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Caiu na Rede é…..Liberto!

O que a rede de pesca tem a ver com evangelismo? Simplesmente, tudo! Jesus chamou 12 discípulos, dentre os quais 4 foram identificados como pescadores e os desafiou a se tornarem “pescadores de homens” (Mt 4.19). Na pesca convencional, os peixes apanhados morrem. Na pesca evangelística, os que caem na rede passam da morte para a vida. É como diz o cântico: “É vida que nasce da morte. É vida que traz o perdão. É muito mais que uma religião. É Cristo vivendo em você.”

O que pretendo mesmo aqui é falar dessa pesca. Pode ser “no varejo”, peixe a peixe, com anzol; ou, “por atacado”, com rede de pesca. Não é preciso entender muito de pesca para saber que o pescador precisa atrair os peixes. No caso de uso da vara de pesca, deve ser usada a isca certa para o tipo de peixe que se deseja “fisgar”. Assim acontece no evangelismo individual. Cada caso é um caso. Você terá que conviver e conhecer a pessoa para só e então descobrir qual é a abordagem certa. No caso de uso da rede de pesca, você também terá que atrair o cardume. Assim acontece no evangelismo em massa. Na hora de atrair as pessoas para o evento evangelístico vale lembrar o que dizem os mais antigos: “cautela e canja de galinha, não fazem mal a ninguém”. Vamos colocar isso de outro jeito: “moderação e canja de galinha, não fazem mal a ninguém”. Por que não uma boa e criativa decoração e ambiência; som e imagem de qualidade; bom louvor. Aí fecha com a Palavra de Deus, pregada com unção e poder, e toca profundamente o coração do pecador; não importa se de muitos ou de poucos, Deus o sabe. Se alguém faz um evento evangelístico na força do homem, confiando apenas no audiovisual ou nas “atrações artísticas”, pode lançar a rede a noite inteira que só vai dar rede molhada. Porém, quando Jesus está nessa empreitada, quando nos santificamos, confiamos na ação do Espírito Santo, oramos intensamente e Jesus é obedecido: “lançai a rede à direita do barco” (Jo 21.6). Aí, sim, é rede cheia de almas!

Alguém dirá: mas, o templo é um espaço próprio para isso? Ora, se o templo não for lugar de louvor e evangelismo, para que servirá, então? O templo é apenas uma construção; não é nem mais, nem menos santo do que os seus frequentadores! Esses sim precisam ser santos, pois são o santuário de Deus (1Co 3.16). Havendo bom senso e moderação, qual é o problema?

O convívio e a sinergia da equipe de preparação é bênção pura! Chego a pensar que é quase tão importante quanto o próprio evento. Eventos evangelísticos promovidos por jovens (ou pelos mais velhos) são sempre pontuais; eles vêm e vão. O que realmente importa é ver jovens firmes na fé; nutridos na Palavra de Deus; gente de oração; testemunhando de Cristo com a vida, no seu cotidiano; participativos em todas as atividades da igreja, não apenas daquelas que eles mesmos promovem.

Nos meus saudosos tempos de jovem, subia comunidades juntamente com os mais velhos para evangelizar; distribuía folhetos de casa em casa. Como presidente de uma organização denominada CMC (jul/1983 a jul/1986) que reunia mocidades de mais de 20 igrejas, promovemos vários eventos. Em um deles, até com divulgação em rádio, em 21.04.1984, começou com “passeata evangelística” nas ruas de Teresópolis. Depois, reunimos mais de 8.000 pessoas no Ginásio Poliesportivo Pedro Jahara daquela cidade (Pedrão). Foi emocionante dirigir aquele evento, juntamente com a diretoria, que contou com a participação do Grupo Logos e a pregação do Evangelho pelo Dr. Jayro Gonçalves, um evangelista vocacionado por Deus, tendo ocorrido várias decisões por Cristo. Mesmo naquela época já existiam aqueles cantores e grupos de louvor, muito mais preocupados com sua performance artística e em arrancar aplausos do seu fã clube, do que em louvar a Deus. Assim, procurávamos usar de equilíbrio e moderação nesta escolha. Enfim, como é bom lançar a rede em nome de Jesus Cristo!

O experiente presbítero, João Silva, disse certa vez para o seu sobrinho Franz: “gostaria de ter a tua juventude e a minha experiência de vida.” Há algum tempo ambos se foram, o primeiro já idoso; o segundo, ainda muito jovem. Porém, aquela frase nunca foi esquecida. Hoje, bem mais maduro percebo o quanto ela é verdadeira. É como o apóstolo João registrou: “…Pais, eu vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” (1Jo 2.14b e c). Sempre dei muito valor aos conselhos e à experiência dos mais velhos. Talvez, por isso, tenha errado muito menos do que poderia ter errado.

Adultos e jovens precisam caminhar juntos, procurando se entender e conviver pacificamente.

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