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Archive for julho \26\America/Sao_Paulo 2017

As três faces de um Ministério Espiritual

“Partiu, pois, Elias dali e achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele. Então, deixou este os bois, correu após Elias e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. Elias respondeu-lhe: Vai e volta; pois já sabes o que fiz contigo. Voltou Eliseu de seguir a Elias, tomou a junta de bois, e os imolou, e, com os aparelhos dos bois, cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram. Então, se dispôs, e seguiu a Elias, e o servia.” (1Rs 19.19-21)

 

Introdução

Deus é o Senhor da História e ele a escreve usando pessoas. Quando homens e mulheres estão a serviço de Deus, estão participando de um ministério espiritual que é uma ocupação “sobremodo excelente”. Há pelo menos três faces em um MINISTÉRIO ESPIRITUAL:

 

1. MINISTÉRIO e CHAMADO (v.19)

Analisando a narrativa bíblica contida tanto no Antigo como no Novo Testamentos, chega-se à conclusão que há basicamente três categorias de chamado de Deus aos indivíduos da raça humana. É claro que se trata de uma visão simplista da relação entre o Criador e a criatura humana. Sendo derivada de uma lógica humana não passa de uma tentativa de limitar o ilimitável – o “modus operandi” de Deus – com o fim didático de entender o que é divino, portanto insondável.

Seja qual for a categoria de chamado é evidente que há um propósito específico da parte de Deus em cada um deles. Além disso, constatamos que é desta forma que Deus administra a história, reconduzindo-a vez por outra aos trilhos da sua vontade.

1°) Chamado geral (testemunho)

Nesta categoria o chamado de Deus é dirigido a todos os crentes em Cristo tendo em vista, por exemplo, a evangelização de todos os povos, tribos, línguas e nações (Ide…- Mt 28.19). Se você não sabe expor o plano de salvação, pelo menos use o evangelismo “à la Filipe”: “vem e vê” (Jo 1.45-46).

2°) Chamado individual (dons e serviços)

Neste segundo caso, o chamado de Deus é dirigido a uma pessoa específica, visando a realização de pequenos objetivos, embora necessários e importantes. Ao chamar, Deus mesmo capacita através do seu Espírito.

Num passado mais distante ele chamou pessoas para desempenharem o papel de sacerdote, juiz, rei, etc.  Até mesmo alguns artífices foram chamados e capacitados para atuarem na construção do Tabernáculo, como Bezalel e Aoliabe (Ex 31.1-11).

O Apóstolo Paulo referindo-se aos dons espirituais e seu uso na igreja (1Co 12-14) diz que Deus estabeleceu na igreja apóstolos, profetas, mestres, operadores de milagres etc. Esclarece que os dons são diversos, há diversidade de serviços e há diversidade nas realizações (1Co 12.4-6); “mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente (1Co 12.11).

Isso significa que cada cristão, como membro do corpo de Cristo, é capacitado espiritualmente para realizar um serviço específico, de acordo com a livre e soberana vontade de Deus e, “visando a um fim proveitoso” (1Co 12.7).

Portanto, é nessa categoria que se enquadram os chamados para os ofícios de presbítero e diácono.

3°) Chamado especial (missão)

É semelhante ao anterior porquanto também é um chamado individual. Entretanto, pela magnitude e alcance dos seus propósitos, fica-lhe melhor a classificação de “especial”. Destaca-se pela intensidade da intervenção divina na história humana através de pessoas especialmente escolhidas.

No contexto da história bíblica podem ser facilmente identificados três períodos de grande intervenção divina. Cada um destes períodos durou menos de um século e foi marcado por milagres, que são acontecimentos que não têm uma explicação natural. São eles:

– Quando da formação da nação de Israel, sob Moisés e Josué;

– Quando o culto a Baal ameaçava destruir toda a adoração a Deus, sob Elias e Eliseu;

– Quando do estabelecimento da igreja, sob Cristo e os apóstolos (predominantemente).

Considerando os principais milagres registrados na Bíblia chegamos à seguinte estatística:

PESSOAS MILAGRES REGISTRADOS Século Percentual
Moisés e Josué 31 XV a.C.
Elias e Eliseu (9+12)      21 IX  a.C.
Jesus Cristo

Apóstolos/outros

37

27

   I d.C. 90%
Diversas 13      – 10%
TOTAL 129      – 100%

S. Boyer – Pequena Enciclopédia Bíblica

No contexto da Reforma, quando a igreja oficial também ameaçava destruir o verdadeiro culto a Deus, aparecem em cena homens como: João Wyclif (1324-1384), Martinho Lutero (1483-1546), João Calvino (1509-1564) e João Knox (1515-1572).

Nos século 18 e 19, marcados por grandes avivamentos e expansão missionária destacam-se: Jônatas Edwards (1703-1758), João Wesley (1703-1791), Guilherme Carey (1761-1834), Carlos Finney (1792-1875), Jorge Müller (1805-1898), Davi Livingstone (1813-1873), Hudson Taylor (1832-1905); Carlos Spurgeon (1834-1892) e Dwight L. Moody (1837-1899).

Nas entrelinhas do versículo 19 há três aspectos relevantes sobre o chamado que devem ser considerados:

a) O chamado é um ato soberano de Deus

“..e achou a Eliseu, filho de Safate..”

Ou Deus chama diretamente a pessoa escolhida (Moisés – Ex 3.2) ou ele manda chamar, como neste caso (1Rs 19.16).

A Bíblia menciona o fato de pessoas serem separadas por Deus, para algum ministério especial, antes mesmo de nascerem (Sansão – Jz 13.5; Jeremias – Jr 1.5; João Batista – Lc 1.13-17; Paulo – Gl 1.15 ; etc).

Se a Deus pertence a escolha não cabe a nós questionar os seus critérios. Elias poderia ter argumentado: “Senhor, não há tantos discípulos na Escola de Profetas em Ramá (1Sm 19.20); ou na de Betel (2Rs 2.3); ou na de Jericó (2Rs 2.5); ou quem sabe na de Gilgal (2Rs 4.38)?  Por que escolhestes um lavrador?”.

Quem dentre nós, no lugar de Jesus, chamaria homens “iletrados e incultos” para serem seus discípulos e continuadores do Cristianismo?  Deus sabe o que faz. Pedro e João falaram com tanta intrepidez diante do Sinédrio em Jerusalém que aqueles inquiridores não só se admiraram como reconheceram terem eles estado com Jesus (At 4.13).

Em vez disso Elias entendeu que a nós basta obedecer a Deus, “achar”, reconhecer os escolhidos por Deus e encaminhá-los ao ministério (At 13.2).

b) O chamado é uma proposta de troca

“..andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duodécima..”

Você já deve ter ouvido falar alguma vez que Deus não chama desocupados, ociosos ou preguiçosos. Eis aqui mais um caso que confirma esta regra. Deus chama gente ocupada e propõe que estes troquem suas atividades, parcial ou totalmente, por atividades “mais nobres” ou mais necessárias dentro da sua ótica. Aos irmãos pescadores – Pedro e André – Jesus propôs: “Vinde após mim, e eu vos farei Pescadores de homens” (Mt 4.19).

c) O chamado é confirmado pela outorga de Autoridade e Poder

“Elias passou por ele, e lançou o seu manto sobre ele”

O ato de “lançar o manto sobre” tinha o simbolismo de transferência de autoridade e poder, de um profeta que estava terminando a sua missão, para outro que já estava sendo escolhido para dar prosseguimento ao ministério profético.

Tal qual a vara de Arão (Ex 14.16; 17.5-6), o manto de Elias foi usado para a realização de tarefas humanamente impossíveis (Elias – 2Rs 2.8; Eliseu – 2Rs 2.14). De igual modo, os ungidos e equipados pelo Espírito Santo podem servir de canais através dos quais Deus realiza a sua vontade.

 

2. MINISTÉRIO E FAMÍLIA (v.20)

Seja qual for a categoria de chamado que você recebeu, esteja certo de que:

a) A família requer uma atenção adequada

“Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe, e então te seguirei”

A atitude de pedir permissão para despedir-se de sua família  demonstra submissão ao profeta de Deus e, ao mesmo tempo, responsabilidade e atenção para com os seus pais. Eliseu não desculpou-se como aquele “quase discípulo de Jesus” que primeiro queira “sepultar o seu pai” (Lc 9.59-60).

Tudo indica que Eliseu era um homem solteiro. Não acredito que a sua calvície tivesse algo a ver com isso (2Rs 2.23). O fato dele ser solteiro simplificava em muito a situação. Paulo diz que os não casados estão mais livres para cuidar “das coisas do Senhor” enquanto os casados estão divididos entre a família e o serviço cristão (1Co 7.32-33).

Como, sendo casado(a), conciliar família e ministério? Como distribuir adequadamente a energia e atenção com os diferentes papéis que você desempenha na sociedade, o que inclui a família?  Há uma tendência natural de aplicarmos mais energia naqueles papéis com maior retorno financeiro ou satisfação das necessidades de autoestima, ou ainda de autorrealização.

Seja qual for a importância que você, ou outros, dão ao seu ministério espiritual, este não anula a sua responsabilidade para com a família. Em contrapartida a família não tem o direito de absorver egoisticamente aquele(a) que foi chamado por Deus para abençoar muitas vidas.

É recomendável adotar-se a seguinte hierarquia de prioridades:

DEUS  =>  FAMÍLIA  =>  MINISTÉRIO

“Elias respondeu-lhe: Vai, e volta; pois já sabes o que fiz contigo”

É preciso dosar bem o ir e vir entre o ministério e a família!

 

3. MINISTÉRIO e MISSÃO (v.21)

Há profundas e significativas verdades nas atitudes de Eliseu após o seu chamado:

 a) O ministério requer comprometimento total

“Voltou Eliseu de seguir a Elias, tomou a junta de bois, e os imolou…”

Consciente de que havia recebido um chamado especial, de “tempo integral”, pela fé ele se entrega, se compromete, a ponto de desmontar a sua estrutura de trabalho anterior. Como lavrador, ele sabia muito bem o quanto é desastroso colocar as mãos no arado e olhar para trás (Lc 9.62).

O diaconato não é um ministério de tempo integral. Entretanto, como qualquer outro ministério requer um comprometimento total. Não basta participar, é preciso se comprometer!

b) O ministério requer visão do povo

“… e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram”

Ele poderia ter feito um bom negócio com a sua junta de bois; em benefício próprio ou de sua família. Afinal, não era dele? Não é esta a regra mais antiga do mundo: Primeiro EU, minha FAMÍLIA, meus AMIGOS e depois os OUTROS?

Uma forma infalível de avaliação da sua maturidade cristã, ou seja, do quanto você já se aproximou da “Natureza de Cristo”, é medindo a sua liberalidade, a sua capacidade de dar e de doar-se a si mesmo. Ministério, antes de tudo, é doação de vida. Deus nos deu Jesus, o seu Filho Unigênito, que nos deu a salvação eterna e vida abundante, que deve fluir em todas as direções, sem discriminações.

Há duas palavras muito interessantes no grego, língua em que foi escrito o Novo Testamento: “doulos” e “diákonos”.

Doulos(gr), escravo, é a forma mais baixa de servidão. O escravo não tem vontade própria. Vive para cumprir a vontade do seu despótes (gr) (dono).

 Diákonos (gr), servo, implica serviço, de todas as formas. Diakonia (gr) diz respeito a distribuição de alimentos, socorro, enfim, assistência social. O nome, sem perder esta ideia, se tornou título de um dos oficiais das igrejas.

Essas duas posições, escravo e servo, nunca deram muito “ibope”. Se fossem incluídas no nosso vestibular unificado, dificilmente atrairiam algum candidato. Todos preferem as posições de Kúrios (Senhor), despótes (Dono), didáskalos (Mestre) etc.

Sabedor dessa preferência humana, Jesus, ao estabelecer o seu reino neste mundo, tratou de reformular o conceito de servir:

1°) Ele não pregou a eliminação de todas as posições hierárquicas estabelecidas pela sociedade (Jo 13.16).

2°) Ele estabeleceu um sistema de compensação entre líderes e liderados introduzindo um revolucionário conceito de grandeza: “..quem quiser tornar-se grande entre vós será esse o que vos sirva” (Jo 20.26). Ele quebra os paradigmas existentes onde os governantes dos povos os dominavam e exploravam (Jo 20.25) e estabelece as bases da verdadeira democracia.

Jesus não apenas ensinou mas vivenciou o papel de “doulos” (Fp 2.7) e “diákonos” (Mt 20.28) e, acrescentou: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.15).

O apóstolo dos gentios, Paulo, assimilou bem estes dois conceitos e usa-os a respeito de si, seu ministério e serviço cristão: “doulos” (de Jesus – Rm 1.1; dos irmãos – 2Co 4.5); e, “diákonos” (servo – 1Co 3.5; ministro – 2Co 3.6; 6.4; 11.23; Ef 3.7).

Os ministérios de Elias e Eliseu visaram prioritariamente o sofrido povo de Israel do Reino do Norte, “os domésticos da fé”, mas transpuseram barreiras raciais e abençoaram pessoas de outras nações, podendo ser considerados como precursores do ministério cristão (Lc 4.25-27).

  c) O ministério requer humildade e perseverança

“Então se dispôs e seguiu a Elias, e o servia”

Os serviços mais simples, repetitivos, raramente são percebidos quando funcionam bem. A dona de casa que o diga. Isso sempre foi assim e sempre o será. Quem serve na casa de Deus deve fazê-lo com satisfação e dedicação, não esperando qualquer tipo de reconhecimento. Deve-se ter o cuidado de fazer as coisas “como para o Senhor e não para os homens” (Cl 3.23).

Eliseu não via qualquer problema em ser um auxiliar de Elias, em executar tarefas tão simples como “deitar água sobre as mãos de Elias” (2Rs 3.11). Eliseu foi fiel no “pouco”, e depois da morte de Elias, foi colocado sobre o “muito”, pois Deus o usou de uma forma tremenda.

Já repararam que entre os oficiais diáconos há muitos que desempenham papel relevante no mundo dos negócios? Há funcionários graduados, gerentes, empresários etc. Entretanto, sem qualquer constrangimento, se empenham o máximo para servir bem aos irmãos e visitantes. Particularmente defendo aquela opinião de que na igreja de Cristo não deve haver distinção de pessoas por causa de títulos ou sobrenomes. Todos devem ser recebidos e tratados como membros de um mesmo corpo (1Co 12.27), ramos de uma mesma videira (Jo 15) e pedras de um mesmo edifício espiritual (1Co 3.9) – a igreja de Cristo.

A humildade e perseverança no servir são virtudes essenciais à eficácia de um ministério espiritual.

 

Conclusão

1. O chamado é:

– Um ato soberano de Deus.

– Uma proposta de troca.

– Confirmado pela outorga de Autoridade e Poder.

2. A família requer uma atenção adequada.

3. O ministério requer:

– Comprometimento total.

– Visão do povo.

– Humildade e Perseverança.

Que Deus nos ajude a entender e praticar esses princípios básicos.


Catedral Presbiteriana do Rio
16/07/1995 – Culto Vespertino (19h)
Aniversário da Junta Diaconal
Esboço da Mensagem pregada pelo então Diácono Paulo Raposo Correia

Maduros na Fé: Não que – Até que – Para que


Santificação: segredo do caráter cristão!

“Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Efésios 4.13)

Introdução          

A palavra “maduro” nos remete, tanto ao fruto ou produto vegetal que está pronto para ser colhido e consumido, quanto à pessoa que tem mais idade; o adulto ou velho. A maturidade, estado ou condição de ter atingido uma forma adulta ou amadurecida, na psicologia tem o significado de desenvolvimento pleno da inteligência e dos processos emocionais, do estado em que um indivíduo goza de plena e estável diferenciação e integração somática, psíquica e mental. O amadurecimento dos seres humanos não se dá de modo uniforme; pois cada um amadurece no seu próprio ritmo. O mesmo acontece no que diz respeito à maturidade na fé, de cada crente. Assim sendo, um crente mais antigo na igreja não é, necessariamente, mais maduro na fé do que outro com menos tempo.

Santificação e perfeição são processos que caminham juntos, de mãos dadas, na trajetória do cristão que se inicia na regeneração e culmina na glorificação. Mais do que uma opção dada ao crente, ou um pedido, ou um conselho, é um imperativo divino: “…sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” (Mt 5.48); “porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1Pe 1.16; Lv 11.45)

Não é da vontade de Deus a paralisia no crescimento espiritual rumo a essa maturidade necessária. Também, não deve passar despercebida a palavra desafiadora de Jesus: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.” (Mt 5.20). Podemos entender a expressão “vossa justiça”, como a “vossa prática religiosa” ou, em termos de igreja, a “vossa prática da vida cristã”. Ser religioso não é difícil, o desafio maior é o de agradar a Deus fazendo a sua vontade.

Neste estudo, desenvolveremos o tema proposto, revisitando o processo da santificação, com foco em três vertentes: “Não que”, Até que” e “Para que”.

1. “Não que” – a autoconsciência do estado atual

Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus.” (Fp 3.12)

A postura e atitude daqueles escribas e fariseus contemporâneos de Jesus era a de religiosos profissionais, “senhores da verdade” divinamente revelada, guardiões e “exímios cumpridores” da lei e das tradições religiosas. Naturalmente se consideravam tão santos e perfeitos que se assentaram na cadeira de Moisés (Mt 23.2), como mestres da lei e juízes do povo, tornando-se incansáveis patrulheiros dos atos de Jesus e dos seus apóstolos (ver Mt 23.1-36). Jesus alertou às multidões e aos seus discípulos: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem.” (Mt 23.3). O ativismo religioso e a busca de uma super espiritualidade equivocados, podem levar um crente a pensar de si além do que convém (Rm 12.3) e à essa mesma postura farisaica.

No texto de Filipenses 3.4-14 o apóstolo Paulo apresenta seu brilhante currículo de vida, não para se exibir ou impressionar seus leitores, mas para deixar claro que ele não confiava na carne, nos seus méritos pessoais ou justiça própria. Pelo contrário, ele se considerava devedor do conhecimento de Cristo e do poder da sua ressurreição. Então, ele conclui com o “não que” que demonstra plena consciência das suas limitações, ao lado da sua inteira disposição de prosseguir para o alvo.

Portanto, o primeiro aspecto a se levar em conta é a autoconsciência do estado atual, sempre aquém daquele onde poderemos estar, o que nos deve motivar e desafiar a seguir nesse processo de santificação.

2. “Até que” – a consciência da necessidade de persistência:

Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Ef 4.13)

É claro que temos um alvo, um ponto de chegada, e, um caminho a percorrer até chegar lá:  “à medida da estatura da plenitude de Cristo,”. Muitos chegam a Cristo e à igreja quase que num estado de euforia, como o homem da parábola que achou um tesouro escondido e vende tudo o que tem para comprar o campo onde o havia encontrado (Mt 13.44); ou, o outro homem, da outra parábola, que achou uma pérola de grande valor e fez o mesmo para obtê-la (Mt 13.45-46). É o estado denominado de “primeiro amor” (Ap 2.4); um amor ardente e apaixonado por Deus, por Jesus, pela Bíblia, por estar junto aos irmãos nas reuniões da igreja, por falar de Cristo aos outros. Não é difícil constatar que a maioria destes, com o passar do tempo, perdem o vigor, o ardor dos primeiros anos e se deixam levar pelo automatismo da rotina. Quando mais jovem, conheci e vi pregar algumas vezes, um servo de Deus, creio que italiano, que mesmo depois de muitos anos de caminhada na fé cristã, vivia permanentemente no primeiro amor. Ele era muito intenso; pregava o que vivia e vivia o que pregava. Não perdia a oportunidade de falar de Cristo a quem estivesse no seu caminho. Tinha o hábito de beijar sua bíblia, quando a ela se referia na pregação, para demonstrar o seu grande apreço pela Palavra de Deus. Sem dúvida, um exemplo a ser seguido.

O “até que” nos remete à importância da perseverança, da constância, da persistência, qualquer que seja a condição da “estrada” ou os obstáculos interpostos no caminho que leva ao alvo que nos está proposto. Referindo-se aos dons espirituais, em Efésios 4.7-16, o apóstolo Paulo ensina que estes dons foram dados aos crentes, com vistas ao “aperfeiçoamento dos santos”, para a “edificação do corpo de Cristo”, “até que” o alvo seja alcançado. Então, entre a capa frontal (da regeneração) e a capa posterior (da glorificação), há um conteúdo e alvo vital que dá pleno sentido ao evangelho, neste livro da vida de cada cristão. “Até que todos”– Ninguém, isto é, nenhum remido pelo Senhor fica de fora, pois todos nós formamos o corpo de Cristo, esse organismo vivo chamado igreja. Nessa magnífica declaração do apóstolo, quatro aspectos desse alvo vital são mencionados:

  • Unidade na diversidade

Até que todos cheguemos à unidade da fé…”

Unidade não é uniformidade, nem padronização de conduta ou costume ou linguajar ou vestimenta. E, certamente, a fé aqui referida não é um “corpo de doutrinas e crenças”. É, sim, a fé salvadora em Cristo Jesus, nosso Senhor e Mestre. A “entrega de alma” a Cristo, debaixo da ação do Espírito Santo, nos conduzirá a essa unidade almejada. Quanto ao mais, podemos caminhar na linha do que diz Richard Baxter: “Em assuntos fundamentais, unidade. Em assuntos secundários, liberdade. Em todas as coisas, caridade (ou amor)”.

  • Conhecimento do Senhor

Até que todos cheguemos (ao) … pleno conhecimento do Filho de Deus”

O vocábulo grego “epignosis” foi corretamente traduzido aqui como “pleno conhecimento”.  Podemos conhecer alguém ouvindo ou lendo algo a seu respeito. Entretanto, esse conhecimento é teórico, limitado, sujeito à toda subjetividade da fonte de observação e informação. O desafio que nos é proposto, inicia-se com a assimilação do conhecimento da pessoa de Cristo, através do que dele é revelado na Bíblia e, materializa-se, experimentalmente, na vivência cotidiana junto dele (2Pe 1.16; Fp 3.10). Vale ressaltar que tal conhecimento, do Pai e do Filho, é recorrente no Novo Testamento (2Co 4.6; Ef 1.17; Fp 3.8; Cl 1.10; 2Pe 1.2-3; 2Pe 1.8; 2Pe 2.20; 2Pe 3.18).

  • Plena maturidade

Até que todos cheguemos … à perfeita varonilidade,”

A expressão “perfeita varonilidade” pode ser entendida como “plena maturidade” ou “pleno desenvolvimento” como é esperado no caso de um ser humano que nasce, cresce e se desenvolve até o atingimento da idade adulta. Em termos espirituais, o mesmo se espera de um remido do Senhor, nascido de novo. Precisamos nos desenvolver ao ponto de nos tornarmos mestres e discipuladores e, não crentes imaturos, crianças espirituais, permanentemente necessitados de que nos ensinem os princípios elementares da fé (Hb 5.11-14).

  • Plenitude de Cristo

Até que todos cheguemos … à medida da estatura da plenitude de Cristo,”

Por fim, nossa persistência na busca desse alvo vital deve conduzir-nos a esse mais elevado grau de maturidade e desenvolvimento espiritual – o atingimento da perfeição em Cristo. O apóstolo Paulo muito se dedicou à essa causa: “meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós;”  (Gl 4.19). Essa é a meta proposta, o ponto de chegada; reproduzir em cada crente a imagem de Cristo (Rm 8.29; 2Co 3.18; Cl 3.10). Certamente que o Espírito Santo tem papel preponderante nesta missão (Jo 14.17).

3. “Para que” – a consciência dos propósitos a serem alcançados:

“Porque eu (Jesus) vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (Jo 13.15)

Quais seriam as razões e motivações para buscar, com perseverança, tão elevados alvos? Por que a santificação é o segredo do caráter cristão? A bíblia tem alguns “para que” que também respondem à essas perguntas; ela fala por si mesma:

  • Para a glória de Deus

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5.16)

para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;” (1Pe 1.7)

  • Para nossa plena satisfação e fortalecimento

“Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.” (Jo 15.11)

para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior;” (Ef 3.16)

  • Para dar o exemplo aos irmãos

“E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.” (Jo 17.19)

“Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.” (1Tm 1.16)

  • Para fazermos a diferença na sociedade

para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo,” (Fp 2.15)

“a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17.21)

  • Para agradar a Deus

“…, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus.” (Cl 4.12b)

para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus.” (1Pe 4.2)

“educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,” (Tt 2.12)

Conclusão

Que Deus nos ajude a olhar para nós mesmos, como convém, com humildade, determinação e esperança, a fim de percebermos que sempre há algo a ser trabalhado e melhorado, para que possamos nos apresentar a ele como obreiros aprovados (2Tm 2.15). Que a perseverança seja nossa inseparável companheira nessa tarefa: “Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” (Tg 1.4). Que jamais percamos de vista os elevados propósitos que dão sentido à nossa caminhada terrena.

“Quanto ao mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco.” (2Co 13.11)

 

Cinco Princípios Bíblicos da Contribuição

1 Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia.
2  No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for.
3  E, quando tiver chegado, enviarei, com cartas, para levarem as vossas dádivas a Jerusalém, aqueles que aprovardes.
4  Se convier que eu também vá, eles irão comigo.

Introdução

Ainda que este assunto seja muito extenso e amplamente tratado na bíblia, inclusive na segunda epístola aos Coríntios (caps. 8 e 9), apresentaremos, a seguir, apenas alguns princípios sobre o tema “coleta e contribuição”, ensinados por Paulo, no texto em foco. Apesar de se tratar de uma coleta especial, em benefício dos pobres dentre os santos que viviam em Jerusalém (Rm 15.26), tais princípios também são válidos para as contribuições feitas, pelos membros, para sustentar financeiramente a igreja.

Pelo exposto no primeiro versículo, introduzindo o assunto, percebe-se claramente que o apóstolo tinha a mesma linha de instrução para as diversas igrejas locais, a saber:

1º) O princípio da periodicidade (regularidade, presteza) (v.2)

“No primeiro dia da semana…”

No dia do Senhor, a cada domingo, os crentes deveriam separar a sua oferta, retirando-a de parte do rendimento semanal que obtiveram como fruto do seu labor ou ganho. Isso também ressalta a importância que o domingo tinha e tem para a igreja. A regularidade e presteza dessa providência era a garantia de que, quando o apóstolo chegasse, haveria algo a ser coletado. Deus não precisa do “nosso dinheiro” (não somos donos, somos apenas mordomos), pois ele é o dono de tudo:“Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.” (Jó 41.11). Mas ele quer usar os nossos recursos para a manutenção da sua obra através da igreja. Se alguém tem um rendimento mensal, então a sua periodicidade pode ser mensal e deve ser entregue com regularidade.

2º) O princípio da individualidade (sigilo). (v.2)

“…cada um de vós ponha de parte, em casa….”

Cada um tem, diante de Deus, a responsabilidade e privilégio de contribuir. Além de ser uma ordenança é parte do culto que tributamos a Deus: “…porém não aparecerá de mãos vazias perante o SENHOR;” (Dt 16.16b). Faz parte desse culto a Deus oferecer-lhe algo que nos custou alguma coisa: “porque não tomarei o que é teu para o SENHOR, nem oferecerei holocausto que não me custe nada.” (1Cr 21.24b). Isso fazemos, não para comprarmos a salvação, mas exatamente porque já somos salvos; não para comprarmos as bênçãos divinas, mas porque somos abençoados por Deus. É preciso ter consciência de que parte daquilo que Deus nos deu precisa ser usado para ajudar os necessitados e para investir no reino de Deus. Essa é uma prática que os pais, além de não descuidar, devem ensinar aos seus filhos.

Assim como não é razoável que as pessoas tornem público aquilo que ganham (seu contracheque, sua declaração de bens etc); também não é razoável que se dê publicidade à sua contribuição. Contribuição é um assunto individual, pessoal, entre cada um e Deus! Jesus, nosso Mestre por excelência, ensinou assim: “Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6.3-4).

3º) O princípio da proporcionalidade (disponibilidade). (v.2)

“…conforme a sua prosperidade…”

A contribuição é proporcional ao que cada um recebe de rendimentos, pela indispensável e magnânima providência do Senhor nosso Deus. Deus nos dá primeiro para que possamos devolver uma parte para ele: “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos.” (1Cr 29.14). É conforme o que cada um tem, como retribuição às bênçãos recebidas: “cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundo a bênção que o SENHOR, seu Deus, lhe houver concedido.” (Dt 16.17). Não é razoável que alguém vá fazer um empréstimo para poder contribuir com a igreja: “Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem.”(2Co 8.12). Da mesma forma, não é razoável que a pessoa se encha de dívidas, para pretender justificar a sua incapacidade de contribuir. É sempre bom lembrar que o crente não contribui fazendo contas do que lhe sobra e sim do que recebe!

Em se tratando de proporcionalidade, vale destacar aqui o que, às vezes, passa despercebido, devido à forte influência que recebemos da sociedade. Diante de Deus, uma oferta de 10% (dez por cento), entregue por quem ganha 1 salário mínimo é, no mínimo, equivalente a 10% (dez por cento), entregue por quem ganha 10 salários mínimos. Mais importante para Deus é o valor relativo e não o valor absoluto. Se lembram da humilde oferta da viúva e da reação de Jesus? “Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento.” (Mc 12.44). Que bom seria se os crentes entendessem essa contabilidade divina, tão simples! Que bom seria se os crentes não se tratassem, uns aos outros, rotulando-se de pequenos ou grandes contribuintes, a partir dos valores absolutos ofertados. Merece especial destaque o fato do apóstolo não estabelecer valores.

4º) O princípio, sutilmente apresentado aqui, é o da liberalidade (generosidade, alegria). (v.2)

“…e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for.”

Liberalidade é a virtude daquele que, em seus atos ou em suas intenções, dá o que não tem obrigação de dar e sem esperanças de receber qualquer coisa em troca. Generosidade é a virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem. Os crentes deveriam, liberalmente e generosamente, separar aquilo que quisessem dar, conforme o Senhor colocasse no coração de cada um. “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.” (2Co 9.7). Ninguém era obrigado a dar. Ninguém seria ridicularizado e humilhado se não pudesse dar; ou exaltado se desse. Não era a presença física do apóstolo, com um bom e convincente discurso apelativo que importava. Deve-se considerar, também, que o apóstolo não tinha a intenção de se promover lá na “igreja-mãe” (de Jerusalém), arrecadando e levando uma expressiva oferta às custas de “tirar o couro” dos irmãos gentios. Quanta diferença para o que se vê por aí entre os pregadores da prosperidade, ou melhor, “predadores da prosperidade alheia”! Eles fazem questão do discurso pessoal, da coação emocional, psicológica e pseudoteológica. Eles usam todos os recursos, artimanhas e métodos para sugar os bens dos ingênuos, dos despreparados e, também, dos ambiciosos, que gostam de barganhar com Deus. Sim, porque muitas vezes só é ludibriado aquele que também quer se dar bem sem ter que pagar o preço do benefício que deseja alcançar.

5º) O princípio da transparência (honestidade). (vv. 3-4)

3  E, quando tiver chegado, enviarei, com cartas, para levarem as vossas dádivas a Jerusalém, aqueles que aprovardes.
4  Se convier que eu também vá, eles irão comigo.

Percebam que o apóstolo não se ofereceu para levar, sozinho, a oferta à Jerusalém; nem ainda indicou pessoas da sua confiança. Antes, porém, se prontificou a enviar, com carta de explicação, aquelas pessoas que os próprios doadores, isto é, a igreja de Corinto, aprovasse. Manusear dinheiro ou recursos de terceiros, inclusive no âmbito da igreja, exige honestidade, prudência e total transparência: “evitando, assim, que alguém nos acuse em face desta generosa dádiva administrada por nós; pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens.” (2Co 8.20-21). Na igreja, ninguém deve manusear dinheiro sozinho; seja na contagem e registro de dízimos e ofertas, seja na distribuição, mesmo que seja um tesoureiro de confiança, eleito para o exercício de tal função, ou um diácono honesto. Embora pouco frequente, tem havido casos de desvio de dinheiro de dízimos e ofertas até mesmo dentro de igrejas evangélicas. Se a iniciativa do procedimento transparente partir do próprio responsável pela função é bem melhor; não gera o constrangimento dele ter que receber a recomendação de terceiros, ainda que não haja suspeitas. Melhor ainda é que a Instituição estabeleça isso como norma de procedimento.

Conclusão:

Assim exposto, podemos considerar esses cinco princípios como técnica e teologicamente basilares, pilares, no que diz respeito à contribuição. Para enriquecer ainda mais esta abordagem, podemos, então, finalizar e complementar, apenas citando, alguns outros aspectos que expressam a importância e os consequentes desdobramentos da contribuição:

– Promove equilíbrio e igualdade: “Porque não é para que os outros tenham alívio, e vós, sobrecarga; mas para que haja igualdade,” (2Co 8.13) “e, assim, haja igualdade, como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta.” (2Co 8.14b-15)

– Permite a reciprocidade e mutualidade: “suprindo a vossa abundância, no presente, a falta daqueles, de modo que a abundância daqueles venha a suprir a vossa falta,” (2Co 8.14a)

– Expressa e evidencia amor: “Manifestai, pois, perante as igrejas, a prova do vosso amor e da nossa exultação a vosso respeito na presença destes homens.” (2Co 8.24)

– Tem a promessa de colheita proporcional à semeadura: “E isto afirmo: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.” (2Co 9.6)

– Tem a promessa de prosperidade: “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade,” (2Co 9.8-11a). Aqueles que só pensam em si próprios deveriam refletir neste texto bíblico: “Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza.” (Pv 11.24 – NVI)

– É causa de ações de graças a Deus: “a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.” (2Co 9.11b)

Vencendo a Tentação, como Jesus

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06/07/2017 – Corrigida a página 32/34.

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