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Archive for setembro \16\America/Sao_Paulo 2017

Destruindo Fortalezas

“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão.” (2Co 10.3-6)

Introdução

Você já parou para pensar nas causas que levam os tsunamis, como o de 26/12/2004 no Sul da Ásia, a matar tanta gente (mais de 280 mil pessoas naquela tragédia da natureza)?

1º) Estavam no raio de ação dele – quanto mais próximas do epicentro, maior o estrago;

2º) Estavam distraídas, não sabiam do perigo iminente, não foram alertadas;

3º) É um grande volume de água em forte movimento que arrasta tudo o que está em seu caminho, matando as pessoas por afogamento ou contusão, pois lança pessoas contra objetos flutuantes e estruturas fixas, e objetos contra as pessoas etc.

A humanidade tem sido vítima de muitos tsunamis literais: naturais (provocadas pela natureza), sociais/intelectuais (provocadas pelo homem) e espirituais (planejadas por Satanás e executado por homens, sob sua influência e poder). E isso sempre deixa um rastro de destruição no ambiente e nos sobreviventes mais próximos.

Vivemos, neste mundo, uma grande batalha espiritual e mental. Quem acha que não, ou já foi levado pela enxurrada ou ainda não se deu conta disso e precisa ficar mais alerta. Vejam, por exemplo, o enorme poder da mídia que praticamente acabou com o fumo; entretanto promove a bebida, o sexo fora do casamento, a causa homossexual etc.

Mais recentemente, isto é, de cem anos para cá, podemos perceber claramente o ataque sem tréguas desferido contra a Trindade Santa:

1ª onda: contra Deus:

A Teoria da Evolução destitui Deus de toda a obra da criação e coloca o acaso em seu lugar. Se não há um Criador, não há um princípio moral absoluto; a sociedade está por sua própria conta, se torna amoral e relativiza os absolutos de Deus.

2ª onda: contra Jesus:

A Doutrina da Reencarnação transforma Jesus apenas num espírito evoluído, tal qual muitos outros que também foram aperfeiçoados após muitas passagens por este mundo. A grande mídia, impressa e televisiva, está sempre querendo destruir a imagem histórica de Jesus; tentando provar que ele não existiu ou que tinha fraquezas e paixões carnais escondidas.

3ª onda: contra o Espírito Santo:

A crença de que o homem tem potencialidades mentais e intelectuais inimagináveis, de que o homem é deus, tenta anular a presença e poder do Espírito Santo, que veio habitar no meio da igreja.

A ideia geral tem sido de acabar com a Trindade Santa e colocar a ciência como verdadeira deusa.

Alderi Souza de Matos, em “Carta a um universitário cristão”, em artigo publicado pela Revista Ultimato (set-out 2004), diz:

“O universitário cristão, pode ouvir em sala de aula questionamentos de diversas modalidades:

– acerca da religião em geral (uma construção humana para responder aos anseios e temores humanos);

de Deus (não existe ou então existe, mas é impessoal e não se relaciona com o mundo);

da Bíblia (um livro meramente humano, repleto de mitos e contradições);

de Jesus Cristo (nunca existiu ou foi apenas um líder carismático);

da criação (é impossível, visto que a evolução explica tudo o que existe);

dos milagres (invenções supersticiosas, uma vez que conflitam com os postulados da ciência), e assim por diante.”

Ele continua:

“A ideia de que professores e cientistas sempre pautam as suas ações pela mais absoluta isenção e objetividade é um mito. Por exemplo, muitos intelectuais acusam a religião de ser dogmática e autoritária, de cercear a liberdade das pessoas e desrespeitar a sua consciência. Isso até pode ocorrer em muitos casos, mas a questão aqui é a seguinte: Estão os intelectuais livres desse problema? A experiência mostra que os ambientes acadêmicos e científicos podem ser tão autoritários e cerceadores quanto quaisquer outras esferas da atividade humana. Existem departamentos universitários que são controlados por professores materialistas de diversos naipes – agnósticos, existencialistas e marxistas. Muitos alunos cristãos desses cursos são ridicularizados por causa de suas convicções, não têm a liberdade de expor seus pontos de vista religiosos e são tolhidos em seu desejo de apresentar perspectivas cristãs em suas monografias, teses ou dissertações. Portanto, verifica-se que certas ênfases encontradas nesses meios podem ser ditadas simplesmente por pressupostos ou preconceitos anti-religiosos e anticristãos, em contraste com o verdadeiro espírito de tolerância e liberdade acadêmica.”

Parece tão difícil, para muitos, aceitar a mensagem bíblica. Entretanto, aceitam tantas coisas sem qualquer sentido. Noutro dia, duas jovens conversavam, no restaurante, sobre a importância do mapa astral para datas importantes: nascimento, casamento, abertura de uma empresa etc. Dizia, ainda, para a outra, que determinada data era boa para o casamento devido à confluência de Saturno[=compromisso] com a Lua[=família]). Quanto bobagem!

Segundo a Bíblia, os 3 inimigos do homem são: O Mundo (mundanismo), Satanás e a Carne: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.” (Ef 2.1-3)

Vejamos as quatro estratégias de Satanás sobre a humanidade – os “4 C”:

1. CONFUNDIR (Operação Eva)

Fundir juntamente, misturar a verdade de Deus com as suas mentiras.

– Ele é o pai da mentira!

“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (Jo 8.44)

– Eva foi enganada por Satanás (Gn 3.1,4-5):

1º) Questiona e distorce a palavra de Deus

    É assim que Deus disse? (v.1)

2º) Encobre o juízo de Deus

    É certo que não morrereis. (v.4)

3º) Oferece ilusões

     Como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal (v.5)

– Nem Jesus escapou das suas investidas na sua tentação no deserto (Mt 4).

– Hoje (1993) há no Brasil cerca de 4800 seitas para confundir as mentes das pessoas. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência,” (1Tm 4.1-2)

2. CONQUISTAR (Operação Ló)

Atrair, Seduzir, com o propósito de desviar do caminho da dignidade.

– Ló foi atraído e seduzido pelo que viu (Gn 13.10, 12-13)

– Balaão: este falso profeta seduziu o povo de Israel a prevaricar contra Deus (Nm 31.16; 25.1-9)

– Demas: em 61 d.C. era cooperador de Paulo  (Fm 24; Cl 4.14); já em 66 d.C. há o triste registro de que ele apostatou da fé, foi atraído e seduzido, “tendo amado o presente século” (2Tm 4.10).

3. CONTROLAR (Operação Gerasa)

Exercer o controle, dirigir.

– Controle por possessão: o homem geraseno, por exemplo (Mc 5.2-4)

– Controle da mente: Meditação transcenden­tal – Nova Era.

4. COMBATER (Operação Jó)

Pelejar, lutar contra.

Quando lhe resistimos nas demais estratégias ou investidas só lhe resta o combate direto ou indireto.

– Operação Jó (Jó 1.3, 8-12): a insinuação de Satanás era de que se fosse retirado de Jó tudo o que ele tinha, este blasfemaria contra Deus.

– Não tem sido pouca a perseguição sofrida pelos cristãos desde o início da igreja.

Conclusão

Felizmente, “as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas,”:

– A excelência da Obra de Cristo é a garantia da vitória!

“Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.” (Hb 10.14)

– A fé é o requisito para a vitória.

“porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (1Jo 5.4-5)

– A “armadura de Deus” é o recurso para a vitória! (Ef 6.13-18)

“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Ef 6.10-12)

– O “trono” de Deus é o prêmio pela vitória! (Ap 3.21)

“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.”


Catedral Presbiteriana do Rio
30/01/2005 – Culto Vespertino (19h)
Esboço da Mensagem pregada pelo Presbítero Paulo Raposo Correia

Família e Igreja


Relação entre a família humana e a família da fé

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus,….” (Mt 6.9)

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,” (Ef 2.19)

“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.” (Gl 6.10)

Introdução          

Família é algo tão singular que se manifesta originalmente, de forma misteriosa, na Trindade; se reproduz na esfera dos seres humanos; e, também se expressa, de forma mística, na instituição Igreja: “Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra,” (Ef 3.14-15).

No sentido humano, não é qualquer agrupamento de pessoas que caracteriza uma família tradicional ou consanguínea, nos moldes instituídos por Deus. Ela começa com uma união (casamento, aliança) heterossexual, pois sem o concurso de um homem e de uma mulher, como se daria a reprodução e consequente preservação da espécie humana?

A própria Constituição Federal, no seu Artigo 226, estabelece a família como base da sociedade:

“§3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. §4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.”

A confissão de Fé de Westminster estabelece (Cap. XXIV):

“I. O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é licito ter mais de uma mulher nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo. (Ref. Gen. 2:24; Mat. 19:4-6; Rom. 7:3).  II. O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, e para impedir a impureza. (Ref. Gen. 2:18, e 9:1; Mal.2:15; I Cor. 7:2,9).”

É no convívio familiar do lar que se realiza a primeira socialização do ser humano. Além da família desfrutar do abrigo físico da casa, é no exercício dos seus papéis que os pais providenciam o suprimento das necessidades de todos os seus membros, provendo, ainda, para os filhos, proteção e educação para a vida, por meio da transmissão de valores éticos, morais e espirituais: “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos. Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos.” (Dt 11.18-19). Essa é a tarefa primeira e indelegável dos pais ou responsáveis. É certo que a igreja pode e deve contribuir na formação espiritual dos membros da família, bem como as instituições escolares na sua formação geral e profissional para a carreira.

A Trindade Santa nos provê o modelo e referência de pessoas relacionadas, não isoladas, que mantém comunhão e harmonia. Na oração do “Pai Nosso” Jesus estende o conceito de família, ampliando os seus limites, quando nos ensina que há um Pai Celestial comum e todos somos irmãos (Mt 6.9; 23.8). Em outra ocasião ele acrescenta: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.” (Mt 12.50). Nesta mesma linha, o apóstolo Paulo denomina a igreja como a “família da fé” (Gl 6.10) ou “família de Deus” (Ef 2.19).

Desenvolvimento              

Neste estudo, desenvolveremos o tema proposto, identificando e explicitando o que há de comum, ou a relação entre família humana e família da fé – a igreja. Vejamos, então, alguns desses elementos comuns:

1. Constituição (Formação)

Em se tratando de constituição ou formação, família e igreja tem muitos elementos comuns, sendo que mencionaremos apenas alguns:

1.1 Origem divina

A família origina-se na vontade soberana de Deus que percebeu que não era bom para o homem viver só (Gn 2.18; Mt 19.4). A igreja, também, origina-se na vontade soberana de Deus que se dispõe a entrar em aliança com o homem (2Co 5.19).

1.2 Separação efetiva

Tanto para a família quanto para a igreja se requer separação e renúncia. No caso da família é preciso cortar o “cordão umbilical” que nos liga à “placenta familiar”, para permitir a formação de uma nova “placenta familiar”. “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24). Igreja é ECCLESIA (lat.) ou EKKLESIA (gr.). “EK”, que significa “movimento para fora” e “KLESIA”, do verbo KALEO (gr.), chamar. Logo, “ekklesia” é a assembleia dos “chamados para fora” do sistema mundano que aí está, para viverem como filhos de Deus, na casa do Pai Celeste (Mt 10.37; 16.24).

1.3 União com exclusividade

A nova família se consuma na união do casal, pelo casamento: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gn 2.24); “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mt 19.6). Tendo Cristo por cabeça, a igreja constitui-se um só corpo: “Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.” (Ef 4.4-6). A amizade do mundo constitui-se uma quebra dessa união com exclusividade e, consequentemente, provoca a inimizade de Deus (Tg 4.4).

1.4 Declarações e Promessas

Uma nova família se inicia com declarações e promessas feitas entre os cônjuges. Na cerimônia de casamento são feitas declarações de amor e promessas de companheirismo, apoio e cuidado: “– Prometes amá-la(lo), honrá-la(lo), consolá-la(lo) e cuidar dela(e), tanto na saúde como na enfermidade, na prosperidade e na escassez, e te conservares exclusivamente para ela(e)?”; “– SIM PROMETO!” Isso demanda fé e confiança de que a outra parte honrará as promessas feitas.

Em se tratando da igreja, há expressas manifestações de amor e promessas preciosas da parte de Deus que abrangem o tempo presente e o porvir. “Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna.” (Mc 10.29-30); “..Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.”  (1Co 2.9). Ainda que possamos falhar, ele permanecerá fiel ao que prometeu e disposto a nos restaurar, se arrependidos, confessarmos os nossos pecados: “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” (2Tm 2.13).

1.5 Mudança de vida

Com o casamento e a formação de uma nova família muita coisa tem que mudar na vida dos cônjuges:

a) Nova identidade: além da mudança do estado civil dos cônjuges, normalmente, a nova família passa a ser identificada por um sobrenome comum.

b) Nova agenda: os cônjuges deixam de lado a “vida de solteiro” para dedicarem-se prioritariamente, um ao outro e à família. A declaração de Rute à sua sogra exemplifica bem o tipo de compromisso que deve haver entre marido e esposa no casamento (Rt 1.16-17).

c) Novo compromisso: o compromisso de caminhar juntos, em plena comunhão, sem segredos entre si, provendo o sustento e bem-estar um do outro, dedicando-se totalmente a fazer o outro feliz.

d) Novo sinal externo: o anel (aliança) no dedo anelar esquerdo torna visível, para memória dos pactuantes e para a sociedade, o compromisso assumido: “– Com este anel eu selo a minha aliança contigo, unindo a ti meu coração e minha vida, e te faço participante de todos os meus bens.”

Ao nos tornarmos seguidores de Cristo e membros da sua igreja, muita coisa tem que mudar em nosso estilo de vida:

a) Nova identidade: passamos a ser identificados com um nome comum, derivado do nome daquele a quem seguimos: cristão (At 11.26)

b) Nova agenda: que consiste em buscar, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33), deixando para trás a “vida antiga” (2Co 5.17), para nos dedicarmos, prioritariamente, a Deus, à família sanguínea e à igreja, na sua missão.

c) Novo compromisso: o compromisso de caminharmos juntos, em plena comunhão com os irmãos na fé, provendo o sustento da igreja, dedicando-nos totalmente a fazer a vontade de Deus.

d) Novo sinal externo: A pública profissão de fé e o batismo são sinais externos iniciais de uma fé interna. Entretanto, o sinal externo permanente e relevante é o testemunho cristão, para os de dentro e os de fora da igreja. O exemplo de Jesus: “contudo, assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou.” (Jo 14.31a)

1.6 Celebração da Comunhão

Não há momento mais íntimo do que aquele da família reunida à mesa para a sua refeição cotidiana, trocando olhares e compartilhando suas vivências. No início da igreja os cristãos se reuniam para celebrar a comunhão com a festa do amor (ágape), juntamente com a Ceia do Senhor. Esse segundo rito observado pela igreja – A Ceia do Senhor – será sempre um momento de celebração da Nova Aliança, em memória do Senhor e da sua redenção no Calvário, até que ele volte, e de celebração da comunhão da família da fé.

1.7 Duração

Todo pacto ou aliança estabelece não só os benefícios decorrentes de seu cumprimento, como também as consequências negativas para a parte que não se mantiver fiel. O casamento que dá origem à família é para toda a vida – “Até que a morte os separe”: “Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher.” (1Co 7.10-11). Os membros da família e a sociedade têm colhido frutos amargos devido à quebra da aliança conjugal e consequente desestruturação familiar. A igreja está inserida num pacto ou aliança de Deus com seus remidos de duração eterna: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!” (Hb 13.20-21).

Vale lembrar que a família consanguínea está limitada e restrita a este mundo terreno e transitório: “Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.” (Mt 22.30). Já a família da fé, a igreja militante, transpõe essa dimensão terrena e se transforma na igreja triunfante, no outro lado da eternidade.

2. Reprodução (Crescimento)

“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn 1.28)

Sem reprodução a família humana se extingue na face da terra. Então, pode-se afirmar que esta é a missão primeira e básica da família. É fato que, por uma questão biológica de infertilidade e de esterilidade, nem todo casal consegue cumprir essa missão familiar. Obviamente, há outras razões e motivações que levam um casal a não gerar filhos; não cabe aqui apresentá-las ou discuti-las.

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt 28.19)

Sem reprodução espiritual, sem novos discípulos, a igreja se extingue na face da terra. Então, por analogia, pode-se afirmar que esta é a missão primeira e básica da igreja. É o que se denomina de Evangelismo e Missões. É fato que, por razões diversas, tais como – apostasia, conformismo com o mundo, pecado encoberto, falta de compromisso e empenho com sua missão – uma igreja não cresce ou não cresce, quantitativamente, como deveria.

3. Organização (Funcionamento)

Para uma família funcionar bem, há que ter governança e seus membros precisam desempenhar seus respectivos papéis. A bíblia não se omite e fornece muitos ensinamentos sobre o assunto. O Pr. Ariovaldo Ramos desdobra esses papéis pelos três princípios ou elementos basilares da família: Paternidade, Maternidade e “Filidade”, a saber:

PATERNIDADE (Pai): Provisão, Proteção e Direção.
MATERNIDADE (Mãe): Inspiração, Acolhimento, Consolo e Nutrição.
FILIDADE (Filho): Alinhamento, Obediência e Continuidade.

A sociedade secular pode até ter outra visão sobre o papel do homem e da mulher na liderança da família, o que não é de se estranhar porque ela não está alinhada com os padrões divinos expressos na bíblia: “porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo.” (Ef 5.23). Não importa que pensem que esse princípio bíblico seja machista, retrógrado e ultrapassado.

A paternidade na Família Igreja emerge, espiritualmente, de Deus-Pai; e flui, efetivamente, através dos seus líderes. Essa liderança visível da Igreja foi instituída por Deus para exercer as funções de provisão, proteção e direção; através de homens segundo o coração de Deus que, naturalmente, precisam contar com o auxílio indispensável das mulheres.

A maternidade na Família Igreja emerge, espiritualmente, de Deus-Espírito Santo; e flui, efetivamente, através do mesmo Espírito, derramado sobre todos os remidos do Senhor, pertencentes à Nova Aliança. Portanto, o Espírito Santo e a Palavra de Deus, além da regeneração e crescimento, produzem inspiração, acolhimento, consolo e nutrição.

A “filidade” na Família Igreja emerge, espiritualmente, através de Deus-Filho; e flui, efetivamente, pelos filhos de Deus, membros do corpo de Cristo. Jesus é o nosso exemplo e modelo de “filidade”, isto é, de alinhamento com o propósito e a vontade do Pai, obediência aos valores do Pai e continuidade da missão (1Pe 2.21).

4. Preservação (Sobrevivência)

Por último, vale lembrar que é tarefa dos pais cuidar e zelar, por eles mesmos e pelos filhos, no que diz respeito ao sustento e desenvolvimento intelectual, social e espiritual. Nesse estilo de vida pós-moderno, homem e mulher, precisam ser mais do que pais provedores. Quer pela necessidade de buscar recursos financeiros, quer pelo glamour de uma carreira tentadora, eles podem sonegar o precioso tempo e dedicação, tão necessários ao investimento na família, de modo a preservá-la. Esse estar junto, cuidando e zelando, inclui também o estabelecer limites e exercer a disciplina preventiva e corretiva.

“ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mt 28.20)

Assim como na família dinheiro não é tudo e não há a figura de cliente ou expectador, na igreja, o que se espera é o compromisso e participação de todos. O sacerdócio universal dos crentes não pode ser apenas retórica, um discurso vazio e utópico. A liderança da igreja jamais dará conta sozinha de tudo o que precisa ser feito e não pode descuidar da disciplina preventiva e corretiva (1Co 11.32). Somos um organismo vivo, constituído por muitos membros, sendo cada um chamado a desempenhar a sua função. É o Espírito Santo quem capacita a cada um, mas cabe à liderança espiritual da igreja ser instrumento facilitador para que toda essa engrenagem funcione bem (Ef 4.15-16). E, assim, cada um desempenhando o seu papel, como crente-servo e não como crente-cliente, estaremos contribuindo para a preservação e crescimento da igreja, sustentados, sobretudo, pelo Senhor da Igreja, “até à consumação do século”.

Conclusão:

Que Deus nos ajude a compreender essas semelhanças entre família e igreja, duas instituições que nasceram no coração de Deus. Que, entendendo o papel de cada parte, possamos ser bênção e receber as bênçãos, ao participar de ambas.

 

A Palavra da Fé e os 4 “M”

Texto base: Atos 16.11-24; 32-34 (Romanos 10.8-10)

Introdução: (Contexto histórico)

Trata-se da segunda viagem missionária de Paulo (50-54 dC). O Objetivo inicial era visitar os irmãos de todas as cidades da primeira viagem (45-47 dC) para fortalecer-lhes a fé, depois de uns três anos.

A equipe inicial era composta por Paulo e Barnabé. Surge o primeiro problema. Uma grande desavença entre eles por causa de João Marcos (primo de Barnabé – Cl 4.10 e escritor do Evangelho segundo Marcos), que Barnabé queria que os acompanhasse e Paulo não concordava, pois este havia se afastado deles na primeira viagem (At 13.13).

Novas equipes são formadas: Barnabé e João Marcos vão para Chipre, com destino a Ásia, “assumindo ou usurpando” a rota inicialmente planejada da 1ª viagem. Nenhuma recomendação da igreja é mencionada e a viagem deles não aparece no registro Bíblico. Cerca de 12 anos depois, há registro de que Marcos assistia a Paulo na prisão (Cl 4.10; Fm 24) e que Paulo o manda chamar antes de ser executado (2Tm 4.11), o que demonstra que um fracasso não é necessariamente o fim de tudo.

Paulo e Silas partem para a mesma rota, só que no sentido contrário. Saem recomendados pela igreja de Antioquia e Lucas registra no livro de Atos os acontecimentos dessa viagem. Na cidade de Listra a equipe é reforçada por Timóteo.

Outro problema à vista. Em Antioquia da Pisídia resolveram sair da rota, provavelmente para não se encontrarem com a equipe de Barnabé, continuando em frente, até às proximidades da Mísia. Dali, tentaram retornar pela esquerda, para pregarem a Palavra na Ásia, mas foram impedidos pelo Espírito. Tentaram, então, tomar o sentido oposto, à direita, em direção à Bitínia e, outra vez foram impedidos pelo Espírito.  Entenderam, então, que o Senhor os impelia a seguir em frente, à Trôade, uma cidade litorânea do mar Egeu, que separa o continente Asiático do Europeu.

Em Trôade, aparentemente sem rumo, duas coisas acontecem:

1ª) Numa visão, à noite, o Espírito os direciona para a Macedônia (Europa);

2ª) Lucas, o médico amado, se junta à equipe. Na manhã seguinte, em pronta obediência à visão, navegam para a região da Macedônia, passando primeiramente pela ilha de Samotrácia, chegando à cidade de Neápolis e prosseguindo viagem até Filipos, cidade importante da Macedônia, a primeira do distrito e colônia romana e, localizada atualmente na Grécia. Ali permaneceram alguns dias.

1. UMA MULHER TEMENTE A DEUS (At 16.13-15)

A palavra da fé produz transformação!

A palavra da fé foi pregada a várias mulheres, porém, aparentemente foi recebida apenas por Lídia, provavelmente a primeira convertida na Europa. O texto destaca algumas informações sobre Lídia:

1ª) Uma mulher engajada no mercado de trabalho, no segmento de vendas (tintura purpúrea), que talvez estivesse ali no exercício da sua profissão;

2ª) Uma mulher temente a Deus que necessitava de salvação.

Lídia representa um grande grupo de pessoas que, por um lado tentam ganhar a vida honestamente, exercendo sua profissão; por outro lado, estão acomodadas a um sistema de vida que, consciente ou inconscientemente elaboraram para si próprias e, se acham seguras de que isso lhes garantirá a salvação eterna. Triste ilusão!

Há muita gente assim, fora e dentro das igrejas. É como diz o apóstolo Paulo em Romanos 10.2-3: têm zelo por Deus, sem entendimento; desconhecendo a justiça de Deus, adotam a justiça própria, ou seja, estabelecem seus próprios critérios de salvação. Pensando nesse tipo de gente, especialmente os que estão mais próximos das igrejas, podemos chamá-los, com todo respeito de GDS, os GOSPELS, DOMINGUEIROS e SIMPATIZANTES:

Golpel, porque virou moda; eles vão ao embalo da moda…

Domingueiro, porque afinal, domingo sem culto … semana sem graça (parafraseando)

Simpatizante, porque: “não sou da igreja mas gosto muito do culto: Que coral! Que pregações! Que gente legal!”

Ser batizado não é tudo! Participar de alguma atividade da igreja, também não é tudo! É preciso NASCER DE NOVO! É preciso CONVERSÃO, MUDANÇA DE VIDA!

É preciso ter cuidado com certas ideias ou doutrinas que ancoram esses sistemas de justiça própria! Alguns deles podem ser simbolizados por:

1ª) Balança de Pescador (Doutrina da compensação)

Atos bons > Atos maus = salvação

2ª) Bumerangue – vai e volta (Doutrina da reencarnação)

Na próxima existência vou me aprimorar mais.

3ª) Bom velhinho (Doutrina da compaixão final)

Deus é amor e bondade. No fim ele vai me perdoar….

Paulo pregou ali a Palavra da Cruz, aquela que é loucura para os que se perdem, mas, o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.

De alguma forma, ele expôs o Plano da Salvação, aquele que satisfaz a justiça de Deus, como por exemplo, aquele que a gente conta às crianças usando os dedos das mãos:

1 – Polegar: Adão pecou e o pecado passou a todos os homens. Pelo pecado veio a morte eterna, a separação eterna de Deus; (Rm 5.12)

2 – Indicador: Eu sou homem, logo sou pecador e estou perdido eternamente;

3 – Médio: Jesus Cristo morreu na cruz para que todo aquele que nele crer, tenha a vida eterna;

4 – Anelar: Eu me arrependo dos meus pecados, eu creio e confesso a Jesus como Salvador e Senhor da minha vida;

5 – Mínimo: Eu estou salvo!

(1-mata piolho, 2-fura-bolo, 3-maior de todos, 4-seu vizinho, 5-dedo mindinho)

A palavra da fé pregada por Paulo, juntamente com a intervenção do Espírito de Deus, fez com que Lídia abandonasse suas posições religiosas e se rendesse à justiça de Deus. Em seguida, ela recebeu o batismo, e já começou a fazer evangelismo e missões, levando sua família aos pés de Cristo e hospedando os missionários Cristãos.

2. UMA MOÇA ADIVINHADORA (At 16.16-18)

A palavra da fé é poder!

O texto nos informa que:

1º) Essa moça participava de um estranho negócio, altamente lucrativo, baseado em adivinhações;

2º) Ela era duplamente escravizada: pelo demônio e pelos patrões.

Já imaginaram do que ela era capaz? Quantas consultas, quantas revelações?

Ela representa aquele grupo de pessoas que está refém de Satanás, envolvido em pactos e/ou estranhos negócios lucrativos. Quantos empresários e governantes apelam para este tipo de compromisso diabólico?

Ela também necessitava de libertação; não do seu senso de justiça própria, como Lídia, mas de uma libertação espiritual. Ela estava sendo vítima do 3º tipo de ataque maligno: 1º)CONFUNDIR; 2º)CONQUISTAR; 3º)CONTROLAR ; 4º)COMBATER.

Ela, diariamente e gratuitamente, “adivinhava” a identidade dos missionários de Deus – servos do Deus Altíssimo. É interessante como a alma humana, mesmo aprisionada desse jeito, vai ao encontro do socorro necessitado. E, assim, no momento certo, Paulo a libertou em nome de Jesus.

“E ele na mesma hora saiu”

Essa palavra de fé é muito mais do que filosofia, um conjunto de doutrinas, etc. É “power”, é o poder de Deus para a salvação e libertação da escravidão de Satanás. A graça libertadora de Deus age na parte mais fraca, a jovem explorada. A liberdade implica em subjugar o maior tirano, o pecado (Jo 8.34; Pv 5.21-22). Esta fé traz nova esperança nas palavras daquele que é o alvo da fé (Jo 8.36).

Ninguém deve interpretar erroneamente os sentimentos de Paulo que eram de compaixão por aquela jovem e de indignação para com o espírito demoníaco que nela agia.

3. UMA MULTIDÃO MANIPULADA (At 16.19-24)

A palavra da fé é combatida!

Você tem certeza de que não tem sido manipulado pelos poderosos deste mundo?

“propagando costumes que não podemos receber nem praticar porque somos romanos”

A suposta acusação contra os missionários cristãos era a de “interferência cultural”, pois estavam propagando costumes que se contrapunham aos costumes romanos. A palavra aqui traduzida por “costumes”, no grego “étos”[1] (comp. At 6.14) parece incorporar práticas religiosas e ritualistas, além de hábitos sociais. Em outras palavras, quase que certamente se refere a todo o sistema judaico de vida.

Como se originam, se incorporam e se propagam os costumes? Por que é tão difícil resistir?

QUE MUNDO É ESSE?

Vivemos num verdadeiro CONSUMISMO DESCARTÁVEL (coisas, pessoas, valores, etc):

  • Culto ao corpo;
  • O que importa é o aqui e agora.

Nossa cultura brasileira foi impregnada por refrãos que produzem  valores e comportamentos altamente destrutivos:

  • O importante é levar vantagem em tudo;
  • Jeitinho brasileiro;
  • Eu só peço a Deus um pouco de malandragem…
  • Tô nem aí!
  • Deixa a vida me levar, vida leva eu.

É incrível como um mau costume pega! É incrível como uma tradição é aceita sem um prévio questionamento! Como é difícil deixar um sistema de vida, mesmo percebendo que este não atende aos anseios mais profundos da alma! Quão intensa é a pressão das massas sobre aqueles que não têm ou se propõem a deixar os seus costumes!

Felizmente há uma boa notícia para aqueles que sentem a necessidade de uma mudança de vida. A fé verdadeira em Jesus é capaz de operar uma mudança radical, removendo todos aqueles costumes que não têm sua origem no próprio Deus. Sua eficácia está no fato de que a mudança ocorre de dentro para fora. Inicia-se no interior, nas concepções e convicções e transborda para o exterior, tornando plena a mudança. É como alguém disse: “A beleza do cristianismo é que ele tira o homem do mundo e depois o mundo de dentro dele”. O mundo aqui não é o mundo físico, porém todo o sistema organizado que se opõe a Deus.

Na acusação está patente um falso patriotismo, uma ignorância quanto a distinção entre Judaísmo e Cristianismo, tudo isto a título de vingança. Ainda hoje o Cristianismo tem sido acusado de interferir na cultura ocidental, com suas regras e costumes que nunca deveriam ter saído de Israel. É uma visão totalmente distorcida dos fatos. “O Cristianismo, com todas as suas regras divinas e sua essência apresenta um referencial padrão de conduta para o homem. Aqueles que estão distantes desse referencial tentam destruí-lo para que não sejam condenados quando aferidos pelo mesmo.” (Exemplo: Sexo, família, moda, etc). Uma grande prova da distinção entre Cristianismo e Judaísmo é que o próprio judeu se mantém afastado. A fé é universal: “compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação…” (Ap 5.9-10)

Aqui nós encontramos a fórmula pela qual os costumes (sistemas) tentam prevalecer contra a palavra da fé:

  1. Motivação material: financeira – lucro;
  2. Violência;
  3. Discurso falso;
  4. Manipulação das massas (Poder de comunicação de massa – apenas alguns ditam as regras para todos);
  5. Obediência autômata das massas;
  6. Manipulação da justiça;
  7. Força física.

4. OS MISSIONÁRIOS CRISTÃOS (At 16.32-34)

A palavra da fé implica em compromisso!

“E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa.” (At 16.32)

Esses servos do Deus altíssimo – Paulo, Silas, Timóteo e Lucas – eram autênticas encarnações da palavra da fé, um dos sinais do novo nascimento. Viviam a essência do evangelho, ou seja:

  • Comunhão com Deus pela oração (16.13, 16)
  • Pregação do Evangelho (16.13)
  • Libertação dos oprimidos pelo diabo (16.18)
  • Edificação dos crentes (15.36)
  • Serviço à igreja (16.4)

Em resumo, trata-se de “Negócio humanitário”, sem fins lucrativos.

A palavra da fé é vencedora!

Toda a força que sustenta o sistema mundano não representa qualquer ameaça para os que estão na fé (1Jo 5.1a, 4). Satanás já está vencido (1Jo 4.4b).

É uma estranha maneira de vencer e paradoxalmente intrigante: os que estão do lado de Deus têm todo o poder sobre o reino das trevas; entretanto, este poder não os isenta da humilhação, do sofrimento físico, das perseguições e até da perda da vida. Na contabilidade divina, a vitória está no alcance dos objetivos maiores do Pai Celeste. Cristo morreu, mas venceu.

Tudo começou com uma visão onde alguém pedia ajuda. O fato é que duas pessoas, juntamente com suas famílias, foram alcançadas pela graça de Deus e uma jovem foi liberta. Paulo e Silas sofreram, mas venceram, pois, um testemunho de fé foi deixado ali em Filipos; mais uma igreja foi organizada. A vitória foi alcançada apenas com as armas espirituais.

Conclusão: Com qual desses grupos você se identifica?

Jesus disse: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas ESPADA.” (Mt 10.34). O cristianismo autêntico implica em confronto direto com o reino das trevas e todos os seus sistemas de vida. Assim é que ninguém pode viver debaixo dos dois sistemas. Terá que seguir a um e abandonar o outro.

“Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.” (Fernando Pessoa – 1888/1935)

…………………………………………………

[1] Costumes = Hábito: Lc 2.42; 22.39 + Rito: Lc 1.9; At 6.14; 15.1

“Os costumes atuam como um impermeabilizante, criando uma película em torno do indivíduo, isolando-o e sufocando-o. Só a fé em Jesus é capaz de tirar o homem deste cativeiro e dar-lhe verdadeira liberdade.”

 


Catedral Presbiteriana do Rio
22/08/2004 – Culto Vespertino (19h)
Esboço da Mensagem pregada pelo Presbítero Paulo Raposo Correia

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