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O Brado Retumbante x Cordel Encantado

No meu post de 22/08/2011 fiz uma breve análise de conteúdo da novela Cordel Encantado sugerindo que, pelas mensagens sutis e explícitas passadas para a família brasileira, esta poderia ser melhor intitulada de “Bordel Encantado”, daí o trocadilho. Então, o que esta minissérie tem em comum com a novela Cordel Encantado além do ator Domingos Montagner, e com outras tantas produções da Rede Globo? É claro que tecnicamente não se pode negar que são produções bem elaboradas. Porém, nosso foco aqui é conteúdo passado para o público….

É uma história fictícia que aborda política em qualquer lugar do mundo“, explicou o ator Domingos Montagner que vive Paulo Ventura, o protagonista de “O Brado Retumbante”.

Lá em Cordel Encantado ele foi o Rei do Cangaço, aqui, o presidente do Congresso Nacional de um Brasil fictício que inesperadamente assume a Presidência da República depois do acidente e morte do Presidente e seu Vice. A trama gravita em torno do combate à herança corrupta comandada pelos ministros nomeados pelo seu antecessor e a outros ferrenhos opositores pertencentes à banda podre da política. Sem dúvida este é um excelente ingrediente para aliviar tensões e encantar cidadãos que suspiram e clamam por medidas concretas, eficazes e definitivas de limpeza ética nos poderes legislativo, executivo e judiciário de um Brasil real! Até aqui, tudo bem… Entretanto, apenas a costumeira exploração da luta do bem contra o mal não seria suficiente. Era preciso, como sempre, apimentar, acrescentar o tempero forte do apelo sexual, que não pode faltar na telinha! Se fosse o tempero do amor romântico, legítimo e decente entre homem e mulher, nada contra! Considerando que ninguém é perfeito, o Sr. Paulo Ventura, apesar de idealista ético, era um mulherengo, adúltero e pegador, no linguajar de hoje. Ele poderia ter qualquer outra fraqueza a ser explorada, mas precisava ser essa. Devido a esse seu desvio de caráter estava separado da sua esposa Antonia (Maria Fernanda Candido).  Afinal, adultério é quebra da aliança do casamento. Devido a essa nova situação de Presidente, ele pede à sua ex-esposa Antonia para voltar a morar com ele e ela Ela “aceita voltar com ele porque, apesar de tudo, ela é muito parceira e existe um amor muito profundo entre a Antonia e o Paulo” (comenta a atriz Maria Fernanda Candido). Para encurtar esta análise, vejam como uma minissérie pode ser usada:

1. Desserviço à instituição do casamento e a família.

Tal qual na novela Cordel Encantado, temos aqui um desserviço prestado a instituição do casamento e a família. O Sr. Paulo Ventura tinha tudo para restaurar seu casamento e, ao lado da sua esposa e parceira, desenvolver um belo trabalho na presidência. Entretanto, enquanto combatia corajosamente os corruptos do Congresso não conseguia dominar sua libido, traindo e desrespeitando sua esposa e mãe de seus filhos, contando sempre com a tolerância e cumplicidade de seus aliados mais próximos e assessores que, por exemplo, deram cobertura a um encontro dele com uma amante, num cenário de alta produção que fracassou, pois a jovem passou mal. Nem hospitalizado o sujeito se aquietou; teve que de assediar uma enfermeira no exercício do seu digno trabalho. Depois da alta teve um caso com sua médica particular que, de igual forma, sem escrúpulos, traiu seu marido e família. Diante de tanta mentira e traição sua esposa Antonia volta a se afastar e tem um caso com um escritor argentino. Finalmente, o Presidente pegador também tem um caso com Fernanda (Mariana Lima), a responsável pela comunicação entre a Presidência e o Congresso que há muito tempo escondia sua paixão por ele. Outro casamento destruído é o da filha de Paulo Ventura que não resiste à traição política do seu marido, que armou contra seu próprio sogro e presidente.

Algumas mensagens sutis e perigosas são passadas nessa minissérie:

A primeira é a da “aparente inviabilidade” de um casamento duradouro e feliz. O casamento é frequentemente apresentado na telinha como problema e como cerceador da liberdade e felicidade do indivíduo.

A segunda é a da “aparente viabilidade” de uma conduta ética irrepreensível de um governante, que é capaz de resistir ao nepotismo ou deixar sua filha dormir na prisão para dar o exemplo de não fazer valer sua posição para resolver problemas particulares de seus familiares etc e, ao mesmo tempo, não é capaz de ser fiel e de falar a verdade com a sua esposa. A pergunta que não quer calar é: Pode, de fato, existir esse tipo de caráter ético capaz de ser fiel, justo e verdadeiro com a nação, com o povo e não o ser com a pessoa amada que vive debaixo do mesmo teto? Certamente que não! Isso é enganação! Acreditem que, no início cheguei até a pensar em “votar” no Paulo Ventura, mas mudei de idéia quando percebi que o seu caráter, tal qual a estória, também é ficção.

2. Prestação de Serviço à causa LGBT.

É impressionante a estratégia das emissoras de passar mensagens e conceitos através de novelas e minisséries. Dia após dia, em horário nobre ou fora dele, é empurrado goela abaixo do telespectador os desvios da sexualidade como sendo algo normal. Normal não é, mas, infelizmente, é cada vez mais comum. Aparentemente um episódio foi cuidadosamente inserido para colaborar com a causa LGBT. O Sr. Paulo Ventura teve a desventura de ter um filho efeminado e transexual. Então é mostrado como um pai de “caráter tão nobre”, mas “ultrapassado”, após várias sessões com seu analista, passou a “aceitar” a opção sexual do filho. Não tenho dúvida de que pais, familiares e a sociedade devem respeitar as pessoas como elas são, mas não necessariamente são obrigados a aceitar e concordar com o que fazem! Também fizeram questão de mostrar uma cena de um transexual (o tal filho do presidente) apanhando de um heterossexual para não deixar apagar na consciência coletiva a chama da “lei da homofobia”, a partir da qual uma minoria barulhenta quer impor à maioria a aceitação da sua causa, instituir privilégios e calar os contrários. Mais uma vez é preciso deixar claro que somos totalmente intolerantes a qualquer forma e prática de violência contra pessoas. Entretanto, para punir tais crimes já temos as devidas leis.

Um país próspero para todos com ética e libertinagem sexual só existe na ficção. Porém, um país sustentável se faz com famílias bem estruturadas, éticas e saudáveis, que temem ao Senhor Deus e praticam a sua vontade.

É isso aí! Fique alerta e resista firmemente! Não deixe que a mídia faça a sua cabeça!

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