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Qualidade Total de Vida

Vida Abundante

Estava arrumando alguns papeis e encontrei o editorial abaixo que escrevi em novembro de 1993. Naquela ocasião o Brasil estava passando por um momento difícil, muito parecido com o que estamos vivendo hoje. O presidente “Fernando Collor foi afastado pela Câmara dos Deputados em 2 de outubro de 1992 e renunciou ao mandato em 29 de dezembro do mesmo ano. Itamar Franco assumiu interinamente na qualidade de vice-presidente até a data de renúncia de Fernando Collor, tomando posse 29 de dezembro de 1992.” (Wikipédia)

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“..eu (Jesus Cristo) vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10)

0 cenário atual pode ser resumido na seguinte avaliação feita por Robinson Cavalcanti (*):

“Do ponto de vista dos ciclos históricos, o século XX já terminou. Além da angústia sempre presenciada nos fins de século e fins de milênio, estão ruindo os pilares da civilização contemporânea no Ocidente:

  1. A crise da concepção de homem – naturalmente bom, conforme ensinava Rousseau;
  2. A crise da concepção de história – linearmente sempre ascendente, conforme ensinava Comte;
  3. A crise da concepção do conhecimento, de possibilidades ilimitadas pelo método científico;
  4. A crise das utopias, notadamente do marxismo-leninismo.

Por esse conjunto de propostas ‘um homem bom, dotado de um conhecimento ilimitado, construiria uma história ascendente em direção a uma idade de ouro’. Tudo isso falhou.”

A situação é grave!

É pura ingenuidade acreditar que sozinhos os homens poderão colocar em ordem esse caos.

É hora de admitirmos nossa incapacidade histórica de erguer uma sociedade justa e próspera.

É hora de removermos os falsos conceitos e ideias que se propagaram ao longo das últimas décadas, a começar pela teoria evolucionista e ateísta de Darwin.

É hora de quebrarmos o paradigma evolucionista que, como pseudociência, nos legou uma sociedade relativista, sem certos e errados.

É hora de ouvirmos a comunidade científica criacionista e suas incontestáveis provas da existência de um Ser Criador do universo. A humanidade vem pagando um preço muito alto, desde 1860, quando os representantes da igreja menosprezaram a pesquisa científica, como se fé e ciência fossem coisas antagônicas. Felizmente, surge um novo tempo no qual a ciência apresenta grandes contribuições para a Fé Cristã.

É hora de, com humildade, recorrermos ao Criador dos céus e da terra, numa parceria vital.

É preciso redescobrir os absolutos de Deus – seus padrões, princípios e valores – conforme expostos na Bíblia. Até mesmo aqueles que se consideram cristãos necessitam urgentemente reconsiderar esses padrões que norteiam a sociedade alternativa de Deus. Com certa frequência, a igreja cristã tem se afastado do desafio de viver em conformidade com esse paradigma, mergulhando numa respeitabilidade burguesa e conformista. Nessas ocasiões, fica quase impossível distingui-la do mundo pagão: perde a sua salinidade; a sua luz se extingue; demonstra sinais de esclerose e esterilidade, na mesmice repetitiva do seu separatismo e do seu legalismo, do seu dogmatismo e denominacionalismo; isola-se, volta-se para dentro, encapsulando-se no ativismo religioso.

A autoridade do declarante, “eu (Jesus Cristo) vim”, é apoiada no fato de que ele é: o representante visível, do Deus invisível; o primogênito e Senhor de toda a criação; o Criador e o poder que conserva todas as coisas; a encarnação da natureza de Deus; superior a todos os seres humanos e celestiais; e universalmente supremo.

A natureza da vida que ele oferece – abundante, plena, total – não é definida em termos de “quantidade” de anos, bens, amigos, títulos etc; antes, porém, em termos de “qualidade”. Ele veio ao mundo para entregar sua vida ali na Cruz do Calvário, em substituição a nossa, pois a justiça divina determina: “a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.20). Quando, pela fé, nos rendemos diante do seu sacrifício expiatório, obtemos a reconciliação com Deus. A partir daí ele passa a habitar em nós, através do seu Espírito Santo, que duplica em nós a própria vida de Cristo – Cristo passa a viver em nós! – e, então tudo se transforma: paz com Deus, paz interior, amor e serviço a Deus e ao próximo.

Receba agora mesmo “o dom gratuito” de Deus – Jesus Cristo. Sua vida terá qualidade total e acima de tudo será eterna!

(*) (1944-2012) Bacharel em Direito e licenciado em Ciências Sociais

Paulo Raposo Correia

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(Editorial extraído do Boletim com a Liturgia do Culto em Ações de Graças pelos 70 anos da TELERJ, celebrado na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, em 23/11/1993, por iniciativa de um grupo de empregados evangélicos)

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