Mulher – Virtudes que Empoderam

Texto base: Provérbios 31.10-31.

Introdução:          

“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias.” (Pv 31.10)

O livro de Provérbios é permeado por inúmeros ensinos, instruções e conselhos para um viver piedoso, bem-sucedido e que agrada a Deus. Depois de muitas referências negativas (e alertas) quanto à mulher (adúltera, estrangeira, vil, rixosa, iracunda) e, também, positivas (graciosa, virtuosa, sábia), no seu último capítulo encontramos esse clássico bíblico apreciando e enaltecendo a mulher – esposa e mãe – alguém tão especial no projeto de Deus que recebeu a sublime missão de gestar em seu corpo e ventre a prole humana. Este texto é um “espelho para as mulheres” (Matthew Henry).

O capítulo 31 começa revelando que o texto é do ilustre e desconhecido rei Lemuel (de Massá), cujo nome significa “que pertence a Deus”, reproduzindo o que teria aprendido com sua mãe (Pv 31.1). Esta seção final do livro e do capítulo 31 (versículos 10 a 31) foi escrita na forma literária de acróstico, ou seja, cada um dos 22 versículos se inicia com uma das 22 letras do alfabeto hebraico (alefe, beth, gimel, dalete etc.), sequencialmente.

O tema MULHER nunca foi tão atual, principalmente a partir do momento em que as feministas o elegeram como sua bandeira maior. Vale lembrar que o projeto maior desse movimento não é a promoção da mulher, mas a destruição da família tradicional. E, mais, fazer da mulher um homem, é a maior promoção do machismo. A discussão acontece na sociedade secular, bem como no meio eclesiástico e de forma efervescente: a igualdade entre os sexos, o papel e lugar da mulher, o empoderamento da mulher, o direito sobre o seu corpo (aborto), a violência contra a mulher (feminicídio), a representatividade da mulher nas organizações públicas e privadas, a remuneração igual no mercado de trabalho etc.

O que esse texto, escrito a cerca de três mil anos (982 aC), teria a nos dizer de relevante, hoje? Primeiramente, é preciso entender bem o contexto da época em que foi escrito. Em seguida, projetá-lo no contexto dessa sociedade pós-moderna na qual vivemos. Ou seja, é preciso seguir a regra geral da hermenêutica bíblica.

Ao ler esse texto me vem à mente a imagem de uma sociedade baseada predominantemente na agricultura e pecuária. Nesse contexto, imagino uma fazenda de porte razoável, com um casal; alguns filhos; servos trabalhando na casa, sob a orientação e supervisão da esposa e outros servos e/ou empregados, trabalhando no campo, sob a orientação e supervisão do marido. O foco do texto é posto na esposa e mãe. É bem provável que o autor não teria em mente uma única mulher que reunisse todas as qualidades mencionadas. Acredita-se que a intenção tenha sido a de elaborar um quadro descritivo ideal do que seria uma mulher (esposa e mãe) virtuosa. Portanto, não deve se sentir frustrada aquela mulher que perceber que não desenvolveu todas as qualidades mencionadas no texto.

Então, vejamos o que qualificaria uma mulher como virtuosa, digna de ser “louvada”. Por falar nisso, embora várias versões da bíblia mencionem o termo louvor (“seu marido a louva”– v.28; “essa será louvada” – v.30; “de público a louvarão” – v.31), fica melhor substituir “louvor” por “apreciação” ou “elogio”, reservando o termo louvor para Deus que é digno de todo o nosso louvor e adoração. Já há algum tempo aprendi que, pelo menos no âmbito eclesiástico, não usamos a expressão “voto de louvor” direcionado a pessoas, mas “voto de apreciação”, o que concordo plenamente.  

Há muitas formas de classificar e definir as dimensões de um ser humano. Para efeito deste estudo vamos considerar quatro e perceber como uma mulher virtuosa poderia se enquadrar.

1. DIMENSÃO INTELECTUAL
    Aspectos: Caráter, Personalidade, Valores, Confiabilidade, Bondade, Estética etc.

“O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho.” (Pv 31.11)
“Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida.” (Pv 31.12)
“A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações.” (Pv 31.25)
“Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.” (Pv 31.28-29)

A mulher virtuosa é, sem dúvida, uma pessoa diferenciada. Ela é vista como uma mulher capaz, dotada de nobre caráter e conhecimento das coisas úteis, para o desempenho do seu papel de esposa e mãe:

  • Sua presença é marcante e inspiradora para toda a família.
  • O seu marido confia nela porque ela é uma companheira fiel a ele, o apoiando e o encorajando, na enfermidade, na adversidade e na velhice.
  • Ela demonstra seu nobre caráter por meio das suas ações.
  • Tem a capacidade de administrar a sua casa, não dilapidando os recursos do casal com coisas supérfluas, ao contrário, promovendo prosperidade.
  • Ela edifica a sua casa e é o esteio do seu lar.
  • Ela tem opinião própria, sem ser arrogante; é firme e determinada sem ser autoritária.
  • Ela tem consciência do seu papel e é dedicada no cumprimento da sua missão.
  • Ela é cuidadosa consigo mesma; com sua mente, corpo e aparência.
  • Sua bondade, força e dignidade permeiam os seus atos e adorna o seu caráter e personalidade.
  • Seu zelo pela previdência humana e seu descanso na providência divina a fazem não abrigar preocupações com o dia de amanhã.

Uma mulher virtuosa, adornada de tantas qualidades, resplandece mais do que uma mulher fútil, vaidosa, vazia, enfeitada de finas joias, pois é a formosura interior que dá brilho ao que é exterior. “Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus.” (1Pe 3.3-4)

Toda essa sua performance não passa despercebida pelos seus que a honram e não lhe poupam palavras e gestos de reconhecimento e apreciação.

2. DIMENSÃO LABORAL
    Aspectos: Habilidades, Desempenho, Disposição, Dedicação, Persistência etc.

“Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos.” (Pv 31.13)
“É como o navio mercante: de longe traz o seu pão.” (Pv 31.14)
“É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.” (Pv 31.15)
“Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas do seu trabalho.” (Pv 31.16)
“Cinge os lombos de força e fortalece os braços.” (Pv 31.17)
“Ela percebe que o seu ganho é bom; a sua lâmpada não se apaga de noite.” (Pv 31.18)
“Estende as mãos ao fuso, mãos que pegam na roca.” (Pv 31.19)
“No tocante à sua casa, não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate.” (Pv 31.21)
“Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura.” (Pv 31.22)
“Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, e dá cintas aos mercadores.” (Pv 31.24)
“Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça.” (Pv 31.27)

Quem imagina que o ideal bíblico para a mulher (esposa e mãe) é alguém inerte, sem vontade própria, sem iniciativas, totalmente dependente, apenas uma cuidadora e doméstica, se equivoca e vai se surpreender com a dimensão laboral da mulher expressa neste texto. Aliás, das quatro, essa é a dimensão mais rica em detalhes e mais extensa.

Homem e mulher foram criados por Deus com a mesma inteligência, porém com certas diferenças que acabam direcionando-os para a realização de funções diferentes. Há evidências sobradas de que determinadas áreas de trabalho e atividades se ajustam melhor e ganham a preferência do público masculino, enquanto outras, do público feminino. Não é nosso objetivo neste estudo tratar do papel da mulher no âmbito eclesiástico, mas do aspecto laboral da mulher virtuosa no cotidiano da família e da sociedade secular.

Analisando superficialmente os versículos acima, selecionados para este segundo tópico verificamos alguns aspectos dessa mulher:

a) Ela participa efetivamente do provimento e sustento da casa e da família, buscando insumos e tecendo com as mãos. Num tempo em que não havia lojas de departamentos e que era caro contratar profissionais, esperava-se que a esposa fosse uma boa costureira. (vv. 13-14)

b) Ela não tem qualquer acordo com a preguiça. Num tempo em que não havia energia e luz elétrica era preciso aproveitar, ao máximo, a luz do sol. Ela acorda muito cedo, de madrugada, providencia a primeira refeição do dia e já distribui as tarefas com as servas, revelando ser uma boa administradora do lar. Ela encarna o ideal da feminilidade: é ativa, trabalhadora diligente e sábia, sempre presente e produtiva; sabe fazer e sabe delegar. (vv. 15, 27)

c) Ela é uma empreendedora, uma microempresária e investidora, lidando com avaliação e aquisição de propriedade e plantando vinha com a renda do seu trabalho. Também faz roupas e cintos para vender aos comerciantes. (vv. 16, 24)

d) Suas atividades laborais adentram a noite. Sua lamparina acesa fala de esperança de uma vida melhor para a família. O trabalho manual árduo e contínuo fortalece seus braços. Ela fabrica tecidos, faz cobertas para o seu próprio uso  e veste-se de linho e púrpura. “Ela evitava o que debilitaria o seu corpo ou amoleceria a sua mente” (Adam Clarke)(vv. 17,18 e 22)

e) Ela não teme o inverno e as tempestades de neve, pois se prepara para esse tempo de frio com antecedência. (v. 21)

Esse é o perfil laboral dessa mulher virtuosa: uma pessoa proativa, dinâmica, que organiza os serviços da casa e dá conta dos seus negócios e empreendimentos. Sem dúvida, alguém que seria capaz de atender às demandas profissionais do nosso tempo. Ela faz algumas investidas no ambiente externo à sua casa, porém, a predominância da sua ocupação se dá na modalidade de home office, para usar o linguajar da vez. Vivemos num tempo muito diferente, principalmente nas grandes metrópoles, entretanto, a essência não mudou. Ambos os cônjuges têm a responsabilidade do sustento e da administração da casa, bem como da educação, orientação, cuidado e disciplina dos filhos. Ambos podem ter que cuidar da sua carreira e vida profissional no mercado de trabalho, porém, devem prestar muita atenção à seguinte afirmação: “Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça.” (Pv 31.27)

3. DIMENSÃO RELACIONAL
    Aspectos: Comunicação, Empatia, Sensibilidade Social, Misericórdia etc.

“Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado.” (Pv 31.20)
“Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra.” (Pv 31.23)
“Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua.” (Pv 31.26)

É fato que as mulheres não são todas iguais e não têm todas o mesmo perfil e vocação. O mesmo se dá com os homens, é claro. Entretanto, de um modo geral e com muitas exceções, quando se trata de relacionamento social a natureza feminina leva vantagem. No lar, ela é a conciliadora, apaziguadora, conselheira, confidente e companheira. No mercado de trabalho ela é predominantemente professora, pedagoga, advogada, enfermeira, assistente social, cuidadora, atendente, secretária, arquiteta, ginecologista etc. Lidar com pessoas é o seu ponto forte. Ela gosta de falar e carrega a pecha de falar muito. Quando sensata e prudente, fala com sabedoria, como Abigail a Davi, pacificando a situação (1Sm 25).

Não há qualquer virtude em se viver uma vida regalada, voltada para o seu próprio umbigo, sem se importar com o próximo. Na sua empatia e sensibilidade, a mulher virtuosa, além de servir e suprir a própria família,  volta o seu olhar para os aflitos e necessitados, para distribuir entre os pobres uma porção da sua generosidade. Ela faz como Rute que deixou tudo para acompanhar e cuidar da sua sogra Noemi (Rt 1.16-18), sendo literalmente reconhecida por Boaz como “mulher virtuosa” (Rt 3.11); ou como a bondosa Dorcas que era notável pelas boas obras que fazia (At 9.36). 

A mulher virtuosa não se presta ao desserviço de falar mal do marido e nem de divulgar as fraquezas e debilidades da sua família. Ao contrário, sua boa atuação projeta uma boa imagem da sua casa, sendo parte do sucesso do seu marido.

4. DIMENSÃO ESPIRITUAL
    Aspectos: Temor a Deus, Fé, Piedade etc.

“Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.” (Pv 31.30)
“Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.” (Pv 31.31)

Chegamos, por fim, à última dimensão, a espiritual. Tudo o que foi dito anteriormente pode ser compartilhado por várias mulheres, independentemente da sua devoção ou não a alguma religião. Entendemos que essa última dimensão, que tem a ver com seu temor a Deus e sua fé, constitui, verdadeiramente, o grande diferencial. “Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.” (Pv 31.29). Sem dúvida, a mulher cristã, regenerada e habitada pelo Espírito Santo, manifestará o fruto do Espírito que é a essência da mulher virtuosa. Essa capacitação divina será um tremendo facilitador e impulsionador para a sua atuação nas três dimensões tratadas acima. Este é o verdadeiro e autêntico empoderamento, o que vem do alto, de Deus! 

Na galeria dos heróis e heroínas da fé (Hb 11) não foram esquecidas as mulheres. Entre os grandes personagens bíblicos ali destacados por sua fé, vamos encontrar Sara (Hb 11.11) e Raabe, a meretriz regenerada por Deus (Hb 11.31). Ao longo da história não faltaram mulheres de Deus que fizeram toda a diferença e marcaram sua época; algumas sempre lembradas e outras permaneceram no anonimato.

Conclusão:

Nesse tempo de pós-modernidade, muitas ideias progressistas e narrativas falaciosas têm surgido e provocado certa inquietação, dentro e fora da igreja. Os absolutos de Deus estão sendo bombardeados diariamente. É preciso ter cuidado e buscar o alicerce na bíblia para não ser arrastado por certas novidades. Nem tudo que é antigo é ruim e nem tudo que é moderno é bom, principalmente no campo das ideias.

É preciso tomar cuidado com certas narrativas que estão sendo empurradas goela abaixo e, muitos, inclusive cristãos, não estão percebendo e reagindo:

– “Lugar de mulher é onde ela quiser!”
– “O trabalho feminino é menos valorizado!”
– “A mulher ganha menos do que o homem!”
– “Meu corpo, minhas regras!”

Nem sempre a mulher recebeu o seu devido valor e igualdade de tratamento e oportunidade. Em boa parte do planeta essa situação melhorou, porém, no restante, predominantemente não cristão, ainda não. Vale ressaltar que Jesus e sua igreja têm resgatado a dignidade e o valor da mulher. No plano maior divino, homem e mulher têm papeis bem definidos, dentro e fora da igreja.

O ensino bíblico da subordinação da esposa ao marido não foi revogado, não caducou e não deprecia a mulher. A subordinação da mulher não significa inferioridade. Sobre isto, comenta Augustus Nicodemus Lopes: “Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho se submete ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que haja qualquer desvalorização ou inferiorização da mulher”. Do mesmo modo, portanto, a submissão da mulher ao homem no contexto do lar e da igreja não significa que ela lhe seja inferior. Explicitamente, à ordem de submissão o apóstolo contrapõe: “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher. Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Deus.” (1Co 11.11-12).

Que Deus nos ajude!

Bibliografia:
1. Bíblia Sagrada (SBB – Versão Revista e Atualizada).
2. Bíblia Online – SBB.
3. Revista Didaquê – Vida Abundante – VIVENDO E Aprendendo.
4. Champlin, Russell Norman, Ph.D. – O Antigo Testamento Interpretado, versículo por versículo – Hagnos.
5. Internet.


Veja, também!

Autoridade e Submissão

Oração pela Pátria

“se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” (2Cr 7.14)

Mais do que nunca é tempo de clamar pela nossa Pátria Amada Brasil, pois a situação é preocupante e o clima muito tenso. A oração modelo de Jesus pode ser assim aplicada ao nosso contexto atual:

“Portanto, vós orareis assim:

Pai nosso, Pai de todos os remidos pelo sangue  de Jesus Cristo, derramado na cruz do Calvário; regenerados e habitados pelo teu Espírito Santo.
que estás nos céus, Nos céus está o teu trono, de onde governas sobre tudo e sobre todos.
santificado seja o teu nome;Seja o teu nome separado de qualquer outro, pois não há Deus ou Ser Supremo como tu, grandioso em poder e majestade em todo o universo. Tu guardas a aliança e estendes a misericórdia aos teus servos que andam diante de ti com sinceridade e de todo o coração. (1Rs 8.23; 2Cr 6.14).
venha o teu reino;Tu, Senhor, governas com soberania absoluta sobre toda a criação e a história. Que o teu reino se expanda à medida que as pessoas se submetam a Jesus Cristo por meio do testemunho da tua igreja, e que o teu reino seja plenamente estabelecido com a volta do teu Filho, em glória e poder.
faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;A tua vontade, ó Deus, é “boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2) para conosco e para com a nossa Pátria Amada. Que ela se estabeleça plenamente em nossas vidas e em nossa Pátria.
o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;Por tua infinita bondade, nossa Pátria é rica em recursos naturais. Que a ganância e a insensatez de alguns não impeçam que o pão material e o pão espiritual cheguem a cada lar, a cada compatriota.
e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;Perdoa, Senhor, a todos que, em algum momento, temos falhado com a nossa Pátria, com ações inconsequentes e irresponsáveis, inclusive, algumas vezes, elegendo maus representantes para o legislativo e maus governantes para o executivo.
e não nos deixes cair em tentação;Não nos deixes ser levados:
– Pelas promessas fantasiosas e mentirosas de candidatos inescrupulosos e enganadores, que são lobos travestidos de ovelhas.  
– Pelos “encantadores de serpentes”.
– Pelos que disseminam narrativas falsas sobre um suposto caos atual, colocando-se como únicos salvadores da Pátria.
– Pela falsa defesa dos pobres, dos trabalhadores e da redução das desigualdades sociais, apenas como pretexto para receber voto (chavão populista).
– Pela falsa preocupação com a preservação do meio ambiente (chavão populista).
mas livra-nos do malLivra-nos:
– De não reconhecermos a visitação divina, quando nos envias líderes e governantes honestos e competentes, como resposta de oração.
– De agirmos como Pilatos, lavando as mãos, nos omitindo de lutar contra a injustiça e a censura. ­
– Daqueles que favorecem os ímpios e perseguem os cidadãos de bem; que continuam “soltando Barrabás e crucificando Jesus”.
– De flertarmos com o novo e desconhecido, por mero capricho, sem procedermos a uma efetiva avaliação.
– Do Socialismo-Comunismo que tem destruído nações e ceifado a liberdade.
– Do progressismo anticristão e da Cristofobia.
– Da desconstrução da família e do direito de propriedade.
– Da defesa irracional das minorias (sem a consistente argumentação lógica e humana).
– Da legalização do aborto.
– Da descriminalização das drogas.
– Da defesa irracional da igualdade de gênero (sem a consistente argumentação lógica e biológica).
– Da desconstrução da heteronormatividade.
– Da ideologia de gênero, agênero, gênero não-binário etc.
– Da erotização das nossas crianças.
– Da “linguagem neutra”, bem como, do uso de palavras de baixo calão (palavrão).
– Da disseminação de narrativas falsas ou tendenciosas por veículos de comunicação, principalmente aqueles que se beneficiam de recursos públicos e, muitas vezes, acabam por distorcer informações para atender a interesses específicos, em vez de cumprirem seu papel de informar com imparcialidade e responsabilidade.
pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.Assim orando, descansamos em ti, nosso Deus e Pai, Criador e Sustentador da nossa Amada Pátria.
Amém!” (Mt 6.9-13)Que assim seja, para a glória de Deus e para o nosso bem!

Que Deus abençoe a nossa Pátria Amada, preserve a nossa família e nos ajude a vivermos em paz, em harmonia e com liberdade!

“A democracia não é um sistema feito para garantir que os melhores sejam eleitos, MAS SIM, PARA IMPEDIR QUE OS RUINS FIQUEM PARA SEMPRE” (Margaret Thatcher)


Veja, também:

Cristão, Igreja, Política e Comunismo

Oração de Mãe



Bondoso Deus, Pai Amantíssimo,

Ensina-me e ajuda-me a respeitar meus filhos e fazer-me digna de seu respeito;
a elogiá-los muito e a censurá-los pouco;
a dar ênfase aos seus sucessos e atenuar suas falhas;
a fazer-lhes unicamente aquelas promessas que eu possa cumprir;
a ter confiança ilimitada em meus filhos, sendo sempre leal para com eles;
a auxiliá-los na formação e defesa de suas próprias personalidades,
evitando sujeitá-los aos meus próprios desejos;
a cuidar de seu físico, da sua mente e do seu espírito;
a mostrar-me alegre e pronta a sorrir,
pois as crianças gostam do riso como gostam do sol;
a ter para com eles infinita paciência e condescendência,
porque eles têm muito a aprender e eu mesma não sou muito sábia;
a proteger meus filhos do meu nervosismo, da minha cólera,
dos meus defeitos pessoais, do meu pessimismo e dos meus temores;
a auxiliá-los a escolher a carreira para a qual se sintam vocacionados,
em lugar de querer satisfazer, através deles, a minha ambição pessoal;
a dedicar-lhes tempo e esforço de modo a poder ser a
sua amiga mais íntima e interessada;
a preparar meus filhos para que saibam enfrentar, heroica,
honesta e independentemente, a vida e o mundo;
a dar-lhes liberdade e a ensinar-lhes como usá-la, de modo que não confundam liberdade com licenciosidade;
a mostrar, para com eles, o meu profundo amor;
a cuidar deles conscienciosamente,
a educá-los com inteligência e afeição, fugindo aos métodos de punições e terror;
a guiar meus filhos em lugar de conduzi-los;
a dirigir sua energia em lugar de reprimi-la;
a procurar compreendê-los em lugar de julgá-los;
e, apesar de todas as suas falhas, triviais ou sérias, amá-los decididamente.
Peço-te, ó Deus, em nome do Melhor dos Filhos,
nosso Bendito e Amado Jesus.
Amém!

( Autor desconhecido )

As 7 “palavras” da cruz

Introdução

As sete “palavras” ou frases ou manifestações verbais de Jesus, pendurado na cruz do Calvário, não são mais nem menos importantes do que as demais proferidas por ele ao longo do seu ministério terreno. Suas palavras sempre merecem nossa atenção e sempre têm algo a nos revelar e ensinar. Os quatro evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João, nos legaram a biografia de Jesus. Neste ponto da sua trajetória, pendurado na cruz, nenhum deles registrou todas as sete falas de Jesus; por outro lado, nenhum deles deixou de registrar pelo menos uma delas. É interessante que Lucas mencionou três, João outras três e, finalmente, Mateus e Marcos registram a outra, totalizando, assim, as sete.

As três primeiras manifestações de Jesus, na cruz, foram feitas nas três primeiras horas da crucificação e antes do período das trevas. Verifica-se nelas o real e constante cuidado do Senhor com as pessoas!

1ª) Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.
(Amoroso e Perdoador) (Oração do Senhor pelos inimigos)

“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” (Lc 23.34)

Essa declaração de Jesus, apenas registrada por Lucas, tem sido tradicionalmente aceita como a primeira das sete que ele fez na cruz, embora nenhuma certeza exista quanto à ordem cronológica delas. O fato é que essa expressão reflete o espírito perdoador que se sabe ter tido Jesus, declarado muitos anos antes pelo profeta Isaías: “… foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu.” (Is 53.12b).

Jesus atribuiu a ignorância como a causa de suas atitudes hostis. A ignorância dos soldados foi circunstancial, porquanto foram envolvidos em acontecimentos que não haviam provocado e que não podiam controlar (At 3.17; At 17.30). A ignorância dos judeus, entretanto, foi judicial, porquanto haviam fechado os próprios olhos à realidade de Jesus. Os judeus, foram seduzidos pelos seus líderes religiosos que não quiseram admitir o caráter messiânico de Jesus.

Quanto ao perdão de Jesus, era de caráter universal, não excluindo, Pilatos, os escribas e fariseus etc. O perdão, portanto, é tão largo e profundo quanto o pecado. O pecado tem sido universal, e o perdão oferecido tem sido igualmente universal.

2ª) Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
(Salvador)(Uma valorosa promessa)

“Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23.43)

Três cruzes foram erguidas no monte do Calvário. Cada uma delas traz uma mensagem objetiva aos corações dos homens:

a) A CRUZ DA REDENÇÃO (Lc 23.33; Ef 1.17)

Ali naquela cruz do centro havia um homem morrendo “pelos nossos pecados”(1Co 15.3)

b) A CRUZ DA REJEIÇÃO (Lc 23.39)

Ali naquela cruz do lado havia um homem morrendo “em pecado”.

c) A CRUZ DA RECEPÇÃO  (Lc 23.40-42)

Ali naquela cruz do outro lado havia um homem morrendo “para o pecado”. Era a cruz do triunfo da fé e da graça.

É impressionante o que se passou com aquele malfeitor arrependido (Lc 23.40-42):

– Temeu a Deus e reprovou o companheiro de infortúnio;
– Confessou a justiça do seu castigo;
– Reconheceu que Jesus era inocente;
– Creu num Cristo vivo além da sepultura;
– Creu num Reino além da cruz, com Jesus por seu futuro Rei;
– Pediu por si mesmo, e provou a verdade da palavra “Quem invocar o nome do Senhor será salvo”.

Desta forma ele foi acolhido por Jesus nos últimos instantes da sua vida.

Bem diferente foi a atitude do outro malfeitor. Não percebeu o seu erro nem se arrependeu. Não percebeu qualquer valor em Cristo. Seu coração estava voltado apenas para esta vida. Queria continuar no mesmo caminho largo que o conduziu até ali. Ele deixou escapar a maior e última oportunidade da sua vida.

3ª) Mulher, eis aí teu filho | … Eis aí tua mãe.
(Cuidadoso)(Entrega mútua – Maria x discípulo amado)

“Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa.” (Jo 19.26-27)

A cruz de Cristo estava envolvida por um clima de extrema hostilidade, contrastado por um pequeno grupo de mulheres e mais o discípulo amado, que estavam perto da cruz e, com amargura de alma, contemplavam o ultraje sofrido por aquele que lhes era tão querido. Em qualquer tempo isso tem acontecido: muitos são os que escarnecem da cruz, enquanto poucos são os que se solidarizam com o crucificado, buscando refúgio aos seus pés.

Ali estava, entre outras, a mãe de Jesus, cuja alma estava traspassada pela espada (Lc 2.35) e o discípulo amado, cujo nome não é revelado aqui, mas que sabemos se tratar do apóstolo João, conforme nos indicam outras referências neste mesmo evangelho de João (ver as seguintes referências a ele mas que não lhe mencionam o nome: Jo 1.35-40; 18.5; 20.3, 8; com o adjetivo “amado”: Jo 13.23; 19.26; 20.2 e 21.7, 20. O texto de João 21.24 definidamente vincula esse discípulo ao autor do quarto evangelho).

O Filho e Senhor, moribundo, uniu-os na mais terna das relações. Conforme sempre foi característico no Senhor Jesus, até mesmo nos momentos de suas mais duras provações, como neste caso, em que experimentou dores atrozes. Ele, assim mesmo, dedicou tempo a pensar em “seus semelhantes”, importando-se com o bem-estar deles em tudo quanto lhe era possível. Este caso parece comprovar a suposição de que José, marido de Maria, já havia falecido por essa altura dos acontecimentos, e que Maria já era viúva há algum tempo. José não é mais mencionado em atividade, em toda a narrativa dos quatro evangelhos, após as cenas de Jesus no templo, aos 12 anos de idade (Lc 2.41-50). Entendemos que sua menção em Mateus 13.54-58 é apenas uma referência biográfica ou de identificação – “filho do carpinteiro”. Portanto, se ele estivesse ainda vivo, Jesus não teria de deixar Maria, sua mãe, aos cuidados do seu discípulo João.

As quatro últimas manifestações de Jesus na cruz foram feitas no final das três últimas horas da crucificação e no final do período de trevas. Verifica-se que elas dizem respeito à própria pessoa de Jesus!

4ª) Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
(Desamparado)(Brado de aflição espiritual)

“À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mc 15.34)
“Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt 27.46)

Pode se dizer que os Salmos 22 a 24 formam uma espécie de Trilogia[1] Messiânica, escrita por Davi, uma vez que o personagem central é o Messias – Jesus Cristo, a saber:

– Salmo 22: [Passado]  O Messias encarnado – Sofrimento e Vitória.
– Salmo 23: [Presente] O Messias ressuscitado – O Bom Pastor.
– Salmo 24: [Futuro]    O Messias exaltado – O Rei da Glória.  

“Nos três Salmos, 22, 23 e 24, Cristo é reconhecido no seu ministério a favor dos remidos: no passado, no presente e no futuro. Na sua morte sobre a cruz ele é o substituto (22), na peregrinação ele é o Pastor (23), e no trono ele é o Salvador (24). Os três salmos chamam nossa atenção para a Cruz, o Cajado e a Coroa.” (Goodman)

O Salmo 22, versículo 1, diz assim: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Ainda que tal expressão possa ter algo a ver com a experiência de vida de Davi, certamente é uma referência profética ao sofrimento do Messias. Assim, depois de 3 horas de trevas e 6 horas pendurado no madeiro, Jesus bradou com essas palavras. Este capítulo 22 está repleto de referências proféticas à crucificação do Messias – Jesus!

Este clamor expressa a sensação de abandono experimentado por Jesus, na cruz, ao tomar o nosso lugar, levando sobre si os pecados da humanidade: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.” (Is 53.6) “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2Co 5.21; ver tb 1Pe 2.24). Jamais seremos capazes de avaliar a agonia física, emocional e espiritual que Jesus estava passando, cujo ápice se deu naquela hora nona ou 3 horas da tarde! Embora haja algumas teorias, é um grande mistério esse clamor de Jesus sobre o desamparo de Deus. Seria retórica ou literal a expressão de Jesus. Poderia Deus abandonar o seu Filho Unigênito? Poderia Deus se separar de Deus? Alguns defendem a teoria de que Deus jamais abandonaria seu Filho, mesmo que parecesse que sim. Outros defendem a teoria de que todos os pecados foram literalmente transferidos para Jesus, o Cordeiro de Deus, como acontecia nos sacrifícios do Antigo Testamento, para que fôssemos perdoados e justificados por Deus. Desta forma, Deus-Pai teve que se separar momentaneamente de Jesus, porque ele foi feito pecado e Deus não tem comunhão com o pecado.

5ª) Tenho sede!
(Humano)(Brado de carência física)

“Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! (Jo 19.28)

Esta exclamação de Jesus expõe enfaticamente sua humanidade, pois Jesus, o Deus-Homem, também era o Homem-Deus! A Escritura profética do salmista sobre o lamento do Messias cumpre-se aqui (Sl 69.21). Nesta condição humana ele se iguala a qualquer outro ser humano, exceto que ele não cometeu pecado (Hb 4.15). Há que se ressaltar que Jesus, o Homem-Deus, experimentou tortura e sofrimento extremo nos seus dias finais, a partir do seu aprisionamento e até à sua morte. E foi por mim, por você, por nós!

Há vasta comprovação bíblica e histórica dessa humanidade.

Ele possuía um corpo humano:
– Nascido de mulher (Gl 4.4);
– Sujeito a crescimento (Lc 2.52);
– Visto e tocado pelas pessoas (1Jo 1.1; Mt 26.12);
– Sangrou (Jo 19.34);
– Sujeito à morte física (Jo 19.31).

Ele foi sujeito às limitações da natureza humana:
– Sentiu fome (Mt 4.12);
– Sentiu sede (Jo 19.28);
– Se cansou (Jo 4.6);
– Chorou (Jo 11.35);
– Dormiu (Mc 4.38);
– Foi tentado (Hb 4.15).

A encarnação e consequente humanidade de Jesus Cristo é um fato de extrema relevância para a fé cristã! “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (Jo 1.14). Vale ressaltar que Jesus participou plenamente da nossa humanidade, para que nós pudéssemos participar da sua natureza divina, pela fé, através do Espírito Santo (2Co 3.18; 2Pe 1.4). Já no início da igreja esta teve que lidar com filosofias religiosas oriundas do gnosticismo e docetismo[2]. Isto levou o apóstolo João a alertar a comunidade da fé nestes termos: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;” (1Jo 4.2). “Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo.” (2Jo 1.7). “Essas palavras se referem diretamente ao ‘docetismo` ou ao ‘quase-docetismo` dos gnósticos, mediante o que eles negavam: 1. A encarnação; 2. A validade dos sofrimentos e da morte de Jesus Cristo como expiação; 3. A identidade das naturezas divina e humana da pessoa de Jesus Cristo.”[3]

6ª) Está consumado!
(Consumador)(Brado de vitória – missão cumprida!)

“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.” (Jo 19.30)

O que parecia ser a completa derrota – a morte de Cristo – na verdade se revelou a maior vitória! A missão de expiação pelo pecado estava terminada (Rm 5.11). Era chegado o momento em que essas palavras anteriormente proferidas por Jesus se concretizam: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer;” (Jo 17.4). Também nos ensina a grande verdade, de que a nossa vida tem o sentido maior de glorificar a Deus através da nossa vida, da obra e missão que ele tem designado para cada um de nós (1Co 15.58; Fp 1.6; Cl 1.10; 2Ts 1.11).

Vale destacar algumas das declarações que Jesus mesmo deu a respeito da razão da sua vinda:

– Não veio para revogar a Lei ou os Profetas, mas para cumprir (Mt 5.17);
– Não veio para chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento (Mt 9.13; Mc 2.17; Lc 5.32);
– Não veio trazer paz à terra, mas espada (Mt 10.34 ), ou divisão (Lc 12.51);
– Veio causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra (Mt 10.35);
– Veio salvar o que estava perdido (Mt 18.11);
– Não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mt 20.28; Mc 10.45);
– Veio para pregar a pessoas de vários lugares e povoações (Mc 1.38);
– Não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las (Lc 9.56);
– Veio para lançar fogo sobre a terra (Lc 12.49);
– Veio buscar e salvar o perdido (Lc 19.10);
– Veio em nome do Pai (Jo 5.43);
– Não veio por sua própria vontade (Jo 7.28);
– Ele sabe de onde veio (Jo 8.14);
– Veio de Deus (Jo 8.42);
– Veio a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos (Jo 9.39);
– Veio para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10.10);
– Veio para esta hora (sofrimento e morte)(Jo 12.27);
– Veio como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que nele crê não permaneça nas trevas (Jo 12.46);
– Não veio para julgar o mundo, e sim para salvá-lo (Jo 12.47);
– Veio da parte de Deus (Jo 16.27);
– Veio do Pai (Jo 16.28);
– Veio ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade (Jo 18.37).

E, o apóstolo João acrescentou:

– Veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele (Jo 1.7-8);
– Veio para o que era seu, e os seus não o receberam (Jo 1.11).

Finalmente, vale lembrar o resultado desse “Está consumado!” nessas palavras do apóstolo Paulo: “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.” (Cl 2.13-15)

7ª) Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!
(Sacrifício)(Brado de Confiança e Entrega)

“Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” (Lc 23.46)
“Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.” (Mc 15.37)
“E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.” (Mt 27.50)

A primeira “palavra” iniciou com “Pai” e a última também. Além de Lucas, os evangelistas Mateus e Marcos também mencionaram que Jesus clamou ou bradou em alta voz, porém não registraram o que ele disse, antes do seu último suspiro de vida no seu corpo mortal. Essas palavras também se encontram no Salmo 31.5, Salmo de Davi: “Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade.” Sabedor do limite do seu estado físico Jesus se despediu do seu ministério terreno e do seu corpo mortal se entregando e voltando para o Pai, de onde veio.

Estas palavras transmitem algumas mensagens:

– Ele faz sua última oração testemunhando a todos que o Pai estava e sempre está presente, no governo e controle de todas as coisas.
– Ele tinha plena convicção de que o Deus-Pai o ouviria e o atenderia.
– Ele cria na imortalidade do espírito: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Ec 12.7).
– Ele nos dá o exemplo, nos conforta, e desperta em nós a esperança de que, ao findar o labor desta vida, nós, os salvos, os remidos pelo seu sangue ali na cruz, podemos entregar o espírito ao Pai Celestial.

Vale lembrar que o primeiro mártir cristão – Estêvão – correspondeu a muitas coisas ensinadas pelo Mestre, inclusive a perdoar os seus algozes e a entregar seu espírito a Deus: “E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.” (At 7.59-60). Quão importante é viver tendo a certeza de que, ao deixarmos este mundo, seremos recebidos pelo Pai Celestial! É como diz o hino 153 (HNC):

Com tua mão segura bem a minha,
E meu caminho, alegre, seguirei!
Mesmo onde as sombras caem mais escuras,
Teu rosto vendo, nada temerei.

E no momento de transpor o rio
Que Tu, por mim, vieste atravessar,
Com tua mão segura bem a minha,
E sobre a morte eu hei de triunfar.

Conclusão

É inegável que o “verbo” que se fez carne e habitou entre nós, comunicou eficazmente a mensagem divina, no decorrer de todo o seu ministério terreno, inclusive no ápice do seu sofrimento na cruz. Vimos anteriormente que nessas manifestações finais ele continuou expressando seu cuidado e amor pelas pessoas; as que o rejeitaram e as que o receberam como Messias e Salvador. Também expôs publicamente seus sentimentos, carências físicas, convicção da missão cumprida e entrega.

Finalmente, em face de tudo isso, a pergunta que ainda ecoa é aquela feita por Pilatos: “…. Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? … “ (Mt 27.22). O que você responde? A minha resposta pode ser extraída de algumas estrofes do hino 184 (HNC):

Por meu Jesus eu vou viver
E minha luz farei brilhar.
De dia em dia hei de fazer
O que ao meu Salvador honrar.     

E seja o dia quando for
Que Deus me chame para lá,
Bem certo estou que o Salvador
Contente me receberá.  

A doce voz me soará
De Cristo, amável Redentor!
”Fiel, bom servo, bem está,
Entra no gozo do Senhor.”
E face a face vê-lo-ei,
Liberto e salvo cantarei!
E face a face vê-lo-ei,
Liberto e salvo cantarei.


[1] Trilogia é o conjunto de três trabalhos artísticos, geralmente em literatura ou cinema, que estão conectados, mas que podem ser vistos tanto como trabalho único quanto como obras individuais. (Wikipédia)

[2] Gnosticismo e docetismo. Basicamente o gnosticismo cristão era considerado, assim como o docetismo, seu antecessor, uma forma de heresia sobre a pessoa de Cristo. Enquanto o docetismo afirmava que o corpo humano de Cristo não passava de um fantasma e que o seu sofrimento e morte eram meras aparências (“ou sofria e então não podia ser Deus, ou era verdadeiramente Deus e então não poderia sofrer”), o gnosticismo tentava explicar Cristo em termos de filosofia pagã ou de teosofia. Sendo o mundo material mau, Cristo não poderia ter-se encarnado nele e tampouco o Deus do Velho Testamento poderia ser o mesmo Deus revelado por Cristo. A polêmica, porém, já estava presente nos tempos do Novo Testamento.”….“O gnosticismo exerceu sua maior influência sobre o cristianismo no período entre os anos 135 e 200 d.C. Constituindo a maior ameaça à fé historicamente fundada dos cristãos, sua existência se prolongou por muito mais tempo. Doutrinas gnósticas voltam várias vezes na história da teologia; hoje sobrevivem em teorias ocultistas e espíritas.” (Enciclopédia Mirador Internacional)

[3] Champlin, Ph. D., Russell Norman – O Novo Testamento Interpretado, versículo por versículo.


Veja, também:

Crônica do Calvário

As 4 Representações Bíblicas da Expiação

Cartas de Amor

Num tempo em que não havia Internet e Redes Sociais as cartas cumpriram muito bem o seu papel. Seguem alguns modelos de cartas românticas, inspiradas, sentimentais, emotivas, nostálgicas e sinceras…. daquela época.


CARTA AO NAMORADO QUE SE ACHA AUSENTE

          Meu adorado:

          É o meu mais ardente desejo que esta carta, portadora das minhas saudades e lembranças, vá encontrar-te com saúde, tranquilidade, e que o teu trabalho se desenvolva ao inteiro contento dos teus interesses, que são meus também, porque tudo o que te acontece, de bom ou mau, reflete-se em mim, na minha vida, em razão da afinidade de nossas almas e do muito amor que te dedico.

          Não fosse a imensa saudade que sinto e poderia te dizer que estou bem. Realmente gozo de ótima saúde e tenho tudo quanto desejo, menos a tua presença que desejaria aqui, junto de mim, para beber em meus olhos todo o carinho, toda a ternura e todo o afeto que sinto por ti. Infelizmente, porém, o destino dispõe as coisas, muitas vezes, diferentemente dos nossos desejos, e assim só me resta conformar-me com esta imposição do destino e das circunstâncias, e aguardar, confiante no nosso amor, na sinceridade do teu afeto, que voltes tão logo assim o permitir os teus interesses, para a realização daquilo que mais almejamos na vida — a nossa união perante Deus e a sociedade.

          Ansiosa por notícias tuas, despede-se, muito saudosa,

          A tua,

          S……….


CARTA DECLARAÇÃO DE AMOR

          Minha amiga:

          Quando a ventura me concede o privilégio de passar alguns deliciosos momentos perto de você, sinto que minha alma se abrasa num delicioso calor, ansiosa por lhe exprimir, em palavras ditadas pelo coração, o quanto a amo e venero. Mas, infelizmente, a perturbação que de mim se apodera faz morrer as frases em meus lábios e vejo-me obrigado a calar o quanto desejaria dizer-lhe, tolhido por esse acanhamento.

          Entretanto, nada há de mais justo e natural, nada mais digno e honesto, que confessar francamente àquela que é a luz de minha vida e a cujos encantos minha alma se rende cativa este amor puro e sincero.

          Acredite, minha boa amiga, que sinto por você uma dessas paixões que podem levar um homem à suprema felicidade ou à maior desgraça. Terá você coragem de fazer-me desgraçado com o seu desprezo? Não, não o creio porque confio muito na sensibilidade de seu coração e na nobreza de seu caráter e tenho a certeza de que minha felicidade terá agasalho seguro na retribuição desse grande amor que dedico a você.

          Que possa eu merecer-lhe uma resposta confirmadora de minhas suposições e que suas palavras tragam para meu coração a alegria há tanto esperada.

          É o que te pede o admirador sincero,

          J……….


CARTA RESPONDENDO A UM NAMORADO CIUMENTO

          Meu amor:

          É bem cruel a ideia que fazes da mulher que te ama, pois que lhe lanças em rosto coisas de que ela se acha completamente inocente.

Dizes que amo a outro? Quem é ele?… Acredite que desde o dia em que me declarastes o teu amor, meu coração deixou de distinguir qualquer outro homem que não fosses tu e jamais meus olhos tiveram um olhar a quem quer que seja que pudesse roubar o carinho que só para ti está reservado, porque a ti pertence de forma exclusiva.

          Magoou-me bastante a tua desconfiança concretizada na ríspida carta que me dirigiste. Não permitas que essas desconfianças vãs encontrem guarida em teu coração, pois elas só servem para nos martirizar a ambos e empanar as doces perspectivas de nossa felicidade. Tu és o único homem a quem amo e em quem deposito todas as minhas esperanças de um futuro promissor e de uma felicidade plena e duradoura.

          Acredita-me, sempre tua,

          E……………


CARTA A UMA MOÇA QUE DUVIDA DO SEU AFETO

          Minha querida:

          Não deves duvidar de que te amo com toda a impetuosidade de minha alma.

          Já por repetidas vezes tenho procurado manifestar-te o meu intenso amor, e meus olhos, buscando-te sempre, apaixonados, já deverão ter-te demonstrado a força de minha paixão.

          Reconheço que, sem o merecer, tens sido bastante condescendente para comigo, pois que sempre respondes às minhas cartas, nas quais demonstras corresponder ao meu afeto. Com tudo isso, outro, menos apaixonado que eu, deveria considerar-se plenamente satisfeito e dar graças aos céus por ter alcançado tão grande ventura, e isto é exatamente o que faço todos os dias. Hoje, entretanto, meu coração padece demasiadamente, sentindo a necessidade de te expor de viva voz a intensidade do carinho e a dedicação que alimenta. Sinto o imperioso desejo de fazer-te compartilhar de todas as minhas esperanças e receios; sinto a necessidade de tê-la junto a mim, para confiar-lhe, de perto, todas as minhas preocupações e manifestar-lhe todo o meu afeto.

          Espero que me indiques o dia e a hora para que eu possa ir lançar-me aos teus pés e provar-te, pela minha discrição e respeito, a pureza de meus sentimentos e a intensidade do afeto que te consagra.

          O eternamente teu,

          H……….


CARTA DECLARAÇÃO DE MOÇO RICO PARA MOÇA POBRE

          Caríssima senhorita:

          O homem que neste momento te escreve, sente, pela vez primeira, o toque, em seu coração, da miraculosa flecha de Cupido, que insuflou em sua alma um amor ideal, cheio de emanações celestiais, porque é inspirado por um anjo.

          Sou possuidor, é verdade, de alguns bens materiais, ou melhor dizendo, possuo alguma fortuna que não me leva, entretanto, à vaidade de tornar-me indiferente à pobreza! Tenho aplicado parte dos meus recursos em minorar as necessidades de muitos, e em socorrer aqueles que, por injunções da vida, vivem em extrema miséria.

          Não posso ocultar-te que, como todo o homem nas minhas condições, atirei-me ao turbilhão da vida, em busca do amor fácil e do prazer, mas desde o momento em que meus olhos cruzaram com os teus, senti que a felicidade impunha ao meu coração turbulento a necessidade de purificar-se, de moderar seus impulsos e se preparar para recebê-la, na forma da dádiva mais sublime que é o amor.

          Ofereço-te, pois, o meu amor e com ele a minha vida e tudo quanto possuo. Não creia que aceitando-o estarás sendo distinguida com uma graça especial, porque sou eu quem, se tiver a ventura de ver correspondido o meu afeto por ti, receberei a melhor dádiva que poderia almejar.

É possível que você descreia da sinceridade de minhas palavras, já que a diferença de fortuna pode levar-te a crer que não passo de simples conquistador à cata de aventuras. Afianço-te, porém, e nisto empenho minha honra e minha palavra de cavalheiro, que sou sincero quando te digo! Quero-a!…

          Assim, esperando alcançar a tua confiança, para poder transformar em realidade as minhas palavras, atrevo-me a pedir-lhe uma resposta que seja a justa recompensa da dedicação e sincero afeto.

          Do teu admirador,

          P……….


CARTA DE ROMPIMENTO DE NAMORO

          Senhorita:

          Manda o bom senso que pensemos duas vezes antes de contrairmos os sagrados laços do matrimônio, para que no futuro não venhamos a nos arrepender de um ato realizado irrefletidamente.

          No momento, senhorita, permito-me crer que é a voz do bom senso que fala por minha boca, ditando as palavras que escrevo para dizer-lhe que infelizmente o desenlace de nossas malfadadas relações se impõe como um remédio benéfico para nós ambos ante o aniquilamento definitivo do grande amor que por você eu alimentara.

          Dói menos uma ofensa do que uma desilusão; é preferível a malvadez ao cinismo e o ataque frente a frente dá maior oportunidade à defesa do que a agressão pérfida vibrada à sombra.

          Você procedeu para comigo de uma forma tão condenável que não encontro expressão com que a deva classificar. Se não me amas, devias confessá-lo honestamente, ao invés de humilhar-me preterindo-me ante seus muitos admiradores, entre os quais você própria titubeia em fazer uma escolha definitiva.

          Essas as razões por que hoje sou forçado a terminar com as relações que entre nós existiam, pedindo-lhe a devolução de todas as minhas oferendas, assim como eu devolvo, junto com esta, todas as coisas que de suas mãos recebi.

          Aconselho-a, para o futuro, que não proceda com outro da forma como procedeu comigo, pois disso dependerá talvez a sua felicidade.

          Atenciosamente,

          R……….


CARTA DE RECONCILIAÇÃO

          Minha querida:

          A tristeza de meu coração e a dor que invade minha alma neste instante são o castigo merecido pela intempestividade de minha atitude, pela falta de delicadeza com que, em nosso último encontro, retirei-me de tua companhia dizendo que não voltaria mais.

          Hoje, decorridos já alguns dias. quando com o espírito calmo reflito melhor sobre os motivos que provocaram nossa separação e que nos levaram a tão desagradável desentendimento, vejo que sou o único culpado dessa separação, porque naquele momento faltou-me a calma, a tolerância e a compreensão necessárias para admitir que tinhas razão em tudo quanto disseste e que, afinal, não havia motivos para um rompimento definitivo entre nós dois.

          Penitencio-me, agora, curtindo as dores da saudade e do arrependimento e pedindo-te, minha doce amiga, que aceite novamente o meu amor e o meu carinho, esquecendo o meu imperdoável procedimento e acreditando que a ele fui levado pelo muito amor que te dedico.

Aguardo, ansioso, uma palavra tua para ir depositar aos teus pés o testemunho fiel de meu amor e minha dedicação.

          Do teu,

          A……….


Fonte: Jornal do Brasil – 10/06/1975 (Publicidade Olivetti para o Dia dos Namorados)

Mais sobre a Bíblia

Introdução

Há certas expressões que são interessantes. No livro de Eclesiastes, e somente ali, aparece nove vezes aquela “correr atrás do vento”. Significa fazer algo inútil, sem sentido, como tentar encontrar o sentido da vida descartando Deus. A equivalente atual poderia ser “enxugar gelo”. Outra interessante é “mais do mesmo”. Tem o sentido de falas, ou situações, ou acontecimentos repetitivos, como zombar da fé cristã, corrupção na política e o uso eleitoreiro da causa dos pobres. Naturalmente essa repetição causa tédio ou desconforto ou inconformismo ou até mesmo revolta, conforme o caso. Diferente é o sentimento quando se trata ou se fala da Bíblia, a palavra de Deus. Não nos cansamos de proclamá-la, explicá-la, difundi-la e distingui-la de qualquer outro livro ou literatura. Para nós ela nunca será um livro comum ou obsoleto ou ultrapassado.

Há algo que me deixa bastante intrigado. É o fato de certas pessoas apreciarem muito, amarem demais, ler  ou ouvir determinados teólogos ou pregadores ou pensadores se expressarem sobre a Bíblia. São fascinadas por seus livros, por suas devocionais diárias, pelo que escrevem ou pelo que dizem. Até aqui não há nada de errado. O problema é quando tais pessoas não parecem tão fascinadas assim com a leitura bíblica diária. Não se sentem muito atraídas por ela, não sentem emoção seja lá por qual motivo for. É como estar diante de uma paisagem da natureza lindíssima, vendar os olhos e pedir a um pintor de quadros para descrevê-la. Não seria mais razoável contemplar tal beleza diretamente? Também é preciso ter cuidado com certas elucubrações que se faz do texto bíblico, com o propósito de impressionar o leitor ou ouvinte. São narrativas fictícias e tolas que mancham a pura revelação divina. Sempre haverá um público consumidor ávido por novidades e não muito preocupados se estas têm base sólida na palavra de Deus. Cuidado! Vamos apreciar sim quadros pintados pela mão humana e o talento do artista; entretanto, vamos contemplar a natureza “esculpida” pela incomparável mão do Criador. Vamos apreciar um, sem desprezar o outro. Vamos apreciar o que de bom se escreve ou se diz da bíblia, sem desprezar o que aquele que a inspirou quer nos revelar diretamente através da sua leitura e meditação diárias.

Oh, quanto amo a tua palavra, Senhor!

“A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.” (Sl 19.7-10)

1. Como a Bíblia se denomina ou se define?

– A Palavra de Deus

“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hb 4.12)

– As Palavras Vivas

“É este Moisés quem esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai e com os nossos pais; o qual recebeu palavras vivas para no-las transmitir.” (At 7.38)

– A Escritura de Deus

“As tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas.” (Êx 32.16)

– A Escritura da Verdade

“Mas eu te declararei o que está expresso na escritura da verdade; e ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe.” (Dn 10.21)

– As Sagradas Letras

“e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2Tm 3.15)

– A Lei

“Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo:” (Mt 12.5)

– Os Oráculos de Deus

“Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus;” (1Pe 4.11a)

..

2. O que é a Bíblia? A Bíblia é…

– O mapa do viajante.

– O cajado do peregrino.

– A bússola do piloto.

– O manual do cristão (2Tm 3.16-17).

– Tesouro precioso (Ef 3.8)

– Arma de ataque e defesa (Ef 6.17)

– Luz para o caminhar (Sl 119.105)

– Alimento e sustento espiritual (Mt 4.4)

– Agente de purificação (Ef 5.25-27; Jo 15.3)

– Espelho da alma (Tg 1.23-25)

– Semente da vida (Tg 1.18)

– Tônico (agente revitalizador/revigorante) (Sl 119.25)

.

3. A Bíblia responde às perguntas existenciais básicas.

1ª) De onde eu vim?

O livro de Gênesis nos revela o início de tudo e seus outros livros complementam essa narrativa:

– Cosmos; vida vegetal, animal e humana; família; pecado, queda, morte física, morte espiritual ou separação de Deus; juízos divinos etc.

2ª) Para onde vou?

O livro de apocalipse nos revela o final de tudo e seus outros livros complementam essa narrativa:

– Cosmos; vida terrena; a volta de Cristo; o arrebatamento da igreja; o juízo final; as bodas do Cordeiro; novos céus e nova terra etc.

3ª) O que estou fazendo aqui?

“Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.” (Tg 1.18)

A Bíblia revela a perfeição de Deus, a perdição da criatura humana, a obra redentora de Cristo na cruz do Calvário, a geração de filhos de Deus pelo Espírito Santo.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2Tm 3.16-17)

A Bíblia nos mostra o propósito maior da vida humana e de como vive-la, na busca de Cristo ser formado em nós (Gl 4.19). A Bíblia também fala que Deus concede dons espirituais aos seus, para o exercício na sua igreja “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Ef 4.12-13)

A grande questão, entretanto, é:

Em que medida você acredita na Bíblia, a lê e estuda, consulta material complementar que o ajude a entendê-la? Em vez disso, quem sabe, você decidiu transferir essa responsabilidade para os pastores e líderes da igreja.

Vejamos, por fim, estas duas perguntas:

1ª) Você já precisou se posicionar acerca de alguma questão dos nossos dias? Conseguiu se posicionar biblicamente?

Apesar de ter sido escrita de ±1500aC  a  ±100dC e o mundo ter passado por uma enorme evolução tecnológica desde então, a Bíblia continua tendo respostas para as questões básicas da vida humana. Assim como Deus é imutável, também são imutáveis os valores e princípios divinamente soprados sobre os escritores e expressos na palavra de Deus. A gama de temas ou questões é muito ampla envolvendo, por exemplo (não religiosos): a supressão da vida (aborto, eutanásia, suicídio, homicídio); questões de gênero (ideologia de gênero, papel do homem e da mulher); a família (casamento, jugo desigual, divórcio, papel do pai, da mãe, dos filhos); relacionamentos sexuais ilícitos e incestuosos (homossexualidade, adultério, fornicação, pedofilia, incesto); relacionamento entre governantes e governados, entre patrões e empregados; pagamento de impostos; trabalho; planejamento de investimento; relações comerciais; justiça; demandas entre pessoas e reconciliação / perdão; injustiça social; suborno; fiador;  pobreza e riqueza; dinheiro; amor ao próximo e misericórdia; ação e assistência social; dentre muitos outros.

2ª) O texto bíblico abaixo fala sobre renovação da sua mente. Qual é o resultado dessa renovação?

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2)

Você já ouviu falar na tecnologia do “plug and play”? No início, quando os computadores começaram a se tornar mais populares não era fácil instalar um novo periférico ou programa. Exigia muita configuração manual por parte do usuário. Então surgiu a tecnologia “plug and play” ou “ligar e usar”, criada em 1993 com o objetivo de fazer com que o computador reconhecesse e configurasse automaticamente qualquer dispositivo que fosse instalado, facilitando a expansão segura dos computadores e eliminando a configuração manual (Fonte: Wikipedia). 

Somos pessoas e não computadores e a Bíblia não é um periférico ou acessório “plug and play”. Há necessidade de uma “configuração manual”, de esforço e disciplina cristã, com o auxílio do Espírito Santo.

Não basta recusar a se ajustar ao molde social do presente século. Além de blindar a mente das más influências e comportamentos é indispensável moldá-la pela palavra de Deus. O cristão precisa aprontar a sua mente para viver a nova vida sem dar espaço para a vida antiga, para as obras das trevas. Esse preparo da mente passa, primeiramente, por uma vida devocional disciplinada e, também, pela assimilação da palavra de Deus, participando de uma igreja séria que não se presta à promoção de uma superficialidade cultual, entretenimento ocupacional e emocionalismo terapêutico.


Veja, também, este Plano de Leitura Bíblica em 2 anos.
https://pauloraposocorreia.com.br/category/leitura-biblica/portugues/

O “padre protestante”

José Manoel da Conceição

Introdução

José Manuel da Conceição, nasceu na cidade de São Paulo em 11 de março de 1822 e faleceu no Vale do Paraíba, em 25 de dezembro de 1873. Filho de Manuel da Costa Santos (português) e de Cândida Flora de Oliveira Mascarenhas (brasileira). Foi um ex-sacerdote católico-romano que ingressou na Igreja Presbiteriana do Brasil e tornou-se o primeiro brasileiro ordenado pastor evangélico.

1. Linha do Tempo (alguns eventos importantes)

11/03/1822 – Nascimento de J. M. da Conceição (São Paulo – SP).

1840 a 1842 – [18 a 20 anos] Estudou teologia na cidade de São Paulo – SP.

29/09/1844 – [22 anos] Ordenado diácono na Igreja Católica Romana.

29/06/1845 – [23 anos] Ordenado presbítero (padre) na Igreja Católica Romana.

12/08/1859 – Chega ao Brasil, no porto do Rio de Janeiro, o Rev. A. G. Simonton e, com ele o Presbiterianismo.

24/07/1860 – Chega ao Brasil, no porto do Rio de Janeiro, o Rev. A. L. Blackford e sua esposa Elizabeth (cunhado e irmã do Rev. A. G. Simonton, respectivamente).

12/01/1862 – Neste domingo é organizada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.

06/10/1863 – O Rev. A. L. Blackford e sua esposa deixam o Rio de Janeiro para fixar residência na cidade de São Paulo, após algumas viagens de reconhecimento e sondagem, visando à abertura de um segundo campo da missão.

22/10/1863 – [41 anos] O Rev. A. L. Blackford viaja para o interior de São Paulo e mantém o primeiro contato com o Pe. J. M. da Conceição. Seis meses depois, o Pe. J. M. da Conceição vai à cidade de São Paulo e durante cinco dias teve a oportunidade de conversar com o Rev. A. L. Blackford e, também, com o Rev. A. G. Simonton, nascendo ali uma grande amizade entre eles.

25/09/1864 – [41 anos] Neste domingo, participou pela primeira vez de um culto evangélico.

28/09/1864 – [41 anos] Entregou o cargo de padre ao Bispo de São Paulo, D. Sebastião Pinto do Rego.

09/10/1864 – [41 anos] Pregou pela primeira vez na Igreja presbiteriana do Rio, atraindo a atenção de muitos.

23/10/1864 – [41 anos] Fez a sua pública profissão de fé e foi batizado pelo Rev. A. L. Blackford, na Igreja Presbiteriana do Rio. Sendo culto e eloquente, a sua conversão causou consternação no clero católico.

05/03/1865 – É organizada a Igreja Presbiteriana em São Paulo, pelo Rev. A. L. Blackford.

13/11/1865 – É organizada a Igreja Presbiteriana de Brotas – SP, a primeira do interior do Brasil, graças ao trabalho evangelístico de J. M. da Conceição e à colaboração dos missionários.

16/12/1865 – Com três igrejas presbiterianas organizadas (Igreja do Rio, de São Paulo e de Brotas), é organizado o primeiro Presbitério no Brasil, o Presbitério do Rio de Janeiro (PRJN), na sede da Igreja Presbiteriana em São Paulo, sob a liderança de três pastores: Rev. A. G. Simonton, Rev. A. L. Blackford e Rev. Francis J. C. Schneider.

16/12/1865 – [43 anos] J. M. da Conceição é examinado pelo Presbitério, no dia da sua organização, acerca das suas convicções e considerado apto.

17/12/1865 – [43 anos] J. M. da Conceição pregou o seu sermão de prova (em Lucas 4.18-19) diante do Presbitério, sendo aprovado e ordenado ao Sagrado Ministério. Essa é a origem do Dia do Pastor Presbiteriano.

19/02/1867 – [45 anos] Foi decretada a sentença condenatória de excomunhão do ex-padre J. M. da Conceição, enviada às paróquias por uma Circular.

09/12/1867 – Falece o pioneiro Rev. A. G. Simonton, bem pouco antes de completar 35 anos, vítima de febre amarela.

25/12/1873 – [51 anos] Falece o Pastor J. M. da Conceição.

2. Destaques de sua vida

ANTES (como católico):

a) Compromisso inarredável com as Escrituras Sagradas e sentimento de que a Igreja Romana se deteriorou, desviando-se da simplicidade do Evangelho.

b) Processo crescente de inquietação, insatisfação e angústia espiritual, ao perceber o contraste e divergência entre as Escrituras Sagradas (Bíblia) e a doutrina e práticas da Igreja Católica Romana.

c) Suas pregações traziam incômodo à hierarquia católico-romana, razão pela qual era transferido de cidade em cidade.

DEPOIS (como presbiteriano):

d) Abraçou a fé reformada, pela influência dos primeiros missionários do presbiterianismo do Brasil, sendo ordenado pastor presbiteriano.

e) Não foi pastor de uma igreja fixa. Dedicou-se ao trabalho de “evangelista itinerante”, um “bandeirante da fé”, no interior da então província de São Paulo, visitando as cidades onde havia servido como padre, onde o zelo pelo ensino da Bíblia lhe rendeu o apelido de “padre protestante”. Encontrou nesses lugares o ambiente preparado para a formação de comunidades evangélicas. Nessas cidades e em muitas outras, plantou as sementes de futuras igrejas.

f) Foi bastante perseguido em suas peregrinações, não poucas vezes sendo alvo de agressões físicas.

g) Como fruto de seu trabalho, foram estabelecidas igrejas em Brotas, Americana, Santa Bárbara e várias outras cidades.

3. A síntese do seu ministério

O relato de Alderi Souza de Matos(*) sintetiza de forma eloquente e comovente o seu curto, mas impactante ministério pastoral (oito anos):

“O Rev. Conceição exerceu o seu ministério de maneira sacrificial e abnegada. Seu método era ir de vila em vila e de casa em casa, pregando, lendo e expondo a Bíblia. Vivia como um nômade, pregando em toda parte e experimentando toda sorte de privações, que lhe prejudicaram a saúde. Passava a noite em qualquer lugar que lhe oferecessem e, em sinal de reconhecimento, servia de enfermeiro a algum doente ou prestava pequenos serviços, como varrer e lavar. Alimentava-se de maneira frugal e o seu único vestuário era o que lhe cobria o corpo. Nas longas peregrinações, ocupava as horas vagas escrevendo a lápis sermões, traduzindo artigos e fazendo anotações curiosas sobre tudo o que observava. Quando se demorava por algum tempo em algum local onde podia dispor de comodidade, passava a limpo os seus sermões, hinos, notas e traduções, empregando em tudo muito método, clareza e uma bela caligrafia. Todos esses papéis ele levava consigo embrulhados em um pano, até poder dar-lhes o destino apropriado, enviando uns aos amigos e outros à redação da Imprensa Evangélica. Tinha uma presença nobre e atraente, voz harmoniosa, grande eloquência e pureza de vida. O pouco que possuía, dava aos pobres.”

(*) Alderi Souza de Matos é um professor, teólogo, historiador, pastor, escritor e apresentador televisivo presbiteriano brasileiro, que é atualmente o historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil.

4. Dia do Pastor Presbiteriano

A Palavra de Deus nos admoesta a lembrarmo-nos de algumas “coisas” que não devem ser esquecidas. O termo “lembrai-vos” ocorre cerca de 9 vezes no NT. Em uma delas: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.” (Hb 13.7).

Em lembrança ao legado de José Manoel da Conceição, foi estabelecido o dia 17 de dezembro como “o Dia do Pastor Presbiteriano” sendo celebrado na Igreja Presbiteriana do Brasil no domingo mais próximo a esta data. Essa data nos remete à ordenação desse primeiro pastor presbiteriano brasileiro ao sagrado ministério, em 17/12/1865.

Um dia para os presbiterianos (pastores e pastoreados) celebrarem a bênção de poderem servir ao Supremo Pastor que nos comprou com o precioso sangue de Cristo, seu Filho. Um dia, também, para os membros da Igreja Presbiteriana do Brasil expressarem a gratidão e apreço aos seus pastores pelo trabalho realizado. Naturalmente que essa lembrança não deve ficar restrita apenas a este dia comemorativo. Em todos os dias os pastores devem ser lembrados pelo rebanho de Deus, nas suas orações. E, seus ensinamentos e conselhos, fundamentados na bíblia, devem ser guardados e praticados, para bênção individual, da família e da igreja de Cristo.

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Bibliografia:

(1) Lições da História da Igreja 3. Revista expressão. Lição 7. Editora Cultura Cristã.
(2) História da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (1862-2012). Livro comemorativo do Sesquicentenário.
(3) Matos, Alderi Souza de.  Instituto Presbiteriano Mackenzie.      https://web.archive.org/web/20130117115941/http://www.mackenzie.br/10177.html
(4) Wikipédia.

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Os pioneiros:

Rev. Ashbel Green Simonton (20/01/1833 – 09/12/1867)(34 anos)
     Esposa: Helen Murdoch  (1834–1864)(30 anos)
     Filha: Helen Murdoch Simonton (1864–1952)(88 anos)

Rev. Alexander Latimer Blackford (09/01/1829 – 14/05/1890)(61 anos)
     Esposa: Elizabeth Wiggins Simonton (1822–1879)(56 anos)


Veja, Também:
Raízes do PRESBITERIANISMO BRASILEIRO

Paradoxos e desdobramentos do Primeiro Natal

Paradoxos

A vinda de Jesus Cristo, há mais de dois mil anos atrás, está repleta de paradoxos e desdobramentos, como, por exemplo:

01. Fez-se descendente de Adão, para inaugurar uma nova descendência que não procede de Adão.

“Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais.” (1Co 15.45,47-48)

02. Habitou na terra, para que os seus remidos habitassem no céu.

“Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” (Jo 14.2-3)

03. Fez-se ovelha – Cordeiro de Deus – para se tornar o Bom Pastor.

 “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29)

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.” (Jo 10.11)

04. Veio para os que estavam longe, mas foi traído pelo que estava perto – Judas.

 “Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito e afirmou: Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá. Então, aquele discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor, quem é? Respondeu Jesus: É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tomou, pois, um pedaço de pão e, tendo-o molhado, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes.” (Jo 13.21, 25-26)

05. Veio para os que o esperavam (judeus), mas foi achado pelos que não o procuravam (gentios).

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (Jo 1.11-13)

 “Fui buscado pelos que não perguntavam por mim; fui achado por aqueles que não me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome, eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui.” (Is 65.1; comp. Rm 10.20)

06. Veio como luz, para um mundo que estava em trevas.

 “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.” (Is 9.2)

07. Veio como Rei dos judeus e Rei dos reis, mas viveu como servo de Deus.

“E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.” (Mt 2.2)

“antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,” (Fp 2.7)

08. Foi obediente até a morte, para que pudéssemos ter uma vida abundante e a vida eterna.

 “a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Fp 2.8)

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,” (Ef 2.1)

09. Deixou a glória eterna, fez-se desprezível, para tornar-nos honrados e participantes da glória eterna.

 “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Fp 2.5-8)

“e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.” (Ef 2.6-7)

10. Assumiu as limitações da natureza humana, sem pecar, para que participássemos da natureza divina.

 “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2Co 5.21)

“pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo,” (2Pe 1.4)

11. Tomou sobre si as nossas enfermidades e dores, em troca nos oferece um jugo suave e um fardo leve.

 “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.” (Is 53.4)

“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mt 11.29-30)

12. Morreu a nossa morte, para vivermos sua vida.

 “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16)

13. A Palavra (verbo divino) se fez carne, para que a carne (seus remidos) vivessem a Palavra.

 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (Jo 1.14)

“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.” (Cl 3.6)

14. Viveu como justo, morreu como malfeitor.

 “Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; fique o caso convosco!” (Mt 27.24)

“Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda. E cumpriu-se a Escritura que diz: Com malfeitores foi contado.” (Mc 15.27-28)

15. Sendo rico, se fez pobre, para enriquecer a muitos.

 “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.” (2Co 8.9)

16. Mesmo sendo o Filho de Deus, referiu-se a si mesmo como o Filho do Homem.

 “E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!” (Mt 14.33)

“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mc 10.45)

17. Oferece aos seus seguidores a perda da vida, para encontrarem a verdadeira vida.

 “Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.” (Mt 10.39)

A VIDA DE SÃO JORGE

São Jorge

Conta-se que por volta do 3º século depois de Cristo, quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu Salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido à sua dedicação e habilidade, qualidades que levaram o Imperador a lhe conferir o título de conde.

Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. E por essa época, o Imperador planejava matar todos os cristãos. No dia marcado, quando o Senado confirmaria o decreto Imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses; e, defendendo a fé evangélica, afirmou que Cristo é Deus e Senhor, e que pelo Espírito Santo todas as coisas são regidas e conservadas. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro daquela suprema corte romana, com grande ousadia, defendia a fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador dos homens, sem a necessidade de mediação e veneração de ídolos.

Indagado por um cônsul sobre a origem de sua grande ousadia, Jorge, prontamente, respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “O QUE É VERDADE?”. Jorge logo respondeu: “A VERDADE É MEU SENHOR JESUS CRISTO, A QUEM VÓS PERSEGUIS, E EU SOU SERVO DE MEU REDENTOR JESUS CRISTO, E NELE CONFIADO ME PUS NO MEIO DE VÓS PARA DAR TESTEMUNHO DA VERDADE”. O Imperador Diocleciano, então, disse a Jorge que se ele venerasse e sacrificasse aos ídolos lhe daria muitas honras e muitos bens. E só havia um jeito de Jorge continuar vivo – negar a sua fé em Jesus e passar a adorar as imagens dos deuses romanos. Deuses de que a Bíblia declara o seguinte no livro de Salmos 135.15 a 17: “Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem”. E, certamente firmado nas palavras bíblicas registradas em Jeremias 10.5, onde lemos que “os ídolos (….) necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal e não está neles fazer o bem”, Jorge, com uma fé inabalável, disse assim ao Imperador: “NENHUM DESSES BENS QUE ME PROMETES PODERÁ DE ALGUMA MANEIRA APARTAR-ME DO MEU DEUS, NEM ALGUM GÊNERO DE TORMENTOS QUE INVENTARES PODERÁ TIRAR DE MIM O AMOR DE MEU REDENTOR, NEM CAUSAR EM MIM TEMOR ALGUM DA MORTE TEMPORAL”.

Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus Cristo, foi torturado de vários modos. E após cada tortura era levado perante o Imperador que lhe perguntava se renegaria Jesus para prostrar-se diante das imagens fabricadas por mãos humanas. Jorge sempre respondia: “NÃO, IMPERADOR! EU SOU SERVO DE UM DEUS VIVO. SOMENTE A ELE EU TEMEREI E ADORAREI!”. E Deus honrou a fé de seu servo Jorge de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar somente em Jesus por intermédio da sua pregação. Finalmente, o Imperador Diocleciano, vendo que nenhum dos seus planos macabros tinha êxito, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus Cristo no dia 23 de abril de 303.

Prezado leitor, devido à sua fé em Jesus, Jorge não aceitou o culto nem a veneração das imagens, e por causa disso foi morto. Por Jesus ele viveu e morreu como um exemplo para nós hoje. E o que ele tanto desejava era que todos do Império Romano deixassem a idolatria e adorassem somente a Deus. Jorge cria assim. Por que você não toma a decisão de ser como ele? Sim, Jorge viveu uma vida digna de ser imitada por todo mundo, por você especialmente.

Nosso povo vive cheio de crendices e superstições em busca de algo que possa preencher o vazio dos seus corações. Há somente uma resposta para você – Jesus, o Salvador. Nele todos os mártires cristãos criam e milhões de pessoas hoje creem, e por isso, desfrutam da perfeita paz e alegria que só Jesus oferece.


O QUE DEUS QUER QUE VOCÊ FAÇA:

RECONHEÇA QUE DEUS O AMA – Sim, Deus amou tanto você que enviou seu próprio Filho para ser o seu Redentor.

RECONHEÇA QUE VOCÊ É PECADOR – A Bíblia declara que todos pecaram e por isso não podem desfrutar do amor e da paz de Deus. Mas como resolver o problema do pecado?!

CREIA EM JESUS COMO SEU SALVADOR – Ore a Deus confessando os seus pecados e renuncie a todos os pactos feitos anteriormente com ídolos ou guias. Peça a Jesus para entrar em seu coração e purificá-lo de todo pecado. Confie em Jesus, pois Ele o ama e é vitorioso! 


Este folheto foi produzido por
C P R
Centro de Pesquisas Religiosas
Caixa Postal 92.950
25951-970 TERESÓPOLIS RJ


Veja, também:

A VIDA DE COSME E DAMIÃO

CosmeDamião

Reprodução do folheto

CD1

Foi numa tarde bem bonita do dia 27 de Setembro que Leandro recebeu a visita do seu amigo Juninho. Ele veio convidá-lo para juntos apanharem saquinhos de doces de “Cosme e Damião”.

– Juninho, você sabe que eu gosto de sair com você, mas para pegar doces de Cosme Damião eu não vou.

– Ué, você tem alguma coisa contra Cosme e Damião?

– É claro que não, Juninho! Eles eram seguidores de Jesus Cristo, assim como eu sou. Você sabia disso?

– Pra falar a verdade, eu nunca ouvi falar isso antes.

– Então posso contar só um pouco da vida deles?

– Claro que sim, você me deixou curioso. Pode contar!

CD2

Bem, eles nasceram na Arábia no terceiro século depois de Cristo, eram gêmeos e seus pais eram crentes em Jesus. Quando cresceram, foram estudar num lugar chamado Síria, e lá se tornaram médicos. Mas eles tinham um apelido muito interessante: “ANARGIROS”.

– O que isto significa?

CD3

– Quer dizer “INIMIGOS DO DINHEIRO”, pois eles não cobravam nada, nenhum centavo pelo trabalho deles. E já que eles trabalhavam de graça, começaram a ser muito conhecidos atraindo assim muita gente para ouvir a mensagem que eles pregavam sobre o Salvador, Jesus Cristo, nosso Senhor.

E tem mais!

Havia um homem muito mau que odiava os cristãos. O nome dele era Diocleciano, o imperador romano.

Esse homem perverso, mandou para a cidade de Egéia, aonde estavam Cosme e Damião, um representante de nome Lísias. Então, sob o comando de Lísias, começaram a torturar Cosme e Damião.

CD4

Finalmente, depois de torturá-los bastante… cortaram suas cabeças. E foi assim que eles morreram no ano 283 depois de Cristo.

– Que coisa triste! Mas, eles foram mortos só porque trabalhavam de graça como médicos?

CD5

– Não, Juninho, não foi isso. O motivo foi outro! Vou lhe contar:

Diocleciano, o Imperador Romano, odiava os cristãos porque eles eram fiéis a Jesus Cristo e não adoravam os ídolos fabricados por mãos humanas. Lísias mandou que eles adorassem ou se ajoelhassem diante de algumas imagens. Porém, como seguidores de Jesus, nunca poderiam fazer isso. A Bíblia diz: ”Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso” (Êxodo 20:4, 5). Então, por obedecerem às ordens de Deus e não se encurvarem ou rezarem às imagens, é que eles foram mortos.

CD6

– Você me deixou confuso, Leandro.

– Por que Juninho?

– É que lá em casa tem IMAGENS de São Cosme e São Damião. E minha mãe sempre ensina a gente a rezar pedindo proteção a eles.

– E você acha que isso é certo? Você acha que Cosme e Damião se ajoelhariam ou rezariam para uma imagem pedindo proteção ou ajuda?

– Eu acho que não! Pois eles morreram justamente por não fazer o que eu e minha família estamos fazendo.

– Como você acha que eles se sentiriam vendo vocês fazendo isso?

– Acho que eles ficariam tristes.

– E quem mais ficaria triste?

– Será que JESUS CRISTO também ficaria triste!?

CD7

– Isso mesmo, Juninho! Pois foi Jesus quem falou: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida, ninguém vem ao pai, senão por mim.“ (João 14:6). Portanto, não adianta pedir nada a Cosme e Damião, a São João, São Paulo, Santa Maria ou outro “santo“ qualquer. Devemos buscar somente a JESUS, o FILHO DE DEUS. Foi Ele que morreu por nós numa cruz, ressuscitou ao terceiro dia e hoje roga a DEUS por nós (I Tim. 2:5; I João 2:1).

– Isso quer dizer que comer doce de Cosme e Damião está errado?!

CD8

– Bem, Juninho, gosto muito de doce. Se eu quiser comer, compro um. Eu não como os doces de Cosme e Damião porque quem distribui doces nesse dia faz isso porque fez promessas a eles. E você sabia que esses doces são oferecidos aos “SANTOS“ em algum terreiro de macumba ou centro espírita como pagamento de promessas? Se eu comer estarei apoiando e concordando com o erro deles.

A Bíblia diz que não pode haver amizade entre luz e escuridão, nem entre Jesus e o diabo. (II Coríntios 6:14-16). E a Bíblia diz mais: “DEUS É LUZ E NELE NÃO HÁ TREVAS NENHUMA“. Além disso, esses que parecem ser “santos“ nos terreiros ou centros, são na realidade demônios (ajudantes do diabo) que estão enganando as pessoas (I Cor. 10:19 a 21).

Viu, porque não como os doces, balas e salgados de Cosme e Damião? Pois a Bíblia diz em Romanos 10:11 que aquele que crê em JESUS nunca fica confundido ou em dúvidas nesses assuntos.

CD9

– Agora entendi, Leandro. E resolvi que não vou mais pegar esses doces. Gostei da verdadeira história de Cosme e Damião, e quero saber mais de Jesus.

– Que bom você agora tomar esta decisão!

– Mas, conte-me Leandro, onde você conseguiu estas informações?

– Minha mãe fez pesquisa na Enciclopédia Universal Ilustrada Europeo-Americana (Volume 15, páginas 1140-1142).

– Que bom! Mas o melhor foi saber que Jesus é o Filho de DEUS, amigo das crianças e Salvador dos que creem nele.

Este folheto é uma co-produção APEC – CPR

A P E C
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