossas vidas e a de nossos descendentes.
“Nós, cristãos, estamos falando de política hoje, para não sermos proibidos de falar de Jesus amanhã!”
“Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz.” (Rm 8.5-6)
SETE CONTRASTES
1. A mente carnal. “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,” (Cl 2.18)
1. A mente renovada. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2)
2. A mente corrompida.“….; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas.” (Tt 1.15)
2. A mente pura. “Todas as coisas são puras para os puros; ….” (Tt 1.15)
3. A mente cega. “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” (2Co 4.4)
3. A mente esclarecida. “Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida,” (2Pe 3.1)
4. A mente orgulhosa. “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.” (Pv 16.18)
4. A mente humilde. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” (Fp 2.3)
5. A mente terrena. “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.” (Fp 3.19)
5. A mente do alto. “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;” (Cl 3.2)
6. A mente pervertida. “altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro.” (1Tm 6.5)
6. A mente cristã. “Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (1Co 2.16)
7. A mente reprovável. “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,” (Rm 1.28)
7. A mente aprovada. “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Fp 4.8)
“Se, pois, há em ti entendimento, ouve isto; inclina os ouvidos ao som das minhas palavras.” (Jó 34.16)
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” (Fp 4.7)
“… se alguém olhar para a terra, eis que só há trevas e angústia, e a luz se escurece em densas nuvens.” (Is 5.30b)
O texto acima é muito forte, impactante e aterrador! Mais do que descrever um ambiente físico assolado por alguma catástrofe natural ou destruído pela guerra, pode se referir a um ambiente espiritualmente devastado, obscurecido pela rebeldia, desobediência e outras formas de pecado, acarretando angústia e toda sorte de sofrimento.
A pequena palavra “Ai” aparece pelo menos 23 vezes, no Livro de Isaías, como “interjeição”. Interjeição é a palavra que transmite emoções ou sentimentos súbitos. Nessas 23 ocorrências, 21 revelam o sentimento de indignação de Deus em relação ao povo de Israel e outras nações (Is 1.4; 3.9,11; 5.8, 11, 18, 20, 21, 22; 10.1, 5; 17.12; 18.1; 28.1; 29.1,15; 30.1; 31.1; 33.1; 45.9,10); enquanto as outras 2 revelam o temor e a dor do profeta (Is 6.5; 24.10).
As seis expressões “AI DOS QUE” registradas no capítulo 5 de Isaías retratam claramente a situação degradante de uma parte do chamado povo de Deus (Reino de Judá) e a sentença estabelecida por Deus e comunicada por intermédio do seu profeta. Longe de se tratar de um caso isolado na história antiga, esta narrativa tem tudo a ver com os tempos modernos; com a nossa nação e com cada um de nós. O Brasil é conhecido como uma nação de maioria cristã, que tem sua cultura e costumes bastante influenciados pelo cristianismo. Entretanto, encontra-se, se não for pior, na mesma situação de degradação e crise espiritual descrita pelo profeta. Portanto, está sob a mesma sentença divina.
Isaías assistiu em seus dias o terrível castigo de Deus sobre o Reino de Israel (norte) e recebeu uma terrível, ao mesmo tempo que grandiosa, missão junto ao Reino de Judá (sul). Ele deveria denunciar o pecado e proclamar a sentença divina sobre o seu povo (Is 6.9-13) e demais nações; ao mesmo tempo deveria anunciar a vinda do Messias, a libertação de Israel, o Reino Milenial e os novos céus e a nova terra.
Ainda hoje, é necessário denunciar o pecado, aquilo que desagrada a Deus, provoca a sua ira, degrada e destrói o ser humano. Porém, com uma significativa diferença: anunciar que Deus ainda não esgotou a sua paciência; que a sua misericórdia continua estendida sobre nós; que ainda está disponível, por pouco tempo, o grande e único recurso para o homem, a graça salvadora em Cristo Jesus. É preciso exortar sempre o povo de Deus a não se envolver com esse sistema pecaminoso.
Deus sempre orienta e avisa primeiro antes de exercer o seu justo juízo. Veremos, a seguir, que o perfil da sociedade em que vivemos, no Brasil e no mundo, alienada de Deus, está expresso nos seis “Ais” de denúncias e sentenças de Deus. A humanidade vive sob o cativeiro da Corrupção (Rm 8.20-21).
1. CORRUPÇÃO DO DIREITO DE PROPRIEDADE
“Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra! A meus ouvidos disse o SENHOR dos Exércitos: Em verdade, muitas casas ficarão desertas, até as grandes e belas, sem moradores. E dez jeiras de vinha não darão mais do que um bato, e um ômer cheio de semente não dará mais do que um efa.” (Is 5.8-10)
Não há aqui qualquer condenação à riqueza, repúdio a se ter propriedades ou alguma velada apologia à pobreza. Vale lembrar que pobreza não garante a salvação eterna, nem tampouco a riqueza pode comprá-la. Salvação é pela Graça de Deus revela em Cristo! O grande problema, ora denunciado, acontece: quando as coisas saem de controle, o egocentrismo impera, a cobiça se alastra, a ganância domina e a avareza se instala; quando a única coisa que importa é o próprio bem-estar e a ostentação se faz presente; quando a necessidade e sofrimento do próximo não importam. Isso é muito lamentável e condenável. Pior ainda é constatar que alguns bilionários resolveram financiar ideologias nefastas e promover o progressismo anticristão, no mundo inteiro. A sentença divina e castigo para os que agem assim inclui desolação, baixo rendimento agrícola (calamidades, pragas agrícolas etc.). Dizem que “no mundo há o suficiente para satisfazer as necessidades de cada um, mas não a cobiça de todos”. Por outro lado, se honrarmos a Deus com os nossos bens, legitimamente adquiridos, e favorecermos aqueles a quem podemos ajudar, seremos ainda mais abençoados pelo Altíssimo (Pv 3.9-10; Lc 6.38).
2. CORRUPÇÃO DO PRAZER
“Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta! Liras e harpas, tamboris e flautas e vinho há nos seus banquetes; porém não consideram os feitos do SENHOR, nem olham para as obras das suas mãos.” (Is 5.11-12)
O segundo “Ai” divino é dirigido aos que se entregam ao prazer sem limite: bebedices, vícios, festas, orgias, enfim, prazeres carnais. São vidas imersas no mundo material e sem qualquer sensibilidade espiritual. No passado, quantos reis, príncipes, nobres, imperadores e governantes levaram a vida desse jeito? E hoje, quantos estão completamente dominados por um estilo de vida que apenas se interessa e valoriza o prazer carnal? Não somos proibidos de desfrutar dos prazeres lícitos desta vida. Entretanto, somos lembrados e precisamos ter consciência de que “o principal objetivo do homem é glorificar a Deus e deleitar-se nele eternamente” (Sl 1.1-2; 97.12). Quem pauta sua vida pelos prazeres efêmeros deste mundo há de colher desilusão, frustração, insatisfação e, por fim, a perdição eterna.
3. CORRUPÇÃO DO TEMOR A DEUS
“Ai dos que puxam para si a iniquidade com cordas de injustiça e o pecado, como com tirantes de carro! E dizem: Apresse-se Deus, leve a cabo a sua obra, para que a vejamos; aproxime-se, manifeste-se o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos.” (Is 5.18-19)
O terceiro “Ai” condena aqueles que abraçam a iniquidade e, não satisfeitos, ainda zombam de Deus. A figura ou metáfora usada no texto bíblico é de alguém que, traz para si e carrega atrás de si, uma carga repleta de impiedade. É como alguém se deslocando e puxando uma carroça carregada de iniquidade, com “cordas de injustiça e pecado”. É triste constatar que em todas as épocas, mesmo no âmbito do povo de Israel, há pessoas assim. Nos dias atuais, além do abandono de Deus, nos deparamos com manifestações explícitas de irreverência e escárnio do sagrado, de rebeldia contra Deus, de toda a sorte de iniquidade. Vale lembrar o alerta do apóstolo Paulo: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.” (Gl 6.7-8)
4. CORRUPÇÃO DOS VALORES MORAIS
“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Is 5.20)
É lamentável constatar que o Brasil está vivenciando e exibindo, internamente e para o mundo, um quadro intelectual e moral inacreditável, que revela até que ponto pode chegar à irracionalidade e insanidade humanas! Uma militante progressista chegou a declarar: “Eu sou a favor do assalto. Tem uma lógica no assalto….eu não tenho uma coisa que preciso, porque fui contaminado pelo capitalismo. Isso seria justo (roubar), dentro de um contexto tão injusto, blá, blá, blá….”.
Neste quarto “Ai” o profeta denuncia exatamente essa inversão de valores que estamos vivendo na política e no judiciário do Brasil. Nessa visão distorcida da realidade: “o policial é mau e o bandido é bom (ou vítima)”, “o empregador é mau e o trabalhador é bom e explorado”; “o menor infrator é vítima da sociedade”; “aquele que trabalha e produz não tem o direito de possuir propriedades ou bens”; “a verdade é censurada e a mentira liberada, conforme o lado que a divulga”; “ter e expressar opinião passou a ser crime, quando os contraria”; “os que mais falam em democracia são os que menos a praticam”(engodo semântico)[1]; “pessoas de bem são presas por suas opiniões e criminosos são descondenados”; “prisioneiros, assassinos dos pais, são liberados para a saidinha, no dia das mães e dos pais”; e assim por diante. Um dia o candidato acusa publicamente o adversário político de ladrão e o mais corrupto que já governou este país e no momento seguinte se alia a ele e o apoia. A hipocrisia e falta de vergonha escancararam de vez; a irracionalidade tomou conta de algumas pessoas! De um modo geral as pessoas estão perdendo ou já perderam a noção do bem e do mal. A militância progressista, fortemente engajada na relativização de princípios e valores cristãos, tem logrado êxito e, consequentemente, produzido efeitos devastadores e ameaçadores ao equilíbrio e à paz social. As consequências já estão sendo e ainda serão muito amargas para a sociedade.
Não adianta mudar as leis, os costumes, combater a Bíblia, chamar o mal de bem e o bem de mal; porque diante do supremo juiz divino, pecado é pecado (Rm 1.24-25). E, “O salário do pecado é a morte”(Rm 6.23).
5. CORRUPÇÃO INTELECTUAL
“Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Is 5.21)
Presunção, orgulho e autossuficiência são pecados que acompanham o ser humano desde a sua criação, como todos os outros. Na medida que o fim se aproxima, o antropocentrismo e o egocentrismo crescem e os tais pecados afloram. As redes sociais se tornaram palco para muitos massagearem publicamente seu ego e mostrarem sua desejada relevância. As pessoas se mostram, se expressam e dão seus palpites como se fossem entendidas e especialistas em todas as áreas. É preciso resgatar a humildade, perceber que não passamos de um sopro de vida e voltar-se para o Senhor: “Gloriar-se-á no SENHOR a minha alma; os humildes o ouvirão e se alegrarão.” (Sl 34.2). Salomão adverte: “Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos.” (Pv 3.7-8). O conselho de Tiago é para ser levado a sério: “Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (Tg 4.6)
Muitos séculos depois de Isaías, surge o apóstolo Paulo fazendo uma denúncia semelhante: “porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.21-22). Para os impenitentes, a palavra é dura: “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,” (Rm 1.28).
6. CORRUPÇÃO DA JUSTIÇA
“Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte, os quais por suborno justificam o perverso e ao justo negam justiça!” (Is 5.22-23)
Por fim, o sexto “Ai” denuncia a corrupção da justiça. O profeta descreve esses juízes e magistrados corruptos de tal forma que induz nossa mente a imaginar pessoas abjetas e desprezíveis, que só pensam em si mesmas; autoridades que ignoram a verdade e o sofrimento alheio; seres humanos insensíveis que ocupam seus dias bebendo e comendo, enquanto destroem os justos e suas famílias, por suborno. A sociedade humana nunca consegue se livrar de gente dessa estirpe – “Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida (Hc 1.4). No Brasil, lamentavelmente vivemos um tempo crítico e sombrio de “politização da justiça” e “judicialização da política”. Quando autoridades do judiciário deixam de lado a Lei ou a Constituição e fazem prevalecer sua ideologia política (‘suborno ideológico”) e preferência de lado, subvertem a justiça e decretam o colapso de uma sociedade democrática. Quando a justiça falha a sociedade paga um alto preço, perde o ânimo.
Justiça é um tema extremamente relevante ao longo de toda a Bíblia! A lei dada por Deus a Moisés estabelece: “Não farás injustiça no juízo, nem favorecendo o pobre, nem comprazendo ao grande; com justiça julgarás o teu próximo” (Lv 19.15). “Não torcerás a justiça, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno; porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e subverte a causa dos justos” (Dt 16.19). O sábio rei Salomão adverte: “O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o SENHOR, tanto um como o outro”. (Pv 17.15). O profeta Miquéias declara: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq 6.8). No Novo Testamento, Jesus ensina: “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça” (Jo 7.24). Timóteo recomenda aos jovens: “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor” (2Tm 2.22). Se nesta vida a justiça for apenas uma miragem, o apóstolo Pedro nos enche de esperança: “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe 3.13). Enquanto aguardamos o fim de todas as coisas, a palavra de Deus, em seu último livro e capítulo, nos declara: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap 22.11).
Conclusão
“Deus vela pela sua palavra para a cumprir” (Jr 1.12).
Assim como muitas palavras proferidas por Isaías e outros profetas já se cumpriram, outras ainda se cumprirão. Os “AI DOS QUE” de Isaías são permanentes e o recurso de Deus para o pecador é o Evangelho que já se tem mostrado eficaz para a transformação de muitas vidas – “Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. (2Co 4.3-4)
Para os impenitentes, a sentença divina, após esses 6 “Ais”, é muito dura: “Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel.” (Is 5.24)
Que Deus tenha misericórdia de nós!
“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20)
[1] Engodo semântico – armadilha de significado. Segundo o Prof. André L. R. Cardoso (https://www.youtube.com/watch?v=et1Ksdqmq3s) é o uso de palavras para enganar quem ouve. Os comunistas-socialistas têm um dicionário próprio para enganar – o dicionário de Gramsci. Exemplos: DEMOCRACIA – Poder dos socialistas (e não o governo do povo e para o povo); INOCÊNCIA – Lealdade à causa revolucionária comuno-socialista (e não aquele que não é criminoso, corrupto). É por isso que Lula diz que não há pessoa mais inocente do que ele, isto é, leal à causa socialista-comunista que fecha igrejas e persegue os cristãos onde se instala.
Textos base: Provérbios 2.1-22; 5.1-23; 6.20 a 7.27
Introdução
Santidade no casamento é um tema que encontra eco em toda a Bíblia, porém nos fixaremos, principalmente, nos textos do Livro de Provérbios. É aceito que a maior parte deste livro foi escrita por Salomão, sendo que o desconhecido Agur escreveu o capítulo 30 e o rei Lemuel, o capítulo 31. É importante ressaltar que o livro é permeado por inúmeros ensinos, instruções e conselhos para um viver piedoso, bem-sucedido e que agrada a Deus. Neste estudo, abordaremos os conselhos que dizem respeito ao casamento.
“Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor. Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.” (1Rs 11.1-3)
Ouvir o que Salomão tem a dizer sobre o assunto é uma atitude de sensatez, porquanto trata-se de alguém que foi agraciado por Deus com imensa sabedoria e, por outro lado, vivenciou múltiplos relacionamentos. Infelizmente, na sua velhice, ele se deixou perverter por suas mulheres, tornando-se infiel ao seu Deus (1Rs 11.4-8). Como curiosidade, vale citar que Provérbios menciona as palavras homem/homens 126 vezes; e mulher/mulheres 26 vezes e donzela, 1 vez. Chama a atenção os vários adjetivos atribuídos à mulher, quer com conotação positiva (graciosa, formosa, virtuosa e sábia), quer negativa (adúltera, vil, estrangeira, alheia, estranha, rixosa, iracunda, desdenhada), quer neutra (“da tua mocidade”, “do seu próximo”).
Em Provérbios e na Bíblia, o casamento é considerado uma instituição divina, santa e que deve ser defendida, preservada, valorizada e honrada. Entretanto, em todos os tempos, tem sido um desafio blindar o casamento e a família das más influências e ataques contínuos de uma sociedade moralmente corrompida e decadente. O forte apelo ao culto do corpo e a entrega ao prazer, principalmente o sexual, estimulado e favorecido por vários meios de comunicação, são marcas características da sociedade pós-moderna na qual vivemos, e causa de adultérios e destruição de casamentos.
Você está atento e vigilante às investidas contra o casamento e a família? Como anda a santidade no seu casamento? Como fortalecer os alicerces de seu casamento nesses tempos difíceis? Neste estudo procuraremos abordar alguns aspectos sobre as investidas sedutoras e as consequências de se ceder às seduções sexuais ilícitas, bem como podemos nos preparar para enfrentar e resistir às tentações.
1. FIDELIDADE E RESPEITO
Há algum tempo tive a oportunidade de participar de uma reunião de casais; na ocasião foi feita uma dinâmica interessante. Foram apresentadas 23 palavras e o grupo deveria discutir e ordená-las em duas listas distintas, do mais importante para o menos importante, “o que ajuda” e “o que atrapalha” no relacionamento conjugal. O resultado a que o grupo chegou, isto é, as duas palavras mais importantes em cada lista:
O que ajuda:
RESPEITO
O que atrapalha:
INFIDELIDADE
Ou seja, fidelidade e respeito são dois aspectos relevantes na preservação e estabilidade do casamento! É claro que este experimento tem lá suas limitações e seu resultado pode ser questionado, porém, é inegável que tem o seu valor.
Deus instituiu a família a partir do casamento monogâmico e heterossexual, visando à felicidade e à preservação do ser humano (Gn 2.24). Desde o início dos tempos terrenos, a vontade de Deus foi declarada por ele mesmo e ratificada por Jesus Cristo, quatro mil anos depois, bem como pelos apóstolos: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24; comp. Mt 19.5; Ef 5.31). É fácil perceber que está tudo claramente explicitado aqui, neste versículo: a) O casamento implica numa relação heterossexual (pai e mãe, homem e mulher); b) O casamento é monogâmico e exclusivo (os dois); c) O casamento implica no deixar uma família para formar uma nova família (“deixa…”– É um deixar geográfico, financeiro e emocional); d) O casamento torna homem e mulher uma só carne, o que se dá pelo ato sexual (não significa que cada cônjuge perca sua identidade).
O casamento exige fidelidade e exclusividade. Portanto, quando um dos cônjuges se envolve com outra pessoa, quebra a aliança com o seu cônjuge, com quem era uma só carne. O profeta Malaquias fala da parte do Senhor sobre a gravidade da infidelidade conjugal: “E perguntais: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança…… Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis.” (Ml 2.14-16).
O segundo aspecto é o respeito ao cônjuge. Tendemos a tratar com muito cuidado as pessoas de fora da família e de qualquer jeito o cônjuge (e os filhos). Podemos mencionar alguns aspectos da abrangência do respeito, como, por exemplo:
a) Às diferenças – Homens e Mulheres são diferentes e precisam conhecer bem essas diferenças e respeitá-las. Além disso, cada membro da família é único e precisa ser aceito como é, o que não o isenta de buscar o seu aperfeiçoamento.
b) Às limitações – Pessoas são imperfeitas e não gostam de ver suas fraquezas ridicularizadas em família ou em público.
c) À posição – Cada membro da família tem um papel a desempenhar no contexto familiar.
d) À intimidade – As situações vividas em família são privativas de quem as vivenciou. Nenhum membro da família tem o direito de divulgar essas vivências sem o consentimento dos envolvidos.
e) Aos deveres – É preciso cumprir com dedicação suas responsabilidades, dividindo as tarefas.
2. A ARMADILHA SEDUTORA
“porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;” (Pv 5.3)
Vale ressaltar a ênfase que o sábio dá à mulher como uma espécie de “agente da sedução”, com grande potencial para destruir casamentos: “para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras, a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus;” (Pv 2.16). Não se trata de culpar um dos sexos, nem de má vontade com o sexo feminino. Dizem os especialistas que as mulheres são atraídas pela personalidade masculina e estimuladas pelo toque, carícia e palavras românticas. Por outro lado, os homens são atraídos e estimulados pela visão e imaginação. Deus os fez com estas características e ponto final. Sabemos que há, tanto homens quanto mulheres, imorais que se dedicam à sedução e ao prazer, sem ou com objetivos de ganhos financeiros. O fato é que, mesmo naturalmente ou não intencionalmente, apenas por sua beleza e jeito de ser, a mulher é capaz de atrair a atenção masculina. Se ela usa o seu potencial sedutor, intencionalmente, pode sim destruir muitos lares. Não é sem razão que a indústria do sexo explora isso, com revistas masculinas, filmes, novelas etc. Sabendo disso, a mulher, de um modo geral, procura investir no seu visual, e, para que isso não dê lugar à vaidade (aparência ilusória) os apóstolos Paulo e Pedro recomendam às mulheres moderação e bom senso com o aspecto exterior, ressaltando a importância do seu ser interior (1Tm 2.9-10; 1Pe 3.3-6). Enfim, Deus equilibrou as coisas dando ao homem o papel de liderança e autoridade, e à mulher o papel gerar filhos, além da capacidade de seduzir e influenciar.
O conselho do sábio, quanto à mulher alheia, contém um alerta sobre essa armadilha sedutora: “Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender com as suas olhadelas.” (Pv 6.25). Porém, não parou por aqui. No capítulo 7, o seu conselho é expresso na forma de uma dramatização, que bem poderia ser chamada de “Crônica de uma morte anunciada”, tomando emprestado o título do livro de Gabriel García Márquez (Pv 7.6-23). Trata-se de uma vívida e detalhada descrição de um jovem simples e desajuizado que cai numa armadilha sedutora; que sucumbe às tentações de uma mulher adúltera. Então, vejamos:
O narrador é alguém que se põe à espreita, na janela da sua casa, de onde observa e descreve o que se passa na sua vizinhança (v.6).
Ele vê um jovem inquieto circulando próximo da casa de uma mulher casada, adúltera, que o seduziu irresistivelmente (v.7-8).
Para não chamar a atenção, ele faz sua perigosa investida ao anoitecer, supostamente escondido sob o manto da escuridão (v.9).
A mulher não se mostra surpresa e lhe sai ao encontro com vestes de prostituta e astúcia (v.10).
O narrador a descreve como uma mulher nada caseira. Ela é inquieta e gosta de circular pelas ruas fisgando homens inconsequentes para o seu ninho adúltero (vv.11-12).
Ela se aproxima do homem e, sem qualquer pudor ou timidez, põe em ação suas táticas enganadoras e sedutoras: – Ela o beija (v.13). – Ela lhe passa a imagem de uma mulher religiosa que já tinha oferecido os seus “sacrifícios pacíficos”[1] a Deus. Então, o convida para partilhar com ela a carne do sacrifício que deveria ser comida imediatamente após o oferecimento, no mesmo dia (Lv 7.12-17)(v.14). – Ela o lisonjeia (v.15). – Ela o excita, estimulando sua imaginação, descrevendo os detalhes da preparação do seu leito e do ambiente perfumado (vv.16-17). – Ela o convida para desfrutar, durante uma noite inteira, as delícias do amor e prazer (v.18). – Depois de hipnotizá-lo com seu ardor sensual arrebatador, ela procura infundir nele uma falsa sensação de segurança, dizendo que o seu marido havia viajado para longe e não voltaria tão cedo (vv.19-20).
Finalmente, o narrador conclui e sintetiza: “Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou. E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede, até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.” (vv.21-23)
Enfim, o conselho foi dado, aliás, foi tão bem desenhado com palavras e detalhes, que quase dá para ver as cenas. As armadilhas estão por aí, mais perto do que você possa imaginar. Portanto, é preciso ficar atento para não cair no “laço do passarinheiro” (Sl 91.3).
3. INFIDELIDADE TEM CONSEQUÊNCIAS
“Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar. O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa. Achará açoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará. Porque o ciúme excita o furor do marido; e não terá compaixão no dia da vingança. Não se contentará com o resgate, nem aceitará presentes, ainda que sejam muitos.” (Pv 6.29, 32-35)
Aventurais sexuais extraconjugais podem servir de enredo para apimentar romances literários e filmes, entretanto, no mundo real, é inegável suas trágicas consequências. A vida pessoal, familiar e comunitária dos protagonistas de um adultério, bem como de seus familiares, fica extremamente prejudicada ou arruinada.
Segundo o sábio quem peca contra a santidade do casamento:
a) Está no caminho da ruína e morte (Pv 2.18-20; 5.4-5; 7.22-23; 25-27).
Conheci três maridos que traíam suas esposas com suas respectivas amantes, sem que elas soubessem. Coincidência ou não, castigo divino ou não, o fato é que os três tiveram o mesmo destino, morte precoce. Foi no leito do hospital que a verdade emergiu, pois, as amantes quiseram dar um último adeus. Em certa ocasião Jesus afirmou: “Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada se faz escondido, senão para ser revelado.” (Mc 4.22). Normalmente não ocorre a morte física, mas certamente ocorre a “morte moral”.
b) Perde a honra, desperdiça seu vigor e bens (Pv 5.9-10).
c) Está fadado a um final de vida sofrido (Pv 5.11-12).
4. PRESERVANDO A SANTIDADE
“Não adulterarás” (Êx 20.14) “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” (Êx 20.17)
Muita atenção ao 7º e 10º mandamentos! Vivemos num tempo de “liberalismo dos costumes” particularmente desafiador para a manutenção da santidade do casamento. Em termos de Brasil, alguns fatores têm influenciado muito o comportamento dos casais e das famílias, particularmente no período de 1950 até hoje, senão vejamos.
a) Os meios de comunicação deslancharam – Televisão (1952), Satélite (1962), Computador (1980), Internet (1995), a popularização dos Smartphones (a partir de 2007) – e permitiram a rápida disseminação de conteúdo, em grande parte deletério à moral e bons costumes, bem como aos princípios e valores cristãos.
b) As facilidades para se praticar o sexo pré-conjugal e extraconjugal, evitando-se a gravidez indesejada, com o advento da Pílula Anticoncepcional (1960), somado à onda da liberação sexual “Amor Livre” (197x), potencializou a promiscuidade e acarretou expressivo aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e o aparecimento da AIDS (198x), principalmente por causa da dispensa do preservativo (camisinha).
c) A aprovação da Lei do Divórcio (1977) e a maior aceitação, por parte da sociedade e da igreja, do divórcio e novo casamento tendem, eventualmente, a desencorajar os casais a se manterem fiéis ao seu cônjuge e a lutar pela manutenção do seu casamento.
d) O avanço da militância feminista, aliado à necessidade da mulher buscar sua vocação, realização profissional e independência financeira, para não depender de cônjuges eventualmente autoritários e infiéis, e, ainda, a maior abertura do mercado de trabalho à mulher, com profissões muito adequadas ao seu perfil feminino, fez com que a mulher saísse de casa. Há matérias jornalistas que dão conta de que essa maior exposição e convivência de homens e mulheres nas empresas contribuem, tanto para romances e casamentos, quanto para novos romances, adultérios e divórcios.
Provérbios nos apresenta algumas linhas de ação para se manter a santidade na vida e no casamento:
4.1 Firmando-se na Palavra do Senhor
“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia.” (Pv 6.20-23)
O salmista declara guardar no coração a palavra de Deus para não pecar contra Deus (Sl 119.11). É o que também diz o sábio no texto acima, valorizando o bom ensino paterno e materno. Ele ratifica isso em outros textos (Pv 2.1-15; 5.1-3, 7; 7.1-5).
4.2 Investindo no seu casamento
“Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.” (Pv 5.15-19)
O conselho é para que o casal invista numa vida amorosa e sexual sadia e equilibrada, que proporcione prazer e felicidade, um ao outro. Vale lembrar que a privação sexual de um ao outro só deve ocorrer por mútuo consentimento e devido a um motivo razoável, conforme ensina o apóstolo Paulo (1Co 7.5). Porém isso não é tudo! Além da fidelidade, respeito e prazer sexual é preciso investir na comunicação; usar de sinceridade, falando a verdade, com amor, e nunca tramando às escondidas; dar atenção ao cônjuge, percebendo e suprindo suas carências, percebendo e elogiando suas virtudes; enfim, valorizando o cônjuge.
4.3 Fugindo das tentações
“Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar.” (Pv 6.27-29)
Não há nada de errado em sentir-se atraído(a) pelo sexo oposto. Deus criou homem e mulher de forma que se sentissem naturalmente atraídos um pelo outro. O problema acontece quando, sendo casado, se permite envolver e se aproximar muito de outra pessoa. José, do Egito, sendo solteiro, fugiu das investidas que recebeu da mulher de Potifar (Gn 39.7-12); já o rei Davi, casado com várias mulheres, não se controlou e cometeu adultério com Bate-Seba, uma mulher casada (2Sm 11.2-4), pagando um alto preço por isso. Não brinque com fogo, porque você pode se queimar! Além das “tentações presenciais” hoje também há as “tentações virtuais”. Cuidado com a armadilha digital! A pornografia banaliza o sexo, tem o potencial de destruir relacionamentos, gera sentimento de culpa e vergonha, e nos afasta da comunhão com Deus.
Vale transcrever aqui alguns conselhos extraídos do folheto ARMADILHA DIGITAL[2]:
“Preciso abandonar a pornografia porque….
…a minha sexualidade é uma maravilhosa dádiva de Deus, que existe para ser vivenciada numa atmosfera de amor, completude e fidelidade. Ela não foi feita para ser vulgarizada pela lascívia e prática da pornografia;
…além de alienante e vazia, a pornografia me projeta numa espiral infinita de obsessão pelo prazer físico, que nunca me satisfaz;
…essa prática me torna escravo dos meus instintos carnais, roubando minha liberdade, minando minha pureza e comprometendo minha integridade;
…é um hábito sórdido e vicioso, com consequências danosas para a minha sexualidade e devastadora para a minha espiritualidade.”
Conclusão
Não podemos perder de vista que a sexualidade ilícita ou os pecados relacionados ao sexo não são os únicos a serem enfatizados e combatidos. Há muitos outros pecados que requerem dos líderes das igrejas e de cada cristão igual atenção. Ao mesmo tempo que cuidamos da pureza da igreja, sem moralismos e legalismos hipócritas, precisamos cuidar de nós mesmos: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” (1Co 10.12)
“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.” (Hb 13.4)
Deus instituiu o casamento e a família, e deseja que estes sejam um porto seguro para o indivíduo. Famílias bem estruturadas e sadias contribuem para uma sociedade bem-sucedida, porque elas são células da sociedade. Células sadias geram um corpo sadio, uma sociedade sadia. Façamos a nossa parte!
Que Deus nos ajude!
Bibliografia:
1. Bíblia Sagrada (SBB – Versão Revista e Atualizada). 2. Bíblia Online – SBB. 3. Revista Didaquê – Vida Abundante – VIVENDO E Aprendendo. 4. Armadilha Digital – Agência Missionária Interlink. 5. Internet.
[1] “A oferta pacífica podia ser apresentada: (1) como um ato de gratidão (Lv 7.12-15) por livramentos, respostas de oração, curas etc.; (2) ligada a um voto relacionado a um favor alcançado ou solicitado (Lv 7.16-17), ou (3) como oferta puramente voluntária, espontânea (Lv 7.16-17).”(A Bíblia Anotada) [2] Armadilha Digital – Agência Missionária Interlink.