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Quanto vale uma pessoa?

Se há um assunto que nunca sai da pauta é o do valor ou importância de uma pessoa. Muito se tem discutido, também, sobre o relacionamento entre os seres humanos ao longo do tempo: governantes e governados, senhores e escravos, ricos e pobres, patrões e empregados, marido e esposa, pais e filhos, nativos e estrangeiros, brancos e negros, homens e mulheres etc.

Em relação a este assunto, nas últimas décadas, parece que o foco das atenções tem sido:

– a questão da liberdade (estado democrático de direito),
– a questão racial (combate ao racismo),
– a questão trabalhista (a defesa do trabalhador),
– a questão da mulher (feminismo: igualdade, empoderamento e violência) e,
– a questão sexual (liberalismo, homossexualidade e transexualidade).

Ainda que muitas dessas causas possam ser vistas como legítimas, pela sociedade, e alguns resultados positivos tenham sido alcançados, constata-se que a sociedade pós-moderna vive debaixo do jugo do politicamente correto. Há, em certas causas, a tentativa explícita de combater e desconstruir conceitos e padrões absolutos e irrevogáveis estabelecidos por Deus, nosso Criador, principalmente no que tange à questão sexual. Alguns grupos militantes têm se levantado e feito muito barulho e pressão, com o apoio da mídia e de determinados segmentos que estão mais interessados em promover um estado ou ambiente de anarquia para tomarem o poder e ditarem as regras do jogo, do que em promover o bem comum e o desenvolvimento da sociedade.

Desta forma:

– a liberdade tem sido confundida com libertinagem (“para uma geração sem limites, obedecer regras torna-se uma ditadura”);
– o patrão e empresário que gera empregos e movimenta a economia virou vilão e opressor;
– o empregado se coloca como vítima e os sindicatos como os defensores do trabalhador;
– fala-se muito em direitos e não querem saber de deveres;
– tem que se ter muito cuidado com o que se diz para não ser processado por racismo, homofobia, transfobia, misoginia, xenofobia;
– querem empurrar goela abaixo da sociedade um equivocado sistema de cotas com o falso discurso da promoção da igualdade e justiça social.

Tudo isso, tendo como pano de fundo uma diabólica estratégia de promoção da divisão entre as pessoas, na intenção velada de “dividir para conquistar”.

Num tempo em que se defende tanto a valorização das pessoas, principalmente das minorias, infelizmente constata-se, cada vez mais, a degradação do ser humano. Gente que se expõe ao ridículo por causas absurdas. Gente que arrisca a vida por robbies extravagantes. Gente que se entrega às drogas, à bebedeira, à promiscuidade. Gente que estraga sua saúde física, mental e emocional porque não consegue estabelecer limites para os seus atos.

Entretanto, você, eu, nós temos valor. E, qual é esse valor?

1. Valor absoluto (ou básico)

Por que há obras de arte tão bem avaliadas? Normalmente, por causa da obra e do seu criador. Há quem defenda que o toque do criador, a complexidade do quadro e o requinte dos materiais, não são os fatores que elevam o preço de uma obra. O principal critério é o renome do artista, a marca que sua assinatura atribui ao quadro. Quando falamos em valor absoluto, estamos nos referindo ao valor que a pessoa tem em si mesma, na condição de um ser humano. Deus é simplesmente o maior “artista” que existe e o gênero humano, a sua obra prima, o clímax da sua extraordinária criação, sendo criado à sua imagem, conforme a sua semelhança (Gn 1.26-27; 5.1-2; 9.6). Esse valor absoluto pode ser expresso assim:

a) Cada ser humano é único e incrivelmente dotado pelo Criador.

b) Valemos muito mais do que as aves (Mt 6.26b; Lc 12.7b) e do que todos os seres criados na terra, tendo recebido de Deus o mandato de domínio sobre a sua criação.

c) Somos todos criaturas e iguais diante de Deus. Um exemplo disso se encontra na lei mosaica do recenseamento, em que pobres e ricos deveriam dar o mesmo valor: “metade de um siclo de prata” – cerca de 14g (Êx 30.11-16). Isso independe do que nós pensamos ou fazemos, pois Deus ama o pecador, embora odeie o pecado. Deus não faz acepção de Pessoas (tratamento desigual de pessoas, com favoritismo, parcialidade e injustiça) e nos ensina a agir assim (Dt 16.19; At 10.34)

d) Pela redenção em Cristo e pelo novo nascimento a “criatura” se torna “filho de Deus” (1Jo 3.1-2). E, estes, filhos de Deus são iguais diante do Pai Celestial, pois foram remidos pelo mesmo sangue de Cristo: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gl 3.28). O valor absoluto dos crentes é igual diante de Deus, independentemente de nacionalidade, de condição socioeconômica, sexo etc. Isso nada tem a ver com igualdade de papéis, principalmente no que tange a sexo, pois conflitaria com outros ensinos bíblicos.

2. Valor relativo (ou agregado)

Quando falamos em valor relativo, estamos nos referindo ao valor que a pessoa tem em face do seu potencial e poder de realização. A ideia de valor agregado é no sentido de que essa capacidade de realização pode ser adquirida e incorporada no seu ser. Assim sendo, essa incorporação pode se dar de forma NATURAL, ESTIMULADA ou SOBRENATURAL.

i) NATURAL: Quando adquirida por herança genética; portanto de forma independente da pessoa.

ii) ESTIMULADA: Quando adquirida através de aprendizagem teórica e prática; portanto dependente do empenho e oportunidade da pessoa.

iii) SOBRENATURAL: Quando adquirida da parte de Deus.

 “Disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o SENHOR chamou pelo nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o Espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício, e para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, e para lapidação de pedras de engaste, e para entalho de madeira, e para toda sorte de lavores. Também lhe dispôs o coração para ensinar a outrem, a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Encheu-os de habilidade para fazer toda obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do bordador em estofo azul, em púrpura, em carmesim e em linho fino, e a do tecelão, sim, toda sorte de obra e a elaborar desenhos.” (Bezalel: Êx 35.30-35)

Este valor relativo também pode ser considerado levando-se em conta o tipo de valor, como, por exemplo:

a) Valor Intelectual

Este valor reflete a competência da pessoa em termos de cultura geral e cultura específica. Um exemplo clássico desse valor é o próprio rei Salomão. A rainha de Sabá ficou como fora de si ao visitar, provar com perguntas e constatar a grandeza do seu conhecimento e sabedoria (2Cr 9.1-12).

b) Valor laboral

Este valor reflete a competência da pessoa em termos de realizar um trabalho específico. Em termos de mercado de trabalho, os profissionais costumam ter o seu valor laboral traduzido em termos de remuneração salarial e benefícios. Assim, cada profissão tem seu nível de exigência e complexidade na realização laboral, o que, em princípio, determina o valor da remuneração.

c) Valor estético

Este valor reflete a competência da pessoa em termos de cuidar de si, da sua aparência, modo de vestir, modo de falar e agir etc. É fato que todos nós devemos cuidar da forma como nos apresentamos para os outros. Entretanto, precisamos ter cuidado, para não julgar e avaliar as pessoas em função do seu exterior (Tg 2.2-7).

Conclusão:

Por quais causas devemos lutar? Nada mais justo e nobre do que lutar as verdadeiras causas que busquem promover o respeito e a dignidade de todos os seres humanos. Cautela, moderação, sensatez e coerência são alguns dos aspectos que devem balizar essa luta. Também é preciso ficar muito atento a grupos dissimulados que, hasteando a bandeira da luta pela valorização de determinado grupo, o fazem, apenas com o propósito de implantar suas diabólicas ideologias socialistas e comunistas. Não nos iludamos, pois o progresso é resultado de muito trabalho, justiça e ordem!

O cristão é convocado a seguir o exemplo de Jesus, seu Mestre: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (Jo 10.10). Assim, além de lutar pela valorização das pessoas na vida terrena, o mais importante mesmo é lutar para ajuda-las a encontrarem a vida eterna, por meio de Cristo Jesus, nosso Salvador.

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Dinâmica sugerida: (Estudo em Grupo)

Segue arquivo intitulado “ABRIGO SUBTERRÂNEO” que pode ser usado para uma dinâmica de grupo antes de iniciar o estudo deste tema.

Clique no link ao lado para abrir o arquivo: Abrigo Subterrâneo.pdf

 

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