As mulheres do Rei Davi (Parte 2)

O que não te contaram sobre as mulheres do Rei Davi…

Introdução

O propósito deste estudo é abordar o que essas mulheres poderiam nos ensinar. Nosso desafio é tentar entender como uma única esposa, num casamento monogâmico e heterossexual, poderia assimilar e desenvolver em seu casamento esse aprendizado e, concentrar numa só pessoa, as virtudes de todas.

O estudo está dividido em três partes, cada uma abordando um período específico ou uma fase da vida de Davi. Abordaremos aqui a segunda fase.

2ª FASE: Davi em fuga, ainda em ascensão, de 29 a 37 anos
(líder de bando, rei de Judá: 7,5 anos com ± 30-37 anos – 2Sm 5.4-5)

1. AINOÃ, MAACA, HAGITE, ABITAL e EGLÁ (a reprodutora, a mãe)(2Sm 3.1-5)

“Este grupo representa aquela esposa que todo marido normal pede a Deus.”

Fugindo de Saul, Davi passa a ter uma vida nômade. De comandante de tropas, passou a ser comandante de um bando de seiscentos homens descontentes, endividados e amargurados (1Sm 22.2; 23.13; 25.13). Nessa nova fase é ele quem toma a iniciativa de tomar para si esposas. As duas primeiras, Ainoã e Abigail (será comentada no próximo tópico) que passaram por momentos difíceis, sendo levadas cativas pelos amalequitas e depois resgatadas (1Sm 30). Muito pouco se diz dessas cinco esposas de Davi: Ainoã, Maaca, Hagite, Abital e Eglá. Com a morte de Saul, Davi se estabeleceu em Hebrom e ali foi ungido rei de Judá (2Sm 2.1-4). Por sete anos e seis meses foi rei em Hebrom, e havia guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi (1Sm 3.1).  É nesse contexto que são listados os seis primeiros filhos de Davi, um de cada uma das seis esposas, os que nasceram ali, em Hebrom (2Sm 3.1-5; 1Cr 3.1-4):

MÃESFILHOS
AionãAMNOM – Filho mais velho (2Sm 3.2; 1Cr 3.1)
(Praticou incesto contra sua irmã Tamar e foi morto por Absalão – 2Sm 13).
AbigailQUILEABE ou DANIEL – O segundo (2Sm 3.3; 1Cr 3.1)
MaacaABSALÃO – O terceiro (2Sm 3.3; 1Cr 3.2)
(Revoltou-se contra Davi e foi morto por Joabe – 2Sm 14-18).
TAMAR (1Cr 3.9)
HagiteADONIAS – O quarto (2Sm 3.4; 1Cr 3.2)
(Tentou tomar o reino e foi morto por Benaia, por ordem de Salomão – 1Rs 2.25).
AbitalSEFATIAS – O quinto (2Sm 3.4; 1Cr 3.3)
EgláITREÃO – O sexto (2Sm 3.5; 1Cr 3.3)

Lições: Com essas esposas, que quase passam despercebidas no relato bíblico, precisamos destacar e valorizar a sublime missão de mãe, a maternidade. A rotina diária delas é extenuante e quase invisível. Já os resultados são recompensadores, quando seu trabalho de criar os filhos é feito com amor, dedicação, perseverança e sabedoria. O marido pede a Deus por uma esposa assim, porque a bênção da reprodução não vem do esforço próprio do marido ou da esposa. Nem todas as esposas e maridos são contemplados por Deus com a bênção da fertilidade. Na maioria das vezes o casal só saberá disso algum tempo depois de casados. A infertilidade em nada deve degradar a relação do casal, que certamente encontrará outros propósitos para suas existências.

Dica: Nunca subestime a maternidade, o abençoado papel de mãe. Como disse Abraham Lincoln: “A mão que embala o berço governa o mundo”.

2. ABIGAIL (a sensata, sábia e formosa) (1Sm 25)

“Aquela esposa que todo marido normal gostaria de ter.”

Essa esposa de Davi, Abigail, merece um comentário à parte. A Bíblia dedica um capítulo inteiro para contar a história de como ela passou a fazer parte da vida de Davi: 1Samuel 25.1-44. É uma das mais belas histórias bíblicas onde a protagonista foi uma mulher e esposa. Ela vivia com seu marido Nabal, cujo nome em hebraico significa “insensato, sem juízo, louco” (um nome bem apropriado para esse sujeito) em Maom, a 1,5 Km do Carmelo, que era o local onde tinha suas propriedades, pois era abastado. O Carmelo ficava a cerca de 11Km de Hebrom.

Davi e seu bando estavam acampados nas proximidades de suas propriedades e, sabendo que ele estava fazendo a tosquia das ovelhas, juntamente com seus servos, enviou-lhe dez dos seus moços para pedir-lhe algum alimento. A expectativa de Davi era de ser atendido, pois seu bando, não lhe subtraiu qualquer coisa, além de lhe servir de um muro de proteção contra os possíveis invasores. Nabal foi duro, insano e inconsequente em sua resposta negativa enviada a Davi, menosprezando-o, insultando-o. Davi e seu bando ficam encolerizados com a resposta e resolvem partir pra cima deles, com a intenção de matar a Nabal e a todos os seus servos do sexo masculino. Felizmente, um dos servos de Nabal foi contar a Abigail o clima de terror que seu marido havia criado. Então, Abigail entra em cena para tentar limpar a lambança feita por seu marido. 

Por que Abigail é tão admirável? Por que ela é aquela esposa que todo marido normal gostaria de ter? Então vejamos como ela era e o que fez (1Sm 25):

a) Ela era sensata e formosa, contrastando com seu marido que era duro (insensível) e maligno (1Sm 25.3) – conhece algum casal assim?

b) Ela ouviu atentamente tudo o que aquele servo tinha a contar (1Sm 25.14-18) – demonstrou saber ouvir.

c) Ela agiu rapidamente, preparando provisões e, juntamente com seus moços partiu, corajosamente, em direção a Davi, para interceptá-lo no caminho, antes que fosse tarde demais (1Sm 25.18-22) – determinação, rapidez e coragem.

d) Lançou-se aos pés de Davi, humilhando-se e pedindo permissão para falar (1Sm 25. 23-24) – postura adequada diante da situação.

e) Demonstrou extrema sabedoria e objetividade na sua fala e argumentos diante de Davi – capacidade de persuasão:

(i) Assumiu toda a culpa, sem ter culpa (1Sm 25.24);

(ii) Descreveu a insanidade do marido e que ela não teve participação no lamentável episódio (1Sm 25.25);

(iii) Evocou a providência divina como agente oportuno a evitar tal derramamento de sangue (1Sm 25.26);

(iv) Entregou, como presente, as provisões que trouxe, para abrandar sua raiva (1Sm 25.27);

(v) Suplicou por perdão (1Sm 25.28a);

(vi) Profetizou a prosperidade de Davi e o valor de uma vida sem mácula (1Sm 25.8b);

(vii) Profetizou a proteção divina sobre a vida de Davi e a derrota dos seus inimigos (1Sm 25.29);

(viii) Profetizou que quando o Senhor o levantasse por Rei de Israel, aquele mal que estava para fazer não lhe pesaria na consciência; não mancharia sua honra, não lhe seria por tropeço (1Sm 25.30-32).

(ix) Obteve êxito na sua petição, evitando uma desgraça na sua casa, e uma mancha vergonhosa no currículo do futuro rei de Israel (1Sm 25.32-35). Sabe lá o que é, em poucos minutos, fazer um homem enfurecido começar a bendizer e glorificar a Deus? Ó glória! Isso é que é ser “mulher empoderada”!

f) Suportou com paciência e respeito a alienação e insanidade do seu marido (1Sm 25.36).

g) Esperou que seu marido ficasse sóbrio, para lhe contar todo o ocorrido (1Sm 25.37).

h) Esperou em Deus por uma solução para o seu inferno conjugal. O texto bíblico relata que Deus feriu a Nabal e ele morreu. Alguns comentaristas acreditam e algumas traduções dão a entender que ao receber a notícia dada por Abigail, ele sofreu um ataque cardíaco ou derrame e ficou paralisado, morrendo dez dias depois (1Sm 25.37-38).

i) Após a morte de seu marido, aceitou o “convite” (ou intimação? rsrs) de Davi para tornar-se sua esposa. Esse pedido de casamento é um caso controverso. Aparentemente Davi mandou seus servos fazer-lhe o convite – “Mandou Davi falar a Abigail que desejava tomá-la por mulher” (v 39); mas, parece que os seus servos transformaram o convite em intimação – “Davi nos mandou a ti, para te levar por sua mulher”. (v.40).  Em tese, esse novo casamento parecia ser melhor para Abigail do que aquele que tivera com Nabal. Na cabeça de Davi era muito interessante: esposa formosa, sensata e rica. E, Davi não parou por aqui. Pior é que ele quis mais esposas!

Lições: Abigail nos ensina muitas coisas. Dentre elas, que a beleza integral de uma esposa é o somatório da beleza física com a beleza do caráter, da sensatez, da sabedoria. “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.” (Pv 14.1). Todo marido precisa de uma boa conselheira ao seu lado e vice-versa. Uma boa conversa, um bom conselho, uma boa argumentação, ajudam muito mais do que difamar o cônjuge pelas costas; do que ficar chorando e se lamentando para conseguir ser ouvida pelo cônjuge. Se Nabal tivesse dado ouvidos à sua esposa teria sido uma pessoa ricamente abençoada e feliz, proporcionando a mesma felicidade à sua esposa.

Dica: Seja uma mulher sábia, sensata e formosa. Quem sabe você conseguirá transformar o seu Nabal em Davi, sem trocar de marido?


Veja, também:
As mulheres do Rei Davi (Parte 1)
As mulheres do Rei Davi (Parte 3)

As mulheres do Rei Davi (Parte 1)

O que não te contaram sobre as mulheres do Rei Davi…

Introdução

Em primeiro lugar, vale lembrar que nosso propósito aqui é focalizar as quase esposas, as esposas e as concubinas de Davi, já que se fala muito dele e nem tanto delas.

Em segundo lugar, também é bom lembrar que a poligamia jamais fez parte do projeto de Deus para a família. Para alguns povos e culturas do passado e do presente ela é comum e legal. Entretanto, tão danosas à família e à sociedade, quanto a poligamia, são duas práticas que observamos por aí, que têm mais a ver com promiscuidade do que com liberdade. 1ª)Entre solteiros(as) que não querem assumir compromisso sério e seguem o lema: “Se posso ter todas(os) por que ficar apenas com uma (um)? 2ª)Entre casados ou juntados que ainda não entenderam o valor do casamento: adotaram a conduta do casa-separa ou junta-separa, indefinidamente, apoiando-se e tentando superar o desconforto de suas consciências na legislação vigente ou na tolerância infinita de uma sociedade pós-moderna permissiva. Isso nada mais é do que uma “promisgamia” (promiscuidade + casamento)

O propósito deste estudo é abordar o que essas mulheres poderiam nos ensinar. Nosso desafio é tentar entender como uma única esposa, num casamento monogâmico e heterossexual, poderia assimilar e desenvolver em seu casamento esse aprendizado e, concentrar numa só pessoa, as virtudes de todas.

O estudo está dividido em três partes, cada uma abordando um período específico ou uma fase da vida de Davi.

1ª FASE: Davi em ascensão, de 20 a 29 anos
(pastor de ovelhas – 1Sm 16.11, harpista e escudeiro do rei Saul – 1Sm 16.18-21, vencedor do duelo com Golias – 1Sm 17, comandante de tropas de Saul – 1Sm 18.5)

1. MERABE (a miragem, o fantasma)

“Aquela que poderia ter sido sua esposa, mas nunca foi.”

Como isso aconteceu? O que ela tem a ver com Davi?

Saul era um rei que agradava o povo pelo seu belo porte físico e família de bens (1Sm 9.2). Era capaz de ganhar qualquer concurso masculino de beleza entre os filhos de Israel (1Sm 10.23-24). O seu coração foi mudado e o Espírito de Deus se apossou dele (1Sm 10.9-10) e ele começou bem o seu reinado. Entretanto, no segundo ano de reinado, ele se precipitou oferecendo holocausto em lugar do profeta Samuel, porque este demorou a chegar, e recebeu deste um “cartão amarelo” (1Sm 13.1-14). Em outra ocasião, obedeceu parcialmente a ordem de Deus e recebeu um “cartão vermelho” de Samuel (1Sm 15). É aí que Davi entra em cena. Samuel recebe ordem de Deus para ungi-lo, em Belém. Após esta unção, o Espírito Santo se apossou de Davi (1Sm 16.12-13) e foi retirado de Saul, que passou a ser atormentado por um espírito maligno (1Sm 16.14). Davi é convocado por Saul para tocar harpa, promovendo seu alívio, e para ser seu escudeiro (1Sm 16.16-23). Foi assim que Davi passou a frequentar a casa de Saul e a ter contato com sua família. Surgiu então a afronta do filisteu Golias contra Israel. O rei Saul oferece sua filha por esposa para quem o derrotar (1Sm 17.25). Davi se apresenta, vai ao seu encontro e o derrota (1Sm 17.31-55). Agora era só aguardar a entrega do prêmio de guerra – Merabe – a filha mais velha de Saul. Uma verdadeira miragem no deserto da vida de um pobre e humilde camponês. Davi é promovido a comandante de tropas (1Sm 18.5). Acaba se saindo tão bem que é mais admirado e festejado pelas mulheres do povo do que Saul. Daí em diante passa a ser odiado e perseguido pelo rei invejoso (1Sm 18.6-16). Saul chegou a lhe apresentar Merabe, mas adiou a entrega ao máximo torcendo para que ele morresse numa das guerras. A entrega foi adiada por tanto tempo que Merabe acabou sendo entregue, por esposa, a outro homem – Adriel (1Sm 18.17-19). Ela lhe deu cinco filhos que, no reinado de Davi foram entregues por este aos gibeonitas que os enforcaram (2Sm 21.8-9). Que triste fim!

Nada se diz de Merabe. Nenhuma fala ou seu posicionamento é mencionado. Tudo leva a crer que ela não tinha interesse em Davi, mas sim por um ilustre desconhecido – Adriel. Parece que o fato de Davi ser um herói nacional, um comandante e guerreiro bem sucedido, um homem de Deus e habilidoso com a harpa não a impressionou. Ao longo da sua vida é provável que ela tenha se arrependido dessa escolha. Provavelmente seu marido morreu cedo, em alguma batalha. Talvez ela não tenha vivido tanto quanto Davi, porém deve ter visto quão importante ele se tornou. Chego a pensar que isso bem poderia ser como um fantasma do passado que atormentava sua vida. Em 2Samuel 21.8-9 há um triste relato de que seus cinco filhos foram entregues, por Davi, aos gibeonitas, que os enforcaram para pagar a dívida de sangue que a casa de Saul tinha com eles.

Lições: A história de Merabe nos ensina algumas coisas:

Merabe perdeu a oportunidade de se tornar a esposa do mais relevante rei de Israel – Davi. Não está claro se a culpa foi dela, do pai Saul ou de ambos. Quem poderia imaginar que aquela pessoa tão simples, Davi, poderia chegar onde chegou? Cuidado! Não despreze os pequenos começos!

1ª) Realmente, na insensatez e arroubo da juventude fazemos escolhas das quais iremos nos arrepender pelo resto de nossas vidas. Entretanto, não podemos viver sufocados por elas. É preciso aprender a lição, dar um reset e começar nova vida. É claro que o status, o ser bem sucedido financeiramente, não é o fator mais importante a ser avaliado. O coração deve falar mais alto.

2ª) Por outro lado, é preciso considerar que se tivéssemos escolhido a outra opção, o resultado poderia não ter sido tão exitoso quanto o que alcançamos hoje.

Dica: Enfim, esqueça as miragens, o que você poderia ter tido ou sido, exorcize os fantasmas do passado e viva plenamente o que você tem e é!

2. MICAL – Parte 1 (a determinada)

“Aquela que não era para ser sua esposa, mas acabou sendo.”

Depois da enrolação e frustração na entrega de Merabe a Davi, eis que surge Mical, a filha mais nova de Saul, usada por este para servir de tropeço e ao seu intento de tirar a vida de Davi (1Sm 18.21). Ardiloso, Saul envia seus servos secretamente a Davi para propor que este aceitasse ser seu genro, dispensando-o do dote, mas exigindo dele 100 prepúcios de filisteus, na perspectiva de que Davi morresse no combate para obtê-los. Davi concorda e não faz por menos, fere 200 homens e paga o dobro de prepúcios que Saul pediu. Então, Saul não teve como adiar mais e lhe entregou, por esposa, Mical (1Sm 18.22-27). Efetivamente esta foi sua primeira esposa. Diz o relato bíblico que ela o amava (1Sm 18.20, 28).

Davi prosperava mais do que todos os comandantes dos exércitos de Saul e a inveja e o ódio do seu sogro aumentavam, a ponto de um dia quase o matar com sua lança (1Sm 18.30; 19.1-10). Na noite desse dia quase fatídico, Saul decretou a morte de Davi. Mandou cercar sua casa para que ele não fugisse e na manhã seguinte iria mandar trazê-lo e executá-lo (1Sm 19.11). É nesse contexto desesperador que entra em cena sua esposa Mical. Ela o avisa do perigo, o ajuda na fuga, pela janela, simula que este está doente, deitando um ídolo na cama com um tecido de pelos de cabra em sua cabeça e cobrindo-o com uma manta. Tudo isso para Davi se distanciar, na fuga. Pela manhã, percebendo-se enganado por sua própria filha, Saul a interpela e ela usa uma desculpa bem esfarrapada: “Porque ele me disse: Deixa-me ir, senão eu te mato.” (1Sm 19.11-17). A partir desse momento o casal ficou separado. Passado algum tempo, Mical é dada por Saul a outro homem, Palti ou Paltiel (1Sm 25.44; 2Sm 3.15), como uma forma de afronta a Davi.

Lições: O que podemos aprender com essa esposa, Mical (parte 1)? Ela faz lembrar aquela mulher jovem, apaixonada, determinada, disposta a enfrentar os pais e o mundo pelo seu amado. Por fim acaba se rendendo à intervenção dos pais. Quem segue os passos de Mical, nesse contexto, só merece ser aplaudida. Por outro lado, temos de admitir que, infelizmente, muitas jovens empreendem uma luta contra os pais e contra a sensatez por uma causa perigosa, por um suposto amor que não vale a pena, por uma verdadeira bomba de efeito retardado.

Dica: Nunca perca aquela garra da juventude, mas aplique-a naquilo que realmente possa valer a pena.


Veja, também:
As mulheres do Rei Davi (Parte 2)
As mulheres do Rei Davi (Parte 3)