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Archive for dezembro \19\America/Sao_Paulo 2011

Amigo, que ser é este?

Do pó da terra Deus fez o homem,
Da costela do homem, a mulher,
Da sublime e misteriosa fusão destes dois,
Os filhos, a raça humana.

E o amigo, como se fez?

As riquezas multiplicam os amigos,
Mas esses não são amigos verdadeiros,
São interesseiros travestidos de amigos.
Nas vitórias, meus amigos me conhecem;
Nas derrotas (ou nas dificuldades), eu conheço os meus amigos.

As redes sociais multiplicam os amigos,
Mas esses são amigos virtuais,
Alguns são amigos reais, outros, eventuais,
Muitos são apenas conhecidos,
Outros, até desconhecidos.

E o amigo, como se fez?

Será que foi o destino? Não!
O destino faz os parentes, a escolha os amigos.
E há amigo mais chegado do que irmão.
Porque um irmão pode não ser um amigo,
Mas um amigo será sempre um irmão.

Os laços de sangue fazem os parentes,
O amigo é resultado da junção de alguns atributos e qualidades:
A paciência, a compreensão, o carinho e o amor que são típicos da mãe.
A determinação, a força, a decisão e a razão tirados do pai.
A pureza, a espontaneidade, a alegria e a sinceridade das crianças.
A ternura, a experiência e a moderação dos avôs e das avós.
Da mistura de tantas qualidades surgiu alguém tão especial nas nossas vidas:
– O amigo!

amigos de vários matizes,
Cada um com seu jeito próprio de ser.
Há aqueles, com matizes mais claros,
Que nos despertam para a beleza da vida, para a esperança.
Há aqueles, com matizes mais escuros,
Que revelam a obscuridade de nossos atos e comportamentos.
Há aqueles, com matizes mais vívidos,
Que nos motivam e energizam para as realizações e desafios da vida.
Há aqueles, com matizes mais suaves,
Que nos ensinam o silêncio, a internalização e o autoconhecimento.

Amigo é alguém que sabe quase tudo a nosso respeito e gosta de nós assim mesmo.
Isto não é incrível?
Porque amigo é uma pessoa com quem você ousa ser você mesmo.

Amigo não é aquele que diz tudo o que você quer ouvir;
Nem aquele que concorda com todas as tuas opiniões.
Amigo é aquele que diz tudo o que você precisa ouvir;
Até mesmo contrariando tua opinião.
Porque amigo não é a duplicação egocêntrica do nosso ser,
Mas uma referência independente e distinta,
Capaz de gerar em nós elementos para uma sadia reflexão!

Você tem amigos?
A única forma de ter um amigo é ser um.
Lembre-se de que mais importante do que fazer novos amigos é conservar os antigos.

Você tem inimigos?
Acredite que a única forma segura e certa de destruir um inimigo é torná-lo um amigo.

E, quem é o melhor amigo?
Jesus é o melhor amigo! Por que?
Porque ele é o amigo de todas as horas!
Porque ele jamais te decepcionará ou abandonará!
Porque ele é perfeito em todos os seus caminhos!
Porque ele é o Caminho, a Verdade e a Vida!
Porque ele é o Salvador Eterno!

Quem é amigo de Jesus? Ele mesmo responde:
“Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.” (Jo 15.14)

Reflita e louve a Deus com a letra deste cântico:

Não existe nada melhor
Do que ser amigo de Deus
Caminhar seguro na luz
Desfrutar do seu amor
Ter a paz no coração
Viver sempre em comunhão
E assim perceber
A grandeza do poder
De Jesus meu bom pastor.

 

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Cristo permanece fiel?

“Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele; se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” (2 Tm 2.11-13)

Há versículos na Bíblia, ou parte deles, que certamente ficam mais marcados em nossa memória do que outros.  Um destes, ou a parte inicial dele, é “se somos infiéis, ele permanece fiel” (2 Tm 2.13). É muito comum que pessoas ligadas a uma igreja e que se consideram salvas por Cristo retenham em suas mentes essa afirmação e, associada a ela, a interpretação apressada de que “ainda que eu seja infiel, Deus ou Cristo continuará fiel a mim”. Alguns elementos corroboram para tal interpretação do texto bíblico: a) O racionalismo existencial e as máximas: “– Pecar é humano;” “– Deus é todo amor;” b) A sublimação e a auto-misericórdia; c) A pressa que conduz à desconsideração dos princípios básicos da exegese, sendo um deles o que aponta para a necessidade de observar o texto no seu contexto. Então, qual é a interpretação correta desta afirmação?

É interessante, inicialmente, conceituar o adjetivo “fiel”. Alguns dos significados apresentados pelo dicionário são: (1) Que guarda fidelidade. (2) Que cumpre aquilo a que se obriga. (3) Que tem afeição constante. (4) Leal. (5) Honrado, probo. (6) Exato, pontual. (7) Verídico. Portanto, ser fiel a Cristo é ser leal, verdadeiro, cumpridor dos seus ensinamentos e do compromisso de segui-lo tão de perto e tão integralmente até que se forme em nós a sua própria imagem, ao ponto dos outros verem Cristo em nós! (Gl 2.19-20; Rm 8.29; 2Co 3.18; Cl 3.10). É ser alguém que procede segundo o que está no coração e na mente de Deus: “Então, suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na mente;” (1 Sm 2.35). Aí você dirá: “e qual é o ser humano capaz de cumprir tão elevado padrão sem nunca falhar?” Boa pergunta! Isso me faz lembrar dos clássicos “3P” da Salvação em Cristo:

1º) Somos salvos da PENA do pecado (Rm 8.1);

2º) Somos salvos do PODER do pecado (Rm 6.14);

3º) Seremos salvos da PRESENÇA do pecado, quando deixarmos este corpo terrestre (Rm 13.11).

Portanto, ainda estamos sujeitos a pecar, eventualmente. É bom lembrar o que diz João: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1Jo 3.9). Viver na graça não é viver sem pecar, porém, está longe de ser um viver uma vida de libertinagem! O grande problema de muitos cristãos, hoje e sempre, é a perda da sensibilidade e da capacidade de discernir o que desagrada a Deus. Algumas das causas são: não dar lugar ao Espírito Santo, abandono da Bíblia, falta de orientação dos líderes ou de interesse dos próprios etc. Não nos esqueçamos do que Jesus disse: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6.46) e, ainda: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.” (Jo 15.14)

O que acontece quando pecamos, quando somos infiéis a Cristo?

1º) Perdemos a comunhão com ele (1Jo 1.6)!

Isto é básico no ensinamento bíblico: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” (Is 59.2). Ninguém se iluda; enquanto não nos arrependermos e não confessarmos os nossos pecados, permaneceremos nesse estado de afastamento de Deus! Estaremos entregues à nossa própria sorte, pois Deus não tem compromisso com infiéis. Entretanto, a sua vontade é de que voltemos para ele, como o pai do filho pródigo: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1Jo 1.9)

2º) Cristo permanece fiel! A quem ou a que?

Certamente que não é aos infiéis, pois a comunhão estará cortada até que estes se arrependam e confessem os seus pecados!

Ele permanece fiel a si mesmo, conforme a parte final do versículo: “pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” (2Tm 2.13). Fiel ao seu caráter de pureza e santidade que repudia o pecado. Fiel a si mesmo como o Remidor enviado pelo Pai para pagar o preço do resgate do pecador arrependido que pela fé se chegue ao trono da graça divina.

Ele permanece fiel à suas promessas e afirmações, conforme diz o versículo 12: “se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará;”. Na bíblia há uma infinidade de afirmações, promessas e bem-aventuranças para os que estão em Cristo; e, também há outras tantas afirmações e maldições para aqueles que permanecerem longe dele, trilhando o caminho da impiedade e infidelidade. A todas essas bênçãos e maldições Cristo permanece fiel.

Então, encerramos esta reflexão, reescrevendo e transferindo a você a proposta que Josué fez ao povo de Israel em Josué 24.14-15:

“Agora, pois, temei ao SENHOR e servi-o com integridade e com fidelidade; deixai de lado aqueles prazeres pecaminosos e efêmeros da carne e o caminho dos ímpios ao teu redor e servi ao SENHOR. Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se ao maligno e príncipe das trevas, ou aos ímpios e errantes em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Js 24.14-15 adaptado)

Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Ap 2.10b)

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