A VIDA DE SÃO SEBASTIÃO

“Muitos são os devotos se SÃO SEBASTIÃO no Brasil. Multidões o aclamam e o veneram no dia 20 de janeiro (dedicado em sua homenagem). Porém, poucos conhecem de fato a sua verdadeira história.

Você sabe:

  1. Quando e onde nasceu São Sebastião?
  2. Qual era sua profissão?
  3. Por qual motivo foi flechado?
  4. Que lição de vida deixou para todos nós?

Se você não sabe as respostas a estas perguntas, então nos acompanhe nesta empolgante viagem ao passado, e conheça um pouco mais sobre esta importante figura chamada SÃO SEBASTIÃO.

SÃO SEBASTIÃO nasceu em Narbonna em 250 d.C., e morreu em 288 d.C. em Roma. Era um valente soldado, tendo ingressado no exército com cerca de 19 anos de idade. Sua fama de bom soldado era tamanha que tornou-se estimado pelos imperadores Diocleciano e Maximiano; tanto que confiaram o comando do primeiro exército pretoriano a ele. Era sem dúvida nenhuma um soldado exemplar!

Mas se era tão querido e exemplar, então por que o mataram?

Sebastião vivia num tempo em que era proibido confessar ser seguidor de Jesus. Os soldados prendiam sem dó nem piedade os cristãos.

Acontece que Sebastião era um cristão, e o imperador não sabia disso. E Sebastião ajudou tanto aos demais cristãos que foi conhecido depois como o DEFENSOR DA IGREJA. A atuação de Sebastião nesse sentido consistia, principalmente, em confortar aos cristãos que eram perseguidos, e especialmente os que padeciam no martírio. Até mesmo pessoas em altos postos do sistema carcerário romano se converteram à fé em Jesus por meio do seu testemunho.

Então, Sebastião foi denunciado ao imperador Diocleciano que ficou indignado, irado, pois o homem em que pusera sua confiança era um cristão (e cristão de ação!); e o condenou à morte. Levaram-no para um campo aberto, e os arqueiros da Mauritânia o flecharam. Dando-o por morto, abandonaram-no preso a uma árvore.

Como Deus não abandona os seus servos, Sebastião, por um milagre, resistiu às flechadas e sobreviveu. Não muito depois, foi encontrado por uma piedosa viúva, que cuidou de suas feridas. Após sua recuperação, o valente Sebastião se apresentou ao imperador Diocleciano, censurando-o por sua crueldade e exortando-o a deixar de adorar os falsos deuses, mediante suas imagens de escultura. O imperador ficou estarrecido ao ver em sua presença aquele que cria estar morto. Preso novamente foi açoitado até morrer.

Prezado amigo, SÃO SEBASTIÃO é, sem sombra de dúvidas, um exemplo a ser seguido por todos nós. Por Jesus ele viveu e morreu. Muitas pessoas conheceram o amor de Deus, manifestando em Jesus, por intermédio da pregação desse jovem soldado romano. E o que ele tanto desejava era que o imperador e todas as pessoas do mundo abandonassem a idolatria e adorassem somente a Deus. Ele sabia que as imagens usadas na adoração pelo imperador e pelos demais eram contrárias à vontade de Deus.

Pois, diz a Bíblia no Salmo 135.15-18: “Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; pois não há alento de vida em sua boca. Como eles se tornam os que os fazem, e todos os que neles confiam.” A Bíblia também diz o seguinte sobre as imagens/ídolos: “Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar; necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem.” (Jeremias 10.5). Por isso, o primeiro Mandamento declara: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Êxodo 20.4-5).

Sim, SÃO SEBASTIÃO viveu uma vida digna de ser imitada por todo o mundo, inclusive por VOCÊ. Por que você não toma agora a decisão de ser também como ele? Você acha que SÃO SEBASTIÃO ficaria contente de ver pessoas hoje se ajoelhando, fazendo pedidos, beijando ou carregando alguma imagem? Você acha que ele, conhecendo os mandamentos de Deus, cometeria esses atos de idolatria? Pense nisso!

O nosso povo vive cheio de crendices e superstições em busca de algo que possa preencher o vazio do seu coração. Homens e mulheres sem razão para viver. Desesperados, entregam-se aos prazeres, vícios, ocultismo e idolatria. Há somente uma resposta para os anseios e problemas da alma – Jesus, o Salvador – em quem todos os mártires cristãos criam (incluindo Sebastião) e milhões de pessoas hoje creem, e desfrutam da perfeita paz e a alegria que só Jesus pode dar.

Resolva abandonar o pecado, a superstição, a crendice, a idolatria. Confie no Jesus que venceu a morte e o diabo por você. Ele lhe oferece vida abundante paz real.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11.28-30)

Fonte de pesquisa:

  • Encyclopédia Universal Ilustrada Europeo-Americana, pp. 1262 –1265
  • Encyclopédia e Dicionário Internacional, p. 10486″

Extraído e transcrito do folheto “A vida de São Sebastião” CPR (Centro de Pesquisas Religiosas – Teresópolis – RJ | Revisão – Janeiro 1996)


Como as religiões se referem a “São Sebastião”?

Apresentada a verdadeira história deste homem cristão, passamos a expor como ele é visto por algumas religiões. Infelizmente, “São Sebastião” é uma figura venerada em diversas religiões, com interpretações e significados próprios. Por exemplo:

1. Catolicismo
No Catolicismo, São Sebastião é amplamente venerado como um mártir cristão e santo padroeiro. Ele é lembrado por sua fé inabalável e coragem durante a perseguição aos cristãos pelo imperador romano Diocleciano no século III. Ele é frequentemente chamado de “Santo Padroeiro contra a peste” e “Defensor da fé”. No Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, ele é o santo padroeiro da cidade, e seu dia é comemorado em 20 de janeiro com festas e procissões. É invocado pelos católicos em tempos de doenças epidêmicas e situações de perseguição ou sofrimento.

Culto de Devoção: Após sua morte, seu corpo foi encontrado e sepultado nas catacumbas, onde mais tarde seria construída a Basílica de São Sebastião, uma das igrejas de peregrinação em Roma. São Sebastião é venerado como o santo protetor contra pestes e epidemias, uma devoção que começou no período da peste bubônica. Ele é também padroeiro de atletas e soldados, devido à sua resistência e bravura.

2. Candomblé e Umbanda
No Candomblé e na Umbanda, religiões afro-brasileiras que sincretizam santos católicos com divindades africanas, São Sebastião é associado a Oxóssi, o orixá da caça, da fartura e da prosperidade. O sincretismo entre São Sebastião e Oxóssi se deve, em parte, à imagem de São Sebastião como defensor e protetor, características atribuídas a Oxóssi. Em algumas tradições, São Sebastião também é visto como um defensor dos pobres e dos necessitados, o que se alinha à figura de Oxóssi. A festa de São Sebastião no Rio de Janeiro, por exemplo, tem conotações tanto católicas quanto afro-brasileiras, com celebrações em honra a ambos, refletindo a grande fusão cultural.

3. Espiritismo (Kardecismo)
No Espiritismo, São Sebastião pode ser respeitado como um espírito elevado, exemplo de altruísmo e resistência. Embora o Espiritismo não canonize santos como o Catolicismo, ele reconhece os exemplos de virtude e bondade em pessoas que viveram vidas devotadas a causas espirituais ou humanitárias. Alguns praticantes podem acreditar que Sebastião, após sua morte, tornou-se um espírito protetor ou guia que ajuda aqueles que estão sofrendo ou enfrentando perseguições. Ele pode ser evocado como exemplo de fé inquebrável e abnegação.

Conclusão

“São Sebastião” é frequentemente representado em arte como um jovem amarrado a um tronco ou árvore, com o corpo perfurado por flechas. Essa imagem se tornou um símbolo de resistência, fé e devoção, inspirando milhões de pessoas ao longo dos séculos.

    Para nós, cristãos evangélicos (chamados de protestantes) “São Sebastião” deve ser respeitado como uma figura histórica de fé, como tantos outros. Não temos o hábito de venerá-lo como santo, pois não seguimos a prática de canonizar ou venerar santos, algo que não encontra fundamentação nas Escrituras Sagradas. Ele é visto como um exemplo de perseverança cristã, mas sem aquela conotação de devoção e intercessão encontrado nas tradições católicas e de outras crenças religiosas.

    Nota:
    Não cremos na intervenção dos mortos no mundo dos vivos. Para mais informações veja o e-book gratuito “O que acontece com os mortos”, no link abaixo:

    Bibliografia

    1. Folheto CPR
    2. Internet / ChatGPT / IA.


    Veja, também: