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Archive for the ‘Igreja’ Category

Refletindo sobre a adoração

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“Celebrarei as benignidades do SENHOR e os seus atos gloriosos, segundo tudo o que o SENHOR nos concedeu e segundo a grande bondade para com a casa de Israel, bondade que usou para com eles, segundo as suas misericórdias e segundo a multidão das suas benignidades. Porque ele dizia: Certamente, eles são meu povo, filhos que não mentirão; e se lhes tornou o seu Salvador.” (Isaías 63.7-8)

Introdução:

“Adoração” é um, entre tantos outros termos que passam a fazer parte da vida dos cristãos regenerados por Cristo e nem sempre são entendidos de forma correta. Assim, vamos estudar melhor o assunto, com vistas a aprimorarmos nosso relacionamento com Deus. Afinal, nós fomos regenerados para o “louvor da glória de sua graça” (ver Ef 1.3-6 e Pergunta 1 dos Catecismos de Westminster).


1. O QUE É ADORAÇÃO? “QUEM” OU “O QUE” PODE SER ADORADO?

Podemos dizer que adoração é um termo que denomina a forma mais significativa de expressar apreço, homenagem, honra e glória a poderes superiores, sejam eles seres humanos, anjos ou Deus. Desta forma, somente caberia aqui, como alvo e objeto de adoração uma divindade, um ser supremo. Esse também seria objeto de devoção, temor, reverência, veneração etc. No decorrer da história, muitos têm desejado ocupar ou usurpado esse lugar, tais como faraós, monarcas, imperadores, presidentes, líderes populistas, líderes religiosos etc, muitas vezes num contexto de fanatismo idolátrico ou ideológico.

Equivocadamente, pessoas e coisas são efetivamente adoradas por seres humanos. Frequentemente este termo tem sido banalizado no cotidiano como se fosse sinônimo de “gostar muito”: Eu “adoro” essa música; eu “adoro” meu pai(mãe), ou meu filho(a), ou meu marido(esposa), ou outra determinada pessoa; eu “adoro” esse canal de TV, esse filme, meu emprego etc.   Entretanto, esse lugar tão especial está reservado para ser ocupado por apenas um ser, o Deus Criador e Mantenedor do Universo. Isso está claramente definido nos três primeiros mandamentos (Ex 20.1-7; Dt 5.6-11) e foi ratificado por Jesus: “Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” (Mt 4.10; Lc 4.8). E, o Salmo 96 expressa um lindo tributo à glória e majestade de Deus.


2.
COMO ADORAR?

 A adoração requer a expressão, a comunicação do cristão com Deus. Então, vejamos como acontece a comunicação humana, no nível horizontal e no nível vertical, isto é, com os outros seres humanos e com Deus.

a) Comunicação Horizontal (meios):

Como nos comunicamos com os outros?

i.      Com a boca: – Falando
  – Cantando
  – Emitindo sons (risos, choros, assobio etc.)
ii.      Com o corpo: – Através de gestos, de ações, das emoções etc.
iii.      Com a vida: – Pelo conjunto da obra


b) Comunicação Vertical (meios):

Como nos comunicamos com Deus?

i.      Com a boca: – Falando  (Oração)
  – Cantando (Louvores)
  – Emitindo sons (risos, choros etc.)
ii.      Com a mente: – Com pensamentos
iii.      Com o corpo: – Através de gestos, de ações, das emoções etc.
iv.      Com a vida: – Pelo conjunto da obra


3. A ADORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO (AT)

a) A primeira vez em que a bíblia registra algo nessa linha é quando Abel toma a iniciativa de apresentar uma oferta ao Senhor (Gn 4.3)

b) A segunda vez é no nascimento de Enos, filho de Sete, filho de adão: “…daí se começou a invocar o nome do SENHOR.” (Gn 4.26b)

c) No recomeço da história humana, após o dilúvio, há o seguinte registro: “Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar.” (Gn 8.20)

d) Os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó) adoravam construindo altares e oferecendo sacrifícios (Gn 12.7-8; 26.25; 33.20).

e) Com a outorga da Lei[1] veio a adoração no Tabernáculo e, posteriormente, no Templo, com um sistema completo de Sacrifícios. Os sacrifícios do AT eram provisórios (Hb 10.4) e apontavam para o Cordeiro de Deus (Jo 1.29; Hb 9.9-15), cujo sangue (sua morte na cruz) nos limpa de todo pecado (1Jo 1.7). Esse sistema do AT pode ser assim sintetizado:

Sacrifícios de expiação – Oferta pelo pecado
– Oferta pela culpa
Ofertas de Consagração – Ofertas queimadas
– Ofertas de grãos (com ofertas de manjares)
Ofertas de Comunhão – Ofertas pacíficas (ato voluntário de adoração, agradecimento e ação de graças)

f) A adoração nas Sinagogas começou durante o Cativeiro de Israel.

No início, no meio e no final do AT encontramos recados explícitos de Deus aos ofertantes:

i. Tanto o ofertante, quanto a sua oferta precisam agradar a Deus (Abel e Caim – Gn 4.3-5).

ii. Obedecer é melhor do que Sacrificar (Samuel disse a Saul – 1Sm 15.22).

iii. Deus não suporta iniquidade associada ao Culto (Is 1.10-15; Am 5.21-23).

iv. O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento. (Pv 15.8).


4. A ADORAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO (NT) E NA IGREJA

a) A adoração no templo e nas sinagogas continua no NT.

b) Na conversa de Jesus com a mulher samaritana, que estava tão confusa quanto a um lugar específico para adoração, ele esclarece que o Pai procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.19-24).

c) Na epístola aos romanos temos o seguinte apelo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12.1)

d) A igreja de Corinto, tinha muitos problemas, que foram tratados pelo apóstolo Paulo. Ele também teve que orientá-la quanto a liturgia do culto, particularmente quanto ao uso dos dons espirituais (1Co 14.26-40).

e) À igreja de Éfeso Paulo instrui: “falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,” (Ef 5.19)

f) À igreja de Colossos Paulo recomenda: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.” (Cl 3.16)

g) Enfim, da adoração cristã fazem parte a pregação da Palavra (At 20.7), a leitura das Escrituras (1Tm 4.13), a oração (1Tm 2.8), os cânticos de louvor (Ef 5.19) e as ofertas (1Co 16.1-2), além do Batismo (At 2.37-41) e da Ceia do Senhor (1Co 11.23-29).

h) O Cordeiro de Deus que é adorado pela igreja, na terra, no livro de Apocalipse é adorado eternamente (Ap 5.8-14; 15.2-4).


5. A ADORAÇÃO INDIVIDUAL

a) Cultuando a Deus (Nós em Deus).

  • Confessando: para que eu obtenha o perdão dos pecados cometidos (por comissão – pensamentos, palavras e ações; ou, por omissão) e assim possa me aproximar dele.
  • Agradecendo: pelas bênçãos recebidas, desde o alimento até as bênçãos espirituais, mas, também, pelas provações.
  • Louvando: por sua grandeza, pelos seus atributos – Onipotência, Onipresença, Onisciência, Eternidade, Amor, Perfeição, Santidade, Verdade, Justiça, Fidelidade, Misericórdia etc.
  • Adorando: por quem ele é, por seus poderosos feitos e por tudo o que ele tem feito por nós, em Cristo.
    • Só a Deus (Mt 4.10);
    • Fruto de um compromisso de vida (Mt 15.7-9);
    • “Em espírito” (não exatamente com expressões externas) e “em verdade” (com sinceridade) (Jo 4.20-24)

b) Em Comunhão com Deus (Deus em Nós).

  • Falando abertamente com Deus sobre as nossas coisas. “Trazendo” o Senhor para o nosso cotidiano.
  • Esperando por sua resposta: “De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando.” (Sl 5.3)

c) Intercedendo.

  • Pelo Reino de Deus:

Para que sejam instrumentos da realização da vontade de Deus na terra.

  • Pelo nosso Próximo:

Na Família, na Vizinhança, na Igreja, na Escola, no Trabalho etc.

  • Pelas Autoridades constituídas:

Para que exerçam com sabedoria e competência as suas respectivas funções.

d) Com Petições e Súplicas (Por mim).

“Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.”(Jr 33.3)

“com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18)

Conclusão:

Precisamos ter sempre em mente a grandeza de Deus e de sua graça e tributar-lhe a verdadeira adoração. Precisamos estar atentos ao fato de nossos cultos serem realizados para adorar e agradar a Deus, ou a homens e seus modismos de última hora. Por mais belos que sejam os templos, os cenários, as músicas, as coreografias etc, nada disso pode nos afastar do foco de glorificar e adorar a Deus. Finalmente, precisamos assegurar que a nossa adoração, individual ou coletiva, encontra lastro numa vida santificada.

Você tem adorado a Deus em espírito e em verdade?
……………………………….

[1] As três dimensões da lei mosaica:
– Lei Moral (os dez mandamentos) – A que manda fazer o bem e evitar o mal;
– Lei Civil ou Social – A que regula as mútuas relações entre os cidadãos;
– Lei Cerimonial ou Religiosa – A que determina as regras de culto a Deus.


Nota: esboço pessoal de aula, preparado por mim, para facilitar a ministração da Aula 5 (A adoração no corpo) – Módulo 5 – EBD Catedral 2016, de modo a atender a temática proposta no material elaborado pelo Pr. Joel Theodoro para os alunos. Foram feitas algumas alterações para divulgação neste blog.

Os dons espirituais – Continuísmo ou Cessacionismo?

 

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“A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Sabeis que, outrora, quando éreis gentios, deixáveis conduzir-vos aos ídolos mudos, segundo éreis guiados. Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo. Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.” (1Co 12.1-4)

Introdução:

Imagine a cena. Um teólogo moderno chega para um novo convertido indígena, e pergunta:
– Você é Calvinista ou Arminiano? Você é Continuísta ou Cessacionista? Você é Amilenista, Pré-Milenista ou Pós-Milenista? Imagine a reação de perplexidade dele? Está cada vez mais sofisticada a identidade de um cristão, concorda? Tudo começou assim: “…Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” (At 11.26). Os apóstolos tinham a maior honra de se identificarem, nas epístolas que escreveram, como “servo de Jesus Cristo”. Então, não devemos nos preocupar com “sobrenome eclesiástico ou teológico”; o nome “cristão”, que designa um seguidor de Cristo, nos basta.

“A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.” (1Co 12.1). Não há dúvida de que precisamos conhecer as doutrinas bíblicas, como: da Redenção, da forma de atuação do Espírito Santo na igreja, a questão da atualidade dos dons espirituais e a Escatologia Bíblica ou Doutrina das Últimas Coisas etc. Entretanto, deixando de lado os rótulos que nos separam, vamos focar aqui tão somente a questão da atualidade dos dons espirituais na igreja.

1. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA HISTÓRIA

A intervenção de Deus na história humana é contínua, mas não é linear; é pontual, oportuna e impactante.

No dizer de Philip Schaff, “Há uma tríplice revelação de Deus:

1- A revelação interna da razão e da consciência, em cada indivíduo (Rm 2.15; Jo 1.9);

2- Há uma revelação externa, na criação, a qual proclama o poder, a sabedoria e a bondade de Deus (Rm 1.20; Sl 19);

3- Há uma revelação especial, através das Santas Escrituras, como também na pessoa e na obra de Cristo, que confirma e completa as outras duas revelações, exibindo a justiça, a santidade e o amor de Deus”.

Milagres, intervenções e revelações são manifestações sobrenaturais de Deus. Se acontece todo o dia, reduz seu impacto, como no caso da revelação externa, através da natureza.

No contexto da história bíblica, podem ser facilmente identificados três períodos de grande intervenção divina. Cada um desses períodos durou menos de um século e foi marcado por milagres, que são acontecimentos que não têm uma explicação natural. São eles:

– Quando da formação da nação de Israel, sob Moisés e Josué.

– Quando o culto a Baal ameaçava destruir toda a adoração a Deus, sob Elias e Eliseu.

– Quando do estabelecimento da igreja, sob Cristo e os apóstolos (predominantemente).

Depois da maior e mais intensa manifestação de Deus, da mais intensa luz da revelação divina, em Jesus, o registro bíblico traz indicações de um provável desvanecimento ainda na era apostólica. O desvanecimento continua, ao ponto da história registrar um extenso período conhecido como “Idade das Trevas” que coincide com a Idade Média (476 a 1453 dC).

No contexto da Reforma (séculos 14 a 16), quando a igreja oficial também ameaçava destruir o verdadeiro culto a Deus, aparecem em cena, homens como: João Wyclif (1324-84), Martinho Lutero (1483-1546), João Calvino (1509-64) e João Knox (1515-72).

Nos séculos 18 e 19, marcados por grandes avivamentos e expansão missionária destacam-se: Jônatas Edwards (1703-58), João Wesley (1703-91), Guilherme Carey (1761-1834), Carlos Finney (1792-1875), Jorge Müller (1805-98), Davi Livingstone (1813-73), Hudson Taylor (1832-1905); Carlos Spurgeon (1834-92) e Dwight L. Moody (1837-99).

O século 20 foi marcado pelo Movimento Pentecostal, que é visto com muita desconfiança pelos cristãos das igrejas históricas e tradicionais. Na prática, isso produziu uma macro divisão na igreja, entre pentecostais e não pentecostais.

Leia, neste blog, o artigo “Tempos de Milagres”, onde há uma abordagem ampliada deste assunto.

2. OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Antes de tratar de dons que continuam ou que cessaram é necessário responder duas perguntas:

a) Quantos e quais são esses dons?

Não podemos confundir “FRUTO DO ESPÍRITO”, com seus “9 gomos” (Gl 5.22-23), que são manifestações do caráter do crente regenerado pelo Espírito, com os “DONS DO ESPÍRITO” que são capacitações do Espírito para as realizações na igreja. Também é necessário distinguir “dom natural ou talento”, de “dom sobrenatural ou espiritual”, em que pese o valor e utilidade de ambos a serviço da igreja.

Podemos dizer que há 20 dons espirituais, os quais são mencionados nas Escrituras Sagradas em Romanos 12.6-8, 1Coríntios 12.8-10, 1Coríntios 12.28 e Efésios 4.11.

Veja, no link ao lado, uma visão geral desses 20 dons: Os 20 dons espirituais.pdf

b) Para que servem esses dons?

“Se tem música e não tem Evangelho, é SHOW, não é igreja. Se tem ação social e não tem Evangelho, é ONG, não é igreja. Se tem um ambiente agradável e não tem Evangelho, é CLUBE, não é igreja.” (Pr. Ricardo Agreste). Nesta mesma linha, podemos acrescentar: Se é um grupo organizado, mas não tem o Espírito Santo e os Dons Espirituais, é ORGANIZAÇÃO, não é igreja, não é o corpo vivo de Cristo.

O apóstolo Paulo responde a essa pergunta, da seguinte forma:

“A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.” (1Co 12.7)

“com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Ef 4.12-13)

Não é difícil entender a importância desses dons para o funcionamento pleno e crescimento desse organismo vivo – a igreja – em que Cristo é “a cabeça” e “o cabeça”. Ao estudarmos os dons espirituais precisamos ter em mente os seguintes aspectos quanto a essas “manifestações do Espírito”:

  • Os dons são parciais, isto é, são vários e específicos.
  • Os dons são circunstanciais.
  • Os dons têm uma função limitada.

3. CONTINUÍSMO E CESSACIONISMO?

De forma resumida e objetiva, podemos destacar:

  • Essa discussão é antiga, mas foi intensificada com o surgimento do movimento pentecostal, no início do século 20.
  • “O Cessacionismo é a forma de pensar teológica que crê que alguns dons do Espírito Santo estavam restritos à era da Igreja Primitiva e que após esse tempo cessaram em grande parte”[1]. Os reformados tendem a se alinhar com esta posição (Exemplo: A profecia preditiva; O dom de Apóstolo).
  • “O Continuísmo é a forma de pensar teológica que entende que tudo aquilo que Atos e o Novo Testamento apresentam como dons, em quaisquer espectros, continuam sendo aplicados por Deus para todo o decurso da história da Igreja. Para eles, os dons não teriam cessado, e os mesmos seriam, até hoje, a comprovação do poder de Deus e da autoridade concedida à Igreja e aos membros do Corpo de Cristo”[1]. Os pentecostais e neopentecostais defendem essa posição. (Exemplo: Línguas, Visões e Revelações, Curas e Milagres extraordinários, Profecia Preditiva).
  • Os Cessacionistas moderados creem que, os dons que Deus ainda opera, não necessariamente são operados da mesma forma que antes.
  • “Cremos que Deus continua a manifestar seus dons no meio da Igreja, mas a Escritura nos indica e a história nos confirma que os mesmos não precisam se aplicar da mesma forma ou intensidade com que se viam no Novo Testamento. É tão temerário dizer que Deus nada mais opera, quase limitando o poder de Deus, quanto dizer que ele tudo opera, quase limitando a soberania de Deus. Assim, nossa posição como reformados é extremamente salutar à luz da Escritura Sagrada, o que é confirmado também por nossos credos e símbolos de fé.”[1]

Finalmente, não podemos deixar de manifestar nossa tristeza e repulsa aos que, se dizendo cristãos evangélicos, distorcem e exploram os dons espirituais, iludindo e enganando os neófitos e rasos na fé.

Conclusão:

Verdadeiramente não podemos ser ignorantes quanto aos dons espirituais, nem aos princípios básicos da fé cristã. É preciso conhecer bem e praticar a Palavra de Deus, não se deixando levar por ventos de doutrinas e modismos de última hora.

Você já identificou seus dons naturais e espirituais e está utilizando-os na obra de Deus?
…………………………………..

[1] EBD – Módulo 5 – Aula 4 – Os dons espirituais continuam na igreja? – Pr. Joel Theodoro


Nota: esboço pessoal de aula, preparado por mim, para facilitar a ministração da Aula 4 (Os dons espirituais continuam na igreja?) – Módulo 5 – EBD Catedral 2016, de modo a atender a temática proposta no material elaborado pelo Pr. Joel Theodoro para os alunos. Foram feitas algumas alterações para divulgação neste blog.

O vídeo desta aula está disponível abaixo:

Existe igreja melhor do que a outra?

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“Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça. Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis, e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles.” (2Pe 3.13-16)

Introdução:

Nas palavras de Pedro à igreja (2Pe 3.13-16), somos admoestados a:

  1. Esperar por um futuro glorioso.
  2. Agir num presente desafiador:
    a)Empenhando-nos em prol da paz e pureza, contando com a longanimidade do Senhor.
    b)Resistindo os ignorantes e instáveis que deturpam a sã doutrina.

1. UMA VISÃO GERAL DA IGREJA

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a) IGREJA INVISÍVEL ou IGREJA CATÓLICA/UNIVERSAL

Essa é a igreja de Cristo, na sua totalidade, verdadeira e completa, não visível aos olhos humanos, constituída pelos salvos de todas as tribos, línguas e nações, de todos os tempos: daqueles que já morreram, dos que ainda estão vivos e dos que ainda irão nascer.

“Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembleia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados,” (Hb 12.22-23)

Segundo a Confissão de Fé de Westminster (Cap. XXV item I): “I. A Igreja Católica ou Universal, que é invisível, consta do número total dos eleitos que já foram, dos que agora são e dos que ainda serão reunidos em um só corpo sob Cristo, seu cabeça; ela é a esposa, o corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todas as coisas.”

b) IGREJA VISÍVEL OU MILITANTE

Essa é a igreja de Cristo, visível aos olhos humanos, constituída pelos que professaram a Jesus Cristo como seu Salvador, salvos ou ainda perdidos, de todas as tribos, línguas e nações, que ainda estão vivos.

“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne.” (2Co 10.3)

“Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;” (Fp 1.27)

“Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.” (Jd 1.3)

“Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele, pois tendes o mesmo combate que vistes em mim e, ainda agora, ouvis que é o meu.” (Fp 1.29-30)

Vejam que nos quatro versículos mencionados, se destacam quatro verbos, característicos desta igreja militante: MILITAR, LUTAR, BATALHAR e COMBATER, sempre no sentido de guerrear o bom combate da fé (1Tm 6.12; 2Tm 4.7). Não segundo a carne (2Co 10.3-5) ou contra a carne (Ef 6.12). Não sem o devido preparo, mas equipado com os poderosos recursos e armadura de Deus (Ef 6.10-20). Não se deixando envolver ou ser atrapalhado com os negócios desta vida (2Tm 2.3-4).

A igreja militante é convocada para uma guerra santa contra o mal, tendo o cuidado de não gastar suas forças e energias em lutas internas ou fogo amigo que possam conduzir à sua autodestruição. Antes, porém, tem o dever de levar avante uma incessante guerra contra o mundanismo e as heresias, em todas as formas em que estes se revelem, seja na igreja ou fora dela; e contra todos os poderes espirituais das trevas. A igreja não pode passar o tempo todo naquelas práticas que denominamos de meios de graça, em que pese serem tão necessárias e importantes. Ela tem que estar engajada, com todas as suas forças, nas pelejas do seu Senhor, combatendo numa guerra que é tanto ofensiva como defensiva, confiando que “… as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt 16.18).

c) IGREJA TRIUNFANTE

Essa é a igreja de Cristo, não visível aos olhos humanos, constituída pelos salvos por Jesus Cristo, de todas as tribos, línguas e nações, que já morreram.

“Se a igreja na terra é a igreja militante, no céu é a igreja triunfante. Lá a espada é permutada pelos louros da vitória, os brados de guerra se transformam em cânticos triunfais, e a cruz é substituída pela coroa. A luta é finda, a batalha está ganha, e os santos reinam com Cristo para todo o sempre.” (Berkhof, Louis– Teologia Sistemática)

Após esta explicação, eu preciso te perguntar.

1º) Em qual(is) destas igrejas você está?

2º) Em qual(is) destas igrejas você precisa estar?

2. A DIMENSÃO FUTURA DA IGREJA.

É praticamente impossível ao ser humano descolar ou dissociar o seu presente, do seu futuro. As suas ações, no tempo presente, estão intimamente relacionadas ao que ele deseja ou espera, no tempo futuro. Se trabalha, como empregado de uma empresa, no presente, é porque espera receber um salário, no futuro. Se trabalha, como voluntário, no presente, é porque espera que isso tenha um resultado positivo, no futuro, quer na vida de outros, quer na sua própria vida, quer na melhoria da situação dos grupos sociais assistidos. Se um homem, no presente, investe na aproximação e relacionamento com uma mulher, é porque ele espera a concretização de algo, no futuro, quer seja um efêmero e leviano prazer sexual extraconjugal, quer seja um compromisso verdadeiro e duradouro que leve ao casamento, constituição de uma família e geração de filhos. Na verdade, as vivências do passado, as circunstâncias do presente e as perspectivas do futuro conspiram, intensa e mutualmente, para influenciar uma pessoa, nessa engenharia existencial em que estamos circunscritos.

De certa forma, assim também acontece com a igreja que é um coletivo de indivíduos. Por isso, é recorrente nas Escrituras, essa convocação aos cristãos para vislumbrarem as glórias do porvir (1Co 2.9; 1Pe 1.3-5; Tt 2.13-14), ao mesmo tempo em que devem batalhar pela fé e sofrer as perseguições e aflições decorrentes da sua lealdade e fidelidade ao Senhor e sua Palavra. Estes momentos difíceis servem para provar a nossa fé (1Pe 1.6-90; 4.12-14), que deve ser sustentada pelo exemplo do Senhor Jesus que sofreu, por nós, até à morte e morte de cruz (1Pe 3.18).

Portanto, como igreja, somos exortados a esperar e nos alegrar diante da expectativa do futuro glorioso que nos aguarda: “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus,” (Tt 2.13). Por falar em esperança….

a) Em que está baseada a nossa esperança?

  • Na razão? (Estatísticas, evidências etc)
  • Na Emoção? (Eu quero tanto que aconteça que me convenço que vai acontecer)
  • Na Fé? O Espírito de Deus atua em nós, insuflando a certeza de que Deus vai fazer acontecer o que ele prometeu, até mesmo porque nenhuma de suas promessas deixou de se cumprir.

3. A DIMENSÃO PRESENTE DA IGREJA.

Ao mesmo tempo em que a igreja é exortada a contemplar, a bendita esperança da glória que lhe está reservada, também é convocada a viver o presente século, a agir num presente desafiador:

Precisamos buscar e pensar nas coisas lá do alto (Cl 3.1-2), mas viver com santo proceder e sabedoria as coisas aqui debaixo. Como?

a) Cumprindo o IDE de Jesus; pregando o Evangelho a toda a criatura (Mc 16.15).

b) Cumprindo o IDE de Jesus; fazendo discípulos de todas as nações (Mt 28.19-20).

c) Renegando a impiedade e paixões mundanas, para viver de forma sensata, justa e piedosa (Tt 2.12).

d) Seguindo a paz com todos e a santificação. (Hb 12.14)

e) Empenhando-nos em prol da paz e pureza, contando com a longanimidade do Senhor (2Pe 3.14-15).

f) Resistindo os ignorantes e instáveis que deturpam a sã doutrina (2Pe 3.16-17).

4. COMO AVALIAR AS IGREJAS LOCAIS E VISÍVEIS?

a) Há diferenças denominacionais

Cada igreja local é diferente da outra, ainda que se comparem igrejas da mesma denominação evangélica. As denominações evangélicas se distinguem, uma das outras, basicamente por dois fatores:

1º) Sistema de Governo (Episcopal, Presbiteral e Congregacional).

2º) Pelo seu Sistema Doutrinário, que condensa sua visão e interpretação dos ensinos bíblicos.

Assim, quanto mais a igreja se aproxima do modelo bíblico de governo e de doutrina, mais próxima está de agradar a Deus.

b) Há diferenças nas suas liturgias e estruturas organizacionais

Cada igreja local tem características próprias e formas próprias de cultuar a Deus. Também se organiza de forma própria para atender suas demandas e objetivos específicos.

Assim, quanto mais suas formas de cultuar forem santas e agradáveis a Deus, melhor. Quanto mais envolver sua membresia, usando e aprimorando dons e talentos, melhor. Quanto mais leves, eficazes e de baixo custo forem suas estruturas organizacionais, melhor. Quanto mais puderem investir na sua Missão Principal, melhor.

c) Há diferenças no nível espiritual e santidade

Segundo a Confissão de Fé de Westminster (Cap. XXV itens IV e V):

Item IV. Esta Igreja Católica tem sido ora mais, ora menos visível. As igrejas particulares, que são membros dela, são mais ou menos puras conforme neles é, com mais ou menos pureza, ensinado e abraçado o Evangelho, administradas as ordenanças e celebrado o culto público. Ref. Rm 11.3-4; At 2.41-42; 1Co 5.6-7.

Item V. AS igrejas mais puras debaixo do céu estão sujeitas à mistura e ao erro; algumas têm degenerado ao ponto de não serem mais igrejas de Cristo, mas sinagogas de Satanás; não obstante, haverá sempre sobre a terra uma igreja para adorar a Deus segundo a vontade dele mesmo. Ref. 1Co 1.2, e 13.12; Mt 13.24-30, 47; Rm 11.20-22; Ap. 2.9; Mt 16.18.

Conclusão:

1ª) Antes e acima de tudo, uma igreja existe para agradar e servir a Deus e não aos caprichos dos seus membros.

2ª) Uma igreja “boa” não é medida apenas pela quantidade expressiva de seus membros, mas, principalmente, pela qualidade espiritual destes.

3ª) Uma igreja “boa” não é medida pelo seu fervor carnal, mas pelo seu fervor espiritual.

4ª) Uma igreja “boa” precisa ter 5 marcas: ADORAÇÃO, EVANGELIZAÇÃO, EDUCAÇÃO CRISTÃ, COMUNHÃO e SERVIÇO.

Você está fazendo a sua parte, com empenho e dedicação, para ajudar a melhorar a sua igreja?


Nota: esboço pessoal de aula, preparado por mim, para facilitar a ministração da Aula 3 (Existe isso de igreja boa e não tão boa?) – Módulo 5 – EBD Catedral 2016, de modo a atender a temática proposta no material elaborado pelo Pr. Joel Theodoro para os alunos. Foram feitas algumas alterações para divulgação neste blog.

Por que participar de uma igreja?

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Introdução:

Este estudo começa com uma pergunta muito séria e relevante, em face da onda de desigrejados. Não vamos focar, por enquanto, os que abandonaram a igreja e suas motivações. Vamos, sim, neste estudo, procurar fortalecer as convicções e motivações dos que continuam em Cristo e na igreja, e motivá-los para que, se possível, tragam outros para o lugar de comunhão dos salvos; os que ainda não foram alcançados pela salvação em Cristo e, se possível, também, os desigrejados.

Os projetos de Deus são sempre perfeitos, ainda que desenvolvidos por pessoas imperfeitas, como nós:

a) A família sanguínea ou consanguínea é a primeira instituição divina, tendo como propósito a preservação da espécie humana, diante dos desafios da vida terrena!

b) A família da fé, a igreja, é a última instituição divina, tendo como propósito a preservação dos cristãos e da fé, diante dos desafios da vida espiritual! Igreja é ECCLESIA (lat.) ou  EKKLESIA (gr.). “EK”, significa “movimento para fora” e “KLESIA”, do verbo KALEO (gr.), “chamar”. A Septuaginta (100 aC) emprega o termo quando traduz a palavra hebraica “kahal”, que designava a congregação dos israelitas como uma coletividade nacional. Logo, “ekklesia “ é a assembleia dos “chamados para fora” do sistema mundano que aí está, para viverem como filhos de Deus, na casa do Pai Celeste.

Assim como a família de sangue, nos acolhe, protege e sustenta; a igreja, a família da fé, nos acolhe, ampara, alimenta, orienta, investe na consolidação de nossa fé em Cristo e maturidade espiritual. É claro que antes de tudo isso, individualmente somos contemplados pela habitação do Santo Espírito de Deus, que atuando em cada um de nós, nos conduz a uma vida íntima com Deus, através da sua palavra e da oração.

1. Que resposta, a igreja de Atos 2, daria a esta pergunta do título?

Vejamos o depoimento de Lucas sobre essa igreja nascente, no texto de Atos 2.42-44:

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.   Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” (At 2.42-44)

a) O que eles faziam?

“Perseveravam”, que significa: “manter-se firme, persistir, permanecer”. Essa é uma palavra chave para o sucesso, na igreja e fora dela!

Em que eles perseveravam?

  • Na doutrina dos apóstolos – na sua crença.
  • Na comunhão (com Deus – vertical, e com os irmãos – horizontal). – Comunhão com os irmãos é muito mais do que estar sentado ao lado de alguém na celebração da Ceia do Senhor. É cooperação na obra do evangelho, é ajudar o outro, é contribuir em prol dos necessitados, é sofrer com os que sofrem e se alegrar com os que se alegram, é aceitar o outro apesar das nossas diferenças e imperfeições, é buscar a unidade no Espírito etc.
  • No partir do pão – Na celebração da memória do que Cristo fez por nós, até que ele venha.
  • Nas orações comunitárias.

Essas coisas, nas quais eles permaneciam, podem ser consideradas como “meios de graça”. O que são esses “meios de graça”?

É importante não confundir “meios de graça” com “meios de salvação”. Na verdade, existe um só meio de salvação, que é através da obra redentora de Cristo na cruz; mas, existem alguns meios de graça. Quais são eles?

No Breve Catecismo, encontramos o seguinte:

“Pergunta 88: Quais são os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção?

Resposta: Os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção são as suas ordenanças, especialmente a Palavra, os sacramentos e a oração, os quais todos se tornam eficazes aos eleitos para a salvação. Ref.: At 2.41,42; Mt 28.19, 20.”

A Palavra é a Bíblia, pela qual Deus fala conosco; os sacramentos são o Batismo e a Ceia do Senhor; e a oração é aquele momento singular quando nós falamos com Deus. Somente os que participam ativamente de uma igreja local usufruem destas bênçãos!

De certa forma a Bíblia assegura que todas as coisas cooperam ou contribuem para o bem dos remidos do Senhor, inclusive as adversidades (Rm 8.28; Tg 1.2-3).

b) Por que eles faziam?

Porque em cada alma havia temor a Deus!

A igreja é muito mais do que um grupo de pessoas que se reúne num determinado lugar, por tradição, ou porque desejam realizar algumas atividades religiosas ou sociais. A igreja é formada por pessoas que vivem debaixo de um mesmo pacto e formam um só corpo, do qual Jesus Cristo é “a cabeça” e “o cabeça”.  Quando a Bíblia diz que Jesus é “a” cabeça da igreja, está indicando a relação de dependência orgânica que esta tem com ele (Ef 4.15; Cl 1.18; Cl 2.19); quando diz que ele é “o” cabeça, está indicando a relação de autoridade hierárquica dele sobre ela (1Co 11.3, Ef 1.22; 5.23; Cl 2.10). Estes versículos trazem um forte apelo e uma mensagem profunda aos corações dos que fazem parte deste corpo: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.” (Ef 4.1-6)

c) Qual o resultado disso?

A manifestação poderosa de Deus através de prodígios e sinais; salvando, curando e abençoando vidas.

O chamado que Deus faz a cada um de nós, para formarmos a sua igreja, está sintetizado neste versículo: “Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar.” (Mc 3.14). Em relação a igreja, a ideia é a mesma; precisamos estar ligados a ele e ligados uns aos outros, como igreja, e, assim, frutificar, a exemplo do ensino de Jesus sobre a videira verdadeira em João 15.1-5. O ajuntamento da igreja, no templo ou nas casas, funciona como num “quartel militar”, onde somos fortalecidos e preparados para agir nos campos de batalha fora das quatro paredes. Fomos chamados a deixar nossa zona de conforto e vivermos como luz do mundo e sal da terra.

d) Como eles se preservavam diante dos adversários e das crises?

  • Estavam juntos.
  • Tinham tudo em comum.

Não é fácil manter um organismo ou uma organização, vivos. O segredo disso é revelado aqui: União, Unidade na diversidade (não uniformidade), Cumplicidade, Comprometimento, Coparticipação, Entrega (dons, talentos e recursos) etc.

Mesmo sendo raro, no entanto, parece que o fenômeno dos desigrejados já existia no primeiro século, pois em Hebreus 10, o autor sagrado, após expor uma série de instruções a respeito da perseverança e qualificações daqueles que são firmes no Senhor, no versículo 25 nos diz: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.”

2. Quais as razões para sermos membros ativos de uma igreja local?

“As respostas principais são:

  • Para que mantenhamos o vínculo, pelo qual temos acesa em nós a certeza de pertencimento e salvação do Senhor da Igreja, de quem testificamos em comunidade;
  • Para nos fortalecermos no Senhor e termos empenho em propagar as maravilhas do Evangelho de Cristo;
  • Para sermos equipados como filhos de Deus a tal ponto que sejamos hábeis em reconhecer e denunciar falsos evangelhos e falsos mestres;
  • Para nos tornarmos obreiros de valor e sermos parte integrante daqueles que edificam a Igreja do Senhor nesta terra;
  • Para, de todas as formas que o Senhor nos permitir, glorificarmos o nosso Deus.”[1]

Conclusão:

Vimos razões de sobra que mostram que somos abençoados quando estamos vinculados ao Senhor e somos participantes ativos de uma igreja local. A família sanguínea e a família da fé, a igreja, foram planejadas pelo nosso Deus e Criador para o nosso bem.

Como você foi impactado por este estudo? O que pretende fazer?
……………………………

[1] EBD – Módulo 5 – Aula 2 – Somos abençoados na igreja – Pr. Joel Theodoro


Nota: esboço pessoal de aula, preparado por mim, para facilitar a ministração da Aula 2 (Somos abençoados na igreja?) – Módulo 5 – EBD Catedral 2016, de modo a atender a temática proposta no material elaborado pelo Pr. Joel Theodoro para os alunos. Foram feitas algumas alterações para divulgação neste blog.

A igreja que explicita sua crença

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“antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,” (1Pe 3.15)

Introdução:

Neste estudo estaremos abordando o fato de que, principalmente as igrejas históricas e reformadas, como a Igreja Presbiteriana, adotam credos e confissões de fé, que lhe servem de balizamento para aquilo que creem e professam como sendo a doutrina bíblica essencial. Isto fazem para que seus membros possam ter mais fácil acesso e compreensão da doutrina e ensino bíblicos, de modo a blindá-los e preservá-los das heresias e toda a sorte de ventos de doutrina estranhos à Bíblia.

1. OS TRÊS PILARES DE UMA RELIGIÃO/SEITA

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RELIGIÃO: Instituição social com crenças e ritos.
SEITA: Ramo dissidente de uma religião, cujas doutrinas e métodos divergem do tronco principal, considerado herético.

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cristianismo

.

Dos esquemas acima, percebe-se a importância do Fundador e das Crenças sobre os seus Seguidores.

2. TRÊS PALAVRAS IMPORTANTES: Crença, Confissão e Balizamento

“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (Jo 7.38)
“e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fp 2.11)

Durante certo tempo o livro sagrado dos cristãos, a Bíblia, era acessado por poucos. A igreja católica romana permitia que apenas uns poucos, do clero, lessem, interpretassem e ministrassem a Palavra. Os leigos não tinham esse privilégio. Com o advento da imprensa em 1455, da tradução da Bíblia para o Alemão, por Lutero, em 1534, e de outras traduções, bem como da Reforma Protestante [1], o povo passou a ter acesso a Bíblia. Com esse livre acesso e incentivo à leitura bíblica pelo povo, dá para imaginar a dificuldade que surge quanto ao entendimento do ensino e doutrina bíblicos. Portanto, era necessário unificar a visão e entendimento dos cristãos, de modo que todos tivessem a mesma crença. Parece que nestes Séculos 20 e 21 os cristãos estão vivenciando essas mesmas dificuldades, considerando as múltiplas interpretações que têm surgido a respeito do ensino e doutrinas bíblicas, agravado pelo descaso aos credos e confissões.

CRENÇA:

No geral, é a firme convicção sobre ideias, conceitos e fatos que se julga verdadeiros. Particularmente, neste estudo, é a firme convicção sobre as verdades e doutrinas bíblicas.

CONFISSÃO:

No geral, é o ato de confessar, declarar algo, que se pensa, que se crê ou que se fez.
Particularmente, neste estudo, é a declaração que se faz sobre a crença ou fé cristã.

BALIZAMENTO:

No geral, é o ato ou efeito de balizar, de demarcar com balizas; balizagem.
Particularmente, neste estudo, é o ato ou efeito de estabelecer ou demarcar os limites da crença ou fé cristã.

“A melhor maneira de manter em evidência aquilo em que cremos e confessamos é através do registro documental de nossa fé, o que é feito através dos credos e confissões da História da Igreja.”[2]

3. CREDOS E CONFISSÕES

3.1 PROPÓSITOS

a) Expressar, com clareza, aquilo em que cremos como Igreja de Cristo, a fim de manter firme a nossa profissão de fé.

b) Blindar a igreja de Cristo das heresias que geram confusão, insegurança e desvios da fé. “A comunidade dos santos sem o balizamento de suas crenças fieis à Escritura é como aquele que é agitado ‘de um lado para outro’, sendo vitimado por ‘todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.’ (Efésios 4.14).”[2]

c) Enfim, “Credos e confissões são documentos humanos, elaborados com a finalidade de nos conduzir a uma boa interpretação da Escritura e a nos auxiliar a manter vida santa e digna diante de Deus. Eles nos auxiliam a manter em evidência e clareza os ensinamentos bíblicos, a demonstrar que estamos em sintonia com os principais credos da Igreja de Cristo e a manter nossas posições e doutrinas distintas em relação às doutrinas de todos os demais grupos cristãos ou pseudocristãos afastados da sã doutrina.” [2]

3.2 PRINCIPAIS DOCUMENTOS

“Nossos documentos históricos são os credos, os catecismos, as confissões e os cânones, sendo os principais de linha reformada:

  • Credos[3]: dos Apóstolos (data indefinida), Niceno (325), Atanasiano (séc. IV), Calcedônia (451), Constantinopolitano (c. 381), 39 Artigos de Fé (1563).
  • Catecismos[4]: Genebra (1537), Heidelberg (1563), Westminster (Maior e Breve, 1647).
  • Confissões[5]: Genebra (1537), Guanabara (1557), Galicana (1559), Escocesa (1560), Belga (1561), Segunda Helvética (1566), Westminster (1646).
  • Cânones[6]: Dort (1619).

Dos documentos acima, cabe ressaltar que a Confissão Belga (1561), o Catecismo de Heidelberg (1563) e os Cânones de Dort (1619), três dos mais antigos tratados reformados, compõem o que se conhece como As Três Formas de Unidade das Igrejas Reformadas que, desde então, em todo o mundo, se adotam nas igrejas reformadas em particular e cristãs em geral, promovendo unidade mínima nos elementos centrais da fé cristã. Mais tarde, a Confissão e os Catecismos de Westminster foram influenciados por esses importantes documentos.” [2]

3.3 SÍMBOLOS DE FÉ (IPB)

“Igrejas reformadas são lembradas por serem extremamente bíblicas em suas doutrinas, e isso se dá exatamente pelo apoio que recebem dos documentos. Então, uma igreja reformada, como a Igreja Presbiteriana do Brasil, é igreja bíblica e igreja confessional, o que quer dizer que a base do que essa igreja crê sai diretamente da Palavra de Deus e é registrado de forma documental em credos e confissões que servem para o presente e o futuro da igreja, ao mesmo tempo que nos remete à nossa origem de fé.” [2]

A IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL adota os seguintes símbolos:

  • A Confissão de Fé de Westminster (a exposição dos 35 temas).
  • O Catecismo Maior de Westminster (os 35 temas em 196 perguntas).
  • O Breve Catecismo de Westminster (33 dos 35 temas em 107 perguntas).

4. AUTORIDADE E DESAFIOS

4.1 A AUTORIDADE DA BÍBLIA

Cremos que a Bíblia é a nossa única e infalível regra de fé e prática. Ela tem e terá sempre a primazia sobre qualquer outro livro ou documento. Quanto mais a lemos, não apenas uma parte, mas todo o seu conteúdo, mais conhecemos a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, bem como seu plano e propósito para cada pessoa e para sua igreja.

“Pessoas há que estranham adotar a Igreja presbiteriana uma Confissão de Fé e Catecismos como regra de fé, quando sustenta sempre ser a Escritura sua única regra de fé e de prática. A incoerência é apenas aparente. A Igreja Presbiteriana coloca a Bíblia em primeiro lugar. É ela só que deve obrigar a consciência.

É também princípio fundamental da Igreja Presbiteriana que toda autoridade eclesiástica é ministerial e declarativa; que todas as decisões dos concílios devem harmonizar-se com a revelação divina. A consciência não deve se sujeitar a essas decisões se elas forem contrárias à Palavra de Deus.”[7]

4.2 A AUTORIDADE DOS CREDOS E CONFISSÕES

Os credos e confissões “não são, no entanto, inerrantes e nem compõem nossa única regra de fé e prática, que é exclusivamente a Bíblia Sagrada. A autoridade desses documentos é relativa e com limitações, mas, nem por isso devemos desprezar seu valor de formação e unidade para a fé cristã reformada. Na própria Escritura encontramos diversas declarações de fé, credos e confissões, como a de Filipenses 2.5-11.” [2]

“Admitir-se a falibilidade dos concílios não é depreciar a autoridade da Confissão de Fé e dos Catecismos para aqueles que de livre vontade os aceitem. Admitindo tal, a Igreja somente declara que depende do Autor da Escritura, e recebe a direção do seu Espírito na interpretação da Palavra e nas fórmulas de aplicar suas doutrinas. A Igreja Presbiteriana sustenta que a Escritura é a suprema e infalível regra de fé e prática; e também que a Confissão de Fé e os Catecismos contém o sistema de doutrina ensinado na Escritura, e dela deriva toda a sua autoridade e a ela tudo se subordina.”[8]

4.3 O DESAFIO PERMANENTE

a) Combater a leviandade espiritual

“Dentro da própria Igreja de Cristo, inclusive nas igrejas históricas, vivemos dias em que os credos e confissões sofrem grande rejeição, mas isso precisa ser detido e revertido. Parte considerável dos desvios e da leviandade espiritual contemporâneos são decorrentes de não se terem em alta conta as verdades expressas nos antigos documentos da cristandade.” [2]

b) Combater os modismos teológicos

Vivemos um tempo em que lideranças de igreja vão estabelecendo novas interpretações da bíblia, de forma a harmonizar ou acomodar situações contemporâneos ou de conduta, ao sabor de suas opiniões pessoais. “Com o passar do tempo, o afastamento da centralidade da Escritura se torna inevitável. Em outras palavras, se mantivermos fidelidade aos credos e confissões, teremos mais chance de manter a nossa fé clara e bem compreendida, enquanto temos liberdade de manter diálogo e debate teológico de alto nível, ao passo que as igrejas que não são fieis a tais documentos incorrem em nítidos perigos de manipulação da fé.” [2]

c) Preservar a liturgia do Culto

“Nas igrejas reformadas, nós não confessamos apenas o Sola Scriptura, nós também incrementamos a autoridade da Escritura em nossa adoração, em nossa música, na forma e conteúdo de nossos sermões e ensinamentos, o que é guiado pelas conceituações apreendidas em nossos credos e confissões reformados, que demonstram para nós a continuidade da aliança de Deus conosco, mesmo em meio a variações de costumes e tempos.” [2]

Conclusão:

“Não podemos ser como crianças na fé, instáveis, levados de um lado a outro por qualquer coisa que leiamos e ouçamos por aí. Nossa fé é baseada na Escritura e é alimentada pelos estudos e observações aos nossos documentos confessionais.”[2] Precisamos ter sempre em mente que somos igreja e, como tal, precisamos conhecer, viver, praticar e testemunhar nossa Crença, nossa Fé: “antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,” (1Pe 3.15)

Você conhece, pelo menos, a essência da sua fé em Cristo?

[1] Reforma Protestante: 31/10/1517 – Fixadas as 95 teses na porta da igreja do Castelo de Wittenberg.
[2] EBD – Módulo 5 – Aula 1 – A igreja que sabe no que crê – Pr. Joel Theodoro
[3] Credo: Fórmula doutrinária.
[4] Catecismo: Exposição de fé e de doutrina da Igreja.
[5] Confissão: documento que expressa consenso doutrinário entre as diversas Igrejas Reformadas.
[6] Cânone: Regra geral, preceito, norma.
[7] Símbolos de Fé, pág. 15 (Editora Cultura Cristã)
[8] Símbolos de Fé, pág. 16 (Editora Cultura Cristã)

Nota: esboço pessoal de aula, preparado por mim, para facilitar a ministração da Aula 1 (A igreja que sabe no que crê) – Módulo 5 – EBD Catedral 2016, de modo a atender a temática proposta no material elaborado pelo Pr. Joel Theodoro para os alunos. Foram feitas algumas alterações para divulgação neste blog.

ISRAEL E A IGREJA – Uma Síntese Comparativa

Israel e a Igreja

É edificante observar esses doze aspectos distintivos entre Israel e a Igreja; entre o povo de Deus da Antiga Aliança e o povo de Deus da Nova Aliança. Esses doze aspectos não esgotam o assunto, mas escolhemos este número porque ele é muito significativo: doze foram as tribos de Israel e doze foram os apóstolos de Jesus Cristo usados pelo Espírito Santo no início da Igreja. Na simbologia bíblica, “3” é o número da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo – Mt 28.19; 2Co 13.13); “4” é o número para o Mundo ou Terra (Ap 7.1; 20.8; Pontos cardeais, Estações); “12” (3 x 4) expressa a Aliança de Deus com os homens (Ap 21.12, 14, 21), com Israel e depois com a Igreja.

ISRAEL

01. COMPOSIÇÃO

IGREJA

Uma FAMÍLIA chamada em ABRAÃO para formar um POVO, O POVO DE DEUS. Vários POVOS chamados em JESUS CRISTO para formarem uma FAMÍLIA, A FAMÍLIA DA FÉ.

 

ISRAEL 02. MISSÃO – JESUS CRISTO IGREJA
Um povo que recebeu a MISSÃO de TRAZER ao mundo o JESUS DA HISTÓRIA (Gn 3.15)[Encarnação]. Um povo que recebeu a MISSÃO de LEVAR ao mundo o CRISTO DA FÉ.[Evangelização]

 

ISRAEL 03. ÊNFASE IGREJA
Um povo convocado por Deus para OUVIR e OBEDECER: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR.” (Ver Dt 6.4-5) Um povo convocado por Deus para IR e PREGAR: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” (Mc 16.15-16)

 

ISRAEL 04. TERRITÓRIO IGREJA
Um povo chamado a sair temporariamente (para o EGITO) e, posteriormente, orientado a ficar e habitar definitivamente em outra terra, em Canaã. Quando saía dessa terra era por castigo divino pelo seu pecado (exílio). “Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; ….” (Ex 3.7-8) Um povo chamado a ficar temporariamente (em JERUSALÉM) e, posteriormente orientado a sair e alcançar todo o mundo; todas as tribos, línguas e nações. “E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes.” (At 1.4). “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (At 1.8)

 

ISRAEL

05. ALIANÇA COM DEUS

IGREJA

Um povo chamado a viver sob o Regime da LEI, em que o pecado do ser humano gerava a MORTE FÍSICA. “No entanto, quem estiver imundo e não se purificar, esse será eliminado do meio da congregação, …” (Nm 19.20) Um povo chamado a viver sob o Regime da GRAÇA, em que a morte de Cristo gera a VIDA ETERNA do pecador justificado. O legado de Israel no Antigo Testamento foi o símbolo, a figura, a sombra das coisas vindouras; a realidade vivenciada pela igreja a partir do Novo Testamento (Hb 10.1).

 

ISRAEL 06. PECADO IGREJA
Na Aliança de Deus com Israel era levado em conta o pecado consumado. A regra era:PECOU -> PAGOU Na Aliança de Deus com a Igreja, a intenção má da mente já é pecado. A regra é:PECOU -> VAI PAGAR UM DIA

 

ISRAEL 07. PURIFICAÇÃO DE PECADO – SACRIFÍCIO IGREJA
Um povo que dependia da realização de frequentes e repetitivos sacrifícios de animais para prover a sua purificação do pecado. Um povo justificado diante de Deus, de uma vez por todas, pelo precioso sacrifício de Jesus na cruz do Calvário: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.” (Hb 10.14)

 

ISRAEL 08. ESPÍRITO SANTO IGREJA
Um povo em que apenas uns poucos indivíduos, pontual e temporariamente, foram tomados e usados pelo Espírito Santo de Deus, em missões específicas. Um povo herdeiro da promessa, que recebeu o selo e a marca no derramamento do Espírito Santo sobre toda a carne: “Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos;” (At 2.16-17).

 

ISRAEL 09. ACESSIBILIDADE IGREJA
Um povo que vivia aquém do véu (do Tabernáculo ou do Templo). Apenas alguns poucos sumo sacerdotes e sacerdotes privilegiados tinham acesso a Deus e o representava. (Nm 3.10) Um povo que vai além do véu, pois tem acesso direto ao Pai Celestial: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,” (Hb 10.19). Um povo de sacerdotes: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (1Pe 2.9)

 

ISRAEL 10. LUGAR DE CULTO IGREJA
Um povo que tinha um lugar físico como centro de culto (Tabernáculo, depois o Templo). “Ouve, pois, a súplica do teu servo e do teu povo de Israel, quando orarem neste lugar;” (1Rs 8.30a) Mais importante do que um templo suntuoso para se reunir é o fato de que cada crente-sacerdote é o Templo do Espírito Santo e “lugar” de permanente culto a Deus. “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.” (Jo 4.23)

 

ISRAEL 11. RECOMPENSA IGREJA
Um povo que, se fosse obediente a Deus, receberia deste a recompensa da prosperidade NESTE MUNDO [RECOMPENSAS TERRENAS]. “Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra.” (Is 1.19). “se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o SENHOR, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o SENHOR, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la.” (Dt 30.16) (Ver também Ex 23.20-33) Um povo que, se for obediente a Deus, experimentará sofrimento e perseguição, mas receberá deste a recompensa no MUNDO PORVIR [RECOMPENSAS ETERNAS]. “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (Jo 16.33). “fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.” (At 14.22)

 

ISRAEL 12. MENSAGEM IGREJA
Um povo que trouxe ao mundo a mensagem:O MESSIAS VIRÁ! Um povo que deve anunciar ao mundo a mensagem:O MESSIAS JÁ VEIO E VOLTARÁ!

 

“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios.” (Rm 11.25)

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