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Mais sobre a Bíblia

Introdução

Há certas expressões que são interessantes. No livro de Eclesiastes, e somente ali, aparece nove vezes aquela “correr atrás do vento”. Significa fazer algo inútil, sem sentido, como tentar encontrar o sentido da vida descartando Deus. A equivalente atual poderia ser “enxugar gelo”. Outra interessante é “mais do mesmo”. Tem o sentido de falas, ou situações, ou acontecimentos repetitivos, como zombar da fé cristã, corrupção na política e o uso eleitoreiro da causa dos pobres. Naturalmente essa repetição causa tédio ou desconforto ou inconformismo ou até mesmo revolta, conforme o caso. Diferente é o sentimento quando se trata ou se fala da Bíblia, a palavra de Deus. Não nos cansamos de proclamá-la, explicá-la, difundi-la e distingui-la de qualquer outro livro ou literatura. Para nós ela nunca será um livro comum ou obsoleto ou ultrapassado.

Há algo que me deixa bastante intrigado. É o fato de certas pessoas apreciarem muito, amarem demais, ler  ou ouvir determinados teólogos ou pregadores ou pensadores se expressarem sobre a Bíblia. São fascinadas por seus livros, por suas devocionais diárias, pelo que escrevem ou pelo que dizem. Até aqui não há nada de errado. O problema é quando tais pessoas não parecem tão fascinadas assim com a leitura bíblica diária. Não se sentem muito atraídas por ela, não sentem emoção seja lá por qual motivo for. É como estar diante de uma paisagem da natureza lindíssima, vendar os olhos e pedir a um pintor de quadros para descrevê-la. Não seria mais razoável contemplar tal beleza diretamente? Também é preciso ter cuidado com certas elucubrações que se faz do texto bíblico, com o propósito de impressionar o leitor ou ouvinte. São narrativas fictícias e tolas que mancham a pura revelação divina. Sempre haverá um público consumidor ávido por novidades e não muito preocupados se estas têm base sólida na palavra de Deus. Cuidado! Vamos apreciar sim quadros pintados pela mão humana e o talento do artista; entretanto, vamos contemplar a natureza “esculpida” pela incomparável mão do Criador. Vamos apreciar um, sem desprezar o outro. Vamos apreciar o que de bom se escreve ou se diz da bíblia, sem desprezar o que aquele que a inspirou quer nos revelar diretamente através da sua leitura e meditação diárias.

Oh, quanto amo a tua palavra, Senhor!

“A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.” (Sl 19.7-10)

1. Como a Bíblia se denomina ou se define?

– A Palavra de Deus

“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hb 4.12)

– As Palavras Vivas

“É este Moisés quem esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai e com os nossos pais; o qual recebeu palavras vivas para no-las transmitir.” (At 7.38)

– A Escritura de Deus

“As tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas.” (Êx 32.16)

– A Escritura da Verdade

“Mas eu te declararei o que está expresso na escritura da verdade; e ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe.” (Dn 10.21)

– As Sagradas Letras

“e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2Tm 3.15)

– A Lei

“Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo:” (Mt 12.5)

– Os Oráculos de Deus

“Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus;” (1Pe 4.11a)

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2. O que é a Bíblia? A Bíblia é…

– O mapa do viajante.

– O cajado do peregrino.

– A bússola do piloto.

– O manual do cristão (2Tm 3.16-17).

– Tesouro precioso (Ef 3.8)

– Arma de ataque e defesa (Ef 6.17)

– Luz para o caminhar (Sl 119.105)

– Alimento e sustento espiritual (Mt 4.4)

– Agente de purificação (Ef 5.25-27; Jo 15.3)

– Espelho da alma (Tg 1.23-25)

– Semente da vida (Tg 1.18)

– Tônico (agente revitalizador/revigorante) (Sl 119.25)

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3. A Bíblia responde às perguntas existenciais básicas.

1ª) De onde eu vim?

O livro de Gênesis nos revela o início de tudo e seus outros livros complementam essa narrativa:

– Cosmos; vida vegetal, animal e humana; família; pecado, queda, morte física, morte espiritual ou separação de Deus; juízos divinos etc.

2ª) Para onde vou?

O livro de apocalipse nos revela o final de tudo e seus outros livros complementam essa narrativa:

– Cosmos; vida terrena; a volta de Cristo; o arrebatamento da igreja; o juízo final; as bodas do Cordeiro; novos céus e nova terra etc.

3ª) O que estou fazendo aqui?

“Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.” (Tg 1.18)

A Bíblia revela a perfeição de Deus, a perdição da criatura humana, a obra redentora de Cristo na cruz do Calvário, a geração de filhos de Deus pelo Espírito Santo.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2Tm 3.16-17)

A Bíblia nos mostra o propósito maior da vida humana e de como vive-la, na busca de Cristo ser formado em nós (Gl 4.19). A Bíblia também fala que Deus concede dons espirituais aos seus, para o exercício na sua igreja “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Ef 4.12-13)

A grande questão, entretanto, é:

Em que medida você acredita na Bíblia, a lê e estuda, consulta material complementar que o ajude a entendê-la? Em vez disso, quem sabe, você decidiu transferir essa responsabilidade para os pastores e líderes da igreja.

Vejamos, por fim, estas duas perguntas:

1ª) Você já precisou se posicionar acerca de alguma questão dos nossos dias? Conseguiu se posicionar biblicamente?

Apesar de ter sido escrita de ±1500aC  a  ±100dC e o mundo ter passado por uma enorme evolução tecnológica desde então, a Bíblia continua tendo respostas para as questões básicas da vida humana. Assim como Deus é imutável, também são imutáveis os valores e princípios divinamente soprados sobre os escritores e expressos na palavra de Deus. A gama de temas ou questões é muito ampla envolvendo, por exemplo (não religiosos): a supressão da vida (aborto, eutanásia, suicídio, homicídio); questões de gênero (ideologia de gênero, papel do homem e da mulher); a família (casamento, jugo desigual, divórcio, papel do pai, da mãe, dos filhos); relacionamentos sexuais ilícitos e incestuosos (homossexualidade, adultério, fornicação, pedofilia, incesto); relacionamento entre governantes e governados, entre patrões e empregados; pagamento de impostos; trabalho; planejamento de investimento; relações comerciais; justiça; demandas entre pessoas e reconciliação / perdão; injustiça social; suborno; fiador;  pobreza e riqueza; dinheiro; amor ao próximo e misericórdia; ação e assistência social; dentre muitos outros.

2ª) O texto bíblico abaixo fala sobre renovação da sua mente. Qual é o resultado dessa renovação?

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2)

Você já ouviu falar na tecnologia do “plug and play”? No início, quando os computadores começaram a se tornar mais populares não era fácil instalar um novo periférico ou programa. Exigia muita configuração manual por parte do usuário. Então surgiu a tecnologia “plug and play” ou “ligar e usar”, criada em 1993 com o objetivo de fazer com que o computador reconhecesse e configurasse automaticamente qualquer dispositivo que fosse instalado, facilitando a expansão segura dos computadores e eliminando a configuração manual (Fonte: Wikipedia). 

Somos pessoas e não computadores e a Bíblia não é um periférico ou acessório “plug and play”. Há necessidade de uma “configuração manual”, de esforço e disciplina cristã, com o auxílio do Espírito Santo.

Não basta recusar a se ajustar ao molde social do presente século. Além de blindar a mente das más influências e comportamentos é indispensável moldá-la pela palavra de Deus. O cristão precisa aprontar a sua mente para viver a nova vida sem dar espaço para a vida antiga, para as obras das trevas. Esse preparo da mente passa, primeiramente, por uma vida devocional disciplinada e, também, pela assimilação da palavra de Deus, participando de uma igreja séria que não se presta à promoção de uma superficialidade cultual, entretenimento ocupacional e emocionalismo terapêutico.


Veja, também, este Plano de Leitura Bíblica em 2 anos.
https://pauloraposocorreia.com.br/category/leitura-biblica/portugues/

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