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Relacionar-se é …..CONHECER-SE MELHOR E O OUTRO

Quem sou eu? O que pensamos ser e o que os outros pensam de nós? A Janela de Johari, modelo conceitual elaborado por Joseph Luft e Harry Ingham, nos ajuda a entender um pouco mais essa questão. O termo “Johari” foi obtido a partir da junção dos dois nomes dos autores, Joseph e Harry.

Entendendo a Janela de Johari……

a)   EU ABERTO

A região do “eu aberto”, representa os aspectos da personalidade de que o indivíduo tem conhecimento e aceita compartilhar com os outros. Esta área limita-se àquilo de que nossos parentes e amigos estão cônscios  e ao que nós consideramos óbvio, tais como nossas características, nossa maneira de falar, nossa atitude geral, algumas de nossas habilidades etc.

b)   EU SECRETO

A região do “eu secreto”, representa os aspectos que a pessoa conhece, mas consciente e deliberadamente esconde dos outros por motivos diversos, tais como: insegurança, status, medo da reação, medo do ridículo etc. Essa região constitui a chamada fachada em que o indivíduo se comporta de maneira defensiva. A defesa é inerente a toda pessoa. Mas a questão é saber qual a quantidade de defesa tolerável que não iniba o inter-relacionamento nem impeça seu crescimento.

c)   EU CEGO

A região do “eu cego” representa nossas características de comportamento que são facilmente percebidas pelos outros, mas das quais geralmente não estamos cientes. Por exemplo, alguma manifestação nervosa, nosso comportamento sob tensão, nossas reações agressivas, nosso desprezo por aqueles que discordam de nós etc. Em suas atitudes e comportamentos muita coisa é transmitida, sem que o próprio indivíduo perceba. Podemos especular o porquê destes padrões de comportamento permanecerem desconhecidos para nós e, no entanto, são óbvios para os outros.

Há evidências de que é nessa área que, frequentemente, somos mais críticos com o comportamento dos outros sem percebermos que estamos nos comportando da mesma forma.

d)   EU DESCONHECIDO

Finalmente a região do “eu desconhecido”, é a área desconhecida pelo próprio e pelos outros. Nela estão incluídas as potencialidades, talentos e habilidades ignoradas, os impulsos e sentimentos mais profundos e reprimidos, memórias de infância, a criatividade bloqueada. Como exemplo da área desconhecida, pesquisadores em Criatividade afirmam que, em geral, utilizamos apenas cerca de 15 ou 20 por cento de nosso potencial criativo. Essa região pode tornar-se conhecida à medida que aumenta a eficácia interpessoal dentro de um processo dinâmico.

Conclusão

E daí, o que essa tal Janela de Johari tem a ver com o meu casamento? Veja só. Num relacionamento conjugal é muito comum cada cônjuge ter uma visão ótima a seu respeito e não tão boa do outro. Por que? Porque cada um de nós só tem a percepção de parte do que realmente somos! Uma visão adequada de nós mesmos e a aceitação do que somos (nossas limitações, fraquezas e falhas) são pontos básicos para uma postura de humildade diante de Deus, das pessoas e, principalmente do nosso cônjuge e facilitadora do relacionamento. É claro que nem sempre a visão do outro, isoladamente, reflete toda a verdade do que realmente sou. Entretanto, ninguém melhor para nos ajudar a identificar aqueles maus comportamentos do “eu cego” do que quem vive ao nosso lado.


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